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27 setembro 2009

Legislativas 2009 - Primeiras Impressões


Os resultados nos Açores demonstram a tendência de descida do PS. Desta vez, a descida foi acentuada, aliás foi uma descida de grande "amplidão". Por razões várias, o PSD não conseguiu capitalizar essa descida e o que temos agora é um futuro com muitas incertezas no continente, onde veremos até que ponto vai o poder de encaixe e de negociação de José Sócrates. Agora, venham as Autárquicas.

20 setembro 2009

A Galinha do Vizinho

Penso que está mais que na hora de por em pratos limpos toda a questão de Manuela Ferreira Leite e a Lei de Finanças Regionais, que está a servir de base para toda a argumentação política do PS-Açores.

Então vejamos: Manuela Ferreira Leite, no programa eleitoral do PSD, diz que recuperará "um enquadramento das finanças das regiões autónomas que não prejudique indevidamente uma delas, sem prejuízo do disposto entretanto para a Região Autónoma dos Açores no regime actualmente vigente."

Só com manifesta má fé é que se pode concluir daqui que, caso o PSD venha a formar Governo, os Açores vão perder o que quer que seja. Não é verdade que o PSD vá tirar qualquer benefício aos Açores.

Agora, o PS-Açores percebendo que não vai a lado nenhum insistindo apenas neste ponto, resolveu acrescentar qualquer coisa para tentar fortalecer o seu débil argumento. Viraram-se para a Madeira. Apelando a sentimentos feios, como inveja, o PS-Açores agora diz que o PSD e Manuela Ferreira Leite estarão a prejudicar os Açores se revirem a relação de Lisboa com a Madeira.

Se o PS-Açores diz que o Governo de Sócrates foi positivo para os Açores, tem que dizer também que um possível Governo de Manuela Ferreira Leite será também positivo para os Açores, pois, como já se viu, o PSD vai manter a política regional em relação aos Açores.

09 agosto 2009

Dêem-nos mais crédito

As declarações de Carlos César, como Presidente do Governo Regional dos Açores, a apelar ao voto no PS foram, como se sabe, para além do que é legítimo. Este é um dado factual.

Além disso, na mesma ocasião, César exprimiu uma opinião, que foi agora repetida pelo candidato PS pelo círculo dos Açores às Legislativas, Ricardo Rodrigues, onde disse que com Manuela Ferreira Leite será o "adeus ao Estatuto, a fundos", etc.

Que se saiba, o Programa de Governo do PSD ainda não é conhecido e os açorianos sabem disso. Quando o PSD apresentar o seu Programa de Governo, haveremos de compará-lo com os restantes e tiraremos as nossas conclusões.

29 julho 2009

Na Pré

Dois apontamentos sobre cada um dos dois vindouros actos eleitorais (por enquanto apenas no âmbito do continente).

Autárquicas e o debate António Costa-Pedro Santana Lopes. Fresquinhos da guerra dos vídeos na net, os dois candidatos à maior Câmara Municipal do país esgrimiram ideias com clara vitória para o candidato social-democrata. António Costa tentou usar e abusar da táctica “você está nervoso, acalme-se”, não acautelando, porém, que Santana poderia usar isso a seu favor, como o fez. De facto, o eterno Santana assumiu-se como um homem com o sangue na guelra, mais hands on approach, ao contrário de uma abordagem passiva, de cadeira de gabinete. No entanto, o elemento vital terá sido as discrepâncias evidentes que encerra a candidatura de Costa. Santana percebeu que aquela coligação colada à cuspo está pejada de contradições e encontrou ali um filão que aproveitou até se lhe acabar o tempo. Helena Roseta pensa duma forma sobre um assunto, Sá Fernandes doutra forma sobre outro assunto, etc. Uma trapalhada. De resto, goste-se ou não do estilo (confesso que não aprecio), a verdade é que Pedro Santana Lopes tem a escola toda e se ganhar, estará novamente relançado politicamente. Até onde, é a questão.

Legislativas: Numa medida claramente eleitoralista e demagógica, Sócrates anunciou contas poupança no valor de 200€ para bebés nascidos a partir de Setembro. O truque está na impossibilidade de se tocar nesse dinheiro até se atingir a maioridade. Ou seja, ninguém beneficia, as crianças, porque daqui a 18 anos, o valor de 200€ ou 500€ será outro. Os contribuintes, os pais? … A banca? Apenas a certeza que estes governantes pensam que os eleitores são estúpidos, como alguém já disse claramente, pode explicar a aprovação duma medida destas. Se era para brincar, antes prometessem mais 150 mil postos de trabalho.