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04 agosto 2010

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"Mulher e Anjo" de Flor Garduño

Dave Sitek-With a Girl Like You
Mojave 3-Mercy
Nouvelle Vague-Bela Lugosi's Dead
Red House Painters-I am a Rock
The Organ-Brother
Breeders-Walk it Off

20 novembro 2009

Old Habits Die Hard


De regresso às origens, tudo de bom. Boa música, com vozes femininas, bonitas, pois claro [siga-se as ligações, para comprovar].



The Amps - Dedicated.

Cat Power - Rockets.

Cranes - Jewel.

Electrelane - On Parade.

PJ Harvey - Dry.

Yeah, Yeah, Yeahs - Y Control.

29 julho 2009

Welcome Back


Pelas piores razões, temos de regresso a esta estranha Fórmula Um o mago do volante Michael Shumacher.

Para celebrar esse regresso e as notícias sobre Massa:


  • Breeders - Hellbound

  • Liz Phair - Statford on guy

  • Talking Heads - Psycho Killer

  • Scout Nibblet - Hide and Seek

  • Joe Jackson -One More Time

24 abril 2009

Prazer Amplificado pelo Tempo


Quem já me conhece e quem frequenta este blogue sabe que tenho uma paixão eterna por Kim Deal.

Conheci-a, como a maioria dos restantes 3% da população mundial que a conhece, por ser a baixista/vocalista dos Pixies. Perdidos, como estávamos, naquele final da década de 80, começo de 90, nestes Açores, pouco sabíamos daquilo que se passava dentro das bandas de que gostávamos. Recebíamos, com meses [por vezes anos] de atraso os discos e consumíamo-los como se fossem os últimos, literalmente. Era mau, mas era bom.

Pois, mais tarde, fiquei a saber que a Kim Deal e o líder dos Pixies tinham problemas de relacionamento, de modo que ela, juntou-se com a irmão gémea, Kelly, e com a Tanya Donnely das Throwing Muses e criaram as Breeders, que tiveram algum sucesso durante a década de 90 e que são, ainda hoje, uma das minhas bandas preferidas, lançando discos esporadicamente [quando ambas as gémeas estão sãs].

Serve isto para justificar que até há bem pouco tempo não conhecia um grupo chamado The Amps, que lançou um disco apenas [Pacer], no longínquo ano da graça de 1996. Os The Amps foram, afinal, outro projecto paralelo da Kim.

Ouvir Pacer é o mesmo que ouvir um dos discos das Breeders dos anos 90. Aquela melodia potente de guitarras graves e palpitantes, aquele baixo marcante, a bateria forte e a voz angelical e viciante da Kim Deal. No fundo, o som cru e verdadeiro de uma jovem que desbravou novos terrenos do rock dito alternativo. Soa exactamente ao mesmo. E por isso mesmo, soa-me bem, soa-me muito bem. Ainda bem que não conheci esse disco na altura devida, porque tenho o prazer de o descobrir agora.

PS: em discos destes, acho uma injustiça realçar um tema, mas se o tivesse de fazer neste caso, diria Bragging Party. (na playlist ao lado, basta clicar play)

04 março 2009

Dial 'M' For...


- Electrelane, Birds

- Blonde Redhead, Elephant Woman

- Stereolab, Jenny Ondioline

- Breeders, Glorious

- Scout Niblett, Do you wanna be buried with my people?

10 fevereiro 2009

Silently


Regresso ao estilo normal da Máquina.

- Blonde Redhead, 23

- Breeders, T and T

- Gus Gus, Polydistortion

- Brian Eno, Third Uncle

- Stereolab, French Disko

- TV on the Radio, Halfway Home

29 janeiro 2009

Cubos de Açúcar


Renovação na playlist, para dar lugar às vozes femininas.


A obrigatória Chan Marshall a.k.a. Cat Power, Good Woman;

Hope Sandoval y Mazzy Star, Fade Into you;

Ani Difranco, Overlap;

Julie Doiron, No More;

Com a Kristin Hersh, mas sem a Tanya Donnely, as Throwing Muses, Firepile;

As gémeas Deal das Breeders, Too Alive;

Björk no tempo de Sugarcubes, Christmas Eve;

Liz Phair, Stratford-on-guy


A foto da inspiradora Christina Ricci foi tirada do Keyser Soze's Place.

13 janeiro 2009

Máquina de Lavar - O Original


O título deste blogue não encerra nenhum objectivo higiénico-social. O nome ‘Máquina de Lavar’ é em honra daquele que é um dos principais discos da(s) minha (nossa) vida(s).

Sonic Youth formaram-se em 1981 em Nova Iorque e são, indiscutivelmente, uma referência dentro do estilo de música que produzem (custa-me catalogar numa palavra), influenciaram directamente toda aquela geração que teve grande sucesso nos anos 90, como os Pixies, Pavement, Nirvana etc.

Washing Machine não é um disco fácil para a maioria das pessoas, qualquer coisa que se assemelhe com cerca de dez minutos de feedback de guitarras é ruído. Mas para os restantes, esses dez minutos são pura inspiração, nas palavras dos próprios Sonic Youth (na letra de Skip Tracer): "The guitar guy played real good feedback". Washing Machine (1995) marca, na minha opinião, a passagem da adolescência à maioridade nos Youth, longe vão os devaneios de Daydream Nation (1988), Goo (1990) ou Sister (1987), para darem lugar a um estilo mais firme, mas sem perder nada da sua essência. Dirty (1992) parece-me que já é uma aproximação a esta nova abordagem, que falha, porém, no disco seguinte, Experimental Jet Set Trash and No Star (1994).

É-me totalmente impossível retirar um só tema de Washing Machine, sob pena de perder a linha que o constrói, por isso na Playlist está o registo na íntegra. Destaques também não é fácil fazer, mas a canção que dá título ao disco é obrigatória, tal como Little Touble Girl com a voz angelical da demoníaca Kim Deal (Pixeis-Breeders), No Queen Blues e o diálogo voz de Moore-guitarra de Ranaldo e, por fim, Diamond Sea que representa a tal chegada à maioridade na sua plenitude.

Usando as palavras do Alexandre Pascoal, está em repeat…mas há muito.

13 dezembro 2008

Música do Ano


Dezembro, mês de aprovações, faltas injustificada e, enfim, balanços. Neste sentido, gostaria de partilhar algumas das músicas que mais me acompanharam ao longo deste colorido, enriquecedor, mas também frustrante, ano.

Como eu não sou nada daquelas pessoas que diz que ouve de tudo um pouco, vou já avisando que este conjunto de músicas é todo dentro do mesmo género, acho. Diz que é música alternativa ou independente. Eu digo que é música que gosto.

Não esperem, porém, o obrigatório best of do ano. Não. Eu não trabalho em nenhuma revista de música, por isso não tenho nenhuma obrigação de fazer esse tipo de listas (que enervam-me um bocado, aliás). Músicas de várias décadas, mas intemporais.

Wolfgang Press – Raintime (1988)
Adorable – Homeboy (1994)
Blonde Redhead – Falling Man (2004)
Breeders – Saints (1993)
Cranes – Jewel (1993)
Electrelane – Love Builds Up (2004)
Gui Boratto – Beautiful Life (2007)
Fugiya & Miyagi – Ankle Injuries (2006)
Modern English – Gathering Dust (1980)
Pavement – Rattled by the Rush (1995)
Bon Iver – For Emma (2008)
Yo La Tengo – Today is the Day (2003)
The Cure – Piggy in the Mirror (1984)
Joy Division – Decades (1980)
Cat Power – Cross Bones Style (1998)

07 junho 2008

Steve Albini

Steve Albini é o nome comum a toda a música que está na Playlist. Albini produziu todos os discos de Electrelane, Breeders ou Scout Niblett, bem como os primeiros trabalhos de PJ Harvey e o último trabalho dos Nirvana. Difícil mesmo foi escolher da extensa lista de músicos que Albini produziu.

27 março 2008

Breeders - Mountain Battles


A carreira das Breeders não é fértil em discos. A banda das gémeas Kim e Kelly Deal existe desde os anos '70, mas foi devido ao sucesso de Kim com baixista dos Pixies, que as Breeders gravaram o primeiro disco em 1990, Pod. Seguiu-se Last Splash que teve algum êxito, principalmente porque foi editado na altura em que o grunge estava em alta, 1993. Nove anos depois, em 2002, gravaram Title TK. Agora, cinco anos mais tarde, sai Mountain Battles.


Sou um grande fã das Breeders. Title TK e Pod são, para mim, discos indispensáveis, daqueles que de vez em quando tocam de princípio a fim sem parar. Por isso, era com alguma expectativa que queira ouvir este Mountain Battles. Mas devo dizer que após a primeira audição, fiquei algo desapontado, parece-me muito paradinho. A verdade é que a fasquía estava alta e seria difícil superar os discos anteriores. Estou certo que as passagens pelos centros de reabilitação retiraram muita "inspiração" às gémeas. Bom para elas, menos bom para nós.

21 outubro 2007

4AD


Desta vez a Playlist não presta homenagem a uma banda, mas sim a uma editora independente, a 4AD. Sob a direcção de Ivo Watts-Russel, a 4AD ganhou espaço no começo dos anos '80 ao lançar no mercado disco de bandas como Bauhaus, Birthday Party, Dead Can Dance, The Wolfgang Press, The Clan of Xymox, etc. A partir de meados daquela década, os discos da editora sediada na Alma Road, em Londres, eram esperados religiosamente pelos fãs. E foi assim que o mundo da música ficou a conhecer bandas como os Pixies, Cocteau Twins, Throwing Muses, Breeders e tantos outros. Actualmente a 4AD continua a dar boa música, como são exemplo os Blonde Redhead que passaram por aqui há bem pouco tempo.


Keep them coming!

28 agosto 2007

O outro lado de Kim Deal


No meu último post elogiei a banda The Breeders, por isso é apenas normal que lhes dedique uma playlist, tal e qual fiz com outras bandas.

The Breeders é a banda que a baixista dos Pixies criou, à margem do grupo de Black Francis. Essencialmente, as Breeders (o artigo definido é feminino porque esta banda é composta por mulheres, na sua maioria) espelham aquilo que Kim Deal queria fazer nos Pixies, mas que não podia. Na verdade, as Breeders começaram nos finais dos anos '70, quando Kim Deal e a sua irmã gémea Kelly Deal tocavam em bares no Ohio. Mas foi com a ascensão dos Pixies, que Kim revitalizou a banda, trazendo Tanya Donnely das Throwing Muses e através da editora 4AD. Há apenas 3 álbuns de originais, cada um melhor que o outro: Pod (1990), Last Splash (1993) e Title TK (2002), havendo, porém, outros EP's e um disco gravado ao vivo. Espera-se um novo álbum de originais em 2007.

27 agosto 2007

Death to the Pixies

Corria o ano de 1985 quando Charles Michael Kitridge Thompson IV decidiu aderir a um programa de troca de estudantes e partir para Porto Rico, deixando a sua Universidade em Massachussets. Bastaram 6 meses para ficar farto e decidir que, ou iria para a Nova Zelândia ver a passagem do cometa Halley, ou regressava a casa e formava uma banda de rock.

Felizmente para nós todos, Charles não foi para ver o cometa. Quando aterrou em Boston, contactou o seu antigo colega de quarto, Joey Santiago e rapidamente convenceu-o a deixar os estudos e aderir ao seu projecto. Charles achou que o seu nome não era apelativo para o mundo do rock, por isso alterou-o para Black Francis. Colocaram anúncios nos jornais para encontrar um baixista e um baterista, Kim Deal apresentou-se para o baixo e aconselhou David Lovering, um músico de casamentos, para a bateria. Estavam formados os Pixies.



Os Pixies começaram a dar alguns concertos, por vezes abrindo para outra banda que estava a dar os seus primeiros passos, Throwing Muses. E foi quando a banda de Kristin Hersh e Tanya Donnely foi contratada para a editora londrina 4AD, que os Pixies tiveram a sua oportunidade. O director da, agora lendária, editora Ivo Watts-Russel ouviu o seu som e decidiu logo propor um contracto. Estávamos no ano de 1987 e os Pixies lançavam o seu primeiro trabalho, o mini-álbum "Come on Pilgrim". Na altura foi uma lufada de ar fresco para toda a música, com temas como "Vamos", ou "Isla del Encanta" mostrando um rock muito musculado, com fortes guitarradas bem amplificadas, vistas agora como o som clássico de Pixies. "Come on Pilgrim" atingiu o nº 1 de vendas da lista independente do Reino Unido.





Em Março de ’87, os Pixies lançam no mercado o seu primeiro álbum completo, "Surfer Rosa", que foi como uma continuação do seu antecessor. O mesmo género de som e, desta vez, incluindo temas que têm já o seu lugar na história do rock alternativo, como "Where is my mind?", ou "Gigantic". Este disco comprovou que "Come on Pilgrim" não tinha sido um mero acaso e os Pixies foram definitivamente reconhecidos como uma banda a ter em conta na cena alternativa.





O início de ’89 marca o lançamento daquele que é, para mim, e para a generalidade dos fãs e críticos, o melhor trabalho dos Pixies; "Doolittle". O grupo estava no ponto alto da sua curta carreira, em termos de criatividade e também na relação entre os próprios, apesar de nessa altura já surgirem rumores de desavenças entre Black e Kim. "Doolittle" lança as bases do rock que se fez nos anos 90. Há quem diga que Kurt Cobain afirmava que, sem "Doolittle" dificilmente haveria "Nevermind". No entanto, para mim este disco só tem 14 músicas, ao contrário das 15 do original, isto porque o tema "Here Comes Your Man" não conta. Acho que não tem nada a ver com o resto do som, tanto do álbum, como do grupo, mas a razão principal talvez seja porque era abusivamente passado numa conhecida ex-discoteca, para os lados da Atalhada, ao lado de vomitórios como "What´s Up" das 4 non-blondes, cada uma passava, pelo menos, 3/4 vezes por noite.





Depois do sucesso de "Doolittle", os problemas de relacionamento entre Kim Deal e Black Francis pioraram. Muitos críticos entendem que é por essa razão que o disco seguinte dos Pixies perde qualidade. De facto, "Bossanova" é, pelo menos, diferente dos antecessores, não havendo mais letras sobre mutilações, morte, ou barbáries, mas sim relatos de viagens pelo Universo e extra-terrestres. Foi uma mudança que a mim não agradou.





Em ’91 sai aquele que viria a ser o último trabalho de originais dos Pixies: "Trompe de Monde", que foi um regresso à fórmula antiga, ainda que de uma forma mais agressiva. Na minha opinião é um excelente disco, apesar de, em termos comerciais, não ter tido grande sucesso.





Em ’93 a banda acaba mesmo, com Kim Deal a seguir com o seu fantástico projecto The Breeders e Black Francis, a tornar-se Frank Black e seguir uma carreira a solo.