17 outubro 2008

Responsabilidade Democrática


Acima de tudo é preciso irmos todos votar no próximo domingo. Os valores que se esperam da abstenção, na linha, aliás, do que tem vindo a suceder, tanto a nível regional como nacional, são motivo de vergonha para todos nós. Significa, em última análise, que todos falhamos, que todos temos uma dose de responsabilidade relativamente ao estado actual de enfermidade da nossa jovem democracia. Falharam, desde logo, os candidatos, falharam os meios de comunicação social, falhou cada um de nós.

A Democracia não se resume ao acto eleitoral. No nosso dia-a-dia estamos sempre a participar no processo democrático, seja com os nossos filhos nas escolas, seja nas nossas actividades profissionais, seja no que consumimos e é a forma como conduzimos estas nossas acções diárias que acaba por influenciar o próprio processo democrático. Ou seja, a nossa responsabilidade democrática não se resume ao voto, pelo contrário, está bem presente no nosso quotidiano. As nossas acções diárias influenciam directamente o estado futuro da Democracia. Por isso mesmo é que a Democracia é o menos mau de todos os sistemas de governação, porque permite que cada cidadão seja determinante para o seu bem, ou para o seu mal.

No acto eleitoral a nossa acção não terá efeitos no futuro da Democracia, terá efeitos imediatos, logo no dia seguinte. Por isso, se é importante vivermos o nosso dia-a-dia de forma responsável tendo em vista nosso bem comum na vida democrática, no momento do acto eleitoral essa importância é exponencialmente maior.

De modo oposto, podemos concluir que ao não votarmos estamos a contribuir para um enfraquecimento imediato da Democracia. Atrever-me-ia, então, a dizer que quem não vota está contribuir directamente para a situação que os leva a dizer que não vão votar.

Domingo vamos todos votar e vamos tentar convencer tantos quanto nos é possível. A bem da Democracia, a bem do nosso futuro.

A propósito de sondagens...

...nos EUA, deixo os seguintes dados para a necessária reflexão.

Eleição de 1976 - no final do Verão, as sondagens davam 62% a Carter e 30% a Ford. Carter venceu mesmo, mas com 58.1% dos votos contra 48% de Ford.

1980 - Já em Novembro, as sondagens davam 44% Carter, 41% Reagan. Ganhou Reagan com 50.7%, contra 41%.

1988 - Neste caso ainda em Maio, Dukakis 49%, Bush 39%. Bush venceu com 53.4% contra 45.6%.

1992 - Em Junho, o candidato independente Ross Perot tinha 37% nas sondagens contra 24% de Bush e Clinton. Clinton venceu com 43%, Bush teve 37.4% e Perot 18.9%.

2000 - Setembro, Gore 49% GW Bush 39%. Bush ganhou com 47.9% contra 48.4% de Gore .

15 outubro 2008

Anormalidade

A sociedade Açoreana tem assistido, nos últimos meses, a um número anormalmente elevado de crimes de homicídio perpetrados contra mulheres. São já seis as mulheres assassinadas este ano no Arquipélago. Os responsáveis; homens com quem as vítimas tinham ou tiveram uma relação amorosa.

Se por um lado este tipo de crime é tipificado como “crime passional”, por outro, também tem relação directa com o fenómeno da violência doméstica; neste caso levada ao extremo.

Estes crimes devem envergonhar a sociedade onde ocorrem, pois são um sinal de ausência de valores, de menorização da figura feminina, de fraqueza cultural….em suma, de uma sociedade de trogloditas. Eu senti essa vergonha. Também uma enorme tristeza pelas vitimas, em especial pelos filhos. E, claro, raiva e desprezo total pelos que quiseram marcar os seus destinos, quais donos da vida alheia. Nem pensaram nos filhos. Não nos dela, mas nos de ambos.

Um drama familiar sem paralelo.

Numa época em que a Mulher se afirma nas sociedades modernas – isso, se já não se afirmou de facto –, alguns, cobardes homens, ainda teimam em vê-las com os olhos do passado, em que o simples direito de voto lhes era negado, e as fronteiras do país só poderiam ser transpostas com a devida e prévia autorização do “protector”.

Numa sociedade pequena como a nossa, a questão da malfadada honra é ainda mais sensível, podendo – como demonstram os recentes casos –, levar a situações de ciúme irracional e injustificável. Isto, porque as pessoas têm relações de grande proximidade e que se entrecruzam umas com as outras, dando origem a afinidades e sentimentos de pertença, que são, por vezes, perigosamente amplificados. Há também a questão dos boatos, e do “diz que se disse”, que podem exacerbar sentimentos de humilhação e vergonha, numa sociedade (ainda) marcada pelo machismo. Mas, claro está, não há nada que justifique tal imbecilidade.

Lamentavelmente, há situações que, mesmo sendo previsíveis, a sociedade, digo, o Estado, não é capaz de evitar que aconteçam, pois a intenção, por si só, não é criminalizada.

No caso particular dos Açores (a realidade que eu melhor conheço) há muita gente que trabalha diariamente para que muitas mulheres não conheçam semelhante e trágico destino. Estas pessoas, que trabalham em prol da defesa das vítimas de violência doméstica, criam condições para que muitas mulheres se libertem de companheiros agressores e maltratantes, que as vitimizavam há anos, ou mesmo décadas. São várias as instituições de solidariedade social que se dedicam a esta causa, a maior parte delas ligadas entre si por uma Rede, encabeçada pelo IAS – Instituto de Acção Social.

Não tenho dúvidas que as vítimas de violência doméstica (sejam homens ou mulheres….por norma são do sexo feminino), têm, nos dias que correm, um apoio muito mais efectivo e técnico, que lhes permite abandonarem a “segurança” do lar, sem temerem as dificuldades inerentes à construção de uma nova realidade, de uma vida nova. Na vertente de apoio inicial, e definição de um novo projecto de vida, surgem os técnicos sociais, que orientam e conduzem todo o processo, inclusive a nível judicial.
As crianças nunca são esquecidas, daí existirem instituições que proporcionam, pelo menos numa fase inicial do processo, o acolhimento das mães com os seus filhos.
Tristemente, na maior parte dos casos, são as vitimas – mães e crianças –, que têm de abandonar o lar, pois o agressor mantém a sua bestialidade, dizendo; “daqui não saio, daqui ninguém me tira”………bem, isso será verdade, até Decisão Judicial.
A força e a vontade que muitas mulheres demonstram quando, finalmente, se sentem preparadas para abandonar uma relação de violência e medo, são das próprias; mas a coragem, essa, é-lhes fornecida pela certeza do apoio de muitas outras mulheres e homens que se dedicam, dia após dia, a esta problemática e à defesa destas vítimas.

Temo, pois, que numa sociedade algo fechada, e ainda muito patriarcal, as vontades das vítimas acabem por ser sonegadas pela loucura definitiva dos agressores, incapazes de aceitar a “alforria” das mães dos seus filhos.

Para que tal não suceda, é necessário continuar o bom trabalho que se tem vindo a desenvolver em prol das vítimas, mas é necessário, também, um investimento simultâneo na recuperação dos agressores, para que estes não passem à condição de “assassino passional” (*).

(*) – Considero o adjectivo “passional”, uma ofensa para a vítima, pois o dicionário descreve-o como: “ referente a paixão; motivado pela paixão”. Quem Ama, não mata o objecto do seu Amor.

14 outubro 2008

P(artido) D(as) A(sneiras)

Esta campanha tem tido momentos verdadeiramente surreais, onde se destaca claramente o PDA. Desde abolir a escala de 0 a 20 nas escolas, à linha de caminhos de ferro em São Miguel, há para todos os gostos. No entanto, o maior destaque vai para o direito de antena de domingo passado: Melo Bento, do alto da sua sapiência, "elogiou" José Ventura, afirmando que, e passo a citar de cor, "não é alguém que tenha grandes conhecimentos teóricos, mas compensa com a sua capacidade de trabalho no terreno".

Com amigos destes...

Nota: Sobre este post, o Dr. Melo Bento veio esclarecer, na caixa de comentários, que estava a falar sobre Álvaro de Lemos e não José Ventura. Também na caixa de comentários, assumo o meu erro, o qual lamento, mas mantenho as ideias principais deste post, bem como deixo claro que acho que o PDA é essencial para uma Autonomia saudável. Convido todos, portanto, a consultarem a caixa de comentários para quaisquer esclarecimentos mais detalhados.

13 outubro 2008

Está tempo de tremores de terra

Atingimos a metade do mês de Outubro e a temperatura ambiente está quente, demasiadamente quente, estranhamente quente. Por outro lado, a campanha eleitoral, apesar de ter aquecido um pouco nos últimos dias, está amena, normalmente amena, expectavelmente amena.

12 outubro 2008

A Campanha Contra Palin

Inacreditavelmente, na comunicação social [e blogues] portuguesa só se dá conta das más práticas dos Republicanos nesta corrida à presidência dos EUA. Só os mais ingénuos podem acreditar que é assim, porque na verdade a campanha de ódio – principalmente direccionada a Sarah Palin – por parte do lado democrata atinge também níveis bastante preocupantes.

Como nestas coisas o melhor mesmo é ver e ouvir, aqui ficam alguns exemplos. Enjoy!




Neste caso, a diva (hehehe) Madonna, diz o seguinte: "Sarah Palin, I will kick her ass"




Aqui é Sandra Bernhard a promover claramente o ódio.

Eu chamei Sarah Palin de MILD (Mother I'd like to date), estes aqui chamam-a de MILP (Mother I'd like to punch).



E aqui admite-se que Sarah Palin provoca raiva quase violenta em "mulheres normalmente razoáveis".

"BUG" do Capitalismo ?

Todos nos recordamos da então anunciada crise global da informática, que estava prevista acontecer exactamente na entrada do novo milénio. A causa apontada seria a confusão e impreparação dos PCs quando se deparassem com os novos dígitos do ano 2000. Foi denominado de “Bug do milénio”, este drama Planetário que se previa. Gastaram-se muitos milhões para tentar prevenir as possíveis anomalias. Tudo em vão, para gáudio dos terrestres. Nada de mal se passou, e a informática continua evoluindo como uma ferramenta indispensável nas sociedades modernas.

Passados dez anos, encontramo-nos no final da primeira década do segundo milénio D.C., e surge uma nova crise que atemoriza o globo. Mas esta não foi anunciada com tanta antecedência, e as medidas vêm a reboque das sucessivas falências no sector financeiro, não deixando margem para previsões, ainda que estas de pouco valessem. Sendo o sector financeiro uma peça fundamental das economias, todas elas sentem o abalo, e algumas abrem mesmo “fendas” – como no caso da Islândia.

Qual tem sido (será) a solução?

Uma vez que o sistema financeiro já não é capaz de se auto-financiar, as medidas paliativas tiveram/ terão de ser tomadas pelos Estados, nacionalizando alguns sectores chave. Curioso, é o facto das democracias mais “arejadas” do Ocidente, terem evoluído ao longo das últimas décadas, no sentido de serem livres da “mão” interventiva do Estado, desenvolvendo-se com base num mercado livre, tendo como única fronteira as entidades reguladoras………até agora.

Será que chegou o “Bug do Capitalismo” ?

Em todos os países se fala da Crise Mundial, todos os líderes, de todos os quadrantes políticos, se vêm obrigados a reconhecer a sua chegada. Eu diria mais, todos nós a sentimos.
Alguns – liberais mais optimistas –, relembram uma grave crise na Suécia, em que o Estado se viu obrigado a adquirir (nacionalizar) grande parte da Banca do país, passando-a, posteriormente, novamente para as mãos dos privados. Os mais cautelosos – em resposta aos últimos –, dirão de imediato que esta crise é Global, e não à escala nacional, pelo que a sua resolução não se vislumbra tão fácil e linear.

Depois do colapso do sistema financeiro Americano, e das medidas anunciadas de combate à crise, começa agora a Europa a revelar a dimensão da sua crise. Em Inglaterra, Gordon Brown, prepara-se para nacionalizar parte da Banca. Em Itália verificam-se centenas de despedimentos no mesmo sector, obrigando Berlusconi a uma tomada de posição. Pode haver, aqui, uma mudança de paradigma?

Como responderá a Europa a esta crise? Quem será “A” voz da UE?

Não será descabido relembrar, perante o cenário actual, a recente discussão à volta do Tratado de Lisboa, e da necessidade da sua aprovação.

Eu não sou apologista de uma grande intervenção Estatal na economia, embora defenda que o Estado deva reservar para si o controlo de sectores considerados estratégicos. Em Portugal, a GALP é disso um mau exemplo.

Mas no que toca à justiça e equilíbrio social, uma vez que não sou neoliberalista, defendo um Estado Providência que assegure, ou melhor, que defenda os cidadãos dos excessos do Capitalismo Selvagem. (para que o Bug, a verificar-se, não nos leve a todos ao fundo com ele, por obra de alguns, que não dão a cara nem se submetem a sufrágio popular; tipo especuladores e afins)

10 outubro 2008

Os Vingadores


Primeiro foi a Missão Impossível, com o cerebral Jim Phelps [Peter Graves] e os homens das mil caras, Rollin Hand [Martin Landau] e o Amazing Paris [Leonard Nimoy]. Depois tivemos o Santo, com o inigualável e jovem Simon Templar [Roger Moore]. Agora, a rtp memória oferece-nos diariamente um episódio dos Vingadores com os fashionables John Steed [Patrick Macnee] e (neste caso) Emma Peel [Diana Rigg].

Esta aposta no spy-fi dos anos ’60, onde heróis e malfeitores se tentam matar mutuamente com a maior das educações e sempre com um sorriso nos lábios, é profundamente agradável e vivamente aconselhável. De segunda a sexta por volta das 2300.

Fogo Extinto

De lamentar o novo cancelamento do Fôguetabraze. Segundo o próprio Nuno Barata as razões são as mesmas, ou seja, o uso abusivo da caixa de comentários. No entanto, os administradores dos blogues têm a opção de moderação de comentários, algo que facilmente faria parar o “lixo”. Evidentemente, ele é dono e senhor do seu espaço e não tem que dar explicações a ninguém, mas por outro lado, nós, enquanto frequentadores daquele seu espaço que é aberto a todos, podemos reflectir sobre o assunto. E ao fazê-lo, surge-me uma questão acima das outras todas que poderão também ser levantadas. Que importância tem, de facto, a blogosfera na realidade sócio-política dos Açores?

07 outubro 2008

Se as Eleições fossem hoje e aqui...

...os resultados seriam os seguintes:

Depois de contabilizados cem votos:

PPD/PSD - 27%
PS - 21%

MPT - 19%

Bloco de Esquerda - 7%

PDA - 7%

CDU - 6%

PPM - 3%

CDS/PP - 1%

NB: MPT com 19%? Talk about a Teenage Riot!!!

05 outubro 2008

Liga dos Últimos em Santo António além Capelas



A Liga dos Últimos, a melhor ferramenta de estudo sociológico da tv, à frente de Portugal: Um Retrato Social de António Barreto, esteve nos Açores a fazer a cobertura do jogo entre o Santo António e o Maia.

Deliciem-se com as vozes encantadoras da Jéssica e da Cristina.

04 outubro 2008

O Vôo dos Campeões

Foto retirada de www.contratempo.com

É com agrado que damos os parabéns ao Ricardo Moura e ao Sancho Eiró por serem Campeões Regionais Absolutos de Ralis dos Açores.

Há, no entanto, um decréscimo de competitividade que está directamente ligado à diferença abissal que existe entre os dois pilotos apoiados pela Fábrica de Tabaco e os restantes. Por isso mesmo parece-me que se deve repensar os ralis nos Açores por forma a reduzir essa diferença.

03 outubro 2008

Sarah Palin a Presidente do Mundo


O debate entre os candidatos à vice-presidência dos EUA pareceu-me bem mais ligeiro, em termos de conteúdos, que o anterior entre Obama e McCain. Mas terá sido mesmo? Tentarei ser objectivo.

Admito que talvez tenha me deixado embalar pelo straight talk naquela voz monocórdica, com gritinhos pelo meio e pelo ocasional piscar de olho da Sarah Palin. Aliás, ao ver o debate só pensava mesmo naquele novo termo inglês, que recuso-me a transcrever, mas que poderá ser readaptado, de forma mais cavalheiresca tendo em conta a senhora em questão, para ‘MILD’, mother I’d like to date. Na verdade, penso que por baixo daquela postura de puritana com toques de mulher de armas e de dama que vem do frio do Alasca, há um ardor e talvez uma rendinha, que só podem ser deliciosos. Com o cabelo apanhado, os óculos já clássicos e um movimento de boca de cortar a respiração, Sarah Palin venceu decididamente o debate. O Joe Biden bem se esforçava, mas receio que simplesmente não é uma mulher nos seus 40 anos extremamente bem conservada.

Nas últimas eleições disse-se que dava para ver um quadrado nas costas de Bush, que seria uma espécie de rádio transmissor, pelo qual recebia informações vitais para bem responder às questões colocadas. Ora bem, hoje eu bem que procurei no corpo da Sarah Palin algo que se pudesse parecer com um rádio quadrado, mas apenas encontrei curvas bem delineadas, por isso só posso concluir que Palin se preparou bem, surpreendendo quem esperava um passeio de Biden neste debate.

02 outubro 2008

Benfica, o nº1


O maior clube de futebol de Portugal é novamente pioneiro, desta vez com um canal de televisão. Os outros já chegam, é só esperar um bocadinho.

E que melhor inauguração que esta? Uma vitória clara sobre o Nápoles. Sabe sempre bem vencer um clube de mafiosos que equipa de azul.

01 outubro 2008

'Chico-Espertismo'

O assunto já tinha sido abordado no Candilhes, mas volto a ele. O que se passa na entrada da rotunda de Belém, à hora de ponta, é uma autêntica selvajaria. Todos os que respeitam minimamente os seus semelhantes estão na faixa interior, que sabem ser a única que dá acesso ao que resta da rotunda, os outros, os 'chicos-espertos' passam pela faixa exterior. É um exemplo flagrante de esperteza saloia.

O 'chico-espertismo' é uma doença que está impregnada na nossa sociedade e é uma das principais razões para o crónico atraso português.

O que nos vale, ou melhor, o que esperamos é que até dia 19 de Outubro aquelas quantidades enormes de alcatrão estejam todas no lugar e que o trânsito regresse à 'normalidade'.

Golf

Trinta e quatro anos depois, eis que surge a sexta versão do VW Golf. Mais do que um carro, uma referência das estradas do mundo.

versão MK1: 1974 - 1983


versão MK2: 1983 - 1992

versão MK3: 1992 - 1997

versão MK4: 1999 - 2006

versão MK5: 2003 - presente

versão MK6: 2008

29 setembro 2008

Entrevista de Costa Neves

Costa Neves, em entrevista à RTP-Açores, foi incisivo nos principais pontos que, de facto, o separam do Governo socialista, fazendo, assim, uso das suas principais armas.

Desde logo, a transferência de parte dos fundos comunitários para as empresas privadas e para os Municípios. Segundo Costa Neves, o Governo guardará para si cerca de 70% do total do Quadro de Apoio 2007-2013, o que é, manifestamente, demasiado. A intenção do PSD está de acordo com o princípio de subsidiariedade, que a EU aconselha e que permite que sejam as formas de poder mais próximas dos cidadãos a lidarem com os seus problemas. Por outro lado, permite a dinamização do tecido empresarial privado, essencial para a boa saúde económica da Região, particularmente em termos de emprego.

Aliás, o emprego foi um assunto em que Costa Neves foi bastante assertivo, ao assegurar a capacidade do PSD na criação de 14 mil postos de trabalho para a próxima Legislatura. O líder social-democrata socorreu-se, ironicamente, do anterior Governo socialista que conseguiu atingir esse número.

Também positivo a forma como Costa Neves lidou com o tema RSI (Rendimento Social de Inserção). Por um lado, há um grande número de eleitores que estão sob esse programa e nesta altura não convém ao PSD incompatibilizar-se com nenhum grupo, por outro lado, há uma enorme fatia da sociedade que se sente incomodada com o facto de estar a contribuir para um programa que não está a funcionar. Costa Neves chegou aos primeiros assegurando-lhes que, com um Governo PSD, não ficarão ad eternum naquela situação e convenceu os segundos ao garantir que vai alterar as regras.

Ao PSD e a Costa Neves quanto mais chegarem aos açorianos, melhor, por isso, compreende-se a insistência no debate a dois com Carlos César.

Esperamos, agora, a entrevista de César e saber como, ou se vai, rebater alguns dos argumentos apresentados hoje por Costa Neves.

28 setembro 2008

Scarlett Johanson casou-se


Não, não é a sequela do filme de Coppola com a sensual (na época) Kathleen Turner. Infelizmente é mesmo realidade e é uma das piores notícias dos últimos tempos.

27 setembro 2008

Pela Boca Morre o Peixe

Vivemos na era da comunicação, onde temos a acesso à informação que queremos por via destas máquinas que são os computadores e por via deste serviço que é a internet. Por isso, é apenas normal que se descubra a realidade sobre o 'Magalhães', exactamente através do pc e da net.


Informação dada por Cãotribuinte.

McCain - Obama (1st round)

Primeiras impressões do debate entre McCain e Obama: em termos do à vontade e com a relação com a câmara, Obama leva, sem dúvida a melhor. Isto não é novidade, desde os debates com Hillary que sabíamos que Obama é um perito nessa área e, pelo contrário, McCain não se sente tão à vontade.

Quanto aos temas discutidos, propriamente ditos: pareceu-me que McCain foi melhor. Diferênças fundamentais dividem os dois na questão económica e na forma de lidar com a crise. Divisões clássicas entre Direita e Esquerda, como mais ou menos regulação ou maior ou menor carga fiscal às empresas, estiveram bem presentes.

Mas é em relação à política internacional que McCain ficou, quanto a mim, claramente a ganhar. Se é verdade que tenho ainda algumas dúvidas em relação à sua ideia sobre a criação de um Liga de Democracias, apenas porque não sei até que ponto países europeus estariam dispostos a fazer parte de tal projecto, é também certo que McCain tem, de facto, uma larga experiência que lhe permite falar destes assuntos com uma autoridade que Obama não tem. Todavia, tenho a perfeita noção que a forma, por vezes, condescendente, como McCain se dirigiu a Obama neste assunto, possa lhe ser contra-producente. As posições de fundo de McCain são, na minha opinião, as melhores para os EUA lidarem com os problemas em termos de política internacional. O idealismo de Obama simplesmente não é viável, McCain usou uma frase que, neste aspecto é sintomática, "devemos aprender com a História" e a História diz-nos exactamente que há que ser realista, principalmente quando se está a lidar com problemas como luta contra terrorismo, Irão ou Coreia do Norte.

O facto de Obama querer colar McCain à linha da administração Bush não tem fundamento. É claro que McCain é um conservador e está, na teoria, ao lado das medidas de Bush. No entanto, parece-me haver uma diferênça fulcral entre a linha Bush e aquilo que pode ser a linha McCain; é que o primeiro esteve sempre pré-disposto a deixar-se influenciar por interesses pouco claros que pairam sobre Washington, ao contrário de McCain que deixou claro que está ciente que há corrupção em larga escala na capital americana e vai acabar com isso. Não se pode cair no erro fácil que os Republicanos são todos corruptos e estão todos ao serviço dos grandes lóbis económicos.

Admito, no entanto, que aquela larga parte de norte-americanos acostumados a ver estes debates como uma sequência dos espectáculos de campanha que os candidatos dão por toda a América, irão sentir que Obama esteve melhor, não porque concordam com as suas posições, mas porque o Democrata falou directamente para McCain. Obama é um mestre nessa relação entre espectáculo e política, que nos últimos anos começa também a ser popular em Portugal, e só isso pode ser suficiente para vencer.

25 setembro 2008

Votações, Legalizações

Fechamos a última votação - que já tem uns meses - e lançamos outra.
À pergunta "Legalizar drogas leves (cannabis e haxixe), sim ou não?", 55% votaram "sim". Eu fui um desses 55%. Acho que já é tempo do Estado assumir as suas responsabilidades neste problema, porque uma coisa é certa, não vai desaparecer, aliás a tendência é que piore. Portanto, o melhor é o Estado estabelecer regras e limites à venda dessas substâncias e não permitir que qualquer criança ou jovem tenha acesso a eles.
A nova pergunta é uma espécie de sondagem relativa às próximas Legislativas: "Em que Partido pensa votar no dia 19 de Outubro?"

24 setembro 2008

Bola de Cristal

A garantia da segurança e ordem pública é, talvez, das obrigações do Estado que o cidadão mais valoriza. A insegurança retira-nos a liberdade.

Nos últimos meses, tem sido amplamente noticiado pelos Órgãos de Comunicação Social o crescente número de delitos praticados, em especial com recurso a um maior grau violência e utilização de armas de fogo. Claro que as noticias não são promovidas/ criadas, pelos OCS, eles apenas vão dando a conhecer aos cidadãos o que se vai passando na sociedade onde se inserem. Ou seja, o aumento dos crimes tem levado a um aumento das notícias que deles dão conta, e, consequentemente, a um aumento do sentimento de insegurança na população.
Mais insegurança menos liberdade.

Mas o ponto fulcral deste meu post – e daí o título, “Bola de Cristal” –, centra-se na dimensão do contributo individual de cada cidadão, quando exposto/ vitima de um crime, ou quando assiste na qualidade de testemunha a um qualquer acto criminoso.

Será que apresentam queixa? Será que se aprontam para testemunhar o que presenciaram?

Ou, pelo contrário, embarcam naquela velha máxima do; “apresentar queixa? Para quê!!! É uma perda de tempo, e ainda vejo a gajo sair antes de eu acabar de preencher a papelada na esquadra.!”
Ou, ainda pior; “epá, o gajo/ criminoso, mora perto do meu bairro, e eu não quero problemas com o rapaz…” (cobardia, desencadeada pelo medo; um convite para que seja ele a próxima vitima do criminoso, pois este sabe que aquele cobardolas não apresenta queixa.)

Nós, cidadãos em geral, não podemos colocar toda a responsabilidade da execução da justiça, da busca da verdade, nas mãos das autoridade policiais e judiciárias. Estas, não são detentoras de uma “Bola de Cristal”, e estão sujeitas ao respeito e cumprimento das normas escritas nos códigos, bem como às regras da Constituição da Republica Portuguesa. São essas Leis que ditam o rumo e o tratamento que os processos devem tomar, desde a formalização da queixa na polícia ou Ministério Público, até à eventual audiência de julgamento.

Ainda há dias ouvimos Carlos Anjos, o responsável pela ASFIC – Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal, vir lamentar o facto destas Leis – as tais que ditam o andamento processual da queixa –, serem elaboradas tendo sempre, e primeiramente, como base, a defesa dos direitos dos arguidos e – acrescentava o citado –, esquecendo ou relegando para segundo plano em os direitos das eventuais vitimas.

Não posso negar que estas afirmações parecem ser o espelho das últimas decisões que ditaram as medidas de coacção, a alguns dos eventuais responsáveis por crimes violentos amplamente noticiados, e seguramente reflectirão o estado de espírito dos profissionais que representa.

No entanto, a única forma que a Lei (e a CRP) permite para se rebater e inverter alguma hipotética má decisão da justiça, numa primeira fase processual, é colocarmo-nos, enquanto cidadãos, à disposição das entidades judiciárias. Este é o nosso contributo para o apuramento da verdade. Só com a participação de todos neste burocrático – mas necessário –, processo, poderemos almejar alcançar uma sociedade mais segura e onde o criminosos tema mais o cidadão cumpridor, do que o contrário. Um cerco aos criminosos, aumenta a segurança e, logo, a liberdade individual e colectiva.

É o criminoso quem sai vencedor quando nós, enquanto vítimas ou testemunhas, viramos costas ao “aborrecimento” do processo burocrático por que tem de passar quem pretende colaborar com a Justiça.

Já se fala em Justiça Popular, mas antes de embarcar no campo das milícias armadas, devemos esgotar as armas que a Justiça nos disponibiliza.
N.B.- Já aqui escrevi, por diversas vezes, que o Legislador tem sido descuidado na sua tarefa. Não quero deixar de destacar o contributo que o Procurador Geral da Républica tem dado, no sentido do poder politico, e a opinião pública em geral, serem esclarecidos sobre as debelidades de algumas dessas (novas) Leis. Se cada agente (social) der o seu contributo, a sociedade conhecerá um clima de prosperidade e paz social.

Entrevista de Paulo Estevão

Paulo Estevão, candidato pelo PPM à Assembleia Legislativa Regional, em entrevista à RTP, defendeu que os Açores devem ter uma representação diplomática em diversos locais do mundo, onde os nossos interesses têm que ser defendidos por nós próprios. Entre esses, evidentemente e talvez o mais importante, Bruxelas. Fico contente por saber que já não sou o único a defendê-lo. Aqui neste blogue já o fiz por diversas vezes, mostrando claramente os benefícios que tal representação poderia ter. (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)

Também positivo o facto do PPM querer incluir o ensino da História dos Açore nos currículos. Não sou, em tese, contra o kit autonómico, porque há, de facto, um profundo desconhecimento dos símbolos regionais, porém o timing foi manifestamente infeliz, para não dizer incorrecto. A inclusão de uma cadeira sobre História dos Açores teria - também - como efeito positivo o alimentar nos açorianos o sentido de pertença a uma cultura, factor decisivo para uma verdadeira Autonomia.

Paulo Estevão não foi convincente quando tentou explicar a candidatura de Câmara Pereira por São Miguel. O facto do seu avô ser micaelense e de ter muitos primos cá, não pode, de forma alguma, ser suficiente. Se, como Estevão disse, o PPM não tinha alternativas, então o melhor seria não apresentar Câmara Pereira, porque esta candidatura terá um efeito contrário àquele que o PPM desejava.

23 setembro 2008

Reforma na Educação


A Educação nos Açores necessita de uma urgente reforma. Desde o ensino pré-escolar e básico, com turmas de 30 alunos, totalmente ingovernáveis por apenas um docente, passando pelo facilitismo instalado no 2º ciclo e secundário, chegando ao ensino superior e a sua incapacidade de dar respostas às necessidades que a sociedade civil coloca.

Segundo notícias, a Universidade dos Açores “conseguiu um bom preenchimento de vagas na primeira fase de acesso ao ensino superior”, o que é óptimo para ajudar as débeis finanças da academia açoriana. Muitos destes novos alunos entram com a ilusão e esperança de conseguir um emprego na área do seu curso, no entanto a dura realidade do mercado de trabalho raramente o permite. Qual a razão da UAç manter esses cursos, mesmo sabendo que dificilmente os licenciados terão qualquer oportunidade de trabalho?

A este propósito recordo-me da conduta da Igreja Católica na Idade Média, que acabou por levar à Reforma Protestante e à Contra-Reforma do Vaticano. A Igreja Católica prometia a salvação, a troco de dinheiro, vendendo indulgências, que sabia não ter qualquer aplicabilidade. A Universidade dos Açores (como outras) também promete a salvação, mas neste mundo, também a troco de dinheiro, mas vendendo licenciaturas que sabe não ter qualquer aplicabilidade.

20 setembro 2008

Um Exemplo

O eurodeputado Duarte Freitas enviou à Comissão Europeia um pedido escrito para que o regime especial de gestão de recursos, semelhante ao que há para o Mediterrâneo, seja implementado para as RUP. É uma excelente iniciativa. Os Açores, com a sua dependência do sector piscatório têm certamente razões mais que suficientes para que tal pedido seja deferido. As possibilidades de ser aceite aumentam exponencialmente porque inclui as Canárias, que têm uma influência importante dentro da Comissão. Porque, se tal não fosse o caso e, pior ainda, se esse pedido fosse contra os interesses dos espanhóis, então dificilmente teria sucesso. A não ser que os Açores tivessem uma relação a sério com a União Europeia, em geral, e com a Comissão Europeia, em particular. Como aqui disse há poucos dias: há formas e meios, basta querer.

19 setembro 2008

Momento de Verdade, Momento Triste


Quando se julga que as televisões generalistas já não conseguem descer mais, surge sempre algo ainda pior. Estou a falar do novo programa da Teresa Guilherme (Portugal deve ser o único país no mundo onde uma pessoa com as qualidades físicas e não só da Guilherme tem sucesso como apresentadora de tv) o Momento de Verdade.

Candidatos ao programa devem ser mais que muitos, mas a SIC só pode escolher tipos como os últimos dois que, por exemplo, não gostam de brincar com a filha pequena, ou que já enganaram a mulher mais de 15 vezes, ou que batem na mulher, ou que teriam relações homossexuais por 250 mil euros. Porque apenas tipos como esses é que valem a pena ir ao polígrafo. No entanto, aquilo que fica é que, a SIC, em nome das audiências e os participantes, em nome do dinheiro, estão dispostos a tornar público as piores tropelias que fazem nas suas vidas privadas.

Ainda mais incrível é que há um programa no dia seguinte para os comentadores especializados dissecarem o que resta daquelas amostras de famílias, entre eles o(a) obrigatório(a) Cláudio(a) Ramos, a Luísa Castelo Branco e o nosso potêncial futuro representante na Assembleia Legislativa Regional, o fadista-marialva Gonçalo Câmara Pereira.

Teen Years



Não era de esperar que as baladas francesas se mantivessem por muito tempo na playlist, quem sabe o tipo de música que aqui passa, nada a aconselhável, diga-se, a ouvidos mais sensíveis, já sabia que seria assim.
Ainda assim, esperava manter aquela lista pelo menos um par de dias. Tal não foi possível porque, entretanto, fiquei a saber da existência do site de Manuel Moniz, vocalista dos Rebeldes, grupo que animou muitos açorianos, como eu, na década de '90. Portanto, a nova playlist conta com alguns temas da demo, que segundo o próprio Moniz, veio a dar origem ao grupo.

18 setembro 2008

Mémoires


Marc Chagall - Solidão, 1933

A playlist faz hoje um pequeno desvio, pelo que desde já peço a vossa melhor compreensão. É que, por razões que agora não interessam, reencontrei uma série de discos que eram a habitual banda sonora dos serões lá em casa...há muito, muito tempo. Músicas que fazem parte do meu imaginário.

Na moda deveriam estar os artistas franceses (Brel é belga), por razões que me são totalmente estranhas. No entanto, o francês era de tal forma popular que até a maioria dos livros da biblioteca eram (são) escritos naquela língua, entre as deliciosas aventuras do agente secreto OSS 117, de Jean Bruce e os escritos mais profundos de Camus.

Goste-se ou não - admito que ainda não desenvolvi uma grande admiração - a cultura francófona é muito rica e merece ser destacada de quando em vez.

17 setembro 2008

Formas e meios de melhorar a vida dos Açorianos

Recorrentemente vemos e ouvimos queixas, provenientes das mais diversas áreas (pescas, agricultura, comércio, indústria, etc) sobre as políticas comunitárias, que de uma forma ou de outra condicionam essas actividades. Na maior parte das vezes, essas queixas são direcionadas à Comissão Europeia, que tem poder executivo na União.

Essas críticas e queixas dos açorianos têm, na maior parte das vezes, razão de ser, porque a Comissão gere a Europa como um todo, aplicando as políticas de forma geral, sendo depois, caso seja necessário, reajustadas às diferentes realidades de cada país, ou região. Ora, a Região Autónoma dos Açores tem, inegavelmente, condições específicas, que decorrem em grande parte do facto de sermos 9 ilhas que estão localizadas no meio do Atlântico. Portanto, é apenas normal que a Comissão tenha em atenção essas especificidades quando executa as políticas comunitárias. Cabe, no entanto, à própria Região fazer com que a Comissão saiba quais são os seus problemas e anseios nas diversas áreas, antes das políticas serem executadas.

Indispensável será saber como chegar lá. Há, certamente, formas e meios...

15 setembro 2008

Pela Nossa Saúde

A propósito de uma conversa com um amigo, dei por mim a procurar saber um pouco mais sobre as vagas disponíveis para o curso de medicina em Portugal, bem como das opções dos estudantes que, não entrando em Portugal, procuram nos países estrangeiros a sua realização académica.

Confesso que a minha pesquisa inicial se orientou para a vizinha Espanha, mais propriamente para a cidade de Salamanca. Porém, qual não foi o meu espanto ao tomar conhecimento de que, afinal, o destino mais procurado por estes estudantes para poderem cursar medicina é um país do leste da Europa, a Republica Checa. Neste país, encontram-se a estudar medicina 460 (quatrocentos e sessenta) portugueses.

Embora este ano tenha sido disponibilizado o maior número de vagas de sempre, para este curso, nas Universidades portuguesas, mesmo assim, continuam várias dezenas de jovens a ter de abandonar o seu país para seguirem atrás do seu objectivo profissional.

Deixo AQUI o link para o texto mais sucinto e esclarecedor com que me deparei sobre o assunto, mas aproveito para destacar um parágrafo do mesmo: "Médicos a menos no SNSNúmeros do final do ano passado revelam que quase seis por cento (59) dos 1013 portugueses que se inscreveram na ordem se licenciaram no estrangeiro: 29 em Espanha, 15 no Brasil e os restantes em vários países como Inglaterra (quatro) ou a Venezuela (outros quatro). Desde 2003 que a percentagem se tem mantido nos seis por cento, revelam dados da ordem. A República Checa, onde existem actualmente 460 portugueses a estudar Medicina, ainda nem aparece na contabilidade do ano passado."

Todos conhecemos, e por vezes sentimos, a crónica falta de médicos no SNS. Ainda por estes dias deu que falar os 100 euros por hora, que o Estado se vê obrigado a pagar a alguns clínicos para, assim, poder assegurar as Urgências.

Razão? Falta de recursos humanos.

Aqui nos Açores, o fenómeno conhece especial complexidade, ainda que o Governo Regional vá fazendo o que pode – e lhe compete –, para segurar os médicos que temos, e aliciar outros tantos para que venham exercer no Arquipélago.

O país, e a Região, tardam em conseguir cumprir uma premissa basilar do SNS; o acesso de todos os cidadãos a um médico de família.

Talvez quando os 460 médicos Luso-checos se formarem…………e, com alguma sorte, ainda vem cá parar algum. Isto, se regressarem a Portugal!!

N.B.- Ninguém me tira da cabeça que a culpa de não se terem formado mais médicos nas Faculdades de Medicina em Portugal, se deve ao excessivo corporativismo de alguma classe médica.

14 setembro 2008

Pico, mais do que uma Montanha

Este mês de Agosto, estive de férias na Ilha do Pico. Nesta ilha, a par de excelentes momentos, experimento um sentimento de ilhéu que raramente aprecio em S. Miguel, pois as vizinhas ilhas do Faial e S. Jorge estão sempre ali ao lado, e só raramente se escondem entre a bruma, ao contrário de Santa Maria, que só se avista de quando em vez….ainda por cima com o peso do ditado que diz; “Santa Maria à vista, água na crista”.

Das minhas férias no Pico, destaco a visita à “Gruta das Torres” que mais não é do que uma cavidade vulcânica, mais propriamente um tubo lávico, o maior conhecido em Portugal. Devido à sua inacessibilidade encontrava-se ao abandono (até 2004), ou às sortes de uns quantos mais afoitos que lá desciam em busca de uma aventura (não é o caso "Dos Montanheiros", obviamente), mas que acabaram por deixar marcas que só o próximo século poderá camuflar.
O edifício de apoio, bem como a escadaria de acesso ao interior da gruta, e um primeiro troço da mesma, possibilitaram a abertura ao público de uma beleza natural ímpar e demonstrativa da nossa génese. A arquitectura está muito bem enquadrada na paisagem envolvente e o pormenor, no exterior, das pedras dispostas de modo disforme, conferem-lhe identidade e um toque de tímida modernidade.

Mas o destaque principal, vai para o “Museu Marítimo de Construção Naval” de Santo Amaro, porque nasceu da vontade e sonho de um homem, descendente de uma família de grandes mestres da carpintaria naval, que, com este gesto, pretendeu homenagear não só o sua herança familiar, mas também os tempos de glória da industria de construção naval de Santo Amaro. Tudo a expensas próprias, sem qualquer apoio público ou outro, e, ainda assim, com interesse suficiente para merecer uma paragem em Santo Amaro, e levar para casa um verdadeiro produto artesanal. Isto, porque o homem do leme mantém no mesmo espaço uma oficina de carpintaria onde constrói pequenas peças de arte, que não são mais do que réplicas de embarcações que fizeram história, ora cruzando os mares dos Açores, ligando as nossas ilhas e as nossas gentes, ora na caça à baleia ou na faina da pesca.

Tenho um fraco por coisas genuínas, pelas raízes do nosso povo.
A Ilha do Pico tem conhecido um forte desenvolvimento, fruto de vários investimentos públicos, mas também por força da iniciativa privada, que tem dado o seu contributo, preservando algum do património e criando pequenas empresas dedicadas, essencialmente, a serviços vocacionados para quem visita a Ilha.

11 setembro 2008

Recolha Selectiva de Lixo em Angra

Foi com agrado que vi a notícia (vídeo) que Angra do Heroísmo vai implementar um sistema de recolha selectiva de lixo, semelhante àquele que já se pratica em Nordeste. Seria bom que todos os concelhos dos Açores começassem a pensar nos efeitos positivos que tal medida acarreta, nomeadamente e como é evidente, em termos de Ambiente, mas não só.

Pela parte que me toca, o bom hábito que ganhei enquanto munícipe de Nordeste, jamais desaparecerá. O problema é que agora tenho que me deslocar aos ecopontos mais próximos, o que, devo dizer, em Ponta Delgada não é díficil, pois os ecopontos estão bem espalhados pela cidade.

Ruído Anti-Social

Não foi há muito tempo que o Legislador alterou as Leis do ruído, aproveitando para ser mais rigoroso com o limite dos decibéis e com as horas e locais em que estes podem ser emitidos.

Também o código da estrada tem conhecido alterações que endurecem as coimas e baixam os limites.

Todas estas medidas são pensadas com o intuito de melhorar a nossa qualidade de vida, por um lado, e evitar acidentes e consequentes vitimas, por outro. É por isso que estou, grosso modo, de acordo com este endurecimento de medidas.

Mas não posso deixar de estranhar, que estas duas iniciativas Legislativas não se cruzem, pois na estrada também se produz muito ruído. A prova mais cabal, e que mais me incomoda, é o enorme ruído que algumas motos produzem, por estarem mais vocacionadas para correr em pistas do que em estrada, ou por, sendo estradistas por natureza, os seus proprietários optarem por retirar ou colocar uma nova ponteira de escape. Esta modificação é um convite ao aumento do barulho produzido pela moto, e que, estou em crer, é ilegal.

Eu adoro motos, já tive algumas, mas um grave acidente fez com que decidisse deixá-las de lado, embora, uma ou outra vez, vá matando saudades. Tenho amigos que ainda as conduzem, alguns até contribuem para alguma poluição sonora, mas eles compreendem os meus argumentos. Estes são, essencialmente, o facto de este excesso de ruído assustar e criar grande ansiedade nas crianças e idosos – em especial –, interromper conversas entre pessoas e, não menos importante, perturbar imenso o descanso e silêncio de quem está, por exemplo, passeando nas Sete Cidades, em busca de tranquilidade.

Há espaço para todos, mas têm de ser definidas regras quanto a esta questão. Por exemplo, quem quiser andar de moto sentindo toda a potência do seu motor, poderá ter locais, dias e horários próprios para poder fazê-lo, não perturbando, assim, quem também tem direito ao seu descanso e bem-estar, e praticando essa actividade de forma mais segurança.

Respeito mutuo, a bem de uma sã convivência social.

Portugal - Dinamarca

Sempre fui um crítico de Scolari, não gostava do tipo, questionava as suas opções tácticas, culpei-o (e culpo-o) pela derrota na final do Euro 2004, mas sempre admiti que, acima de tudo, Scolari era um treinador que apresentava resultados. Era um realista táctico.

Depois da derrota de ontem contra a Dinamarca, é impossível não fazer comparações entre Queiróz e Scolari. Portugal de Queiróz jogou bem, viu-se que a equipe já é completamente diferente da do brasileiro, com um futebol atractivo, que privilegia a posse de bola. E, na minha opinião, isso será bom, pois as oportunidades de golo acabarão por surgir naturalmente, tal como aconteceu ontem. A verdade, porém, é que há alturas em que é preciso abdicar desse futebol atractivo e jogar feio para segurar o resultado. Não há melhor exemplo do que o jogo de ontem: Queiróz decidiu colocar João Moutinho para os últimos minutos, esperando que a equipe de Portugal sonegasse a bola dos nórdicos, pois sem bola eles não poderiam marcar. No papel é uma boa opção, mas na verdade não, porque pouco ou muito, a Dinamarca iria ter posse de bola e iria utilizar o jogo aéreo, tal como fez e tal como chegou à vitória. Scolari, se tivesse no banco de Portugal ontem, teria colocado um central alto e forte, como Bruno Alves, para os últimos minutos, assim abdicaria de vez da posse bola, recuaria a equipe toda e faria anti-jogo até ao apito final, mantendo dois jogadores rápidos na frente para, eventualmente, dar a machadada fatal no adversário.

Muitos jogadores portugueses, em entrevistas depois do jogo, diziam que é preciso tirar conclusões deste jogo. Há duas leituras para essas afirmações; ou são aquelas expressões que os jogadores usam para tudo e que não valem de nada, ou estão deliberademente a dizer a Queiróz que errou nas suas opções tácticas.

No entanto, admito que é extremamente cruel fazer uma comparação destas entre Scolari e Queiróz, até porque com o brasileiro, um jogo com as características como as do ontem nunca teria chegado ao fim com aquele resultado. A razão é simples, é que Scoalri tinha ao seu dispor um avançado letal, açoriano, de nome Pauleta, ou seja pelo menos uma daquelas oportunidades flagrantes que Portugal teve, teria sido convertida em golo e o sofrimento do final do jogo nunca teria acontecido. Assim, se já se falava de Liedson para a selecção, agora fala-se muito mais. Já agora, sobre este assunto, acho muito interessante a forma como os especialistas da bola que falam na tv encaram o assunto: aparentemente são a favor, pois dizem que as regras que temos são essas e estão sendo cumpridas, mas nunca falam da questão de fundo: deve a selecção nacional ter jogadores nascidos e criados noutros países? As regras, essas mudam-se.

Por fim, pontuações aos jogadores de Portugal, tal como faziamos no Euro (de 1 a 10):

- Quim: 4 (falhou no segundo golo da Dinamarca e o fantasma Ricardo surgiu)

- Bosingwa: 6 (esteve muito bem a atacar, menos bem a defender, a Dinamarca apostou tudo no seu lado para chegar aos golos, por um lado pararam as investidas do lateral do Chelsea e por outro tiraram partido do facto de defender ser o seu ponto fraco)

- Pepe: 7 (dominador e quase sem falhas)

- Ricardo Carvalho: 7 (ainda não está ao seu melhor, mas ainda assim é impressionante)

- Paulo Ferreira: 6 (Queiróz não quis manter Antunes, pois Ferreira dá mais garantias em termos defensivos - teve culpa no primeiro golo dinamarquês)

- Raúl Meireles: 6 (todo o meio-campo de Portugal funcionou muito bem a atacar e mal a defender nos últimos minutos, pois não conseguiram manter posse de bola)

- Maniche: 6 (falha um golo inacreditável)

- Deco: 8 (sem Ronaldo, Deco é, de longe, o melhor jogador da selecção)

- Simão: 6 (falha outro golo certo - tem que regressar ao Benfica se quer voltar a ser o jogador que foi)

- Nani: 7 (a saída para o United está a fazer com que seja um jogador cada vez melhor, a seguir a Deco foi o melhor português)

- Hugo Almeida: 6 (faz o que pode até faz bem, é o melhor avançado que Portugal tem neste momento)

- Danny: 5 (ainda não mostrou em Portugal que vale os 35 milhões da sua transferência na Rússia)

- Nuno Gomes: 3 (que dizer, ganha um penalty porque é maricas e falha um golo porque...é maricas - nos jogos na RTP Memória do Boavista parece que o Nuno Gomes era outro)

- Moutinho: sem pontuação.

7anos


...ainda, o novo Código de Processo Penal

O título do post contém a palavra "ainda", pois quero acreditar que com as alterações à Lei, já anunciadas pelo (ainda) Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, não seriam possíveis as manchetes de alguns jornais de hoje.
As manchetes a que me refiro, são as que dão conta da medida de coacção aplicada a um individuo que disparou três tiros contra outro, em plena esquadra da PSP, tendo, inclusive, que ser manietado por uma expedita agente de serviço. Escrevem os ditos periódicos, em letras gordas, que este individuo saiu em liberdade, tendo como imposição ficar limitado ao seu concelho, bem como o "termo de identidade e residência", que mais não é do que a obrigação de se apresentar periodicamente na esquadra da PSP da área de residência.....espero que sem armas, pois é a mesma onde praticou o crime de que é acusado.
Não há muito a dizer, excepto que esta medida de coacção não serve, a meu ver, os interesses da sociedade onde foi praticado, nem tão-pouco será dissuasora da prática de crimes com recurso a armas de fogo; Sim, bem sei que é este ponto que vai ser alterado, pois com a nova iniciativa legislativa, os crimes com recurso a arma proibida, serão, sempre, alvo da medida de coacção mais gravosa, ou seja, a prisão preventiva.
Mas, não nos esqueçamos que esta medida de coacção foi decretada com base no CPP ainda em vigor, o que vem, de novo demonstrar, que as alterações recentemente aprovadas, foram estemporâneas e não interpertaram bem os sinais dos novos tempos.
Se este não é um caso de tentativa de homicidio, agravada pelo facto de ter sido praticado no interior de uma esquadra de policia, na presença da autoridade - o que desde logo afasta a hipótese de ser alegada "ligitima defesa" -, então não sei o que será necessário fazer para que se seja acusado de semelhante crime. ?!
Sinais dos novos tempos: nem a autoridade é respeitada.
N.B.- E se fosse um polícia que, em plena esquadra, tivesse dado um par de estalos - nem me refiro a disparos com arma de fogo -, a algum criminoso que lhe insultasse e ameaçasse repetidamente, qual seria a sua "medida de coacção" ?

09 setembro 2008

Concorrência?

A companhia aérea Air Berlin anuncia que, a partir de 3 de Novembro, inicia um programa de vôos a partir de Nuremberga (com ligações previstas de 12 outras cidades da Alemanha) para Ponta Delgada. Segundo o comunicado, quem reservar com antecedência poderá pagar €169 (preço final) por uma viagem de ida, ou seja na melhor das hipóteses o preço de ida e volta poderá rondar os €340. A Sata disponibiliza viagens entre Ponta Delgada e Frankfurt por €344,58.

07 setembro 2008

Pequenas Confusões

A numerosa família reuniu-se na casa-Mãe para jantar e depois assitir ao Açores Vip na RTP-Açores. O nosso irmão mais novo, o João, era o convidado especial desta edição, uma vez que tinha vindo apresentar a I Mostra de Humor de Ponta Delgada, que teve lugar no Campo de São Francisco no passado fim-de-semana e que contou, para além do meu irmão João, com Nilton e Aldo Lima.

Até aqui nada de extraordinário, até porque é normal o João aparecer. No entanto, a produção do Açores Vip cometeu um erro que eu considero grosseiro e que sinto a necessidade de rectificar, uma vez que me diz directamente respeito. É que o nome que surgiu em rodapé enquanto o meu irmão era entrevistado era o meu e não o dele. Ele é o João Gamboa, o artista, o comediante e eu sou o Rui Gamboa.....o blogger. É certo que somos fisicamente parecidos, ou não fossemos irmãos, mas fazer uma confusão destas demonstra falta de atenção.

Fica a rectificação....

Sunday Papers

Joaquim Machado, no Açoriano Oriental, sobre a política de Educação do Governo Regional dos Açores: "de 2005 para 2006 o crescimento da taxa de sucesso foi superior a dez pontos percentuais. Seria óptimo, se fosse verdadeiro. O indicador não corresponde ao ganho de competências, pois nenhum sistema de ensino é capaz de gerar somente num ano tais resultados".

Estevão Gago da Câmara, também no Açoriano Oriental (mas no de Sábado), a propósito da idemnização de 130 mil euros que Paulo Pedroso vai receber do Estado: "A sentença não iliba o ex-deputado dos crimes crimes sexuais que lhe foram imputados no processo Casa Pia. Na sentença de 101 páginas, a juíza Amélia Puna Lopo explica que os crimes imputados ao ex-deputado não foram apreciados no processo cível, 'apreciação que cabia apenas e só à jurisdição criminal'".

06 setembro 2008

Alerta contra o Stress

Na revista NS, suplemento do Diário de Noticias de sábado passado, li uma noticia, em tom de alerta para quem “cuida de um Blog”, que, tendo como fonte o New York Times, acrescentava à lista das profissões mais propensas ao Stress, a profissão de Blogger.

Pode ler-se que, “cuidar de um blog pode já ser considerada uma ocupação de risco, causadora de enfartes em bloggers profissionais que se agarram ao computador até à exaustão, sem horas para iniciarem e terminarem o trabalho, 24 sobre 24 horas num sedentarismo quase total.” O texto apresenta três casos concretos de pessoas que sofreram ataques cardíacos, tendo dois dos casos sido mortais.

A notícia finaliza dizendo que, “são ainda muitos os bloggers que se queixam de ganho ou perda de peso, exaustão, nervos arrasados, distúrbios de sono e outros males resultantes da actividade ininterrupta.”
É caso para dizer; cuide do seu Blog, mas não se descuide.

Ausência

Foi uma longa ausência, uma espécie de sabática, mas que não foi auto imposta. Uma série de acasos, acabaram por contribuir para que eu deixasse de acompanhar o meu amigo Rui, aqui, nesta “máquina de lavar”, no passado mês de Maio. Recordo-me, pois foi a viagem a bordo do navio Stavros S Niarchos, um veleiro Inglês de 60 metros, com dois mastros de 45 metros de altura e 18 velas, pertencente à “Sail Training Association – Tall Ships Youth Trust”, que acabou por me afastar da net em geral, e dos Blogs em particular.

Esta viagem de sete dias pelos mares dos Açores, proporcionou-me uma espécie de retiro dos tempos modernos, um regresso ao básico, ao genuíno, um redescobrir de prioridades. Tipo introspecção…………..

Quando regressei, a net não era uma prioridade, por isso fui retardando a utilização do PC em casa - pois no trabalho é ferramenta do dia-a-dia. Isto provocou um natural distanciamento da Blogosfera, e, consequentemente, do Blog que partilho com o Rui.

Não foram raras as vezes em que o Rui me instou para um retorno aos posts, mas eu aguardava por um click que me despertasse, de novo, para estas lides, e fui adiando, adiando, adiando………….ontem, bateu-me à porta……….

Os solarengos dias de férias já ficaram para trás, as primeiras chuvas já caem, anticipando o Outono, e brindando o regresso de todos ao trabalho………..sim, pois é, tou agora a ver nas noticias. Parece que todos mesmo. A notícia diz que Paulo Pedroso vai voltar a sentar-se na Assembleia da Republica, reassumindo o cargo de Deputado da Nação.

Pois, recordo-me de ter ouvido algo nos últimos dias sobre um processo cuja decisão lhe havia sido favorável, condenando o Estado Português ao pagamento de uma indemnização a Paulo Pedroso por “prisão preventiva ilegal” no processo “casa pia”, onde este se viu envolvido. Sim, foi isso. Mas também me recordo de terem referido na mesma peça que esta decisão tinha merecido a discordância do Ministério Público, e que este recorrera da sentença para Instância Superior, aguardando, pois, a decisão do recurso apresentado.

A questão que me ocorre é; Não seria preferível aguardar pela decisão do recurso apresentado pelo MP, antes do PS anunciar o regresso de Paulo Pedroso ao Parlamento?

03 setembro 2008

Discriminação


Sigo sem compreender a necessidade de incluir uma certa percentagem de mulheres nas listas de candidatos a deputados. Parece-me que o único critério que deve nortear a escolha dos candidatos é a sua competência. Este tipo de discriminação apenas menoriza as mulheres e prolonga um tema que já deveria ter sido ultrapassado há muito tempo.

02 setembro 2008

Até Já


A "Máquina" tem estado um pouco parada, pelo que, e pela parte que me toca, peço desde já desculpa aos visitantes. Mas é que estas últimas semanas não têm sido fáceis, pois tenho que gerir a mudança de casa desde dois locais tão distintos como Nordeste e Bruxelas para Ponta Delgada. Só isso ocupa-me o tempo quase todo e o que resta, uso-o para ir a banhos ao final da tarde no "meu" Pópulo.

Assim, e após conversas com o meu parceiro de "lavandaria", posso prometer que estaremos de regresso tão cedo quanto possível...até porque estes próximos tempos terão certamente muito que se lhe digam.

25 agosto 2008

Energia Solar em Nordeste




A boas práticas em termos de política ambiental no Concelho de Nordeste não se esgotam nos ecopontos familiares para recolha selectiva de lixo que se encontram em todas as casas (ou quase todas), o recentemente renovado Parque de Campismo da Feira, da Vila de Nordeste, convenientemente localizado ao lado da Ribeira do Guilherme e com uma envolvência ambiental de cortar a respiração, tem ao dispor dos campistas (além de muitas outras coisas) energia eléctrica que provém exclusivamente de painéis solares.

19 agosto 2008

Naide


Os atletas portugueses que me davam mais esperança de ganhar medalhas de ouro eram Naide Gomes, no comprimento e Nélson Évora no triplo. Entretanto, Naide está fora.


De facto, a participação de Naide no concurso de salto em comprimento feminino roçou o trágico. À primeira tentativa, Naide, como devia, arriscou tudo e fez um nulo, na segunda (de três), a atleta portuguesa cometeu aquele que deve ser o seu pior erro da carreira, pois arriscou imenso e fez novo nulo. Perante a pressão de ter de cumprir no seu derradeiro salto, Naide quebrou e hesitou duma forma escandalosa para uma atleta da sua categoria, conseguiu apenas um salto que rondou os 6,20 cm, quando precisava de cerca de 6,65. Recorde-se que Naide chegou aos Jogos com a melhor marca mundial do ano, com 7,12.

Foi impossível não ficar com pena dessa grande alteta que é a Naide Gomes, ao cometer aquele erro infantil no maior palco do atletismo mundial. Daqui a quatro anos há mais Jogos, mas aí Naide já terá ultrapassado os 30 anos.

18 agosto 2008

Portugal, Vanessa e os Olímpicos


Ao fim de uma semana e três dias de JO, Portugal lá conseguiu ganhar uma medalha, Vanessa Fernandes ficou em segundo na modalidade de Triatlo. Todos mostram-se extremamente contentes com esse resultado, o que não deixa de ser estranho uma vez que o normal para Vaenssa é vencer. A frase que mais ouvi hoje foi: "o segundo lugar já foi bom."

A actuação dos atletas portugueses tem sido um pouco mais do que lamentável, com classificações vergonhosas e, pior, desculpas ridículas. A razão para os maus resultados, segundo os próprios atletas, parece ser as fracas condições e os poucos apoios. A razão para as desculpas ridículas, ultrapassa-me

13 agosto 2008

Bem, Sarkozy

Nota positiva para Sarkozy pela forma como negociou a crise entre Geórgia e Rússia. Ao contrário de Bush, o presidente francês não se limitou a fazer uma declaração pela TV, mas deslocou-se à capital russa para tentar resolver a questão, falando directamente com os intervenientes. Aliás, ficou bem patente a diferença entre a forma como os EUA e a UE lidam com as crises internacionais.
Além disso, fica também demonstrado a vantagem de ter uma presidência forte da EU, pois se esta crise tivesse acontecido há uns meses atrás, receio que a Eslovénia não teria poder negocial para inverter o rumo dos acontecimentos. Agora, resta que as partes envolvidas respeitem os termos do acordo proposto por Sarkozy.

Já se sabia que a independência do Kosovo e o apoio que recebeu da maior parte dos Estados-membro da EU e de outros países, poderia levar que outras situações similares acontecessem. Isso mesmo escrevi aqui no final de Fevereiro deste ano.