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01 maio 2009

Transmigração

Nos idos da década de 80, andava meio Portugal fascinado pelas teorias místicas de Lobsang Rampa, alegado Lama Tibetano, vendendo-se os seus livros em catadupa. No fundo, foi outro percursor de Paulo Coelho, outro fenómeno esotérico de vendas. Pessoalmente, ainda li um livro, cujo título me escapa momentaneamente, mas no qual ele dizia que se pusessemos uma mulher nua em frente a um espelho, às escuras, e nos concentrassemos apenas e só na pureza da mente veriamos uma aura torneando o corpo. Confesso ter feito várias experiências, para tentar comprovar a tese, mas, como ser imperfeito que sou, apenas consegui vislumbrar o Nirvana terreno.
Mas Lobsang Rampa vem a propósito de outra coisa também mais terrena que aconteceu em Lisboa. Pelo que nos é noticiado aqui, parece que Lobsang Rampa teria razão noutra sua tese, quando defendia que se o nosso corpo fosse infinitamente aumentado, verificaríamos que o mesmo não forma um só bloco mas é composto por um número infinito de partículas microscópicas que poderiam atravessar uma parede de tijolos. Partindo daqui, qualquer um pensará que desta teoria se poderá extrair a ideia de que os fantasmas existem, mas que afinal são muito terrenos. Voltando ao acontecimento de Lisboa, começo a pensar que é verdade. Pense-se nas possibilidades: ou alguém conseguiu moleculizar-se e penetrar através das paredes de tijolo, fazendo, depois, desaparecer o objecto cobiçado ou então este, talvez vivendo já uma segunda vida, resolveu transmigrar, por entender que ainda não era tempo de se dar a conhecer, por o seu processo de purificação ainda não ter atingido aquele grau de pureza que lhe permitirá o retorno à vida num estádio superior ao que detinha anteriormente. Seja como for, perante o sucedido, penitencio-me, publicamente, por não ter dado o crédito merecido a Lobsang Rampa, inclinando-me perante a sua memória.