11 novembro 2008

Até Que Enfim!

Congratulo-me com este anúncio da SATA.

É caso para dizer; até que enfim.! Temos, agora, uma tarifa de residente, que nos concede a merecida descriminação positiva, e um preço justo nas deslocações para o continente.

Assim, já sinto a SATA como a nossa companhia aérea...........e o "espírito Atlântico".


N.B.- espero que não seja um pequeno embuste, e que se prolongue para lá de Março de 2009.

Alemanha nazi reage aos rumores

Compreendo que este tipo de assunto não tenha grande interesse para muita gente, mas como é neste tipo de documentos que ando megulhado nas últimas semanas, aqui vai mais um.

Desta vez, um telegrama oficial do Chefe da Legação Alemã em Lisboa (no fundo o Embaixador alemão em Lisboa), o Barão von Hoyningen-Huene, para o Auswärtiges Amt (Ministério dos Negócios Estrangeiros), datado de 13 de Maio de 1943. É necessário ter em linha de conta que nesta altura a IIWW já corria a favor dos Aliados. E que, principalmente, devido ao sucesso dos Aliados no Norte de África, uma invasão à Península Ibérica já era uma ameaça praticamente colocada de parte. A grande ameaça que ainda se colocava aos Aliados era a campanha dos submarinos alemães no Atlântico, que impediam o transporte de equipamento, tropas e tudo o resto para a Europa e que impediam o planeamento de uma invasão em território europeu, como o que se veio a verificar no dia D.

"(...) Aproveitei a oportunidade da visita de hoje para falar ao primeiro-ministro (Salazar) sobre rumores que surgem continuamente de uma pressão americana ou inglesa sobre Portugal por causa da instalação de bases nos Açores e em Cabo Verde. Salazar replicou categoricamente que podia voltar a assegurar-me hoje que de maneira nenhuma uma pressão semelhante tem sido exercida. À informação que lhe apresentei mais adiante, segundo a qual os americanos tencionavam enviar tropas brasileiras para os Açores para os ocupar, Salazar respondeu que tinha simplesmente ouvido que tropas brasileiras deviam ser enviadas para África. No caso de um procedimento contra os Açores, os portugueses iriam naturalmente defender-se.
No contexto de informações segundo as quais os americanos teriam a intenção de encenar distúrbios nos Açores com o objectivo de provocar a separação da metrópole, é interessante uma das circulares divulgada confidencialmente à Legação, que o ministro português do Interior dirigiu aos governadores civis do continente e ilhas. Nesta carta, o ministro informa que estariam a ser documentados alguns incidentes nos Açores, que teriam sido causados abusando de privilégios provinciais. O governador civil de Ponta Delgada, que tinha sido chamado a Lisboa para prestar informações, teria voltado aos Açores com plenos poderes especiais. Agora trata-se mais do que nunca de impedir que a ordem e disciplina sejam destruídas de alguma maneira nas ilhas, e todos os culpados, sejam eles nacionais ou estrangeiros, devem ser tratados com a maior severidade.
Huene"

Convém apenas acrescentar que o pedido oficial de facilidades nos Açores foi feito pelos ingleses no dia 18 de Junho de 1943, chegando à ilha Terceira no dia 8 de Outubro do mesmo ano.

10 novembro 2008

Corte na quota


Mais um exemplo de como algumas decisões de Bruxelas podem ter efeitos directos na economia açoriana. Seguirá, agora, uma exposição do Governo Regional para a Comissão para tentar, de algum modo, rever a decisão. Até poderá ser suficiente, sinceramente não creio, teria de ser feito, paralelamente, alguma pressão nos locais certos. As probabilidades aumentariam, de certeza.

Mais importante e certamente mais eficaz seria agir a montante. Um bom sistema de informação, com base em fontes internas e tudo se torna mais fácil, porque pode-se actuar antes das decisões serem do conhecimento público, logo há maior probabilidade de reverter.

09 novembro 2008

O "Sonho" de Mário Crespo?

Recebi, na minha caixa de correio electrónico, uma mensagem que circula pela net, de caixa em caixa, com o título, “Grande Mário Crespo!”, pelo que deduzo – eu e os que têm efectuado sucessivos reencaminhamentos –, que o texto seja da sua autoria. Pode ser que o tenha escrito embalado pelo processo eleitoral norte-americano, pois foi enviado especial da SIC Noticias para cobrir o dia da eleição do 44º presidente dos Estados Unidos.
Por norma, não dou importância a estes mail em cadeia, mas devido ao seu conteúdo, e à eventualidade de ter sido escrito pelo jornalista Mário Crespo, transcrevo o referido texto, intitulado “Imaginem – ooh3om”, neste post.

Imaginem
00h30m
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Seja, ou não, da autoria de Mário Crespo, a verdade que é este "sonho" posto em prática, resolveria o défice das contas públicas de Portugal, e tornava o nosso país muito mais aprazível.

Fundação Humberto Delgado na Internet

O sítio na internet da Fundação Humberto Delgado é um mundo de documentos digitalizados (oficiais e privados) à espera de ser descoberto.

Praticamente toda a fantástica vida deste homem está ali representada. desde os tempos em que foi aluno do Colégio Militar, passando pelas actividades de aviação militar, como oficial do Estado Maior do Exército, actividades relacionadas com a aviação cívil (TAP), as actividades como diplomata em Washington e na NATO e, claro, a eleição de '58, o exílio e a sua morte.

Para os açorianos, terá grande interesse a sua actividade secreta nestas ilhas para determinar as condições técnicas, que acabaram por ser fundamentais para o estabelecimento dos ingleses em 1943.

O sítio socorre-se de vários documentos que estão localizados em locais tão diversos como a Torre do Tombo, com os arquivos Oliveira Salazar, PIDE-DGS e do próprio Delgado, mas também o Archivo General de la Administracion, Archives du Ministère des Affaires Étrangères, Archivo del Ministerio de Assuntos Exteriores ou The National Archives.

O documento em ligação, faz parte do tema Eleições de '58 e está nos arquivos da PIDE. Trata-se de uma carta de António Borges Coutinho, representante em São Miguel da candidatura de Delgado, a António Sérgio.

A dar, pelo menos, uma vista de olhos!

08 novembro 2008

Santana, o Escoteiro

Pedro Santana Lopes, é um autêntico escoteiro, porquanto na política abraça o lema do “sempre pronto”, divisa dos escoteiros da AEP - Associação de Escoteiros de Portugal. Mas enquanto no movimento criado por Banden Powell este lema tem um sentido puramente altruísta, no caso de PSL estou seguro de que visa em exclusivo os seus interesses individuais. Ele fez um pacto com o partido; não o partido com ele.
No que toca à tradicional “boa acção diária” praticada pelos escoteiros, PSL, sem tempo para os outros, deve traduzi-la num mimo pessoal quotidiano, algo para elevar a auto estima, qualidade indispensável para quem é alvo de repetidos e prolongados “maus-tratos” por parte da imprensa.

O mediático PSL, segurou o apoio da distrital de Lisboa, e logo anunciou que está pronto para liderar a CML por dois (!) mandatos. O facto de ser arguido em processo judicial, por delito praticado durante a sua anterior gestão nesta mesma autarquia, não o impedem de se auto nomear como o melhor candidato do PSD ao lugar. Bem, se outros há, nem tempo tiveram para pensar, ou divulgar a sua disponibilidade.!!

O pequeno ex-lider do PSD teve, pelo menos, uma virtude; defendeu – embora conhecendo as consequências de tal decisão – que nenhum arguido poderia ser candidato autárquico com o apoio do PSD.

Não creio que Manuela Ferreira Leite tenha a coragem que teve Marques Mendes.

Ferreira Leite até desabafou que era “lamentável” que a um ano das autárquicas, e em altura de discussão do OGE estivessem “alguns” a falar de possíveis candidaturas, sendo ela a presidente do partido. Mas Manela parece resignada em submeter-se à estratégia do “sempre pronto” Santana Lopes, pois esta noticia do “Sol”, deste fim-de-semana, assevera que o candidato à CML será divulgado em “pacote” com outras candidaturas autárquicas do PSD, e que este foi "um ponto acertado entre ambos".
A presidente do PSD com esta cedência aos Santanistas, mostra que prefere ganhar o partido do que ganhar a opinião pública; os eleitores.

O “sempre pronto” de Santana soa a imposição. É uma atitude de quem procura servir-se do partido, em vez de esperar que o partido decida se se quer “servir” dele, para, como isso, servir também o país. (ou, no caso concreto, a autarquia da capital)
Pode ser que uma "tareia" em Lisboa lhe faça bem........e ao PSD também.

07 novembro 2008

Efeitos da vitória de Obama

Obama venceu, claro. Depois de oito anos de uma Presidência republicana inenarrável, com erros caricatos, perigosos e estúpidos, ao candidato democrata era exigido, acima de tudo, um discurso de mudança.

Mestre do ilusionismo retórico, Obama conseguiu agregar atrás de si eleitores dos mais diversos grupos que constituem a manta americana. Há que lhe dar todo o crédito, teve a capacidade de, em campanha, invocar as mais elementares qualidades humanistas que estão arredadas do léxico político americano (e não só) há muito tempo. Ele percebeu que o povo está farto da politiquice, do ataque baixo, das divisões com base na cor partidária. Por isso foi justamente eleito.

O mais difícil vem agora, não só para Obama e para os EUA, mas para quem, por todo o mundo, o apoiou. É que não basta, a estes, agora, esperar pelas inovações do Presidente eleito norte-americano. Não, quem o apoiou, tem também que fazer a diferença agora. Há que ter a capacidade de ignorar as cores políticas e ir buscar e premiar o mérito de quem tem opiniões diferentes, sem segundas intenções, na certeza que esses podem acrescentar algo àquilo que é o objectivo final de todos os que estão na vida pública: melhorar o bem comum.

Em 1942, o embaixador inglês em Lisboa escreve o seguinte: “os políticos portugueses, cuja preocupação absorvente é o ódio aos seus rivais (cada facção persegue baixamente a outra sempre que pode), têm o hábito inveterado de fortalecerem a sua posição ligando-se à Direita ou à Esquerda em outros países”. Espera-se, então, que desta vez seja para o bem.

06 novembro 2008

"Umbigismo"

Durante a campanha eleitoral à presidência dos EUA, todos nos apercebemos que a candidata à vice-presidência pelo partido Republicano, Sarah Palin, era pouco esclarecida, pelo menos no que toca a assuntos internacionais.

Pois, agora, são os próprios membros do seu partido e do staff da candidatura de MacCain, que nos vêem despertar para o grau de burrice da governadora do Alasca. Conferir aqui.

É caso para dizer que os EUA - e o Mundo por arrasto -, se safaram de boa!!

03 novembro 2008

Democracia nos EUA

Exemplo de um boletim de voto - de Fort Bend, Texas - que será utilizado nas eleições de amanhã nos EUA. Os eleitores devem escolher não só o Presidente e Vice, mas também Senadores, Juízes, o Comissário dos Caminhos de Ferro, o Xerife e até responder a referendo.

02 novembro 2008

A nossa Agricultura

No Telejornal de hoje da RTP – Açores, assisti a uma reportagem da jornalista Rosário Quaresma, que alertava para as graves dificuldades que atravessa a agricultura Açoreana. A reportagem centrava-se na ilha de S. Miguel, mas estou certo que estas dificuldades se poderão estender às outras ilhas do Arquipélago.

Uma das principais dificuldades que sentem os nossos agricultores, é o combate às pragas, que afectam gravemente as várias culturas, em especial a fruticultura. O cenário apresentado é deveras preocupante. Ao que parece o nosso clima favorece tanto as culturas em si, como as pragas que delas se alimentam.

O escaravelho japonês ainda por cá anda, e as moscas são (para qualquer um) em cada vez maior número. Há uma série de lagartas e outros tantos insectos, que parecem encontrar nos Açores um clima de eleição para a sua procriação. A nossa época áurea da Laranja, com início no século XVIII, também conheceu o seu fim devido a terríveis pragas, designadas de “coccus” e “lágrima”.

Pois, estou mesmo a ver! Com tanta abundância de espécies florais, hortícolas e frutícolas, logo os seus parasitas tratam de encontrar meios de se adaptar ao clima e solos locais.

Na reportagem, os agricultores – embora sem criticar a lavoura –, lamentavam que os “holofotes” estejam sempre apontados à lavoura, enquanto a agricultura parece ficar à margem das preocupações dos responsáveis políticos. Queixavam-se de falta de apoio técnico no terreno, dando como exemplo a ausência de visitas às suas quintas e campos, por parte dos técnicos agrários.

Para quem – como eu –, aprecia uma ida à Praça, ao Mercado, é duro constatar o estado de desespero dos nossos produtores. Estes, com a colaboração da terra e do clima, dão-nos a provar excelentes produtos. Temos boa terra, um clima propício, bem como homens e mulheres com um profundo conhecimento das técnicas e segredos da agricultura. Mas contra as pragas, nada podem estes últimos fazer, pois elas atacam de mansinho e vão sugando devagarinho.

O que parece ser necessário, é criar uma task force, que identifique as pragas e delimite as áreas onde estas se instalaram. Depois, procurar, em conjunto os produtores, formas e meios de atacar cada uma delas. Caso não haja no mercado nacional produtos, ou formas de combate reconhecidas como eficazes, então deve a referida equipa de trabalho, procurar apoio junto da UE, ou junto de especialistas de outras partes do Mundo. A bem da nossa agricultura…….e dos nossos produtos de eleição.

N.B.- muito me custou tomar conhecimento, também via RTP – Açores, do desperdício de ananás que se verificou no mês de Agosto/ Setembro, por culpa de um excesso de produção face à procura. Uma das razões apresentadas pela cooperativa “ANAZOR”, para a venda ao desbarato de ananás, e pela distribuição deste seu produto por algumas Instituições de índole social, foi o da quebra contratual por parte de um importante cliente. Também o responsável pela cooperativa lamentava – e com razão –, que muitos dos nossos comerciantes preferem vender o “doce” abacaxi, ao nosso delicioso ananás.

01 novembro 2008

Candy Music


A lista a tocar tem o nome de Candy Music, evidentemente inspirado no tema dos Jesus and Mary Chain, que está incluído, mas é um título que serve que nem uma luva nesses cinco temas e nessas cinco bandas, dado o som macio que produzem.

Depois dos já falados J&MC, há uma banda que me foi apresentada pelo Pedro Lopes, os Cranes e ainda os My Bloody Valentine, os Cocteau Twins e os Spiritualized. Não há novidade nenhuma, não é preciso, uns já os conhecemos há quase vinte anos, outros dez, mas são todos velhos amigos e são sempre bem-vindos.

31 outubro 2008

Açores - A Garantia do Império

Em Junho de 1943, a Inglaterra, de forma secreta, inicia a preparação da Operação Lifeboat, que tem por objectivo tomar os Açores pela via militar. Antes, porém, o governo de Sua Majestade deseja esgotar a via diplomática. Desta forma, no dia 11 de Junho o Foreign Office envia ao embaixador britânico em Lisboa, Robert Campbell, instruções sobre como abordar Salazar relativamente a esta questão, devendo, para tal, invocar a velha aliança de seiscentos anos e solicitar a Portugal a concessão de facilidades nos Açores, de que a Grã-Bretanha tem grande necessidade. As instruções do Foreign Office a Campbell são claras: não deve, em caso algum, ameaçar Salazar, mas adianta, a título de informação pessoal ao Embaixador, que está sendo preparada a expedição contra os Açores e que, se a sua diligência falhar, o arquipélago será tomado no final do Verão desse ano.

Paralelamente e antevendo a posição de Salazar, Churchill pede a Roosevelt para se associar em garantir aquilo que Salazar pedirá em troca: manutenção de soberania das ilhas do Atlântico e territórios africanos. Roosevelt anui prontamente.

30 outubro 2008

Citações Históricas

Dois apontamentos mortais no final de mais um dia:

- «No dia 6 de Maio de 1941, o senador americano Pepper profere no Senado um discurso em que advoga a ocupação dos Açores. O Embaixador de Portugal em Washington, Bianchi, sabe que o discurso teve a aprovação prévia de Roosevelt. Em Portugal, a opinião pública reage vivamente; e o país sente-se possuído de um profundo sentimento anti-americano. Salazar fica exasperado. Em passeio com Sebastião Ramires, depois de jantar, este pergunta-lhe que fará se os americanos atacarem as ilhas. Salazar responde: "Vou mandar dar tiros. Quero ver se as democracias fazem a guerra apenas para defender a soberania dos pequenos países".»*

- o blogue de Laurinda Alves faz-me também pensar em "dar tiros". Só as fotografias da sra. no header já dão náuseas, mas o pior são mesmo as suas "entrevistas com gente normal" e, enfim, tudo o que ali está. O exemplo que deixo é de uma entrevista à Margarida, que esteve um ano no Rio de Janeiro a estudar a arquitectura. Diz-nos a Magui que aquilo que mais destaca em termos urbanísticos e arquitectónicos no Rio é a favela. Genial!

* Franco Nogueira; Salazar, vol. III, As Grandes Crises, 1936-1945; Atlândida Editora, Coimbra, 1978

Assim, Não!

O nosso PM, José Sócrates, anunciou no Brasil, que o Governo vai fixar o valor do SMN – salário mínimo nacional para 2009, nos 450 euros. Logo veio a CIP – Confederação da Industria Portuguesa contestar tal pretensão, acenando com o actual cenário de crise instalada, para dizer, agora, que “é necessário repensar a revisão do SMN”. O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, apresou-se a reafirmar os números de aumento do SMN para 2009. Prontamente relembrou aos parceiros sociais, que este tinha sido o compromisso assumido em sede de Concertação Social, em Dezembro de 2006, e que o Governo pretende honrá-lo. A meta final é atingir os 500 euros em 2010.
Agora surge a Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresasverificar aqui –, ameaçar o Governo com a não renovação dos contratos a termo, com os seus trabalhadores.

Assim, não!
Sim, bem sei que os patrões não fazem uso da arma mais forte; a Greve. Mas esta ameaça de não renovação de contratos, não é mais do que usar os trabalhadores como arma de arremesso, ameaçando o Governo com recurso à sua força produtiva; os seus trabalhadores. Não ficará a actividade da empresa comprometida? Ou a crise já a havia comprometido?
Os patrões ameaçam o elo mais fraco, os trabalhadores precários, aqueles com (sucessivos) contratos a termo. Estou ciente do que pretendem; aumentar o desemprego e, assim, provocar algumas convulsões sociais. Ai, sim, atingem, finalmente, o Governo. E economia do país? E as empresas? Estarão melhores nessa altura?

Porque não aproveitam – as associações que representam o patronato –, para exigir e negociar com o Governo condições e meios para levar por diante esta importante meta? Parece-me um objectivo mais acertado.
Estamos em crise, é certo. Mas os Estados, bem como a UE, cientes da magnitude desta crise, já preparam apoios para as pequenas e médias empresas. Pretendem criar estímulos à economia. Ora, as referidas associações de empresários, devem unir-se no sentido de se posicionarem para poderem aproveitar estes incentivos. Esta sim, parece-me uma estratégia mais acertada, pois a todos aproveita um SMN mais condigno com os actuais padrões do nível de vida.

A produtividade está intimamente ligada à motivação do trabalhador. E, esta última, é normalmente conseguida por via do aumento salarial e/ou promoção. (embora nas sociedades contemporâneas, essa máxima tenda a esfumar-se, pois ganham relevo como factores motivacionais, questões como as ofertas de seguros de saúde, ambiente no local de trabalho, formação continua, creche para os filhos dos funcionários, horários flexíveis, parcerias com diversas instituições, actividades de lazer com os colegas de trabalho, entre tantas outras.)……..mas, o “dinheiro (ainda) comanda a vida” ;)

29 outubro 2008

4AD - Heute


Cinco exemplo de como a 4AD está tão saudável e recomendável como no seu arranque no começo dos anos '80.

Deerhunter; Blonde Redhead; It Hugs Back; Tv On The Radio; Bon Iver.

A Boa Educação

A melhoria nos resultados dos exames é fantástica. Na Matemática, por exemplo, regista-se que 96% das escolas tiveram este ano uma média positiva, em oposição aos anos anteriores, 2007 65% e 2006 17.5%. Nuno Crato, da Sociedade Portuguesa de Matemática, diz que "não é crível que melhorias tão rápidas possam ser possíveis".

Perante estes resultados, ou temos razões para estar confiantes nas gerações futuras e na Educação em Portugal, ou devemos estar extremamente preocupados.

28 outubro 2008

Elites do Passado e do Presente

A elite micaelense do século XIX – principalmente da 2ª metade – destacou-se pela sua capacidade de antever o futuro e agir em conformidade. Exemplos: a introdução de novas culturas, de forma a minimizar os danos na economia local resultantes do declínio da laranja, como o tabaco, o álcool, a espadana, o chá, a chicória, a beterraba e o ananás.

Hoje em dia há certamente quem esteja à altura desses nossos antepassados. O problema é que, salvo raras, honrosas e facilmente indentificáveis excepções, essas pessoas não estão e não chegarão aos locais de decisão, porque, para tal, é necessário entrar no duro mundo político-partidário. Apesar de, à partida, essa posição poder ser compreensível, em última análise acaba apenas por ser uma opção fácil de alheamento que simplesmente não é desculpável.

26 outubro 2008

Conservapédia vs. Wikipédia

É certo e sabido que a Wikipédia não é uma fonte credível de informação. O facto de qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, poder contribuir para os seus conteúdos é mais do que suficiente para ficarmos de pé atrás. A este respeito, já agora, convém dizer que a Wikipédia ainda é aceite como bibliografia em alguns trabalhos universitários. É lamentável. Não tanto, porém, como ser utilizada para ligações em blogues tidos como de referência.

Mas tomemos, então, o tema deste postal, a Conservapédia vs. a Wikipédia. Aparentemente, as hostes mais conservadoras americanas não se reviam nos conteúdos da Wiki, vai daí decidiram criar algo semelhante, com a simples diferença que só são permitidos contributos conservadores, pois claro. A grande vantagem da Conservapédia é, por isso, o facto de sabermos sempre o que esperar e de não ser vista como referência em nada, ao contrário da Wiki.

Vamos a exemplos concretos. Em tempo de eleições nos EUA, vejamos, muito brevemente, o que dizem Wikipédia e Conservapédia sobre Obama.

A Conservapédia diz que Obama “alegadamente nasceu em Honolulu” (há quem diga que o certificado de nascimento de Obama é falso e que na verdade não é um cidadão com o direito de concorrer à presidência) e que se for eleito será a “primeira pessoa com ligações a um conhecido grupo terrorista, a ter controle sobre as bombas atómicas” (alusão à ligação entre Obama e Bill Ayers, terrorista confesso), adiantando ainda que será o primeiro presidente muçulmano dos EUA, apresentando, sobre o assunto, uma lista de “provas arrasadoras”. O artigo é longo e ataca (quase) tudo em Obama.

Na Wikipedia, Obama nasceu mesmo em Honolulu e professa o cristianismo (Igreja Unida de Cristo). Além disso não há qualquer referência a Ayers, nem à maioria das outras acusações da Conservapedia.

O melhor mesmo é ler as duas, mas não acreditar em nenhuma.

O Álcool, os Jovens, e a Região.

Os Açores são uma Região fortemente marcada por problemas relacionados com o alcoolismo. Esta dependência tem um forte impacto nas vidas dos que sofrem deste vício, bem como nas suas famílias e relações. Tem também visibilidade social, pois o álcool provoca graves e evidentes transformações comportamentais, afectando várias capacidades individuais, o que torna o seu dependente uma pessoa instável e mais propenso a comportamentos anti-sociais.

Os estudos e estatísticas sobre o alcoolismo apontam para uma descida, quer na idade de início da dependência, quer na idade de iniciação ao consumo. A par dos desvios comportamentais que o álcool pode causar, surge, como agravante em pessoas muito jovens, o facto do seu consumo regular e/ou excessivo, afectar o normal desenvolvimento corporal, originando défices cognitivos e, até, limitações de ordem motora. Estas limitações são certa, e evidentes, num recém-nascido filho de uma mãe alcoólica, pois nasce com a síndrome alcoólico fetal. Infelizmente, o número de mulheres dependentes do álcool também tem vindo a aumentar.

De há uns anos a esta parte, instituiu-se nos bares, em especial nos nocturnos, a onda dos shots. A malta jovem gosta é disso; solução barata e de bebedeira rápida. Uns quantos Vodkas, umas Tequilas, uns B´52s, etc, e já está, euforia total. Se lhes derem álcool puro com sabor a menta ou tangerina, não se importam, papam tudo. Há excepções. Há uns que dançam de garrafinha de água na mão: são a tribo do ecstasy

Os adolescentes não procuram nas bebidas alcoólicas o prazer da degustação de uma refeição acompanhada de um bom vinho, nem tão-pouco apreciam a cevada de uma cervejola fresquinha, ou um whisky à lareira. Procuram, antes, uma a poção para a desinibição, um néctar anestesiante que lhes abata a moralidade, alargando as fronteiras do admissível, o que os faz desperta para a libertinagem. Um gajo que aguente muita bebida é tido como um pequeno herói no círculo de amigos. A coragem e a audácia medem-se, por vezes, pela quantidade de álcool que um dos pares consegue ingerir sem cair para o lado.

Conhecedor desta grave problemática social e de saúde pública, o Reúno Unido prepara-se para implementar legislação, com o principal propósito de combater o alcoolismo juvenil, e a crescente associação entre o êxito pessoal e o consumo de álcool.
Para começar, irá banir a oferta de bebidas grátis a mulheres em bares e estabelecimentos similares. A par desta medida, endurecer as regras que norteiam as “happy hours” (períodos nos quais a uma certa bebida é oferecida, ou vendida a um preço mais reduzido), pois estão certos que tais ofertas convidam a um consumo excessivo, e mais rápido, das bebidas em promoção. Uma das novas regras, pretende que as bebidas não alcoólicas sejam também alvo de campanhas semelhantes.

E nós por cá?

Uma vez que o alcoolismo é reconhecido como uma doença crónica, a aposta terá de ser na prevenção. Isto, sem descurar um forte investimento na vertente da reabilitação e no apoio às associações que apoiam os ex-alcoólicos, tais como os AA – Alcoólicos Anónimos.

Os Açores sofrem de um duplo problema a nível de dependências; por um lado o referido alcoolismo, e, por outro, uma taxa muito elevada de consumidores abusivos de drogas ilícitas, tais como a heroína e a cocaína, que são os principais responsáveis pelo aumento do número de crimes, e pela crescente violência dos mesmos. (vamos ver se 2009 não nos trás mais um vício…)

As dependências têm um enorme impacto negativo a nível familiar e social. Urge, pois, incrementar um vasto programa de prevenção e tratamento destes males sociais, para que o problema não atinja uma dimensão de tragédia Regional, com impacto, inclusive, a nível da afirmação do nosso almejado, turismo de qualidade. (afectando, tb, a economia)

25 outubro 2008

Contra o "Establishment"


Malta que se destaca(ou) por fazer - e muito bem - in your face music. Um trabalho duro, mas que alguém tem que fazer.

23 outubro 2008

Música Demolidora

Quatro raparigas de Brighton, UK, formaram Electrelane e criaram sons estratosféricos.

22 outubro 2008

Islândia, Rússia...Açores

A Islândia decidiu recorrer à Rússia para um empréstimo de €4 mil milhões, por forma a salvar a sua economia.

Ora, esta notícia deve ser seguida atentamente pelos Açores, no contexto de uma eventual renegociação do acordo da Base das Lajes. É que a Islândia e os Açores foram, durante a Guerra Fria, decisivos para o domínio do Atlântico norte. Hoje já não vivemos na Guerra Fria, mas o ressurgimento internacional da Rússia – o despertar do grande urso – tem sido alvo de preocupações por parte dos EUA. Assim este poderá constituir um forte argumento para Portugal e para os Açores.

Reconhecimentos

Este é o começo de um longo processo de pesquisa que culminará, espero, numa tese sobre as RUPs.

Nesta primeira fase de reunir e filtrar bibliografia, foi-me sugerida a tese de Isabel Valente, As Regiões Ultraperiféricas Portuguesas: Territórios Estratégicos, da qual deixo as seguintes passagens:

“Efectivamente, a consagração do estatuto ultraperiférico para estas regiões deve-se à acção inequívoca e entusiástica do Governo Regional da Madeira e dos Açores. (…) É indubitável que através de Alberto João Jardim e João Bosco Mota Amaral as regiões autónomas portuguesas puderam não só marcar a agenda das negociações no quadro das RUPs, como também obter uma grande parte do apoio internacional necessário à aprovação do mesmo”

“Se bem que a sua origem ainda esteja sujeita a controversa, estamos em crer que a expressão ultraperiférica foi utilizada pela primeira vez em Outubro de 1987. (…) Procurando uma matização de referência no quadro conceptual, o Presidente dos Açores – e de forma espontânea – utiliza a expressão “mais que” e depois “ultra” para caracterizar o conceito de perifericidade da situação das ilhas afastadas do Continente europeu”

21 outubro 2008

Dark


Acabo de ver Batman - The Dark Knight. Só escrevo porque a actuação de Heath Legder como Joker é surpreendente e negra. Jack Nicholson é simplesmente arrumado.

20 outubro 2008

Música Amigável


Vamos à música. A tocar estão:

- Tegan and Sara (as gémeas são deliciosas)

Passada a fase eleitoral, ou talvez só porque sim, regressa o autostart.

Breves Impressões sobre as Eleições

No que toca a eleições para a Assembleia Legistativa Regional, fechou-se ontem um ciclo. Daqui a quatro anos é certo que Costa Neves não será o candidato do PSD-A e, muito dificilmente, Carlos César será o candidato do PS-Açores. O primeiro por razões que todos já conhecemos. Costa Neves decidiu sair da liderança do PSD depois de conhecidos os resultados. É uma decisão que não pode ser questionada. Costa Neves deu muito ao PSD-A nestes últimos anos, segurou o barco em momentos verdadeiramente difíceis, principalmente quando a casa-mãe teve tantos líderes e tanta inconstância. Vaticinou-se um resultado muito baixo para o PSD nestas eleições e tal não veio a acontecer. Costa Neves mantém o partido vivo e como a principal alternativa para 2012. No entanto, não seria estranho se Costa Neves se mantivesse por mais um ou dois anos. Não é previsível que nenhum dos possíveis candidatos do PSD às próximas Autárquicas possam liderar o PSD-A neste momento. O futuro líder deve estar completamente dedicado ao combate a nível regional e com o seu lugar na ALR. Assim, se Costa Neves ficasse por mais um ano, poderia ter um bom resultado nas Autárquicas e até (quem sabe) nas Legislativas nacionais e sair ainda melhor, passando a liderança a alguém que poderia se concentrar exclusivamente em 2012. Não foi assim e agora o PSD-A terá de encontrar a solução.

Também Carlos César não deverá ser o líder do PS-A em 2012. A acentuada perda de votos não dará espaço para riscos. César já tem um estatuto impressionante dentro e fora dos Açores e não vai querer beliscar, sequer, essa imagem, com um possível pior resultado em 2012. Por outro lado, nos próximos anos Carlos César tem a possibilidade de trabalhar o futuro dos Açores mais desprendido do PS. Assim, poderão surgir surpresas na composição do Governo. Resta saber se vai, ou não completar o seu mandato até ao fim.

O CDS-PP-Açores está de parabéns por ter eleito cinco deputados. No entanto, será da mais elementar justiça elogiar o trabalho do seu líder nacional Paulo Portas, que se dedicou, mais que qualquer outro à campanha eleitoral. Goste-se ou não do seu estilo, a verdade é que este resultado é uma vitória também dele.

Parabéns também ao Bloco de Esquerda que consegue um excelente resultado, com dois deputados. Será, certamente, uma voz importante na ALR.

Agora, venham as eleições nos EUA.

18 outubro 2008

Resultados da Nossa Sondagem

E porque amanhã (é já hoje) é dia de reflexão, aqui ficam os resultados finais da sondagem blogosférica deste blogue:

PSD - 28%
PS - 22%
MPT - 17%
PDA - 7%
BE - 6%
PPM - 4%
CDU - 4%
CDS - 1%
Branco - 7%
Não votam -1%

Desta sondagem só o resultado do CDS/PP é que poderá estar perto daquilo que será a realidade.

17 outubro 2008

Responsabilidade Democrática


Acima de tudo é preciso irmos todos votar no próximo domingo. Os valores que se esperam da abstenção, na linha, aliás, do que tem vindo a suceder, tanto a nível regional como nacional, são motivo de vergonha para todos nós. Significa, em última análise, que todos falhamos, que todos temos uma dose de responsabilidade relativamente ao estado actual de enfermidade da nossa jovem democracia. Falharam, desde logo, os candidatos, falharam os meios de comunicação social, falhou cada um de nós.

A Democracia não se resume ao acto eleitoral. No nosso dia-a-dia estamos sempre a participar no processo democrático, seja com os nossos filhos nas escolas, seja nas nossas actividades profissionais, seja no que consumimos e é a forma como conduzimos estas nossas acções diárias que acaba por influenciar o próprio processo democrático. Ou seja, a nossa responsabilidade democrática não se resume ao voto, pelo contrário, está bem presente no nosso quotidiano. As nossas acções diárias influenciam directamente o estado futuro da Democracia. Por isso mesmo é que a Democracia é o menos mau de todos os sistemas de governação, porque permite que cada cidadão seja determinante para o seu bem, ou para o seu mal.

No acto eleitoral a nossa acção não terá efeitos no futuro da Democracia, terá efeitos imediatos, logo no dia seguinte. Por isso, se é importante vivermos o nosso dia-a-dia de forma responsável tendo em vista nosso bem comum na vida democrática, no momento do acto eleitoral essa importância é exponencialmente maior.

De modo oposto, podemos concluir que ao não votarmos estamos a contribuir para um enfraquecimento imediato da Democracia. Atrever-me-ia, então, a dizer que quem não vota está contribuir directamente para a situação que os leva a dizer que não vão votar.

Domingo vamos todos votar e vamos tentar convencer tantos quanto nos é possível. A bem da Democracia, a bem do nosso futuro.

A propósito de sondagens...

...nos EUA, deixo os seguintes dados para a necessária reflexão.

Eleição de 1976 - no final do Verão, as sondagens davam 62% a Carter e 30% a Ford. Carter venceu mesmo, mas com 58.1% dos votos contra 48% de Ford.

1980 - Já em Novembro, as sondagens davam 44% Carter, 41% Reagan. Ganhou Reagan com 50.7%, contra 41%.

1988 - Neste caso ainda em Maio, Dukakis 49%, Bush 39%. Bush venceu com 53.4% contra 45.6%.

1992 - Em Junho, o candidato independente Ross Perot tinha 37% nas sondagens contra 24% de Bush e Clinton. Clinton venceu com 43%, Bush teve 37.4% e Perot 18.9%.

2000 - Setembro, Gore 49% GW Bush 39%. Bush ganhou com 47.9% contra 48.4% de Gore .

15 outubro 2008

Anormalidade

A sociedade Açoreana tem assistido, nos últimos meses, a um número anormalmente elevado de crimes de homicídio perpetrados contra mulheres. São já seis as mulheres assassinadas este ano no Arquipélago. Os responsáveis; homens com quem as vítimas tinham ou tiveram uma relação amorosa.

Se por um lado este tipo de crime é tipificado como “crime passional”, por outro, também tem relação directa com o fenómeno da violência doméstica; neste caso levada ao extremo.

Estes crimes devem envergonhar a sociedade onde ocorrem, pois são um sinal de ausência de valores, de menorização da figura feminina, de fraqueza cultural….em suma, de uma sociedade de trogloditas. Eu senti essa vergonha. Também uma enorme tristeza pelas vitimas, em especial pelos filhos. E, claro, raiva e desprezo total pelos que quiseram marcar os seus destinos, quais donos da vida alheia. Nem pensaram nos filhos. Não nos dela, mas nos de ambos.

Um drama familiar sem paralelo.

Numa época em que a Mulher se afirma nas sociedades modernas – isso, se já não se afirmou de facto –, alguns, cobardes homens, ainda teimam em vê-las com os olhos do passado, em que o simples direito de voto lhes era negado, e as fronteiras do país só poderiam ser transpostas com a devida e prévia autorização do “protector”.

Numa sociedade pequena como a nossa, a questão da malfadada honra é ainda mais sensível, podendo – como demonstram os recentes casos –, levar a situações de ciúme irracional e injustificável. Isto, porque as pessoas têm relações de grande proximidade e que se entrecruzam umas com as outras, dando origem a afinidades e sentimentos de pertença, que são, por vezes, perigosamente amplificados. Há também a questão dos boatos, e do “diz que se disse”, que podem exacerbar sentimentos de humilhação e vergonha, numa sociedade (ainda) marcada pelo machismo. Mas, claro está, não há nada que justifique tal imbecilidade.

Lamentavelmente, há situações que, mesmo sendo previsíveis, a sociedade, digo, o Estado, não é capaz de evitar que aconteçam, pois a intenção, por si só, não é criminalizada.

No caso particular dos Açores (a realidade que eu melhor conheço) há muita gente que trabalha diariamente para que muitas mulheres não conheçam semelhante e trágico destino. Estas pessoas, que trabalham em prol da defesa das vítimas de violência doméstica, criam condições para que muitas mulheres se libertem de companheiros agressores e maltratantes, que as vitimizavam há anos, ou mesmo décadas. São várias as instituições de solidariedade social que se dedicam a esta causa, a maior parte delas ligadas entre si por uma Rede, encabeçada pelo IAS – Instituto de Acção Social.

Não tenho dúvidas que as vítimas de violência doméstica (sejam homens ou mulheres….por norma são do sexo feminino), têm, nos dias que correm, um apoio muito mais efectivo e técnico, que lhes permite abandonarem a “segurança” do lar, sem temerem as dificuldades inerentes à construção de uma nova realidade, de uma vida nova. Na vertente de apoio inicial, e definição de um novo projecto de vida, surgem os técnicos sociais, que orientam e conduzem todo o processo, inclusive a nível judicial.
As crianças nunca são esquecidas, daí existirem instituições que proporcionam, pelo menos numa fase inicial do processo, o acolhimento das mães com os seus filhos.
Tristemente, na maior parte dos casos, são as vitimas – mães e crianças –, que têm de abandonar o lar, pois o agressor mantém a sua bestialidade, dizendo; “daqui não saio, daqui ninguém me tira”………bem, isso será verdade, até Decisão Judicial.
A força e a vontade que muitas mulheres demonstram quando, finalmente, se sentem preparadas para abandonar uma relação de violência e medo, são das próprias; mas a coragem, essa, é-lhes fornecida pela certeza do apoio de muitas outras mulheres e homens que se dedicam, dia após dia, a esta problemática e à defesa destas vítimas.

Temo, pois, que numa sociedade algo fechada, e ainda muito patriarcal, as vontades das vítimas acabem por ser sonegadas pela loucura definitiva dos agressores, incapazes de aceitar a “alforria” das mães dos seus filhos.

Para que tal não suceda, é necessário continuar o bom trabalho que se tem vindo a desenvolver em prol das vítimas, mas é necessário, também, um investimento simultâneo na recuperação dos agressores, para que estes não passem à condição de “assassino passional” (*).

(*) – Considero o adjectivo “passional”, uma ofensa para a vítima, pois o dicionário descreve-o como: “ referente a paixão; motivado pela paixão”. Quem Ama, não mata o objecto do seu Amor.

14 outubro 2008

P(artido) D(as) A(sneiras)

Esta campanha tem tido momentos verdadeiramente surreais, onde se destaca claramente o PDA. Desde abolir a escala de 0 a 20 nas escolas, à linha de caminhos de ferro em São Miguel, há para todos os gostos. No entanto, o maior destaque vai para o direito de antena de domingo passado: Melo Bento, do alto da sua sapiência, "elogiou" José Ventura, afirmando que, e passo a citar de cor, "não é alguém que tenha grandes conhecimentos teóricos, mas compensa com a sua capacidade de trabalho no terreno".

Com amigos destes...

Nota: Sobre este post, o Dr. Melo Bento veio esclarecer, na caixa de comentários, que estava a falar sobre Álvaro de Lemos e não José Ventura. Também na caixa de comentários, assumo o meu erro, o qual lamento, mas mantenho as ideias principais deste post, bem como deixo claro que acho que o PDA é essencial para uma Autonomia saudável. Convido todos, portanto, a consultarem a caixa de comentários para quaisquer esclarecimentos mais detalhados.

13 outubro 2008

Está tempo de tremores de terra

Atingimos a metade do mês de Outubro e a temperatura ambiente está quente, demasiadamente quente, estranhamente quente. Por outro lado, a campanha eleitoral, apesar de ter aquecido um pouco nos últimos dias, está amena, normalmente amena, expectavelmente amena.

12 outubro 2008

A Campanha Contra Palin

Inacreditavelmente, na comunicação social [e blogues] portuguesa só se dá conta das más práticas dos Republicanos nesta corrida à presidência dos EUA. Só os mais ingénuos podem acreditar que é assim, porque na verdade a campanha de ódio – principalmente direccionada a Sarah Palin – por parte do lado democrata atinge também níveis bastante preocupantes.

Como nestas coisas o melhor mesmo é ver e ouvir, aqui ficam alguns exemplos. Enjoy!




Neste caso, a diva (hehehe) Madonna, diz o seguinte: "Sarah Palin, I will kick her ass"




Aqui é Sandra Bernhard a promover claramente o ódio.

Eu chamei Sarah Palin de MILD (Mother I'd like to date), estes aqui chamam-a de MILP (Mother I'd like to punch).



E aqui admite-se que Sarah Palin provoca raiva quase violenta em "mulheres normalmente razoáveis".

"BUG" do Capitalismo ?

Todos nos recordamos da então anunciada crise global da informática, que estava prevista acontecer exactamente na entrada do novo milénio. A causa apontada seria a confusão e impreparação dos PCs quando se deparassem com os novos dígitos do ano 2000. Foi denominado de “Bug do milénio”, este drama Planetário que se previa. Gastaram-se muitos milhões para tentar prevenir as possíveis anomalias. Tudo em vão, para gáudio dos terrestres. Nada de mal se passou, e a informática continua evoluindo como uma ferramenta indispensável nas sociedades modernas.

Passados dez anos, encontramo-nos no final da primeira década do segundo milénio D.C., e surge uma nova crise que atemoriza o globo. Mas esta não foi anunciada com tanta antecedência, e as medidas vêm a reboque das sucessivas falências no sector financeiro, não deixando margem para previsões, ainda que estas de pouco valessem. Sendo o sector financeiro uma peça fundamental das economias, todas elas sentem o abalo, e algumas abrem mesmo “fendas” – como no caso da Islândia.

Qual tem sido (será) a solução?

Uma vez que o sistema financeiro já não é capaz de se auto-financiar, as medidas paliativas tiveram/ terão de ser tomadas pelos Estados, nacionalizando alguns sectores chave. Curioso, é o facto das democracias mais “arejadas” do Ocidente, terem evoluído ao longo das últimas décadas, no sentido de serem livres da “mão” interventiva do Estado, desenvolvendo-se com base num mercado livre, tendo como única fronteira as entidades reguladoras………até agora.

Será que chegou o “Bug do Capitalismo” ?

Em todos os países se fala da Crise Mundial, todos os líderes, de todos os quadrantes políticos, se vêm obrigados a reconhecer a sua chegada. Eu diria mais, todos nós a sentimos.
Alguns – liberais mais optimistas –, relembram uma grave crise na Suécia, em que o Estado se viu obrigado a adquirir (nacionalizar) grande parte da Banca do país, passando-a, posteriormente, novamente para as mãos dos privados. Os mais cautelosos – em resposta aos últimos –, dirão de imediato que esta crise é Global, e não à escala nacional, pelo que a sua resolução não se vislumbra tão fácil e linear.

Depois do colapso do sistema financeiro Americano, e das medidas anunciadas de combate à crise, começa agora a Europa a revelar a dimensão da sua crise. Em Inglaterra, Gordon Brown, prepara-se para nacionalizar parte da Banca. Em Itália verificam-se centenas de despedimentos no mesmo sector, obrigando Berlusconi a uma tomada de posição. Pode haver, aqui, uma mudança de paradigma?

Como responderá a Europa a esta crise? Quem será “A” voz da UE?

Não será descabido relembrar, perante o cenário actual, a recente discussão à volta do Tratado de Lisboa, e da necessidade da sua aprovação.

Eu não sou apologista de uma grande intervenção Estatal na economia, embora defenda que o Estado deva reservar para si o controlo de sectores considerados estratégicos. Em Portugal, a GALP é disso um mau exemplo.

Mas no que toca à justiça e equilíbrio social, uma vez que não sou neoliberalista, defendo um Estado Providência que assegure, ou melhor, que defenda os cidadãos dos excessos do Capitalismo Selvagem. (para que o Bug, a verificar-se, não nos leve a todos ao fundo com ele, por obra de alguns, que não dão a cara nem se submetem a sufrágio popular; tipo especuladores e afins)

10 outubro 2008

Os Vingadores


Primeiro foi a Missão Impossível, com o cerebral Jim Phelps [Peter Graves] e os homens das mil caras, Rollin Hand [Martin Landau] e o Amazing Paris [Leonard Nimoy]. Depois tivemos o Santo, com o inigualável e jovem Simon Templar [Roger Moore]. Agora, a rtp memória oferece-nos diariamente um episódio dos Vingadores com os fashionables John Steed [Patrick Macnee] e (neste caso) Emma Peel [Diana Rigg].

Esta aposta no spy-fi dos anos ’60, onde heróis e malfeitores se tentam matar mutuamente com a maior das educações e sempre com um sorriso nos lábios, é profundamente agradável e vivamente aconselhável. De segunda a sexta por volta das 2300.

Fogo Extinto

De lamentar o novo cancelamento do Fôguetabraze. Segundo o próprio Nuno Barata as razões são as mesmas, ou seja, o uso abusivo da caixa de comentários. No entanto, os administradores dos blogues têm a opção de moderação de comentários, algo que facilmente faria parar o “lixo”. Evidentemente, ele é dono e senhor do seu espaço e não tem que dar explicações a ninguém, mas por outro lado, nós, enquanto frequentadores daquele seu espaço que é aberto a todos, podemos reflectir sobre o assunto. E ao fazê-lo, surge-me uma questão acima das outras todas que poderão também ser levantadas. Que importância tem, de facto, a blogosfera na realidade sócio-política dos Açores?

07 outubro 2008

Se as Eleições fossem hoje e aqui...

...os resultados seriam os seguintes:

Depois de contabilizados cem votos:

PPD/PSD - 27%
PS - 21%

MPT - 19%

Bloco de Esquerda - 7%

PDA - 7%

CDU - 6%

PPM - 3%

CDS/PP - 1%

NB: MPT com 19%? Talk about a Teenage Riot!!!

05 outubro 2008

Liga dos Últimos em Santo António além Capelas



A Liga dos Últimos, a melhor ferramenta de estudo sociológico da tv, à frente de Portugal: Um Retrato Social de António Barreto, esteve nos Açores a fazer a cobertura do jogo entre o Santo António e o Maia.

Deliciem-se com as vozes encantadoras da Jéssica e da Cristina.

04 outubro 2008

O Vôo dos Campeões

Foto retirada de www.contratempo.com

É com agrado que damos os parabéns ao Ricardo Moura e ao Sancho Eiró por serem Campeões Regionais Absolutos de Ralis dos Açores.

Há, no entanto, um decréscimo de competitividade que está directamente ligado à diferença abissal que existe entre os dois pilotos apoiados pela Fábrica de Tabaco e os restantes. Por isso mesmo parece-me que se deve repensar os ralis nos Açores por forma a reduzir essa diferença.

03 outubro 2008

Sarah Palin a Presidente do Mundo


O debate entre os candidatos à vice-presidência dos EUA pareceu-me bem mais ligeiro, em termos de conteúdos, que o anterior entre Obama e McCain. Mas terá sido mesmo? Tentarei ser objectivo.

Admito que talvez tenha me deixado embalar pelo straight talk naquela voz monocórdica, com gritinhos pelo meio e pelo ocasional piscar de olho da Sarah Palin. Aliás, ao ver o debate só pensava mesmo naquele novo termo inglês, que recuso-me a transcrever, mas que poderá ser readaptado, de forma mais cavalheiresca tendo em conta a senhora em questão, para ‘MILD’, mother I’d like to date. Na verdade, penso que por baixo daquela postura de puritana com toques de mulher de armas e de dama que vem do frio do Alasca, há um ardor e talvez uma rendinha, que só podem ser deliciosos. Com o cabelo apanhado, os óculos já clássicos e um movimento de boca de cortar a respiração, Sarah Palin venceu decididamente o debate. O Joe Biden bem se esforçava, mas receio que simplesmente não é uma mulher nos seus 40 anos extremamente bem conservada.

Nas últimas eleições disse-se que dava para ver um quadrado nas costas de Bush, que seria uma espécie de rádio transmissor, pelo qual recebia informações vitais para bem responder às questões colocadas. Ora bem, hoje eu bem que procurei no corpo da Sarah Palin algo que se pudesse parecer com um rádio quadrado, mas apenas encontrei curvas bem delineadas, por isso só posso concluir que Palin se preparou bem, surpreendendo quem esperava um passeio de Biden neste debate.

02 outubro 2008

Benfica, o nº1


O maior clube de futebol de Portugal é novamente pioneiro, desta vez com um canal de televisão. Os outros já chegam, é só esperar um bocadinho.

E que melhor inauguração que esta? Uma vitória clara sobre o Nápoles. Sabe sempre bem vencer um clube de mafiosos que equipa de azul.

01 outubro 2008

'Chico-Espertismo'

O assunto já tinha sido abordado no Candilhes, mas volto a ele. O que se passa na entrada da rotunda de Belém, à hora de ponta, é uma autêntica selvajaria. Todos os que respeitam minimamente os seus semelhantes estão na faixa interior, que sabem ser a única que dá acesso ao que resta da rotunda, os outros, os 'chicos-espertos' passam pela faixa exterior. É um exemplo flagrante de esperteza saloia.

O 'chico-espertismo' é uma doença que está impregnada na nossa sociedade e é uma das principais razões para o crónico atraso português.

O que nos vale, ou melhor, o que esperamos é que até dia 19 de Outubro aquelas quantidades enormes de alcatrão estejam todas no lugar e que o trânsito regresse à 'normalidade'.

Golf

Trinta e quatro anos depois, eis que surge a sexta versão do VW Golf. Mais do que um carro, uma referência das estradas do mundo.

versão MK1: 1974 - 1983


versão MK2: 1983 - 1992

versão MK3: 1992 - 1997

versão MK4: 1999 - 2006

versão MK5: 2003 - presente

versão MK6: 2008

29 setembro 2008

Entrevista de Costa Neves

Costa Neves, em entrevista à RTP-Açores, foi incisivo nos principais pontos que, de facto, o separam do Governo socialista, fazendo, assim, uso das suas principais armas.

Desde logo, a transferência de parte dos fundos comunitários para as empresas privadas e para os Municípios. Segundo Costa Neves, o Governo guardará para si cerca de 70% do total do Quadro de Apoio 2007-2013, o que é, manifestamente, demasiado. A intenção do PSD está de acordo com o princípio de subsidiariedade, que a EU aconselha e que permite que sejam as formas de poder mais próximas dos cidadãos a lidarem com os seus problemas. Por outro lado, permite a dinamização do tecido empresarial privado, essencial para a boa saúde económica da Região, particularmente em termos de emprego.

Aliás, o emprego foi um assunto em que Costa Neves foi bastante assertivo, ao assegurar a capacidade do PSD na criação de 14 mil postos de trabalho para a próxima Legislatura. O líder social-democrata socorreu-se, ironicamente, do anterior Governo socialista que conseguiu atingir esse número.

Também positivo a forma como Costa Neves lidou com o tema RSI (Rendimento Social de Inserção). Por um lado, há um grande número de eleitores que estão sob esse programa e nesta altura não convém ao PSD incompatibilizar-se com nenhum grupo, por outro lado, há uma enorme fatia da sociedade que se sente incomodada com o facto de estar a contribuir para um programa que não está a funcionar. Costa Neves chegou aos primeiros assegurando-lhes que, com um Governo PSD, não ficarão ad eternum naquela situação e convenceu os segundos ao garantir que vai alterar as regras.

Ao PSD e a Costa Neves quanto mais chegarem aos açorianos, melhor, por isso, compreende-se a insistência no debate a dois com Carlos César.

Esperamos, agora, a entrevista de César e saber como, ou se vai, rebater alguns dos argumentos apresentados hoje por Costa Neves.

28 setembro 2008

Scarlett Johanson casou-se


Não, não é a sequela do filme de Coppola com a sensual (na época) Kathleen Turner. Infelizmente é mesmo realidade e é uma das piores notícias dos últimos tempos.

27 setembro 2008

Pela Boca Morre o Peixe

Vivemos na era da comunicação, onde temos a acesso à informação que queremos por via destas máquinas que são os computadores e por via deste serviço que é a internet. Por isso, é apenas normal que se descubra a realidade sobre o 'Magalhães', exactamente através do pc e da net.


Informação dada por Cãotribuinte.

McCain - Obama (1st round)

Primeiras impressões do debate entre McCain e Obama: em termos do à vontade e com a relação com a câmara, Obama leva, sem dúvida a melhor. Isto não é novidade, desde os debates com Hillary que sabíamos que Obama é um perito nessa área e, pelo contrário, McCain não se sente tão à vontade.

Quanto aos temas discutidos, propriamente ditos: pareceu-me que McCain foi melhor. Diferênças fundamentais dividem os dois na questão económica e na forma de lidar com a crise. Divisões clássicas entre Direita e Esquerda, como mais ou menos regulação ou maior ou menor carga fiscal às empresas, estiveram bem presentes.

Mas é em relação à política internacional que McCain ficou, quanto a mim, claramente a ganhar. Se é verdade que tenho ainda algumas dúvidas em relação à sua ideia sobre a criação de um Liga de Democracias, apenas porque não sei até que ponto países europeus estariam dispostos a fazer parte de tal projecto, é também certo que McCain tem, de facto, uma larga experiência que lhe permite falar destes assuntos com uma autoridade que Obama não tem. Todavia, tenho a perfeita noção que a forma, por vezes, condescendente, como McCain se dirigiu a Obama neste assunto, possa lhe ser contra-producente. As posições de fundo de McCain são, na minha opinião, as melhores para os EUA lidarem com os problemas em termos de política internacional. O idealismo de Obama simplesmente não é viável, McCain usou uma frase que, neste aspecto é sintomática, "devemos aprender com a História" e a História diz-nos exactamente que há que ser realista, principalmente quando se está a lidar com problemas como luta contra terrorismo, Irão ou Coreia do Norte.

O facto de Obama querer colar McCain à linha da administração Bush não tem fundamento. É claro que McCain é um conservador e está, na teoria, ao lado das medidas de Bush. No entanto, parece-me haver uma diferênça fulcral entre a linha Bush e aquilo que pode ser a linha McCain; é que o primeiro esteve sempre pré-disposto a deixar-se influenciar por interesses pouco claros que pairam sobre Washington, ao contrário de McCain que deixou claro que está ciente que há corrupção em larga escala na capital americana e vai acabar com isso. Não se pode cair no erro fácil que os Republicanos são todos corruptos e estão todos ao serviço dos grandes lóbis económicos.

Admito, no entanto, que aquela larga parte de norte-americanos acostumados a ver estes debates como uma sequência dos espectáculos de campanha que os candidatos dão por toda a América, irão sentir que Obama esteve melhor, não porque concordam com as suas posições, mas porque o Democrata falou directamente para McCain. Obama é um mestre nessa relação entre espectáculo e política, que nos últimos anos começa também a ser popular em Portugal, e só isso pode ser suficiente para vencer.