11 agosto 2008
06 agosto 2008
O Regresso de Kagan
Férias, férias começam a partir da próxima semana nos Açores, porque até agora tem sido uma correria por cidades da Europa. Por isso tempo para ler tem sido pouco, aliás tempo para ler há bastante nas longas horas de comboio (nas ligações sem TGV), mas para leituras mais a sério é preciso alguma paz que só encontro mesmo nos Açores.
Assim, espero começar a ler o mais recente livro de Robert Kagan, "The Return of History and the End of Dreams" assim que chegar a São Miguel. Tal como "O Paraíso e o Poder - A América e a Europa na Nova Ordem Mundial", este novo trabalho de Kagan tem gerado muita discussão do outro lado do Atlântico, discussão essa que também começa a fazer-se, se bem que timidamente, aqui na Europa. Segundo parece, Kagan elabora sobre a questão que no começo dos anos '90 estava na mente de todos e que não se veio a confirmar, a ideia de um mundo mais ou menos pacífico, sem grandes problemas, depois do fim da Guerra Fria.
Depois aqui postarei as minhas impressões.
05 agosto 2008
Cara Lavada
Umas pequenas alterações ao layout do blogue; a foto do header vi-a num café há poucas horas e tive de a colocar [ou era essa, ou então esta....ou não], a cor do fundo simplesmente não dizia com o novo header, por isso teve de ser trocada. Já agora, a música da list conta com Chemical Brothers, Sigur Rós, Mike Oldfield e Tricky, uma mistura que, para mim, faz sentido.
04 agosto 2008
Rei na Luz
Magia no Estádio da Luz - e no Campeonato Nacional - está garantida na próxima época, com José António Reyes, um esquerdino genial. Hulk? Postiga?
Tarantino's Mind
A primeira vez que vi este filme foi aqui. Agora, talvez um ano depois e a propósito dum festival Tarantino que teve lugar numa pequena praceta de Bruxelas e que me levou a elaborar a Playlist que está a tocar, revisito esta curta com Selton Mello e Seu Jorge sobre a mente daquele realizador. Conclusão: "o Federer é a versão tenista do Tarantino".
03 agosto 2008
Cidade Luz
De um lado 50 orientais, todos com auriculares de última geração, seguem uma senhora, também ela oriental que tem um guarda-chuva vermelho em riste. Do outro lado 40 americanos, quase todos obesos, falam alto e reafirmam "I'm an american", como não se notasse. Mais ao lado uns 20 espanhois e mais uns 15 italianos, misturados com franceses de todo o país que aproveitam também para visitar a sua capital em tempo de férias, mais indianos, árabes, europeus de leste (muitos), sul-americanos, africanos e alguns tugas. Mais uns passos e a cena repete-se, com mais ou menos orientais, com mais ou menos americanos. Isto é Paris em Agosto.
Ainda assim, a capital francesa é sempre impressionante, mesmo com a correria das máquinas digitais a dispararem flashes em cima da Mona Lisa, mesmo com o Sena cheio de lixo, mesmo com filas intermináveis. Em cada esquina há História e o multiculturalismo confere-lhe vivacidade. Paris é sempre uma excelente viagem.
31 julho 2008
Mr Cool's Music
O tempo não tem sido muito para a música, mas depois de rever Reservoir Dogs, decidi fazer uma Playlist com temas de filmes de Tarantino. Desde o próprio Cães Danados, até ao Death Proof, passando pelos obrigatórios Pulp Fiction e Kill Bill, está lá quase tudo.
Tarantino é genial e as bandas sonoras dos seus filmes, seja como realizador ou não, também o são.
30 julho 2008
Letargia
Quando estamos longe da nossa terra, da nossa casa, há que encontrar formas de nos aproximarmos quando aquele sentimento de saudade aperta. Uma das melhores maneiras (além, evidentemente, de falar com a família e amigos via o fantástico Skype) é através da blogosfera açoreana.
O que é certo é que há uma certa diminuição da intensidade das discussões, relativamente ao que se fazia, por exemplo, há uns dois, três, quatro anos atrás, onde se discutiam assuntos de actualidade regional, nacional e internacional, com frontalidade e sem o peso dos partidos políticos em cima de cada frase (havia e há uma excepção), hoje o que se nota é que as discussões já nem ocorrem.
Parece, em muitos casos, que há um elefante na sala que nós não queremos ver. Isto acontece, a meu ver, porque estamos perto das eleições regionais, por um lado, mas por outro, porque há uma clara letargia no povo açoreano, como disse o Nuno Barata no Agente Provocador. Ele próprio, no seu Foguetabraze, revela casos que em condições normais teriam que acarretar demissões, mas o que se nota é que as pessoas, os eleitores, não se interessam, pois parece que já se conformaram com o facto que esta história vai acabar com a vitória do PS e por isso não merece a pena lutar, mostar desagrado e até indignação.
Mas terá de ser assim mesmo? Sinceramente, acho que não, acho que há ainda espaço para discutirmos os assuntos que quisermos sem estarmos presos a esse futuro que se diz certo, até porque este não tem, obrigatoriamente, de acontecer. Já passamos os 30 anos de Democracia e já era altura de demonstrarmos alguma maturidade e este espaço virtual que são os blogues deu grandes passos nessa direcção, pena é que a letargia esteja a alastrar também aqui. O facto de no começo este ter sido um espaço de poucos, elitista até, poderá ter ajudado para o ambiente de boas discussões. Porém, nem tudo é mau, a blogosfera açoreana está a crescer, surgindo uma nova vaga de blogues com ideias e com trabalho.
29 julho 2008
A Directiva de Retorno
Nestas últimas semanas o trabalho na Comissão Europeia passa muito pela Directiva de Retorno. As críticas têm sido mais que muitas, na DG Relex, mais precisamente na Unidade de Assuntos Horizontais da América Latina, a Venezuela encabeça a lista de países de onde recebemos mais reparos, na maior parte das vezes sem qualquer razão.
O que é, então, a Directiva de Retorno? Em numerosas comunicações adoptadas no domínio da imigração e asilo durante o período de 2000 a 2007, e nomeadamente na comunicação relativa à política comunitária de regresso dos residentes em situação irregular, de 14 de Outubro de 2002, a Comissão sublinhou que o regresso constitui um elemento importante de uma política comum de imigração e asilo. O “Programa da Haia”, adoptado no Conselho Europeu de Bruxelas de 4 e 5 de Novembro de 2004, reafirmou este ponto de vista e solicitou expressamente o estabelecimento de normas comuns para proceder aos repatriamentos em condições humanas e respeitando plenamente os direitos humanos e a dignidade das pessoas.
A 1 de Setembro de 2005, a Comissão Europeia propôs uma directiva visando aproximar as diferentes condições de recondução às fronteiras (direito de recurso, reconhecimento mútuo das decisões de expulsão, detenção administrativa, interdição do território, ajuda judiciária).
Após três anos de discussão, esta directiva foi aprovada pelos governos dos Estados membros, independentemente de suas sensibilidades políticas, e foi aprovada pelo Parlamento Europeu, na quarta-feira 18 de junho, com 55% dos votos. Portanto, quando dizem que não houve avisos prévios sobre a implementação desta política, há manifesta má vontade.
A 1 de Setembro de 2005, a Comissão Europeia propôs uma directiva visando aproximar as diferentes condições de recondução às fronteiras (direito de recurso, reconhecimento mútuo das decisões de expulsão, detenção administrativa, interdição do território, ajuda judiciária).
Após três anos de discussão, esta directiva foi aprovada pelos governos dos Estados membros, independentemente de suas sensibilidades políticas, e foi aprovada pelo Parlamento Europeu, na quarta-feira 18 de junho, com 55% dos votos. Portanto, quando dizem que não houve avisos prévios sobre a implementação desta política, há manifesta má vontade.
O texto da Directiva consagra uma abordagem comum em termos de luta contra a imigração irregular segundo princípios em conformidade com os direitos humanos. A Directiva reconhece explicitamente, por um lado, que, salvo caso humanitário, todo estrangeiro em situação irregular deve ser alvo de uma decisão de volta ao seu país de origem (ou do país de trânsito ou de um outro país designado pelo estrangeiro) e, por outro lado, que os Estados membros devem tomar todas as medidas necessárias para implementar esta decisão. A possibilidade de detenção de um estrangeiro em situação irregular é reconhecida de maneira excepcional, a partir do momento em que exista um risco de fracasso da medida de expulsão. Trata-se, portanto, do reconhecimento pela norma europeia da detenção administrativa que existe em toda Europa. A Directiva mostra a vontade da Europa de empreender uma política mais eficaz de luta contra a imigração irregular.
O texto prevê uma « interdição de entrada » no território europeu, que pode chegar a 5 anos para os estrangeiros expulsos de forma impositiva ou que não tenha respeitado o prazo de partida voluntária, e mesmo, com mais forte razão, em situações de ordem pública. Esta proibição tem duas vantagens :
- fortalece a eficácia global da luta contra a imigração ilegal pois a expulsão decidida por um Estado membro terá efeito sobre todo o território da UE.
- incentiva o estrangeiro que é alvo de uma medida de retorno a partir voluntariamente.
- fortalece a eficácia global da luta contra a imigração ilegal pois a expulsão decidida por um Estado membro terá efeito sobre todo o território da UE.
- incentiva o estrangeiro que é alvo de uma medida de retorno a partir voluntariamente.
O cidadão de um país não pertencente à UE, mesmo que tenha ingressado clandestinamente no território de um Estado membro, e que tenha pedido asilo nesse Estado, não é considerado em situação irregular até que uma decisão negativa ao seu pedido ou uma decisão que ponha fim ao seu direito de estada como requerente de asilo tenha entrado em vigor.
A Directiva concede 24 meses aos Estados membros para ser efectivada. A obrigação de implementação só será verdadeiramente exercida a partir do fim de 2010. Será preciso então aprovar uma lei, sobretudo para criar a interdição de entrada no território europeu ou ainda para precisar as condições em que a partida voluntária poderá não ser oferecida .
No fundo, esta Directiva tem por objectivo tratar um assunto que assume uma importância cada vez maior no mundo em geral e na Europa em particular. A Europa não pode continuar a receber todos os imigrantes que chegam diariamente, há que impor limites.
28 julho 2008
Alterações Climáticas
Ontem na magnífica cidade de Luxemburgo, a temperatura atingia os 30º, mas caía granizo com enorme intensidade.
23 julho 2008
Defender os Açores na UE
O tempo vai passando e o conhecimento sobre a forma de funcionamento da Comissão e das Instituições Europeias em geral vai melhorando. Como açoreano, interessado na minha região e no seu desenvolvimento, vou dando maior atenção (sempre que posso) às questões que nos dizem maior respeito e a conclusão a que chego invariavelmente é que a Região Autónoma dos Açores não dá a devida importância à sua relação com a UE.
A maior parte dos Governos, sejam nacionais, sejam regionais, têm uma relação, ainda que oficiosa, com os seus concidadãos que trabalham nas Instituições, nomeadamente na Comissão, que é de onde saem muitas das deliberações e conselhos para as decisões que são posteriormente tomadas. Essa relação apela ao sentimento de pertença a um país, ou uma região e esses funcionários estão abertos a colaborar, da forma possível, com os Governos dos seus locais de origem, por forma a defender os seus interesses. Há países que têm um sistema organizativo com os funcionários extremamente bem estruturado, como é o caso da Inglaterra e da obrigatória Espanha, que é um autêntico exemplo de uma invasão silenciosa dos locais de decisão.
Tomemos por exemplo a decisão de redução das 200 milhas para 100 milhas. O processo que levou a essa decisão passou, obrigatoriamente, pela Comissão Europeia. Além de se seguir os trâmites processuais normais (apelar em Tribunal, etc.), havia que esgotar todos os recursos e apelar aos funcionários açoreanos que estão na Comissão, por forma a tentar fazer com que a decisão fosse tomada colocando os interesses dos Açores em primeiro lugar. Entre a forte estrutura organizativa espanhola e a inexistente açoreana (e mesmo portuguesa), não há grande espaço para comparações, mas se a Região optasse por utilizar esse recurso valiosíssimo que são os açoreanos, que estão em posições de altíssimo destaque na estrutura da Comissão, poderíamos sempre dizer que não ganhamos, mas lutamos até ao fim.
Os próprios eurodeputados açoreanos não têm contactos estruturados com os funcionários açoreanos da Comissão, com o objectivo de trabalhar para os interesses dos Açores, o que é também inexplicável, porque, sendo poucos, a unidade deveria ser a nossa grande arma. No fundo, o tal gabinete dos Açores junto da UE em Bruxelas poderia servir de elemento aglutinador dos açoreanos. Mais de 70% da legislação vigente nos Açores terá origem na UE, portanto é fundamental lutar e sermos ouvidos, pelo menos, quando assuntos do nosso interesse directo estão em jogo. Pelo menos que se usem todos os meios que estão ao nosso dispor, basta só vontade política.
A maior parte dos Governos, sejam nacionais, sejam regionais, têm uma relação, ainda que oficiosa, com os seus concidadãos que trabalham nas Instituições, nomeadamente na Comissão, que é de onde saem muitas das deliberações e conselhos para as decisões que são posteriormente tomadas. Essa relação apela ao sentimento de pertença a um país, ou uma região e esses funcionários estão abertos a colaborar, da forma possível, com os Governos dos seus locais de origem, por forma a defender os seus interesses. Há países que têm um sistema organizativo com os funcionários extremamente bem estruturado, como é o caso da Inglaterra e da obrigatória Espanha, que é um autêntico exemplo de uma invasão silenciosa dos locais de decisão.
Tomemos por exemplo a decisão de redução das 200 milhas para 100 milhas. O processo que levou a essa decisão passou, obrigatoriamente, pela Comissão Europeia. Além de se seguir os trâmites processuais normais (apelar em Tribunal, etc.), havia que esgotar todos os recursos e apelar aos funcionários açoreanos que estão na Comissão, por forma a tentar fazer com que a decisão fosse tomada colocando os interesses dos Açores em primeiro lugar. Entre a forte estrutura organizativa espanhola e a inexistente açoreana (e mesmo portuguesa), não há grande espaço para comparações, mas se a Região optasse por utilizar esse recurso valiosíssimo que são os açoreanos, que estão em posições de altíssimo destaque na estrutura da Comissão, poderíamos sempre dizer que não ganhamos, mas lutamos até ao fim.
Os próprios eurodeputados açoreanos não têm contactos estruturados com os funcionários açoreanos da Comissão, com o objectivo de trabalhar para os interesses dos Açores, o que é também inexplicável, porque, sendo poucos, a unidade deveria ser a nossa grande arma. No fundo, o tal gabinete dos Açores junto da UE em Bruxelas poderia servir de elemento aglutinador dos açoreanos. Mais de 70% da legislação vigente nos Açores terá origem na UE, portanto é fundamental lutar e sermos ouvidos, pelo menos, quando assuntos do nosso interesse directo estão em jogo. Pelo menos que se usem todos os meios que estão ao nosso dispor, basta só vontade política.
22 julho 2008
Benfica Campeão 2008/09
Se dúvidas ainda existissem sobre que clube de futebol português tem mais adeptos, desapareceriam por completo nesta altura do ano. A lista de prováveis reforços para o Benfica que diariamente enchem as páginas do principais jornais constitui uma prova conclusiva. Para nós, adeptos, estas notícias são, por um lado, boas, pois enchem-nos de esperança de que teremos uma equipe mais forte na próxima época, mas por outro lado são más, pois demonstram que, novamente, o Benfica não consegue manter a base do plantel e falha naquele que é o principal factor para o sucesso de qualquer equipe de futebol: a estabilidade. No âmbito da estabilidade há, no entanto, um clube que consegue ser ainda pior que o Benfica, o açoreano Santa Clara. Pelo que sei, transitam da época passada apenas 5 jogadores e há 15 "reforços". Não se compreende como os dirigentes ainda não viram que a estabilidade é essencial para o sucesso, assim não vamos lá, prevejo mais um ano de luta para não descer. Espero estar enganado.
Regressemos ao Benfica. De facto, não fosse o facto da equipe ter muitos jogadores novos e estaria muito confiante para a próxima época. Senão vejamos: temos o melhor guarda-redes português, Quim (espero que não contratem o tal espanhol Codina, pois ainda temos o Moreira e não são necessários 3), na defesa, se David Luíz não tiver lesões e se se confirmar a contratação de Meira, teremos uma grande dupla de centrais (se Meira entrar, vende-se o Luizão). Nas laterais, o Léo, mais o Sepsi e o Jorge Ribeiro, dão garantia para a esquerda e para a direita não aceito outro cenário a não ser a contratação de um bom lateral, Belleti (?), com o Nélson a servir de apoio. No meio-campo defensivo, a contratação Yebda já deu mostra de qualidade no primeiro jogo da época e há sempre o Petit e o Katsouranis, se ficar. Nas alas, há o reforço Balboa (direita) que é bom jogador, e o DiMaria (esquerda), mas aqui também falta um reforço, daí que tanto se fale em Drenthe, seria uma excelente opção. Para médio de ataque, há Carlos Martins, que é um jogador cerebral capaz de despedaçar uma defesa com o seus passes e Aimar que é, sem dúvida, um jogadore de classe mundial, mas que para jogar bem precisa estar bem fisicamente, pois é um jogador muito explosivo. Receio que estes dois nunca poderão jogar juntos no esperado esquema de 4-4-2 de Flores, sendo certo que Martins será o sacrificado em condições normais. Finalmente no ataque, temos aquele que é para mim o melhor avançado em Portugal, Cardozo (é melhor que Liedson e diferente de Lisandro), mas é necessário outro reforço para o acompanhar, Nuno Gomes não serve, Makukula é o mesmo género de jogador que Cardozo, mas pior e Mantorras é mentira.
Em conclusão, aquilo que se vai lendo e que vai vendendo nos jornais reflecte as necessidades do Benfica: um lateral direito, um extremo esquerdo e um avançado.
Quanto a Sporting e FCPorto, os rivais do quarto de banho da 2ª circular apostam, e bem, na continuidade, com reforços que já conhecem o futebol português. Caso Veloso e Moutinho se mantenham, o Sporting terá melhor equipe que no ano passado, só não se compreende a aquisição do pior jogador de todos os tempos: Postiga. Quanto ao Porto, com a mais que certa saída de Quaresma, a equipe fica mais fraca e quanto aos reforços, não parecem ser de grande qualidade, o Rodriguéz terá a pior época da sua carreira. Ou seja, Benfica e Sporting discutirão o título até ao fim, com o Glorioso a levar a melhor. O Porto acabará em 6º ou 7º, o que será muito bom, dado que deveriam ter descido de divisão, por via da corrupção...mas isso é outra história.
15 julho 2008
They say jump, you say how high

Conquistaram-me definitivamente quando em 1992 lançaram o seu primeiro disco de originais. Com a voz e letras de Zack e as guitarradas estridentes de Morello, é impossível ficar indiferente ao som dos RATM...é possível, isso sim, gostar e por vezes até exagerar do seu som e não desenvolver uma mentalidade anti-sistéma. Estão de volta, e ainda bem porque os Audioslave foram um erro....aqueles 4 estão bem é uns com os outros.
...
AIDS is killing the entire African nation
And the vaccine is still supposedly under preparation
But these governments, they don't mind the procrastination.
They say we'll kill them off, take their land and go there for vacation
A Playlist está, excepcionalmentre, com o autostart desligado, para não assustar os mais incautos.
14 julho 2008
Funchal-Lisboa por €86
O blogger Legoman partilhou isto connosco na caixa de comentários do postal imediatamente anterior. Dada a importância do assunto e por ser algo que a nós, açorianos, diz alguma coisa, aqui fica a notícia:
A rota em questão começa a operar a partir do próximo dia 27 de Outubro e pode-se viagar do Funchal para Lisboa e regressar por €85.98 (preço final).
11 julho 2008
SATATAP à Carteira dos Açorianos
A subida desenfreada dos preços dos combustíveis está a fazer com que certos oportunistas se aproveitem da situação. O truque é fácil: por exemplo, o preço do petróleo sobe 10% e eles aumentam o seu preço em 20%. É uma situação inaceitável e éticamente condenável.
Mas muito pior é quando este truque é utilizado por empresas públicas que têm o monopólio do serviço que vendem, como é o caso da SATA/TAP. Segundo o deputado do PP, Artur Lima, a taxa de combustível nas passagens aéreas entre os Açores e continente subiu 650%, enquanto o petróleo subiu no mesmo período 100%.
O conluio entre SATA e TAP para extorquir os açorianos está a atingir níveis surreais.
Parlamento - Tasca
Não gosto do estilo de José Sócrates nos debates parlamentares, é malcriado, arrogante (isso já todos sabíamos) e não tem qualquer respeito pelos seus adversários políticos. A sessão do Estado da Nação de ontem foi apenas mais um exemplo; quando fala, Sócrates, usa expressões como "tome tento na língua", "eu não lhe admito", "você não sabe do que fala". Quando se assiste aos debates parlamentares, parece que estamos perante uma qualquer discussão numa tasca. É possível ter trocas de argumentos com alguma cordialidade e se há local onde isso devia acontecer, esse local é o Parlamento.
A verdade é que este tipo de comportamento é igual na maior parte dos nossos representantes, mas Sócrates, por ser o centro das atenções e por ser o líder do Governo, deveria ter alguma contenção, no entanto parece que estes factores só o fazem ser ainda mais agressivo.
09 julho 2008
Portugal e as Energias Renováveis

Sem reservas naturais de petróleo, gás natural ou carvão e sem optar pela energia nuclear, Portugal procura nas fontes renováveis uma alternativa para a produção de energia. A energia solar está cada vez mais próxima de ser viável economicamente, na última Feira de Industria Solar, que teve lugar em Munique, a ideia generalizada entre os especialistas era que o tão procurado sonho de "grid parity" - onde electricidade proveniente do sol pode ser produzida tão barata quanto pode ser comprada da rede - está apenas a uns anos de distância. E isto poderá ser muito bom não só para empresas, como para privados, que poderão produzir a sua própria energia e vender à rede.
Tendo estes factores em conta e fazendo uso da grande exposição solar que certas áreas do continente português têm, Portugal investiu, e bem, €237.6 millhões, na maior central fotovoltaica do mundo, na Amareleja, Alentejo. Espera-se que no final deste ano, quando estiver a produzir no máximo, esta central possa abastecer, de forma limpa, cerca de 30.000 casas.
Mas a opção pelas energias renováveis não se ficam pelo sol, na Póvoa do Varzim desenvovle-se um projecto para aproveitar as ondas do mar. Utilizando a tecnologia Pelamis, a central de conversão de energia de ondas em electricidade, será a base para o primeiro parque deste género a nível mundial e terá a capacidade para abastecer 20.000 casas.
Há ainda a aposta na energia eólica em Viana do Castelo que, com um investimento total na ordem dos €1.47 mil milhões, espera-se que venha a criar 1800 postos de trabalho directos na região e mais 5500 nos primeiros 6 anos de existência. Este enorme projecto prevê a construção de qualquer coisa como 7 fábricas e 48 parques eólicos que produzirão cerca 1200MW.
Como se vê Portugal está na vanguarda do melhor que se vai fazendo na Europa em termos de energias renováveis. Estas poderão ainda não ser tão rentáveis como, por exemplo, a energia nuclear, mas dão garantias de uma certa independência para o futuro incerto que se aproxima.
Para os que dispõem de outras fontes, como é o caso da Geotermia, é aproveitar e investir.
04 julho 2008
03 julho 2008
Pseudo-intelectualismo em tempo de crise de meia idade

Sei bem que o estilo de música que escolho para a playlist não é do agrado da larga maioria das pessoas. Basta ver os tops para percebermos que a malta prefere Tonys Carreiras e Nels Monteiros. Como facilmente se pode comprovar não partilho daqueles gostos. Mas se há algo subjectivo neste mundo são gostos, por isso longe de mim qualificar quem gosta dos Carreiras como gente com "mentes pouco ou nada habituadas a ser usadas para funções normais que são as de pensar, de incorporar novos conhecimentos (...)".
Profª Brasil, "estupidez e ignorância" é tudo menos os seres humanos que aqui vivem preferirem o Indiana Jones e não a passagem a filme de uma obra de Garcia Márquez, que aliás a crítica foi quase unânime em considerar mau.
Pela profª era aplicar a técnica Ludovico, tal como ao Alex deLarge na Laranja Mecânica, não era?
Uniões entre pessoas do mesmo sexo
Já começam as vozes iradas contra as afirmações [corajosas] de Manuela Ferreira Leite em relação ao tema das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Não concordo com todas as posições de MFL nesta matéria, mas num aspecto estou em total acordo: nomes diferentes devem ser atribuídos a situações diferentes e, por muito que não se queira, uma união entre pessoas do mesmo sexo não é o mesmo que uma união entre pessoas de sexo diferente. À última chama-se ‘casamento’, sempre assim foi, muito embora a definição de ‘casamento’ tenha sofrido mutações ao longo dos tempos, num aspecto nunca mudou, foi sempre entre pessoas de sexo diferente. Há, portanto, uma diferença fundamental, que deve ser reconhecida. No entanto, esta parece ser uma faceta de menor importância da discussão. Aliás, só posso compreender a insistência nesta parte da discussão no âmbito do cariz fortemente provocatório que certos movimentos assumem.
O mais importante devem ser os direitos e deveres e aqui estou em desacordo com MFL. Acho que não se deve discriminar ninguém devido à sua orientação sexual. Deste modo, nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, os parceiros devem ter todos os direitos e regalias fiscais que têm os das uniões entre pessoas de sexo diferente. Aliás, penso que é algo que já vigora em Portugal.
Esta discussão só assume um nível verdadeiramente preocupante quando se fala em adopção, porque até aqui parece que com um pouco de bom-senso de ambas as partes pode-se atingir um consenso através de cedências de parte a parte. Mas a adopção já inclui na discussão uma terceira pessoa que, ao contrário dos membros dos casais [sejam de pessoas do mesmo sexo, ou de sexo diferente], não está na equação fruto dos seus próprios actos. Em relação à adopção devemos, portanto, ser muito prudentes. No entanto, não me foi ainda apresentado nenhum argumento suficientemente forte que me faça ser contra a adopção por parte de pessoas do mesmo sexo. Sejam pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente, o importante mesmo é que tenham a capacidade de educar a criança.
O mais importante devem ser os direitos e deveres e aqui estou em desacordo com MFL. Acho que não se deve discriminar ninguém devido à sua orientação sexual. Deste modo, nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, os parceiros devem ter todos os direitos e regalias fiscais que têm os das uniões entre pessoas de sexo diferente. Aliás, penso que é algo que já vigora em Portugal.
Esta discussão só assume um nível verdadeiramente preocupante quando se fala em adopção, porque até aqui parece que com um pouco de bom-senso de ambas as partes pode-se atingir um consenso através de cedências de parte a parte. Mas a adopção já inclui na discussão uma terceira pessoa que, ao contrário dos membros dos casais [sejam de pessoas do mesmo sexo, ou de sexo diferente], não está na equação fruto dos seus próprios actos. Em relação à adopção devemos, portanto, ser muito prudentes. No entanto, não me foi ainda apresentado nenhum argumento suficientemente forte que me faça ser contra a adopção por parte de pessoas do mesmo sexo. Sejam pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente, o importante mesmo é que tenham a capacidade de educar a criança.
27 junho 2008
The World - Dubai

O aumento dos preços dos combustíveis não é mau para toda a gente. Por exemplo, a rapaziada do Dubai anda a investir os seus milhões a construir ilhas, já havia as palmeiras agora é o mundo. Diz que é environmentally friendly e diz que está na moda passar férias lá. Uma coisa é certa, eles podem fazer as ilhas que quiserem, mas o homem não consegue construir ilhas como os Açores. Mas eles tentam e constroem, nós pelo menos não devemos destruir.
26 junho 2008
O Documentário

O documentário Joy Division é indíspensavel para qualquer pessoa que goste minimamente da banda. Não se aprende nada de novo, é certo, a história já foi contada vezes sem conta, mas este filme traz uma ou outra novidade (pelo menos para mim) em termos de actuações ao vivo e uma...sessão de hipnotismo ao próprio Curtis. Ah, e fica definitivamente comprovada a importância Martin Hannet no som da banda.
A playlist está recheada de raridades e com o obrigatório Decades.
23 junho 2008
Futebol, drogas e votações
Com o afastamento precoce da selecção portuguesa do Europeu de futebol, já não faz muito sentido manter a votação. Por isso aqui ficam os resultados.
Portugal obteve 40% dos votos, a Itália 20%, Alemanha e Holanda 13%, Espanha 7%, Grécia 4%. A Turquia e a Rússia não faziam parte da lista de favoritos, tenho muita pena. Quer isto dizer que a Alemanha vai ser campeã.
Pode-se sempre usar a imaginação, como a Blueminerva genialmente fez:
And now for something completely different, ou então, talvez não, a nova pergunta é: Legalizar 'drogas leves' (cannabis e haxixe), sim ou não?
Pois, sim!
22 junho 2008
Joy Division - The Documentary

Ao contrário de Control, de Anton Corbijn, que se centrou [em excesso] na vida de Ian Curtis, o filme Joy Division - The Documentary, de Grant Gee, promete mostrar o percurso da banda. Ou seja, deve ser mais apelativo para os fãs.
Aqui e com um bocadinho de paciência (se não forem assinantes deste serviço, pode levar, no máximo, um par de dias) podem baixar o filme. Eu já vou a meio caminho...depois digo se vale a pena.
Lets look at the trailer:
Crise de liderança
As reacções dos principais partidos e intervenientes da política portuguesa depois do ‘não’ irlandês, dividem-se entre: “o Tratado está morto” e “o Tratado não está morto”. A mim pouco me interessa se este Tratado está ou não morto, o que interessa é que grande parte das medidas nele incluídas passem à realidade.
Agora, há duas questões que estão cada vez mais evidentes: 1) as populações estão contra o Tratado. Não interessa se estão contra o que está dentro do Tratado, ou contra a forma como todo o processo foi conduzido, a verdade é que há um grande descontentamento, que é transversal a toda a Europa e não há a mínima hipótese de avançar com as reformas necessárias ao melhor funcionamento da EU, se for feito contra a vontade das populações. E isto leva-nos à segunda questão: os actuais líderes europeus são muito fracos, pois não tiveram a capacidade de antever este resultado, depois do referendo em França. Deveriam ter compreendido o ‘não’ francês como um sinal claro que o necessário processo de transformação da EU deveria ser feito com maior cautela e com passos mais pequenos, porém, seguros. O Tratado de Lisboa é enorme, de difícil compreensão e não era preciso um grande génio para antever que as populações não iriam aprovar algo que não compreendem. A ambição pessoal de alguns dos líderes é a principal causa desta situação, quiseram ficar na História como aqueles que conduziram a Europa a um papel de grande influência internacional (coisa que ainda não tem). Saiu-lhes o tiro pela culatra...ainda bem.
Actualmente, deverá haver Robert Shumans por essa Europa fora, prontos para encontrarem soluções viáveis para a Europa, ao lado do interesse das populações, mas esses dificilmente sobrevivem no panorama político-partidário que conduz ingenheiros a Primeiro-Ministro.
Agora, há duas questões que estão cada vez mais evidentes: 1) as populações estão contra o Tratado. Não interessa se estão contra o que está dentro do Tratado, ou contra a forma como todo o processo foi conduzido, a verdade é que há um grande descontentamento, que é transversal a toda a Europa e não há a mínima hipótese de avançar com as reformas necessárias ao melhor funcionamento da EU, se for feito contra a vontade das populações. E isto leva-nos à segunda questão: os actuais líderes europeus são muito fracos, pois não tiveram a capacidade de antever este resultado, depois do referendo em França. Deveriam ter compreendido o ‘não’ francês como um sinal claro que o necessário processo de transformação da EU deveria ser feito com maior cautela e com passos mais pequenos, porém, seguros. O Tratado de Lisboa é enorme, de difícil compreensão e não era preciso um grande génio para antever que as populações não iriam aprovar algo que não compreendem. A ambição pessoal de alguns dos líderes é a principal causa desta situação, quiseram ficar na História como aqueles que conduziram a Europa a um papel de grande influência internacional (coisa que ainda não tem). Saiu-lhes o tiro pela culatra...ainda bem.
Actualmente, deverá haver Robert Shumans por essa Europa fora, prontos para encontrarem soluções viáveis para a Europa, ao lado do interesse das populações, mas esses dificilmente sobrevivem no panorama político-partidário que conduz ingenheiros a Primeiro-Ministro.
Hiddink, excelente opção para a Selecção

Ora aí está uma excelente opção para a sucessão de Scolari, Guus Hiddink. E não é só pela fantástica vitória de ontem sobre a Holanda, nem pela forma como alterou a equipe russa depois da derrota com a Espanha, mostrando uma capacidade de encontrar soluções tácticas dentro do plantel, é por toda a sua carreira. Senão vejamos:
- Hiddink construiu a equipe do PSV que entre 87 e 90 venceu três campeonatos da Holanda e uma Taça dos Campeõs Europeus, às custas do Benfica (recordo-me bem do baile que levamos durante os 120 minutos); tem imensos títulos de campeão da Holanda, levou a Coreia do Sul às meias finais do Mundial '02 e a Austrália (imagine-se) a passar a fase de grupos do Mundial '06.
Sempre com um futebol de ataque, mas, como se vê, apresentando resultados.
Já agora, o Benfica que contrate o Arshavin.
21 junho 2008
Há quem não compreenda que...
Eu acrescentaria que não é só 'manifs', também blogues, ou qualquer outra forma de expressar a opinião.
Baixar o imposto sobre combustíveis não é solução, é apenas fuga para a frente.
19 junho 2008
Notas para o fim
Portugal está fora do Europeu. Desta vez até nem encontro quase nada a apontar a Scolari e a maior parte dos próprios jogadores estiveram bem. O terceiro e decisivo golo dos alemães é precedido de uma clara falta. Neste tipo de jogo os mais pequenos erros pagam-se caros e foi o que aconteceu, no 1º golo é Paulo Ferreira que não acompanha a galopada de Schweinsteiger, no 2º golo as culpas podem ser repartidas entre o jogador que marcava Klose (penso que era Ronaldo) e Ricardo e no 3º golo as culpas são do árbitro e.....do Ricardo. Na análise ao último jogo, avisei para o facto do Ricardo ser péssimo nas saídas e que isso poderia sair muito caro a Portugal, foi isso que aconteceu. Mesmo com a falta no 3º golo e com a falha de marcação no 2º, Ricardo fica muito mal em ambos os lances, muito mal mesmo. E aí a culpa também tem que ser de Scolari, que o escolheu como o "seu" guarda-redes. Se tem assim tanta confiança nele, que o leve para o Chelsea, para o lugar do Cech.
Não há muito mais a dizer, mas cá vão as pontuações.
Ricardo: péssimas sáidas, tem culpas nos 2 últimos golos. 2
Bosingwa: esteve neste Europeu numa forma incrível, esteve outra vez muito bem a atacar hoje, menos bem a defender; no 1º golo permite que o cruzamento seja feito. 6
Pepe: é um defesa fantástico, extremamente competitivo e com um físico impressionante. Ele, mais que todos, deve ficar desolado ao ver a desgraça que está na baliza. 7
Ricardo Carvalho: não esteve tão bem neste Europeu, como seria de esperar. Ainda assim, hoje fez uns cortes à sua maneira e esteve bem. 7
Paulo Ferreira: a posição de defesa esquerdo é a grande lacuna de Portugal. Ferreira faz o que pode, mas não é suficiente. Desde que Mourinho deixou de ser seu treinador, como que deixou de saber jogar futebol. Estranho? Talvez não. Podia ter feito mais no 1º golo alemão.5
Petit: já não é o mesmo jogador de há 4 anos atrás, mas esperava mais dele neste Europeu. 6
Moutinho: os europeus ficaram a conhecer um grande jogador. Sporting, diz adeus. Neste jogo falhou uma ocasião incrível e saíu lesionado. 4
Deco: apresentou-se muito bem fisicamente neste Europeu e isso, para ele, é essencial para mostrar todo o seu valor. Hoje foi o melhor "português". 7
Simão: parece que o Simão que jogava e fazia jogar o Benfica não aparece na Selecção e isso sim é estranho. Contra a Alemanha, até marcou um canto directamente para fora. 5
Cristiano Ronaldo: o que foi dito para Deco, serve para Ronado, mas no inverso, ou seja, fruto da longa e dura época que teve ao serviço do Man United, apresentou-se muito débil fisicamente, via-se que queria fazer mais, mas não conseguia. Hoje, teve uma ocasião de rematar livre à entrada na área, que não aproveitou. Com um Ronaldo no seu melhor, era golo na certa. 6
Nuno Gomes: deu tudo o que tinha e que não tinha. Na 1ª parte, por estar mais fresco, ainda causou algum incómodo aos defesas alemães...e marcou um golito. Na 2ª parte perdeu quase todos os duelos. 6
Raúl Meireles: entrou bem no jogo e cumpriu defensivamente, mas no ataque fez uns quantos remates disparatados. 6
Nani: é capaz de enervar até o mais paciente dos adeptos, com aquelas fintas e mais fintas que, na maior parte das vezes, não dão em nada. Uma das vezes deu em alguma coisa e fez um cruzamento certinho, daqueles que era preciso ter feito mais vezes. 6
Postiga: o cruzamento do Nani é, de facto, excelente e é aquilo que se pode chamar "meio golo", portanto Postiga não fez mais do que devia naquela ocasião. Mantenho a minha opinião: Postiga é o pior jogador dos 23 portugueses e talvez o pior de todos os jogadores que estão neste Europeu. 4
Scolari: no Euro 2004, usou a equipe do Porto de Mourinho, reforçada com jogadores como Figo ou Pauleta, mas foi preciso perder com a Grécia para perceber isso. Ele, Scolari, perdeu contra a Grécia na final, ao colocar um Ronaldo inexperiente na posição de ponta de lança. No Mundial '06 a sorte esteve novamente do seu lado, quando no jogo contra a Inglaterra, Rooney é expulso, senão o mais certo era Portugal perder. Neste Europeu, já não se esperava muito dele, a não ser manter as suas fixações. Foi o que fez, uma delas foi-nos fatal: Ricardo. Depois houve os incidentes todos que sabemos, que culminaram com esta palhaçada do anúncio que vai para o Chelsea a meio do Euro. Por isto tudo, fico feliz por saber que vai embora. Nota final para Scolari só não é negativa porque foi ele o treinador que levou a Selecção a uma Final, uma meia-final e uns quartos de final. 5.
15 junho 2008
Portugal - Suíça (notas dos jogadores)
O treinador suíço, Kobi Kühn, disse, simpaticamente, antes do jogo, que Portugal não tem uma segunda equipe. A verdade é que tem e isso ficou bem provado hoje. À partida parecia que a equipe tinha sido, como de costume, mal montada por Scolari (e foi, de facto), com um trio de meio-campo ultra-defensivo, incapaz construir jogo atacante. Mas, a opção de Scolari começou a fazer sentido à medida que o jogo foi seguindo. Scolari teve que colocar 3 trincos porque Quaresma simplesmente não defende e Postiga simplesmente não existe. O erro de Scolari foi ter optado por um 11 quase todo novo. Um erro se tivermos em conta apenas este jogo, mas se tivermos em conta o resto do Campeonato, poderá vir a fazer sentido. Assim o esperamos.
Como jogaram, então, os jogadores portugueses hoje?
- Ricardo, mais uma péssima exibição. Saídas a cantos e cruzamentos é mentira. Parece que fez algumas boas defesas, mas não fez, também foram mentira, foram as chamadas "defesas para a fotografia". Receio, sinceramente, que Ricardo venha a perdição para Portugal. 4
- Miguel, jogou ao nível do resto da equipe, ou seja, mal. Teve a agravante de ter feito dois atrasos que poderiam ter sido comprometedores. 5
- Pepe, tem uma capacidade física impressionante. Fez um bom jogo, mas precisaria de rever o 1º golo suíço para saber quem falhou na marcação ao avançado que fez a assistência para Yakin. 7
- Bruno Alves, em Portugal dá pancadaria que nunca mais acaba, mas em jogos internacionais porta-se bem. É, por isso, esperto. O mesmo em relação a Pepe, é preciso ver quem falhou na marcação no 1º golo. 6
- P. Ferreira, entrada violenta que merecia expulsão. Foi bem substituído. 3
- Fernando Meira, jogou mal numa posição onde já não joga (regularmente) desde os tempos de Benfica. Na minha opinião, não há penalty. 5
- Raúl Meireles, o meio-campo não funcionou, por isso aqueles 3 jogadores foram sub-aproveitados. Eu, a sério, vi o Raúl um par de vezes durante o jogo no ataque, o que é muito pouco. 5
- Miguel Veloso, não compreendi bem se Scolari queria que ele fizesse o papel de Deco. Se era isso, foi um erro colossal, maior que todos os outros. Veloso não tem a rapidez de processamentos necessária à posição, por isso, no Sporting, joga mais atrás, onde tem muito mais espaço. Veloso é uma espécie de Pirlo, comanda todo o jogo atacante da sua equipe a partir da posição de trinco. 5
- Nani, foi o melhor português em campo, lutou contra a maré, sofreu entradas violentas e tentou empurrar a equipe para a frente, ora do lado esquerdo, ora do lado direito. Falhou uma ocasião flagrante, por isso tem apenas 7.
- Quaresma, não vale a pena elaborar muito sobre o Quaresma. Ele tem que sair urgentemente do Porto e ir jogar num campeonato mais competitivo e de preferência onde tenha um treinador que o ponha na linha. Neste jogo, era inacreditável o seu desinteresse quando Portugal perdia a bola. 4
- Postiga, é o pior jogador deste lote de 23. Não há palavras para o descrever, é mau de mais para ser, sequer, jogador de 1ª Divisão de Portugal, quanto mais titular da Selecção num Europeu. Não compreendo como é repetidamente convocado, tem que haver razões que desconhecemos. O Sporting fez mais uma asneira ao contratar esta abécula. 3
- Jorge Ribeiro, nota-se que não está no seu ambiente a jogar nestes palcos. O jogo e as condições em que em entrou também não eram fáceis. Ainda assim, não jogou mal. 6
- João Moutinho, entrou e Portugal sofreu o 1º. No entanto, mudou, definitivamente, o jogo português. Está, e bem, no 11 titular. 6
- Hugo Almeida, novamente entrou tarde. Se Scolari queria ter deixado Nuno Gomes no banco, era Almeida que devia ter jogado no seu lugar. Não teve tempo para mostrar nada, mas é um bom jogador. 5
O melhor em campo foi o médio suíço Inler.
As notas de Fiat Lux, aqui.
Sim ao Tratado de Lisboa
O ‘não’ irlandês ao Tratado de Lisboa não foi assim tão surpreendente, já se sabia que num referendo desta natureza, tudo estaria em jogo, menos o Tratado de Lisboa. Pode ser visto como surpreendente apenas porque se há país que soube e bem aproveitar os benefícios de fazer parte da União, esse país foi a Irlanda. No entanto, compreende-se que os eleitores tenham votado ‘não’; nada mais fácil para os detractores da União Europeia, do que fazer campanha negativa, evidentemente que não falam do Tratado, nem tão pouco, da própria União Europeia, pois ficariam sem argumentos, usam, isso sim, a situação interna do país, afectada como todos os outros pela crise internaciona. E isso é, no mínimo, eticamente errado. Adiante, porque o tempo é de pensar no futuro.
O Tratado de Lisboa não é, de facto, de fácil compreensão, outra coisa não seria de esperar quando se está a negociar entre 27 Estados-membros. Mas o que traz o Tratado de Lisboa de novo à União? Em 1º lugar o lugar de Presidente, este é um dado muito importante para o funcionamento da União, acabaram-se as presidências rotativas, que muitas vezes são um obstáculo ao fluir da União. A presidência eslovena, que acaba agora o seu mandato, foi disso exemplo, uma nação recente com pouca experiência na área da diplomacia, pouco mais podia ter feito. Outra nova posição seria a do Alto Representante, que iria unir as funções que actualmente Solana e Ferrero-Waldner exercem. Novamente, esta é uma medida muito importante para que a União tenha uma única voz forte nas relações internacionais. Esta nova figura teria um papel de extrema importância para fazer projectar os nobres valores da EU no mundo, em áreas como o Ambiente, alterações climáticas, energia, migrações, etc.
Depois havia a Carta dos Direitos Fundamentais, que passaria a ser vinculativa a todos os Estados-membros. Havia também a iniciativa dos cidadãos, onde a Comissão seria obrigada a considerar qualquer proposta que tivesse sido assinada por um mínimo de um milhão de cidadãos.
Mais poder para os Parlamentos nacionais, por onde toda a legislação da EU teria de passar e onde os deputados teriam o direito de opinar sobre o assunto em questão. Mais poder para o Parlamento Europeu e redução no seu número de deputados. Com o Tratado de Lisboa, o PE passaria a ter o direito de co-decisão, com o Conselho em todas as áreas, ao contrário de actualmente. A redução do número de deputados seria também uma boa medida, no entanto para os Açores isso poderia significar a redução dos nossos representantes, seria uma boa altura para se voltar a falar num círculo açoreano. A Comissão também passaria a ser mais pequena, nem todos os países teriam o seu Comissário. Evidentemente, isto poderia querer dizer que Portugal deixasse de ter um Comissário, em certas alturas, mas seria em nome de um melhor funcionamento da EU, de combate à máquina burocrática que é cada vez maior, devido ao alargamento. São essas as grandes preocupações de quem é contra o Tratado, não são? Combater a burocracia, aproximar os cidadãos.
Por falar em democraticidade, a redistribuição do peso de voto de cada Estado-membro seria um passo na melhoria do deficit que há nesta área. Portugal, com os seus 10 milhões de habitantes, até nem sairia muito mal no acordo. Mas o preço para a melhoria do deficit democrático teria de passar por um acordo destes. Falar em unanimidade com 27 Estados-membros é um absurdo, com excepção apenas para áreas específicas como Defesa.
Foi a tudo isto que a Irlanda disse ‘não’, num referendo que jamais poderia ter tido lugar. O Plano B, prossegue dentro de momentos, e obrigatoriamente com as medidas do Tratado de Lisboa, a bem da Europa e de todos os Europeus.
O Tratado de Lisboa não é, de facto, de fácil compreensão, outra coisa não seria de esperar quando se está a negociar entre 27 Estados-membros. Mas o que traz o Tratado de Lisboa de novo à União? Em 1º lugar o lugar de Presidente, este é um dado muito importante para o funcionamento da União, acabaram-se as presidências rotativas, que muitas vezes são um obstáculo ao fluir da União. A presidência eslovena, que acaba agora o seu mandato, foi disso exemplo, uma nação recente com pouca experiência na área da diplomacia, pouco mais podia ter feito. Outra nova posição seria a do Alto Representante, que iria unir as funções que actualmente Solana e Ferrero-Waldner exercem. Novamente, esta é uma medida muito importante para que a União tenha uma única voz forte nas relações internacionais. Esta nova figura teria um papel de extrema importância para fazer projectar os nobres valores da EU no mundo, em áreas como o Ambiente, alterações climáticas, energia, migrações, etc.
Depois havia a Carta dos Direitos Fundamentais, que passaria a ser vinculativa a todos os Estados-membros. Havia também a iniciativa dos cidadãos, onde a Comissão seria obrigada a considerar qualquer proposta que tivesse sido assinada por um mínimo de um milhão de cidadãos.
Mais poder para os Parlamentos nacionais, por onde toda a legislação da EU teria de passar e onde os deputados teriam o direito de opinar sobre o assunto em questão. Mais poder para o Parlamento Europeu e redução no seu número de deputados. Com o Tratado de Lisboa, o PE passaria a ter o direito de co-decisão, com o Conselho em todas as áreas, ao contrário de actualmente. A redução do número de deputados seria também uma boa medida, no entanto para os Açores isso poderia significar a redução dos nossos representantes, seria uma boa altura para se voltar a falar num círculo açoreano. A Comissão também passaria a ser mais pequena, nem todos os países teriam o seu Comissário. Evidentemente, isto poderia querer dizer que Portugal deixasse de ter um Comissário, em certas alturas, mas seria em nome de um melhor funcionamento da EU, de combate à máquina burocrática que é cada vez maior, devido ao alargamento. São essas as grandes preocupações de quem é contra o Tratado, não são? Combater a burocracia, aproximar os cidadãos.
Por falar em democraticidade, a redistribuição do peso de voto de cada Estado-membro seria um passo na melhoria do deficit que há nesta área. Portugal, com os seus 10 milhões de habitantes, até nem sairia muito mal no acordo. Mas o preço para a melhoria do deficit democrático teria de passar por um acordo destes. Falar em unanimidade com 27 Estados-membros é um absurdo, com excepção apenas para áreas específicas como Defesa.
Foi a tudo isto que a Irlanda disse ‘não’, num referendo que jamais poderia ter tido lugar. O Plano B, prossegue dentro de momentos, e obrigatoriamente com as medidas do Tratado de Lisboa, a bem da Europa e de todos os Europeus.
Parabéns Blue...Prenda Red
Hoje, dia 15 de Junho, é o aniversário da blogger mais irreverente e bem-humorada da rede. Conheço-a apenas como Blueminerva, mas sei que tem por base a Pérola do Atlântico, que tem admiradores anónimos, que usa e abusa dos cremes e que a sua perdição são os sapatos. Por isso, cara Blueminerva, tal como prometido, aqui fica a prenda (infelizmente apenas) virtual: um par de red Choos.
Congrats!
11 junho 2008
Portugal - Republica Checa (pontuações)
Em resposta ao exercício proposto pelo blogger Fiat Lux, aqui ficam as minha pontuações (de 0 a 10) aos jogadores de Portugal, no jogo contra a Republica Checa. Foi um bom espectáculo dado pelas duas formações, mas no fim a maior qualidade portuguesa veio ao de cima.
Ricardo: péssimas saídas nos cantos, uma verdadeira agonia. Fez uma grande defesa e só por isso não tem nota negativa, 6.
Bosingwa: mais um grande jogo do lateral, igual ao que conhecemos, ou seja, melhor a atacar que a defender. 8
Pepe: seguro, mas com um par de desantenções, que noutros casos podem ser fatais, 7
Ricardo Carvalho: o líder da defesa, não está ainda ao seu melhor, 7
Paulo Ferreira: fora da sua posição, pode apenas ambicionar a não comprometer, foi o que fez, 7
Petit: Essencial na estratégia (se é que existe) de Scolari. O que lhe falta em velocidade, sobra
em entrega, 7
João Moutinho: Tal como o resto da equipe, não esteve tão bem como no jogo contra a Turquia. Ainda assim, fez um bom jogo, enquanto esteve em campo, 7
Deco: Parece que está mais fresco que os restantes colegas, talvez devido ao facto de não ter jogado muito pelo Barcelona esta época. E quando está bem fisicamente, comanda todo o jogo de ataque, 8
Simão: Discreto e com a mania que é quem marca os livre todos, 6
Cristiano Ronaldo: Não fez quase nada durante todo o jogo, agarrou-se muito à bola, não conseguiu fazer um drible com sucesso. Ainda assim, marcou um golo e fez uma assistência, é o suficiente para ter um 8 e ser, para mim, o melhor em campo.
Nuno Gomes: É ingrata a sua função, já o era para o Pauleta. Mas o Pauleta marcava, o Nuno Gomes não. Às vezes dá pena vê-lo em campo, mas é útil à equipe, permite que os jogadores de meio campo tenham mais espaço, 7
Meira: Entou para seguir Koller (parece-me) e como o gigante checo não fez nada, fez o que se lhe pediu, 6
Hugo Almeida: antes não tivesse visto nada dele e não teria, por isso, pontuação. Mas vi e não foi bom, 3
Quaresma: Entrou, tentou fazer os seus truques, não deu em nada, porque o Quaresma é bom apenas para consumo interno. Marcou um golo, pois marcou, mas eu também marcava aquele golo, 4
Barril a 250
O director da maior empresa de energia do mundo, a Gazprom, fez uma declaração, que apesar de já não ser surpreendente, é preocupante. Alexey Miller afirma que no futuro próximo o barril de petróleo atingirá a fantástica marca de 250 USD. Pode-se falar em especulação, como é evidente, mas a conclusão que devemos chegar deve ser mais abrangente: todos nós temos que alterar o nosso estilo de vida, porque somos muito dependentes do petróleo e seus derivados. Teremos que forjar um novo paradigma de mobilidade, onde o automóvel privado não seja a peça central, tal como é hoje.
10 junho 2008
Os blogues mais vistos
A lista dos blogues portugueses com mais visitas por dia é, no minimo, surpreendente. Sendo certo que é actualizada diariamente e que por isso há oscilações, a verdade, porém, é que são (quase) sempre os mesmos que estão no top 25.
Então vejamos, hoje está em 1° lugar um blogue que se chama-se Obvious, com o sub-título "Um olhar mais demorado", devo dizer que não tive tempo para olhares demorados, mas aquilo que vi não justifica uma média de 25.552 visitas por dia. A lista prossegue com o Lista 10, o nome diz quase tudo, com a média de 11.609 visitas por dia. Depois segue-se um blogue que se chama Domelhor, o jornalismo do cidadão, o Ha Vida em Markl e o Gaijas da TV. Só em 6° lugar surge um blogue, vá lá, sério: Abrupto e em 11° o Blasfémias, entre eles há um blogue sobre wresteling e o obrigatório E Deus Criou a Mulher (agora no Sapo).
Se formos ver a lista completa, ficamos a saber que, por exemplo, o 31 da Armada e o Causa Nossa estão em 34° e 33°, respectivamente, o Câmara de Comuns está em 128°, O País do Burro em 181° e....enfim, a Máquina de Lavar está em 493°, entre 1488 blogues com visitas. Aliás, que eu tenha conhecimento, este é o único blogue feito nos Açores representado na lista, por isso deixo o repto aos "decanos" da blogosfera regional, para se inscreverem no Weblog.
09 junho 2008
Adorable
Na Playlist, 6 temas de Adorable, banda conotada com o movimento shoegazing britânico dos anos '90. Com origem em Coventry, os Adorable tinham na voz de Piotr Fijalkowski (semelhante a Peter Murphy) o seu principal cartão de visita.A verdade é que nos Açores, nos anos '90, poucos eram os carros que tinham leitor de cd, por isso os Adorable estavam numa k7, permitindo assim ser a banda sonora de muita viagem nocturna nas ruas de S. Miguel.
08 junho 2008
07 junho 2008
Steve Albini
Steve Albini é o nome comum a toda a música que está na Playlist. Albini produziu todos os discos de Electrelane, Breeders ou Scout Niblett, bem como os primeiros trabalhos de PJ Harvey e o último trabalho dos Nirvana. Difícil mesmo foi escolher da extensa lista de músicos que Albini produziu.
A Independência dos Açores vista dos EUA em '75
A propósito do 6 de Junho e da temática da independência dos Açores, veja-se esta mensagem do cônsul dos EUA em Ponta Delgada para o Secretário de Estado, datada de Agosto de '75, que foi originalmente classificada de "confidencial".
Resta saber se os açoreanos tinham conhecimento desse estudo do Banco Português do Atlântico.
05 junho 2008
Manif de Pescadores em Bruxelas - Rescaldo
04 junho 2008
Index Liberdade Económica

O 2008 Index of Economic Freedom foi criado pelo Wall Street Journal e pela Heritage Foundation, para medir e escalonar a liberdade económica dos países do Mundo. O ponto de partida é a tese de Adam Smith (1723-1790) que diz "quando as Instituições protegem a liberdade dos indivíduos, maior prosperidade resultará para todos". Usando fontes estatísticas como o Banco Mundial, ou o FMI, o Index mede 10 diferentes níveis de liberdade económica em cada país, para depois atingir a lista final dos países mais livres economicamente.
No top 10 encontramos países como Irlanda, Austrália, EUA, Reino Unido, Chile ou Canadá. No fundo da tabela estão a Coreia do Norte, Cuba, Zimbabué e Líbia. Portugal está em 53º/157.
No top 10 encontramos países como Irlanda, Austrália, EUA, Reino Unido, Chile ou Canadá. No fundo da tabela estão a Coreia do Norte, Cuba, Zimbabué e Líbia. Portugal está em 53º/157.
Mas em relação a Portugal há mais alguns dados que devem ser realçados. Em relação à dimensão do Estado, Portugal está muito longe da média, ou seja a máquina estatal portuguesa é enorme e o Estado está muito envolvido nas actividades económicas. Mas Portugal também está longe da média em termos de liberdade fiscal e liberdade laboral. No entanto, em termos de corrupção e direitos de propriedade, Portugal está acima da média.
Manif de Pescadores em Bruxelas - Em Directo
Pescadores da França, Itália, Espanha e Portugal estão a manifestar-se, neste momento, em frente aos edifícios da Comissão e Conselho. O aparato policial é impressionate, mas dos "milhares" de pescadores que eram esperados, ainda só cá estão umas curtas dezenas. De referir também que ainda não há nenhum pescador português - pelo menos não ha bandeiras de Portugal, ao contrário dos restantes países. Enfim, a manifestação ainda agora começou mas já houve alguns confrontos com a força policial - algo que me custa a compreender, porque os polícias estão ali parados, em formação, e são alguns manifestantes que, de quando em vez, atiram verylights ou têm outras atitudes provocatórias. Não sei, mas parece-me que entre os manifestantes-pescadores há alguns manifestantes-profissionais-incendiários.
Assim que se justificar, novas sobre a manif serão aqui postadas.
03 junho 2008
Outras Fotografias
Esta fotografia de Steve Iuncker é uma das muitas que se pode encontrar no livro Faster and More United? The Debate Around Europe's Crisis Response Capacity. Vários fotografos da Agência VU ilustram este livro que, apesar de caro, vale a pena.
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