30 junho 2007

Rali de São Miguel 2007


Antes de mais devo dizer que sou um verdadeiro adepto do desporto automóvel, não me interessa muito o funcionamento interno, mas sim o que vejo nas estradas. Dito isto, posso dizer que achei o Rali de São Miguel deste ano foi muito fraquinho. Não tem nada a ver com a organização, que deve ter feito um bom trabalho, uma vez que não se notou nada fora do vulgar, correu normalmente. Aliás, depois de todos os problemas que aconteceram no GDC durante este ano, não se esperava que estivesse tudo tão bem.

O problema reside na competitividade, ou na falta dela. É que, apesar de ter havido algumas lutas engraçadas, uma vez que até mesmo o 1º lugar esteve em discussão no começo do segundo dia, a verdade é que depois de passarem os primeiros cinco carros, o rali perde o interesse. Mais do que a falta de pilotos estrangeiros (Mary Lou foi um grande barrete), notou-se (e de que maneira) a falta de alguns pilotos açorianos que deixaram de correr este ano. No que diz respeito aos carros, esperava muito dos novos S2000, mas não corresponderam por razões diversas, no entanto espero que tragam algum ânimo aos ralis porque os actuais Grupo N não o fazem, talvez porque são carros muito pesados e pouco atractivos.

É preciso mudar algo nos ralis açorianos. Não sei se os apoios que são dados a umas equipes desmotivam outros. Não sei se é possível fazer um dos ralis de São Miguel em asfalto, apenas para ver se é viável. Não sei se a nova classe S2000 é acessível às equipes açorianas... Sei, isso sim, é que os ralis nos Açores estão cada vez mais desinteressantes. Talvez porque fomos mal habituados nos últimos anos.


P.S.: Há poucos dias estava a ver velhas cassetes VHS e vi o Especial Rali do ano em que Yves Loubet venceu a Volta a Ilha. Ontem estava a ver o Especial Rali deste ano, na RTP-Açores e não houve qualquer evolução, em termos do programa. Mantém-se a mesma fórmula cansada e batida.

29 junho 2007

Uma discussão que deve ser feita

Deve haver algum tipo de controle contra o uso abusivo do anonimato nas caixas de comentários dos blogues?

27 junho 2007

Cidadania e Democraticidade na UE*

Um dos objectivos do processo de integração europeia é aprofundar a cidadania europeia, que tal como está consagrada actualmente nos Tratados, é ainda muito insípida. Para que tal aconteça, será necessário que seja definida de forma cada vez mais concreta, para que os europeus se revejam nesse conceito e para que sintam fazer parte de uma identidade europeia. O sistema educativo tem, neste contexto, um papel determinante, da mesma forma que o foi aquando da consolidação das identidades nacionais. Será desde os primeiros anos de escola, que se deverá incutir o significado de cidadania e de pertença a uma comunidade europeia.

Uma das grandes críticas ao processo de integração europeia é o facto das instituições comunitárias estarem ‘longe’ dos cidadãos, estes são objecto das decisões e não sujeitos da comunidade política europeia. Isto decorreu do método funcionalista que Jean Monnet concebeu para a construção europeia, que através de decisões de elites, de cariz essencialmente económico, criou um grande desinteresse, por parte dos cidadãos.

Nas regiões periféricas e ultra-periféricas, esse desinteresse é sentido de forma ainda mais aguda, George Steiner escreveu na sua “Ideia da Europa” que um dos principais factores para a construção de uma identidade europeia, é a possibilidade de percorrer a Europa a pé, esta afirmação põe a nu a situação de exclusão que vivem os habitantes das regiões ultra-periféricas das ilhas, que além de padecerem do desinteresse pelas instituições europeias, que é comum à maioria dos europeus, vêem-se ainda afastados dessa possibilidade de participar no processo de construção de uma identidade europeia, tal como Steiner o concebeu.

Apesar da cidadania europeia, institucionalizada com o Tratado de Maastrict, em 1992, ter sido um passo importante na tentativa de estabelecer uma ligação mais próxima entre as instituições e os cidadãos, a verdade é que continua a ser observável uma grande dose de falta de informação, relativamente à União Europeia e, talvez mais importante, a tal identidade europeia não se desenvolveu. Uma das explicações poderá residir na falta de democraticidade, que tantas vezes é apontada à União Europeia. Verifica-se, por via da transferência de poderes dos Estados-membros para a União e porque as políticas são adoptadas por órgãos próprios da União e não por representantes dos Estados, que os cidadãos não têm o poder de responsabilizar directamente aqueles que tomam, verdadeiramente, as decisões e que, dessa forma, afectam a sua vida, um bom exemplo disso e talvez o mais significativo é a moeda única.

Uma das formas de construir uma cidadania europeia verdadeira, será através do combate a este déficit democrático. Nos contextos nacionais, as cidadanias têm vindo a ser fortalecidas devido à participação activa que as sociedades têm na condução das políticas, seja através do voto, seja através de lutas e conflitos que permitiram, em muitos casos, que os cidadãos adquirissem uma série de direitos e deveres e, ganhando ao mesmo tempo, uma identidade comum. Será, então, imperioso que a União disponibilize a todos os seus cidadãos e a todas as instituições políticas que eles fazem parte, formas para participarem no processo político, ganhando por um lado, a tão requerida democraticidade e, por outro ao fortalecimento da cidadania europeia.

Apesar de todos os problemas supracitados que revestem a construção europeia, a verdade é que a Europa é uma realidade para todos os seus cidadãos, seja de uma forma mais ou menos próxima, seja de uma forma mais ou menos consentida, e todos sabem que são ‘europeus’, apesar de se sentirem, antes de mais portugueses, espanhóis, ingleses, ou açoreanos, catalãos, escoceses, etc.

O alemão Jürgen Habermas afirmou que numa democracia liberal, os cidadãos devem sentir-se leais e identificados não com uma identidade comum, mas sim com princípios constitucionais que garantam plenamente os seus direitos e liberdades. Esta parece ser uma proposta muito interessante, uma vez que congrega em si, o melhor da tradição liberal e tolerante europeia, ao mesmo tempo que garante uma participação efectiva dos cidadãos na condução das políticas que lhes dizem respeito, por outro lado Habermas combate o terrível nacionalismo de cariz étnico, que tem sido o inimigo da paz na Europa e que se afigura como um das principais ameaças à construção europeia e que no dealbar deste século XXI, ganha uma alento preocupante.
* Tese apresentada no II Congresso Nacional Portugal e o Futuro da Europa, organizado pelo I.E.E.I e realizado na Fundação Calouste Gulbenkian nos dias 25 e 26 de Junho de 2007.

21 junho 2007

Isto é a Fox News

Quando se liga o canal Fox News sabe-se, à partida, o que se pode esperar: uma defesa intransigente do Partido Republicano e dos valores conservadores dos EUA, ao mesmo tempo que tentam derrubar o Partido Democrata e tudo que tenha que ver com valores liberais. É tão simples quanto isso.

É claro que não é nada fácil assistir a tipos como Bill O'Reilly e principalmente Sean Hannity darem as suas opiniões, que em muitos casos são quase fundamentalistas e são sempre a favor da administração Bush, mesmo perante todas as evidências. Recordo-me que há pouco tempo, um dos candidatos à nomeação republicana para as eleições para a Presidência, o congressista Ron Paul, disse num debate que os ataques de 11 de Setembro aconteceram devido à presença dos EUA em alguns países do Médio Oriente. Foi apupado no debate e atacado pelos seus pares, principalmente Giuliani que pensa que tem uma autoridade moral para falar do assunto, por razões óbvias. O pior para Paul foi enfrentar Hannity (está à direita do candidato, à esquerda está Alan Colmes) depois do debate.

O melhor mesmo é ver.

20 junho 2007

A Ota e os açorianos

Como diz Carlos Melo Bento hoje no Açoriano Oriental, nós açorianos temos de estar muito atentos à questão do novo aeroporto de Lisboa. É que, como sabemos, as passagens aéreas entre os Açores e a capital não são nada baratas, agora imagine-se que o aeroporto vai para um sítio longe como a Ota. Passaremos a ter um agravamento de preço considerável, para ir até à cidade propriamente dita. Passo a citar Melo Bento “nem quero pensar nas incomodidades e despesas e tempo que os açorianos terão de suportar para irem de cá até à velha capital imperial, centro onde se resolve negócios, assuntos de saúde, de estudos e correspondentes visitas a filhos (...) As chegadas de madrugada, então, serão um mimo de segurança e bem-estar.”

19 junho 2007

Que Alargamento?

O alargamento é, indubitavelmente, uma das maiores obras da U.E. A estabilidade política, a prosperidade e a Democracia, são factores suficientes para que um grande número de países procure a adesão, principalmente do Leste. O ex-Comissário Europeu para as Relações Externas, Chris Patten, afirmou que o processo de alargamento foi a política externa com mais sucesso da U.E., porque exportou Democracia, estabilidade e reformas comerciais aos países candidatos à adesão.

O processo de alargamento acarreta, no entanto, um preço para a U.E., uma vez que a integração implica uma partilha da soberania, por parte de cada país, em muitas áreas. Por outro lado, quanto maior é o número de países, mais interesses específicos há para contemplar e mais difícil se torna para obter compromissos. Daí ser urgente uma reforma institucional na U.E.

Depois das últimas adesões, começamos a chegar a um ponto onde cada vez mais europeus sentem que as fronteiras da U.E. não reflectem aquilo que consideram ser Europa. É, portanto, um momento decisivo para a U.E., para saber até que ponto se deve ir.

A perspectiva da adesão da Turquia - e bem assim, da Ucrânia - reforça a questão: até onde pode ir a Europa? Se a Ucrânia aderir à U.E., porque não também a Rússia? Assim a discussão entra no campo da identidade e valores europeus, e se aqueles que pretendem aderir à U.E. os partilham. Se chegarmos à conclusão que é importante essa partilha de valores, então deveremos discutir este assunto de frente, em vez de perpetuar conversações, que levam a um cansaço a ambas as partes envolvidas no processo.

No entanto, no mundo actual as coisas mudam com grande rapidez. E a perspectiva de adesão altera os próprios países que aspiram a entrar. A Turquia, por exemplo, poderá estar dentro de alguns anos de tal forma modernizada que poderá fazer parte da família europeia. Mas o caso turco tem outro aspecto; se aderir à U.E., a Turquia arrisca-se a ser o maior e ao mesmo tempo um dos mais pobres países dentro da U.E. Podendo vir a ser, deste modo, o país com maior número de votos no Conselho de Ministros e um dos principais candidatos aos fundos estruturais. Como é evidente, alguns dos actuais Estados-membro não vêem com bons olhos essa perspectiva.

Deste modo, parece ser muito difícil continuar o processo de alargamento, ainda mais depois das últimas adesões. Principalmente porque a U.E. não tem capacidade de absorver mais países, sob pena de aumentar a problemática institucional, mesmo com a tão desejada reforma. A solução poderá ser uma situação intermédia, que passa por uma “parcerias privilegiadas”, que oferecem muitos dos benefícios de pertencer à U.E., mas sem o estatuto formal de Estado-membro.

Portugal É, Seguramente, Melhor do que os EUA

........em Hóquei em Patins e na culinária.
Ainda pensei numa ou noutra hipótese, mas prefiro pôr a assunto a discussão.
Aceitam-se opiniões; em que é que Portugal é, seguramente, melhor do que os EUA, e sempre?
Opine, pela sua saúde.

18 junho 2007

Dr. Strangelove

Há poucas noites estava a fazer um zapping pelos canais que tenho disponíveis, quando vejo um dos meus actores preferidos, Peter Sellers, num filme a preto e branco. Rapidamente percebi que se tratava de Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964). Já tinha lido algumas críticas a este filme, muitas delas afirmando que se trata do melhor trabalho de Stanley Kubrick e isso suscitou em mim um grande interesse, pois Kubrick já realizou filmes como A Laranja Mecânica, 2001 Odisseia no Espaço ou Shinning.

Tenho pena, pois quando comecei a ver, o filme já tinha começado, mas devo dizer que tudo o que li sobre Dr. Strangelove estava certo. Desde logo porque conta com aquela que é talvez a melhor actuação de Peter Sellers, que faz três papeis e está brilhantemente acompanhado por George C. Scott (Patton). Mas principalmente porque se trata de uma comédia negra, que critica o sistema político internacional de meados dos anos 60. Mesmo quem não gosta de Kubrick, deve gostar deste filme.

O que posso dizer mais? É um filme a não perder.

17 junho 2007

"Alta Pressão", feito com Alma

Foi mais uma vez com interesse e agrado, que assisti a mais um “Alta Pressão”, programa de produção regional e transmitido pela RTP – Açores, que percorre as nossas 9 Ilhas, mostrando o que de melhor tem a sua natureza e mar, através de uma visita onde vão praticando várias modalidades desportivas, que vulgarmente se denominam de “radicais”.

Este programa é apresentado por Luís Melo, Ricardo Moura e por um terceiro jovem (que me perdoem mas não me recordo do seu nome), e tem por base uma ronda pelas nossa nove Ilhas, mostrando que práticas desportivas de ar livre e sem motor, podem nelas ser praticadas.
Posso dar como exemplo o programa que passou hoje na RTP-A, que foi filmado na Ilha de São Jorge, em que, num périplo pela Ilha, praticaram actividades tais como, passeios de bicicleta, surf e body-board, além de para-pente (que proporcionou imagens únicas das Fajãs da costa norte desta ilha), e da descida de uma cascata em rappel, bem como uma visita ás profundezas desta ilha de lava.

O bom tempo não acompanhou esta visita a São Jorge, mas mesmo assim ficou uma bonita imagem da ilha, e demonstrou algumas potencialidades a nível de desporto e lazer a explorar pelos locais e/ou turistas.

O “Alta Pressão” é um programa simples (na acepção positiva da palavra) e feito com alma, que procura mostrar, sem filtros, a natureza no seu estado puro, e a alegria e prazer com que os seus protagonistas o fazem. E isso sente-se, pelo menos eu sinto.

Não tenho dúvidas que os meios técnicos, humanos e materiais, são escassos, fruto da falta de recursos financeiros, para levar a cabo este projecto em melhores condições. Mas também não tenho dúvidas que o “Alta Pressão”, é um excelente postal das nossas Ilhas, na medida em que explora e demonstra, que actividades de desporto/lazer podem aqui ser praticadas, e fá-lo mostrando locais de rara beleza, e alguns pouco conhecidos.

Por isso, e mesmo antes de acabar esta série de programas, digo que merece uma segunda série, para voltar ás mesmas 9 Ilhas, e mostrá-las, novamente, sobre um diferente prisma, e com uma aproximação á natureza mais real e verdadeira. (estou, por exemplo, a lembrar-me da subida á montanha da Ilha do Pico).
Força “Alta Pressão”, continuem em alta, e que o Anti Ciclone dos Açores esteja convosco
.

A Nova F1


Desde novo que sou fã de Fórmula 1. Quando comecei a interessar-me pela modalidade, era Nélson Piquet o meu piloto favorito, não sei porque razão. Depois que Piquet deixou de ganhar corridas e campeonatos, não tinha nenhum piloto preferido, entre Mansell, Senna e Prost, talvez torcesse mais pelo inglês, porque era o mais irascível entre os três.

Entretanto, no início dos anos 90 surge o fenómeno Schumacher. Converti-me, rapidamente ao alemão. Primeiro na Benneton e depois na Ferrari. Vibrei com os duelos com Damon Hill, Mika Häkkinen, David Coulthard e tornei-me num ferrarista. Até que há uns três anos surge o espanhol Fernando Alonso, que começou a ameaçar Shumacher e que eventualmente destronou o alemão. Desde que apareceu, nunca gostei de Alonso.

Esta temporada de 2007, marca uma nova era; uma era pós-Shumacher, e uma era em que cada vez mais os carros têm muitas ajudas electrónicas, o que a meu ver retira muita da espetacularidade (este facto pode ser extensível aos rallys). Encarei este começo com alguma desconfiança, porque não tinha nenhum piloto preferido. Na Ferrari, Massa e Raikkonen não são empolgantes, a McLaren tinha o Alonso e o “novato” Hamilton. Pensei que esta época iria ser um passeio para Alonso, mas eis que Lewis Hamilton surge como um grande piloto, que bate frequentemente Alonso e que está a dar um ânimo à F1, que ninguém conseguiu prever.

No entanto, a Ferrari continua a ser a minha equipe favorita e apesar de não estar perto da McLaren actualmente, a verdade é que quando vier a estar, não vou torcer pelo Hamilton, mas sim por Massa, ou por Raikkonen. Talvez dentro de algumas corridas, se a Ferrari não se aproximar da McLaren, Hamilton passe a ser o meu favorito, dentro da F1. Não gosto de pensar muito nas razões que me levam a preferir uns a outros, mas neste caso penso que é porque está a bater o enervante Alonso.

15 junho 2007

PPE em PDL


A reunião que o Partido Popular Europeu está a realizar em Ponta Delgada é da maior importância para os Açores. Estamos a falar do maior grupo político representado no Parlamento Europeu e que se fez representar em São Miguel pelos seus principais dirigentes. Com este tipo de iniciativa, os Açores vêem as suas especificidades, problemas e desafios discutidos ao mais alto nível e isso é positivo, na medida em que nunca nos podemos esquecer que mais de 75% da legislação pela qual vivemos tem origem na U.E. A principal temática desta reunião foi a política marítima e piscatória, e contou com importantes contribuições não só dos eurodeputados, como também investigadores da Universidade dos Açores.

14 junho 2007

Mário Lino tem que sair II


Se esse recuo é de verdade, então Mário Lino tem mesmo que sair.

O Clone


Eu admito que já critiquei diversas vezes Scolari, principalmente nas escolhas das Selecção para o Europeu 2004, em Portugal e para o Mundial 2006, na Alemanha. A verdade porém é que foi com ele a Selecção de Portugal chegou à final do Euro e à meia-final do Mundial. No entanto, reafirmo a minha convicção que a derrota contra a Grécia em 2004, em plena Luz, foi por sua culpa. Não foi audacioso, aliás foi conservador como sempre o é. Recordo-me perfeitamente de, já perder, retirar o Pauleta para por o Cristiano Ronaldo a jogar a ponta de lança. O resultado foi que o madeirense caiu inúmeras vezes em fora-de-jogo, porque não estava rotinado para o lugar. Enfim, outras histórias, que já passaram, mas que ainda custam...

Vem isto a propósito das paupérrimas exibições que a Selecção de Portugal de sub-21 tem vindo a realizar no Europeu, na Holanda. Com jogadores de altíssimo gabarito e qualidade, o treinador José Couceiro, não consegue formar uma equipe que jogue futebol. No tal malfadado Europeu de 2004, Scolari fez algo muito simples, mas que agora parece complicado; ele colocou a jogar o meio-campo vitorioso e rotinado do FCP, que havia vencido tudo com Mourinho. Na altura todos dissemos que com aquela equipe, ele tinha mesmo que chegar à final e vencer. Ora, actualmente a Selecção sub-21 tem todos os jogadores do (excelente) meio-campo com que o Sporting jogou esta época. Não seria do mais elementar bom-senso aproveitar o trabalho e as rotinas de uma época inteira e que deram tão bons resultados? Mas não, José Couceiro aparentemente tem outras ideias fantásticas, mas que não dão resultados e Portugal é dominado e batido por equipes de menor qualidade.

Por outro lado, Couceiro portou-se de uma forma inqualificável no jogo contra a Holanda. Certamente que ao ver as suas asneiras, virou-se contra a equipe de arbitragem – que fez uma má exibição – esbracejou, discutiu, saiu por diversas vezes da área que lhe é reservada, etc. Resultado: foi bem expulso. Agora eu pergunto; uma equipe de jovens, que já têm uma certa mania de discutirem por tudo e por nada com os árbitros e que têm fama de atirarem-se para o chão, não deveria ter um treinador que desse o exemplo e não fosse o primeiro a ter esses comportamentos?

É caso para dizer: para ser o Mourinho não basta ser clone.

13 junho 2007

Closer


Esta é uma pequena homenagem a um dos melhores discos dos anos 80, e porque não, de sempre. Faço-a porque voltei a adquirir este disco, depois da minha primeira cópia se ter extraviado. Closer foi o segundo e último disco de originais de Joy Division (o primeiro foi Unknown Pleasures) e foi lançado no mercado já depois do vocalista, Ian Curtis, ter tirado a sua própria vida, em 1980. Na Playlist está o tema Decades.


RIP Ian...

12 junho 2007

Quem Roubou o Relógio de Bush?

Todos conhecemos a (boa) reputação dos Serviços Secretos dos EUA, ainda mais tratando-se de agentes dessa força, ao serviço do presidente Americano, que são da mais pura nata.

Pois bem, numa curta visita à Albânia, J. W. Bush, ladeado por agentes da sua segurança privada, entregou-se a um, muito pouco habitual, banho de multidão, e logo ficou sem o relógio de pulso.

A “Casa Branca”, já veio desmentir a versão do “suposto” roubo, dizendo que Bush havia “guardado o relógio no bolso, por um questão de segurança”!!!

Bem, não sei o que será pior para a imagem da Albânia; se, o presidente dos EUA ter sido roubado por um nacional daquele país; ou se, o presidente Bush ter “guardado o relógio no bolso, por uma questão de segurança” para não ser roubado, acrescento eu.

Se é verdade que não é bonito roubar, ainda mais tratando-se do presidente do país mais poderoso do mundo, pior é um convidado (W.Bush), admitir que teve de se precaver para não ser roubado pelo anfitrião????

Quanto ao/á artista que ficou com o relógio, tiro-lhe o chapéus. Estava no lugar certo há hora certa, e ludibriou os olhares mais atentos dos, supostos, melhores guarda-costas.

Não tarda muito para termos o relógio de Bush á venda no “E-Bay”!!!!

Acusado

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, foi hoje formalmente acusado de crime de corrupção desportiva no âmbito do Processo Apito Dourado.

Isto sim, já quer dizer qualquer coisa.

10 junho 2007

Votação da Máquina

A última “Votação da Máquina” fechou com os seguintes resultados:

À pergunta “ cannabis deve ser legalizada?”, 56% votaram ‘Sim’, enquanto 44% votaram ‘Não’, num total de 62 votos.

A todos que votaram, aqui fica o nosso agradecimento.

Entretanto, temos uma nova questão: “Ponta Delgada é uma cidade segura?” Contamos com a vossa participação.

08 junho 2007

Ah, então é por causa disso!

Apesar de neste momento o tempo não estar muito convidativo para ir à praia, a verdade é que já esteve, e beneficiando do meu local de moradia, felizmente que já o fiz algumas vezes este ano. No entanto, numa só dessas ocasiões é que pude tomar banho, pela simples razão que o mar encontrava-se sempre pilhado de caravelas e águas-vivas, de dimensões verdadeiramente assustadoras.

Hoje, nas notícias da rádio (penso que era a Atlântida), ouço o eurodeputado, Dr. Paulo Casaca, a falar sobre quais eram as suas expectativas em relação a um recurso que o Governo Regional dos Açores interpôs junto Tribunal de 1ª Instância das Comunidades Europeias, contra o Conselho de Ministros da U.E., para anular um Regulamento, de 2004, que determinara a redução de protecção da Zona Exclusiva Açoreana de 200 milhas, para 100 milhas. Dizia o Dr. Paulo Casaca que, devido a essa redução, verificou-se o desaparecimento de uma certa espécie de tartarugas, que alimentam-se, exactamente, de caravelas e águas-vivas. Segundo Paulo Casaca é por essa razão que se tem vindo a ver tantas caravelas e águas-vivas, nos mares dos Açores.
Relativamente a responsabilidades, o melhor será ler o post "Mentirosos compulsivos", aqui.

05 junho 2007

Mário Lino, Tem de Sair

O tema do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, há muito que merece a minha atenção.

Antes, a atenção advinha das naturais preocupações, que se prendiam-se com o enorme gasto de dinheiros públicos (assim como o TGV), e com a real necessidade de uma obra daquela dimensão, no local escolhido, OTA.

Cada vez mais, sou apologista da solução de se manter a Portela – para voos regulares e domésticos -, mais um novo aeroporto de menor dimensão – para voos low coast e charters, por exemplo.

Esse novo aeroporto, de inquestionável necessidade (pois a Portela está á beira do esgotamento), deveria ser edificado de preferência na margem Sul, quer por razões de segurança ligadas á orografia do terreno, quer para povoar o “deserto”, bem como para evitar uma massificação do eixo Lisboa/ Santarém, centralizando, na mais pura acessão da palavra, ainda mais o país.

Mas aceito, óbviamente, outras opiniões. Aliás, só tenho a agradecer pela divergência de opiniões à volta da “OTA”, essencialmente pelo debate que se tem gerado ao longo das últimas semanas, reacendendo um tema de inegável interesse nacional.

Mas, o meu receio é que Mário Lino seja mais “primeiro-ministro” do que o próprio Sócrates, quer a avaliar pelas piadas que o primeiro tece em relação ao segundo, quer pela firmeza – para não chamar arrogância e prepotência (posso cair em delito de opinião) –, com que o Ministro das Obras Públicas afirma, que a “OTA é um dado adquirido”, e que a “decisão está tomada” não havendo lugar a mais discussões ou estudos, sobre a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa.

Cavaco, sentindo Sócrates enfraquecido com a “questão” (da ausência) do grau de engenheiro, e com a não inscrição na Ordem da classe por parte deste, logo veio a público apelar ao debate, em clara oposição ao autismo de Mário Lino.

É por demais evidente, que Mário Lino está a prestar um péssimo serviço ao país, com esta sua incapacidade para perceber que há mais mundo para além do seu umbigo, e que outros há, que também se encontram inscritos nas suas Ordens.
No mínimo, o Governo tem a obrigação de promover o debate e, depois, decidir, com base em velhos e novos estudos, e comparando as várias possíveis localizações e soluções.

Por isso digo, Mário Lino tem de sair, tem de abandonar rápidamente o Governo, em nome da democracia..........que vá fazer “stand up comedy”

Regina Spektor - Fidelity

Eu sou suspeito, porque vozes femininas são quase tudo para mim, em termo de música. Mas esta actuação de Regina Spektor tem que ser apreciada a todos os níveis, principalmente pela simplicidade e transcendência.

03 junho 2007

Guerra Fria no séc XXI?


Estamos perante um aumento de tensão entre os EUA e a Rússia, que não se via desde os tempos mais quentes da Guerra Fria. Isto porque, os EUA decidiram instalar um sistema de defesa anti-míssil, no Leste da Europa, que terá como objectivo a destruição de mísseis vindos do Irão. Em resposta, o presidente russo, Vladimir Putin, numa entrevista ao jornal canadiano Globe and Mail, ameaçou apontar mísseis, inclusivamente com ogivas nucleares, para a Europa.

Os americanos estão a tentar convencer os russos, que trata-se de um sistema defensivo, vocacionado para uma ameaça pequena, e que não devem concluir que se trata de uma ameaça à própria Rússia e ao seu armamento.

A verdade é que os russos não podem acreditar na palavra dos americanos, as coisas simplesmente não funcionam assim. Um sistema anti-míssel na Polónia ou na Republica Checa, tanto pode servir para os tais mísseis iranianos, como pode servir para destruir os mísseis que a Rússia tem.


Por fim. E a Europa? Que papel têm os europeus no meio de tudo isto? Vai a Europa voltar a ser um mero peão numa Guerra Fria entre EUA e Rússia? Alguém disse que a Europa é um gigante económico, mas um anão político, em termos internacionais, e essa afirmação faz todo o sentido neste contexto. Cada vez mais, parece-me que é imperativo que a Europa desenvolva uma Política de Segurança Comum efectiva, se quer de facto, ser um actor relevante no panorama mundial.

Um Computador Por Criança


Vendo o "60 minutos", programa Americano de jornalismo de investigação, que passa na SIC Noticias e é apresentado por Mário Crespo, tomei conhecimento de um programa idealizado por um senhor de nome Negroponte, que visa dar a cada criança, em todo o Mundo, um computador portátil, e acesso á Internet.

Para tal, desenvolveu um grupo de trabalho, com engenheiros e programadores, para trabalhar na construção de um computador portátil, de baixo custo e muito resistente.

Desenvolveram-no com grande sucesso. Actualmente, cada unidade ainda custa 176 dólares, mas tencionam fazê-lo, progressivamente baixar de preço, até aos, pasme-se, 50 dls. por unidade.

E não se pense que o dito portátil é de “brincar”. Não, é uma máquina de alta tecnologia, resistente á água, areias e calor extremo, com câmara incorporada e colunas, com 3 vezes mais capacidade de captação de rede por satélite, e com novas funções, tais como a possibilidade de se fazerem desenhos numa pequena placa integrada no PC, que passam no mesmo instante para o ecrã do computador.

O governo Brasileiro parece ser percursor nesta abordagem, e tem um projecto-piloto em escolas da cidade de S.Paulo, em que cada criança do ensino básico tem o seu computador de Negroponte.

Estes computadores, têm a particularidade de deixarem de funcionar passadas 24 horas de serem roubados ao seu legitima proprietário. Têm uma autonomia de 10 a 12 horas de utilização, o que no Cambodja, país que também beneficia de um projecto promovido por Negroponte, dá muito jeito, na medida em que não existe luz eléctrica nas casas das aldeias onde este projecto se desenvolve. Mesmo assim, se faltar bateria, o computador tem um sistema de manivela para carregar as baterias, em que 2 minutos bastam para se conseguir mais 12 minutos de utilização.

Penso que a revolução tecnológica a nível Mundial, está mesmo a chegar.

02 junho 2007

Epílogo de “O Grande Dador”



Afinal, o concurso “O Grande Dador”, que a empresa Endemol estava a realizar na Holanda era uma farsa. Segundo o Público, o grande objectivo era chamar a atenção para o grave problema de falta de órgãos para transplante, naquele país. A senhora que iria doar o rim era uma actriz, mas os concorrentes são mesmo pessoas que estão na lista de espera para receber um rim.


Apesar dos meios pouco convencionais, a verdade é que funcionou, uma vez que toda a Europa falou sobre o caso. Fica, no entanto, uma questão importante: é que ninguém sabia que se tratava de uma farsa, nem mesmo o governo holandês que fez tudo ao seu alcance para cancelar o programa, mas não o conseguiu, e se fosse de verdade? Portanto as inquietações que aqui manifestamos há poucos dias, continuam válidas, apesar de tudo.

01 junho 2007

Congratulo-me com esta Decisão


A decisão a que me refiro - absolvição de uma mulher, pela morte do marido mal tratante -, foi assim descrita pelo "Diário de Notícias" (*) na sua edição on-line:

* Após 40 anos de maus tratos, Maria Clementina Pires matou o marido com um machado de cozinha. Ontem, a mulher de 63 anos foi absolvida pelo Tribunal de S. João Novo, no Porto, uma decisão aplaudida em plena sessão pela meia centena de pessoas que encheram a sala. O juiz-presidente do Colectivo, João Grilo, considerou que agiu em legítima defesa e evitou tornar-se mais uma vítima de violência doméstica.
O Ministério Público tinha pedido a condenação de Maria Clementina, que vinha acusada de homicídio privilegiado, incorrendo numa pena que poderia ir até aos cinco anos de prisão. Mesmo assim, nas alegações finais admitiu a aplicação de uma pena suspensa.
O juiz João Grilo considerou, no entanto, que a aqrguida agiu em legítima defesa . "A senhora ao longo de 40 anos sofreu com isto tudo e não era nesta altura que ia chamar a polícia. As pessoas estão em casa, vivem com a agressão e após a queixa é que começa o verdadeiro inferno", salientou.
O juiz recordou os números apresentados pelo Amnistia Internacional que referem que em Portugal, no último ano, morreram 39 mulheres vítimas de violência doméstica e aproveitou para criticar o novo enquadramento legal dos crimes que deixaram de ser semi-públicos para serem públicos. "Isso para os tribunais vale zero", acrescentou o magistrado, que defendeu a reavaliação do quadro punitivo deste tipo de crimes."A senhora teve sorte", afirmou o juiz, considerando que "não houve excesso" nos actos praticados pela arguida.
Maria Clementina estava acusada de ter usado um machado de cozinha de 31 centímetros para matar o marido, Januário Pires, que a ameaçava com uma foice-machado com 85 centímetros. "A senhora tem ainda muitos anos pela frente, tem duas filhas, aproveite a vida", terminou o magistrado.

Hunter S. Thompson

Hunter S. Thompson ficou mais conhecido por criar o jornalismo gonzo. Escreveu alguns livros, nos anos 60 e 70, com realce para Hell's Angels, onde se infiltrou naquele grupo de motards, para os descrever, foi apanhado e levou uma sova. Mas principalmente Fear and Loathing in Las Vegas, que foi transposto para o cinema pelo ex-Monthy Pithon Terry Gilliam e com as actuações de Johnny Depp, a fazer de Thompson e Benicio Del Toro, que representa o seu advogado.

Hunter Thompson suicidou-se em 2005. Preparou, antecipadamente, uma torre para espalhar os seus restos mortais, uma de espécie de fogo de artificio à moda de Hunter S. Thompson

31 maio 2007

"O GRANDE DADOR"

Foi com surpresa e, porque não dizê-lo, choque, que conheci, através da SIC Noticias, um novo reallety show, que decorrerá na Holanda, designado, "O Grande Dador".
O que nos propõem é, acompanharmos uma doente terminal (supostamente uma mulher de 37 anos com um tumor cerebral - permaneçe no anonimato), que, ainda em vida, escolherá de entre três concorrentes – doentes renais, que se encontram em lista de espera (oficial) para receberem um novo rim, indispensável para que possam viver –, qual o que vai ser “brindado” com um dos seus rins.

Se outros programas desta “estirpe”, já me causavam alguma estranheza no interesse que podiam despertar nos telespectadores, confesso que este é daqueles programas que eu pagava para não assistir.

Há tudo do mais nobre, na dação (é agora assim designada a “doação” de um órgão) de um órgão. É um acto, ao alcance de todos nós, que, efectivamente, salva vidas.

(Infelizmente faltam é meios técnicos e humanos que possibilitem mais recolhas de órgãos e, consequentemente, mais transplantes).

Não me vou aqui alongar nas razões que me fazem repudiar veementemente este programa, mas aquela que me causa mais arrepio, é o facto de antes deste programa começar, já existirem dois perdedores á partida.

Neste caso a derrota é, seguramente, devastadora.

30 maio 2007

GREVE; Direito ou Dever?

O “Estação de Serviço” que passou hoje na RTP - Açores, teve como tema a Greve Geral convocada pela CGTP Intersindical, e a pergunta era: “Concorda com a Greve de hoje?”.

O convidado, um sindicalista da área da Banca (que não me recordo o nome e que ali estava na qualidade de cidadão e sindicalista, como o próprio frisou), pareceu-me defender, durante a conversa, que os trabalhadores que não adiram às greves, não possam depois usufruir dos direitos conquistados por via dessa forma de luta e dos que a ela aderiram. Nada mais errado, em minha opinião.

Seguramente que os baixíssimos números de adesão registados, à Greve de hoje, contribuíram para essa demonstração de um certo desapontamento por parte do convidado em estúdio, manifestada através desse “desabafo”.

Aquilo que sei é que muitos trabalhadores não aderem a esta forma de luta, embora com ela concordando, pela simples razão de não poderem prescindir do rendimento daquele dia de trabalho. Então se falarmos de uma greve geral, e da perda, por parte dos dois membros do casal – quando não mesmo de outros membros que contribuem para o sustento do agregado familiar -, dos respectivos rendimentos desse dia de labuta, então a falta ainda é maior.

Isso, para não falar do Direito á Greve ser, isso mesmo, um Direito, que é exercido, ou não, conforme a vontade do cidadão/trabalhador. Os sindicatos, por seu lado, têm o dever de defender todos os trabalhadores a ele afectos, não devendo condicionar um direito de um seu associado.

A ser assim, qualquer dia os sindicatos dão “carta de alforria” a quem não fizer greve, pois não estão dispostos a defender os interesses quem não embarca na mais dura forma de luta.(!)

28 maio 2007

Como se faziam (fazem) as coisas

Em 1962 o Departamento de Defesa dos EUA, aprovou um plano que ficou conhecido como Operação Northwood, que tinha como finalidade a invasão da ilha de Cuba, depor Fidel Castro e apoiar um regime pró-americano. Para tal, o DoD planeou uma série actos de terrorismo, que deveriam ser cometidos em solo norte-americano, ou contra interesses americanos, e onde se deveriam depois colocar “provas” que incriminassem Cuba, para que depois, através do controle das principais cadeias de televisão, pudessem iniciar uma campanha, junto da população americana, que levasse à aprovação de tal invasão a Cuba. O plano foi levado ao Secretário de Defesa da altura, Robert McNamara, que o rejeitou.

Os actos de terrorismo que o DoD queria fazer são muitos e da mais variada natureza, deixo apenas dois exemplos:
(com uma tradução feita em cima do joelho)

“É possível criar um incidente que demostrará convincentemente, que um avião cubano atacou e abateu um avião charter civil que faria uma ligação entre os EUA e qualquer sítio como Jamaica, Guatemala, Panamá ou Venezuela. O destino seria escolhido apenas para se poder criar um plano de voo que sobrevoasse Cuba. Os passageiros poderiam ser um grupo de estudantes universitários, que iriam em férias, ou qualquer grupo de pessoas com um interesse comum, que os levasse alugar um charter.”

“Poderá dar-se início a uma campanha de terrorismo, feita por comunistas cubanos, na área de Miami, noutras zonas da Florida e mesmo em Washigton(...)”
Quem quiser ver o documento na íntegra, está disponivel aqui.

A Banalização do Ensino Superior

O objectivo parece que é melhorar a posição de Portugal nas classificações que a U.E. costuma apresentar sobre os níveis de literacia em cada Estado-membro. Para tal, o Decreto-Lei 64/2006, de 21 de Março aprova as condições especiais de acesso e ingresso no ensino superior para a frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos, independentemente das habilitações académicas de que são titulares, conforme se verifica no texto do artigo 8.º, não havendo incompatibilidades com as habilitações académicas de que são titulares.

Além disto, sabe-se que a partir da entrada em vigor do Processo de Bolonha (próximo ano lectivo), as universidades vão receber um apoio estatal por cada aluno que sai licenciado, ao contrário do que se passava até agora, onde esse apoio era concedido por cada aluno que ingressava na universidade.

Perante as dificuldades financeiras que a maioria dos estabelecimentos de ensino superior se deparam, não será de estranhar que os professores sejam incentivados a passar os alunos. A verdade é que, como se sabe, o próprio futuro dos docentes universitários depende desses apoios, pois não têm direito a subsidio de desemprego, o equivale a dizer que têm mesmo de entrar nesse jogo, sob pena de ficarem sem trabalho e sem ajuda estatal.

Os números de Portugal serão, com certeza, melhores, no contexto europeu e mesmo mundial. Mas e o que interessa mesmo, ou seja a formação dos alunos, num ensino que se quer de excelência?

"Bullying", Uma Ameaça Real

Correndo o risco de não ser muito rigoroso, pois não vou recorrer a nenhum dicionário ou autor para descrever este fenómeno que parece crescer nas sociedades modernas, posso descrever o “Bullying”, como uma forma de descriminação, intimidação ou rejeição, praticada através de actos ou comportamentos de agressão, perseguição ou coacção, que podem ser de natureza física ou psicológica, praticadas de forma reiterada sobre determinado jovem, em especial, em contexto escolar. São marginalizados, postos de lado e humilhados, quando não mesmo agredidos.

O “Bullying” pode manifesta-se ou “executar-se” de diversas formas, desde uma de “simples” chacota, a roubos ou agressões sistemáticas, que provocam nas suas vítimas, graus de medo e ansiedade que as podem descompensar, levando a esgotamentos ou atitudes de rejeição da escola, que podem ter repercussões futuras, e deixar traumas para toda a vida.

Vi, um destes dias, um documentário que abordava exactamente as possíveis repercussões destes comportamentos sobre as suas vítimas, chegando ao ponto de fazerem a ligação entre o tresloucado massacre do serial-killer da Virgínia Tech, Cho Seung-Hui, com as várias formas de “Bullying” a que vinha sendo sujeito. Nessa “demonstração”, são apresentadas imagens do sul coreano afirmando que tinha sido “levado a cometer tais actos, devido á perseguição de que era alvo por parte dos rapazes ricos” e pelo facto de ser sistematicamente posto de parte e alvo de piadas e descriminação pelos colegas da faculdade. Também documentaram outros casos de crimes idênticos.

Para fortalecer esta tese, os autores do documentário apresentam um senhor que há mais de 40 anos tinha morto um colega de escola, asseverando este, que o tinha feito devido ás constates perseguições e humilhações de que era alvo por parte dos colegas de escola. Uma destas vezes enfureceu-se a tal ponto, que acabou por matar um colega que com ele gozava há muito. Agora, e depois de cumprir castigo por tal acto, alerta para os perigos e potenciais sequelas que esta forma de violência pode gerar nas crianças e jovens.

A mim deu-me que pensar. Reflecti sobre o tema, e analisei as razões e argumentos dos intervenientes, e estou seguro que é uma forma brutal de violência, exercida, por vezes, de maneira reiterada e sub-repticiamente, tendo a vítima de sofrer calada, sempre acompanhada por um medo e pânico constantes, pois nunca sabe quando e onde será, novamente, vítima dos seus perseguidores.

Há uma frase que diz; “as crianças são cruéis”, e outra que desdiz a primeira, pois afirma que “as crianças são o melhor do mundo”. Talvez como na virtude, a verdade aqui esteja no meio.

Em suma, as crianças são do melhor que o mundo tem, mas podem, por vezes, ser cruéis, pois não têm os “sensores afinados”.

É, então, preciso trabalhar esses “sensores”, que são aspectos, tais como, o respeito pelo próximo e pela diferença (física ou mental), o cumprimento de regras de convivência e camaradagem, entre mensagens de rejeição a todas as formas de violência ou descriminação, e a importância de saber respeitar o espaço e decisões de cada um, sem que se deixem influenciar ou fazer algo contra a sua vontade.

É uma medida preventiva, e quase sempre as melhores.

27 maio 2007

O Direito à Informação

Todos os fins-de-semana repete-se a mesma triste situação; os jornais do continente que, como é óbvio, vêm de avião, só chegam ás mãos dos leitores Açoreanos ao fim da tarde, dando a impressão de serem vespertinos em lugar de matutinos. Bem, isso é o normal, pois com “sorte”, temos os jornais de sábado ao Domingo.(?)

Eu, como leitor, sinto-me prejudicado. As manhãs ou as tardes de sábado não podem ser aproveitados para momentos de leitura, e fico condicionado à noite de sábado – que prefiro passar de outro modo –, para pôr a leitura da semana e do dia, em dia. Numa sociedade moderna e actualizada, eu quero ter o direito a ter a informação disponível em tempo útil e oportuno, pois tal é possível e desejável.

Recordo-me que há uns bons 15 anos, tínhamos o jornal Expresso e o Semanário, na "Tabacaria Açoreana", na sexta-feira à noite, por volta das 23h30m ou mesmo à meia-noite. Vinham no último avião. Porque será que agora, quer os semanários quer os diários, só vêm para as nossas Ilhas no avião das 17 horas do dia seguinte, quando há um voo para S. Miguel, por exemplo, que sai de Lisboa às 6 horas da manhã desse dia? Digo com toda a certaza que os Jornais já estão disponíveis a esa hora.

Se fosse na altura em que revistas e jornais eram subsidiados – para que o seu valor fosse igual ao praticado no continente –, até tolerava tal atraso. Mas nos dias que correm, tal compensação já não existe, e os atrasos são de tal ordem, que temos revistas que abordam várias temáticas, que vêm agora de barco, e que só chegam às bancas no final do mês a que dizem respeito!?!?! Que eu saiba, um barco de transporte de mercadorias não demora mais de três dias a fazer o percurso Lisboa-PDL.(!)

O que me parece é que há um certo laxismo e falta de vontade de quem de direito, para que coisas tão simples de resolver, tenham uma solução que vá de encontro aos desejos dos leitores, afinal os destinatários dessas publicações.

Bem, eu já nem falo de outras Ilhas dos Açores, que nem à tarde têm os matutinos de Lisboa. Com sorte têm-nos no dia seguinte, se tudo correr “bem”!

14ª Taça de Portugal

Não podia deixar de registar aqui, neta "máquina", a conquiata, por parte do Sporting Clube de Portugal, da sua 14ª Taça de Portugal.

A época 2006-2007 acabou, e para o meu clube, o Sporting, da melhor maneira, com esta conquista.....claro que houve um amargo-de-boca na última jornada, mas....

Vivó Sporting, ao Paulo Bento e aos nossos jogadores..................Liedson, resolve.

22 maio 2007

Peek-A-Boo

Peek-A-Boo é o nome de um novo blog, criado exclusivamente para vídeos do youtube, principalmente música.

Cocteau Twins

É muito difícil escolher uma banda como a favorita e pior será escolher um tema. Mas Cocteau Twins pela singularidade do seu som têm que estar no meu top e esta música em particular é das minha favoritas...de sempre.

A combinação entre a guitarra de Robin Guthrie e a voz divinal de Elizabeth Fraser é única.

20 maio 2007

Divide e Conquista

Todos sabemos que actualmente uma das maiores formas de ter poder é através do controle dos meios de comunicação social; sendo a televisão o mais poderoso.

Vem isto a propósito do Congresso do CDS/PP. Estamos a falar de um partido que tem uma representação muito exígua, por exemplo numa sondagem realizada recentemente, relativamente às eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, o CDS arrecada apenas 0.8% das intenções de voto, contra os 5% da CDU, dos 6.2% do BE, ou dos 13.5% de Helena Roseta. Quem se recorda de ver nos vários telejornais, directos de congressos do BE, ou do PCP?

A leitura só pode ser a seguinte: o CDS quer aumentar o seu eleitorado, e isso acontecerá às custas do PSD, desta forma quem beneficia é o PS, que dividindo, conquista.

19 maio 2007

8 fotos

Andy Warhol, 1975




David Byrne, 1986



The Wizard of Oz, 2005 (produção para a Vogue)





The Wizard fo Oz, 2005 (produção para a Vogue)





John Lennon & Yoko Ono, 1980




The Blues Brothers, 1979

The White Stripes, 2003


Willie Nelson, 2001

Gratefull Dead


Annie Leibovitz - The Gratefull Dead, 1971

18 maio 2007

Debate GOP

Assisti, com algum interesse, ao debate entre os candidatos do Partido Republicano à Presidência dos EUA, na Fox News. Esperava que Rudolph Giuliani e John McCain dominassem o debate, mas para surpresa minha foi Mitt Romney quem conseguiu suscitar o maior interesse, pela forma assertiva como falou. Romney é mormon e originário do (liberal) estado de Massachussets, nas sondagens continua atrás dos principais candidatos, a nível nacional, mas nas últimas semanas tem vindo a recuperar, de tal forma que no estado de New Hampshire, que é o primeiro das primárias, está já à frente. Será um candidato a ter em conta do lado do GOP.

14 maio 2007

Tratado da desunião



As últimas eleições para o Parlamento da Escócia ditaram a vitória do Partido Nacional Escocês, que defende a independência daquele país, do Reino Unido. Apesar de ter conseguido “apenas” 47 lugares, contra os 46 do Partido Trabalhista, o SNP já prometeu um referendo para 2010 para que os escoceses se manifestem sobre este assunto. A verdade é que uma sondagem realizada no final de Abri, antes das eleições na Escócia, indicou que 56% dos ingleses são a favor de uma separação entre Inglaterra e Escócia.


A Escócia tem o poder de legislar, actualmente e depois da Devolução de Poderes de 1997, em áreas como a Saúde, Ensino e, inclusivamente no Direito Penal e nas Polícias e Bombeiros, entre outras, o que constitui um exemplo para outras regiões autónomas da Europa (apesar da Escócia ter 5 milhões de habitantes). A verdade, porém, é que desde os anos 1970, principalmente com os governos Thatcher, os escoceses têm vindo a reafirmar a sua vontade independentista. Para tal, muito contribuiu também a União Europeia, uma das frases mais utilizadas pelos independentistas da Escócia é “Independência na Europa”. Quanto aos ingleses, sentem que andam a sustentar a Escócia, que tem despesas públicas, em média 22% mais altas que a Inglaterra. No entanto, a Inglaterra tem muito a ganhar tendo a Escócia do seu lado, porque é um acréscimo importante no contexto da EU. Os próprios escoceses também têm que ter este factor em consideração, pois se os ingleses perdem, na EU, com uma separação, a verdade é que os escoceses perderão muito mais, apesar do seu petróleo.

11 maio 2007

As Festas em Honra Do Senhor

Foi hoje, como vem sendo hábito, inaugurada a iluminação em redor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres – de quem sou profundo devoto –, dando início às festividades em sua honra.

Este ano dá-se uma feliz coincidência, que é o facto do dia maior das festas, o da Procissão que acompanha a imagem do Senhor Santo Cristo num percurso que percorre algumas artérias da cidade de Ponta Delgada, ser, este ano, num dia 13 de Maio, que como é sabido, é o dia em que se comemora a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, aos pastorinhos daquela localidade.

Soube há pouco, pelo Monsenhor Agostinho (Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo), enquanto acompanhava a emissão da RTP- Açores em directo do Campo de São Francisco, que esta feliz coincidência também se verificou no dia da primeira aparição de Nossa Senhora, em Fátima. Dizia o referido Monsenhor, que decorria o dia 13 de Maio de 1917, e enquanto o nosso Senhor Santo Cristo percorria, em Procissão, as ruas da cidade que Ele escolheu como residência, aparecia, em Fátima, Nossa Senhora aos três pastorinhos. Não resisti em partilhar convosco este facto, que descrevo como “coincidência”, pois a mais não me atrevo.

Resta-me registar, também, que muito me satisfez saber que este ano haverão menos Barracas de comes e bebes na Avenida que passa ao lado do Santuário, pois em nada abonava em favor do recato que se deseja para os fiéis que ali cumprem as suas promessas.

É necessário não esquecer que estas festas são em Honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres, logo festas de cariz Religioso. A parte “profana”, a dos comes e bebes, tem o seu lugar, mas não deve interferir ou diminuir, a Fé que a elas (festas) está subjacente.

Boas Festas a Todos.

Cidade Maravilhosa em Polvorosa

Continuam os confrontos no Rio de Janeiro. Ainda hoje, enquanto fazia um zapping na TV, dei por mim a ouvir o noticiário da TV Record, que dava conta dos confrontos em várias favelas da cidade maravilhosa, que continuam a causar vários feridos e, mesmo, muitos mortos. O que mais lameno são as fatalidades entre os civis inocentes e os policiais que têm de entrar nos morros.
É, sem dúvida, um cenário de caos urbano de difícil resolução.
Estes, últimos, confrontos já duram á vários meses.

Fonte, Estadão.com.br 17 de abril de 2007 - 12:58
Confrontos entre traficantes deixam 14 mortos no Rio
Traficantes dos morros da Mangueira e do Alemão, ligados ao Comando Vermelho, invadiram a Mineira, favela dominada pela facção rival Amigo dos Amigos
Pedro Dantas e Bruno Lousada
Fábio Motta/AE
Confronto entre traficantes rivais deixou pelo menos oito mortos

Veja também
¤ Imagens da ação da polícia
RIO - A guerra entre traficantes de facções rivais no Morro da Mineira, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou pelo menos oito pessoas mortas até o começo da tarde desta terça-feira, 17. Em outro confronto, no começo da madrugada, seis pessoas morreram na zona oeste da cidade, totalizando 14 mortos por violência até o começo da tarde desta terça.

Sete das vítimas entre o confronto entre traficantes rivais foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, dentro de um veículo blindado da Polícia Militar conhecido como Caveirão.

O tiroteio começou depois que traficantes do Morro da Mangueira e do Morro do Alemão, ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), invadiram a Mineira, dominada pela rival Amigo dos Amigos (ADA), por volta das 4 horas desta terça-feira, 17.

O tiroteio, que durou toda a madrugada, deixou um passageiro de ônibus ferido com um tiro de fuzil e provocou o fechamento de ruas próximas ao local, incluindo o túnel Santa Bárbara, um dos principais acessos entre o centro e a zona sul. Policiais militares continuavam dentro da favela, por volta de 12h30, à procura de outros suspeitos. Foram apreendidas armadas.

"Não foi uma operação planejada, foi uma ação que tivemos que intervir porque facções criminosas rivais entraram em conflito, e tivemos que intervir para manter a ordem", disse por telefone uma tenente da PM que pediu para não ser identificada.

A polícia chegou somente duas horas depois e sete homens foram presos dentro de um caminhão no Cemitério do Catumbi, localizado em um dos acessos ao morro, onde policiais ainda procuravam cerca de 30 homens do Comando Vermelho.

Com os sete detidos foram apreendidos um fuzil, quatro pistolas, morteiros e munição. Velórios e enterros no cemitério foram suspensos e o trânsito na região também foi interrompido.

"Sei que são brigas de facções e, como o Morro da Mineira é muito central, imediatamente o batalhão foi acionado, subiu, fez as contenções e agora tenho que ver o que aconteceu", disse no fim da manhã o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, que participava de visita a um evento voltado ao segmento de defesa.

"Eu sei que tem pessoas presas, pessoas mortas", disse o secretário, que não tinha mais detalhes. "Mexe com a vida da cidade, porque a configuração geográfica facilita esses núcleos de violência se instalarem. Se fosse uma cidade como Brasília, isso não aconteceria", acrescentou.

Na segunda-feira, os ministros da Defesa, Waldir Pires, e da Justiça, Tarso Genro, e comandantes das três Forças Armadas estiveram reunidos com o governador do Rio, Sérgio Cabral, para debater o uso das Forças Armadas no combate à criminalidade no Estado.

O governo federal terá um prazo de 15 dias para responder às solicitações do Estado. Enquanto isso, o Rio receberá o reforço de mais 400 homens da Força Nacional de Segurança entre uma semana e dez dias. Atualmente, cerca de 500 homens da Força estão em ação no Estado.

Zona oeste

Seis traficantes da Favela do Rebu morreram, no fim da noite de segunda, durante troca de tiros com policiais militares do Batalhão de Bangu (14.º BPM), na zona oeste do Rio de Janeiro.

Por volta das 23 horas, eles saíam da comunidade em vários carros para praticar assaltos na região e se depararam com soldados do Grupamento de Ações Táticas (GAT) na Avenida Santa Cruz, que fica próxima ao morro. Os seis homens baleados foram encaminhados ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, no bairro do Realengo, mas morreram.

Houve intenso tiroteio e, com os homens, os PMs apreenderam quatro pistolas, dois revólveres, três mil papelotes de cocaína e um Honda Fit usado pelo grupo. Os suspeitos teriam recebido os policiais a tiros, o que pode ter dado início ao confronto.

Com Reuters

10 maio 2007

09 maio 2007

Ainda a Propósito da Menina Inglesa

Depois do choque dos primeiros dias, permanece a tristeza face às poucas pistas, conhecidas, sobre o móbil do crime ou sobre o autor/es, do desaparecimento da pequena Madeleine.
No entanto fui assolado por uma pergunta, que com a agrado vi ontem ser feita ao porta voz da PJ, por um jornalista da SIC.
A pergunta foi: "Porque é que em outras situações semelhantes que já ocorreram em Portugal, mas com crianças nacionais, não foram disponibilizados os mesmos meios de busca e investigação, que estão agora no terreno e destacados para este caso?"
O porta voz da PJ respondeu que tal questão "teria de ser colocada a outro nível que não o dele." Compreensivel, mas pouco esclarecedor...ou talvez não.!
De facto estão envolvidas várias policias, nacionais e estrangeiras, Protecção Civil e Bombeiros, com helicópteros e barcos, a que se somam muitos voluntários e outras instituições particulares e públicas, que se têm dedicado, nestes últimos 6 dias, à busca incessante de algum vestígio da pequena Madeleine. Parece-me muito bem. Nunca serão demais, seguramente.
O que lamento é que, por exemplo, a "nossa Joana", que inicialmente foi dada como desaparecida pela mãe, que entretanto se provou ter sido esta a autora da sua precose morte, não foram disponibilizados os meios este caso fez despoletar. E outros, que são, também, públicos, e que pouco - pelo menos a comparar com os esforços neste caso -, foi feito para descobrir o seu paradeiro.
Enfim, ser estrangeiro em Portugal ainda é, por si só, um estatuto, quase diplomático.

07 maio 2007

Açores, Turismo e Golfe

Li no "Expresso" deste fim de semana, uma noticia que dava conta da compra de mais uns campos de golf em Portugal, por uma empresa denominada "Oceânico", propriedade de dois empresários, o irlandês Gerry Fagan e o inglês Simon Burgess.
Estes dois milionários, amantes de Portugal, e em especial do Algarve, decidiram, durante uma longa conversa no aeroporto de Faro - enquanto (des)esperavam pelo vôo de regresso a casa, que entretanto se atrasára -, mudar o rumo das suas vidas, e investir em Portugal em negócios ligados ao golf e hotelaria, uma paixão partilhada por ambos, e possibilitando que ficassem aqui a residir
Já detêm cerca de 10 campos da golf, e outras tantas unidades hoteleiras, maioritariamente no Algarve, mas também em Silves, Óbidos, Porto de Mós, Funchal e AÇORES, neste último caso o "Azores Golf Island", com os campos da Batalha e das Furnas, que implica um investimento turistico-imobiliário orçado em 700 milhões de euros, em parceria com a Siram.
Pelo que li na notícia do suplemento de Economia, do jornal "Expresso", não duvido que esta compra, e o consequente investimento que vai ser levado a cabo, seja um projecto que vai de encontro ao turismo/turista que ambicionamos, e será um negócio condenado ao sucesso, pois parecem ser pessoas sérias, com experiência no ramo, e empenhadas (investimento global é da ordem dos 2.000 mil milhões de euros), com uma visão empreendedora e com espirito ganhador, e que apreciam muito os Açores.
Na conversa mantida pelo jornalista com os empresários, duas citações dos entrevistados me mereceram destaque; a primeira foi relativa ás qualidades dos nossos produtos, e diziam, "apreciamos muito o bom peixe e carne dos Açores"; outra fazia referência aos potências alvos dos seus pacotes de férias com golf, e mencionavam os mercados Americano e Canadiano, dando como exemplo que "um turista/jogador, pode passar uns dias a jogar golf nos Açores, e depois seguir para mais uns dias no Algarve, tudo dentro do mesmo pacote".
Também se referiam aos muitos emigrantes Açoreanos nesses dois países, e acrescentavam que para outros mercados os Açores têm bom potencial pois "podem oferecer um ambiente muito familiar aos Irlandeses. Também têm queijo, chá e cigarros. E fica muito barato para investidores ingleses ou americanos." E finalizam afirmando que "A Oceânica, também agradece os novos voos entre PDL, Londres e Dublin", e mostram-se dispostos a levar uma nova vaga de residentes para o nosso arquipélago, pois "nas nove Ilhas só residem dois ingleses e nenhum irlandês".
Por isso, parece-me que este projecto vai sair vencedor, e com ele os Açores também ganharão, na medida em que subirão no patamar da qualidade dos serviços prestados e das infraestruturas ligadas ao golf, que, como se sabe, contuma ser praticado por pessoas com uma situação financeira desafogada.

06 maio 2007

O Major Valentão...e Espertalhão

A fazer fé nas palavras dos "Gato Fedorento", ainda que tal facto seja uma grande ousadia, as buscas à CM de Gondomar, levadas a cabo esta semana por inspectores da PJ da Directoria do Porto, devem-se a um processo que, supostamente, envolve a compra e venda de um terreno, que resultou em beneficio do próprio presidente de Câmara, o Major, ou do seu filho e/ou do clube de que é presidente Boavista FC.
O processo resume-se assim: supostamente, o filho de Valentim Loureiro, presidente da Câmara Municipal de Gomdomar, comprou um terreno naquele conselho por um milhão de euros, tendo-o vendido, 6 dias depois, por quatro milhões de euros, obtendo uma mais valia de três milhões de euros, pasme-se, em apenas seis dias.
Diz a mesma fonte, que tal negócio foi possível, devido ao facto do terreno ter sido adquirido por João Loureiro ou pelo Boavista, sem viabilidade de construção, sendo que a Câmara Municipal tutelada pelo seu pai, no espaço de seis dias, tratou de viabilizar, no dito terreno, a possibilidade de serem aí erguidas construções.
Quem tem padrinhos, baptiza-se, quem não tem, sujeita-se a laborar dia após dia.

Parabéns Mourinho


Apesar de um esforço magnifico, na 2ª parte do jogo contra o Arsenal, fora de casa e a jogar com menos um jogador, o Chelsea não conseguiu impedir que o Man Utd se sagrasse campeão. O empate a um golo, foi o melhor que os jogadores de Mourinho conseguiram.

Mas fica mais uma prova que, de facto, José Mourinho é um treinador fora-de-série. Porque entrou em campo com uma equipe sem as grandes estrelas, porque dominou a 1ª parte, sofreu um pénalti correcto devido a uma acção estúpida de um mau jogador (um tal de Boularhouz) que valeu o 1-0 para o Arsenal, mesmo antes do intervalo e porque conseguiu empatar o jogo, com uma grande exibição, marcada principalmente pelo carácter e o esforço que os dez jogadores de Mourinho mostraram na 2ª parte.