A minha geração leu e viveu o "Independente" com a força e frescura contestatárias próprias da juventude recém-adulta. Com as virtudes e defeitos inerentes, que bem que isso nos fez. Hoje, pensamos a coisa pública pela nossa própria cabeça, preocupamo-nos activamente com a sociedade e praticamos aquilo em que acreditamos, sem subterfúgios. Liberal-conservadora, é uma geração sem medo de pensar e de afirmar o que pensa, assumindo a responsabilidade que tal acarreta. Com valores.
Não divagando, havia outro semanário, dito de referência (e assim se auto intitula ainda hoje), que qualificávamos como "cata-vento", por se resguardar numa alegada seriedade equidistante que apenas sublinhava a sua função regimental, quase renegando as causas da sua fundação.
Epítetos como "espesso" e "saco de plástico" tornaram-se na sua griffe.
No meu grupo de amigos, era também conhecido como o "haltere", por causa dos intelectuais e respectivos imitadores que carregavam aqueles quilos de papel, até à esplanada. Era peso que ficava bem a quem buscava a bica e status.
Era e representava aquilo que nós não éramos nem queríamos: um no pasa nada.
Parece que agora tem um novo estatuto editorial que, escudado numa qualquer subjectiva excepcionalidade, quer transformar as notícias em não-notícias.
Parece, portanto, que continua a ser um longo bocejo social.
Fiel à não compra, parece que não tenho perdido nada ao longo destes anos.
Longa vida ao Expresso!
Não divagando, havia outro semanário, dito de referência (e assim se auto intitula ainda hoje), que qualificávamos como "cata-vento", por se resguardar numa alegada seriedade equidistante que apenas sublinhava a sua função regimental, quase renegando as causas da sua fundação.
Epítetos como "espesso" e "saco de plástico" tornaram-se na sua griffe.
No meu grupo de amigos, era também conhecido como o "haltere", por causa dos intelectuais e respectivos imitadores que carregavam aqueles quilos de papel, até à esplanada. Era peso que ficava bem a quem buscava a bica e status.
Era e representava aquilo que nós não éramos nem queríamos: um no pasa nada.
Parece que agora tem um novo estatuto editorial que, escudado numa qualquer subjectiva excepcionalidade, quer transformar as notícias em não-notícias.
Parece, portanto, que continua a ser um longo bocejo social.
Fiel à não compra, parece que não tenho perdido nada ao longo destes anos.
Longa vida ao Expresso!