31 agosto 2007

Quremos Penas mais Longas?

Veio a lume nos últimos dias - a propósito do “caso” do ex-cabo da GNR que assassinou três jovens em Santa Comba Dão, e que foi apelidado de “serial Killer” português -, a questão das penas de prisão em Portugal serem curtas de mais, em especial para crimes desta natureza. Claro que este frio e bárbaro assassino apanhou a pena máxima, que no Código Penal Português corresponde a 25 anos de reclusão.

Mas infelizmente todos sabemos que nunca um criminoso condenado à pena máxima, chega a ficar encarcerado durante 25 anos, pois a pena é reduzida para um quinto por bom comportamento, e porque pode surgir uma qualquer amnistia, que retira mais uns anitos á pena.

Talvez o problema não seja a pena máxima estar limitada aos 25 anos, mas antes o facto de, á partida, já se saber que essa pena não corresponderá ao número de anos que aquele criminoso passará atrás das grades. Talvez devam existir crimes para os quais não possa haver qualquer tipo de benesse ou amnistia, fazendo com que a pena aplicada pelo Tribunal seja cumprida na integra.

Uma pena deve ter simultaneamente uma função dissuasora e punitiva. Deve também dar um sinal á sociedade sobre quais os actos (considerados crime), que a sociedade mais censura, demonstrado, no Código Penal, pela gravidade da sanção aplicada a cada crime.

Será que nós, a sociedade portuguesa, gostaria de ver criminosos como ex-cabo de Santa Comba Dão, cumprir, na íntegra, os 25 anos de cadeia a que foi condenado?

Será que este reles ser, este abjecto assassino, merece ser restituído á liberdade, ao convívio em sociedade?

Ou será que temos de ir mais longe, para que criaturas desta natureza morram na cadeia (prisão perpétua, entenda-se), atemorizados pelas barbaridades cometidas?

O que queremos, nós, enquanto sociedade? Queremos penas mais longas?

Fim de Agosto, Fecho de Votação

A nossa “máquina” tem vindo a disponibilizar uma janela, para que quem nos visita possa votar, dar a sua opinião, respondendo a uma pergunta sobre vários assuntos e temáticas.

A nossa última votação tinha como pano de fundo as férias estivais que se avizinhavam, daí a pergunta ter sido; “Onde vai passar as suas férias?”.

Das quatro hipóteses colocadas como opção de resposta, a mais votada foi “Viajar nos Açores”, obtendo uma maioria absoluta, com 55% dos votos, o que representa 22 “cliques” nesta opção.

Em segundo lugar, com 23% do total de votos, “ficaram aqueles que ficaram em casa”.
Uma viagem ao continente foi a escolha para este verão de, apenas, 3 votantes, seguramente, devido aos preços das passagens aéreas, valendo-lhe o quarto, e último lugar.

Repito a nossa chamada de atenção habitual, escrevendo o que me parece óbvio; “esta sondagem não tem qualquer valor científico (basta ver o escasso número de participantes, e as condições em que tem lugar), visa apenas recolher a opinião de quem quiser nela participar”.

Para a próxima votação o tema mantém-se (as férias de verão), mas a pergunta recai, agora, sobre o tempo/ clima dos últimos 3 meses, e se este foi do agrado das pessoas que estiveram de férias.
Próxima Pergunta: "Como considera ter sido este Verão, os últimos três meses, no que diz respeito ao tempo/clima?"

Para conferir, e votar, logo abaixo da “playlist”.

Nação de Crianças = Pais Desnaturados

Felizmente este reality show não passou de um projecto, ou (como os seus produtores afirmaram), de uma chamada de atenção para um problema grave.
No entanto, há um novo reality show, a ser emitido nos EUA, pela cadeia CBS, que também toca os limites da ética. Chama-se Kid Nation, e desenrola-se numa cidade-fantasma no deserto, onde só entram crianças (e os adultos membros da produção) que têm a tarefa de criar uma sociedade.
A questão centra-se nos pais destas crianças, que assinam um contrato, onde permitem que os seus filhos tenham que obedecer a tudo que lhes é dito. Além disso, o contrato diz que, os pais assumem a responsabilidade por quaisquer danos ocorridos durante as gravações, desde ferimentos a acidentes devidos a más condições de alojamento, parca assistência médica, até à morte. Os pais e menores assumem, ainda, total responsabilidade por quaisquer doenças psicológicas ou físicas contraídas durante o programa, especificando mesmo que tal abrange "doenças sexualmente transmissíveis, HIV e gravidez".

28 agosto 2007

O outro lado de Kim Deal


No meu último post elogiei a banda The Breeders, por isso é apenas normal que lhes dedique uma playlist, tal e qual fiz com outras bandas.

The Breeders é a banda que a baixista dos Pixies criou, à margem do grupo de Black Francis. Essencialmente, as Breeders (o artigo definido é feminino porque esta banda é composta por mulheres, na sua maioria) espelham aquilo que Kim Deal queria fazer nos Pixies, mas que não podia. Na verdade, as Breeders começaram nos finais dos anos '70, quando Kim Deal e a sua irmã gémea Kelly Deal tocavam em bares no Ohio. Mas foi com a ascensão dos Pixies, que Kim revitalizou a banda, trazendo Tanya Donnely das Throwing Muses e através da editora 4AD. Há apenas 3 álbuns de originais, cada um melhor que o outro: Pod (1990), Last Splash (1993) e Title TK (2002), havendo, porém, outros EP's e um disco gravado ao vivo. Espera-se um novo álbum de originais em 2007.

Um Pai Louco


O pai a quem eu chamo louco no título do post, é um Chinês, pai de uma criança de 8 anos.

O adjectivo que utilizei para classificá-lo, prende-se com o facto deste pai ter decidido comemorar os festejos que antecedem a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim – cuja cerimónia oficial teve lugar há poucos dias -, fazendo com que a sua filha de apenas 8 anos, corresse 3 500 Km (três mil e quinhentos quilómetros, para que não fiquem dúvidas).

Esta odisseia começou no final do mês de Junho, e, segundo a SIC Noticias, a menina correu uma média 60 Km por dia, acompanhada, sempre, pelo pai………….. mas este fazia-se transportar numa motorizada(!). São, no mínimo, 60 dias a correr 60 Km por dia.

A mãe da menina divorciou-se do marido, presume-se que por desaprovar esta mega maratona da filha.
O pai, acusado (creio que, ainda, só pela opinião pública) de maus-tratos á filha, defende-se assegurando que “a menina corre por gosto” e, acrescento eu, como tal, não se cansa!. Atesta que a filha se apresenta “saudável sempre que está consigo”, e que esta “nunca se queixou de dores nas pernas, nem quis desistir”, ao mesmo tempo que assevera que “não quer obrigar a filha a seguir uma carreira no Atletismo”, concedendo-lhe total apoio e liberdade para que a própria escolha a sua futura profissão. Pois, pois…….

Bem, como isto se passou na China, pode ser que o merecido castigo para este pai, que coagiu, seguramente, a filha, a embarcar nesta loucura, seja, pelo menos, correr a mesma distância que a filha, mas em metade dos dias.

De seguida, será entregar a guarda da menina à mãe, protegendo-a de outras, eventuais, loucuras em que o pai a queira empenhar.

Se é certo que a prática de desporto é de salutar, e que deve ser incutida desde cedo nas crianças, também é certo que submeter o frágil corpo de uma criança a esforços exagerados e prolongados, pode prejudicar irremediavelmente a saúde, bem estar e desenvolvimento harmonioso da mesma.
Por isso, este pai deve ser punido, servindo de exemplo a outros que desconheçam que o mau trato Não se cinge somente ao “correctivo” de cariz físico.

27 agosto 2007

Death to the Pixies

Corria o ano de 1985 quando Charles Michael Kitridge Thompson IV decidiu aderir a um programa de troca de estudantes e partir para Porto Rico, deixando a sua Universidade em Massachussets. Bastaram 6 meses para ficar farto e decidir que, ou iria para a Nova Zelândia ver a passagem do cometa Halley, ou regressava a casa e formava uma banda de rock.

Felizmente para nós todos, Charles não foi para ver o cometa. Quando aterrou em Boston, contactou o seu antigo colega de quarto, Joey Santiago e rapidamente convenceu-o a deixar os estudos e aderir ao seu projecto. Charles achou que o seu nome não era apelativo para o mundo do rock, por isso alterou-o para Black Francis. Colocaram anúncios nos jornais para encontrar um baixista e um baterista, Kim Deal apresentou-se para o baixo e aconselhou David Lovering, um músico de casamentos, para a bateria. Estavam formados os Pixies.



Os Pixies começaram a dar alguns concertos, por vezes abrindo para outra banda que estava a dar os seus primeiros passos, Throwing Muses. E foi quando a banda de Kristin Hersh e Tanya Donnely foi contratada para a editora londrina 4AD, que os Pixies tiveram a sua oportunidade. O director da, agora lendária, editora Ivo Watts-Russel ouviu o seu som e decidiu logo propor um contracto. Estávamos no ano de 1987 e os Pixies lançavam o seu primeiro trabalho, o mini-álbum "Come on Pilgrim". Na altura foi uma lufada de ar fresco para toda a música, com temas como "Vamos", ou "Isla del Encanta" mostrando um rock muito musculado, com fortes guitarradas bem amplificadas, vistas agora como o som clássico de Pixies. "Come on Pilgrim" atingiu o nº 1 de vendas da lista independente do Reino Unido.





Em Março de ’87, os Pixies lançam no mercado o seu primeiro álbum completo, "Surfer Rosa", que foi como uma continuação do seu antecessor. O mesmo género de som e, desta vez, incluindo temas que têm já o seu lugar na história do rock alternativo, como "Where is my mind?", ou "Gigantic". Este disco comprovou que "Come on Pilgrim" não tinha sido um mero acaso e os Pixies foram definitivamente reconhecidos como uma banda a ter em conta na cena alternativa.





O início de ’89 marca o lançamento daquele que é, para mim, e para a generalidade dos fãs e críticos, o melhor trabalho dos Pixies; "Doolittle". O grupo estava no ponto alto da sua curta carreira, em termos de criatividade e também na relação entre os próprios, apesar de nessa altura já surgirem rumores de desavenças entre Black e Kim. "Doolittle" lança as bases do rock que se fez nos anos 90. Há quem diga que Kurt Cobain afirmava que, sem "Doolittle" dificilmente haveria "Nevermind". No entanto, para mim este disco só tem 14 músicas, ao contrário das 15 do original, isto porque o tema "Here Comes Your Man" não conta. Acho que não tem nada a ver com o resto do som, tanto do álbum, como do grupo, mas a razão principal talvez seja porque era abusivamente passado numa conhecida ex-discoteca, para os lados da Atalhada, ao lado de vomitórios como "What´s Up" das 4 non-blondes, cada uma passava, pelo menos, 3/4 vezes por noite.





Depois do sucesso de "Doolittle", os problemas de relacionamento entre Kim Deal e Black Francis pioraram. Muitos críticos entendem que é por essa razão que o disco seguinte dos Pixies perde qualidade. De facto, "Bossanova" é, pelo menos, diferente dos antecessores, não havendo mais letras sobre mutilações, morte, ou barbáries, mas sim relatos de viagens pelo Universo e extra-terrestres. Foi uma mudança que a mim não agradou.





Em ’91 sai aquele que viria a ser o último trabalho de originais dos Pixies: "Trompe de Monde", que foi um regresso à fórmula antiga, ainda que de uma forma mais agressiva. Na minha opinião é um excelente disco, apesar de, em termos comerciais, não ter tido grande sucesso.





Em ’93 a banda acaba mesmo, com Kim Deal a seguir com o seu fantástico projecto The Breeders e Black Francis, a tornar-se Frank Black e seguir uma carreira a solo.

26 agosto 2007

Fajã do Araújo; Mais Uma Agressão à Nossa Natureza

A Fajã do Araújo situa-se no concelho do Nordeste, e creio que faz parte da freguesia da Pedreira. Localiza-se no extremo Oriente da Ilha de S. Miguel, numa zona de fronteira entre a costa Sul e Norte desta Ilha Açoreana.

Posso assegurar da beleza e tranquilidade que se vivência nesta Fajã, o silêncio, só interrompido pelo cantar dos pássaros e pelo bater das ondas nos calhaus que defendem a falésia. É um local bastante escarpado, do tipo “ladeirento”, a geografia desta fajã não favorece a construção de casas, antes uns bons socalcos de vinhedo, mas desde há muito que alguns têm aqui morada. Mas as pequenas casas de madeira dão cada vez mais lugar a casas de blocos e cimento, com mais conforto e tamanho do que os pequenos casebres de fim-de-semana que aqui existiam, também destinados ao apoio das pequenas terras de cultivo aí existentes.

Pois parece que a pacatez deste local faz parte da história, pois “um bulldozer” irrompeu pela montanha adentro e, derrubando tudo o que se lhe opunha, transformou uma paisagem de em verde luxuriante, numa perigosa estrada, ladeada por íngremes paredes de pedra e terra, que nos conduz até um aterro junto ao mar, que será, seguramente, o parque de estacionamento de quem ali se deslocar.

Subsiste o caminho pedestre, aquele que sempre conduziu á fajã, e que parte da Pedreira, pois esta agressão á natureza foi realizada mais adiante, na berma da estrada regional que conduz ao miradouro da ponta da madrugada. Foi cortar por aí abaixo, até chegar perto do mar.

Esta obra de engenharia, que me parece bastante arriscada e de elevadíssimos custos (agora referi-me a euros), não tem, para mim e para outros que conheço, qualquer utilidade pública ou outra, que não a de facilitar o acesso automóvel aos poucos que ali possuem casas e terras. Asseguram-me que o presidente da CM de Nordeste tem lá casa.

Um qualquer local, turista ou pessoa de visita ao Concelho que deseje visitar este bonito local, pode fazê-lo pelo trilho existente, tornando o passeio mais agradável e em comunhão com a natureza. Mas quem o fizer agora, ao chegar lá baixo já não vai encontra o mesmo cenário natural que ali se podia desfrutar, nem o sossego de outros dias, pois o acesso facilitado de carros trás mais gente e mais coisas, logo mais desassossego.

Não defendo que a Fajã do Araújo seja um santuário, mas também entristece-me que alguns dos bucólicos e delicados recantos que ainda existem nesta Ilha, estejam a ser alvo de intervenções abruptas, que ferem a paisagem e alteram as dinâmicas dos eco sistemas a nível a fauna e da flora, indo contra o ideal de preservação da natureza e respeito pelo meio ambiente que queremos fazer passar.

Mas esta intervenção foi ainda mais cruel, pois além de terem rasgado a encosta, procurando chegar ao nível do mar, também feriram de morte aquela costa de calhau rolado, pois a obra estende-se ao longo da costa, ligando, agora, aquela fajã á praia do lombo gordo, através de um aterro que segue por aí adiante, sei lá até onde, desfigurando a costa e as encostas, e destruindo a beleza natural da pequena enseada que dava lugar ao areal da desta praia, pois também foram construídos pequenos aterros que formam uma espécie de pontões.

Esta estrada é perigosa e desnecessária, poderá causar vitimas e custará muitos milhões de euros, e esta obra, no seu todo, representa uma brutal agressão á nossa paisagem e natureza, aquilo que de melhor temos, para nosso deleite, e para oferecer aos outros.

Mas, depois de delapidado, o nosso património ambiental já não servirá, nem a nós, nem a quem nos visita.

Urge parar para pensar e palnear. Confio na Secretaria do Ambiente e Mar para fiscalizar e ordenar a nossa bonita paisagem e orla costeira.

25 agosto 2007

Notícias da América

A discussão, por estes dias, nos EUA centra-se nos imigrantes ilegais que entram no país, pela fronteira com o México. A questão agudiza-se devido aos recentes crimes em Newark, onde, aparentemente, três imigrantes ilegais entraram numa escola e assassinaram quatro jovens.

Os conservadores aproveitam para intensificar a sua agenda contra os imigrantes ilegais, com a construção do famoso muro na fronteira e com deportações. Os liberais respondem, acusando os conservadores de racismo.

24 agosto 2007

Para ler

O blog Abrupto tem vindo a dedicar uma série de posts sobre o crime cometido no Algarve, num campo de milho, sob o título «A DEMOCRACIA, A LIBERDADE, A ORDEM PÚBLICA, A INTELIGÊNCIA, O GOVERNO E OS "VERDEUFÉMIOS"».

Discuta-se o novo Estatuto

A revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, que tanto consenso gerou, está pronta já há alguns meses. Estamos, actualmente, numa fase de debate público, em que se pretende “a recolha, análise e consideração de contributos”. Parece-me, no entanto, que a blogosfera açoriana passou um pouco ao lado desta discussão, de uma forma um tanto incompreensível.

A luta será em Lisboa, onde não será fácil fazer aprovar um Estatuto que confere, por exemplo, o Princípio da Preferência do Direito Regional (em legislação não reservada aos Órgãos de Soberania).

19 agosto 2007

Incongruência ou Contrapeso

Se por um lado o Governo do PS liderado por José Sócrates, fez bandeira com o referendo ao Aborto, que, depois do “SIM”, já tem legislação própria e já pode ser praticado por qualquer mulher nas condições previstas na Lei, e em qualquer unidade de saúde (!) do País. (todos sabemos que não é bem assim, mas adiante….)

Por outro lado, o Conselho de Ministros do mesmo Governo acaba de aprovar o Decreto-Lei que cria o abono de família pré-natal, alargando essa medida de protecção social, a mulheres grávidas a partir dos 3 meses de gestação. Estima-se que 90% das mulheres a partir dos 3 meses de gravidez possam ter direito a este novo abono, diz o ministro Vieira da Silva.

Incongruência ou contrapeso?

............é, pelo menos, um pequeno incentivo á natalidade e que possibilita á mulher grávida um rendimento extra, logo, confererindo-lhe mais disponibilidade financeira para uma gestação mais protegida e, quiçá, mais bem nutrida.

Um Exemplo a Seguir.

A Administração do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, presidida pelo médico Nuno Morujão, decidiu por unanimidade prescindiu de um direito que tinha, enquanto Entidade Pública Empresarial, que conferia a possibilidade aos Administradores dessa Entidades, de adquirirem uma viatura de serviço de valor até 35. 000 euros.

Pois bem, os cinco Administradores dessa Unidade Hospitalar, deliberaram que os 175 mil euros que podiam ser gastos em 5 automóveis, seriam mais bem empregues se gastos em material Hospitalar, no caso, em aparelhos médicos destinados a melhorar as salas de neurocirurgia, dotando-as de melhores condições para profissionais e, consequentemente, para os pacientes.
Esta verba cobriu 25 % do total do custo deste material de cirurgia Hospitalar, orçado em cerca de 700 mil euros, sendo os restantes 75% cobertos ao abrigo do Programa Saúde XXI, financiado no âmbito do III Quadro Comunitário da Apoio.

Este tipo de gestão, a que posso chamar, no mínimo, inteligente e coerente, deve servir de exemplo, pois demonstra bem que as pessoas em questão, mais do que procurar privilégios num cargo de Administração, procuraram solucionar um problema técnico e financeiro, prescindindo da utilização de uma verba para uma rubrica (compra de viatura de serviço), em beneficio de outra que tem claramente mais importância e necessidade para o bom desempenho das funções médicas, afinal o principal objectivo de uma Unidade Hospitalar.

Crónica de uma desilusão

Começa o campeonato, e está uma pessoa cheia de fé na sua equipe, mesmo sabendo que há falhas graves na forma como o plantel está a ser gerido. Primeiro jogam os rivais, com adversários mais difíceis, espera-se que talvez um deles possa perder uns pontitos, mas não, ambos ganham, um porque está a jogar muito bem e tem uma boa equipe, o outro porque tem um jogador... É Sábado à noite, há convite para jantar, mas recusa-se educadamente, inventando uma festa familiar. A verdadeira razão: ver o 1º jogo do Glorioso no Campeonato. O adversário é fraco, recém-promovido à 1ª Divisão, a equipe tem tido problemas, mas acredita-se que, de uma forma, ou de outra, irá ganhar. Começa o jogo e começa o enervamento do futebol mal jogado, dos erros dos jogadores, do árbitro, do treinador. Intervalo e algum descanso e uma resposta aqui no blog. Regressa-se e o jogo já está a correr, há substituições, novos jogadores e a esperança renova-se. Puro engano, uma das novas aquisições falha um golo certo e quem paga é a cadeira ao lado, que leva um toque - vá lá, foi um pontapé. Está a chegar o final do jogo, já se está mais conformado e a pensar nos próximos actos. Mais um canto, lá vai o regista bater, e quando já não acreditamos...golo do pitbull e solta-se alegria. Entramos nos descontos e o rival tem uma oportunidade e comenta-se "Eh pá, era muito mau sofrer um golo agora". Logo depois, sofre-se um golo e o jogo acaba. Antes tivesse ido para o meu jantar.

18 agosto 2007

Festa de poucos, martírio de muitos

Ao ler o post "De que serve legislar e fechar os olhos à lei? ", no Fôguetabraze, lembrei-me das raves que tiveram lugar no areal da Praia Grande do Pópulo, nos últimos anos, e sobre as quais não tive a oportunidade de escrever na altura. A questão que levanto é muito simples: em nome de quê, permite-se fazer essas raves, sabendo-se que a música (se é que se pode chamar música) vai tocar altíssima, violando todas as leis do ruído e, nalguns casos, obrigando os moradores a passarem aquelas noites fora, para poderem dormir?

17 agosto 2007

Marés de Agosto



Depois de um muito longo interregno, as marés de Agosto estão de regresso ao Pópulo.

16 agosto 2007

Domingo: Hiper-Mercado ou Comércio Tradicional?

O tema da abertura, ou não, dos Hiper-Mercados aos Domingos á tarde, tem vindo a lume nos últimos dias, primeiro devido a uma sondagem realizada pela "Universidade Católica", que visava aferir do interesse, ou não, dos portugueses em terem possibilidade de ter acesso aos hipermercados aos Domingos, também á tarde. Mais recentemente foi noticia, pelo facto de uma Inspectora da ASAE ter mandado encerrar um Hipermercado que funcionava ás 20 horas, quando deveria ter encerrado ás 13 horas, por ser Domingo.

A referida sondagem da "Universidade Católica", revelou que 66% dos portugueses gostavam de poder fazer compras nos “Hipers” aos Domingos á tarde.

Para não me alongar muito, digo já que comungo da opinião da maioria dos entrevistados.

Primeiro, porque o comércio tradicional parece não aproveitar o actual encerramento ás 13 horas, para, abrindo as portas aos Domingos á tarde, poder apresentar-se como uma alternativa ás grandes superfícies comerciais. Assim, ficam os clientes, o público em geral, limitado na oferta de estabelecimentos comerciais, onde possa adquirir o que lhe aprouver. Depois, porque tal medida é de cariz proteccionista, e isto, num mercado livre, não deve ter lugar. O mercado tem outros mecanismos de regulação e adaptação.

Por isso, não vejo razão para não se permitir que os “Hipers” mantenham as suas portas abertas aos Domingos depois das 13 horas.

O que eu procuro num Hiper, é distinto do que procuro nas pequenas lojas ditas de comércio tradicional. Com diferenciação da oferta e da qualidade, eu vou aos dois lados……mesmo aos Domingos.

15 agosto 2007

Paredes de Coura...aqui ao lado

Esta playlist é dedicada ao festival Paredes de Coura deste ano, que tem dos melhores alinhamentos dos últimos anos, de todos os festivais. Desde logo porque conta com o nome maior da música (dita) alternativa, Sonic Youth. Mas porque conta também com Dinosaur Jr., Spoon, Cansei de Ser Sexy, Peter Björn and John, BabyShambles, ou os portugueses Linda Martini e Mão Morta. Para os que não podem estar presentes, aqui ficam alguns desses grupos. E sempre podemos ir dando uma espreitadela aos concertos na SIC Radical.

Novas Leituras


Depois do livro do Professor Medeiros Ferreira, "Cinco Regimes na Política Internacional" e de ter consumido "O Paraíso e o Poder", de Robert Kagan, em dois dias, dei por mim a procurar nas prateleiras outro motivo de leitura. Encontrei um livro que já tinha ouvido falar e que me tinha despertado alguma curiosidade, chama-se "Minhas Memórias de Salazar" e é do Professor Marcelo Caetano. À primeira vista parece-me ser mais uma autobiografia política de Caetano, mas será preciso ler mais um pouco, para tirar as dúvidas.

14 agosto 2007

Ilha do Corvo; Dois Retratos, Duas Imagens

Passou ontem, na RTP-Açores, uma reportagem da autoria de Nuno Neves, jornalista da nossa televisão - e de quem sou amigo -, sobre o Corvo e a vida dos corvinos.
O Nuno esteve seis dias no Corvo na companhia de um repórter de imagem, para captar e apresentar um pedaço da vida nesta Ilha Açoreana.

Há alguns meses atrás, o jornalista da SIC, Pedro Coelho, também se deslocou á mais pequena Ilha Açoreana, para dela esboçar um retrato.

Em jeito de comparação – pois o objecto a retratar foi o mesmo –, devo dizer que o “nosso” retrato do Corvo, me pareceu mais condizente com a realidade vivênciada pelos corvinos, do que aquele, muito romanceado, da autoria de Pedro Coelho. (que não deixa de ser um dos bons jornalista da SIC)

Isto será, até, lógico, pois o Nuno é Açoreano, e como tal terá mais sensibilidade para ver, ouvir e transmitir, o pulsar daquela Ilha.

Na altura que visionei a reportagem da SIC, fiquei com a sensação que Pedro Coelho, veio ao Corvo recolher as imagens e os testemunhos que queria, para compor a sua peça jornalística, o seu retrato, talvez demasiado predefinido, das gentes do Corvo e do seu quotidiano. Tal facto, causou alguma celeuma e mal-estar aos corvinos, pois quase demonizou a utilização da Internet nesta nossa Ilha, e, talvez, tenha empolado algumas quezílias entre habitantes, passando, arrisco eu, uma imagem distorcida e apressada daquela orgulhosa vila e Ilha do Corvo.

Ao invés, Nuno Neves foi ao Corvo sentir o pulso ás suas gentes, embrenhar-se no quotidiano das 425 pessoas que “teima” em habitar aqueles 17 quilómetro quadrados, dando voz a quem dá vida àquele grande rochedo, no extremo Ocidental da Europa. O Nuno foi mais coerente, fez uma aproximação, na minha perspectiva, mais humanizante, mais quente, ao passo que Pedro Coelho, apostou mais na narração da estória, embalado por uma música algo melancólica, entristecendo a imagem da Ilha.

A condição de Ultra Periferia, deve ter aqui a sua maior expressão, disso não tenho dúvidas. Foi isso que disseram os corvinos, gente como nós, mas ainda mais dependente da localização do anticiclone a quem demos nome, e que “manda” nos Barcos e no avião.

Parabéns amigo, apreciei muito o teu retrato do Corvo e a imagem que dele deixaste.

A visão de Robert Kagan


"O Paraíso e o Poder; A América e a Europa na Nova Ordem Mundial" é um pequeno livro, com 110 páginas, de Robert Kagan. No começo do livro, Kagan afirma que está na altura de se parar de fazer de conta que americanos e europeus partilham uma mesma visão do mundo, prosseguindo para uma frase que já tem o seu lugar de destaque entre os estudos das relações transatlânticas: “os americanos são de Marte e os europeus são de Vénus”. No fundo, Kagan acredita que há grandes diferenças entre americanos e europeus, desde logo em termos de poder e ideologia. Para o autor, o avanço abissal que os EUA têm em termos militares e tecnológicos leva, através da “psicologia de poder e fraqueza”, a que os americanos sejam mais propensos a usar a força para atingir os seus objectivos, do que os europeus. Em termos ideológicos, a diferença reside no facto dos europeus terem desenvolvido um conjunto de ideais e princípios relativos à utilidade e moralidade do poder, diferentes daqueles dos americanos; os europeus rejeitaram conscientemente a machtpolitik do seu passado e, bem assim, a fórmula maquiavélica.

A metáfora que Kagan utiliza é a do mundo anárquico hobbesiano dos americanos da power politics e o mundo de paraíso pós-histórico kantiano em que os europeus estão entrando. Kagan acaba por concluir que, apesar das diferenças entre europeus e americanos, ainda existe um “Ocidente” que partilha uma visão da humanidade. Para além disso, Kagan concorda com a premissa principal da teoria do “Fim da História” de Francis Fukuyama, que diz que a velha questão sobre qual a melhor forma da humanidade se governar, está resolvida a favor do ideal liberal Ocidental. O livro acaba com Kagan a recomendar aos europeus que aceitem e apoiem, de bom-grado, a posição de líder dos EUA no mundo, como um preço pequeno a pagar pelo manutenção do seu pequeno e pacífico paraíso. Mas também diz que os americanos devem mostrar mais “generosidade de espirito” e “mais compreensão pelas sensibilidades dos outros”. Desta forma, a política externa norte-americana poderá respeitar o multilateralismo e o Direito. Estes pequenos passos não irão, segundo Kagan, acabar com a divisão entre os EUA e a Europa, mas podem a minimizar.

Será sempre muito difícil para qualquer não-americano concordar com as posições de Robert Kagan, no entanto há que reconhecer que os seus argumentos são sempre muito bem sustentados.

12 agosto 2007

The Cure



Falar dos The Cure é falar de Robert Smith, é ele o motor da banda, escreveu e compôs (diria eu) mais de 95% das músicas da banda, é o vocalista e é um guitarrista brilhante. Muito inspirado pelos The Clash, Smith forma, nos finais dos anos 70, os Easy Cure, que viriam a ser depois simplesmante os The Cure. O tema "Killing an arab" foi o bilhete para a Polydor e a partir daí Smith chamou alguns amigos para dar corpo à banda, entre eles Laurence Tolhurst, Michael Dempsey e depois Simon Gollup. Depois, seguiu-se o álbum "Boys dont cry" e o resto da história é conhecida.

Toda a discografia dos Cure é digna de registo, mas por vezes são necessárias duas ou três audições, pois nem sempre é fácil apreciar o som dos Cure à primeira, principalmente os trabalhos mais antigos, mas esta é uma característica de toda a música de qualidade. "Seventeen Seconds" (1980), "Faith" (1981) e "Pornography" (1982) fazem parte da fase mais gótica e depressiva dos Cure, pois em 1984 com "The Head on the top" a banda faz uma incursão por sons mais pop. Em 1986 os Cure conquistam os EUA com a colectânea "Staring at the sea". Em 1987 os Cure lançam aquele que é para mim o seu melhor trabalho: "Kiss me, kiss me, kiss me" (playlist), que alterna o seu estilo mais negro (The Kiss), com música mais pop (Why cant I be you?). A carreira dos Cure seguiu em '89 com "Disintegration" que é mais um excelente disco, embora algo diferente. A entrada nos anos '90 trouxe mais alguns discos, mas que nunca mais tiveram a qualidade dos anteriores.

Izmailov melhor que Quaresma?



Calhou-me em sorte assistir à Final da Supertaça rodeado de lagartos. Depois de muita conversa fiada, em que mantive sempre o meu silêncio, e de algumas risadas à custa das metáforas de higiene dentária do Jesualdo, um deles – o mais fanático – diz que o Izmailov é melhor jogador que Ricardo Quaresma. Eu, como é evidente, não pude conter-me mais e disse-lhe que tinha muitas dúvidas. Não é que minutos depois o rapaz marca aquele golo... Apesar de tudo, contínuo a afirmar que não, o Izmailov não é melhor jogador que o Quaresma. E digo mais: depois da paupérrima exibição com que Porto e Sporting nos brindaram, estou cada vez mais convencido que este ano o Benfica ganha tudo

Marillion


Seguindo a árdua tarefa de recuperar antigos discos que se perderam ao longo dos anos, segue-se Marillion. Misplaced Childhood foi dos primeiros discos que comprei em formato digital, mas foi também dos primeiros que se perderam (extraviado pela humidade). Os ingleses Marillion foram dos principais nomes, nos anos 80, do rock progressivo, e marcaram toda uma geração.

Faça o teste

Descobri este teste no Arrastão, que serve para saber com qual dos candidatos à presidência dos EUA nos identificamos de forma mais próxima. Comigo, tal como com o bloquista Daniel Oliveira, deu Denis Kucinich, que é reconhecidamente o candidato mais à esquerda de todos. É um exercício engraçado, mas apenas isso.

07 agosto 2007

Defender a Autonomia

O problema está levantado. Alberto João Jardim afirma que, porque na Madeira o ‘Não’ venceu, não irá implementar as leis da Republica que legalizam a IVG. Ao que parece, Lisboa não pode, segundo a Constituição, impor aquela Lei na Madeira, se assim for de facto, os Açores não podem deixar de estar ao lado da Madeira, pois trata-se da defesa das Autonomias. Estevão Gago da Câmara escreveu, a este respeito, no Açoriano Oriental que “O Presidente da Republica já fugiu” à questão “declarando que a questão não é política e compete aos tribunais resolvê-la (...) o Primeiro Ministro vocifera com o inadmissível silêncio ensurdecedor do PSD” e acrescenta que “ensurdecedor é o silêncio do governo e da classe política açoriana, que tem assobiado para o lado como se não fosse evidente que vai sobrar para nós o que está para vir...a prova de fogo do autonomismo do PS-Açores, afinal, ainda está para acontecer”

06 agosto 2007

Estado Natureza...no Pópulo II

Eu detesto ser chato e estar sempre a insistir no mesmo assunto, mas é que a situação está cada vez pior, cada vez mais descontrolada e só quando acontecer alguma desgraça na praia, que obrigue a entrada de uma ambulância, é que se vai tratar do assunto. É sempre a mesma coisa, espero que impere o bom-senso e que se trate do assunto, antes...

Como se pode aferir nestas fotografias, há dias (como os fins-de-semana) em que já nem se pode transitar no Largo da Praia Pequena. Os banhistas, ao constatarem que não há quaisquer sinais de trânsito, estacionam onde bem entendem.


Por outro lado, a Canada do Borralho (que fica do lado nascente da Praia Pequena) fica todos os dias de tal modo congestionada que leva a situações destas.


Eu já nem falo nos incómodos para os moradores, falo nos incómodos para todos que vão àquela praia, é que é muito frequente ouvirmos uma buzina colada, querendo dizer que mais um carro está bloqueado.

E a solução para estes problemas é muito simples. Antes de mais, é preciso reconhcer que há um problema, para depois se poder partir para a sua resolução. Depois, é pintar lugares de estacionamento, colocar alguns sinais de trânsito e fazer com que a Canada do Borralho tenha apenas um sentido.

Eu detesto ser chato, mas não vou descansar enquanto enquanto não se fizer alguma coisa em relação a esta situação.

05 agosto 2007

Música Bombardeira




Como facilmente se compreende pelo som que vai passando pela playlist da Máquina, nós temos por aqui temos um gosto musical muito especial. E apesar de ser eu quem vai (por enquanto) colocando as músicas online, sei que o meu comparsa de lavandaria partilha do meu gosto, não tivéssemos nós passado tantos serões ao som de muitas delas.

A verdade é que muita da minha discografia se foi perdendo ao longo destes anos, pelas mais diversas razões, e para dizer a verdade não me aborreci muito com isso, pois os discos foram feitos para serem ouvidos e partilhados. Agora, já numa fase mais calma, começo a reconstruir essa mesma discografia.

Assim, a minha última re-aquisição é o 1º álbum de originais dos B-52’s. Estes americanos da cidade de Athens, no Estado da Geórgia, fizeram da música mais alucinante que se pôde ouvir naqueles anos. Apesar de se terem formado em 1976, o 1º single, Rock Lobster (está na playlist), só saiu em 1978 e, pode-se dizer, que só atingiram a sua plenitude nos anos 80. A banda era formada pelas simpáticas Cindy Wilson e Kate Pierson, pelo baterista Keith Strickland e pelo carismático vocalista Fred Schneider. Como tantas outras bandas, os seus primeiros trabalhos são os melhores, depois do 1º trabalho, seguiu-se outro de grande qualidade, Wild Planet, mas depois com Cosmic Thing, cairam um pouco no mainstream, apesar de ser também um disco aconselhável.

Fica, então, a pequena homenagem...

04 agosto 2007

Touro Enraivecido

A RTP Açores passa hoje ao fim da noite um dos melhores filmes de Martin Scorcese: Raging Bull (Touro Enraivecido). O filme de 1980 conta com as actuações de Robert DeNiro e Joe Pesci (que têm cenas de diálogo fantásticas) e conta a história do boxeur Jake LaMotta. Uma boa aposta para o serão de sexta-feira.
Entetanto, tive a oportunidade de ver The Departed (Entre Inimigos), o filme que valeu a Scorcese o Oscar para o melhor filme, este ano. Sem dúvida que é um excelente filme, mas não é (nem pensar) melhor que Taxi Driver, este Raging Bull, Goodfellas, Casino e até O Aviador.

Concordo com Paulo Moita de Macedo


O nome que consta do título deste post, dispensa apresentações, pois já todos recebemos em nossa casas cartas assinadas por este senhor.

Em entrevista concedida ao jornal Expresso de hoje, sexta-feira (mas que só chega aos leitores Açoreanos no final de sábado, quando não mesmo no Domingo), o Paulo Moita de Macedo afirma que os ordenados do PM (cerca de 7 500 euros) e do PR (á volta de 10 000 euros), não são condizentes - entenda-se, são muito baixos - com importância e prestigio dos seus cargos. Adianta que, qualquer jovem na área do markting e publicidade, ou um gestor de uma multinacional ou da área da banca, pode ganhar facilmente o que ganha, por exemplo, o PM, tendo este último uma função de muito maior responsabilidade e reconhecimento social.

Pois é justamente neste pequeno tópico da entrevista (que ainda não li, mas que vi e escutei um trecho na SIC-N), que eu me revejo, subscrevendo-a por inteiro.

Não seria elegante o próprio servir-se do seu exemplo, mas aquando da certeza da sua saída da DGCI, escrevi aqui um post manifestando o meu desagrado face a essa evidência, precipitada pela impossibilidade do seu salário ser superior ao do PM.

Ora, este caso espelha bem (pois o supra referido já deu provas de grande valor), que se a Administração Pública quer ter bons quadros, tem de os remunerar convenientemente, sob pena de os perder todos para o privado. Mas, ao falarmos de cargos como os de PM e PR, esse desfasamento salarial, em relação á importância e responsabilidades dos cargos que exercem, é ainda mais evidente.

Como podemos aspirar a ter bons políticos, bons idealistas e decisores, gente com provas dadas, sem reconhecer e valorizar em termos remuneratórios, a importância, dignidade e responsabilidade – bem como o desgaste e exposição pública -, que tais funções implicam e requerem?

O Exercício do Poder concedido pelo povo, é de uma enorme responsabilidade e exigência.

Quem tem experiência profissional, quem cultivou a aprendizagem e, depois, acumulou saber pela prática em determinada área, é quem está em melhores condições de desempenhar funções executivas e que regem os destinos de um país. Mas essas pessoas, que devem inicialmente sentir-se movidas por um desejo de serviço público, de contributo para as suas sociedades, também devem ter o merecido prestigio e dignidade de ver o seu contributo e mais valia reconhecidos, insisto, também, financeiramente.
Há que elevar a politica ao patamar que esta merece, pois a sua correcta definição identifica-a como “uma arte de governar um Estado”, que visa a “organização superior da vida em sociedade” estabelecida em função de um objectivo comum.

A não ser assim, corremos o risco de perder muitos milhões de euros (refiro-me ao brilhante e eficaz trabalho de Paulo M. Macedo), de ficarmos na cauda da Europa, de continuarmos a um défice acima dos 3%, e uma Administração Pública pesada, pois quem nos Governa sabe menos do que quem comanda as empresas privadas, e quem nos representa dentro e fora de portas, é incompetente e incapaz de fazer face aos, cada vez maiores, desafios que temos de enfrentar. (não falta muito para acabarem os Fundos Europeus, depois temos de nos valer a nós próprios…….e ajudar a “alimentar” mais um ou outro)

Contra os incapazes e mal preparados boys do partido, que aspiram a ser “políticos de carreira”, que só sabem “fazer politiquice”, temos de administrar uma contra-politica de brio e competência no exercício de cargos políticos, com dignidade e honradez, que vise, somente, o serviço público e uma “organização superior da sociedade”. Mas essa contra-politica tem o seu preço.

Sugestões: uma vez que não sou especialista na matéria limito-me a uma; e proponho um corte, para metade, no número de deputados da Nação e Regionais. Seriam suficientes, podendo ser mais bem pagos e em exclusividade. Consequentemente acabavam-se as reformas dos deputados ao fim de 8 anos (pois Sócrates acabou com o direito a reforma/pensão mensal vitalícia ao fim de 4 anos), e idênticas regalias para outros detentores de cargos políticos e/ou os tão falados casos dos Administradores do Banco de Portugal e da CGD. Hã, passavam todos os politicos a fazer descontos, para uma futura pensão de reforma, com as mesmas regras de qualquer outro cidadão. (não serão coisinhas destas que afastarão pessoas competentes da politica, mas que saem muito caro ao erário público)

Bugatti Veyron 16.4



Motor: 7993 c.c.



Potência: 1001 cv.



0 a 100km/h: 2.5 seg.



Velocidade máxima: 407 km/h

01 agosto 2007

Fred Thompson, o novo Reagan?

Ronald Reagan deixou grandes saudades entre os norte-americanos, não apenas do lado republicano, mas na maioria da população. Para tal terá contribuído a sua capacidade de comunicação, que lhe valeu inclusivamente o título de ‘O Grande Comunicador’. Aliás, Reagan era um comunicador tão assertivo que, numa ocasião, deixou o então Primeiro Ministro israelita Yitzhak Shamir com uma lágrima no olho, ao contar como a sua experiência no fim da II Guerra Mundial, quando libertou um campo de concentração. Veio a saber-se que Reagan passou todo o tempo da Grande Guerra em Hollywood...

Desde que Reagan deixou a presidência que os americanos – principalmente os republicanos - procuram um candidato que se assemelhe ao homem que tornou os EUA na única super-potência do mundo. E desta vez não é diferente, de entre os candidatos há um, que por já ter sido um actor de algum relevo em Hollywood, assume o papel do novo Reagan, seu nome é Fred Thompson. Mas receio que as semelhanças com o Reagan se fiquem pela representação, é que pelo que vi de Thompson, parece ter algumas incoerências no discurso, no entanto, e como a história recente comprova, isso não tem muita importância. Nas mais recentes sondagens Thompson surge com 27% das preferências entre os candidatos republicanos, atrás apenas de Giuliani com 28%.

Já agora, se pelo nome não vão lá, talvez este vídeo ajude.

29 julho 2007

Insuportável

Anseio regressar à nossa amena ilha.

O Jardim da Cidade

A cidade é Ponta Delgada, e o jardim é o luxuriante Jardim António Borges, que mereceu uma muito aguardada e bem conseguida intervenção, tanto a nível de arranjo de canteiros, lagos e grutas, como a nível da iluminação, segurança, bem como um novo parque de diversão para as crianças e um Bar com as obrigatórias casas de banho.

Depois de inaugurado, este espaço tornou-se um agradável local para horas de lazer e descanso, com segurança e com bons equipamentos para crianças, o que o tornava numa boa escolha para os pais (ou outros familiares), em especial que residem em Ponta Delgada, lá levarem os seus filhos.
Pois bem, o "Jardim da Cidade" já conheceu melhores dias, e isso, deve-se ao facto deste bonito e aprazível jardim, já não dispor do bar de apoio e das casas de banho. Continua, e ainda bem, com seguranças (2 de uma empresa privada), com os espaços verdes bem tratados e com o parque para as crianças bem preservado, mas falta uma coisa essencial ao bem-estar, uma casa de banho.

Já nem falo da falta de um Café/ Bar, pois para isso pode-se ir prevenido e o café pode ser tomado antes ou depois. Mas quanto á impossibilidade de aceder às casa de banho; aí, não há volta a dar, pois elas estão na dependência do (encerrado) bar, e quanto a prevenção nesta área, conheço as fraldas, mas prefiro deixá-las para a minha filha.
Haverá volta a dar? Haja vontade!

Uma possível solução – Casas de banho que não dependam do bar e de quem (privado) o explora.

NB- Não aconselho, a quem visite o jardim por estes dias, que se aproxime ou espreite para o interior das grutas que lá existem…....….não é por nada de especial, mas “um homem tem de se aliviar”! Uma necessidade é, ainda maior, quando é de ordem fisiológica.!

24 julho 2007

As Escolas e os Fins-de-Semana

As escolas têm horários que variam, grosso modo, das 8h00 às 19h00, em dias de semana, encerrando aos fins-de-semana, para o normal e merecido descanso semanal, de alunos, professores e pessoal auxiliar.

Muitas têm sido as reformas introduzidas pela actual Ministra da Educação (muitas das quais merecem a minha aprovação, embora esta não seja a minha área profissional), no funcionamento das escolas.
Destaco aqui uma – não pela sua especial relevância ou minha anuência, mas antes porque torna a escola num local com cada vez menos espaço para o divertimento e convívio –, que é o facto dos “furos” (faltas de professores a aula intercalar) serem agora preenchidos com aulas orientadas por outro professor, independentemente da sua área de formação coincidir, ou não, com a do colega a substituir.

Claro que a escola é, essencialmente, um local de ensino e aprendizagem, um espaço de formação, sendo que esta (formação) não passa exclusivamente por aquilo que se aprende dentro da sala de aula, pois um jovem tem muito mais “espaço” para ser preenchido. Essa formação, num sentido mais lato, uma formação pessoal e social, a par da óbvia e necessária aprendizagem teórica e cognitiva, pode também ser dada/ recebida na escola.

O espaço escola, é dotado de infra-estruturas várias, entre as quais um ginásio coberto e um espaço exterior com campos destinados a várias actividades desportivas – pelo menos nas escolas C+S (complementar e com secundário), existentes em todos os concelhos –, que se destina á prática desportiva lectiva, integrada na disciplina de Educação Física. Também os alunos “em furo” (sem aula por falta do professor), aproveitavam os campos exteriores para umas “jogatanas” de futebol, basquetebol, voleibol, ou outra qualquer actividade desportiva, exteriorizando as suas alegrias por terem tempo para um “confronto” desportivo não previsto.

Mas, aos fins-de-semana, que é quando os alunos têm tempo para as actividades extra curriculares, as escolas estão de portões fechados, logo os seus campos vedados a umas “jogatanas” entre alunos, daquela ou de outra escola (de um desafio entre ambas). Poderiam ser, também, um espaço de encontro e convívio entre jovens, que assim sentiam a escola de um modo menos pesado, pois esses espaços tornavam-se, também, em espaços de verdadeiro lazer…….e sem toque, claro. Rentabilizavam-se estes espaços e campos desportivos e supriam-se as suas faltas em tatas zonas habitacionais.

Seguramente que, para tornar isto viável, seria necessário algum investimento......e vontade da Ministra. (não seria sobrecarregando professores e funcionários).

Mas, não seria o retorno muito maior?

20 julho 2007

10 Anos de Rendimento Mínimo

Corria o ano de 1997, e o Governo de António Guterres implementa uma medida de politica social, a que dá o nome de RMGRendimento Mínimo Garantido, que pretendia garantir, a todo o cidadão, um rendimento (mínimo) que possibilitasse assegurar o seu sustento diário ou do seu agregado familiar.

Mudou o Governo, permaneceu a medida, mas com outra designação e algumas alterações, passando a chamar-se RSI- Rendimento Social de Inserção.

Claro que esta prestação mensal (que é definida consoante os membros do agregado, seus rendimentos, entre outros factores), tem, na sua aplicação, regras bem definidas, por uma Lei, inclusive.
Parece-me claro, que o Estado não ia dar, literalmente, dinheiro aos cidadãos (seria profundamente deseducativo), sem com isso pretender algumas melhorias, mais do que imediatas, nas vidas de quem beneficia deste rendimento mensal. Por isso, foram criadas equipas multidisciplinares, constituídas por Assistentes Sociais, Psicólogos e Ajudantes Sócio-familiares, para, com a família, contratualizarem um plano de ajuda, designado de Acordo de Inserção, que é, na prática, um contrato entre a família e os técnicos que constituem essas equipas. O que se pretende com as cláusulas desse acordo é mudar, e sublinho a palavra mudar, o futuro daquele agregado familiar ou individuo.

Claro que este Acordo de Inserção tem por base um Diagnóstico Social efectuado, pelos técnicos, á família, que pretende identificar os problemas, mas também as potencialidades, de todos os membros do agregado familiar, isoladamente e como um todo, de modo a saber quais as áreas a “tratar” e as que podem ser exploradas como motor de uma mudança.

Na retaguarda dos técnicos de terreno, os que directamente intervencionam a família, está um NLI-Núcleo Local de Inserão, constituído por vários parceiros ( Segurança Social, Escolas, Autarquia, PSP, Saúde, Instituições Locais, ec..), que ajudam a que este Acordo de Inserção seja bem implementado e “vigiado”. (ex: a escola deve informar o Núcleo das faltas de um aluno cuja família recebe RSI).

Não quero aqui expor ou referir-me às (muitas) críticas que têm sido endereçadas a esta politica social, nem ficaria bem em ano de aniversário. Gostaria, antes, de dizer, que considero que o RSI pode ajudar a promover uma melhoria real (não só imediata) na vida de quem a ele recorre, a médio/ longo prazo, basta, para isso, que o Diagnóstico Social familiar seja bem efectuado, que o Acordo de Inserção contemple as acções tidas por necessárias, e que, no Núcleo Local de Inserção, cada membro desempenhe eficazmente as suas funções.
Se todo este circuito funcionar, estão reunidas as condições externas á família para que se inicie um verdadeiro processo de mudança social. Mas, como disse, estes são os factores externos, mas os de dizem respeito á família, os internos, são os que mais importam, pois uma mudança tem de ter por base o “objecto” a mudar.

Se os beneficiários do RSI estiverem motivados para a mudança, decidindo aproveitar a “alavanca” dos euros mensais e o desenvolvimento das acções delineadas pelos técnicos, para dar o salto e sair da exclusão social, aí sim, podem os envolvidos ter sucesso.

Se preferirem, ou teimarem, em (tentar) viver á sombra ou, “por conta do Rendimento Mínimo”, aí perdem o direito á prestação, e são penalizados, só podendo requerê-la 1 ano depois. (ou um mês depois, em alguns casos que a Lei contempla).

O que pode começar como um patamar mínimo de sustentabilidade, pode tornar-se no motor de uma efectiva mudança social.

16 julho 2007

Grande Espingarda

O Benfica tem umas coisas que não lembram a ninguém; o plantel já conta com dois dos melhores guarda-redes portugueses, Quim e Moreira, mas a direcção achou por bem contratar o alemão Hans-Jörg Butt, que tem 33 anitos. Além de ser um jogador velho, tem episódios destes...

15 julho 2007

Luanda, Cidade de Contrastes

A revista do jornal “Expresso”, Única, traz na sua edição desta semana, dois textos sobre duas capitais de ex-colónias Portuguesas, Luanda, capital de Angola, e Díli, capital de Timor-leste.
Destaquei no título Luanda, por razões afectivas, e por demonstrar, de maneira mais cabal, que a riqueza pode ser perversa.

O retrato da actual Luanda, é fruto duma reportagem de Luís Pedro Cabral, ilustrada com fotografias de Sandra Rocha. O texto intitula-se, “Luanda de Luxo”, e o seu autor aproveita o aniversário de Isabel dos Santos, primogénita do Presidente Angolano, José Eduardo dos Santos, como mote para um paralelo entre os luxos e excentricidades de festas como esta, só ao alcance de uma pequeníssima elite de milionários (quase sempre procedentes dos negócios do petróleo e diamantes), e a pobreza extrema e ausência dos mais rudimentares meios de sustentabilidade, sentida pela grande maioria da população Angolana, no seu duro quotidiano. A esses, falta tudo. (A economia Angolana cresce a 18% ao ano, enquanto a taxa de desemprego é de 80%)

O texto sobre Díli, tem reportagem de Micael Pereira, e tem por título, “Gangues de Timor”, e descreve o dia-a-dia agitado de Díli, despoletado e incitado por lutas de gangues, na sua maioria constituídos por jovens, que só conhecem a violência, e que recorrem ás artes marciais, a um cem número de armas, e até a poções mágicas, para semear o medo e “alargar a sua área de influência”. É a lei do; olho por olho, dente por dente, uma “cultura de violência e vingança”, diz o enviado do “Expresso” a Timor. Pode ainda ler-se que, 10% da população deste país se encontra ligada a estes violentos grupos, bem organizados, armados e treinados…….e sempre prontos prá “pancadaria”.

Os recursos naturais, essenciais para a criação de riqueza e consequente desenvolvimento de um país, estão densamente presentes nestes dois países. Resta, agora, aproveitá-los em beneficio de toda a população. Tarefa, “aparentemente” simples!?!?

Ferrari Dino

Ferrari Dino 246 GT, de 1969

Peso: 1080 Kg

Motor: 2419 c.c.

Potência: 195 cv.

14 julho 2007

Ponta Delgada, Como Crescer?

Este post, não tem, nem poderia ter, qualquer motivação partidária, pretende, tão só, transmitir a minha opinião, que não é mais do que a visão de um cidadão, sobre como poderia crescer e expandir-se esta bonita cidade de Ponta Delgada, aquela que me viu nascer e amadurecer.
Esta “velha” cidade tem sofrido, em especial nos últimos anos, grandes intervenções por via de obras públicas e privadas, que têm alterado a sua imagem e dinâmica, bem como a dos que nela habitam e/ou circulam e trabalham.
A alteração de que melhor me recordo, foi a, ao tempo designada, “avenida nova”, que destruiu, através dum aterro, o bonito porto de pescas da Calheta Pêro de Teive e as piscinas de S. Pedro, para dar lugar ao prolongamento da avenida Infante D. Henrique até S. Roque, estendendo a cidade ao longo da sua costa. Esta obra também contemplou uma marina e umas piscinas novas.
Actualmente em curso temos as “Portas do Mar”, obra que visa melhorar as condições oferecidas aos barcos e passageiros dos Cruzeiro que nos visitam, dando, também, uma nova dinâmica àquela zona da cidade. A par desta grande obra pública, temos a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, também em frente ao Centro Comercial Sol-Mar, que, em minha opinião, vai sobrecarregar a artéria principal de Ponta Delgada, isto, a par da edificação do Terminal de Camionagem também na mesma Avenida (creio que nas imediações da Praça da Republica, vulgo, Campo de S. Francisco).
Pois aqui – nesta sobrecarga de pessoas e viaturas na zona mais movimentada e de maior tráfego da cidade –, reside, para mim, o erro desta estratégia, que me parece de afunilamento, em lugar de expansão.
Aquilo que me parece mais sensato – embora admita que não conhecer o seu grau de exequibilidade –, seria “empurrar” o Terminal de Camionagem mais para a zona nascente (S. Roque), adquirindo (?) a “Moaçor” (“empurrando esta unidade fabril para fora da Cidade), e erigindo naquele espaço o referido Terminal, bem como uma grande zona de estacionamento (aqui poderia ser em altura) e alguns espaços comerciais. Daria vitalidade àquela zona limítrofe e evitaria a circulação de autocarros no centro da cidade, capitalizando a recente intervenção naquela orla costeira, com a criação da estrada até à Canada da Shell. Fica, também, perto do nó viário que depois conduz para norte, nascente e poente, através das SCUT´s.
Na zona poente, Santa Clara, onde ficam as ruínas do antigo matadouro, proponho uma intervenção de fundo, limpando, revitalizando e embelezando aquele espaço, e criando uma zona de lazer e balnear ( com piscinas e mar), a par de lugares de estacionamento servidos por “Bertinhas” (que teriam o seu Terminal na zona nascente). Aliás, toda a orla costeira, desde o Porto de Ponta Delgada, até ao começo da "nova" estrada junto á costa que liga á freguesia da Relva, encontra-se entregue ao abandono, ou melhor, ao mar e a uns quantos que aí constroem as suas barracas. O próprio Farol de Santa Clara merecia outro destaque, outro aproveitamento.
Enfim, o que quero essencialmente dizer, é que não podemos (embora também devamos), pensar só no centro da cidade. Temos de valorizar a nossa condição de cidade virada pró mar, e estender esta urbe a nascente e poente, em lugar de afunilar tudo na Avenida marginal.
Por último referir que, se o Estabelecimento Prisional de PDL sair do actual edifício que ocupa, vai contribuir, também, para uma maior dignificação e embelezamento daquela zona da cidade.

P.S.- Como afirmei, não sei se este meu ideal é exequível, ou se se torna utópico por “mexer” em terrenos privados, e porque não sei qual o destino que, quem de direito, pretende dar ao antigo Matadouro. Isto, para além das verbas que seriam necessárias para levar avante um projecto desta natureza. Mas, as utopias de hoje, podem não coincidir com as de amanhã.

Revoltante, mas...

Hoje, no Jornal da Tarde da RTP-Açores vi uma notícia deveras chocante. Parece que os militares da Base das Lajes pagam apenas €80 + tarifas, para voar na SATA, da ilha Terceira para qualquer outra ilha dos Açores. É mesmo um escândalo, não tem outra palavra. Mas consigo retirar algo de positivo: é que a RTP Açores já começa a fazer investigação. Valha-nos isso.

13 julho 2007

Verdadeiramente triste

É o que se pode dizer depois de ver o jogo da selecção sub-20 de Portugal, contra o Chile, no Campeonato do Mundo. O que escrevi em relação à prestação da selecção de sub-21 no recente Europeu serve perfeitamente para esta situação. Neste caso, o jogo acabou com um jogador de Portugal a tirar o cartão vermelho da mão do árbitro, quando este estava a expulsar outro português. Enfim, palavras para quê? José Couceiro dedica-te à pesca, de anzol de preferência...

The Office na TVI

Apesar de tudo, a TVI tem uns lampejos que agradam-me bastante. E agrada-me ainda mais porque só vão para o ar tarde – muito tarde na hora continental. Alguém naquela estação insiste em adquirir algumas das séries mais hilariantes que se vão fazendo nos EUA. Depois de “That 70’s Show” e depois uma meteórica passagem de “Arrested Development”, agora é a vez de “The Office” (versão amerincana).

Como ainda só assisti ao final de um episódio da versão americana, só posso comentar a versão inglesa, que passou na SIC Radical. Trata-se de uma série de ficção, mas que dá a entender ser um documentário sobre o dia-a-dia dentro do escritório de uma empresa de papel. Hilariante, mas com momentos deveras constrangedores, é como se pode caracterizar, de forma genérica, esta série. A versão americana conta com Steve Carrel no papel do director, e apesar de ser um bom actor e com alguma piada, duvido que consiga superar o desempenho que Ricky Gervais conseguiu na versão inglesa.

Para quem não pode esperar até à 0100, então sugiro a sexta-feira, se a TVI não se lembrar de colocar outra coisa qualquer, como tantas vezes já aconteceu.

O vídeo apresentado é da versão inglesa. Neste excerto David Brent /Ricky Gervais) é pressionado pela sua superior para tomar medidas em relação a um dos funcionários que usou um PC da firma para ver pornografia na net...



12 julho 2007

Resultados

A “Máquina” fecha mais uma votação. Os resultados para a pergunta “Ponta Delgada é uma cidade segura?”, foram os seguintes:

“Sim, completamente” – 23%
“Não completamente” – 45%
“Não, de todo” – 33%

Obrigado a todos que votaram.

Entretanto, temos uma nova pergunta para ir a votação: “Vai passar as suas férias?”

Um rumor, um sinal

Os Açores têm que investir mais na sua relação com a UE. Por agora é só um rumor, mas poderá vir a ser uma certeza. Os cidadãos açorianos esperam dos seus governantes eleitos que defendam da melhor forma os seus interesses, nos verdadeiros centros de poder, onde as decisões afectam as suas vidas diárias. E isso é automonia.

10 julho 2007

Os milhões das transferências no futebol

Segundo o semanário Sol este é o Top Ten de transferências de jogadores de futebol:

1. Fernando Torres - do Atlético de Madrid para o Liverpool - 36 milhões de euros

2. Anderson - do F.C. Porto para o Manchester United - 30 milhões de euros

3. Ribery - do Marselha para o Bayern - 26 milhões de euros

4. Nani - do Sporting para o Manchester United - 25,5 milhões de euros

5. Owen Hargreaves - do Bayern para o Manchester United - 25 milhões de euros

6. Eduardo da Silva - do Dinamo Zagreb para o Arsenal - 24 milhões de euros

7. Darren Bent - do Charlton para o Tottenham - 24,5 milhões

8. Henry - do Arsenal para o Barcelona - 24 milhões de euros

9. Forlán - do Villarreal para o Atl. Madrid - 21 milhões de euros

10. Malouda - do Lyon para o Chelsea - 20 milhões de euros


Eu posso estar muito enganado, mas Nani é um jogador sobrevalorizado, por isso não acredito que vá afirmar-se no Man. United. Uma certeza tenho: não será outro Cristiano Ronaldo e receio que no final desta época seja emprestado, ou mesmo vendido. Nessa altura Benfica, ou Porto estarão prontos para o adquirirem por um preço bem mais baixo e mais apropriado ao seu real valor, enquanto jogador. Não nos esqueçamos de Simão ou Quaresma...
Actualização: Já hoje, dia 10 de Junho, soube-se que o FC Porto vendeu o passe do jogador Pepe ao Real Madrid por (outros) 30 milhões de euros.

08 julho 2007

Virgens Suicidas


Hoje, na SIC, passa o filme Virgens Suicidas. Foi o segundo trabalho de Sofia Coppola na realização e conta com a participação da bela Kirsten Dunst.

A não perder!

07 julho 2007

Como participam os Açores no processo de decisão na UE?

«No quadro intergovernamental clássico, a democracia exige que à existência de um Estado de Regiões Autónomas corresponda o direito e a capacidade de elas também participarem nas organizações internacionais que directamente lhes disserem respeito, integrando as respectivas delegações nacionais – conforme previsto, aliás, na Constituição da Republica Portuguesa para as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira. Ora, quando se transita do internacional clássico para o supranacional, as representações nacionais dão lugar, se bem que parcialmente, á órgãos próprios da nova entidade supranacional. Por esta razão, os Estados deixam de constituir instrumentos capazes de assegurar o transporte dos interesses das Regiões para o exterior. Assim, da mesma maneira que exige uma relação directa entre os cidadão individuais e a União Europeia, a democracia exige igualmente o acesso directo das Regiões à União e a sua participação nos processos de tomada de decisão.

A U.E. tem vindo a dar passos no sentido de integrar as Regiões, oferecendo-lhes instrumentos de participação, directa e indirecta, na sua estrutura institucional. E, se bem que tenha ficado muito aquém das expectativas de várias regiões e organismos de cooperação inter-regional, a recente proposta de Tratado Constitucional procura disponibilizar ainda mais espaço para as Regiões Autónomas nos processos de tomada de decisão»
in "Cidadania, Comunidade Política e Participação Democrática" por Carlos E. Pacheco Amaral, no âmbito do Programa Escolher a Europa

070707

Afinal os cães tinham razão, porque sempre ladraram atrás dos automóveis, mesmo antes de haver preocupações com os níveis de CO2 que emitem.