15 setembro 2008

Pela Nossa Saúde

A propósito de uma conversa com um amigo, dei por mim a procurar saber um pouco mais sobre as vagas disponíveis para o curso de medicina em Portugal, bem como das opções dos estudantes que, não entrando em Portugal, procuram nos países estrangeiros a sua realização académica.

Confesso que a minha pesquisa inicial se orientou para a vizinha Espanha, mais propriamente para a cidade de Salamanca. Porém, qual não foi o meu espanto ao tomar conhecimento de que, afinal, o destino mais procurado por estes estudantes para poderem cursar medicina é um país do leste da Europa, a Republica Checa. Neste país, encontram-se a estudar medicina 460 (quatrocentos e sessenta) portugueses.

Embora este ano tenha sido disponibilizado o maior número de vagas de sempre, para este curso, nas Universidades portuguesas, mesmo assim, continuam várias dezenas de jovens a ter de abandonar o seu país para seguirem atrás do seu objectivo profissional.

Deixo AQUI o link para o texto mais sucinto e esclarecedor com que me deparei sobre o assunto, mas aproveito para destacar um parágrafo do mesmo: "Médicos a menos no SNSNúmeros do final do ano passado revelam que quase seis por cento (59) dos 1013 portugueses que se inscreveram na ordem se licenciaram no estrangeiro: 29 em Espanha, 15 no Brasil e os restantes em vários países como Inglaterra (quatro) ou a Venezuela (outros quatro). Desde 2003 que a percentagem se tem mantido nos seis por cento, revelam dados da ordem. A República Checa, onde existem actualmente 460 portugueses a estudar Medicina, ainda nem aparece na contabilidade do ano passado."

Todos conhecemos, e por vezes sentimos, a crónica falta de médicos no SNS. Ainda por estes dias deu que falar os 100 euros por hora, que o Estado se vê obrigado a pagar a alguns clínicos para, assim, poder assegurar as Urgências.

Razão? Falta de recursos humanos.

Aqui nos Açores, o fenómeno conhece especial complexidade, ainda que o Governo Regional vá fazendo o que pode – e lhe compete –, para segurar os médicos que temos, e aliciar outros tantos para que venham exercer no Arquipélago.

O país, e a Região, tardam em conseguir cumprir uma premissa basilar do SNS; o acesso de todos os cidadãos a um médico de família.

Talvez quando os 460 médicos Luso-checos se formarem…………e, com alguma sorte, ainda vem cá parar algum. Isto, se regressarem a Portugal!!

N.B.- Ninguém me tira da cabeça que a culpa de não se terem formado mais médicos nas Faculdades de Medicina em Portugal, se deve ao excessivo corporativismo de alguma classe médica.

14 setembro 2008

Pico, mais do que uma Montanha

Este mês de Agosto, estive de férias na Ilha do Pico. Nesta ilha, a par de excelentes momentos, experimento um sentimento de ilhéu que raramente aprecio em S. Miguel, pois as vizinhas ilhas do Faial e S. Jorge estão sempre ali ao lado, e só raramente se escondem entre a bruma, ao contrário de Santa Maria, que só se avista de quando em vez….ainda por cima com o peso do ditado que diz; “Santa Maria à vista, água na crista”.

Das minhas férias no Pico, destaco a visita à “Gruta das Torres” que mais não é do que uma cavidade vulcânica, mais propriamente um tubo lávico, o maior conhecido em Portugal. Devido à sua inacessibilidade encontrava-se ao abandono (até 2004), ou às sortes de uns quantos mais afoitos que lá desciam em busca de uma aventura (não é o caso "Dos Montanheiros", obviamente), mas que acabaram por deixar marcas que só o próximo século poderá camuflar.
O edifício de apoio, bem como a escadaria de acesso ao interior da gruta, e um primeiro troço da mesma, possibilitaram a abertura ao público de uma beleza natural ímpar e demonstrativa da nossa génese. A arquitectura está muito bem enquadrada na paisagem envolvente e o pormenor, no exterior, das pedras dispostas de modo disforme, conferem-lhe identidade e um toque de tímida modernidade.

Mas o destaque principal, vai para o “Museu Marítimo de Construção Naval” de Santo Amaro, porque nasceu da vontade e sonho de um homem, descendente de uma família de grandes mestres da carpintaria naval, que, com este gesto, pretendeu homenagear não só o sua herança familiar, mas também os tempos de glória da industria de construção naval de Santo Amaro. Tudo a expensas próprias, sem qualquer apoio público ou outro, e, ainda assim, com interesse suficiente para merecer uma paragem em Santo Amaro, e levar para casa um verdadeiro produto artesanal. Isto, porque o homem do leme mantém no mesmo espaço uma oficina de carpintaria onde constrói pequenas peças de arte, que não são mais do que réplicas de embarcações que fizeram história, ora cruzando os mares dos Açores, ligando as nossas ilhas e as nossas gentes, ora na caça à baleia ou na faina da pesca.

Tenho um fraco por coisas genuínas, pelas raízes do nosso povo.
A Ilha do Pico tem conhecido um forte desenvolvimento, fruto de vários investimentos públicos, mas também por força da iniciativa privada, que tem dado o seu contributo, preservando algum do património e criando pequenas empresas dedicadas, essencialmente, a serviços vocacionados para quem visita a Ilha.

11 setembro 2008

Recolha Selectiva de Lixo em Angra

Foi com agrado que vi a notícia (vídeo) que Angra do Heroísmo vai implementar um sistema de recolha selectiva de lixo, semelhante àquele que já se pratica em Nordeste. Seria bom que todos os concelhos dos Açores começassem a pensar nos efeitos positivos que tal medida acarreta, nomeadamente e como é evidente, em termos de Ambiente, mas não só.

Pela parte que me toca, o bom hábito que ganhei enquanto munícipe de Nordeste, jamais desaparecerá. O problema é que agora tenho que me deslocar aos ecopontos mais próximos, o que, devo dizer, em Ponta Delgada não é díficil, pois os ecopontos estão bem espalhados pela cidade.

Ruído Anti-Social

Não foi há muito tempo que o Legislador alterou as Leis do ruído, aproveitando para ser mais rigoroso com o limite dos decibéis e com as horas e locais em que estes podem ser emitidos.

Também o código da estrada tem conhecido alterações que endurecem as coimas e baixam os limites.

Todas estas medidas são pensadas com o intuito de melhorar a nossa qualidade de vida, por um lado, e evitar acidentes e consequentes vitimas, por outro. É por isso que estou, grosso modo, de acordo com este endurecimento de medidas.

Mas não posso deixar de estranhar, que estas duas iniciativas Legislativas não se cruzem, pois na estrada também se produz muito ruído. A prova mais cabal, e que mais me incomoda, é o enorme ruído que algumas motos produzem, por estarem mais vocacionadas para correr em pistas do que em estrada, ou por, sendo estradistas por natureza, os seus proprietários optarem por retirar ou colocar uma nova ponteira de escape. Esta modificação é um convite ao aumento do barulho produzido pela moto, e que, estou em crer, é ilegal.

Eu adoro motos, já tive algumas, mas um grave acidente fez com que decidisse deixá-las de lado, embora, uma ou outra vez, vá matando saudades. Tenho amigos que ainda as conduzem, alguns até contribuem para alguma poluição sonora, mas eles compreendem os meus argumentos. Estes são, essencialmente, o facto de este excesso de ruído assustar e criar grande ansiedade nas crianças e idosos – em especial –, interromper conversas entre pessoas e, não menos importante, perturbar imenso o descanso e silêncio de quem está, por exemplo, passeando nas Sete Cidades, em busca de tranquilidade.

Há espaço para todos, mas têm de ser definidas regras quanto a esta questão. Por exemplo, quem quiser andar de moto sentindo toda a potência do seu motor, poderá ter locais, dias e horários próprios para poder fazê-lo, não perturbando, assim, quem também tem direito ao seu descanso e bem-estar, e praticando essa actividade de forma mais segurança.

Respeito mutuo, a bem de uma sã convivência social.

Portugal - Dinamarca

Sempre fui um crítico de Scolari, não gostava do tipo, questionava as suas opções tácticas, culpei-o (e culpo-o) pela derrota na final do Euro 2004, mas sempre admiti que, acima de tudo, Scolari era um treinador que apresentava resultados. Era um realista táctico.

Depois da derrota de ontem contra a Dinamarca, é impossível não fazer comparações entre Queiróz e Scolari. Portugal de Queiróz jogou bem, viu-se que a equipe já é completamente diferente da do brasileiro, com um futebol atractivo, que privilegia a posse de bola. E, na minha opinião, isso será bom, pois as oportunidades de golo acabarão por surgir naturalmente, tal como aconteceu ontem. A verdade, porém, é que há alturas em que é preciso abdicar desse futebol atractivo e jogar feio para segurar o resultado. Não há melhor exemplo do que o jogo de ontem: Queiróz decidiu colocar João Moutinho para os últimos minutos, esperando que a equipe de Portugal sonegasse a bola dos nórdicos, pois sem bola eles não poderiam marcar. No papel é uma boa opção, mas na verdade não, porque pouco ou muito, a Dinamarca iria ter posse de bola e iria utilizar o jogo aéreo, tal como fez e tal como chegou à vitória. Scolari, se tivesse no banco de Portugal ontem, teria colocado um central alto e forte, como Bruno Alves, para os últimos minutos, assim abdicaria de vez da posse bola, recuaria a equipe toda e faria anti-jogo até ao apito final, mantendo dois jogadores rápidos na frente para, eventualmente, dar a machadada fatal no adversário.

Muitos jogadores portugueses, em entrevistas depois do jogo, diziam que é preciso tirar conclusões deste jogo. Há duas leituras para essas afirmações; ou são aquelas expressões que os jogadores usam para tudo e que não valem de nada, ou estão deliberademente a dizer a Queiróz que errou nas suas opções tácticas.

No entanto, admito que é extremamente cruel fazer uma comparação destas entre Scolari e Queiróz, até porque com o brasileiro, um jogo com as características como as do ontem nunca teria chegado ao fim com aquele resultado. A razão é simples, é que Scoalri tinha ao seu dispor um avançado letal, açoriano, de nome Pauleta, ou seja pelo menos uma daquelas oportunidades flagrantes que Portugal teve, teria sido convertida em golo e o sofrimento do final do jogo nunca teria acontecido. Assim, se já se falava de Liedson para a selecção, agora fala-se muito mais. Já agora, sobre este assunto, acho muito interessante a forma como os especialistas da bola que falam na tv encaram o assunto: aparentemente são a favor, pois dizem que as regras que temos são essas e estão sendo cumpridas, mas nunca falam da questão de fundo: deve a selecção nacional ter jogadores nascidos e criados noutros países? As regras, essas mudam-se.

Por fim, pontuações aos jogadores de Portugal, tal como faziamos no Euro (de 1 a 10):

- Quim: 4 (falhou no segundo golo da Dinamarca e o fantasma Ricardo surgiu)

- Bosingwa: 6 (esteve muito bem a atacar, menos bem a defender, a Dinamarca apostou tudo no seu lado para chegar aos golos, por um lado pararam as investidas do lateral do Chelsea e por outro tiraram partido do facto de defender ser o seu ponto fraco)

- Pepe: 7 (dominador e quase sem falhas)

- Ricardo Carvalho: 7 (ainda não está ao seu melhor, mas ainda assim é impressionante)

- Paulo Ferreira: 6 (Queiróz não quis manter Antunes, pois Ferreira dá mais garantias em termos defensivos - teve culpa no primeiro golo dinamarquês)

- Raúl Meireles: 6 (todo o meio-campo de Portugal funcionou muito bem a atacar e mal a defender nos últimos minutos, pois não conseguiram manter posse de bola)

- Maniche: 6 (falha um golo inacreditável)

- Deco: 8 (sem Ronaldo, Deco é, de longe, o melhor jogador da selecção)

- Simão: 6 (falha outro golo certo - tem que regressar ao Benfica se quer voltar a ser o jogador que foi)

- Nani: 7 (a saída para o United está a fazer com que seja um jogador cada vez melhor, a seguir a Deco foi o melhor português)

- Hugo Almeida: 6 (faz o que pode até faz bem, é o melhor avançado que Portugal tem neste momento)

- Danny: 5 (ainda não mostrou em Portugal que vale os 35 milhões da sua transferência na Rússia)

- Nuno Gomes: 3 (que dizer, ganha um penalty porque é maricas e falha um golo porque...é maricas - nos jogos na RTP Memória do Boavista parece que o Nuno Gomes era outro)

- Moutinho: sem pontuação.

7anos


...ainda, o novo Código de Processo Penal

O título do post contém a palavra "ainda", pois quero acreditar que com as alterações à Lei, já anunciadas pelo (ainda) Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, não seriam possíveis as manchetes de alguns jornais de hoje.
As manchetes a que me refiro, são as que dão conta da medida de coacção aplicada a um individuo que disparou três tiros contra outro, em plena esquadra da PSP, tendo, inclusive, que ser manietado por uma expedita agente de serviço. Escrevem os ditos periódicos, em letras gordas, que este individuo saiu em liberdade, tendo como imposição ficar limitado ao seu concelho, bem como o "termo de identidade e residência", que mais não é do que a obrigação de se apresentar periodicamente na esquadra da PSP da área de residência.....espero que sem armas, pois é a mesma onde praticou o crime de que é acusado.
Não há muito a dizer, excepto que esta medida de coacção não serve, a meu ver, os interesses da sociedade onde foi praticado, nem tão-pouco será dissuasora da prática de crimes com recurso a armas de fogo; Sim, bem sei que é este ponto que vai ser alterado, pois com a nova iniciativa legislativa, os crimes com recurso a arma proibida, serão, sempre, alvo da medida de coacção mais gravosa, ou seja, a prisão preventiva.
Mas, não nos esqueçamos que esta medida de coacção foi decretada com base no CPP ainda em vigor, o que vem, de novo demonstrar, que as alterações recentemente aprovadas, foram estemporâneas e não interpertaram bem os sinais dos novos tempos.
Se este não é um caso de tentativa de homicidio, agravada pelo facto de ter sido praticado no interior de uma esquadra de policia, na presença da autoridade - o que desde logo afasta a hipótese de ser alegada "ligitima defesa" -, então não sei o que será necessário fazer para que se seja acusado de semelhante crime. ?!
Sinais dos novos tempos: nem a autoridade é respeitada.
N.B.- E se fosse um polícia que, em plena esquadra, tivesse dado um par de estalos - nem me refiro a disparos com arma de fogo -, a algum criminoso que lhe insultasse e ameaçasse repetidamente, qual seria a sua "medida de coacção" ?

09 setembro 2008

Concorrência?

A companhia aérea Air Berlin anuncia que, a partir de 3 de Novembro, inicia um programa de vôos a partir de Nuremberga (com ligações previstas de 12 outras cidades da Alemanha) para Ponta Delgada. Segundo o comunicado, quem reservar com antecedência poderá pagar €169 (preço final) por uma viagem de ida, ou seja na melhor das hipóteses o preço de ida e volta poderá rondar os €340. A Sata disponibiliza viagens entre Ponta Delgada e Frankfurt por €344,58.

07 setembro 2008

Pequenas Confusões

A numerosa família reuniu-se na casa-Mãe para jantar e depois assitir ao Açores Vip na RTP-Açores. O nosso irmão mais novo, o João, era o convidado especial desta edição, uma vez que tinha vindo apresentar a I Mostra de Humor de Ponta Delgada, que teve lugar no Campo de São Francisco no passado fim-de-semana e que contou, para além do meu irmão João, com Nilton e Aldo Lima.

Até aqui nada de extraordinário, até porque é normal o João aparecer. No entanto, a produção do Açores Vip cometeu um erro que eu considero grosseiro e que sinto a necessidade de rectificar, uma vez que me diz directamente respeito. É que o nome que surgiu em rodapé enquanto o meu irmão era entrevistado era o meu e não o dele. Ele é o João Gamboa, o artista, o comediante e eu sou o Rui Gamboa.....o blogger. É certo que somos fisicamente parecidos, ou não fossemos irmãos, mas fazer uma confusão destas demonstra falta de atenção.

Fica a rectificação....

Sunday Papers

Joaquim Machado, no Açoriano Oriental, sobre a política de Educação do Governo Regional dos Açores: "de 2005 para 2006 o crescimento da taxa de sucesso foi superior a dez pontos percentuais. Seria óptimo, se fosse verdadeiro. O indicador não corresponde ao ganho de competências, pois nenhum sistema de ensino é capaz de gerar somente num ano tais resultados".

Estevão Gago da Câmara, também no Açoriano Oriental (mas no de Sábado), a propósito da idemnização de 130 mil euros que Paulo Pedroso vai receber do Estado: "A sentença não iliba o ex-deputado dos crimes crimes sexuais que lhe foram imputados no processo Casa Pia. Na sentença de 101 páginas, a juíza Amélia Puna Lopo explica que os crimes imputados ao ex-deputado não foram apreciados no processo cível, 'apreciação que cabia apenas e só à jurisdição criminal'".

06 setembro 2008

Alerta contra o Stress

Na revista NS, suplemento do Diário de Noticias de sábado passado, li uma noticia, em tom de alerta para quem “cuida de um Blog”, que, tendo como fonte o New York Times, acrescentava à lista das profissões mais propensas ao Stress, a profissão de Blogger.

Pode ler-se que, “cuidar de um blog pode já ser considerada uma ocupação de risco, causadora de enfartes em bloggers profissionais que se agarram ao computador até à exaustão, sem horas para iniciarem e terminarem o trabalho, 24 sobre 24 horas num sedentarismo quase total.” O texto apresenta três casos concretos de pessoas que sofreram ataques cardíacos, tendo dois dos casos sido mortais.

A notícia finaliza dizendo que, “são ainda muitos os bloggers que se queixam de ganho ou perda de peso, exaustão, nervos arrasados, distúrbios de sono e outros males resultantes da actividade ininterrupta.”
É caso para dizer; cuide do seu Blog, mas não se descuide.

Ausência

Foi uma longa ausência, uma espécie de sabática, mas que não foi auto imposta. Uma série de acasos, acabaram por contribuir para que eu deixasse de acompanhar o meu amigo Rui, aqui, nesta “máquina de lavar”, no passado mês de Maio. Recordo-me, pois foi a viagem a bordo do navio Stavros S Niarchos, um veleiro Inglês de 60 metros, com dois mastros de 45 metros de altura e 18 velas, pertencente à “Sail Training Association – Tall Ships Youth Trust”, que acabou por me afastar da net em geral, e dos Blogs em particular.

Esta viagem de sete dias pelos mares dos Açores, proporcionou-me uma espécie de retiro dos tempos modernos, um regresso ao básico, ao genuíno, um redescobrir de prioridades. Tipo introspecção…………..

Quando regressei, a net não era uma prioridade, por isso fui retardando a utilização do PC em casa - pois no trabalho é ferramenta do dia-a-dia. Isto provocou um natural distanciamento da Blogosfera, e, consequentemente, do Blog que partilho com o Rui.

Não foram raras as vezes em que o Rui me instou para um retorno aos posts, mas eu aguardava por um click que me despertasse, de novo, para estas lides, e fui adiando, adiando, adiando………….ontem, bateu-me à porta……….

Os solarengos dias de férias já ficaram para trás, as primeiras chuvas já caem, anticipando o Outono, e brindando o regresso de todos ao trabalho………..sim, pois é, tou agora a ver nas noticias. Parece que todos mesmo. A notícia diz que Paulo Pedroso vai voltar a sentar-se na Assembleia da Republica, reassumindo o cargo de Deputado da Nação.

Pois, recordo-me de ter ouvido algo nos últimos dias sobre um processo cuja decisão lhe havia sido favorável, condenando o Estado Português ao pagamento de uma indemnização a Paulo Pedroso por “prisão preventiva ilegal” no processo “casa pia”, onde este se viu envolvido. Sim, foi isso. Mas também me recordo de terem referido na mesma peça que esta decisão tinha merecido a discordância do Ministério Público, e que este recorrera da sentença para Instância Superior, aguardando, pois, a decisão do recurso apresentado.

A questão que me ocorre é; Não seria preferível aguardar pela decisão do recurso apresentado pelo MP, antes do PS anunciar o regresso de Paulo Pedroso ao Parlamento?

03 setembro 2008

Discriminação


Sigo sem compreender a necessidade de incluir uma certa percentagem de mulheres nas listas de candidatos a deputados. Parece-me que o único critério que deve nortear a escolha dos candidatos é a sua competência. Este tipo de discriminação apenas menoriza as mulheres e prolonga um tema que já deveria ter sido ultrapassado há muito tempo.

02 setembro 2008

Até Já


A "Máquina" tem estado um pouco parada, pelo que, e pela parte que me toca, peço desde já desculpa aos visitantes. Mas é que estas últimas semanas não têm sido fáceis, pois tenho que gerir a mudança de casa desde dois locais tão distintos como Nordeste e Bruxelas para Ponta Delgada. Só isso ocupa-me o tempo quase todo e o que resta, uso-o para ir a banhos ao final da tarde no "meu" Pópulo.

Assim, e após conversas com o meu parceiro de "lavandaria", posso prometer que estaremos de regresso tão cedo quanto possível...até porque estes próximos tempos terão certamente muito que se lhe digam.

25 agosto 2008

Energia Solar em Nordeste




A boas práticas em termos de política ambiental no Concelho de Nordeste não se esgotam nos ecopontos familiares para recolha selectiva de lixo que se encontram em todas as casas (ou quase todas), o recentemente renovado Parque de Campismo da Feira, da Vila de Nordeste, convenientemente localizado ao lado da Ribeira do Guilherme e com uma envolvência ambiental de cortar a respiração, tem ao dispor dos campistas (além de muitas outras coisas) energia eléctrica que provém exclusivamente de painéis solares.

19 agosto 2008

Naide


Os atletas portugueses que me davam mais esperança de ganhar medalhas de ouro eram Naide Gomes, no comprimento e Nélson Évora no triplo. Entretanto, Naide está fora.


De facto, a participação de Naide no concurso de salto em comprimento feminino roçou o trágico. À primeira tentativa, Naide, como devia, arriscou tudo e fez um nulo, na segunda (de três), a atleta portuguesa cometeu aquele que deve ser o seu pior erro da carreira, pois arriscou imenso e fez novo nulo. Perante a pressão de ter de cumprir no seu derradeiro salto, Naide quebrou e hesitou duma forma escandalosa para uma atleta da sua categoria, conseguiu apenas um salto que rondou os 6,20 cm, quando precisava de cerca de 6,65. Recorde-se que Naide chegou aos Jogos com a melhor marca mundial do ano, com 7,12.

Foi impossível não ficar com pena dessa grande alteta que é a Naide Gomes, ao cometer aquele erro infantil no maior palco do atletismo mundial. Daqui a quatro anos há mais Jogos, mas aí Naide já terá ultrapassado os 30 anos.

18 agosto 2008

Portugal, Vanessa e os Olímpicos


Ao fim de uma semana e três dias de JO, Portugal lá conseguiu ganhar uma medalha, Vanessa Fernandes ficou em segundo na modalidade de Triatlo. Todos mostram-se extremamente contentes com esse resultado, o que não deixa de ser estranho uma vez que o normal para Vaenssa é vencer. A frase que mais ouvi hoje foi: "o segundo lugar já foi bom."

A actuação dos atletas portugueses tem sido um pouco mais do que lamentável, com classificações vergonhosas e, pior, desculpas ridículas. A razão para os maus resultados, segundo os próprios atletas, parece ser as fracas condições e os poucos apoios. A razão para as desculpas ridículas, ultrapassa-me

13 agosto 2008

Bem, Sarkozy

Nota positiva para Sarkozy pela forma como negociou a crise entre Geórgia e Rússia. Ao contrário de Bush, o presidente francês não se limitou a fazer uma declaração pela TV, mas deslocou-se à capital russa para tentar resolver a questão, falando directamente com os intervenientes. Aliás, ficou bem patente a diferença entre a forma como os EUA e a UE lidam com as crises internacionais.
Além disso, fica também demonstrado a vantagem de ter uma presidência forte da EU, pois se esta crise tivesse acontecido há uns meses atrás, receio que a Eslovénia não teria poder negocial para inverter o rumo dos acontecimentos. Agora, resta que as partes envolvidas respeitem os termos do acordo proposto por Sarkozy.

Já se sabia que a independência do Kosovo e o apoio que recebeu da maior parte dos Estados-membro da EU e de outros países, poderia levar que outras situações similares acontecessem. Isso mesmo escrevi aqui no final de Fevereiro deste ano.

06 agosto 2008

O Regresso de Kagan


Férias, férias começam a partir da próxima semana nos Açores, porque até agora tem sido uma correria por cidades da Europa. Por isso tempo para ler tem sido pouco, aliás tempo para ler há bastante nas longas horas de comboio (nas ligações sem TGV), mas para leituras mais a sério é preciso alguma paz que só encontro mesmo nos Açores.

Assim, espero começar a ler o mais recente livro de Robert Kagan, "The Return of History and the End of Dreams" assim que chegar a São Miguel. Tal como "O Paraíso e o Poder - A América e a Europa na Nova Ordem Mundial", este novo trabalho de Kagan tem gerado muita discussão do outro lado do Atlântico, discussão essa que também começa a fazer-se, se bem que timidamente, aqui na Europa. Segundo parece, Kagan elabora sobre a questão que no começo dos anos '90 estava na mente de todos e que não se veio a confirmar, a ideia de um mundo mais ou menos pacífico, sem grandes problemas, depois do fim da Guerra Fria.

Depois aqui postarei as minhas impressões.

05 agosto 2008

Cara Lavada

Umas pequenas alterações ao layout do blogue; a foto do header vi-a num café há poucas horas e tive de a colocar [ou era essa, ou então esta....ou não], a cor do fundo simplesmente não dizia com o novo header, por isso teve de ser trocada. Já agora, a música da list conta com Chemical Brothers, Sigur Rós, Mike Oldfield e Tricky, uma mistura que, para mim, faz sentido.

04 agosto 2008

Rei na Luz

Magia no Estádio da Luz - e no Campeonato Nacional - está garantida na próxima época, com José António Reyes, um esquerdino genial. Hulk? Postiga?


Tarantino's Mind

A primeira vez que vi este filme foi aqui. Agora, talvez um ano depois e a propósito dum festival Tarantino que teve lugar numa pequena praceta de Bruxelas e que me levou a elaborar a Playlist que está a tocar, revisito esta curta com Selton Mello e Seu Jorge sobre a mente daquele realizador. Conclusão: "o Federer é a versão tenista do Tarantino".


03 agosto 2008

Cidade Luz




De um lado 50 orientais, todos com auriculares de última geração, seguem uma senhora, também ela oriental que tem um guarda-chuva vermelho em riste. Do outro lado 40 americanos, quase todos obesos, falam alto e reafirmam "I'm an american", como não se notasse. Mais ao lado uns 20 espanhois e mais uns 15 italianos, misturados com franceses de todo o país que aproveitam também para visitar a sua capital em tempo de férias, mais indianos, árabes, europeus de leste (muitos), sul-americanos, africanos e alguns tugas. Mais uns passos e a cena repete-se, com mais ou menos orientais, com mais ou menos americanos. Isto é Paris em Agosto.

Ainda assim, a capital francesa é sempre impressionante, mesmo com a correria das máquinas digitais a dispararem flashes em cima da Mona Lisa, mesmo com o Sena cheio de lixo, mesmo com filas intermináveis. Em cada esquina há História e o multiculturalismo confere-lhe vivacidade. Paris é sempre uma excelente viagem.

31 julho 2008

Mr Cool's Music


O tempo não tem sido muito para a música, mas depois de rever Reservoir Dogs, decidi fazer uma Playlist com temas de filmes de Tarantino. Desde o próprio Cães Danados, até ao Death Proof, passando pelos obrigatórios Pulp Fiction e Kill Bill, está lá quase tudo.

Tarantino é genial e as bandas sonoras dos seus filmes, seja como realizador ou não, também o são.

30 julho 2008

Letargia


Quando estamos longe da nossa terra, da nossa casa, há que encontrar formas de nos aproximarmos quando aquele sentimento de saudade aperta. Uma das melhores maneiras (além, evidentemente, de falar com a família e amigos via o fantástico Skype) é através da blogosfera açoreana.

O que é certo é que há uma certa diminuição da intensidade das discussões, relativamente ao que se fazia, por exemplo, há uns dois, três, quatro anos atrás, onde se discutiam assuntos de actualidade regional, nacional e internacional, com frontalidade e sem o peso dos partidos políticos em cima de cada frase (havia e há uma excepção), hoje o que se nota é que as discussões já nem ocorrem.

Parece, em muitos casos, que há um elefante na sala que nós não queremos ver. Isto acontece, a meu ver, porque estamos perto das eleições regionais, por um lado, mas por outro, porque há uma clara letargia no povo açoreano, como disse o Nuno Barata no Agente Provocador. Ele próprio, no seu Foguetabraze, revela casos que em condições normais teriam que acarretar demissões, mas o que se nota é que as pessoas, os eleitores, não se interessam, pois parece que já se conformaram com o facto que esta história vai acabar com a vitória do PS e por isso não merece a pena lutar, mostar desagrado e até indignação.

Mas terá de ser assim mesmo? Sinceramente, acho que não, acho que há ainda espaço para discutirmos os assuntos que quisermos sem estarmos presos a esse futuro que se diz certo, até porque este não tem, obrigatoriamente, de acontecer. Já passamos os 30 anos de Democracia e já era altura de demonstrarmos alguma maturidade e este espaço virtual que são os blogues deu grandes passos nessa direcção, pena é que a letargia esteja a alastrar também aqui. O facto de no começo este ter sido um espaço de poucos, elitista até, poderá ter ajudado para o ambiente de boas discussões. Porém, nem tudo é mau, a blogosfera açoreana está a crescer, surgindo uma nova vaga de blogues com ideias e com trabalho.

29 julho 2008

A Directiva de Retorno

Nestas últimas semanas o trabalho na Comissão Europeia passa muito pela Directiva de Retorno. As críticas têm sido mais que muitas, na DG Relex, mais precisamente na Unidade de Assuntos Horizontais da América Latina, a Venezuela encabeça a lista de países de onde recebemos mais reparos, na maior parte das vezes sem qualquer razão.
O que é, então, a Directiva de Retorno? Em numerosas comunicações adoptadas no domínio da imigração e asilo durante o período de 2000 a 2007, e nomeadamente na comunicação relativa à política comunitária de regresso dos residentes em situação irregular, de 14 de Outubro de 2002, a Comissão sublinhou que o regresso constitui um elemento importante de uma política comum de imigração e asilo. O “Programa da Haia”, adoptado no Conselho Europeu de Bruxelas de 4 e 5 de Novembro de 2004, reafirmou este ponto de vista e solicitou expressamente o estabelecimento de normas comuns para proceder aos repatriamentos em condições humanas e respeitando plenamente os direitos humanos e a dignidade das pessoas.
A 1 de Setembro de 2005, a Comissão Europeia propôs uma directiva visando aproximar as diferentes condições de recondução às fronteiras (direito de recurso, reconhecimento mútuo das decisões de expulsão, detenção administrativa, interdição do território, ajuda judiciária).
Após três anos de discussão, esta directiva foi aprovada pelos governos dos Estados membros, independentemente de suas sensibilidades políticas, e foi aprovada pelo Parlamento Europeu, na quarta-feira 18 de junho, com 55% dos votos. Portanto, quando dizem que não houve avisos prévios sobre a implementação desta política, há manifesta má vontade.
O texto da Directiva consagra uma abordagem comum em termos de luta contra a imigração irregular segundo princípios em conformidade com os direitos humanos. A Directiva reconhece explicitamente, por um lado, que, salvo caso humanitário, todo estrangeiro em situação irregular deve ser alvo de uma decisão de volta ao seu país de origem (ou do país de trânsito ou de um outro país designado pelo estrangeiro) e, por outro lado, que os Estados membros devem tomar todas as medidas necessárias para implementar esta decisão. A possibilidade de detenção de um estrangeiro em situação irregular é reconhecida de maneira excepcional, a partir do momento em que exista um risco de fracasso da medida de expulsão. Trata-se, portanto, do reconhecimento pela norma europeia da detenção administrativa que existe em toda Europa. A Directiva mostra a vontade da Europa de empreender uma política mais eficaz de luta contra a imigração irregular.
O texto prevê uma « interdição de entrada » no território europeu, que pode chegar a 5 anos para os estrangeiros expulsos de forma impositiva ou que não tenha respeitado o prazo de partida voluntária, e mesmo, com mais forte razão, em situações de ordem pública. Esta proibição tem duas vantagens :

- fortalece a eficácia global da luta contra a imigração ilegal pois a expulsão decidida por um Estado membro terá efeito sobre todo o território da UE.
- incentiva o estrangeiro que é alvo de uma medida de retorno a partir voluntariamente.
O cidadão de um país não pertencente à UE, mesmo que tenha ingressado clandestinamente no território de um Estado membro, e que tenha pedido asilo nesse Estado, não é considerado em situação irregular até que uma decisão negativa ao seu pedido ou uma decisão que ponha fim ao seu direito de estada como requerente de asilo tenha entrado em vigor.
A Directiva concede 24 meses aos Estados membros para ser efectivada. A obrigação de implementação só será verdadeiramente exercida a partir do fim de 2010. Será preciso então aprovar uma lei, sobretudo para criar a interdição de entrada no território europeu ou ainda para precisar as condições em que a partida voluntária poderá não ser oferecida .
No fundo, esta Directiva tem por objectivo tratar um assunto que assume uma importância cada vez maior no mundo em geral e na Europa em particular. A Europa não pode continuar a receber todos os imigrantes que chegam diariamente, há que impor limites.

28 julho 2008

Alterações Climáticas




Ontem na magnífica cidade de Luxemburgo, a temperatura atingia os 30º, mas caía granizo com enorme intensidade.

23 julho 2008

Defender os Açores na UE

O tempo vai passando e o conhecimento sobre a forma de funcionamento da Comissão e das Instituições Europeias em geral vai melhorando. Como açoreano, interessado na minha região e no seu desenvolvimento, vou dando maior atenção (sempre que posso) às questões que nos dizem maior respeito e a conclusão a que chego invariavelmente é que a Região Autónoma dos Açores não dá a devida importância à sua relação com a UE.

A maior parte dos Governos, sejam nacionais, sejam regionais, têm uma relação, ainda que oficiosa, com os seus concidadãos que trabalham nas Instituições, nomeadamente na Comissão, que é de onde saem muitas das deliberações e conselhos para as decisões que são posteriormente tomadas. Essa relação apela ao sentimento de pertença a um país, ou uma região e esses funcionários estão abertos a colaborar, da forma possível, com os Governos dos seus locais de origem, por forma a defender os seus interesses. Há países que têm um sistema organizativo com os funcionários extremamente bem estruturado, como é o caso da Inglaterra e da obrigatória Espanha, que é um autêntico exemplo de uma invasão silenciosa dos locais de decisão.

Tomemos por exemplo a decisão de redução das 200 milhas para 100 milhas. O processo que levou a essa decisão passou, obrigatoriamente, pela Comissão Europeia. Além de se seguir os trâmites processuais normais (apelar em Tribunal, etc.), havia que esgotar todos os recursos e apelar aos funcionários açoreanos que estão na Comissão, por forma a tentar fazer com que a decisão fosse tomada colocando os interesses dos Açores em primeiro lugar. Entre a forte estrutura organizativa espanhola e a inexistente açoreana (e mesmo portuguesa), não há grande espaço para comparações, mas se a Região optasse por utilizar esse recurso valiosíssimo que são os açoreanos, que estão em posições de altíssimo destaque na estrutura da Comissão, poderíamos sempre dizer que não ganhamos, mas lutamos até ao fim.

Os próprios eurodeputados açoreanos não têm contactos estruturados com os funcionários açoreanos da Comissão, com o objectivo de trabalhar para os interesses dos Açores, o que é também inexplicável, porque, sendo poucos, a unidade deveria ser a nossa grande arma. No fundo, o tal gabinete dos Açores junto da UE em Bruxelas poderia servir de elemento aglutinador dos açoreanos. Mais de 70% da legislação vigente nos Açores terá origem na UE, portanto é fundamental lutar e sermos ouvidos, pelo menos, quando assuntos do nosso interesse directo estão em jogo. Pelo menos que se usem todos os meios que estão ao nosso dispor, basta só vontade política.

22 julho 2008

Radovan Mestre do Disfarce


Benfica Campeão 2008/09

Se dúvidas ainda existissem sobre que clube de futebol português tem mais adeptos, desapareceriam por completo nesta altura do ano. A lista de prováveis reforços para o Benfica que diariamente enchem as páginas do principais jornais constitui uma prova conclusiva. Para nós, adeptos, estas notícias são, por um lado, boas, pois enchem-nos de esperança de que teremos uma equipe mais forte na próxima época, mas por outro lado são más, pois demonstram que, novamente, o Benfica não consegue manter a base do plantel e falha naquele que é o principal factor para o sucesso de qualquer equipe de futebol: a estabilidade. No âmbito da estabilidade há, no entanto, um clube que consegue ser ainda pior que o Benfica, o açoreano Santa Clara. Pelo que sei, transitam da época passada apenas 5 jogadores e há 15 "reforços". Não se compreende como os dirigentes ainda não viram que a estabilidade é essencial para o sucesso, assim não vamos lá, prevejo mais um ano de luta para não descer. Espero estar enganado.

Regressemos ao Benfica. De facto, não fosse o facto da equipe ter muitos jogadores novos e estaria muito confiante para a próxima época. Senão vejamos: temos o melhor guarda-redes português, Quim (espero que não contratem o tal espanhol Codina, pois ainda temos o Moreira e não são necessários 3), na defesa, se David Luíz não tiver lesões e se se confirmar a contratação de Meira, teremos uma grande dupla de centrais (se Meira entrar, vende-se o Luizão). Nas laterais, o Léo, mais o Sepsi e o Jorge Ribeiro, dão garantia para a esquerda e para a direita não aceito outro cenário a não ser a contratação de um bom lateral, Belleti (?), com o Nélson a servir de apoio. No meio-campo defensivo, a contratação Yebda já deu mostra de qualidade no primeiro jogo da época e há sempre o Petit e o Katsouranis, se ficar. Nas alas, há o reforço Balboa (direita) que é bom jogador, e o DiMaria (esquerda), mas aqui também falta um reforço, daí que tanto se fale em Drenthe, seria uma excelente opção. Para médio de ataque, há Carlos Martins, que é um jogador cerebral capaz de despedaçar uma defesa com o seus passes e Aimar que é, sem dúvida, um jogadore de classe mundial, mas que para jogar bem precisa estar bem fisicamente, pois é um jogador muito explosivo. Receio que estes dois nunca poderão jogar juntos no esperado esquema de 4-4-2 de Flores, sendo certo que Martins será o sacrificado em condições normais. Finalmente no ataque, temos aquele que é para mim o melhor avançado em Portugal, Cardozo (é melhor que Liedson e diferente de Lisandro), mas é necessário outro reforço para o acompanhar, Nuno Gomes não serve, Makukula é o mesmo género de jogador que Cardozo, mas pior e Mantorras é mentira.

Em conclusão, aquilo que se vai lendo e que vai vendendo nos jornais reflecte as necessidades do Benfica: um lateral direito, um extremo esquerdo e um avançado.

Quanto a Sporting e FCPorto, os rivais do quarto de banho da 2ª circular apostam, e bem, na continuidade, com reforços que já conhecem o futebol português. Caso Veloso e Moutinho se mantenham, o Sporting terá melhor equipe que no ano passado, só não se compreende a aquisição do pior jogador de todos os tempos: Postiga. Quanto ao Porto, com a mais que certa saída de Quaresma, a equipe fica mais fraca e quanto aos reforços, não parecem ser de grande qualidade, o Rodriguéz terá a pior época da sua carreira. Ou seja, Benfica e Sporting discutirão o título até ao fim, com o Glorioso a levar a melhor. O Porto acabará em 6º ou 7º, o que será muito bom, dado que deveriam ter descido de divisão, por via da corrupção...mas isso é outra história.

15 julho 2008

Capa do liberal New Yorker


They say jump, you say how high


Conquistaram-me definitivamente quando em 1992 lançaram o seu primeiro disco de originais. Com a voz e letras de Zack e as guitarradas estridentes de Morello, é impossível ficar indiferente ao som dos RATM...é possível, isso sim, gostar e por vezes até exagerar do seu som e não desenvolver uma mentalidade anti-sistéma. Estão de volta, e ainda bem porque os Audioslave foram um erro....aqueles 4 estão bem é uns com os outros.


...

AIDS is killing the entire African nation
And the vaccine is still supposedly under preparation
But these governments, they don't mind the procrastination.
They say we'll kill them off, take their land and go there for vacation

A Playlist está, excepcionalmentre, com o autostart desligado, para não assustar os mais incautos.

14 julho 2008

Funchal-Lisboa por €86

O blogger Legoman partilhou isto connosco na caixa de comentários do postal imediatamente anterior. Dada a importância do assunto e por ser algo que a nós, açorianos, diz alguma coisa, aqui fica a notícia:

A rota em questão começa a operar a partir do próximo dia 27 de Outubro e pode-se viagar do Funchal para Lisboa e regressar por €85.98 (preço final).

11 julho 2008

SATATAP à Carteira dos Açorianos

A subida desenfreada dos preços dos combustíveis está a fazer com que certos oportunistas se aproveitem da situação. O truque é fácil: por exemplo, o preço do petróleo sobe 10% e eles aumentam o seu preço em 20%. É uma situação inaceitável e éticamente condenável.

Mas muito pior é quando este truque é utilizado por empresas públicas que têm o monopólio do serviço que vendem, como é o caso da SATA/TAP. Segundo o deputado do PP, Artur Lima, a taxa de combustível nas passagens aéreas entre os Açores e continente subiu 650%, enquanto o petróleo subiu no mesmo período 100%.

O conluio entre SATA e TAP para extorquir os açorianos está a atingir níveis surreais.

Parlamento - Tasca


Não gosto do estilo de José Sócrates nos debates parlamentares, é malcriado, arrogante (isso já todos sabíamos) e não tem qualquer respeito pelos seus adversários políticos. A sessão do Estado da Nação de ontem foi apenas mais um exemplo; quando fala, Sócrates, usa expressões como "tome tento na língua", "eu não lhe admito", "você não sabe do que fala". Quando se assiste aos debates parlamentares, parece que estamos perante uma qualquer discussão numa tasca. É possível ter trocas de argumentos com alguma cordialidade e se há local onde isso devia acontecer, esse local é o Parlamento.

A verdade é que este tipo de comportamento é igual na maior parte dos nossos representantes, mas Sócrates, por ser o centro das atenções e por ser o líder do Governo, deveria ter alguma contenção, no entanto parece que estes factores só o fazem ser ainda mais agressivo.

09 julho 2008

Portugal e as Energias Renováveis


Sem reservas naturais de petróleo, gás natural ou carvão e sem optar pela energia nuclear, Portugal procura nas fontes renováveis uma alternativa para a produção de energia. A energia solar está cada vez mais próxima de ser viável economicamente, na última Feira de Industria Solar, que teve lugar em Munique, a ideia generalizada entre os especialistas era que o tão procurado sonho de "grid parity" - onde electricidade proveniente do sol pode ser produzida tão barata quanto pode ser comprada da rede - está apenas a uns anos de distância. E isto poderá ser muito bom não só para empresas, como para privados, que poderão produzir a sua própria energia e vender à rede.

Tendo estes factores em conta e fazendo uso da grande exposição solar que certas áreas do continente português têm, Portugal investiu, e bem, €237.6 millhões, na maior central fotovoltaica do mundo, na Amareleja, Alentejo. Espera-se que no final deste ano, quando estiver a produzir no máximo, esta central possa abastecer, de forma limpa, cerca de 30.000 casas.

Mas a opção pelas energias renováveis não se ficam pelo sol, na Póvoa do Varzim desenvovle-se um projecto para aproveitar as ondas do mar. Utilizando a tecnologia Pelamis, a central de conversão de energia de ondas em electricidade, será a base para o primeiro parque deste género a nível mundial e terá a capacidade para abastecer 20.000 casas.

Há ainda a aposta na energia eólica em Viana do Castelo que, com um investimento total na ordem dos €1.47 mil milhões, espera-se que venha a criar 1800 postos de trabalho directos na região e mais 5500 nos primeiros 6 anos de existência. Este enorme projecto prevê a construção de qualquer coisa como 7 fábricas e 48 parques eólicos que produzirão cerca 1200MW.

Como se vê Portugal está na vanguarda do melhor que se vai fazendo na Europa em termos de energias renováveis. Estas poderão ainda não ser tão rentáveis como, por exemplo, a energia nuclear, mas dão garantias de uma certa independência para o futuro incerto que se aproxima.
Para os que dispõem de outras fontes, como é o caso da Geotermia, é aproveitar e investir.

04 julho 2008

Porque é dia de Rali

Gille Panizzi - Peugeot 306 Maxi Evo2 - Rally Monte Carlo 1998


Henri Toivonen - Talbot Sunbeam Lotus - Acropolis Rally 1981


Sandro Munari - Lancia Stratos - Lombard RAC 1974


Francois Delecour - Ford Sierra Cosworth - Tour de Corse 1991


Kalle Grundel - Ford RS 200 - Circuit of Ireland 1986


Jean-Luc Thérier - Renault 5 Turbo - Tour de Corse 1982


Malcolm Wilson - MG Metro 6R4 - Lombard RAC 1985


Massimo Biasion - Lancia Rally 037 - Rally de Portugal 1985


Markko Martin - Ford Focus WRC - Rally 1000 Lakes 2003


Walter Röhrl - Fiat 131 Mirafiori Abarth - Acropolis Rally 1978


Didier Auriol - Lancia Delta Integrale Evoluzione - Rally Monte Carlo 1992


Carlos Sainz - Toyota Celica Turbo 4WD - Rally de Portugal 1992


Stig Blomqvist - Audi Quattro A1 - Acropolis Rally 1983


Hannu Mikkola - Audi Quattro A1 - Rally de Portugal 1984

Jimmy McRae - Opel Ascona 400 - 1981


Jean-Pierre Nicolas - Alpine Renault A110 - Rally Lombard RAC 1973


Yves Loubet - Alfa Romeu GTV6 - Tour de Corse 1986


Mais de 30 anos de carros. Nota-se que sou um pouco nostálgico.

03 julho 2008

Pseudo-intelectualismo em tempo de crise de meia idade


Sei bem que o estilo de música que escolho para a playlist não é do agrado da larga maioria das pessoas. Basta ver os tops para percebermos que a malta prefere Tonys Carreiras e Nels Monteiros. Como facilmente se pode comprovar não partilho daqueles gostos. Mas se há algo subjectivo neste mundo são gostos, por isso longe de mim qualificar quem gosta dos Carreiras como gente com "mentes pouco ou nada habituadas a ser usadas para funções normais que são as de pensar, de incorporar novos conhecimentos (...)".

Profª Brasil, "estupidez e ignorância" é tudo menos os seres humanos que aqui vivem preferirem o Indiana Jones e não a passagem a filme de uma obra de Garcia Márquez, que aliás a crítica foi quase unânime em considerar mau.

Pela profª era aplicar a técnica Ludovico, tal como ao Alex deLarge na Laranja Mecânica, não era?

Uniões entre pessoas do mesmo sexo

Já começam as vozes iradas contra as afirmações [corajosas] de Manuela Ferreira Leite em relação ao tema das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Não concordo com todas as posições de MFL nesta matéria, mas num aspecto estou em total acordo: nomes diferentes devem ser atribuídos a situações diferentes e, por muito que não se queira, uma união entre pessoas do mesmo sexo não é o mesmo que uma união entre pessoas de sexo diferente. À última chama-se ‘casamento’, sempre assim foi, muito embora a definição de ‘casamento’ tenha sofrido mutações ao longo dos tempos, num aspecto nunca mudou, foi sempre entre pessoas de sexo diferente. Há, portanto, uma diferença fundamental, que deve ser reconhecida. No entanto, esta parece ser uma faceta de menor importância da discussão. Aliás, só posso compreender a insistência nesta parte da discussão no âmbito do cariz fortemente provocatório que certos movimentos assumem.

O mais importante devem ser os direitos e deveres e aqui estou em desacordo com MFL. Acho que não se deve discriminar ninguém devido à sua orientação sexual. Deste modo, nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, os parceiros devem ter todos os direitos e regalias fiscais que têm os das uniões entre pessoas de sexo diferente. Aliás, penso que é algo que já vigora em Portugal.

Esta discussão só assume um nível verdadeiramente preocupante quando se fala em adopção, porque até aqui parece que com um pouco de bom-senso de ambas as partes pode-se atingir um consenso através de cedências de parte a parte. Mas a adopção já inclui na discussão uma terceira pessoa que, ao contrário dos membros dos casais [sejam de pessoas do mesmo sexo, ou de sexo diferente], não está na equação fruto dos seus próprios actos. Em relação à adopção devemos, portanto, ser muito prudentes. No entanto, não me foi ainda apresentado nenhum argumento suficientemente forte que me faça ser contra a adopção por parte de pessoas do mesmo sexo. Sejam pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente, o importante mesmo é que tenham a capacidade de educar a criança.

27 junho 2008

The World - Dubai


O aumento dos preços dos combustíveis não é mau para toda a gente. Por exemplo, a rapaziada do Dubai anda a investir os seus milhões a construir ilhas, já havia as palmeiras agora é o mundo. Diz que é environmentally friendly e diz que está na moda passar férias lá. Uma coisa é certa, eles podem fazer as ilhas que quiserem, mas o homem não consegue construir ilhas como os Açores. Mas eles tentam e constroem, nós pelo menos não devemos destruir.

26 junho 2008

O Documentário


O documentário Joy Division é indíspensavel para qualquer pessoa que goste minimamente da banda. Não se aprende nada de novo, é certo, a história já foi contada vezes sem conta, mas este filme traz uma ou outra novidade (pelo menos para mim) em termos de actuações ao vivo e uma...sessão de hipnotismo ao próprio Curtis. Ah, e fica definitivamente comprovada a importância Martin Hannet no som da banda.
A playlist está recheada de raridades e com o obrigatório Decades.

23 junho 2008

Futebol, drogas e votações

Com o afastamento precoce da selecção portuguesa do Europeu de futebol, já não faz muito sentido manter a votação. Por isso aqui ficam os resultados.

Portugal obteve 40% dos votos, a Itália 20%, Alemanha e Holanda 13%, Espanha 7%, Grécia 4%. A Turquia e a Rússia não faziam parte da lista de favoritos, tenho muita pena. Quer isto dizer que a Alemanha vai ser campeã.

Pode-se sempre usar a imaginação, como a Blueminerva genialmente fez:

"(...)No último minuto do tempo regulamentar, um pique de Cristiano pelo corredor direito, pelo caminho finta o fiscal de linha e na linha de fundo, cruza para o centro da área, o esférico passa a rasar o focinho do Materazzi e já em queda, tabela nos tomates do Nuno Gomes e desliza de-va-ga-ri-nho para o fundo da baliza. Foda-se! Golo de Portugal! É a loucura! Materazzi corre na direcção de Nuno Gomes e sussurra-lhe que vai esventrar a Isméria. Nuno Gomes agradece. O jornalista da Antena 1, Nuno Matos, não aguenta a emoção e sofre um enfarte e morre com o microfone enfiado na boca, mas ninguém liga um corno ao defunto, Portugal ganhou o caneco, que se foda o Nuno Matos. Do alto dos céus alguém berra PORTUGAL! PORTUGAL! O Perestrelo ainda tem garganta. Ah ganda Perestrelo! O Nuno Luz, jornalista da Sic, corre nu pela pista de tartan e salta para o colo do Miguel Veloso e o leãozinho gosta. A mãe do Quaresma faz uma fortuna a vender cachecóis e camisolas nos arredores do estádio. Scolari dá um soco no Murtosa. O Eusébio chora agarrado à toalha branca. 1-0. Portugal é campeão europeu. (...)"

And now for something completely different, ou então, talvez não, a nova pergunta é: Legalizar 'drogas leves' (cannabis e haxixe), sim ou não?

Pois, sim!

22 junho 2008

Joy Division - The Documentary


Ao contrário de Control, de Anton Corbijn, que se centrou [em excesso] na vida de Ian Curtis, o filme Joy Division - The Documentary, de Grant Gee, promete mostrar o percurso da banda. Ou seja, deve ser mais apelativo para os fãs.

Aqui e com um bocadinho de paciência (se não forem assinantes deste serviço, pode levar, no máximo, um par de dias) podem baixar o filme. Eu já vou a meio caminho...depois digo se vale a pena.
Lets look at the trailer:

Crise de liderança

As reacções dos principais partidos e intervenientes da política portuguesa depois do ‘não’ irlandês, dividem-se entre: “o Tratado está morto” e “o Tratado não está morto”. A mim pouco me interessa se este Tratado está ou não morto, o que interessa é que grande parte das medidas nele incluídas passem à realidade.

Agora, há duas questões que estão cada vez mais evidentes: 1) as populações estão contra o Tratado. Não interessa se estão contra o que está dentro do Tratado, ou contra a forma como todo o processo foi conduzido, a verdade é que há um grande descontentamento, que é transversal a toda a Europa e não há a mínima hipótese de avançar com as reformas necessárias ao melhor funcionamento da EU, se for feito contra a vontade das populações. E isto leva-nos à segunda questão: os actuais líderes europeus são muito fracos, pois não tiveram a capacidade de antever este resultado, depois do referendo em França. Deveriam ter compreendido o ‘não’ francês como um sinal claro que o necessário processo de transformação da EU deveria ser feito com maior cautela e com passos mais pequenos, porém, seguros. O Tratado de Lisboa é enorme, de difícil compreensão e não era preciso um grande génio para antever que as populações não iriam aprovar algo que não compreendem. A ambição pessoal de alguns dos líderes é a principal causa desta situação, quiseram ficar na História como aqueles que conduziram a Europa a um papel de grande influência internacional (coisa que ainda não tem). Saiu-lhes o tiro pela culatra...ainda bem.

Actualmente, deverá haver Robert Shumans por essa Europa fora, prontos para encontrarem soluções viáveis para a Europa, ao lado do interesse das populações, mas esses dificilmente sobrevivem no panorama político-partidário que conduz ingenheiros a Primeiro-Ministro.

Hiddink, excelente opção para a Selecção


Ora aí está uma excelente opção para a sucessão de Scolari, Guus Hiddink. E não é só pela fantástica vitória de ontem sobre a Holanda, nem pela forma como alterou a equipe russa depois da derrota com a Espanha, mostrando uma capacidade de encontrar soluções tácticas dentro do plantel, é por toda a sua carreira. Senão vejamos:

- Hiddink construiu a equipe do PSV que entre 87 e 90 venceu três campeonatos da Holanda e uma Taça dos Campeõs Europeus, às custas do Benfica (recordo-me bem do baile que levamos durante os 120 minutos); tem imensos títulos de campeão da Holanda, levou a Coreia do Sul às meias finais do Mundial '02 e a Austrália (imagine-se) a passar a fase de grupos do Mundial '06.

Sempre com um futebol de ataque, mas, como se vê, apresentando resultados.

Já agora, o Benfica que contrate o Arshavin.

21 junho 2008

Há quem não compreenda que...


Eu acrescentaria que não é só 'manifs', também blogues, ou qualquer outra forma de expressar a opinião.

Baixar o imposto sobre combustíveis não é solução, é apenas fuga para a frente.

19 junho 2008

Notas para o fim

Portugal está fora do Europeu. Desta vez até nem encontro quase nada a apontar a Scolari e a maior parte dos próprios jogadores estiveram bem. O terceiro e decisivo golo dos alemães é precedido de uma clara falta. Neste tipo de jogo os mais pequenos erros pagam-se caros e foi o que aconteceu, no 1º golo é Paulo Ferreira que não acompanha a galopada de Schweinsteiger, no 2º golo as culpas podem ser repartidas entre o jogador que marcava Klose (penso que era Ronaldo) e Ricardo e no 3º golo as culpas são do árbitro e.....do Ricardo. Na análise ao último jogo, avisei para o facto do Ricardo ser péssimo nas saídas e que isso poderia sair muito caro a Portugal, foi isso que aconteceu. Mesmo com a falta no 3º golo e com a falha de marcação no 2º, Ricardo fica muito mal em ambos os lances, muito mal mesmo. E aí a culpa também tem que ser de Scolari, que o escolheu como o "seu" guarda-redes. Se tem assim tanta confiança nele, que o leve para o Chelsea, para o lugar do Cech.



Não há muito mais a dizer, mas cá vão as pontuações.



Ricardo: péssimas sáidas, tem culpas nos 2 últimos golos. 2


Bosingwa: esteve neste Europeu numa forma incrível, esteve outra vez muito bem a atacar hoje, menos bem a defender; no 1º golo permite que o cruzamento seja feito. 6


Pepe: é um defesa fantástico, extremamente competitivo e com um físico impressionante. Ele, mais que todos, deve ficar desolado ao ver a desgraça que está na baliza. 7


Ricardo Carvalho: não esteve tão bem neste Europeu, como seria de esperar. Ainda assim, hoje fez uns cortes à sua maneira e esteve bem. 7


Paulo Ferreira: a posição de defesa esquerdo é a grande lacuna de Portugal. Ferreira faz o que pode, mas não é suficiente. Desde que Mourinho deixou de ser seu treinador, como que deixou de saber jogar futebol. Estranho? Talvez não. Podia ter feito mais no 1º golo alemão.5


Petit: já não é o mesmo jogador de há 4 anos atrás, mas esperava mais dele neste Europeu. 6


Moutinho: os europeus ficaram a conhecer um grande jogador. Sporting, diz adeus. Neste jogo falhou uma ocasião incrível e saíu lesionado. 4


Deco: apresentou-se muito bem fisicamente neste Europeu e isso, para ele, é essencial para mostrar todo o seu valor. Hoje foi o melhor "português". 7


Simão: parece que o Simão que jogava e fazia jogar o Benfica não aparece na Selecção e isso sim é estranho. Contra a Alemanha, até marcou um canto directamente para fora. 5


Cristiano Ronaldo: o que foi dito para Deco, serve para Ronado, mas no inverso, ou seja, fruto da longa e dura época que teve ao serviço do Man United, apresentou-se muito débil fisicamente, via-se que queria fazer mais, mas não conseguia. Hoje, teve uma ocasião de rematar livre à entrada na área, que não aproveitou. Com um Ronaldo no seu melhor, era golo na certa. 6


Nuno Gomes: deu tudo o que tinha e que não tinha. Na 1ª parte, por estar mais fresco, ainda causou algum incómodo aos defesas alemães...e marcou um golito. Na 2ª parte perdeu quase todos os duelos. 6


Raúl Meireles: entrou bem no jogo e cumpriu defensivamente, mas no ataque fez uns quantos remates disparatados. 6


Nani: é capaz de enervar até o mais paciente dos adeptos, com aquelas fintas e mais fintas que, na maior parte das vezes, não dão em nada. Uma das vezes deu em alguma coisa e fez um cruzamento certinho, daqueles que era preciso ter feito mais vezes. 6


Postiga: o cruzamento do Nani é, de facto, excelente e é aquilo que se pode chamar "meio golo", portanto Postiga não fez mais do que devia naquela ocasião. Mantenho a minha opinião: Postiga é o pior jogador dos 23 portugueses e talvez o pior de todos os jogadores que estão neste Europeu. 4



Scolari: no Euro 2004, usou a equipe do Porto de Mourinho, reforçada com jogadores como Figo ou Pauleta, mas foi preciso perder com a Grécia para perceber isso. Ele, Scolari, perdeu contra a Grécia na final, ao colocar um Ronaldo inexperiente na posição de ponta de lança. No Mundial '06 a sorte esteve novamente do seu lado, quando no jogo contra a Inglaterra, Rooney é expulso, senão o mais certo era Portugal perder. Neste Europeu, já não se esperava muito dele, a não ser manter as suas fixações. Foi o que fez, uma delas foi-nos fatal: Ricardo. Depois houve os incidentes todos que sabemos, que culminaram com esta palhaçada do anúncio que vai para o Chelsea a meio do Euro. Por isto tudo, fico feliz por saber que vai embora. Nota final para Scolari só não é negativa porque foi ele o treinador que levou a Selecção a uma Final, uma meia-final e uns quartos de final. 5.

15 junho 2008

Portugal - Suíça (notas dos jogadores)

O treinador suíço, Kobi Kühn, disse, simpaticamente, antes do jogo, que Portugal não tem uma segunda equipe. A verdade é que tem e isso ficou bem provado hoje. À partida parecia que a equipe tinha sido, como de costume, mal montada por Scolari (e foi, de facto), com um trio de meio-campo ultra-defensivo, incapaz construir jogo atacante. Mas, a opção de Scolari começou a fazer sentido à medida que o jogo foi seguindo. Scolari teve que colocar 3 trincos porque Quaresma simplesmente não defende e Postiga simplesmente não existe. O erro de Scolari foi ter optado por um 11 quase todo novo. Um erro se tivermos em conta apenas este jogo, mas se tivermos em conta o resto do Campeonato, poderá vir a fazer sentido. Assim o esperamos.
Como jogaram, então, os jogadores portugueses hoje?
- Ricardo, mais uma péssima exibição. Saídas a cantos e cruzamentos é mentira. Parece que fez algumas boas defesas, mas não fez, também foram mentira, foram as chamadas "defesas para a fotografia". Receio, sinceramente, que Ricardo venha a perdição para Portugal. 4
- Miguel, jogou ao nível do resto da equipe, ou seja, mal. Teve a agravante de ter feito dois atrasos que poderiam ter sido comprometedores. 5
- Pepe, tem uma capacidade física impressionante. Fez um bom jogo, mas precisaria de rever o 1º golo suíço para saber quem falhou na marcação ao avançado que fez a assistência para Yakin. 7
- Bruno Alves, em Portugal dá pancadaria que nunca mais acaba, mas em jogos internacionais porta-se bem. É, por isso, esperto. O mesmo em relação a Pepe, é preciso ver quem falhou na marcação no 1º golo. 6
- P. Ferreira, entrada violenta que merecia expulsão. Foi bem substituído. 3
- Fernando Meira, jogou mal numa posição onde já não joga (regularmente) desde os tempos de Benfica. Na minha opinião, não há penalty. 5
- Raúl Meireles, o meio-campo não funcionou, por isso aqueles 3 jogadores foram sub-aproveitados. Eu, a sério, vi o Raúl um par de vezes durante o jogo no ataque, o que é muito pouco. 5
- Miguel Veloso, não compreendi bem se Scolari queria que ele fizesse o papel de Deco. Se era isso, foi um erro colossal, maior que todos os outros. Veloso não tem a rapidez de processamentos necessária à posição, por isso, no Sporting, joga mais atrás, onde tem muito mais espaço. Veloso é uma espécie de Pirlo, comanda todo o jogo atacante da sua equipe a partir da posição de trinco. 5
- Nani, foi o melhor português em campo, lutou contra a maré, sofreu entradas violentas e tentou empurrar a equipe para a frente, ora do lado esquerdo, ora do lado direito. Falhou uma ocasião flagrante, por isso tem apenas 7.
- Quaresma, não vale a pena elaborar muito sobre o Quaresma. Ele tem que sair urgentemente do Porto e ir jogar num campeonato mais competitivo e de preferência onde tenha um treinador que o ponha na linha. Neste jogo, era inacreditável o seu desinteresse quando Portugal perdia a bola. 4
- Postiga, é o pior jogador deste lote de 23. Não há palavras para o descrever, é mau de mais para ser, sequer, jogador de 1ª Divisão de Portugal, quanto mais titular da Selecção num Europeu. Não compreendo como é repetidamente convocado, tem que haver razões que desconhecemos. O Sporting fez mais uma asneira ao contratar esta abécula. 3
- Jorge Ribeiro, nota-se que não está no seu ambiente a jogar nestes palcos. O jogo e as condições em que em entrou também não eram fáceis. Ainda assim, não jogou mal. 6
- João Moutinho, entrou e Portugal sofreu o 1º. No entanto, mudou, definitivamente, o jogo português. Está, e bem, no 11 titular. 6
- Hugo Almeida, novamente entrou tarde. Se Scolari queria ter deixado Nuno Gomes no banco, era Almeida que devia ter jogado no seu lugar. Não teve tempo para mostrar nada, mas é um bom jogador. 5
O melhor em campo foi o médio suíço Inler.
As notas de Fiat Lux, aqui.