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10 julho 2009

Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Que utilidade?


Acabou mais uma semana de reuniões plenárias na cidade da Horta e a credibilidade da política açoriana sofreu mais um forte abalo. De que interessa debater o distanciamento das populações da política, se depois assistimos a tristes espectáculos, como foi o caso? Mais, de que vale dizer que a Internet pode ser uma excelente plataforma para o debate político e de ideias, se depois é usada daquela forma?

Adiante.

A verdade é que pouco, ou mesmo nada, de importante foi discutido (quanto mais decidido) sobre a vida dos açorianos, assistindo-se apenas a picardias que resultam, acima de tudo, da percepção de todos os agentes políticos da região do momento de mudança que vivemos. Só assim se explica as recentes movimentações no xadrez e, em casos específicos, do sacrificar dos peões por parte daqueles que sentem o Rei em perigo de xeque.

No entanto, merece atenção a recusa, por parte da bancada socialista, da criação de uma Comissão Parlamentar de inquérito ao processo de construção dos navios Atlântida e Anticilone, proposta por todos os restantes partidos representados. Com efeito, este episódio até teria piada, mas apenas se o líder parlamentar do PS fosse um dos actores dos Monty Python e a Assembleia Legislativa Regional o cenário do Sentido da Vida. A verdade, porém, é que o destino dos milhões que estão empatados naquele projecto megalómano interessam sobremaneira aos açorianos, ainda mais no momento de crise e desemprego que se vive. Mas os socialistas preferiram chutar a bola para a frente, na esperança de ganharem algum tempo. É, porém, uma estratégia destinada ao fracasso, pois os açorianos não são, efectivamente, estúpidos e já perceberam que - além de tudo mais que possa existir nesta novela da Atlanticoline -, há uma enorme dose de incompetência.