Nos últimos 30 anos fomos governados quase sempre com uma tendência à esquerda. Com excepção dos governos de Cavaco e Silva nos anos 80 e o brevíssimo consulado de Durão Barroso no começo do milénio, os destinos de Portugal têm vindo a ser ditados pelos princípios da Esquerda socialista. E foi esse modelo de governação à esquerda que trouxe Portugal à beira do abismo que agora nos encontramos. É que a governação à esquerda parte dum princípio errado sobre a própria condição humana, pois condena a competitividade entre as pessoas e incentiva o igualitarismo em todas as suas vertentes. Os homens não são efectivamente todos iguais. Há uns que trabalham mais que outros. Há uns que têm mais e melhores qualidades que outros. Se reconhecermos este princípio estamos preparados para premiar os que trabalham mais e, consequentemente, incentivarmos a competitividade entre pessoas e entidades, que ao compreenderem que o trabalho e dedicação são compensados, acabam por trabalhar mais e, assim, desenvolver o país e toda a sociedade. A governação à Esquerda só relutantemente tem vindo a aceitar o princípio que a competitividade entre pessoas e empresas é positivo, mas fá-lo por obrigação e não por convicção e assim entra em conflito consigo própria. O fenómeno da globalização e a integração europeia obrigaram a Esquerda a redefinir-se, mesmo indo contra alguns dos seus princípios fundamentais. Criou-se, assim, uma espécie de curto-circuito na Esquerda.
O problema é que esse processo de gestão de conflito interno por que a esquerda socialista passou, afectou directamente a vida de todos os portugueses. Porque, por um lado os governos do PS tiveram que cumprir os objectivos impostos pela União Europeia e competir no mundo globalizado, mas por outro mantiveram-se fieis aos seus princípios de um Estado controleiro e omnipresente. Esta dualidade contraditória afectou fatalmente a gestão das contas públicas do país, porque o Estadão sem o qual a Esquerda socialista não sabe viver, não é compatível com o modelo de desenvolvimento que se exige na actualidade.
A tomada de posse do governo liderado por Pedro Passos Coelho é pois um primeiro sinal duma mudança necessária. Um governo desde logo emagrecido, com menos ministérios do que antes. Os exemplos têm que vir de cima, e o plano de emagrecimento do Estado tinha que começar mesmo pelo próprio governo. Depois, trata-se dum governo que integra personalidades com provas dadas em organismos como a Comissão Europeia, ou o Banco Central Europeu. Um trunfo importante neste momento em que temos que lidar com a troyka. E há ainda um dado, que apesar de parecer de somenos, poderá vir a revelar-se muito importante: trata-se dum governo jovem, com pessoas novas, despojadas já dos velhinhos complexos do pós 25 de Abril.
Existem actualmente em Portugal 3 formas de olhar a governação: por um lado temos a velhinha esquerda, do PC e do Bloco, que está em total estado de negação com o que se passa no resto do mundo, como se viu, aliás, ao absterem-se em negociar com a troyka. Depois há o modelo do PSD e do CDS que entende e aceita o mundo globalizado em que vivemos. Um modelo que protege os menos afortunados, ao mesmo tempo que beneficia o mérito. E depois há o não modelo do Partido Socialista que tem como objectivo apenas e só o poder. Para tal, cria um governo pesado que se inclui em todas as áreas da sociedade de modo a criar uma falsa e ameaçadora presença. Este não modelo socialista levou Portugal à beira do colapso financeiro e este não modelo socialista está a levar os Açores pelo mesmo caminho.
O problema é que esse processo de gestão de conflito interno por que a esquerda socialista passou, afectou directamente a vida de todos os portugueses. Porque, por um lado os governos do PS tiveram que cumprir os objectivos impostos pela União Europeia e competir no mundo globalizado, mas por outro mantiveram-se fieis aos seus princípios de um Estado controleiro e omnipresente. Esta dualidade contraditória afectou fatalmente a gestão das contas públicas do país, porque o Estadão sem o qual a Esquerda socialista não sabe viver, não é compatível com o modelo de desenvolvimento que se exige na actualidade.
A tomada de posse do governo liderado por Pedro Passos Coelho é pois um primeiro sinal duma mudança necessária. Um governo desde logo emagrecido, com menos ministérios do que antes. Os exemplos têm que vir de cima, e o plano de emagrecimento do Estado tinha que começar mesmo pelo próprio governo. Depois, trata-se dum governo que integra personalidades com provas dadas em organismos como a Comissão Europeia, ou o Banco Central Europeu. Um trunfo importante neste momento em que temos que lidar com a troyka. E há ainda um dado, que apesar de parecer de somenos, poderá vir a revelar-se muito importante: trata-se dum governo jovem, com pessoas novas, despojadas já dos velhinhos complexos do pós 25 de Abril.
Existem actualmente em Portugal 3 formas de olhar a governação: por um lado temos a velhinha esquerda, do PC e do Bloco, que está em total estado de negação com o que se passa no resto do mundo, como se viu, aliás, ao absterem-se em negociar com a troyka. Depois há o modelo do PSD e do CDS que entende e aceita o mundo globalizado em que vivemos. Um modelo que protege os menos afortunados, ao mesmo tempo que beneficia o mérito. E depois há o não modelo do Partido Socialista que tem como objectivo apenas e só o poder. Para tal, cria um governo pesado que se inclui em todas as áreas da sociedade de modo a criar uma falsa e ameaçadora presença. Este não modelo socialista levou Portugal à beira do colapso financeiro e este não modelo socialista está a levar os Açores pelo mesmo caminho.