Trinta e cinco anos depois, vem-me à memória a luta entre as duas perspectivas sobre o rumo que o país deveria seguir. De um lado, propunha-se a imposição do modelo utópico da distribuição da pobreza por todos; do outro, corajosamente, argumentava a lucidez de quem percebeu exactamente onde é que esse caminho acabaria por nos conduzir e que a História confirmou. Pelo meio, ficou a destruição de uma Herdade que era um exemplo económico no Portugal agrário, esmagada por uma "comprativa" Peter Pan.