03 outubro 2007

Benfica - Shakhtar

A equipe com que o Benfica devia jogar contra o Skakhtar (apesar de saber que o Camacho tem outras ideias). A formação é 4*2*3*1
GR - Quim
DD - Nélson
DC -Luisão
DC - Edcarlos
DE - Léo
MC - Katsouranis
MC - Rui Costa
MAD - DiMaria
MAE - C. Rodriguez
MAC - Nuno Gomes
PL - Cardozo

Um Açoriano na UE

João Aguiar Machado é açoriano, natural de Ponta Delgada e já tem uma longa carreira ao serviço da UE, onde se realça os cerca de nove anos passados na divisão de Relações Externas do Japão. O João Machado teve de férias em São Miguel no mês de Agosto, tendo começado nas suas novas funções em Setembro.

02 outubro 2007

Respublica

Respublica é um site, da responsabilidade de José Adelino Maltez, que tem como objectivo a "construção de um sistema generalizado sobre redes informativas em matérias de ciência política". Essencial para todos os interessados nesta área.

Onde Para a Polícia? II

A manifestação de polícias em Lisboa explica muito deste caso.

O Dicionário da "Máquina"

Populismo: estilo de fazer política que consiste no uso de promessas demagógicas.

150 mil postos de trabalho?

30 setembro 2007

Animais


Uma pessoa que tem um cão – ou um gato, ou seja lá o que for – durante uma série de anos e de um momento para o outro deixa de lhe achar piada e simplesmente o abandona à sua sorte numa estrada qualquer, devia ir parar à prisão. É revoltante.

29 setembro 2007

Uma Boa Oportunidade Perdida...

...Para estar calado.


Certamente o Paulo Bento estava a comparar o lance do braço do Katsouranis de hoje, com o lance na Amadora, onde um penalty (inexistente) foi marcado a favor do Benfica. O que se passa é simples: no caso da Amadora o árbitro, porque não viu o lance e crendo naquilo que o fiscal-de-linha disse que viu, marcou o penalty, hoje o fiscal-de-linha também achou que viu alguma coisa, mas o árbitro teve a certeza que ele estava enganado e por isso não marcou nada. Não há nenhuma conspiração.

E, já agora, se tivesse que ter sido marcado algum penalty no jogo de hoje seria na falta do Moutinho sobre o Adu. Nos casos em que o Sporting reclama penalty, não se passou nada. Até acho que o Pedro Henriques fez uma boa exibição, ao contrário do Camacho, mas isso é outra conversa.

Transatlantic Trends

Transatlantic Trends é um estudo que permite avaliar as posições de norte-americanos e europeus, relativamente a uma série de assuntos de grande importancia nas relações internacionais. Entre os vários indicadores apresentados, destaque para a principal razão do declínio da relação transatlâtica: 38% dos europeus e dos norte-americanos acha que a relação tem vindo a deteriorar-se devido à forma como a guerra do Iraque tem sido gerida; 34% dos europeus acha que é apenas devido ao Presidente Bush, contra 39% dos norte-americanos; 11% dos europeus sente que o facto dos EUA não participarem no Protocolo de Kyoto é a principal razão, contra 5% dos americanos; e 4% dos europeus acha que é devido ao tratamento dos prisioneiros de Guantanamo Bay, contra 2% dos americanos.

27 setembro 2007

Investir na Defesa da Europa

Robert Cooper, que era o principal conselheiro de Tony Blair para a Política Externa, desenhou um quadro, em 2002, das Relações entre a Europa e o resto do Mundo, muito sugestivo.

Cooper afirma que, fora da Europa, há dois tipos de Estado: os pré-modernos, que são geralmente ex-colónias, e que vivem num mundo hobbesiano, de todos contra todos, como por exemplo a Somália. Depois, há os Estados modernos, como a Índia, China ou o Paquistão, que se comportam da forma como os Estados sempre se comportaram, ou seja tendo por base o interesse, o poder e a raison d’etat.

A Europa, para Cooper, vive num sistema pós-moderno, o tal paraíso que Kagan fala. Mas Cooper adverte que o mundo pós-moderno tem que começar a habituar-se à ideia de “critério duplo”. Entre nós, europeus, operamos com base nas leis e na “segurança cooperativa aberta”. Mas quando tratamos com o mundo fora da Europa, precisamos de retroceder aos métodos mais duros de uma era anterior: “força, ataque cautelar, engano, tudo o que for necessário”. E a proposta de Cooper é a seguinte: “entre nós, obedecemos à lei, mas quando estamos a operar na selva, temos também de usar as leis da selva”. Cooper acha que o longo período de paz que a Europa vive, contribui para negligenciar as suas defesas, físicas e psicológicas.

Parece evidente que Cooper defende um maior investimento europeu em políticas de Defesa.

26 setembro 2007

Mianmar, Revolução Pacífica?

Respondendo á pergunta que dá título a este pequeno post, digo que, Ghandi, houve só um, e que revoluções pacíficas, em que a “arma” era uma política de não-agressão, não-violência, só mesmo a liderado por ele, contra os Britânicos, nas décadas de 30 e 40 do século XX.

Na ex-Birmânia, actual Mianmar, as monifestações de rua em curso - despoletada pela crescente escalada dos preços dos combustíveis, e que rapidamente tomou contornos de confrontação com a junta ditatorial Militar de Governa o país -, tomam já proporções de revolução popular. Encabeçadas por monges Budistas, segunda maior “força” do país, este levantamento popular conheceu, hoje, um dos seus dias mais agitados, com as tropas já nas ruas, a dispararem sobre os manifestantes. Mesmo com monges Budistas, temo que esta revolução tome contornos de "guerra cívil".

A junta Militar no poder, tenta desvalorizar estes “ajuntamentos populares, de uma minoria de Budistas descontentes”, tentando, com os militares na rua, voltar a repor a (perdida) ordem pública.

Na memória dos Birmaneses, estão ainda os 3000 mil mortos da última revolução de 1988, que conduziu os Militares ao Poder.

Todos conhecemos Aung San Suu Kyi, prémio Nobel da Paz de 1991 e filha do herói da independência birmanesa, o general Aung San. Esta, ganhou as eleições parlamentares de 1990 pela Liga Nacional pela Democracia (NLD) e, desde então, tem passado a maior parte dos últimos 17 anos em prisão domiciliária. É ela a esperança de um povo oprimido, e em Rangoon, onde se situa a sua casa, e onde cumpre pena de prisão, os confrontos entre manifestantes e militares têm atingido o seu auge.

É o Povo pedindo-lhe que saia á rua, para comandar os seus destinos.

Que ela quer não tenho dúvidas. Mas será que a deixarão aparecer em público?

24 setembro 2007

Reforma dos Partidos

Onde Para a Polícia?

Haverá, como é evidente, que confirmar todos os factos, uma vez que ouvi uma versão diferente na RTP-A, mas a verdade é que há um sentimento de impunidade entre esta nova vaga de criminosos que vagueia (principalmente) por Ponta Delgada.

The Police

A "Máquina de Lavar" presta homenagem aos The Police, que vão dar amanhã um concerto no Estádio do Jamor.
Na Playlist estão 5 temas do primeiro álbum de originais dos Police, Outlandos D'Amour, de 1978. Duas são conhecidas, Roxanne e So Lonely. As outras três, nem por isso, mas Masoko Tanga é "fantabulástica", para usar um termo de um nosso muito prezado leitor.

Um Convite Envenenado

Mahmoud Ahmadinejad deu hoje uma palestra na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Como já se sabia, a contestação foi grande e o ambiente de “cortar à faca”. Pior ficou quando o presidente iraniano teve que ouvir o primeiro orador Lee Bollinger dizer que ele dava “todos os sinais de ser um ditador brutal”. Bollinger, presidente daquela Universidade prosseguiu, afirmando, a propósito da convicção de Ahmadinejad que o Holocausto é um mito, que a sua ida àquela Universidade tornava-o ridículo, “porque o Holocausto é um dos acontecimentos históricos mais bem documentados da história humana”. E Bollinger continuou acusando Ahmadinejad de ser “insolentemente provocativo, ou admiravelmente mal-educado”.

23 setembro 2007

"Batida" ao Marisco.....já cozido!

A ASAE, entidade fiscalizadora das actividades económicas, anda muito activa.
Muito me agrada, enquanto consumidor, saber que os agentes económicos se sentem obrigados a respeitar as regras e orientações impostas por legislação própria, devido á pressão constante – bem patente pelas inúmeras noticias que dão conta dessas “batidas” –, de quem tem a obrigação de fiscalizar se tudo está conforme obrigação legal.

Foi, ontem, noticia, mais uma dessas “batidas” da ASAE, desta feita ao mercado de pescado de Ílhavo, que comercializa, também, marisco já cozido.

O facto desse marisco ser “cozinhado nas habitações de quem os comercializa, locais não licenciados, e desconhecendo-se o modo e condições da sua confecção, aliado ás altas temperaturas do local onde se encontram á venda, faz com que tenham de ser todos retirados do mercado.”. Estas são palavras da responsável da ASAE no local de mais esta acção de inspecção, que acrescenta que tal marisco se encontra "improprio para consumo". Reafirmo a minha satisfação, enquanto consumidor, por estas intervenções da ASAE.Tem havido coragem e muita acção.
Só espero que nenhum dos intervenientes nesta acção fiscalizadora ao mercado de Ílhavo, tenha tido a tentação de “desviar” alguma da apetitosa mercadoria apreendida, para o almoça de família Dominical, ainda mais já cozido, pronto a manjar. Se assim for, e se acaso acabe por provar do “veneno” que intenta combater, arrisca-se a ser rapidamente descoberto, pois o desarranjo intestinal, provocado por uma eventual gastroenterite, vai desmascará-lo…..e provocar a ira dos, afectados, familiares.......e, seguramente, ainda "prova" um processo disciplinar.

22 setembro 2007

Bush afirma que «Mandela está morto»

Será que GW Bush conseguirá, alguma vez, superar esta? Claro que sim.

Pura Divagação

Não é novidade para ninguém, que os preços das viagens aéreas dos Açores para o continente e vice-versa, é exorbitante.

Um Açoreano paga cerca de 240 euros, com direito a sanduíche e passagem pelo T2 da Portela no regresso de Lisboa. A este valor, ao que parece, o nosso GR soma mais 87 euros por cada passageiros residente, perfazendo um total de 327 euros (mais euros menos euro) recebidos pela SATA por cada Açoreano que leva para o continente.
(desconheço o valor, ou sequer se há compensação do GR, para viagens para outros destinos, que não o continente português)

Aparentemente a “estratégia” dos preços altos praticada pela companhia “Serviço Açoreano de Transportes Aéreos”, destina-se a “engordar a empresa” para depois a vender em alta.

Ora, se assim for, eu proponho uma nova campanha para o Clube SATA que, em lugar de creditar pontos no cartão de sócio por cada milha percorrida, pode começar a creditar acções ou fracções de cotas da companhia aérea regional, futura SA, pois, na prática, somos nós que andamos a "alimentar essa engorda", e porque temos, ou devemos ter, um estatuto de “passageiro residente”.

Proposta para slogan da hipotética nova campanha: ”Troque os Seus Pontos por Acções”

“A SATA pode ser sua, desde que voe nela. E, já que não tem alternativa, viaje e aproveite esta magnífica campanha que lhe dá a possibilidade de ser dono da sua companhia. Agora, em lugar de pontos, as viagens valem cotas no seu cartão do Clube SATA. Este, será Dourado e com a designação de Clube SATAccionista."

Pura Divagação? E porque Não! :-)

20 setembro 2007

Irónico, Não!

Tem sido noticia nos últimos dias, a nova escalada dos preços do petróleo. Hoje, o barril de brent fechou a cotar 83 dls na Bolsa de Nova Iorque.
Já se diz que não ficará por aqui, pois apregoa-se uma nova subida do preço do barril, devido a uma tempestade tropical no Golfo do México, que obrigará ao fecho de várias plataformas, afectando, assim, a produção das refinarias.
Parece-me irónico que tenha de ser a Mãe Natureza a abrandar a produção de petróleo, e consequente quebra do consumo, como que querendo retardar a sua lenta asfixia.
Será esse mesmo petróleo a tornar as tempestades ainda mais violentas, obrigando-nos a abandonar a sobrecarga de furos na crosta terrestre e a aproveitar os "ventos" das novas tempestades, em prol de uma energia limpa e amiga do ambiente.
....e acabará o interesse no Médio Oriente, logo, as guerras. Quem quer acreditar?

Porque somos pequenos

Acho que é uma pequenez de espírito os canais de TV portugueses, nos seus noticiários, mostrarem como a notícia da saída do Mourinho do Chelsea está a fazer manchete nos principais meios de comunicação social do mundo. O Mourinho é hoje uma das maiores estrelas de um desporto com uma enorme mediatização, por isso é apenas normal que receba esse tipo de atenção.

Foi o melhor que se pôde arranjar

A Frase da Semana


"Qualquer pessoa de boa fé não pode comparar a acção, talvez irreflectida, de um seleccionador com a acção de um jovem que tirou um cartão vermelho da mão de um árbitro", Gilberto Madaíl, a comparar o soco que Scolari deu num jogador sérvio, com um rapaz de 18 anos a tirar um cartão da mão de um árbitro.



Para Madaíl a acção de Scolari foi "talvez irreflectida", ao contrário do Zéquinha que deve ter premeditado. E isso nem é tão importante, a acção em si é que é incomparável.



Se isto não fosse tão grave, até teria piada de tão caricato que é. Mas é grave e estes tipos deviam ser todos corridos dali para fora o mais rápido possível.

19 setembro 2007

Mourinho demite-se do Chelsea



Foi o melhor que fez.

Agora só falta despedir o Scolari, para o Mourinho vir treinar a Selecção. E se ele quiser, o Benfica pode demitir o Camacho, para ele vir novamente para a "sua" equipe. O mais certo é não acontecer nada disso e ele ir para o Inter, ou qualquer coisa assim. Mas que seri bom, isso seria.

Ainda, o Novo Código Penal

É sempre com interesse que acompanho as intervenções públicas de José António Barreiros, distinto advogado português, e que tem a particularidade de manter, pasmem, 10 Blogs. (ex: “A revolta das palavras”)

Hoje, JAB, esteve nos estúdios da SIC Noticias, tendo como pano de fundo as alterações introduzidas ao novo Código Penal. O convidado, começa logo por referir que “é de estranhar a presa com que foi posto em vigor este novo código, ainda mais estendendo-se aos processos pendentes.” Acrescenta que esteve presente na última alteração ao CP, a de 1987, e que na altura foram mais prudentes com a entrada em vigor das novas Normas, e que tais alterações só teriam validade para os novos processos.

JAB, concorda com as palavras de Manuel da Costa Andrade – Professor Catedrático de Direito Penal e Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – FDUC, que olha para as alterações ao CP como tendo sido “muito inspiradas no caso Casa Pia”. Mas, vai ainda mais longe, e dá como exemplo concreto um determinado artigo que, com a “simples” introdução de; “, salvo se for praticado sobre a mesma pessoa.”, faz com que, o que anteriormente eram considerados vários crimes, por serem actos reiterados, passem, agora, a ser olhados como um único crime, diminuindo, ao que parece, a pena de prisão a aplicar.

Ora, JAB, sem “papas na língua”, adianta que esta alteração específica, retira a reiteração dos crimes de abuso sexual, eventualmente, praticados pelos arguidos do caso “Casa Pia”, sobre cada vítima. Na prática, isto quer dizer que, á luz do novo CP, um individuo indiciado de um único acto considerado crime de abuso sexual, possa vir a ser punido com uma pena igual, ou muito semelhante, á de um arguido que pratique idêntico crime, mas várias vezes em ocasiões distintas, tornando-o num crime reiterado, o que na prática se traduz numa reiterada violência e trauma sobre a vítima.
Parece-me claro que é, ainda, mais cruel, logo, mais censurável, logo, merecedor de agravante e sujeito a maior punição.

O adjectivo utilizado pelo citado para definir tal promiscuidade e, a haver intenção, aberrante e criminosa intromissão de interesses político-partidários na justiça foi, “escandaloso”. Será isso, no mínimo!

À pergunta da jornalista, “Mas o PS já veio dizer que andar, agora, com alterações á Lei, é brincar ás Leis, o que lhe parece?”.
JAB responde, “É brincar ás Leis ou brincar com o país. Escolham!”

Quem fala assim não é gago!

Covers

Nas Playlist estão seis covers. Qualquer uma tão boa, ou melhor, que a original:


My Bloody Valentine – We Have All The Time in The World (original de Louis Armstrong)

Johnny Cash – Hurt (original dos Nine Inch Nails)

Nirvana – The Man Who Sold the World (original de David Bowie)

Siouxsie and the Banshees – Dear Prudence (original dos Beatles)

Tricky – Black Steel (original dos Public Enemy)

Sonic Youth – Into the Groove(y) (original de Madonna)

18 setembro 2007

O Bom Pastor - The Good Shepherd


O Bom Pastor é o segundo filme de Robert De Niro, enquanto realizador, depois de Um Bairro de Nova Iorque em 1993.

Com uma brilhante actuação de Matt Damon, este filme conta a história dos primeiros anos da CIA, culminando no fracasso que foi a tentativa de invasão a Cuba, na Baía dos Porcos, em 1961. Damon representa Edward Wilson que é parcialmente inspirado em James Jesus Angleton, um dos fundadores da CIA. Aliás, todo o filme é inspirado em acontecimentos e personagens reais.

Angleton ( Wilson no filme) frequentou Yale, onde fez parte da sociedade secreta Skulls and Bones (outros membros desta sociedade foram George Bush, George W. Bush, John Kerry, etc) e depois Harvard onde conhece e fica amigo do infame agente duplo Kim Philby (Arch Cummings no filme). Com a entrada dos EUA na II Guerra Mundial, Angleton é recrutado para trabalhar no OSS e é colocado na Inglaterra, onde trabalha e aprende com os serviços de informação ingleses, na luta contra os alemães.

Quando a guerra acaba, Angleton regressa para os EUA onde vai dirigir a secção de contra-inteligência da recém-criada CIA. Sob a supervisão, primeiro, de Allen Dulles (Phillip Allen, no filme) e depois de Richard Helms (Richard Hayes, no filme), Angleton dirige operações na América Central, como o golpe de Estado na Guatemala que depôs Jacobo Arbenz.

No filme, no entanto, é a operação da Baía dos Porcos que tem destaque principal. Wilson é destacado para coordenar a operação, que falha devido a uma fuga de informação. Torna-se depois a obsessão de Wilson descobrir quem foi o responsável pela fuga de informação.

O filme peca por ser longo, por ter demasiados flashbacks e por ter muitas frases em código, que obrigam o espectador a uma atenção redobrada, acabando por ser algo cansativo. A critica divide-se, uns acharam um excelente filme, outros nem por isso. Eu situo-me nos primeiros.

Além da grande interpretação de Matt Damon, este filme conta ainda com um excelente elenco, onde se destacam Angelina Jolie, William Hurt, Alec Baldwin, o próprio DeNiro e com uma breve passagem de Joe Pesci que interpreta um personagem muito aproximado de Sam Giancana.
É um filme de espionagem, mas com um realismo raro e acaba também por ser uma lição de História.

17 setembro 2007

Um Bom SInal?

Segundo a TVI, a companhia aérea Easyjet vai fazer a ligação entre o Funchal e Londres e também Bristol, com preços a rondar os €60.

15 setembro 2007

Merkel não faz jogging, mas...


A Chanceler alemã vai receber o Dalai Lama, no próximo dia 23 de Setembro, demonstrando assim a sua preocupação pelos Direitos Humanos. É preciso não esquecer que quando esteve em Pequim, Merkel também abordou esse tema, ao mesmo tempo que tratou de assuntos como o comércio com a China. É tudo uma questão de diplomacia.

13 setembro 2007

Over and Out


Após um processo de espionagem, digno de um livro de Le Carré, a McLaren foi excluída do Mundial de constructores da Fórmula 1 e condenada a pagar uma multa de 100 milhões USD. Por mim, também podiam excluir o Alonso...de vez.

Quem Puxa os Cordelinhos


O Project For a New American Century é um think-tank norte-americano de inspiração neo-conservadora, que tem como membros-fundadores pessoas como Dick Cheney, Jeb Bush, Lewis (Scooter) Libby, Paul Wolfowitz, Donald Rumsfelt ou Dan Quayle.

No ano 2000, o PNAC publicou o estudo “Rebuilding America’se Defense: Strategy, Forces and Resourses For The New Century”, que é um plano para “manter a proeminência dos EUA, impossibilitar o surgimento de novas potências rivais e alinhar a segurança internacional com os interesses e princípios dos EUA.” Este trabalho dá especial destaque ao Médio Oriente e ao papel que os EUA devem ter naquela região, especialmente relativamente ao Iraque.


Segundo esse estudo, se os EUA quisessem atingir esses objectivos teria de haver uma mudança na política de defesa e externa. Assim, o PNAC avisava o seguinte: “será um processo de transformação longo, se não houver um acontecimento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbour.” Um ano depois aconteceram os ataques ao WTC e Pentágono. Dias depois o PNAC enviou uma carta ao Presidente Bush encorajando depor Saddam Hussein, mesmo que nunca surgissem provas que o Presidente iraquiano estivesse, de alguma forma, ligado ao ataque

12 setembro 2007

Soco(lari)

O treinador da selecção portuguesa de futebol, Luís Filipe Scolari, teve, no final de mais um mediocre jogo da nossa selecção, uma atitude a todos os niveis reprovável, ainda mais tratando-se de um treinador, de um homem que comanda, disciplina, e deve dar o exemplo, a outros homens sobre as suas ordens.

Tivesse Gilberto Madaíl, presidente da FPF, alguma coragem e sensatez, e dava ordem de despedimento a Scolari. Quer pelo gesto de hoje - tentativa de agressão a soco de um jogador da equipa adversária -, quer por comprometer a qualificação da equipa que é vice-campeã europeia de futebol e a quarta melhor do Mundo.

Também Eu Gostaria que Fosse Viável

Ouvi hoje nos noticiários das 20 horas, que a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, acaba de anunciar, aquilo que eu temia há algum tempo; “a escolaridade mínima obrigatória em Portugal vai subir, dos actuais 9 anos, para os 12 anos, já a partir do ano lectivo 2009/10.”

Eu discordo em absoluto desta medida, pois não me parece que seja aplicável, atendendo aos actuais números de insucesso e abandono escolar.

Na prática, a única maneira que o Estado tem de coagir pais negligentes a nível educativo, é através da instauração de um PPP- Processo de Promoção e Protecção numa CPCJ- Comissão de Protecção de Crianças e Jovens local, ou, caso a família desse aluno seja beneficiária de RSI- Rendimento Social de Inserção, cortar a prestação mensal dessa medida social, por incumprimento de uma premissa básica no acordo de inserção assinado com a família - que é a obrigatoriedade dos filhos cumprirem, na íntegra, o percurso escolar, ou seja, não abandonarem a escola antes de completar, com êxito, o 9º ano de escolaridade, ou antes dos 16 anos de idade.
(tb pode deixar de pagar o abono de familia)

Assim sendo, o alargamento da escolaridade mínima obrigatória vai trazer, pelo menos, e na minha modesta opinião, dois problemas: em primeiro lugar, as CPCJ de todos o país, serão inundadas de denúncias de abandono escolar,abrigando á instauração de um PPP, e de todos os procedimentos adequados e tidos por necessários para conhecer a situação, ouvir os implicados e decidir pela aplicação de uma medida de promoção e protecção (Legislação própria), deixando menos tempo e meios para outros casos e situações mais graves;

NB- caso a medida decretada pela CPCJ não seja respeitada pelo jovem e/ou seus pai, o processo segue para Tribunal, no caso o de Família e Menores, entupindo, assim, ainda mais, o sistema judiciário.

Em segundo lugar, as famílias beneficiárias de RSI cujos jovens filhos abandonem os bancos das escolas por desinteresse e/ou rebeldia, serão punidos pelo alheamento escolar de um elemento, perdendo o direito á prestação mensal, e prejudicando o resto do agregado familiar e, eventualmente, outras crianças.

Eu também gostava de olhar para o nosso “país real” com o mesmo optimismo que banha esta nova medida, olhar para as crianças e jovens de Portugal vendo-as Todas capazes de atingir este novo objectivo, que tem tanto de nobre como de descabido.

O país não é como “nós” queremos, mas antes como o têm deixado ser.

P.S.- Hã, é verdade, quase me esquecia, também vai deixar de haver trabalho infantil, na medida em que ninguém abandonará a escola antes dos 18 anos, ou seja, a maioridade, em Portugal.

11 setembro 2007

O Poder da Voz


Chan Marshall a.k.a. Cat Power na Playlist. Uma voz única.

Nós Também Pagamos ao INEM!

Recebi, hoje, a factura do seguro respeitante ao meu carro. Existem vários itens que contribuem para o cálculo do valor final da anuidade do prémio de seguro automóvel, tais como o “Bónus”, o “Selo da Apólice”, uma contribuição para o “Fundo de Garantia Automóvel”, entre outros, entre os quais uma taxa respeitante ao “INEM”, suponho que, pelos, eventuais, serviços prestados.

Pois aqui reside o problema. Eu vou contribuir, digo, pagar, 7,58 euros que estão na rubrica do INEM. Mas cá nos Açores, o Instituto Nacional de Emergência Médica, não tem viaturas nem pessoal adstrito, em suma, este serviço não existe, pelo que o meu carro nunca terá um acidente em que as, eventuais, vítimas, sejam assistidas por uma equipa do INEM.

Eu sou a favor de uma solidariedade nacional e social, mas não me parece justo que eu pague por um serviço do qual não vou usufruir.

A solidariedade nacional e social neste caso, deveria funcionar ao contrário, ou seja, já que pagamos este serviço, e sendo ele de extrema importância e de reconhecida oportunidade em caso de ferimentos graves, deveria ser implementado, pelo menos em S. Miguel e Terceira.
Bom seria se, atendendo á nossa especificidade geográfica, houvesse a possibilidade de avançarem rapidamente equipas de emergência médica para outras ilhas em caso de acidente grave e em que seja necessária uma transferência para um Hospital, assegurando, assim, os importantíssimos primeiros socorros. Isto, caso não haja na Ilha em questão uma equipa médica capaz de assegurar os primeiros socorros de suporte à vida.

Agrada-me sobremaneira que o meu dinheiro ajude a salvar vidas no continente, mas preferia que contribuísse, antes, para a criação deste serviço, ou de outro semelhante, cá nos Açores, assegurando uma melhor e mais rápida assistência em caso de acidente.

Um Exemplo a Seguir


No Concelho do Nordeste todas as casas têm ecopontos familiares e é realizada uma recolha selectiva do lixo. E o mais importante é que todas as pessoas respeitam e cumprem.

09 setembro 2007

Portugal - Polónia

Scolari tem que colocar, de uma vez por todas, aquele que é o melhor guarda-redes português, o Quim. Os dois golos sofridos pelo Ricardo no jogo se ontem, contra a Polónia, não são bem “frangos”, mas fazem a diferença entre um guarda-redes bom e um muito bom; não tenho dúvida que Quim, sendo muito bom, teria defendido o 1º remate, no lance do 1º golo, para canto e talvez teria chegado a tempo à bola no 2º golo, uma vez que o remate é feito a uns bons 30 metros.






E isto não se trata de clubismo, pois o Nuno Gomes é, neste momento, um jogador a menos, tanto no Benfica, como na Selecção. São inacreditáveis e incontáveis os seus falhanços. Os comentadores afirmam que o 1º golo de Portugal é precedido de um penalty sobre o jogador do Benfica, eu tenho dúvidas, o que há é o Nuno Gomes a embrulhar-se com a bola e a ser desarmado. Se tivesse sido penalty, o árbitro teria apitado e não daria a lei da vantagem. Como se pode ver, o guarda-redes polaco toca a bola com a mão.





Finalmente, a substituição do mesmo Nuno Gomes pelo Quaresma. Não se percebe como um comentador como António Tadeia, que devia saber algumas coisas de bola, fica surpreendido. O Scolari é um treinador conservador, nunca arrisca nada, mesmo perdendo. E essa substituição já foi feita antes, na maldita Final do Euro, ele tirou o Pauleta, para colocar Cristiano Ronaldo na posição mais avançada. A verdade é que naquela ocasião, o madeirense, por não ter nenhuma rotina daquela posição, caiu várias vezes em fora-de-jogo. Desta vez as coisas correram melhor, porque Ronaldo já é mais experiente e porque marcou um golo. Um belo golo, por sinal.



Agora é mesmo preciso ganhar à Sérvia.

07 setembro 2007

"Missão Cumprida"

Num artigo na opendemocracy.net, o especialista em assuntos do Médio Oriente, Fred Halliday mostra os efeitos que a Guerra do Iraque poderá ter para a região.

Aqui ficam alguns:

"- A revitalização, em todo o Médio Oriente e, até mesmo, em todo o mundo muçulmano, do militarismo islâmico inspirado, se não mesmo organizado, pela Al-Qaida, que utilizou a Guerra do Iraque para se fortalecer. "

"- O desaparecimento do poder e da autoridade do Estado iraquiano e a sua fragmentação em zonas antagonistas étnica e religiosamente."

"- O eclodir, pela primeira vez na História Moderna, de uma guerra entre Sunitas e Xiitas no Iraque, mas que poderá passar para outros Estados com ambas as religiões."

"- O surgimento, se bem que de uma forma lenta, de uma rivalidade regional entre dois grupos: Irão e seus aliados (Síria, Hezbollah e Hamas) vs. Arábia Saudita, Egipto e Jordânia."

A invasão do Iraque foi mais que um erro, foi o cair numa armadilha bem montada por Bin Laden. É que, no final de 2002 o Afeganistão, que era dito como o quartel-general da Al-Qaida, estava dizimado e, como agora se sabe (e na altura também se sabia), não havia qualquer sinal da Al-Qaida no Iraque. Hoje, em Setembro de 2007, a Al-Qaida está no Iraque, está regressando ao Afeganistão e está por todo o globo, nomeadamente na Europa. Os serviços de informação norte-americanos sugerem que a Al-Qaida no Iraque constitui uma das maiores ameaças ao território americano. “Missão Cumprida” mesmo.

06 setembro 2007

O Banco de Portugal é isto?

Este texto veio ter à caixa postal da Máquina de Lavar, não está completo pois era demasiado extenso, no entanto fica o essencial:

«Para quem não saiba quem é Alan Greenspan, fique a saber que é um senhor nascido em Nova Iorque, de origem judaica, que gostava de tocar saxofone na adolescência, que se doutorou com elevadíssimas médias em Economia e que foi nomeado pelo presidente Reagan, em Junho de 1987, "Chairman of the Board of Governors of the Federal Reserve" -- nomeação confirmada pelo Senado dois meses depois.

O "Federal Reserve" está para os americanos como o Banco de Portugal está para nós. E por que estou eu com toda esta conversa sobre o Sr. Greenspan? Porque quando ele deixou o lugar, em Janeiro de 2006, auferia anualmente, pelo desempenho daquele alto cargo, a módica quantia de 186.600 dólares norte-americanos por ano -- qualquer coisa como 155.000 euros.O valor dos honorários dos outros membros do Conselho de Administração("Vice-Chairman" incluí­do) é cerca de 150.000 euros.

Agora, sabem quanto pagamos ao Governador do Banco de Portugal, um senhor dotado de prodigioso crâneo, que dá pelo nome de VítorConstâncio?Não sabem, pois não? Então pasmem: 280.000 euros, leram bem, DUZENTOS E OITENTA MIL EUROS! É claro que uma grande potência como Portugal, que possui o dobro da influência, à escala planetária, dos insignificantes EUA, tinha de pagar muito bem ao patrão do seu Banco, além de todas as incontéveis mordomias que lhe dispensa, tal como aos seus pares daquela instituição pública. Também é claro que a verba do americano é fixada pelo Congresso e JAMAIS -- como diria o bronco do Lino -- pelo próprio, ao contrário do que se passa no pí­s dos donos do mundo e dos maiores imbecis que habitam o planeta Terra.

O que mais impressiona nestes números é que o homem que é escutado atentamente por todo o mundo financeiro, cuja decisão sobre as taxas de juro nos afecta a todos, ganha menos do que o seu equivalente num paí­s pobre, pequeno, periférico, que apenas uma í­nfima parcela desse território presta alguma atençãoo! Até a reforma do Mira Amaral é superior à do Greenspan! Talvez não fosse má ideia espreitarem o portal do Banco de Portugal e verem quem por lá passou como governador, cliquem em"história".

Por que razão esta escandalosa prática se mantém? Pela divisa do Conselho de Administração do Banco de Portugal que deve ser parecida com algo assim: " Trabalhe um dia, receba uma pensão de reforma vitalí­cia e dê a vez a outro."

Os sucessivos governadores do Banco de Portugal têm muito em comum. Por exemplo, sempre que aparecem em público de rompante é porque há­ borrasca!-- "Os portugueses vivem acima das suas possibilidades. Há que cortar nos ordenados, há que restringir o crédito!" Proclamam-no sem que a voz lhes trema, mesmo quando se sabe que o actual governador aufere rendimentos que fariam inveja a Alan Greenspan. No fundo, o que eles nos querem dizer é, "Vocês vivem acima das vossas possibilidades, mas nós não!" Têm carradas de razão.

As remunerações dos membros do conselho de administração do Banco de Portugal são fixadas, de acordo com a alínea a) do art. 40 da Lei Orgânica, por uma comissão de vencimentos. E quem foi que Luís Campos e Cunha, o então ministro das Finanças e ex-vice-governador do Banco de Portugal, nomeou para o representar e presidir a essa comissão? O ex-governador Miguel Beleza, o qual, como adiante se verá, e caso o regime da aposentação dos membros do conselho de administração também lhe seja aplicável como ex-governador do Banco, poderá beneficiar dos aumentos aprovados para os membros do conselho de administração no activo. Uma seita a que o comum dos portugueses não tem acesso e sobre a qual lhe está vedada toda e qualquer informação, filtradas que são todas as que não interesa divulgar pelos meios da subserviente comunicação social que temos.

Mas tão relevantes como os rendimentos que auferem, são as condições proporcionadas pelo Banco de Portugal no que respeita à aposentação e protecção social dos membros do conselho de administração.

O regime de reforma dos administradores do Banco de Portugal foi alterado em 1997, para "acabar com algumas regalias excessivas actualmente existentes."Ainda assim, não se pode dizer que os membros do conselho de administração tenham razões de queixa. Com efeito, logo no n.º 1 do ponto 3.º (com a epí­grafe "Tempo a contar") das Normas sobre Pensões de Reforma do Conselho de Administração do Banco de Portugal se estabelece que, "O tempo mínimo a fundear pelo Banco de Portugal junto do respectivo Fundo de Pensões, será o correspondente ao mandato (cinco anos), independentemente da cessação de funções ."

Que significa isto? Um membro do conselho de administração toma posse num belo dia e, se nessa tarde lhe apetecer rescindir o contrato, tem a garantia de uma pensão de reforma vitalí­cia, porque o Banco se compromete a "fundear"o Fundo de Pensões pelo "tempo mí­nimo (?) correspondente ao mandato (cinco anos)". (Ver "divisa" no parágrafo 5).

Mas há mais. O ponto 8.º dispõe que o "M.C.A. [membro do conselho de administração] em situação de reforma gozará de todas as regalias sociais concedidas aos M.C.A. e aos empregados do Banco, devendo a sua pensão de reforma vir a beneficiar de todas as vantagens que àqueles venham a ser atribuídas ."»

05 setembro 2007

Pepe na Selecção Nacional


A convocação de Pepe para a Selecção Nacional de Futebol levanta, novamente, o problema dos estrangeiros a defenderem a bandeira de Portugal. O precedente foi aberto com Deco, portanto agora resta estabelcer regras e critérios para futuros casos. E para aqueles que dizem que com esta convocatória se está a "tapar" o lugar dos jovens portugueses, eu respondo que, com esta convocatória se está a elevar o nível de exigência, obrigando a que esses mesmos jovens trabalhem mais.


A França foi campeã da Europa e do Mundo com poucos jogadores nascidos no hexágono; na Espanha joga um brasileiro, chamado Marcos Senna; na Alemanha jogam diversos jogadores oriundos de África, e na Selecção Nacional de Portugal jogam, ou já jogaram, vários jogadores nascidos em Angola, Moçambique, Cabo Verde, etc. e noutras modalidades há vários atletas naturalizados a defender as cores portuguesas. No futebol, hoje em dia, o que interessa é ganhar e para ganhar é preciso ter os melhores jogadores e Pepe será um excelente reforço para a Selecção Nacional.

02 setembro 2007

Concurso de Pessoal Docente

A forma como o Concurso de Pessoal Docente está estruturado obriga a que muitas famílias tenham que se separar. Professores de uma ilha, onde têm casa, com empréstimo no banco, filhos nas escolas, etc, têm, dum momento para o outro, deixar tudo para trás e ir para outra ilha. Noutros casos, professores de uma zona, como Ponta Delgada, são colocados em locais como o Nordeste, obrigando-os a fazer aquela viagem diariamente, o que acarreta um enorme esforço, que depois se traduz nas próprias aulas.

A melhor forma de fazer uma sociedade progredir é investindo na educação e os professores são uma peça-chave nessa grande engrenagem que é criar os homens e mulheres do futuro. Há que lhes dar condições, para que possam fazer um bom trabalho, para bem de todos nós.

A Rebelião das Massas

Em fase de mudanças, encontrei os livros (em fotocópias) que tive de estudar. Entre eles um essencial na Filosofia Política, “A Rebelião das Massas” do espanhol Ortega y Gasset (1883-1955), que aborda as várias transformações políticas e sociais, essencialmente na Europa dos finais dos anos ’20, mas sempre atento à História. Eis algumas passagens do capítulo XIII, “O maior perigo, o Estado”, que pode ser significativo nos nossos dias...

“Discuta-se quanto se queira quem são os homens excelentes; mas que sem eles – sejam uns ou outros – a humanidade não existiria no que tem de mais essencial, é coisa sobre a qual convém que não haja dúvida alguma.”

“Não se trata de uma opinião fundada em factos mais ou menos frequentes e prováveis, mas numa lei da “física” social, muito mais incomovível que as leis da física de Newton. No dia em que volte a imperar na Europa uma autêntica filosofia – única coisa que pode salvá-la –, compreender-se-á que o homem é, tenha ou não vontade disso, um ser constitutivamente forçado a procurar uma instância superior. Se consegue por si mesmo encontrá-la, é que é um homem excelente; senão, é que é um homem-massa e necessita recebê-la daquele.”

“O Estado contemporâneo é o produto mais visível e notório da civilização. E é muito interessante, é revelador, precatar-se da atitude que ante ele adopta o homem-massa. Este vê-o, admira-o, sabe que está aí, garantindo a sua vida; mas não tem consciência de que é uma criação humana inventada por certos homens e mantida por certas virtudes e por certo que houve ontem nos homens e que pode evaporar-se amanhã. Por outro lado, o homem-massa vê no Estado um poder anónimo, e como ele se sente a si mesmo anónimo vulgo –, crê que o Estado é coisa sua. Imagine-se que sobrevem na vida pública de um país qualquer dificuldade, conflito ou problema: o homem-massa tenderá a exigir que imediatamente o assuma o Estado, que se encarregue directamente de resolvê-lo com seus gigantescos e incontrastáveis meios. Este é o maior perigo que hoje ameaça a civilização: a estatificação da vida, o intervencionismo do Estado, a absorção de toda espontaneidade social pelo Estado; quer dizer, a anulação da espontaneidade histórica, que em definitivo sustenta, nutre e impele os destinos humanos. Quando a massa sente uma desventura, ou simplesmente algum forte apetite, é uma grande tentação para ela essa permanente e segura possibilidade de conseguir tudo – sem esforço, luta, dúvida nem risco – apenas ao premir a mola e fazer funcionar a portentosa máquina.(...) O resultado desta tendência será fatal. A espontaneidade social ficará violentada uma vez e outra pela intervenção do Estado; nenhuma nova semente poderá frutificar. A sociedade terá de viver para o Estado; o homem, para a máquina do Governo. E como no final das contas não é senão uma máquina cuja existência e manutenção dependem da vitalidade circundante que a mantenha, o Estado, depois de sugar a medula da sociedade, ficará héctico, esquelético, morto com essa morte ferrugenta da máquina, muito mais cadavérica que a do organismo vivo."

31 agosto 2007

Quremos Penas mais Longas?

Veio a lume nos últimos dias - a propósito do “caso” do ex-cabo da GNR que assassinou três jovens em Santa Comba Dão, e que foi apelidado de “serial Killer” português -, a questão das penas de prisão em Portugal serem curtas de mais, em especial para crimes desta natureza. Claro que este frio e bárbaro assassino apanhou a pena máxima, que no Código Penal Português corresponde a 25 anos de reclusão.

Mas infelizmente todos sabemos que nunca um criminoso condenado à pena máxima, chega a ficar encarcerado durante 25 anos, pois a pena é reduzida para um quinto por bom comportamento, e porque pode surgir uma qualquer amnistia, que retira mais uns anitos á pena.

Talvez o problema não seja a pena máxima estar limitada aos 25 anos, mas antes o facto de, á partida, já se saber que essa pena não corresponderá ao número de anos que aquele criminoso passará atrás das grades. Talvez devam existir crimes para os quais não possa haver qualquer tipo de benesse ou amnistia, fazendo com que a pena aplicada pelo Tribunal seja cumprida na integra.

Uma pena deve ter simultaneamente uma função dissuasora e punitiva. Deve também dar um sinal á sociedade sobre quais os actos (considerados crime), que a sociedade mais censura, demonstrado, no Código Penal, pela gravidade da sanção aplicada a cada crime.

Será que nós, a sociedade portuguesa, gostaria de ver criminosos como ex-cabo de Santa Comba Dão, cumprir, na íntegra, os 25 anos de cadeia a que foi condenado?

Será que este reles ser, este abjecto assassino, merece ser restituído á liberdade, ao convívio em sociedade?

Ou será que temos de ir mais longe, para que criaturas desta natureza morram na cadeia (prisão perpétua, entenda-se), atemorizados pelas barbaridades cometidas?

O que queremos, nós, enquanto sociedade? Queremos penas mais longas?

Fim de Agosto, Fecho de Votação

A nossa “máquina” tem vindo a disponibilizar uma janela, para que quem nos visita possa votar, dar a sua opinião, respondendo a uma pergunta sobre vários assuntos e temáticas.

A nossa última votação tinha como pano de fundo as férias estivais que se avizinhavam, daí a pergunta ter sido; “Onde vai passar as suas férias?”.

Das quatro hipóteses colocadas como opção de resposta, a mais votada foi “Viajar nos Açores”, obtendo uma maioria absoluta, com 55% dos votos, o que representa 22 “cliques” nesta opção.

Em segundo lugar, com 23% do total de votos, “ficaram aqueles que ficaram em casa”.
Uma viagem ao continente foi a escolha para este verão de, apenas, 3 votantes, seguramente, devido aos preços das passagens aéreas, valendo-lhe o quarto, e último lugar.

Repito a nossa chamada de atenção habitual, escrevendo o que me parece óbvio; “esta sondagem não tem qualquer valor científico (basta ver o escasso número de participantes, e as condições em que tem lugar), visa apenas recolher a opinião de quem quiser nela participar”.

Para a próxima votação o tema mantém-se (as férias de verão), mas a pergunta recai, agora, sobre o tempo/ clima dos últimos 3 meses, e se este foi do agrado das pessoas que estiveram de férias.
Próxima Pergunta: "Como considera ter sido este Verão, os últimos três meses, no que diz respeito ao tempo/clima?"

Para conferir, e votar, logo abaixo da “playlist”.

Nação de Crianças = Pais Desnaturados

Felizmente este reality show não passou de um projecto, ou (como os seus produtores afirmaram), de uma chamada de atenção para um problema grave.
No entanto, há um novo reality show, a ser emitido nos EUA, pela cadeia CBS, que também toca os limites da ética. Chama-se Kid Nation, e desenrola-se numa cidade-fantasma no deserto, onde só entram crianças (e os adultos membros da produção) que têm a tarefa de criar uma sociedade.
A questão centra-se nos pais destas crianças, que assinam um contrato, onde permitem que os seus filhos tenham que obedecer a tudo que lhes é dito. Além disso, o contrato diz que, os pais assumem a responsabilidade por quaisquer danos ocorridos durante as gravações, desde ferimentos a acidentes devidos a más condições de alojamento, parca assistência médica, até à morte. Os pais e menores assumem, ainda, total responsabilidade por quaisquer doenças psicológicas ou físicas contraídas durante o programa, especificando mesmo que tal abrange "doenças sexualmente transmissíveis, HIV e gravidez".

28 agosto 2007

O outro lado de Kim Deal


No meu último post elogiei a banda The Breeders, por isso é apenas normal que lhes dedique uma playlist, tal e qual fiz com outras bandas.

The Breeders é a banda que a baixista dos Pixies criou, à margem do grupo de Black Francis. Essencialmente, as Breeders (o artigo definido é feminino porque esta banda é composta por mulheres, na sua maioria) espelham aquilo que Kim Deal queria fazer nos Pixies, mas que não podia. Na verdade, as Breeders começaram nos finais dos anos '70, quando Kim Deal e a sua irmã gémea Kelly Deal tocavam em bares no Ohio. Mas foi com a ascensão dos Pixies, que Kim revitalizou a banda, trazendo Tanya Donnely das Throwing Muses e através da editora 4AD. Há apenas 3 álbuns de originais, cada um melhor que o outro: Pod (1990), Last Splash (1993) e Title TK (2002), havendo, porém, outros EP's e um disco gravado ao vivo. Espera-se um novo álbum de originais em 2007.

Um Pai Louco


O pai a quem eu chamo louco no título do post, é um Chinês, pai de uma criança de 8 anos.

O adjectivo que utilizei para classificá-lo, prende-se com o facto deste pai ter decidido comemorar os festejos que antecedem a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim – cuja cerimónia oficial teve lugar há poucos dias -, fazendo com que a sua filha de apenas 8 anos, corresse 3 500 Km (três mil e quinhentos quilómetros, para que não fiquem dúvidas).

Esta odisseia começou no final do mês de Junho, e, segundo a SIC Noticias, a menina correu uma média 60 Km por dia, acompanhada, sempre, pelo pai………….. mas este fazia-se transportar numa motorizada(!). São, no mínimo, 60 dias a correr 60 Km por dia.

A mãe da menina divorciou-se do marido, presume-se que por desaprovar esta mega maratona da filha.
O pai, acusado (creio que, ainda, só pela opinião pública) de maus-tratos á filha, defende-se assegurando que “a menina corre por gosto” e, acrescento eu, como tal, não se cansa!. Atesta que a filha se apresenta “saudável sempre que está consigo”, e que esta “nunca se queixou de dores nas pernas, nem quis desistir”, ao mesmo tempo que assevera que “não quer obrigar a filha a seguir uma carreira no Atletismo”, concedendo-lhe total apoio e liberdade para que a própria escolha a sua futura profissão. Pois, pois…….

Bem, como isto se passou na China, pode ser que o merecido castigo para este pai, que coagiu, seguramente, a filha, a embarcar nesta loucura, seja, pelo menos, correr a mesma distância que a filha, mas em metade dos dias.

De seguida, será entregar a guarda da menina à mãe, protegendo-a de outras, eventuais, loucuras em que o pai a queira empenhar.

Se é certo que a prática de desporto é de salutar, e que deve ser incutida desde cedo nas crianças, também é certo que submeter o frágil corpo de uma criança a esforços exagerados e prolongados, pode prejudicar irremediavelmente a saúde, bem estar e desenvolvimento harmonioso da mesma.
Por isso, este pai deve ser punido, servindo de exemplo a outros que desconheçam que o mau trato Não se cinge somente ao “correctivo” de cariz físico.

27 agosto 2007

Death to the Pixies

Corria o ano de 1985 quando Charles Michael Kitridge Thompson IV decidiu aderir a um programa de troca de estudantes e partir para Porto Rico, deixando a sua Universidade em Massachussets. Bastaram 6 meses para ficar farto e decidir que, ou iria para a Nova Zelândia ver a passagem do cometa Halley, ou regressava a casa e formava uma banda de rock.

Felizmente para nós todos, Charles não foi para ver o cometa. Quando aterrou em Boston, contactou o seu antigo colega de quarto, Joey Santiago e rapidamente convenceu-o a deixar os estudos e aderir ao seu projecto. Charles achou que o seu nome não era apelativo para o mundo do rock, por isso alterou-o para Black Francis. Colocaram anúncios nos jornais para encontrar um baixista e um baterista, Kim Deal apresentou-se para o baixo e aconselhou David Lovering, um músico de casamentos, para a bateria. Estavam formados os Pixies.



Os Pixies começaram a dar alguns concertos, por vezes abrindo para outra banda que estava a dar os seus primeiros passos, Throwing Muses. E foi quando a banda de Kristin Hersh e Tanya Donnely foi contratada para a editora londrina 4AD, que os Pixies tiveram a sua oportunidade. O director da, agora lendária, editora Ivo Watts-Russel ouviu o seu som e decidiu logo propor um contracto. Estávamos no ano de 1987 e os Pixies lançavam o seu primeiro trabalho, o mini-álbum "Come on Pilgrim". Na altura foi uma lufada de ar fresco para toda a música, com temas como "Vamos", ou "Isla del Encanta" mostrando um rock muito musculado, com fortes guitarradas bem amplificadas, vistas agora como o som clássico de Pixies. "Come on Pilgrim" atingiu o nº 1 de vendas da lista independente do Reino Unido.





Em Março de ’87, os Pixies lançam no mercado o seu primeiro álbum completo, "Surfer Rosa", que foi como uma continuação do seu antecessor. O mesmo género de som e, desta vez, incluindo temas que têm já o seu lugar na história do rock alternativo, como "Where is my mind?", ou "Gigantic". Este disco comprovou que "Come on Pilgrim" não tinha sido um mero acaso e os Pixies foram definitivamente reconhecidos como uma banda a ter em conta na cena alternativa.





O início de ’89 marca o lançamento daquele que é, para mim, e para a generalidade dos fãs e críticos, o melhor trabalho dos Pixies; "Doolittle". O grupo estava no ponto alto da sua curta carreira, em termos de criatividade e também na relação entre os próprios, apesar de nessa altura já surgirem rumores de desavenças entre Black e Kim. "Doolittle" lança as bases do rock que se fez nos anos 90. Há quem diga que Kurt Cobain afirmava que, sem "Doolittle" dificilmente haveria "Nevermind". No entanto, para mim este disco só tem 14 músicas, ao contrário das 15 do original, isto porque o tema "Here Comes Your Man" não conta. Acho que não tem nada a ver com o resto do som, tanto do álbum, como do grupo, mas a razão principal talvez seja porque era abusivamente passado numa conhecida ex-discoteca, para os lados da Atalhada, ao lado de vomitórios como "What´s Up" das 4 non-blondes, cada uma passava, pelo menos, 3/4 vezes por noite.





Depois do sucesso de "Doolittle", os problemas de relacionamento entre Kim Deal e Black Francis pioraram. Muitos críticos entendem que é por essa razão que o disco seguinte dos Pixies perde qualidade. De facto, "Bossanova" é, pelo menos, diferente dos antecessores, não havendo mais letras sobre mutilações, morte, ou barbáries, mas sim relatos de viagens pelo Universo e extra-terrestres. Foi uma mudança que a mim não agradou.





Em ’91 sai aquele que viria a ser o último trabalho de originais dos Pixies: "Trompe de Monde", que foi um regresso à fórmula antiga, ainda que de uma forma mais agressiva. Na minha opinião é um excelente disco, apesar de, em termos comerciais, não ter tido grande sucesso.





Em ’93 a banda acaba mesmo, com Kim Deal a seguir com o seu fantástico projecto The Breeders e Black Francis, a tornar-se Frank Black e seguir uma carreira a solo.

26 agosto 2007

Fajã do Araújo; Mais Uma Agressão à Nossa Natureza

A Fajã do Araújo situa-se no concelho do Nordeste, e creio que faz parte da freguesia da Pedreira. Localiza-se no extremo Oriente da Ilha de S. Miguel, numa zona de fronteira entre a costa Sul e Norte desta Ilha Açoreana.

Posso assegurar da beleza e tranquilidade que se vivência nesta Fajã, o silêncio, só interrompido pelo cantar dos pássaros e pelo bater das ondas nos calhaus que defendem a falésia. É um local bastante escarpado, do tipo “ladeirento”, a geografia desta fajã não favorece a construção de casas, antes uns bons socalcos de vinhedo, mas desde há muito que alguns têm aqui morada. Mas as pequenas casas de madeira dão cada vez mais lugar a casas de blocos e cimento, com mais conforto e tamanho do que os pequenos casebres de fim-de-semana que aqui existiam, também destinados ao apoio das pequenas terras de cultivo aí existentes.

Pois parece que a pacatez deste local faz parte da história, pois “um bulldozer” irrompeu pela montanha adentro e, derrubando tudo o que se lhe opunha, transformou uma paisagem de em verde luxuriante, numa perigosa estrada, ladeada por íngremes paredes de pedra e terra, que nos conduz até um aterro junto ao mar, que será, seguramente, o parque de estacionamento de quem ali se deslocar.

Subsiste o caminho pedestre, aquele que sempre conduziu á fajã, e que parte da Pedreira, pois esta agressão á natureza foi realizada mais adiante, na berma da estrada regional que conduz ao miradouro da ponta da madrugada. Foi cortar por aí abaixo, até chegar perto do mar.

Esta obra de engenharia, que me parece bastante arriscada e de elevadíssimos custos (agora referi-me a euros), não tem, para mim e para outros que conheço, qualquer utilidade pública ou outra, que não a de facilitar o acesso automóvel aos poucos que ali possuem casas e terras. Asseguram-me que o presidente da CM de Nordeste tem lá casa.

Um qualquer local, turista ou pessoa de visita ao Concelho que deseje visitar este bonito local, pode fazê-lo pelo trilho existente, tornando o passeio mais agradável e em comunhão com a natureza. Mas quem o fizer agora, ao chegar lá baixo já não vai encontra o mesmo cenário natural que ali se podia desfrutar, nem o sossego de outros dias, pois o acesso facilitado de carros trás mais gente e mais coisas, logo mais desassossego.

Não defendo que a Fajã do Araújo seja um santuário, mas também entristece-me que alguns dos bucólicos e delicados recantos que ainda existem nesta Ilha, estejam a ser alvo de intervenções abruptas, que ferem a paisagem e alteram as dinâmicas dos eco sistemas a nível a fauna e da flora, indo contra o ideal de preservação da natureza e respeito pelo meio ambiente que queremos fazer passar.

Mas esta intervenção foi ainda mais cruel, pois além de terem rasgado a encosta, procurando chegar ao nível do mar, também feriram de morte aquela costa de calhau rolado, pois a obra estende-se ao longo da costa, ligando, agora, aquela fajã á praia do lombo gordo, através de um aterro que segue por aí adiante, sei lá até onde, desfigurando a costa e as encostas, e destruindo a beleza natural da pequena enseada que dava lugar ao areal da desta praia, pois também foram construídos pequenos aterros que formam uma espécie de pontões.

Esta estrada é perigosa e desnecessária, poderá causar vitimas e custará muitos milhões de euros, e esta obra, no seu todo, representa uma brutal agressão á nossa paisagem e natureza, aquilo que de melhor temos, para nosso deleite, e para oferecer aos outros.

Mas, depois de delapidado, o nosso património ambiental já não servirá, nem a nós, nem a quem nos visita.

Urge parar para pensar e palnear. Confio na Secretaria do Ambiente e Mar para fiscalizar e ordenar a nossa bonita paisagem e orla costeira.

25 agosto 2007

Notícias da América

A discussão, por estes dias, nos EUA centra-se nos imigrantes ilegais que entram no país, pela fronteira com o México. A questão agudiza-se devido aos recentes crimes em Newark, onde, aparentemente, três imigrantes ilegais entraram numa escola e assassinaram quatro jovens.

Os conservadores aproveitam para intensificar a sua agenda contra os imigrantes ilegais, com a construção do famoso muro na fronteira e com deportações. Os liberais respondem, acusando os conservadores de racismo.