29 setembro 2008

Entrevista de Costa Neves

Costa Neves, em entrevista à RTP-Açores, foi incisivo nos principais pontos que, de facto, o separam do Governo socialista, fazendo, assim, uso das suas principais armas.

Desde logo, a transferência de parte dos fundos comunitários para as empresas privadas e para os Municípios. Segundo Costa Neves, o Governo guardará para si cerca de 70% do total do Quadro de Apoio 2007-2013, o que é, manifestamente, demasiado. A intenção do PSD está de acordo com o princípio de subsidiariedade, que a EU aconselha e que permite que sejam as formas de poder mais próximas dos cidadãos a lidarem com os seus problemas. Por outro lado, permite a dinamização do tecido empresarial privado, essencial para a boa saúde económica da Região, particularmente em termos de emprego.

Aliás, o emprego foi um assunto em que Costa Neves foi bastante assertivo, ao assegurar a capacidade do PSD na criação de 14 mil postos de trabalho para a próxima Legislatura. O líder social-democrata socorreu-se, ironicamente, do anterior Governo socialista que conseguiu atingir esse número.

Também positivo a forma como Costa Neves lidou com o tema RSI (Rendimento Social de Inserção). Por um lado, há um grande número de eleitores que estão sob esse programa e nesta altura não convém ao PSD incompatibilizar-se com nenhum grupo, por outro lado, há uma enorme fatia da sociedade que se sente incomodada com o facto de estar a contribuir para um programa que não está a funcionar. Costa Neves chegou aos primeiros assegurando-lhes que, com um Governo PSD, não ficarão ad eternum naquela situação e convenceu os segundos ao garantir que vai alterar as regras.

Ao PSD e a Costa Neves quanto mais chegarem aos açorianos, melhor, por isso, compreende-se a insistência no debate a dois com Carlos César.

Esperamos, agora, a entrevista de César e saber como, ou se vai, rebater alguns dos argumentos apresentados hoje por Costa Neves.

28 setembro 2008

Scarlett Johanson casou-se


Não, não é a sequela do filme de Coppola com a sensual (na época) Kathleen Turner. Infelizmente é mesmo realidade e é uma das piores notícias dos últimos tempos.

27 setembro 2008

Pela Boca Morre o Peixe

Vivemos na era da comunicação, onde temos a acesso à informação que queremos por via destas máquinas que são os computadores e por via deste serviço que é a internet. Por isso, é apenas normal que se descubra a realidade sobre o 'Magalhães', exactamente através do pc e da net.


Informação dada por Cãotribuinte.

McCain - Obama (1st round)

Primeiras impressões do debate entre McCain e Obama: em termos do à vontade e com a relação com a câmara, Obama leva, sem dúvida a melhor. Isto não é novidade, desde os debates com Hillary que sabíamos que Obama é um perito nessa área e, pelo contrário, McCain não se sente tão à vontade.

Quanto aos temas discutidos, propriamente ditos: pareceu-me que McCain foi melhor. Diferênças fundamentais dividem os dois na questão económica e na forma de lidar com a crise. Divisões clássicas entre Direita e Esquerda, como mais ou menos regulação ou maior ou menor carga fiscal às empresas, estiveram bem presentes.

Mas é em relação à política internacional que McCain ficou, quanto a mim, claramente a ganhar. Se é verdade que tenho ainda algumas dúvidas em relação à sua ideia sobre a criação de um Liga de Democracias, apenas porque não sei até que ponto países europeus estariam dispostos a fazer parte de tal projecto, é também certo que McCain tem, de facto, uma larga experiência que lhe permite falar destes assuntos com uma autoridade que Obama não tem. Todavia, tenho a perfeita noção que a forma, por vezes, condescendente, como McCain se dirigiu a Obama neste assunto, possa lhe ser contra-producente. As posições de fundo de McCain são, na minha opinião, as melhores para os EUA lidarem com os problemas em termos de política internacional. O idealismo de Obama simplesmente não é viável, McCain usou uma frase que, neste aspecto é sintomática, "devemos aprender com a História" e a História diz-nos exactamente que há que ser realista, principalmente quando se está a lidar com problemas como luta contra terrorismo, Irão ou Coreia do Norte.

O facto de Obama querer colar McCain à linha da administração Bush não tem fundamento. É claro que McCain é um conservador e está, na teoria, ao lado das medidas de Bush. No entanto, parece-me haver uma diferênça fulcral entre a linha Bush e aquilo que pode ser a linha McCain; é que o primeiro esteve sempre pré-disposto a deixar-se influenciar por interesses pouco claros que pairam sobre Washington, ao contrário de McCain que deixou claro que está ciente que há corrupção em larga escala na capital americana e vai acabar com isso. Não se pode cair no erro fácil que os Republicanos são todos corruptos e estão todos ao serviço dos grandes lóbis económicos.

Admito, no entanto, que aquela larga parte de norte-americanos acostumados a ver estes debates como uma sequência dos espectáculos de campanha que os candidatos dão por toda a América, irão sentir que Obama esteve melhor, não porque concordam com as suas posições, mas porque o Democrata falou directamente para McCain. Obama é um mestre nessa relação entre espectáculo e política, que nos últimos anos começa também a ser popular em Portugal, e só isso pode ser suficiente para vencer.

25 setembro 2008

Votações, Legalizações

Fechamos a última votação - que já tem uns meses - e lançamos outra.
À pergunta "Legalizar drogas leves (cannabis e haxixe), sim ou não?", 55% votaram "sim". Eu fui um desses 55%. Acho que já é tempo do Estado assumir as suas responsabilidades neste problema, porque uma coisa é certa, não vai desaparecer, aliás a tendência é que piore. Portanto, o melhor é o Estado estabelecer regras e limites à venda dessas substâncias e não permitir que qualquer criança ou jovem tenha acesso a eles.
A nova pergunta é uma espécie de sondagem relativa às próximas Legislativas: "Em que Partido pensa votar no dia 19 de Outubro?"

24 setembro 2008

Bola de Cristal

A garantia da segurança e ordem pública é, talvez, das obrigações do Estado que o cidadão mais valoriza. A insegurança retira-nos a liberdade.

Nos últimos meses, tem sido amplamente noticiado pelos Órgãos de Comunicação Social o crescente número de delitos praticados, em especial com recurso a um maior grau violência e utilização de armas de fogo. Claro que as noticias não são promovidas/ criadas, pelos OCS, eles apenas vão dando a conhecer aos cidadãos o que se vai passando na sociedade onde se inserem. Ou seja, o aumento dos crimes tem levado a um aumento das notícias que deles dão conta, e, consequentemente, a um aumento do sentimento de insegurança na população.
Mais insegurança menos liberdade.

Mas o ponto fulcral deste meu post – e daí o título, “Bola de Cristal” –, centra-se na dimensão do contributo individual de cada cidadão, quando exposto/ vitima de um crime, ou quando assiste na qualidade de testemunha a um qualquer acto criminoso.

Será que apresentam queixa? Será que se aprontam para testemunhar o que presenciaram?

Ou, pelo contrário, embarcam naquela velha máxima do; “apresentar queixa? Para quê!!! É uma perda de tempo, e ainda vejo a gajo sair antes de eu acabar de preencher a papelada na esquadra.!”
Ou, ainda pior; “epá, o gajo/ criminoso, mora perto do meu bairro, e eu não quero problemas com o rapaz…” (cobardia, desencadeada pelo medo; um convite para que seja ele a próxima vitima do criminoso, pois este sabe que aquele cobardolas não apresenta queixa.)

Nós, cidadãos em geral, não podemos colocar toda a responsabilidade da execução da justiça, da busca da verdade, nas mãos das autoridade policiais e judiciárias. Estas, não são detentoras de uma “Bola de Cristal”, e estão sujeitas ao respeito e cumprimento das normas escritas nos códigos, bem como às regras da Constituição da Republica Portuguesa. São essas Leis que ditam o rumo e o tratamento que os processos devem tomar, desde a formalização da queixa na polícia ou Ministério Público, até à eventual audiência de julgamento.

Ainda há dias ouvimos Carlos Anjos, o responsável pela ASFIC – Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal, vir lamentar o facto destas Leis – as tais que ditam o andamento processual da queixa –, serem elaboradas tendo sempre, e primeiramente, como base, a defesa dos direitos dos arguidos e – acrescentava o citado –, esquecendo ou relegando para segundo plano em os direitos das eventuais vitimas.

Não posso negar que estas afirmações parecem ser o espelho das últimas decisões que ditaram as medidas de coacção, a alguns dos eventuais responsáveis por crimes violentos amplamente noticiados, e seguramente reflectirão o estado de espírito dos profissionais que representa.

No entanto, a única forma que a Lei (e a CRP) permite para se rebater e inverter alguma hipotética má decisão da justiça, numa primeira fase processual, é colocarmo-nos, enquanto cidadãos, à disposição das entidades judiciárias. Este é o nosso contributo para o apuramento da verdade. Só com a participação de todos neste burocrático – mas necessário –, processo, poderemos almejar alcançar uma sociedade mais segura e onde o criminosos tema mais o cidadão cumpridor, do que o contrário. Um cerco aos criminosos, aumenta a segurança e, logo, a liberdade individual e colectiva.

É o criminoso quem sai vencedor quando nós, enquanto vítimas ou testemunhas, viramos costas ao “aborrecimento” do processo burocrático por que tem de passar quem pretende colaborar com a Justiça.

Já se fala em Justiça Popular, mas antes de embarcar no campo das milícias armadas, devemos esgotar as armas que a Justiça nos disponibiliza.
N.B.- Já aqui escrevi, por diversas vezes, que o Legislador tem sido descuidado na sua tarefa. Não quero deixar de destacar o contributo que o Procurador Geral da Républica tem dado, no sentido do poder politico, e a opinião pública em geral, serem esclarecidos sobre as debelidades de algumas dessas (novas) Leis. Se cada agente (social) der o seu contributo, a sociedade conhecerá um clima de prosperidade e paz social.

Entrevista de Paulo Estevão

Paulo Estevão, candidato pelo PPM à Assembleia Legislativa Regional, em entrevista à RTP, defendeu que os Açores devem ter uma representação diplomática em diversos locais do mundo, onde os nossos interesses têm que ser defendidos por nós próprios. Entre esses, evidentemente e talvez o mais importante, Bruxelas. Fico contente por saber que já não sou o único a defendê-lo. Aqui neste blogue já o fiz por diversas vezes, mostrando claramente os benefícios que tal representação poderia ter. (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)

Também positivo o facto do PPM querer incluir o ensino da História dos Açore nos currículos. Não sou, em tese, contra o kit autonómico, porque há, de facto, um profundo desconhecimento dos símbolos regionais, porém o timing foi manifestamente infeliz, para não dizer incorrecto. A inclusão de uma cadeira sobre História dos Açores teria - também - como efeito positivo o alimentar nos açorianos o sentido de pertença a uma cultura, factor decisivo para uma verdadeira Autonomia.

Paulo Estevão não foi convincente quando tentou explicar a candidatura de Câmara Pereira por São Miguel. O facto do seu avô ser micaelense e de ter muitos primos cá, não pode, de forma alguma, ser suficiente. Se, como Estevão disse, o PPM não tinha alternativas, então o melhor seria não apresentar Câmara Pereira, porque esta candidatura terá um efeito contrário àquele que o PPM desejava.

23 setembro 2008

Reforma na Educação


A Educação nos Açores necessita de uma urgente reforma. Desde o ensino pré-escolar e básico, com turmas de 30 alunos, totalmente ingovernáveis por apenas um docente, passando pelo facilitismo instalado no 2º ciclo e secundário, chegando ao ensino superior e a sua incapacidade de dar respostas às necessidades que a sociedade civil coloca.

Segundo notícias, a Universidade dos Açores “conseguiu um bom preenchimento de vagas na primeira fase de acesso ao ensino superior”, o que é óptimo para ajudar as débeis finanças da academia açoriana. Muitos destes novos alunos entram com a ilusão e esperança de conseguir um emprego na área do seu curso, no entanto a dura realidade do mercado de trabalho raramente o permite. Qual a razão da UAç manter esses cursos, mesmo sabendo que dificilmente os licenciados terão qualquer oportunidade de trabalho?

A este propósito recordo-me da conduta da Igreja Católica na Idade Média, que acabou por levar à Reforma Protestante e à Contra-Reforma do Vaticano. A Igreja Católica prometia a salvação, a troco de dinheiro, vendendo indulgências, que sabia não ter qualquer aplicabilidade. A Universidade dos Açores (como outras) também promete a salvação, mas neste mundo, também a troco de dinheiro, mas vendendo licenciaturas que sabe não ter qualquer aplicabilidade.

20 setembro 2008

Um Exemplo

O eurodeputado Duarte Freitas enviou à Comissão Europeia um pedido escrito para que o regime especial de gestão de recursos, semelhante ao que há para o Mediterrâneo, seja implementado para as RUP. É uma excelente iniciativa. Os Açores, com a sua dependência do sector piscatório têm certamente razões mais que suficientes para que tal pedido seja deferido. As possibilidades de ser aceite aumentam exponencialmente porque inclui as Canárias, que têm uma influência importante dentro da Comissão. Porque, se tal não fosse o caso e, pior ainda, se esse pedido fosse contra os interesses dos espanhóis, então dificilmente teria sucesso. A não ser que os Açores tivessem uma relação a sério com a União Europeia, em geral, e com a Comissão Europeia, em particular. Como aqui disse há poucos dias: há formas e meios, basta querer.

19 setembro 2008

Momento de Verdade, Momento Triste


Quando se julga que as televisões generalistas já não conseguem descer mais, surge sempre algo ainda pior. Estou a falar do novo programa da Teresa Guilherme (Portugal deve ser o único país no mundo onde uma pessoa com as qualidades físicas e não só da Guilherme tem sucesso como apresentadora de tv) o Momento de Verdade.

Candidatos ao programa devem ser mais que muitos, mas a SIC só pode escolher tipos como os últimos dois que, por exemplo, não gostam de brincar com a filha pequena, ou que já enganaram a mulher mais de 15 vezes, ou que batem na mulher, ou que teriam relações homossexuais por 250 mil euros. Porque apenas tipos como esses é que valem a pena ir ao polígrafo. No entanto, aquilo que fica é que, a SIC, em nome das audiências e os participantes, em nome do dinheiro, estão dispostos a tornar público as piores tropelias que fazem nas suas vidas privadas.

Ainda mais incrível é que há um programa no dia seguinte para os comentadores especializados dissecarem o que resta daquelas amostras de famílias, entre eles o(a) obrigatório(a) Cláudio(a) Ramos, a Luísa Castelo Branco e o nosso potêncial futuro representante na Assembleia Legislativa Regional, o fadista-marialva Gonçalo Câmara Pereira.

Teen Years



Não era de esperar que as baladas francesas se mantivessem por muito tempo na playlist, quem sabe o tipo de música que aqui passa, nada a aconselhável, diga-se, a ouvidos mais sensíveis, já sabia que seria assim.
Ainda assim, esperava manter aquela lista pelo menos um par de dias. Tal não foi possível porque, entretanto, fiquei a saber da existência do site de Manuel Moniz, vocalista dos Rebeldes, grupo que animou muitos açorianos, como eu, na década de '90. Portanto, a nova playlist conta com alguns temas da demo, que segundo o próprio Moniz, veio a dar origem ao grupo.

18 setembro 2008

Mémoires


Marc Chagall - Solidão, 1933

A playlist faz hoje um pequeno desvio, pelo que desde já peço a vossa melhor compreensão. É que, por razões que agora não interessam, reencontrei uma série de discos que eram a habitual banda sonora dos serões lá em casa...há muito, muito tempo. Músicas que fazem parte do meu imaginário.

Na moda deveriam estar os artistas franceses (Brel é belga), por razões que me são totalmente estranhas. No entanto, o francês era de tal forma popular que até a maioria dos livros da biblioteca eram (são) escritos naquela língua, entre as deliciosas aventuras do agente secreto OSS 117, de Jean Bruce e os escritos mais profundos de Camus.

Goste-se ou não - admito que ainda não desenvolvi uma grande admiração - a cultura francófona é muito rica e merece ser destacada de quando em vez.

17 setembro 2008

Formas e meios de melhorar a vida dos Açorianos

Recorrentemente vemos e ouvimos queixas, provenientes das mais diversas áreas (pescas, agricultura, comércio, indústria, etc) sobre as políticas comunitárias, que de uma forma ou de outra condicionam essas actividades. Na maior parte das vezes, essas queixas são direcionadas à Comissão Europeia, que tem poder executivo na União.

Essas críticas e queixas dos açorianos têm, na maior parte das vezes, razão de ser, porque a Comissão gere a Europa como um todo, aplicando as políticas de forma geral, sendo depois, caso seja necessário, reajustadas às diferentes realidades de cada país, ou região. Ora, a Região Autónoma dos Açores tem, inegavelmente, condições específicas, que decorrem em grande parte do facto de sermos 9 ilhas que estão localizadas no meio do Atlântico. Portanto, é apenas normal que a Comissão tenha em atenção essas especificidades quando executa as políticas comunitárias. Cabe, no entanto, à própria Região fazer com que a Comissão saiba quais são os seus problemas e anseios nas diversas áreas, antes das políticas serem executadas.

Indispensável será saber como chegar lá. Há, certamente, formas e meios...

15 setembro 2008

Pela Nossa Saúde

A propósito de uma conversa com um amigo, dei por mim a procurar saber um pouco mais sobre as vagas disponíveis para o curso de medicina em Portugal, bem como das opções dos estudantes que, não entrando em Portugal, procuram nos países estrangeiros a sua realização académica.

Confesso que a minha pesquisa inicial se orientou para a vizinha Espanha, mais propriamente para a cidade de Salamanca. Porém, qual não foi o meu espanto ao tomar conhecimento de que, afinal, o destino mais procurado por estes estudantes para poderem cursar medicina é um país do leste da Europa, a Republica Checa. Neste país, encontram-se a estudar medicina 460 (quatrocentos e sessenta) portugueses.

Embora este ano tenha sido disponibilizado o maior número de vagas de sempre, para este curso, nas Universidades portuguesas, mesmo assim, continuam várias dezenas de jovens a ter de abandonar o seu país para seguirem atrás do seu objectivo profissional.

Deixo AQUI o link para o texto mais sucinto e esclarecedor com que me deparei sobre o assunto, mas aproveito para destacar um parágrafo do mesmo: "Médicos a menos no SNSNúmeros do final do ano passado revelam que quase seis por cento (59) dos 1013 portugueses que se inscreveram na ordem se licenciaram no estrangeiro: 29 em Espanha, 15 no Brasil e os restantes em vários países como Inglaterra (quatro) ou a Venezuela (outros quatro). Desde 2003 que a percentagem se tem mantido nos seis por cento, revelam dados da ordem. A República Checa, onde existem actualmente 460 portugueses a estudar Medicina, ainda nem aparece na contabilidade do ano passado."

Todos conhecemos, e por vezes sentimos, a crónica falta de médicos no SNS. Ainda por estes dias deu que falar os 100 euros por hora, que o Estado se vê obrigado a pagar a alguns clínicos para, assim, poder assegurar as Urgências.

Razão? Falta de recursos humanos.

Aqui nos Açores, o fenómeno conhece especial complexidade, ainda que o Governo Regional vá fazendo o que pode – e lhe compete –, para segurar os médicos que temos, e aliciar outros tantos para que venham exercer no Arquipélago.

O país, e a Região, tardam em conseguir cumprir uma premissa basilar do SNS; o acesso de todos os cidadãos a um médico de família.

Talvez quando os 460 médicos Luso-checos se formarem…………e, com alguma sorte, ainda vem cá parar algum. Isto, se regressarem a Portugal!!

N.B.- Ninguém me tira da cabeça que a culpa de não se terem formado mais médicos nas Faculdades de Medicina em Portugal, se deve ao excessivo corporativismo de alguma classe médica.

14 setembro 2008

Pico, mais do que uma Montanha

Este mês de Agosto, estive de férias na Ilha do Pico. Nesta ilha, a par de excelentes momentos, experimento um sentimento de ilhéu que raramente aprecio em S. Miguel, pois as vizinhas ilhas do Faial e S. Jorge estão sempre ali ao lado, e só raramente se escondem entre a bruma, ao contrário de Santa Maria, que só se avista de quando em vez….ainda por cima com o peso do ditado que diz; “Santa Maria à vista, água na crista”.

Das minhas férias no Pico, destaco a visita à “Gruta das Torres” que mais não é do que uma cavidade vulcânica, mais propriamente um tubo lávico, o maior conhecido em Portugal. Devido à sua inacessibilidade encontrava-se ao abandono (até 2004), ou às sortes de uns quantos mais afoitos que lá desciam em busca de uma aventura (não é o caso "Dos Montanheiros", obviamente), mas que acabaram por deixar marcas que só o próximo século poderá camuflar.
O edifício de apoio, bem como a escadaria de acesso ao interior da gruta, e um primeiro troço da mesma, possibilitaram a abertura ao público de uma beleza natural ímpar e demonstrativa da nossa génese. A arquitectura está muito bem enquadrada na paisagem envolvente e o pormenor, no exterior, das pedras dispostas de modo disforme, conferem-lhe identidade e um toque de tímida modernidade.

Mas o destaque principal, vai para o “Museu Marítimo de Construção Naval” de Santo Amaro, porque nasceu da vontade e sonho de um homem, descendente de uma família de grandes mestres da carpintaria naval, que, com este gesto, pretendeu homenagear não só o sua herança familiar, mas também os tempos de glória da industria de construção naval de Santo Amaro. Tudo a expensas próprias, sem qualquer apoio público ou outro, e, ainda assim, com interesse suficiente para merecer uma paragem em Santo Amaro, e levar para casa um verdadeiro produto artesanal. Isto, porque o homem do leme mantém no mesmo espaço uma oficina de carpintaria onde constrói pequenas peças de arte, que não são mais do que réplicas de embarcações que fizeram história, ora cruzando os mares dos Açores, ligando as nossas ilhas e as nossas gentes, ora na caça à baleia ou na faina da pesca.

Tenho um fraco por coisas genuínas, pelas raízes do nosso povo.
A Ilha do Pico tem conhecido um forte desenvolvimento, fruto de vários investimentos públicos, mas também por força da iniciativa privada, que tem dado o seu contributo, preservando algum do património e criando pequenas empresas dedicadas, essencialmente, a serviços vocacionados para quem visita a Ilha.

11 setembro 2008

Recolha Selectiva de Lixo em Angra

Foi com agrado que vi a notícia (vídeo) que Angra do Heroísmo vai implementar um sistema de recolha selectiva de lixo, semelhante àquele que já se pratica em Nordeste. Seria bom que todos os concelhos dos Açores começassem a pensar nos efeitos positivos que tal medida acarreta, nomeadamente e como é evidente, em termos de Ambiente, mas não só.

Pela parte que me toca, o bom hábito que ganhei enquanto munícipe de Nordeste, jamais desaparecerá. O problema é que agora tenho que me deslocar aos ecopontos mais próximos, o que, devo dizer, em Ponta Delgada não é díficil, pois os ecopontos estão bem espalhados pela cidade.

Ruído Anti-Social

Não foi há muito tempo que o Legislador alterou as Leis do ruído, aproveitando para ser mais rigoroso com o limite dos decibéis e com as horas e locais em que estes podem ser emitidos.

Também o código da estrada tem conhecido alterações que endurecem as coimas e baixam os limites.

Todas estas medidas são pensadas com o intuito de melhorar a nossa qualidade de vida, por um lado, e evitar acidentes e consequentes vitimas, por outro. É por isso que estou, grosso modo, de acordo com este endurecimento de medidas.

Mas não posso deixar de estranhar, que estas duas iniciativas Legislativas não se cruzem, pois na estrada também se produz muito ruído. A prova mais cabal, e que mais me incomoda, é o enorme ruído que algumas motos produzem, por estarem mais vocacionadas para correr em pistas do que em estrada, ou por, sendo estradistas por natureza, os seus proprietários optarem por retirar ou colocar uma nova ponteira de escape. Esta modificação é um convite ao aumento do barulho produzido pela moto, e que, estou em crer, é ilegal.

Eu adoro motos, já tive algumas, mas um grave acidente fez com que decidisse deixá-las de lado, embora, uma ou outra vez, vá matando saudades. Tenho amigos que ainda as conduzem, alguns até contribuem para alguma poluição sonora, mas eles compreendem os meus argumentos. Estes são, essencialmente, o facto de este excesso de ruído assustar e criar grande ansiedade nas crianças e idosos – em especial –, interromper conversas entre pessoas e, não menos importante, perturbar imenso o descanso e silêncio de quem está, por exemplo, passeando nas Sete Cidades, em busca de tranquilidade.

Há espaço para todos, mas têm de ser definidas regras quanto a esta questão. Por exemplo, quem quiser andar de moto sentindo toda a potência do seu motor, poderá ter locais, dias e horários próprios para poder fazê-lo, não perturbando, assim, quem também tem direito ao seu descanso e bem-estar, e praticando essa actividade de forma mais segurança.

Respeito mutuo, a bem de uma sã convivência social.

Portugal - Dinamarca

Sempre fui um crítico de Scolari, não gostava do tipo, questionava as suas opções tácticas, culpei-o (e culpo-o) pela derrota na final do Euro 2004, mas sempre admiti que, acima de tudo, Scolari era um treinador que apresentava resultados. Era um realista táctico.

Depois da derrota de ontem contra a Dinamarca, é impossível não fazer comparações entre Queiróz e Scolari. Portugal de Queiróz jogou bem, viu-se que a equipe já é completamente diferente da do brasileiro, com um futebol atractivo, que privilegia a posse de bola. E, na minha opinião, isso será bom, pois as oportunidades de golo acabarão por surgir naturalmente, tal como aconteceu ontem. A verdade, porém, é que há alturas em que é preciso abdicar desse futebol atractivo e jogar feio para segurar o resultado. Não há melhor exemplo do que o jogo de ontem: Queiróz decidiu colocar João Moutinho para os últimos minutos, esperando que a equipe de Portugal sonegasse a bola dos nórdicos, pois sem bola eles não poderiam marcar. No papel é uma boa opção, mas na verdade não, porque pouco ou muito, a Dinamarca iria ter posse de bola e iria utilizar o jogo aéreo, tal como fez e tal como chegou à vitória. Scolari, se tivesse no banco de Portugal ontem, teria colocado um central alto e forte, como Bruno Alves, para os últimos minutos, assim abdicaria de vez da posse bola, recuaria a equipe toda e faria anti-jogo até ao apito final, mantendo dois jogadores rápidos na frente para, eventualmente, dar a machadada fatal no adversário.

Muitos jogadores portugueses, em entrevistas depois do jogo, diziam que é preciso tirar conclusões deste jogo. Há duas leituras para essas afirmações; ou são aquelas expressões que os jogadores usam para tudo e que não valem de nada, ou estão deliberademente a dizer a Queiróz que errou nas suas opções tácticas.

No entanto, admito que é extremamente cruel fazer uma comparação destas entre Scolari e Queiróz, até porque com o brasileiro, um jogo com as características como as do ontem nunca teria chegado ao fim com aquele resultado. A razão é simples, é que Scoalri tinha ao seu dispor um avançado letal, açoriano, de nome Pauleta, ou seja pelo menos uma daquelas oportunidades flagrantes que Portugal teve, teria sido convertida em golo e o sofrimento do final do jogo nunca teria acontecido. Assim, se já se falava de Liedson para a selecção, agora fala-se muito mais. Já agora, sobre este assunto, acho muito interessante a forma como os especialistas da bola que falam na tv encaram o assunto: aparentemente são a favor, pois dizem que as regras que temos são essas e estão sendo cumpridas, mas nunca falam da questão de fundo: deve a selecção nacional ter jogadores nascidos e criados noutros países? As regras, essas mudam-se.

Por fim, pontuações aos jogadores de Portugal, tal como faziamos no Euro (de 1 a 10):

- Quim: 4 (falhou no segundo golo da Dinamarca e o fantasma Ricardo surgiu)

- Bosingwa: 6 (esteve muito bem a atacar, menos bem a defender, a Dinamarca apostou tudo no seu lado para chegar aos golos, por um lado pararam as investidas do lateral do Chelsea e por outro tiraram partido do facto de defender ser o seu ponto fraco)

- Pepe: 7 (dominador e quase sem falhas)

- Ricardo Carvalho: 7 (ainda não está ao seu melhor, mas ainda assim é impressionante)

- Paulo Ferreira: 6 (Queiróz não quis manter Antunes, pois Ferreira dá mais garantias em termos defensivos - teve culpa no primeiro golo dinamarquês)

- Raúl Meireles: 6 (todo o meio-campo de Portugal funcionou muito bem a atacar e mal a defender nos últimos minutos, pois não conseguiram manter posse de bola)

- Maniche: 6 (falha um golo inacreditável)

- Deco: 8 (sem Ronaldo, Deco é, de longe, o melhor jogador da selecção)

- Simão: 6 (falha outro golo certo - tem que regressar ao Benfica se quer voltar a ser o jogador que foi)

- Nani: 7 (a saída para o United está a fazer com que seja um jogador cada vez melhor, a seguir a Deco foi o melhor português)

- Hugo Almeida: 6 (faz o que pode até faz bem, é o melhor avançado que Portugal tem neste momento)

- Danny: 5 (ainda não mostrou em Portugal que vale os 35 milhões da sua transferência na Rússia)

- Nuno Gomes: 3 (que dizer, ganha um penalty porque é maricas e falha um golo porque...é maricas - nos jogos na RTP Memória do Boavista parece que o Nuno Gomes era outro)

- Moutinho: sem pontuação.

7anos


...ainda, o novo Código de Processo Penal

O título do post contém a palavra "ainda", pois quero acreditar que com as alterações à Lei, já anunciadas pelo (ainda) Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, não seriam possíveis as manchetes de alguns jornais de hoje.
As manchetes a que me refiro, são as que dão conta da medida de coacção aplicada a um individuo que disparou três tiros contra outro, em plena esquadra da PSP, tendo, inclusive, que ser manietado por uma expedita agente de serviço. Escrevem os ditos periódicos, em letras gordas, que este individuo saiu em liberdade, tendo como imposição ficar limitado ao seu concelho, bem como o "termo de identidade e residência", que mais não é do que a obrigação de se apresentar periodicamente na esquadra da PSP da área de residência.....espero que sem armas, pois é a mesma onde praticou o crime de que é acusado.
Não há muito a dizer, excepto que esta medida de coacção não serve, a meu ver, os interesses da sociedade onde foi praticado, nem tão-pouco será dissuasora da prática de crimes com recurso a armas de fogo; Sim, bem sei que é este ponto que vai ser alterado, pois com a nova iniciativa legislativa, os crimes com recurso a arma proibida, serão, sempre, alvo da medida de coacção mais gravosa, ou seja, a prisão preventiva.
Mas, não nos esqueçamos que esta medida de coacção foi decretada com base no CPP ainda em vigor, o que vem, de novo demonstrar, que as alterações recentemente aprovadas, foram estemporâneas e não interpertaram bem os sinais dos novos tempos.
Se este não é um caso de tentativa de homicidio, agravada pelo facto de ter sido praticado no interior de uma esquadra de policia, na presença da autoridade - o que desde logo afasta a hipótese de ser alegada "ligitima defesa" -, então não sei o que será necessário fazer para que se seja acusado de semelhante crime. ?!
Sinais dos novos tempos: nem a autoridade é respeitada.
N.B.- E se fosse um polícia que, em plena esquadra, tivesse dado um par de estalos - nem me refiro a disparos com arma de fogo -, a algum criminoso que lhe insultasse e ameaçasse repetidamente, qual seria a sua "medida de coacção" ?

09 setembro 2008

Concorrência?

A companhia aérea Air Berlin anuncia que, a partir de 3 de Novembro, inicia um programa de vôos a partir de Nuremberga (com ligações previstas de 12 outras cidades da Alemanha) para Ponta Delgada. Segundo o comunicado, quem reservar com antecedência poderá pagar €169 (preço final) por uma viagem de ida, ou seja na melhor das hipóteses o preço de ida e volta poderá rondar os €340. A Sata disponibiliza viagens entre Ponta Delgada e Frankfurt por €344,58.

07 setembro 2008

Pequenas Confusões

A numerosa família reuniu-se na casa-Mãe para jantar e depois assitir ao Açores Vip na RTP-Açores. O nosso irmão mais novo, o João, era o convidado especial desta edição, uma vez que tinha vindo apresentar a I Mostra de Humor de Ponta Delgada, que teve lugar no Campo de São Francisco no passado fim-de-semana e que contou, para além do meu irmão João, com Nilton e Aldo Lima.

Até aqui nada de extraordinário, até porque é normal o João aparecer. No entanto, a produção do Açores Vip cometeu um erro que eu considero grosseiro e que sinto a necessidade de rectificar, uma vez que me diz directamente respeito. É que o nome que surgiu em rodapé enquanto o meu irmão era entrevistado era o meu e não o dele. Ele é o João Gamboa, o artista, o comediante e eu sou o Rui Gamboa.....o blogger. É certo que somos fisicamente parecidos, ou não fossemos irmãos, mas fazer uma confusão destas demonstra falta de atenção.

Fica a rectificação....

Sunday Papers

Joaquim Machado, no Açoriano Oriental, sobre a política de Educação do Governo Regional dos Açores: "de 2005 para 2006 o crescimento da taxa de sucesso foi superior a dez pontos percentuais. Seria óptimo, se fosse verdadeiro. O indicador não corresponde ao ganho de competências, pois nenhum sistema de ensino é capaz de gerar somente num ano tais resultados".

Estevão Gago da Câmara, também no Açoriano Oriental (mas no de Sábado), a propósito da idemnização de 130 mil euros que Paulo Pedroso vai receber do Estado: "A sentença não iliba o ex-deputado dos crimes crimes sexuais que lhe foram imputados no processo Casa Pia. Na sentença de 101 páginas, a juíza Amélia Puna Lopo explica que os crimes imputados ao ex-deputado não foram apreciados no processo cível, 'apreciação que cabia apenas e só à jurisdição criminal'".

06 setembro 2008

Alerta contra o Stress

Na revista NS, suplemento do Diário de Noticias de sábado passado, li uma noticia, em tom de alerta para quem “cuida de um Blog”, que, tendo como fonte o New York Times, acrescentava à lista das profissões mais propensas ao Stress, a profissão de Blogger.

Pode ler-se que, “cuidar de um blog pode já ser considerada uma ocupação de risco, causadora de enfartes em bloggers profissionais que se agarram ao computador até à exaustão, sem horas para iniciarem e terminarem o trabalho, 24 sobre 24 horas num sedentarismo quase total.” O texto apresenta três casos concretos de pessoas que sofreram ataques cardíacos, tendo dois dos casos sido mortais.

A notícia finaliza dizendo que, “são ainda muitos os bloggers que se queixam de ganho ou perda de peso, exaustão, nervos arrasados, distúrbios de sono e outros males resultantes da actividade ininterrupta.”
É caso para dizer; cuide do seu Blog, mas não se descuide.

Ausência

Foi uma longa ausência, uma espécie de sabática, mas que não foi auto imposta. Uma série de acasos, acabaram por contribuir para que eu deixasse de acompanhar o meu amigo Rui, aqui, nesta “máquina de lavar”, no passado mês de Maio. Recordo-me, pois foi a viagem a bordo do navio Stavros S Niarchos, um veleiro Inglês de 60 metros, com dois mastros de 45 metros de altura e 18 velas, pertencente à “Sail Training Association – Tall Ships Youth Trust”, que acabou por me afastar da net em geral, e dos Blogs em particular.

Esta viagem de sete dias pelos mares dos Açores, proporcionou-me uma espécie de retiro dos tempos modernos, um regresso ao básico, ao genuíno, um redescobrir de prioridades. Tipo introspecção…………..

Quando regressei, a net não era uma prioridade, por isso fui retardando a utilização do PC em casa - pois no trabalho é ferramenta do dia-a-dia. Isto provocou um natural distanciamento da Blogosfera, e, consequentemente, do Blog que partilho com o Rui.

Não foram raras as vezes em que o Rui me instou para um retorno aos posts, mas eu aguardava por um click que me despertasse, de novo, para estas lides, e fui adiando, adiando, adiando………….ontem, bateu-me à porta……….

Os solarengos dias de férias já ficaram para trás, as primeiras chuvas já caem, anticipando o Outono, e brindando o regresso de todos ao trabalho………..sim, pois é, tou agora a ver nas noticias. Parece que todos mesmo. A notícia diz que Paulo Pedroso vai voltar a sentar-se na Assembleia da Republica, reassumindo o cargo de Deputado da Nação.

Pois, recordo-me de ter ouvido algo nos últimos dias sobre um processo cuja decisão lhe havia sido favorável, condenando o Estado Português ao pagamento de uma indemnização a Paulo Pedroso por “prisão preventiva ilegal” no processo “casa pia”, onde este se viu envolvido. Sim, foi isso. Mas também me recordo de terem referido na mesma peça que esta decisão tinha merecido a discordância do Ministério Público, e que este recorrera da sentença para Instância Superior, aguardando, pois, a decisão do recurso apresentado.

A questão que me ocorre é; Não seria preferível aguardar pela decisão do recurso apresentado pelo MP, antes do PS anunciar o regresso de Paulo Pedroso ao Parlamento?

03 setembro 2008

Discriminação


Sigo sem compreender a necessidade de incluir uma certa percentagem de mulheres nas listas de candidatos a deputados. Parece-me que o único critério que deve nortear a escolha dos candidatos é a sua competência. Este tipo de discriminação apenas menoriza as mulheres e prolonga um tema que já deveria ter sido ultrapassado há muito tempo.

02 setembro 2008

Até Já


A "Máquina" tem estado um pouco parada, pelo que, e pela parte que me toca, peço desde já desculpa aos visitantes. Mas é que estas últimas semanas não têm sido fáceis, pois tenho que gerir a mudança de casa desde dois locais tão distintos como Nordeste e Bruxelas para Ponta Delgada. Só isso ocupa-me o tempo quase todo e o que resta, uso-o para ir a banhos ao final da tarde no "meu" Pópulo.

Assim, e após conversas com o meu parceiro de "lavandaria", posso prometer que estaremos de regresso tão cedo quanto possível...até porque estes próximos tempos terão certamente muito que se lhe digam.

25 agosto 2008

Energia Solar em Nordeste




A boas práticas em termos de política ambiental no Concelho de Nordeste não se esgotam nos ecopontos familiares para recolha selectiva de lixo que se encontram em todas as casas (ou quase todas), o recentemente renovado Parque de Campismo da Feira, da Vila de Nordeste, convenientemente localizado ao lado da Ribeira do Guilherme e com uma envolvência ambiental de cortar a respiração, tem ao dispor dos campistas (além de muitas outras coisas) energia eléctrica que provém exclusivamente de painéis solares.

19 agosto 2008

Naide


Os atletas portugueses que me davam mais esperança de ganhar medalhas de ouro eram Naide Gomes, no comprimento e Nélson Évora no triplo. Entretanto, Naide está fora.


De facto, a participação de Naide no concurso de salto em comprimento feminino roçou o trágico. À primeira tentativa, Naide, como devia, arriscou tudo e fez um nulo, na segunda (de três), a atleta portuguesa cometeu aquele que deve ser o seu pior erro da carreira, pois arriscou imenso e fez novo nulo. Perante a pressão de ter de cumprir no seu derradeiro salto, Naide quebrou e hesitou duma forma escandalosa para uma atleta da sua categoria, conseguiu apenas um salto que rondou os 6,20 cm, quando precisava de cerca de 6,65. Recorde-se que Naide chegou aos Jogos com a melhor marca mundial do ano, com 7,12.

Foi impossível não ficar com pena dessa grande alteta que é a Naide Gomes, ao cometer aquele erro infantil no maior palco do atletismo mundial. Daqui a quatro anos há mais Jogos, mas aí Naide já terá ultrapassado os 30 anos.

18 agosto 2008

Portugal, Vanessa e os Olímpicos


Ao fim de uma semana e três dias de JO, Portugal lá conseguiu ganhar uma medalha, Vanessa Fernandes ficou em segundo na modalidade de Triatlo. Todos mostram-se extremamente contentes com esse resultado, o que não deixa de ser estranho uma vez que o normal para Vaenssa é vencer. A frase que mais ouvi hoje foi: "o segundo lugar já foi bom."

A actuação dos atletas portugueses tem sido um pouco mais do que lamentável, com classificações vergonhosas e, pior, desculpas ridículas. A razão para os maus resultados, segundo os próprios atletas, parece ser as fracas condições e os poucos apoios. A razão para as desculpas ridículas, ultrapassa-me

13 agosto 2008

Bem, Sarkozy

Nota positiva para Sarkozy pela forma como negociou a crise entre Geórgia e Rússia. Ao contrário de Bush, o presidente francês não se limitou a fazer uma declaração pela TV, mas deslocou-se à capital russa para tentar resolver a questão, falando directamente com os intervenientes. Aliás, ficou bem patente a diferença entre a forma como os EUA e a UE lidam com as crises internacionais.
Além disso, fica também demonstrado a vantagem de ter uma presidência forte da EU, pois se esta crise tivesse acontecido há uns meses atrás, receio que a Eslovénia não teria poder negocial para inverter o rumo dos acontecimentos. Agora, resta que as partes envolvidas respeitem os termos do acordo proposto por Sarkozy.

Já se sabia que a independência do Kosovo e o apoio que recebeu da maior parte dos Estados-membro da EU e de outros países, poderia levar que outras situações similares acontecessem. Isso mesmo escrevi aqui no final de Fevereiro deste ano.

06 agosto 2008

O Regresso de Kagan


Férias, férias começam a partir da próxima semana nos Açores, porque até agora tem sido uma correria por cidades da Europa. Por isso tempo para ler tem sido pouco, aliás tempo para ler há bastante nas longas horas de comboio (nas ligações sem TGV), mas para leituras mais a sério é preciso alguma paz que só encontro mesmo nos Açores.

Assim, espero começar a ler o mais recente livro de Robert Kagan, "The Return of History and the End of Dreams" assim que chegar a São Miguel. Tal como "O Paraíso e o Poder - A América e a Europa na Nova Ordem Mundial", este novo trabalho de Kagan tem gerado muita discussão do outro lado do Atlântico, discussão essa que também começa a fazer-se, se bem que timidamente, aqui na Europa. Segundo parece, Kagan elabora sobre a questão que no começo dos anos '90 estava na mente de todos e que não se veio a confirmar, a ideia de um mundo mais ou menos pacífico, sem grandes problemas, depois do fim da Guerra Fria.

Depois aqui postarei as minhas impressões.

05 agosto 2008

Cara Lavada

Umas pequenas alterações ao layout do blogue; a foto do header vi-a num café há poucas horas e tive de a colocar [ou era essa, ou então esta....ou não], a cor do fundo simplesmente não dizia com o novo header, por isso teve de ser trocada. Já agora, a música da list conta com Chemical Brothers, Sigur Rós, Mike Oldfield e Tricky, uma mistura que, para mim, faz sentido.

04 agosto 2008

Rei na Luz

Magia no Estádio da Luz - e no Campeonato Nacional - está garantida na próxima época, com José António Reyes, um esquerdino genial. Hulk? Postiga?


Tarantino's Mind

A primeira vez que vi este filme foi aqui. Agora, talvez um ano depois e a propósito dum festival Tarantino que teve lugar numa pequena praceta de Bruxelas e que me levou a elaborar a Playlist que está a tocar, revisito esta curta com Selton Mello e Seu Jorge sobre a mente daquele realizador. Conclusão: "o Federer é a versão tenista do Tarantino".


03 agosto 2008

Cidade Luz




De um lado 50 orientais, todos com auriculares de última geração, seguem uma senhora, também ela oriental que tem um guarda-chuva vermelho em riste. Do outro lado 40 americanos, quase todos obesos, falam alto e reafirmam "I'm an american", como não se notasse. Mais ao lado uns 20 espanhois e mais uns 15 italianos, misturados com franceses de todo o país que aproveitam também para visitar a sua capital em tempo de férias, mais indianos, árabes, europeus de leste (muitos), sul-americanos, africanos e alguns tugas. Mais uns passos e a cena repete-se, com mais ou menos orientais, com mais ou menos americanos. Isto é Paris em Agosto.

Ainda assim, a capital francesa é sempre impressionante, mesmo com a correria das máquinas digitais a dispararem flashes em cima da Mona Lisa, mesmo com o Sena cheio de lixo, mesmo com filas intermináveis. Em cada esquina há História e o multiculturalismo confere-lhe vivacidade. Paris é sempre uma excelente viagem.

31 julho 2008

Mr Cool's Music


O tempo não tem sido muito para a música, mas depois de rever Reservoir Dogs, decidi fazer uma Playlist com temas de filmes de Tarantino. Desde o próprio Cães Danados, até ao Death Proof, passando pelos obrigatórios Pulp Fiction e Kill Bill, está lá quase tudo.

Tarantino é genial e as bandas sonoras dos seus filmes, seja como realizador ou não, também o são.

30 julho 2008

Letargia


Quando estamos longe da nossa terra, da nossa casa, há que encontrar formas de nos aproximarmos quando aquele sentimento de saudade aperta. Uma das melhores maneiras (além, evidentemente, de falar com a família e amigos via o fantástico Skype) é através da blogosfera açoreana.

O que é certo é que há uma certa diminuição da intensidade das discussões, relativamente ao que se fazia, por exemplo, há uns dois, três, quatro anos atrás, onde se discutiam assuntos de actualidade regional, nacional e internacional, com frontalidade e sem o peso dos partidos políticos em cima de cada frase (havia e há uma excepção), hoje o que se nota é que as discussões já nem ocorrem.

Parece, em muitos casos, que há um elefante na sala que nós não queremos ver. Isto acontece, a meu ver, porque estamos perto das eleições regionais, por um lado, mas por outro, porque há uma clara letargia no povo açoreano, como disse o Nuno Barata no Agente Provocador. Ele próprio, no seu Foguetabraze, revela casos que em condições normais teriam que acarretar demissões, mas o que se nota é que as pessoas, os eleitores, não se interessam, pois parece que já se conformaram com o facto que esta história vai acabar com a vitória do PS e por isso não merece a pena lutar, mostar desagrado e até indignação.

Mas terá de ser assim mesmo? Sinceramente, acho que não, acho que há ainda espaço para discutirmos os assuntos que quisermos sem estarmos presos a esse futuro que se diz certo, até porque este não tem, obrigatoriamente, de acontecer. Já passamos os 30 anos de Democracia e já era altura de demonstrarmos alguma maturidade e este espaço virtual que são os blogues deu grandes passos nessa direcção, pena é que a letargia esteja a alastrar também aqui. O facto de no começo este ter sido um espaço de poucos, elitista até, poderá ter ajudado para o ambiente de boas discussões. Porém, nem tudo é mau, a blogosfera açoreana está a crescer, surgindo uma nova vaga de blogues com ideias e com trabalho.

29 julho 2008

A Directiva de Retorno

Nestas últimas semanas o trabalho na Comissão Europeia passa muito pela Directiva de Retorno. As críticas têm sido mais que muitas, na DG Relex, mais precisamente na Unidade de Assuntos Horizontais da América Latina, a Venezuela encabeça a lista de países de onde recebemos mais reparos, na maior parte das vezes sem qualquer razão.
O que é, então, a Directiva de Retorno? Em numerosas comunicações adoptadas no domínio da imigração e asilo durante o período de 2000 a 2007, e nomeadamente na comunicação relativa à política comunitária de regresso dos residentes em situação irregular, de 14 de Outubro de 2002, a Comissão sublinhou que o regresso constitui um elemento importante de uma política comum de imigração e asilo. O “Programa da Haia”, adoptado no Conselho Europeu de Bruxelas de 4 e 5 de Novembro de 2004, reafirmou este ponto de vista e solicitou expressamente o estabelecimento de normas comuns para proceder aos repatriamentos em condições humanas e respeitando plenamente os direitos humanos e a dignidade das pessoas.
A 1 de Setembro de 2005, a Comissão Europeia propôs uma directiva visando aproximar as diferentes condições de recondução às fronteiras (direito de recurso, reconhecimento mútuo das decisões de expulsão, detenção administrativa, interdição do território, ajuda judiciária).
Após três anos de discussão, esta directiva foi aprovada pelos governos dos Estados membros, independentemente de suas sensibilidades políticas, e foi aprovada pelo Parlamento Europeu, na quarta-feira 18 de junho, com 55% dos votos. Portanto, quando dizem que não houve avisos prévios sobre a implementação desta política, há manifesta má vontade.
O texto da Directiva consagra uma abordagem comum em termos de luta contra a imigração irregular segundo princípios em conformidade com os direitos humanos. A Directiva reconhece explicitamente, por um lado, que, salvo caso humanitário, todo estrangeiro em situação irregular deve ser alvo de uma decisão de volta ao seu país de origem (ou do país de trânsito ou de um outro país designado pelo estrangeiro) e, por outro lado, que os Estados membros devem tomar todas as medidas necessárias para implementar esta decisão. A possibilidade de detenção de um estrangeiro em situação irregular é reconhecida de maneira excepcional, a partir do momento em que exista um risco de fracasso da medida de expulsão. Trata-se, portanto, do reconhecimento pela norma europeia da detenção administrativa que existe em toda Europa. A Directiva mostra a vontade da Europa de empreender uma política mais eficaz de luta contra a imigração irregular.
O texto prevê uma « interdição de entrada » no território europeu, que pode chegar a 5 anos para os estrangeiros expulsos de forma impositiva ou que não tenha respeitado o prazo de partida voluntária, e mesmo, com mais forte razão, em situações de ordem pública. Esta proibição tem duas vantagens :

- fortalece a eficácia global da luta contra a imigração ilegal pois a expulsão decidida por um Estado membro terá efeito sobre todo o território da UE.
- incentiva o estrangeiro que é alvo de uma medida de retorno a partir voluntariamente.
O cidadão de um país não pertencente à UE, mesmo que tenha ingressado clandestinamente no território de um Estado membro, e que tenha pedido asilo nesse Estado, não é considerado em situação irregular até que uma decisão negativa ao seu pedido ou uma decisão que ponha fim ao seu direito de estada como requerente de asilo tenha entrado em vigor.
A Directiva concede 24 meses aos Estados membros para ser efectivada. A obrigação de implementação só será verdadeiramente exercida a partir do fim de 2010. Será preciso então aprovar uma lei, sobretudo para criar a interdição de entrada no território europeu ou ainda para precisar as condições em que a partida voluntária poderá não ser oferecida .
No fundo, esta Directiva tem por objectivo tratar um assunto que assume uma importância cada vez maior no mundo em geral e na Europa em particular. A Europa não pode continuar a receber todos os imigrantes que chegam diariamente, há que impor limites.

28 julho 2008

Alterações Climáticas




Ontem na magnífica cidade de Luxemburgo, a temperatura atingia os 30º, mas caía granizo com enorme intensidade.

23 julho 2008

Defender os Açores na UE

O tempo vai passando e o conhecimento sobre a forma de funcionamento da Comissão e das Instituições Europeias em geral vai melhorando. Como açoreano, interessado na minha região e no seu desenvolvimento, vou dando maior atenção (sempre que posso) às questões que nos dizem maior respeito e a conclusão a que chego invariavelmente é que a Região Autónoma dos Açores não dá a devida importância à sua relação com a UE.

A maior parte dos Governos, sejam nacionais, sejam regionais, têm uma relação, ainda que oficiosa, com os seus concidadãos que trabalham nas Instituições, nomeadamente na Comissão, que é de onde saem muitas das deliberações e conselhos para as decisões que são posteriormente tomadas. Essa relação apela ao sentimento de pertença a um país, ou uma região e esses funcionários estão abertos a colaborar, da forma possível, com os Governos dos seus locais de origem, por forma a defender os seus interesses. Há países que têm um sistema organizativo com os funcionários extremamente bem estruturado, como é o caso da Inglaterra e da obrigatória Espanha, que é um autêntico exemplo de uma invasão silenciosa dos locais de decisão.

Tomemos por exemplo a decisão de redução das 200 milhas para 100 milhas. O processo que levou a essa decisão passou, obrigatoriamente, pela Comissão Europeia. Além de se seguir os trâmites processuais normais (apelar em Tribunal, etc.), havia que esgotar todos os recursos e apelar aos funcionários açoreanos que estão na Comissão, por forma a tentar fazer com que a decisão fosse tomada colocando os interesses dos Açores em primeiro lugar. Entre a forte estrutura organizativa espanhola e a inexistente açoreana (e mesmo portuguesa), não há grande espaço para comparações, mas se a Região optasse por utilizar esse recurso valiosíssimo que são os açoreanos, que estão em posições de altíssimo destaque na estrutura da Comissão, poderíamos sempre dizer que não ganhamos, mas lutamos até ao fim.

Os próprios eurodeputados açoreanos não têm contactos estruturados com os funcionários açoreanos da Comissão, com o objectivo de trabalhar para os interesses dos Açores, o que é também inexplicável, porque, sendo poucos, a unidade deveria ser a nossa grande arma. No fundo, o tal gabinete dos Açores junto da UE em Bruxelas poderia servir de elemento aglutinador dos açoreanos. Mais de 70% da legislação vigente nos Açores terá origem na UE, portanto é fundamental lutar e sermos ouvidos, pelo menos, quando assuntos do nosso interesse directo estão em jogo. Pelo menos que se usem todos os meios que estão ao nosso dispor, basta só vontade política.

22 julho 2008

Radovan Mestre do Disfarce


Benfica Campeão 2008/09

Se dúvidas ainda existissem sobre que clube de futebol português tem mais adeptos, desapareceriam por completo nesta altura do ano. A lista de prováveis reforços para o Benfica que diariamente enchem as páginas do principais jornais constitui uma prova conclusiva. Para nós, adeptos, estas notícias são, por um lado, boas, pois enchem-nos de esperança de que teremos uma equipe mais forte na próxima época, mas por outro lado são más, pois demonstram que, novamente, o Benfica não consegue manter a base do plantel e falha naquele que é o principal factor para o sucesso de qualquer equipe de futebol: a estabilidade. No âmbito da estabilidade há, no entanto, um clube que consegue ser ainda pior que o Benfica, o açoreano Santa Clara. Pelo que sei, transitam da época passada apenas 5 jogadores e há 15 "reforços". Não se compreende como os dirigentes ainda não viram que a estabilidade é essencial para o sucesso, assim não vamos lá, prevejo mais um ano de luta para não descer. Espero estar enganado.

Regressemos ao Benfica. De facto, não fosse o facto da equipe ter muitos jogadores novos e estaria muito confiante para a próxima época. Senão vejamos: temos o melhor guarda-redes português, Quim (espero que não contratem o tal espanhol Codina, pois ainda temos o Moreira e não são necessários 3), na defesa, se David Luíz não tiver lesões e se se confirmar a contratação de Meira, teremos uma grande dupla de centrais (se Meira entrar, vende-se o Luizão). Nas laterais, o Léo, mais o Sepsi e o Jorge Ribeiro, dão garantia para a esquerda e para a direita não aceito outro cenário a não ser a contratação de um bom lateral, Belleti (?), com o Nélson a servir de apoio. No meio-campo defensivo, a contratação Yebda já deu mostra de qualidade no primeiro jogo da época e há sempre o Petit e o Katsouranis, se ficar. Nas alas, há o reforço Balboa (direita) que é bom jogador, e o DiMaria (esquerda), mas aqui também falta um reforço, daí que tanto se fale em Drenthe, seria uma excelente opção. Para médio de ataque, há Carlos Martins, que é um jogador cerebral capaz de despedaçar uma defesa com o seus passes e Aimar que é, sem dúvida, um jogadore de classe mundial, mas que para jogar bem precisa estar bem fisicamente, pois é um jogador muito explosivo. Receio que estes dois nunca poderão jogar juntos no esperado esquema de 4-4-2 de Flores, sendo certo que Martins será o sacrificado em condições normais. Finalmente no ataque, temos aquele que é para mim o melhor avançado em Portugal, Cardozo (é melhor que Liedson e diferente de Lisandro), mas é necessário outro reforço para o acompanhar, Nuno Gomes não serve, Makukula é o mesmo género de jogador que Cardozo, mas pior e Mantorras é mentira.

Em conclusão, aquilo que se vai lendo e que vai vendendo nos jornais reflecte as necessidades do Benfica: um lateral direito, um extremo esquerdo e um avançado.

Quanto a Sporting e FCPorto, os rivais do quarto de banho da 2ª circular apostam, e bem, na continuidade, com reforços que já conhecem o futebol português. Caso Veloso e Moutinho se mantenham, o Sporting terá melhor equipe que no ano passado, só não se compreende a aquisição do pior jogador de todos os tempos: Postiga. Quanto ao Porto, com a mais que certa saída de Quaresma, a equipe fica mais fraca e quanto aos reforços, não parecem ser de grande qualidade, o Rodriguéz terá a pior época da sua carreira. Ou seja, Benfica e Sporting discutirão o título até ao fim, com o Glorioso a levar a melhor. O Porto acabará em 6º ou 7º, o que será muito bom, dado que deveriam ter descido de divisão, por via da corrupção...mas isso é outra história.

15 julho 2008

Capa do liberal New Yorker


They say jump, you say how high


Conquistaram-me definitivamente quando em 1992 lançaram o seu primeiro disco de originais. Com a voz e letras de Zack e as guitarradas estridentes de Morello, é impossível ficar indiferente ao som dos RATM...é possível, isso sim, gostar e por vezes até exagerar do seu som e não desenvolver uma mentalidade anti-sistéma. Estão de volta, e ainda bem porque os Audioslave foram um erro....aqueles 4 estão bem é uns com os outros.


...

AIDS is killing the entire African nation
And the vaccine is still supposedly under preparation
But these governments, they don't mind the procrastination.
They say we'll kill them off, take their land and go there for vacation

A Playlist está, excepcionalmentre, com o autostart desligado, para não assustar os mais incautos.

14 julho 2008

Funchal-Lisboa por €86

O blogger Legoman partilhou isto connosco na caixa de comentários do postal imediatamente anterior. Dada a importância do assunto e por ser algo que a nós, açorianos, diz alguma coisa, aqui fica a notícia:

A rota em questão começa a operar a partir do próximo dia 27 de Outubro e pode-se viagar do Funchal para Lisboa e regressar por €85.98 (preço final).

11 julho 2008

SATATAP à Carteira dos Açorianos

A subida desenfreada dos preços dos combustíveis está a fazer com que certos oportunistas se aproveitem da situação. O truque é fácil: por exemplo, o preço do petróleo sobe 10% e eles aumentam o seu preço em 20%. É uma situação inaceitável e éticamente condenável.

Mas muito pior é quando este truque é utilizado por empresas públicas que têm o monopólio do serviço que vendem, como é o caso da SATA/TAP. Segundo o deputado do PP, Artur Lima, a taxa de combustível nas passagens aéreas entre os Açores e continente subiu 650%, enquanto o petróleo subiu no mesmo período 100%.

O conluio entre SATA e TAP para extorquir os açorianos está a atingir níveis surreais.

Parlamento - Tasca


Não gosto do estilo de José Sócrates nos debates parlamentares, é malcriado, arrogante (isso já todos sabíamos) e não tem qualquer respeito pelos seus adversários políticos. A sessão do Estado da Nação de ontem foi apenas mais um exemplo; quando fala, Sócrates, usa expressões como "tome tento na língua", "eu não lhe admito", "você não sabe do que fala". Quando se assiste aos debates parlamentares, parece que estamos perante uma qualquer discussão numa tasca. É possível ter trocas de argumentos com alguma cordialidade e se há local onde isso devia acontecer, esse local é o Parlamento.

A verdade é que este tipo de comportamento é igual na maior parte dos nossos representantes, mas Sócrates, por ser o centro das atenções e por ser o líder do Governo, deveria ter alguma contenção, no entanto parece que estes factores só o fazem ser ainda mais agressivo.