Não há muito tempo, escrevi aqui este post. Continua actual, mas o preço do Barril de Brent conheceu nova escalada, e começa agora uma aproximação aos 100 dls.
Parece incrível, mas é uma dolorosa evidência.
A pergunta que me acorre é; e quando a Índia e a China deixarem de andar a pé e de bicicleta e começarem a contribuir para o aumento do consumo do petróleo, como será?
09 novembro 2007
08 novembro 2007
07 novembro 2007
O que conta realmente
Eu sei que já são notícias antigas, mas a sondagem de final do mês de Outubro dá uma subida de 27.6% para 35.9% nas intenções de voto no PSD. O PS, pelo contrário, sofre uma descida de 5 pontos, passando de 41.5% para 36.9%.
Com base nas notícias de hoje, suspeito que seja uma tendência que se vai manter. Este aumento de 2.1% pode querer dizer uma de duas coisas: ou o Governo entra nas negociações só mesmo para dizer que está lá, mas no fundo já tem tudo decidido sozinho; ou então o Governo tinha uma previsão de crescimento muito positiva, que começa a perceber que não se vai concretizar.
The Fall

Mark E. Smith é um verdadeiro bad boy da música e é os The Fall. É o único membro que se mantem ao longo dos mais de trinta anos de actividade da banda inglesa. Aliás, o line-up dos Fall mudou mais de cinquenta vezes, neste caótico percurso. Caótico é, já agora, um bom adjectivo para caracterizar os Fall, como se pode comprovar na forma de cantar de Mark E. Smith e nas letras. E é devido a essa insanidade que os Fall têm tantos e tão fiéis fãs. Exemplo acabado do movimento pós-punk, os Fall foram um dos grupos preferidos do radialista John Peel, que os levou tantas vezes para o seu estúdio que as Peel Sessions dos Fall contam com seis discos. Um recorde.
06 novembro 2007
O Renovado "Jardim da Cidade"
Se a 29 de Julho do corrente ano, eu manifestava aqui, através deste post, a minha lamuria perante a ausência de sanitários e de um Bar de apoio na Jardim António Borges – ainda mais depois da bem conseguida e merecida intervenção de que foi alvo, a cargo da CMPDL -, devo, agora, congratular-me perante a reabertura do Bar e dos respectivos sanitários (os últimos já se encontravam acessíveis há um par de meses).
O Jardim está mais agradável, ainda mais aprazível e, indiscutivelmente com melhores e mais dignas condições.
É ainda melhor, porque estes novos proprietários, os mesmos do "Rotas", demonstram ter um espírito de comunhão com aquele espaço, que se vislumbra logo ao olhar, por exemplo, para as cadeiras trabalhadas e expostas em redor da esplanada do bar, e num ou noutro pormenor decorativo ou peça de mobiliário.
Se o Jardim, por si só, já nos transmite uma atmosfera de paz e tranquilidade, esse bem-estar e comunhão prossegue nos sabores que se servem e degustam; sumos naturais e comida vegetariana. (o Jardim bem podia ser a horta deste Bar).
Quem atende e quem frequenta, completa o quadro, e o charme e o bom gosto, ainda que simples, não costumam ser do agrado de arruaceiros ou bêbados de esplanada. Ainda bem, pois um local (dos poucos, senão o único) com estas condições e dentro de Ponta Delgada, onde as crianças possam brincar em segurança e com espaço, não se coaduna com bares que atraiam semelhante clientela, muito volátil e pouco ordeira.
Posso assegurar da qualidade dos sumos naturais (só merece reparo a relação preço vs quantidade), bem como do delicioso bolo de chocolate. Há quem me garanta que tudo o resto afina pelo mesmo diapasão. Dou, de barato, o benefício da dúvida.
Assim, gosto ainda mais de ir ao Jardim António Borges com a minha mullher e filha. :)
05 novembro 2007
Agente Provocador
A reformulação da RDP-Açores já está a dar frutos: na área da informação Saes Furtado, um dos mais bem preparados jornalistas dos Açores, foi justamente nomeado para chefe da redacção. Na área do entertenimento, é com agrado e expectativa que recebo a notícia que Herberto Quaresma vai regressar ao programa de autor, com "Agente Provocador". Se há alguém nos Açores com um conhecimento profundo de música, esse alguém é o Herberto que com a sua inebriante voz, convida-nos a passar bons momentos. De segunda a sexta às 2200.
04 novembro 2007
Alunos Responsáveis
Um dos problemas de deixar passar os alunos que excedam o limite de faltas, mesmo que fazendo um exame onde mostrem que dominam a área de estudo em questão, é a desresponsabilização que se incute nos alunos. A Educação nas Escolas não se pode resumir aos conteúdos curriculares de cada cadeira, há que ensinar também os alunos a serem responsáveis, de forma a estarem convenientemente preparados para o mundo que lhes espera.
E pode-se dizer o mesmo relativamente ao ensino superior, ainda que com maior flexibilidade e com as excepções devidas para os trabalhadores-estudantes. Pelas razões acima apresentadas, mas também porque há muitos professores que desesperam com salas de aula vazias. E esta é uma situação que piora dramaticamente, a partir do momento em que a última frequência ou trabalho tem lugar.
Não surpreende...
...que um estudo diga que os portugueses são o povo mais desconfiado da Europa Ocidental. Uma das razões talvez seja porque o "povo" é obrigado a apertar o cinto e nunca vê resultados.
Já Mira Amaral entende que "estas estatísticas tornam evidente também o problema do Estado providência que não suporta indefinidamente os abusos de pessoas sem escrúpulos que recebem apoios sociais indevidos através de métodos fraudulentos".
Uma coisa é certa: este é um sentimento que se reflecte na economia.
Já Mira Amaral entende que "estas estatísticas tornam evidente também o problema do Estado providência que não suporta indefinidamente os abusos de pessoas sem escrúpulos que recebem apoios sociais indevidos através de métodos fraudulentos".
Uma coisa é certa: este é um sentimento que se reflecte na economia.
Música do Rectângulo
Já há algum tempo que queria fazer uma Playlist com produção nacional. Não encontro, sinceramente, muita margem de manobra, no entanto teria de incluir o "pai do rock português", com um tema do disco "Ar de Rock". Depois, Mão Morta e Ornatos Violeta que têm coisas interessantes. Os GNR não me dizem muito, mas gostei da cover do tema do Roberto Carlos. E Linda Martini que é uma boa banda, sónica quanto baste. De fora ficam os dois projectos de Paulo Furtado: Wraygunn e The Legendary Tiger Man, que teriam, seguramente, lugar nesta lista.
02 novembro 2007
Selo, Seguro e Cor
A propósito desta medida, que visa sinalizar a qualidade e competência dos condutores, dei por mim a pensar que os Benfiquistas vão preferir ser maus condutores, e que os Sportinguistas vão querer ser, sempre, os melhores condutores, pois só assim podem exibir com orgulho as cores dos seus clubes ao lado do selo do automóvel e do respectivo Seguro. Eu, que sou do Sporting, estou condenado a ser Bom condutor.
Para além disto, não vejo que utilidade terá tal dístico na melhoria da segurança rodoviária, e na diminuição dos sinistros automóveis. Não é este o seu objectivo?
Para além disto, não vejo que utilidade terá tal dístico na melhoria da segurança rodoviária, e na diminuição dos sinistros automóveis. Não é este o seu objectivo?
Talvez até se acicatem os ânimos nas estradas portuguesas, com os “Verdes” buzinando e gesticulando com veemência para que os "Laranjas” e “Vermelhos” se desviem, e não importunem quem “sabe conduzir”, ao mesmo tempo que apontam com orgulho para o seu “dístico” Verde.
E se o filho que “é Vermelho” sair com o carro da mãe que “é Verde”?
Andará a Polícia a controlar se cada um tem a cor que merece?
Basta que um condutor tenha sido culpado em quatro acidentes num período de 10 anos, para ser rotulado de “condutor de risco máximo”!
Será razoável que quatro toques com culpa própria em 10 anos justifiquem uma “falta a vermelho”?
E para os condutores recém encartados – em princípio os de maior risco, dada a inexperiência –, como será?
São necessários, segundo este projecto ora apresentado ao MAI, três anos para se conquistar o “dístico” Verde. Tou mesmo a ver, agora, em lugar de “Cuidado, bebe a bordo”, ou “no fear”, vão surgir nos vidros traseiros dos carros, autocolantes que alertam para o; “Perigo, Recém Encartado a Bordo”.
E as bestas que circulam na estrada e que batem e fogem? Ou aquelas que conduzem alcoolizadas ou em excesso de velocidade? Quais os “dísticos” que terão?
Uma Caveira, um Zé Povinho ou Uma foto do Nelson Piquet?
Enfim, espero que este seja daqueles projectos que nunca saem da gaveta.
Garantia de Qualidade
À saída da sala de cinema, onde tinha acabado o filme "Corrupção", um espectador disse: "Gostei, mas preferi o livro".
01 novembro 2007
10% a 120€
O Açoriano Oriental noticia que na apresentação da nova administração da SATA, o secretário regional da Economia anunciou que "Nas obrigações de serviço público com o continente português, a partir do próximo ano, propusemos que 10 por cento dos lugares oferecidos em cada rota tivessem uma tarifa promocional para o residente de 120 euros".
Os Airbus A-320, um dos aviões da SATA Internacional, têm uma capacidade máxima de 150 passageiros - não tenho a certeza se a SATA utiliza a capacidade máxima - isto significa que ficam disponiveis 15 lugares para a promoção. É pouco, muito pouco.
31 outubro 2007
Pura Provocação
Foi um Bom-Fim para o Ben-fica, em noite de Halloween.
Já Nossa Senhora, em Fátima, esteve com o meu Sporting. Avé Maria, cheia de Graça....
Já Nossa Senhora, em Fátima, esteve com o meu Sporting. Avé Maria, cheia de Graça....
Terrorista, Quanto Mereces?
Foi hoje lida, em Espanha, a sentença dos acusados de serem os mentores e autores dos atentados Terroristas de 11 de Março de 2004, em Madrid.
Eram 37 os acusados. Sete saíram em liberdade, os restantes foram condenados a penas múltiplas, pelos vários crimes que provadamente cometeram, chegando, algumas, aos trinta e cinco mil anos [35000 anos] de prisão. A Justiça do nosso irmão Ibérico, não contempla a prisão perpétua, daí que, os agora condenados, não cumprirão mais do que 40 anos de cárcere, pois é este o cúmulo jurídico do país vizinho, equivalente á pena máxima.
Todos sabemos que em Portugal a pena máxima se queda pelos 25 anos de reclusão – nunca cumpridos, em função da possibilidade de se sair, agora com o novo CPP, após cumprida metade da pena –, o que, no meu modesto entendimento, se encontra desadequado em face de um novo quadro de criminalidade muito violenta que cresce no país. Também não devemos escamotear e desvalorizar o perigo que anda escondido, mas que se faz “notar” de tempos a tempos, e que dá pelo nome de Terrorismo.
Não me agradam alarmismos desmesurados, nem tão-pouco ver bruxas (mesmo em noite de Halloween) ou vampiros, sabendo que não existem.
Mas o que é certo, é que enquanto país da UE, à qual preside com grande destaque (o muito falado “Tratado de Lisboa”), a que se soma o “homem do leme”, José Barroso, mais a sua “Cimeira dos Açores”, Portugal começa a ser notado, a aparecer no mapa, logo, alvo das atenções de quem quer fazer a sua “guerra suja”.
(então quando olharem para o nosso novo CPP, e se derem conta que, mesmo sendo condenados após um ataque, podem estar de volta à liberdade passados uns míseros 12,5 anos [doze anos e seis meses], aí já sabem onde o risco é menor!)
Se em vários assuntos, questões ou reformas, nos socorremos dos exemplos dos outros Estado Membro da UE, também nesta área – a da Justiça, concretamente no limite das penas –, devíamos olhar para os seus Códigos Penais ou afins, procurando um modelo que se adeqúe à nossa realidade. O da referida Espanha, que mesmo sem contemplar a prisão perpétua (embora o assunto se discuta, ainda mais depois de conhecida esta sentença), tem como cúmulo jurídico os referido 40 anos, com a possibilidade de serem cumpridos na íntegra. Já me parece bastante razoável.
Agora, como está, não dá!
Qualquer dia o provérbio é corrigido, alertando para o facto do “Crime, afinal, compensa!”.
N.B.- Com o novo Código Processo Penal, um pedófilo que abusa várias vezes de uma criança, “arrisca-se” a ser punido com igual pena a um agressor sexual que “apenas” cometa um acto de violação. Parece que deixou de haver a agravante do “acto reiterado”!!!!
O Verdadeiro "Che"

O artigo sobre "Che" Guevara, que tanta tinta já fez correr, desmonta o mito de forma implacável. De facto, o que nos é dado a conhecer é um homem que "desprezava profundamente os seus semelhantes". Que o único sucesso que conheceu foi a deposição de Baptista, mas com os efeitos catastróficos para a economia e para o povo de Cuba que todos conhecemos. Aliás, para Guevara as falhas aconteceram porque "os trabalhadores deveriam ter produzido por zelo ideológico, sem outro incentivo". Ironicamente, a sua herança é mantida pelo capitalismo, na venda de t-shirt's e posters com a sua fotografia. Uma leitura obrigatória.
30 outubro 2007
O que seria de nós sem Elas?

Mais uma Playlist dedicada à voz feminina. A "tocar" estão Ladytron, Blonde Redhead, Stereolab, Electrelane, Deerhoof e Lali Puna usando a língua de Camões.
É a música certa para celebrar novas amizades.
É a música certa para celebrar novas amizades.
29 outubro 2007
Sequestrados pelos Bancos
Não têm sido raras as vezes, que manchetes de jornais e aberturas dos noticiários fazem eco de assaltos a bancos, por vezes, com sequestro de pessoas.
Pois bem, este post visa abordar a outra face da moeda; a sociedade está refém dos bancos, por via do seu sobre endividamento e de empréstimos cujas prestações já chegam aos 50 anos.
Todos reconhecemos a importância das instituições financeiras, dos Bancos, pois nos dias que correm já não há “espaço” debaixo do colchão onde arrumar o que sobra da féria.
Na realidade, pouca margem de manobra existe para a “confecção” de um pé-de-meia, pois os preços dos bens e serviços, vulgo inflação, sobem a um ritmo que não é acompanhado pela subida dos salários.
O pouco que sobra, logo é alvo da atenção dos Bancos, prometendo-nos bons Fundos de Investimento, e uma rentabilidade acima da média (dos Depósitos à Ordem, entenda-se).
Dão-nos um plafond que vale por três salários, cartão de crédito para consumir e pagar depois, facilidade e rapidez na concessão de pequenos créditos. Até nos mandam para casa cheques de créditos já aprovados, que nunca solicitamos. São os Bancos, sempre atentos e disponíveis para pôr a nosso dinheiro a rolar para render.
Os bancários e os banqueiros, já não fruem do estatuto de outrora. Agora é mais “OPA´s e champanhe”, e um chorrilho de objectivos para os funcionários cumprirem.
Tais objectivos visam caçar o dinheiro dos clientes do Banco, tornando o Banco, não só o fiel depositário do nosso dinheiro, mas antes um verdadeiro gestor, que faz questão de tomar nas suas mãos o destino de tal verba.
Quando se viram diante de taxas de juro baixíssimas, logo trataram de chamar os clientes, proporcionando-lhes um atendimento personalizado e acenando-lhes com prestações mensais de saldo (que sabiam não poder manter), exigindo como garantia do empréstimo, “apenas”, um seguro de vida……todos compraram casa.
Os empreiteiros e as mais que muitas imobiliárias, foram convidados a ser parceiros dos Bancos, nessa caça ao potencial comprador de casa, com os Bancos a oferecerem uma percentagem do total do empréstimo aos seus parceiros (caçadores) por cada presa que lhes levassem.
Depois, quando tudo subiu, o atendimento passou a ser mais difícil, as cartas do banco já não desejavam “Boas Festas”,antes alertavam para as prestações em falta, e o perigo de perder a casa. Desapareceu o crédito e apareceram as, naturais, dívidas.
Agora, passados que estão alguns anos dessa “época dourada”, é ver os bancos com uma frota de automóvel que já merece parque de exposição em via pública, e com tanta casa, que já justificava uma sub empresa de arrendamento…….......já não sobram muitos a quem conceder créditos, pois se a taxa de esforço aconselhada é de 30% do rendimento familiar, o actual estado de endividamento da generalidade das famílias, já não conhece margem de manobra para nova concessão….hã, só temos uma vida, só a podemos empenhar uma vez.
Vamos ver como isto evolui! Mas por este andar, se a Banca espanhola compra as dívidas dos portugueses – que é como quem diz, a Banca portuguesa –, ainda nos enviam para casa um panfleto publicitário com a seguinte pergunta;
Se você vir perdoada a dívida que tem a este Banco, aceita tornar-se cidadão espanhol?
28 outubro 2007
Quo Vadis, Educação?
Foi aprovado o novo Estatuto do Aluno. É reforçada, e bem, a autoridade dos professores, apesar da esquerda viver mal com a autoridade. No entanto, os alunos deixam de chumbar por faltas. Fica de vez instalado o facilitismo. Parabéns!
O Outro Lado da Descolonização
A série documental “A Guerra” que a RTP está a transmitir, obriga a uma nova reflexão sobre a descolonização.
O meu conhecimento sobre esse assunto é livresco, porque ainda não era nascido em 1974. Dito isto, posso começar por afirmar que Portugal existe hoje devido às colónias que teve, principalmente as africanas. Não fora isso e hoje Portugal seria, seguramente, mais uma região de Espanha.
A primeira consequência da descolonização é que Portugal passou a ser um país insignificante, em termos geopolíticos. Isto não implica nenhum julgamento sobre se poderia ser de outro modo. É o que é. Diria também que a Revolução de 1974 em Portugal foi um acontecimento de enorme importância, em termos políticos, para o Mundo, porque abriu a rota do Índico e do Atlântico Sul ao poder naval soviético, que no fundo foram os grandes beneficiários. Uma grande operação, de facto, se pensarmos que bastaram umas quantas centenas de homens e de outra nacionalidade.
Será preciso procurar bem na História para encontrar outra Revolução que renuciasse aos interesses vitais do país, sem qualquer tipo de negociação, ou contrapartida. O que se pode encontrar, são situações onde, não podendo manter interesses estaduais, negociou-se. Com a Revolução de Abril o que se viu foi o fortalecimento do expansionismo de outros, sem contrapartidas.
Esta é apenas uma das vertentes pouco faladas da descolonização. Há outras, mas por agora fico por aqui.
O meu conhecimento sobre esse assunto é livresco, porque ainda não era nascido em 1974. Dito isto, posso começar por afirmar que Portugal existe hoje devido às colónias que teve, principalmente as africanas. Não fora isso e hoje Portugal seria, seguramente, mais uma região de Espanha.
A primeira consequência da descolonização é que Portugal passou a ser um país insignificante, em termos geopolíticos. Isto não implica nenhum julgamento sobre se poderia ser de outro modo. É o que é. Diria também que a Revolução de 1974 em Portugal foi um acontecimento de enorme importância, em termos políticos, para o Mundo, porque abriu a rota do Índico e do Atlântico Sul ao poder naval soviético, que no fundo foram os grandes beneficiários. Uma grande operação, de facto, se pensarmos que bastaram umas quantas centenas de homens e de outra nacionalidade.
Será preciso procurar bem na História para encontrar outra Revolução que renuciasse aos interesses vitais do país, sem qualquer tipo de negociação, ou contrapartida. O que se pode encontrar, são situações onde, não podendo manter interesses estaduais, negociou-se. Com a Revolução de Abril o que se viu foi o fortalecimento do expansionismo de outros, sem contrapartidas.
Esta é apenas uma das vertentes pouco faladas da descolonização. Há outras, mas por agora fico por aqui.
27 outubro 2007
Segurança Rodoviária
A segurança rodoviária é um assunto que, por nos preocupar a (quase) todos, está sempre na ordem do dia.
Por isso, foi com agrado que assisti no Telejornal Regional, à notícia de mais uma iniciativa que visa a consciencialização dos jovem para a importância de uma condução segura e livre de perigos - tais como o álcool ou o excesso de velocidade -, desta feita promovida pela Secretaria Regional da Saúde, creio que em parceria com um instituto Sueco ligado ás questões da segurança viária.
Mas a segurança nas estradas está longe de se cingir somente à vertente dos excessos, sejam eles de velocidade, de substâncias proibidas, ou manobras perigosas. Para que se viaje tranquilamente, é também necessário que a estrada esteja em boas condições, bem sinalizada e iluminada, com um revestimento adequado, desobstruída de obstáculos e com dimensões apropriadas.
Aceito que as intervenções viárias são normalmente obras com grandes custos, mas todos sabemos que boas redes viárias potenciam a mobilidade de cidadãos e mercadorias, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e acessibilidade a bens e serviços, a par do fomento do tecido económico e empresarial.
Posto isso, sou obrigado a reconhecer que os Açores, e em especial a Ilha de S. Miguel, têm sofrido um forte investimento em infra-estruturas viárias, muitas delas construídas de raiz e com excelentes condições.
Também é com agrado que observo que estão, finalmente, a colocar os postes de iluminação na via rápida, no troço final, o que conduz á Rotunda de Belém.
Mas sinto que deveriam ser colocados “medidores de tráfego” - semelhantes aos que foram colocados em vários pontos das nossas “SCUT” -, na Estrada Regional que liga Ponta Delgada às Capelas, pois estou seguro que a afluência de trânsito automóvel naquela via é, por si só, uma justificação para que fossem colocados postes de iluminação viária, ainda mais sendo uma estrada que possibilita grandes velocidades e com vários cruzamentos que a atravessam.
Não é alheio a este meu apelo, o facto de tal estrada atravessar a Serra Gorda, zona de tradicional e muito frequente nevoeiro, o que dificulta sobremaneira a visibilidade, ainda mais se for de noite.
Para que a população que trabalha em Ponta Delgada possa residir fora dos limites da cidade – impedindo uma urbe massificada e uma ruralidade envelhecida –, é imperioso que não perca muito tempo na deslocação diária, e que o faça com conforto e segurança.
Electrelane - No Shouts No Calls

Numa mistura entre Stereolab e Sonic Youth este é um dos melhores discos de 2007. Sem qualquer margem para dúvida. Um som primitivo, melodioso...puro. 5 estrelas para estas quatro meninas de Brighton.
25 outubro 2007
A Relação com a UE
O novo Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores assegura a participação no processo de construção europeia. De facto, parece evidente que os Açores têm que definir bem aquilo que querem da União Europeia e a forma de o conseguir. Quanto do trabalho do Executivo e Assembleia Legislativa Regional, é influenciado directamente por decisões de Bruxelas? Para ser simpático diria que mais de metade, seguramente.
Portanto, é da maior importância que a UE aja, na medida do possível e nas áreas de interesse dos Açores, tendo em conta os nossos interesses específicos. Isso faz-se, em primeiro lugar, em casa, ou seja, definir estratégias e prioridades e a forma de implementação. Depois é preciso criar mecanismos. Trabalhar directamente com Bruxelas, criação de laços bilaterias com outras Regiões, através do Comité das Regiões, da Conferência de Regiões Marítimas Periféricas, da Conferência Europeia de Regiões com Assembleias Legislativas e com as outras Regiões Ultraperiféricas.
Além disso, é da maior importância que os Açores – quiçá, em conjunto com a Madeira – tenham um gabinete fixo em Bruxelas, que tenha como principal função garantir uma relação o mais estreita possível entre o Executivo regional e os poderes comunitários, para tentar influenciar o máximo possível as tomadas de decisão, em conformidade com aquilo que são os interesses da Região.
A Assembleia Legislativa Regional também deve aprofundar a sua relação com a União, não só através da representação nas respectivas instituições regionais, mas com a criação de Comissões especializadas, para escrutinar toda a legislação proveniente da União.
A Assembleia Legislativa Regional também deve aprofundar a sua relação com a União, não só através da representação nas respectivas instituições regionais, mas com a criação de Comissões especializadas, para escrutinar toda a legislação proveniente da União.
É com agrado que vejo a importância que é dada à União Europeia no projecto do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, mas talvez fosse possível ser um pouco mais audacioso. E, acima de tudo, é necessário que passe a fase da intenção.
24 outubro 2007
Benfica - Celtic
Tendo em conta as ausências da lista de convocados, esta seria a equipe para este jogo determinante para o futuro do Benfica na Liga dos Campeões:
Num sistema de 4*4*2.
- GR: Quim
- DD: Maxi
- DC: Luizão
- DC: Katsouranis
- DE: Léo
- MDF: Binyia
- MD: DiMaria
- ME: C. Rodriguez
- MAC: Rui Costa
- AV: Bergessio
- PL: Cardozo
Num sistema de 4*4*2.
- GR: Quim
- DD: Maxi
- DC: Luizão
- DC: Katsouranis
- DE: Léo
- MDF: Binyia
- MD: DiMaria
- ME: C. Rodriguez
- MAC: Rui Costa
- AV: Bergessio
- PL: Cardozo
23 outubro 2007
Rescaldo da F1

Depois do inacreditável GP do Brasil, de onde Raikkonnen saiu como campeão, ficou a saber-se que aquilo que ditou o atraso de Lewis Hamilton não foi um problema mecânico, mas sim do próprio piloto. Ao que parece, Hamilton tocou, sem querer, num botão que serve para as partidas dos GP.
Isto só comprova que:
1. Hamilton não estava preparado para ser campeão, pois falta-lhe a experiência necessária para lidar com situações como no Brasil. Ele deveria ter deixado os Ferrari e Alonso seguirem à sua frente e teria garantido o título ao acabar a corrida em 4º lugar. Quis ultrapassar o Alonso, saiu de pista e depois aconteceu o tal erro, certamente por estar nervoso.
2. A F1 tem que eliminar rapidamente as ajudas electrónicas aos pilotos. Não tanto porque podem levar a erros como este com Hamilton, mas porque cada vez mais, não é a perícia humana que dita quem ganha, mas sim os computadores.
22 outubro 2007
Debate GOP II
Ver um dos muitos debates dos candidatos do Partido Republicano à presidência dos EUA, é ver um esgrimir de argumentos, para saber quem é o mais conservador.
Mitt Romney diz que é conservador porque lutou para manter a pena de morte enquanto Governador de Massachussets;
Rudy Giuliani diz que é conservador porque aboliu toda a pornografia de Times Square, enquanto foi Mayor de NY;
Jonh McCain diz que é conservador porque foi um herói de guerra e por isso irá perseguir os radicais islâmicos até ao fim do mundo;
Fred Thompson diz que é conservador porque defende não haver qualquer controlo sobre a venda de armas.
As sondagens dizem que Giuliani está em melhor posição para ser o candidato republicano, mas volto a dizer que é preciso atenção a Romney e ao ex-actor Thompson. Tambem é muito interessante ver como todos os candidatos falam frequentemente de Reagan e tentam comparar-se a ele.
Mitt Romney diz que é conservador porque lutou para manter a pena de morte enquanto Governador de Massachussets;
Rudy Giuliani diz que é conservador porque aboliu toda a pornografia de Times Square, enquanto foi Mayor de NY;
Jonh McCain diz que é conservador porque foi um herói de guerra e por isso irá perseguir os radicais islâmicos até ao fim do mundo;
Fred Thompson diz que é conservador porque defende não haver qualquer controlo sobre a venda de armas.
As sondagens dizem que Giuliani está em melhor posição para ser o candidato republicano, mas volto a dizer que é preciso atenção a Romney e ao ex-actor Thompson. Tambem é muito interessante ver como todos os candidatos falam frequentemente de Reagan e tentam comparar-se a ele.
21 outubro 2007
4AD

Desta vez a Playlist não presta homenagem a uma banda, mas sim a uma editora independente, a 4AD. Sob a direcção de Ivo Watts-Russel, a 4AD ganhou espaço no começo dos anos '80 ao lançar no mercado disco de bandas como Bauhaus, Birthday Party, Dead Can Dance, The Wolfgang Press, The Clan of Xymox, etc. A partir de meados daquela década, os discos da editora sediada na Alma Road, em Londres, eram esperados religiosamente pelos fãs. E foi assim que o mundo da música ficou a conhecer bandas como os Pixies, Cocteau Twins, Throwing Muses, Breeders e tantos outros. Actualmente a 4AD continua a dar boa música, como são exemplo os Blonde Redhead que passaram por aqui há bem pouco tempo.
Keep them coming!
20 outubro 2007
Não ao referendo
Depois de assinado o Tratado de Lisboa no dia 13 de Dezembro, pode-se começar, oficialmente, a indagar sobre a forma como os Estados-membro o vão ratificar. Entre as duas opções: aprovação parlamentar e referendo, sou claramente a favor da primeira. A construção europeia não se fez até agora com o recurso a referendos, foi feita com a coragem de alguns líderes políticos. Imaginemos que, aquando da passagem para o Euro, a Alemanha levava a questão a referendo, concerteza que nunca haveria aprovação popular. E tantos outros exemplos podem ser dados.
Se a questão for levada a referendo, os partidários do “não” usarão como argumentos os actuais problemas internos por que o País passa. Dificilmente a discussão se centrará na questão central. Por outro lado, o crónico afastamento da população portuguesa das questões europeias, levará certamente, a mais uma “vitória” esmagadora da abstenção.
Como é evidente a fórmula democrática não se deve esgotar no modelo representativo, mas esta é uma decisão puramente política.
Se a questão for levada a referendo, os partidários do “não” usarão como argumentos os actuais problemas internos por que o País passa. Dificilmente a discussão se centrará na questão central. Por outro lado, o crónico afastamento da população portuguesa das questões europeias, levará certamente, a mais uma “vitória” esmagadora da abstenção.
Como é evidente a fórmula democrática não se deve esgotar no modelo representativo, mas esta é uma decisão puramente política.
O problema da promessa que Sócrates fez na campanha eleitoral é outro. É um problema de populismo no seu pior, para o qual o primeiro-ministro terá de encontrar uma solução engenhosa, mas como se sabe, de “Engenheiro”, Sócrates só tem o título.
19 outubro 2007
A Propósito de Referendos
Existem temas, que por causarem fracturas numa sociedade, e tocarem em valores, por exemplo, pessoais e religiosos, devem merecer da parte de quem Governa um cuidado especial.
Esse cuidado, pode, entre outras formas, incluir a realização de um referendo – como sucedeu com a questão do aborto –, de modo a que a sociedade sinta, que foi o todo, que prevaleceu sobre uma das partes.
A Eutanásia, a meu ver, também merece esse cuidado, pois é um tema muito pessoal, também de cariz religioso, e que aborda directamente a morte, mais do que a vida.
Este tema, quase tabu, começa a merecer atenção por parte de investigadores e cientistas sociais do nosso país, cabendo-lhes a tarefa de ir despertando as consciências á volta de um tema tão delicado.
O aumento da esperança média de vida, não pode afligir somente os Ministros da Economia dos países desenvolvidos, também deve merecer atenção por parte dos Ministros da Saúde e Segurança Social, que têm a obrigação de zelar pela saúde e bem estar dos seus cidadãos. O Welfare State, que é como quem diz, Estado Providência.
Os idosos, serão cada vez mais, e com os avanços da medicina a permitirem um gradual “esticar” de uma vida, tê-los-emos por cá – mesmo que de forma vegetal –, por muitos e bons anos. Por este andar, ainda seremos comparsas de Lar dos nosso pais e, quiçá, avós. !!!
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, está a desenvolver um projecto que visa traçar um primeiro retrato sobre a questão da Eutanásia e do Suicídio Assistido no nosso país.
Rui Nunes, coordenador do projecto, e presidente da Associação Portuguesa de Bioética, afirma que “é preciso ter dados credíveis para definitivamente discutirmos essa questão (eutanásia e suicídio assistido) em Portugal”, tendo, para tal, já inquirido numa primeira fase, 450 médicos, tendo-se concluído que 40% destes se mostravam favoráveis a essa possibilidade.
Nesta segunda fase foram inquiridos a propósito do mesmo tema, 800 idosos residentes em Instituições/ lares, e sem doenças graves ou crónicas, de todo o país.
As perguntas centrais eram três: saber se estas pessoas pensam na morte; se a eutanásia poderia ser considerada uma solução para o seu caso; e se, mesmo que não pensassem nessa hipótese para si, aceitaria uma legalização que servisse para outras pessoas?
Os resultados, nas palavras de Rui Nunes, “podem ser encarados como perturbadores”, pois os dados iniciais indiciam que uma taxa a rondar os 50%, se mostra favorável á legalização da Eutanásia e Suicídio Assistido.
Este especialista e coordenador do projecto, explica ainda que “se destacam disparidades regionais, possivelmente devido á influência da Igreja católica”. As Regiões Autónomas, alinham ao lado do interior e norte do país – menos receptivos á ideia da eutanásia -, enquanto os mais “liberais” se situam no centro e sul do país.
Penso que são dados que já dão margem para se poder declarar que já há condições para dar início a um debate sério e alargado sobre este assunto, que tem tanto de delicado como de essencial.
Quem não conhece a luta de um galego, Ramón Sampedro, tetraplégico, que reivindicou, durante anos, o direito á eutanásia, tendo-a concretizado, o que acabou retratado no filme, “Mar Adentro”.
Haverá, aqui, lugar a um direito Divino, ou essa decisão é (um direito) individual?
Tratado de Lisboa
Novo Tratado será assinado em Lisboa a 13 de Dezembro.
É caso para felicitar a presidência portuguesa da UE. Mas que preço pagará Sócrates, internamente, por este esforço?
18 outubro 2007
Sugestões da Máquina
Na Playlist duas sugestões do meu comparsa de "lavandaria":
- os nova-iorquinos Asobi Seksu, que são aqui apresentados através do seu álbum de 2006, Citrus.

- o trio Blonde Redhead, também com base em NY, da vocalista Kazu Makino e dos gémeos italianos Amadeo e Simone Pace

...e mais uma sugestão minha: Viva Voce, do casal Kevin e Anita Robinson

Só para disfrutar.
- os nova-iorquinos Asobi Seksu, que são aqui apresentados através do seu álbum de 2006, Citrus.

- o trio Blonde Redhead, também com base em NY, da vocalista Kazu Makino e dos gémeos italianos Amadeo e Simone Pace

...e mais uma sugestão minha: Viva Voce, do casal Kevin e Anita Robinson

Só para disfrutar.
16 outubro 2007
A Guerra

A maior parte de nós tem alguém na família que esteve no Ultramar. Ainda assim, este é um assunto que ainda não está completamente resolvido e estudado (como bem se viu no Prós e Contras).
Por isso a série documental, "A Guerra", da autoria de Joaquim Furtado, a ser transmitida na RTP1, é aguardada - pelo menos por mim - com grande expectativa.
15 outubro 2007
A Vida é Bela
Na playlist um excerto do poema "Evidently Chicken Town" de John Cooper Clarke, que vem incluído na banda sonora do filme Control, de Anton Corbijn, sobre a vida de Ian Curtis.
"the fucking pubs are fucking dull
the fucking clubs are fucking full
of fucking girls and fucking guys
with fucking murder in their eyes
a fucking bloke is fucking stabbed
waiting for a fucking cab
you fucking stay at fucking home
the fucking neighbors fucking moan
keep the fucking racket down
this is fucking chicken town
the fucking pies are fucking old
the fucking chips are fucking cold
the fucking beer is fucking flat
the fucking flats have fucking rats
the fucking clocks are fucking wrong
the fucking days are fucking long
it fucking gets you fucking down
evidently chicken town"
"the fucking pubs are fucking dull
the fucking clubs are fucking full
of fucking girls and fucking guys
with fucking murder in their eyes
a fucking bloke is fucking stabbed
waiting for a fucking cab
you fucking stay at fucking home
the fucking neighbors fucking moan
keep the fucking racket down
this is fucking chicken town
the fucking pies are fucking old
the fucking chips are fucking cold
the fucking beer is fucking flat
the fucking flats have fucking rats
the fucking clocks are fucking wrong
the fucking days are fucking long
it fucking gets you fucking down
evidently chicken town"
Regresso ao Passado
No final do último Congresso do PS, em 2004, José Sócrates afirmava o seguinte:
Se fosse hoje, Sócrates diria mais: não falava nos atrasos na colocação de professores, mas sim na não colocação; falava no recorde na taxa de desemprego; continuava a falar no congelamento dos salários da função pública. E teria muito mais que falar.
Sigur Rós; Filme de Digressão em DVD
Os SIGUR RÓS, são daquelas bandas que surgem de tempos a tempos, trazendo consigo uma lufada de ar fresco ao universo da música, e apontando novos caminhos, tal é a ausência de referências ou influências, nas sonoridades que constroem. Disto, apercebemo-nos logo, desde a primeira escuta.
É sublime, a forma como se expressa a voz de Jon Birgisson, com uma melodia instrumental, por vezes construída recorrendo a uma “linguagem” criada pelo próprio, que preenche, de forma brilhante, a composição dos restantes instrumentos. De resto, cantam com recurso ao seu idioma de origem, o Islandês.
Sons fortes e densos, que vêm do fundo, e ganham brilham quando alcançam a superfície.
A primazia é dada, em exclusivo, ao som que produzem, relegando as mensagens das letras para futuras audições, de folheto de CD na mão.
Pois agora teremos a parte visual da banda, um filme lançado em DVD, que já teve apresentação em alguns festivais, e que tem como título, Heima. Este filme, não é mais do que um retrato intimista da banda, só possível pelo facto deste ter sido gravado tendo por base uma digressão de duas semanas, que os Sigur Rós, promoveram no verão passado na sua terra natal, a Islândia.
Tocaram em locais ao ar livre e em pequenas salas de espectáculo, e até deram concertos em cidades quase desertas. É este factor que nos possibilita um retrato mais fiel da banda e dos seus membros, pois é feito longe dos flashes e dos holofotes, no meio das suas gentes.
Aguardo pois, com ansiedade, este documento precioso, que me dará algumas horas de puro deleite e alienação.
Apetece-me dizer, Takk.
Telemóvel e Internet = Liberdade
Mais do que supérfluo, o acesso a estes dois meios de comunicação – o telefone móvel e a Internet –, são hoje duas necessidades, quase básicas, de qualquer cidadão que vivência o frenesim uma sociedade moderna………e Livre.
São as sociedades democráticas, aquelas que nos possibilitam o acesso a tudo o que esteja disponível no mercado. Basta querer (e ter dinheiro para pagar), para se poder ter e/ou aceder a qualquer bem e serviço. (desde que legal, claro)
Kim Jong-Il, sem pudor, diz-se perito em Internet.
Esta frase não teria qualquer significado ou relevância especial, não fosse a circunstância do próprio proibir o acesso à “auto-estrada da comunicação”, bem como o uso de telemóveis no país que (des)governa, por sucessão, desde 1994, ano da morte de seu pai, Kim Il-Sung.
O ditador Norte Coreano – respondendo ao apelo do presidente da Coreia do Sul, Rho Moo-hyun, para que as empresas que se situam numa “zona económica especial” no Norte possam ter acesso á Internet –, assevera que, “Também sou um perito em Internet. Não há mal nenhum em permitir o acesso á Net na zona industrial, mas haveria muitos problemas se outras regiões do norte estivessem ligadas á rede.” (Via "Associeted Press")
Pois, pois, “muitos problemas se outras regiões do norte estivessem ligadas á rede”.
Pois, pois, “muitos problemas se outras regiões do norte estivessem ligadas á rede”.
Que problemas?
Seguramente o medo de que esta janela que se abria sobre um mundo às cores, pudesse despertar os Norte Coreanos para o horror dos seus quotidianos a preto e branco.
14 outubro 2007
Tratado Reformador da UE

Já está disponível na internet o projecto do novo Tratado Reformador da União Europeia. O texto apresenta muitas das alterações que a Constituição tentou introduzir: haverá uma político nomeado para a posição de Presidente do Conselho Europeu, que irá substituir as actuais presidências rotativas por seis meses, e que terá um mandato de dois anos e meio. Os actuais cargos de Alto Representante da UE para a Política Externa e Defesa Comum – actualmente ocupado por Javier Solana – e o Comissário para as Relações Externas – actualmente ocupado por Benita Ferrero-Walden – irão fundir-se num só posto, com a finalidade da União ter mais influência política nas relações internacionais. A Comissão Europeia terá um numero mais reduzido de Comissários, menor que o número de Estados-Membro da UE. A Comissão e, principalmente, o Parlamento irão ver os seus poderes reforçados, este último com o intuito de diminuir o déficit democrático, de que tantas vezes a UE é acusada.
No fundo, o novo Tratado Reformador é muito semelhante à Constituição Europeia que foi “chumbada” em referendo por holandeses e franceses. A Constituição incluía, no entanto, referências à bandeira e ao hino da União Europeia, que não foram incluídas no Tratado Reformador, apesar de continuarem a existir.
O problema que se coloca para o futuro do Tratado Reformador é o mesmo que se colocou à Constituição: a aprovação popular. Até agora apenas um Estado – a Irlanda - afirmou que iria levar o Tratado a referendo e há sinais que indicam que os irlandeses irão aprovar o Tratado. No entanto, noutros Estados como na Dinamarca há uma grande possibilidade de referendar o Tratado e nesses países o resultado é bastante mais imprevisível e o mesmo se passa em Portugal.
A construção europeia foi feita sem o recurso ao referendo, foi feita através da coragem política de certos líderes europeus. Por isso e para bem do futuro da União Europeia a aprovação do Tratado Reformador deve acontecer nos Parlamentos, que são a expressão máxima da Democracia.
11 outubro 2007
Pedro Moura, Fica Bem que Fazes Falta
Aquando da comemoração da edição 1000 do "Bom dia Açores", escrevi, aqui na "máquina", este texto .
Soube, entretanto, que o Pedro se encontra doente, por isso, desejo-lhe uma rápida e firme recuperação, e junto-me a esta justa homenagem, postada no :Ilhas, por JNAS.
Força Pedro Moura, fica bem que fazes (cá) falta. Nós, aqueles que te prezam, sentem a tua ausência.
In Rainbow

Na playlist cinco temas do novíssimo disco dos Radiohead, In Rainbow. Após uma primeira escuta, mostra ser o mesmo estilo dos grandes Amnesiac, Kid A e Ok Computer, mas não parece atingir a genialidade daqueles.
A grande novidade deste disco é que pode ser descarregado aqui, pelo preço que se achar conveniente
O Brilho do Circo
O Circo visitou, uma vez mais, a cidade de Ponta Delgada. Há muitos anos que o fazem, alegrando e enfeitiçando o imaginário da pequena. Também o meu, no passado, tendo como estreia o “Circo Chen” no Coliseu.
Hoje, enquanto pai, é a mim que me cabe alimentar o imaginário da minha filhota, e com a vinda deste último circo, em ínicios de Outubro, e com os espertalhões a colocarem o “Noddy” como chamariz, lá tive de ir á tenda/estufa.
Tentei evitar o horário de tarde, mais propício para os “ananases”, mas a alternativa apresentada, 21h 45m, não me pareceu viável.
Lá tive de arriscar a sessão da 16h 30 que, claro está, rapidamente esgotou, o que motivou um atraso de meia hora no início do espectáculo, de modo a poderem enlatar convenientemente todos os que tinham adquirido bilhete, sempre com o homem do microfone asseverando de maneira obstinada “que ainda havia espaço para mais pessoas”, e alertando para o facto das crianças que não tinham pago bilhete (- de 4 anos) terem de assistir à diversão ao colo dos pais. E o sol e o calor que se sentia no exterior, tinha óbvios reflexos lá dentro.
Rescaldo da sessão; a minha filha foi ao circo, e adorou, já eu, fui convocado para uma sessão de sauna, e com o bónus de ter de segurar a minha filha, enquanto ela assistia ao seu espectáculo.
Aliás, um espectáculo medíocre, em tenda exígua e com deficitárias condições de conforto e segurança – eu nunca entraria ali, com semelhantes condições, se a tenda não estivesse convenientemente montada ao lado dos nossos “Soldados da Paz”.
Este circo, o do Noddy, esteve a léguas da magia e do brilho do “Circo”.
10 outubro 2007
Resultados da Última Votação
Estamos a fechar mais uma “Votação da Máquina” e por isso é altura de apresentar os resultados da última questão e lançar uma nova.
À pergunta “Como considera ter sido este Verão, no que diz respeito ao tempo/clima?”, 21% acharam que foi “igual aos últimos anos”, enquanto 79% acharam que foi “pior que os últimos anos”. Ninguém votou na opção “melhor que os últimos anos”. O nosso obrigado a todos os que participaram.
Eu fui um dos 79%. Parece que este Verão o tempo foi pior nos Açores, apesar de neste momento o calor/humidade estar altíssimo e o Sol também está a aparecer. Boa altura para férias, portanto.
À pergunta “Como considera ter sido este Verão, no que diz respeito ao tempo/clima?”, 21% acharam que foi “igual aos últimos anos”, enquanto 79% acharam que foi “pior que os últimos anos”. Ninguém votou na opção “melhor que os últimos anos”. O nosso obrigado a todos os que participaram.
Eu fui um dos 79%. Parece que este Verão o tempo foi pior nos Açores, apesar de neste momento o calor/humidade estar altíssimo e o Sol também está a aparecer. Boa altura para férias, portanto.
Agora perguntamos se Portugal deve levar a referendo a aprovação do novo Tratado Reformador da União Europeia.
A Guerra ao Serviço de Putin
Um dos maiores receios da EU actualmente chama-se Rússia. A democracia musculada de Putin é mesmo motivo de grande preocupação para a Europa, desde logo para a Alemanha, que depende do gás russo. Quando acontecem disputas entre russos e ucranianos, a primeira acção de Putin é fechar a “torneira” do gás, o que acaba por afectar os alemães.
Mas, neste momento, a sucessão de Putin levanta um problema de muito maior grandeza, pois ao que parece este quer suceder a si próprio. Assim surgem duas soluções para o actual presidente russo; a primeira é seguir como primeiro-ministro, mas como se sabe, tendo a Rússia um sistema presidencialista, o primeiro-ministro não tem os poderes que Putin deseja manter. A segunda hipótese é bastante preocupante, é que a única forma de um presidente russo se manter em funções, além do tempo estabelecido por lei, é se houver um “estado de emergência”. Ora, as recentes notícias de um início de conflito entre a Rússia e a Geórgia, pode servir perfeitamente os interesses de Putin, pois se a guerra estalar, há mesmo o tal “estado de emergência”. Para se ver como o caso é sério, a Rússia mandou regressar todo o corpo diplomático destacado na Geórgia e respectivas famílias.
Mas, neste momento, a sucessão de Putin levanta um problema de muito maior grandeza, pois ao que parece este quer suceder a si próprio. Assim surgem duas soluções para o actual presidente russo; a primeira é seguir como primeiro-ministro, mas como se sabe, tendo a Rússia um sistema presidencialista, o primeiro-ministro não tem os poderes que Putin deseja manter. A segunda hipótese é bastante preocupante, é que a única forma de um presidente russo se manter em funções, além do tempo estabelecido por lei, é se houver um “estado de emergência”. Ora, as recentes notícias de um início de conflito entre a Rússia e a Geórgia, pode servir perfeitamente os interesses de Putin, pois se a guerra estalar, há mesmo o tal “estado de emergência”. Para se ver como o caso é sério, a Rússia mandou regressar todo o corpo diplomático destacado na Geórgia e respectivas famílias.
09 outubro 2007
Reposição da Verdade: INEM
No dia 11 de Setembro do corrente ano, depois de receber, via correiro, a factura referente ao prémio anual a pagar pelo meu seguro automóvel, escrevi este texto.
O post a que faço referência, que dá pelo título de “Nós também pagamos ao INEM”, foi escrito tendo por base os dados que constavam na carta que recebi da minha companhia de seguros.
O post a que faço referência, que dá pelo título de “Nós também pagamos ao INEM”, foi escrito tendo por base os dados que constavam na carta que recebi da minha companhia de seguros.
Nela constava, de maneira inequívoca, que havia um “X” a pagar, respeitante a um item que é apresentado com as siglas do INEM - “Instituto Nacional de Emergência Médica”.
No referido post, penso ser clara a minha grande estima pelos excelentes e indispensáveis serviços de primeiros socorros prestados pelas equipas do INEM, cujas rápidas e eficazes intervenções, salvam, efectivamente, vidas, e evitam que muitas das vítimas fiquem com sequelas permanentes ou mais graves.
Dito isto, vamos, então, à Reposição da Verdade;
O e-mail do “máquina de lavar”, recebeu, com agrado, um esclarecimento do Gabinete de Comunicação e Imagem do INEM, assinado por Ana Ros, alertando para o facto do referido texto, por mim publicado “não corresponde à verdade”.
Pois a verdade, para a qual o INEM teve a amabilidade de me despertar, é que “Todas as pessoas que têm um seguro, descontam sobre o prémio para os serviços de protecção. Nas ilhas, Madeira e Açores, essa receita é entregue aos serviços homólogos do INEM, os Serviços Regionais de Protecção Civil. Apesar de constar INEM na literatura, esse aspecto, certamente, tratar-se-á de um erro por defeito que nada tem a ver com esta Instituição e sim com a empresa seguradora.”
A caixa de comentários e o e-mail que integram este Blog, servem exactamente para que, em situações análogas, ou outras, se possam publicar esclarecimentos e/ou opiniões divergentes das que constam nos textos aqui publicados. Este é um espaço livre e aberto……mas com responsabilidade.
Apresento, aqui, as minhas desculpas ao INEM pelo facto de eu não ter tido o cuidado de esclarecer, por exemplo, com a minha companhia de seguros(!), esta questão, evitando o erro em que cai.
Quando digo que fui induzido em erro – pela minha companhia de seguros -, digo-o pois na factura do meu seguro automóvel consta o que mencionei.
Fica a sugestão para as Companhias de Seguros: ponham um asterisco (*) na palavra “INEM” que consta da factura, e esclareçam, num qualquer canto e com o tamanho de letra que vos aprouver, que “nos Açores e na Madeira, esta verba é entregue aos SRPC”, ou acabem com potenciais dúvidas, e substituam “INEM” por “Serviços de Protecção”.
Chá Verde
Apesar de ter dúvidas relativamente a um ou outro ponto, este é definitivamente um contributo construtivo para um debate da maior importância para o futuro dos Açores.
Dou especial destaque ao ponto l) deste documento, que realça a necessidade dos Açores assegurarem a representatividade para o Parlamento Europeu. É que um dos principais centros de poder, que diz respeito directamente respeito aos Açores, é exactamente a UE. E com o recente alargamento o espaço começa a ficar exíguo. É, pois, um aspecto determinante.
Dou especial destaque ao ponto l) deste documento, que realça a necessidade dos Açores assegurarem a representatividade para o Parlamento Europeu. É que um dos principais centros de poder, que diz respeito directamente respeito aos Açores, é exactamente a UE. E com o recente alargamento o espaço começa a ficar exíguo. É, pois, um aspecto determinante.
Surpresa
1. "Boa surpresa" tem que ser mais que o cumprimento da Lei das Finanças Regionais.
2. Será já o efeito das criticas que César fez à governação socialista de Lisboa?
Mera Curiosidade
Foi notícia por estes dias, os cento e onze anos de Augusto Moreira, um português que atravessou três séculos, e que, diz quem o conhece, cavou terra de enxada na mão até aos seus 108 anos. É obra.!!!
Esta profícua idade dá-lhe o estatuto de sexto homem mais velho do Planeta Terra, e segundo do Velho Continente. Teremos futuro campeão Mundial?
Não creio, talvez a Título Europeu, pois o Japão (que seguramente terá os três primeiros lugares deste ranking), tem cerca de 30 mil pessoas, com mais de cem anos de idade, isto, a avaliar por uma lista que o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Japonês divulgava todos os anos, denominada "chooju banzuke", e que dava conta dos 100 japoneses com maior longevidade. A lista foi cancelada em 2006, devido á reticência de alguns anciãos facultarem os seus dados pessoais, que ficariam acessíveis a todos, embora esta prossiga com os dados de quem não se opõe.
Enquanto a “chooju banzuke” durou, os números apresentados por género eram, no mínimo, vexatório para os homens, pois as mulheres representavam, quase invariavelmente, uma percentagem de 75 %.
Vem-me á memória uma alcunha que nós, micaelenses, recebemos, seguramente por sermos do grupo Oriental (!), mais perto do sol nascente, que nos apelidava de “japoneses”.
Pois bem, agora recorro a um provérbio popular que diz; “já que temos a fama, que tenhamos o proveito também”……….e que, neste caso, seja a longevidade dos japoneses ;)
P.S.- quem sabe como se designam as Azáleas, tão tipicas e que se dão tão bem em S.Miguel?
08 outubro 2007
Salad...e a Marijne

Quem, como eu, via a MTV quando esta começou nos Açores, lembra-se certamente da bela VJ holandesa Marijne Van Der Vlugt, que com outros, nos davam a notícias do mundo da música, numa altura em que a net ainda estava para chegar. No meu caso, esperava (quando se podia) aos Domingos pelo 120 Minutes e às Terças pelo Alternative Nation, ambos às 00.00cet, ou seja, 22.00 de cá.
Ora, a Marijne tinha nessa altura uma banda que chamava Salad, que lançou dois álbuns de originais, Drink Me (1995) e Ice Cream (1997), ambos sob a chancela da Island Records. Devo admitir que foi uma banda da qual me esqueci na última década, mas com a comoção da mudança de domicílio tive a feliz surpresa de a reencontrar.
Ora, a Marijne tinha nessa altura uma banda que chamava Salad, que lançou dois álbuns de originais, Drink Me (1995) e Ice Cream (1997), ambos sob a chancela da Island Records. Devo admitir que foi uma banda da qual me esqueci na última década, mas com a comoção da mudança de domicílio tive a feliz surpresa de a reencontrar.
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