Porque os EUA funcionam com valores democráticos, mas com o sentimento de superioridade em relação ao resto do mundo, acabam por dar o seu apoio à ONU, que representa a nível internacional o respeito pela Lei. No entanto, esse apoio vai só até certo ponto, a partir do momento em que a superioridade em relação aos outros Estados é colocada em causa, então o respeito pelo Direito Internacional passa para segundo plano, é a manutenção da posição de liderança que passa a ser a prioridade. E tal como no nosso país imaginário, haverá duas formas para os outros lidarem com essa situação: ou tentam colocar-se ao lado do grupo/família dominante, ou enfrentam-o.
12 janeiro 2009
Do Poder dos EUA
Porque os EUA funcionam com valores democráticos, mas com o sentimento de superioridade em relação ao resto do mundo, acabam por dar o seu apoio à ONU, que representa a nível internacional o respeito pela Lei. No entanto, esse apoio vai só até certo ponto, a partir do momento em que a superioridade em relação aos outros Estados é colocada em causa, então o respeito pelo Direito Internacional passa para segundo plano, é a manutenção da posição de liderança que passa a ser a prioridade. E tal como no nosso país imaginário, haverá duas formas para os outros lidarem com essa situação: ou tentam colocar-se ao lado do grupo/família dominante, ou enfrentam-o.
Voluntariado Levado ao Extremo
Estas funções podem ser desempenhadas de modo parcial (acumulando com outra profissão), ou no referido regime de exclusividade.
Parece-me claro que não se pode pedir a um cidadão que exerça funções de tão elevada responsabilidade e delicadeza, somente por “amor à camisola”. A participação cívica e a abnegação do tempo próprio em prol da comunidade, é um acto de louvar e incentivar, mas não o defendo em funções executivas, nem de forma imposta em funções que são da responsabilidade do Estado.
Aliás, eu defendo que as Juntas de freguesia, pela sua proximidade e presença assídua junto das populações, deveriam ver os seus poderes e verbas reforçadas, pois deste modo poderia, o Estado, zelar melhor pelos interesses dos seus cidadãos.
A ser verdade - dou de barato que o é -, o que diz Armando Vieira, na noticia em ligação, o vencimento destes autarcas em pouco ultrapassa o salário mínimo nacional!!!! Bem, se isso já me parece uma quantia pouco dignificante, pedir que dela abdiquem em prol de um regime de voluntariado, parece-me abusivo e completamente descabido. Com tanto onde cortar foram logo escolher esta rubrica.!?
Espero que o OGE “complementar”, reponha as referidas verbas.
08 janeiro 2009
Perspectiva-se um ano de betão?
Nesta demanda de medidas, surgiu hoje este regime de excepção, que não é mais do que dar às autarquias a possibilidade de adjudicarem obras sem concurso público, até um valor de 5 milhões de euros. Ou seja, cinco vezes mais do que o anteriormente possível.
Fernando Ruas, presidente da ANM - Associação Nacional de Municípios, congratulou-se com esta decisão, solicitado ainda que este regime fosse alargado ás Regiões Autónomas e ás obras camarárias que sejam co-financiadas por fundos comunitários. Já Reis Campos, presidente da AICCOPN - maior associação nacional de construtores -, tem mais cautela na avaliação deste regime de excepção, advertindo para a falta de transparência na escolha do executor das obras públicas, e acenando com os constantes avisos do Tribunal de contas.
Não contesto as áreas consideradas prioritárias e que ficam ao brigo deste regime, as minhas preocupações vão mais de encontro às manifestadas por Reis Campos. Não deixa de ser engraçado ser este representante dos construtores a chamar a atenção para esta questão! Será pelo efectivo conhecimento de causa?
O que me parece é que, “quem tiver unhas é que vai tocar viola” em 2009. Que é como quem diz, esta medida abre caminho á corrupção e jogos de interesses, com a agravante de ser lançada a escassos meses das Eleições Autárquicas.
Arbeit Macht Frei
06 janeiro 2009
Sic
05 janeiro 2009
...em jeito de Sugestão Para 2009
Se 2008 começou com a crise dos cereais, à medida que o ano avançava, subia, dia após dia, o preço do barril de ouro negro. Também as taxas de juro acompanharam - nobre acto -, a subida dos combustíveis. Enfim, um sufoco total. Depois de meio mundo ter entrado em coma induzido, iniciaram-se as medidas de combate ao caos instalado. Mas estes cuidados, para alguns, já só podem ser paliativos….
Mas eis que na visita habitual ao quiosque dos jornais, me deparo com o irmão insular do afamado Almanaque Borda D´Água, o nosso Almanaque Açoriano dos Fenómenos da Terra, do Mar e do Céu, que constitui um verdadeiro “guia prático para o agricultor profissional e amador”.
Segundo este guia prático, 2009 pode trazer boas colheitas, por isso a sugestão que aqui deixo é; começar já em Janeiro a “preparação das terras para as culturas da primavera”. Para tal, basta retirar a relvinha do quintal, comprar o nosso Almanaque - ferramenta indispensável -, e “preparar canteiros e talhões para que a terra fique limpa e bem mobilizada e destorroada”. Depois (mas ainda durante o mês de Janeiro), podemos começar a “semear repolhos, couve flor, brócolos, rabanetes, alfaces, favas, ervilhas, cenouras, espinafres, e ainda se podem plantar alhos e chalotas”, e seguir as indicações do Almanaque durante este ano de crise. E se, a par da horta, quiser apostar numas galinhas e numa vaca leiteira, vai ver que a economia familiar sai a ganhar. Sim! Pois o Almanaque reza que "a pobreza rodeia, e torna a rodear a casa do homem diligente, mas nunca lhe põe o pé dentro"
Nesta enciclopédia da agricultura, também se podem encontrar os feriados e as datas das várias “Festas e Arraiais” que ocorrem durante o ano nas nossas 9 ilhas, bem como algumas “frases célebres” , entre outras curiosidades sobre os Açores.
O Almanaque anuncia um “Bom Ano Agrícola”, e na sua introdução adverte que “Mais do que um destino de chegada, este Almanaque pretende ser um ponto de partida, lembrando-te ideias antigas, sugerindo-te soluções engenhosas e incentivando-te a aproveitar a riqueza que a terra-mãe tem para te dar!”.
As nossas ilhas, também no que toca a estas áreas, assumem as suas idiossincrasias, por isso se regem por Estatuto próprio…
Bom Ano 2009.…. para todos e a todos os níveis. ;)
Brincando às Diplomacias
Com efeito, no actual sistema, países sem qualquer experiência, nem escola na área da diplomacia e da política externa são colocados em posições de destaque da diplomacia comunitária, fazendo com que, em cenários menos maus, episódios destes aconteçam, em cenários de alguma complexidade, se percam oportunidades e, em cenários de extrema complexidade, guerras aconteçam. O Tratado de Lisboa permitia, entre outras coisas que facilitariam o funcionamento da EU e a aproximação dos cidadãos às instituições, que uma presidência fixa fosse instaurada e que a posição Ministro dos Negócios Estrangeiros da EU se tornasse real. Infelizmente, o Tratado não passou e a EU segue sendo um anão político, apesar de ser um gigante económico.
01 janeiro 2009
Mamma Mia...
30 dezembro 2008
Bélgica - O Fim?
Em termos teóricos e gerais a definição de um Estado compreende três características fundamentais: um território, um governo e um povo. Ora, a Bélgica só tem mesmo o território, porque quer Valónia, quer Flandres e até Bruxelas têm o seu próprio Parlamento e Governo Regional e, talvez mais importante, a Bélgica não tem um povo, pois flamengos e valões são efectivamente dois povos distintos, com língua, cultura e identidade completamente distintas.
Ao passearmos pelas ruas da capital, Bruxelas, encontramos ocasionalmente uma bandeira do país pendurada nas janelas. Qualquer português pensaria imediatamente que o treinador da selecção belga de futebol adoptou o sistema de Scolari. Sendo certo que em ambos os casos há uma tentativa de mobilização da população em torno de algo que é nacional, no caso belga a questão é bem mais profunda que o futebol no caso português. Para os belgas é uma questão de sobrevivência da própria Bélgica.
E é Bruxelas que ainda mantém a unidade do Estado belga. Não tanto por ser a capital, mas porque é o centro da União Europeia. De facto, o efeito EU no processo unificação/desagregação da Bélgica é vital. Nem se consegue imaginar o que seria de Bruxelas e, por tabela, da Bélgica se a EU não tivesse lá a sua base. Por outro lado, há um outro factor importante que mantém a Bélgica unida, a monarquia, os belgas das diferentes regiões identificam-se com os reis.
No entanto, o futuro não se avizinha fácil para o Estado belga. O extremar de posições de um lado e outro tem surtido os efeitos desejados, ou seja a instabilidade política, que proporciona as razões para a definitiva divisão.
29 dezembro 2008
Brian Jonestown Massacre
Com nome de culto que acabou em tragédia/guitarrista dos Rolling Stones que acabou morto na piscina, The Brian Jonestown Massacre é um projecto musical que começou no início dos anos 90, em San Francisco, Califórnia, pela mão de Anton Newcombe.
Ao longo dos anos, os BJM têm alterado muito o seu line-up, sendo Newcombe o único membro que se mantém. A música dos BJM é introspectiva, com pinceladas de shoegazing e algo psicadélica, com origens e influências na música que fazia naquela cidade na segunda metade da década de 60. Em alguns momentos as semelhanças com os Jefferson Airplane, ou os Byrds é demais evidente.
2008 foi ano de mais um disco para BJM, “My Bloody Underground”, editado pela A Records. Sem dúvida um dos melhores do ano.
Na Playlist.
PS: Depois de ouvir algumas vezes a Playlist, acrescenta-se o seguinte comentário aos BJM: f*ckin' great...
Acabou-se a amizade
28 dezembro 2008
Animais


Em Roma eram homens contra animais que servia de divertimento. Em Espanha (e na terra do Zé Maria) ainda se matam touros como espectáculo. No entanto, as mentalidades vão mudando e felizmente já surgem espectáculos como o Cirque du Soleil, sensíveis a esta matéria. Daqui a cem anos, olharão para trás e dirão que éramos uns selvagens no que toca ao respeito pelos direitos dos animais, tal e qual nós próprios condenamos as lutas entre homens e animais no tempo dos romanos. Assim será.
27 dezembro 2008
Electrelane, noch ein mal

Porque o Natal trouxe-me uns headphones xpto, regresso às raparigas de Brighton, UK. Com efeito, Electrelane é o projecto que mais me cativou musicalmente nos últimos anos, não porque são quatro miúdas que têm a mania que são muito feministas, que admiram a Simone de Beauvoir, ou porque acham que as mulheres deviam ter uma quota de representação na política. Aliás, até acho piada a isso, claro que sei que estão profundamente erradas, mas acho-lhes inconsequentemente engraçadas neste aspecto.
O que admiro neste quarteto é, antes de mais, o facto de gravarem ao vivo. Quer isto dizer que gravam em estúdio, mas não um instrumento de cada vez, mas sim aquilo que tocam. E isto confere-lhes um elemento de falibilidade, que torna o seu som cru e verdadeiro. Depois e talvez mais importante a energia melódica das suas músicas, com uma linha de baixo marcante e palpitante, o obrigatório farfisa e guitarradas estridentes que vão subindo de intensidade até atingirem o clímax (típico, se tivermos em conta o primeiro parágrafo) É evidente que têm influências, desde logo Sterolab, mas também dá para ouvir algum Sonic Youth e até Joy Division. Mas o resultado final é um som genuíno, com ganas, viciante, por vezes nebuloso, mas sempre poderoso.
26 dezembro 2008
Mais um caso Isolado
O uso excessivo de telemóveis por jovens estudantes acaba por ter efeitos positivos, pois permite tornar público casos de violência. O vídeo em apresentação mostra um grupo de alunos a ameaçar a professora, utilizando uma pistola (diz ser de plástico), para terem “positiva”.
Quando vamos finalmente encarar o problema da falta de autoridade dos professores?
24 dezembro 2008
Uma Prenda de Pacheco Pereira

23 dezembro 2008
M de ...
18 dezembro 2008
Falta de influência - Falta de segurança
Marinho Pinto; Justiceiro ou Vilão?
Quer-me parecer que o Senhor bastonário esqueceu-se, ou desconhece, como funciona o SNS - Serviço Nacional de Saúde. Se o visado soubesse que eu, há semelhança de milhares de portugueses, não consegue ter, sequer, um médico de familia - quanto mais poder escolher um -, talvez tivesse alterado a classe profissional alvo de comparação.
Porquê? Bem, deixo ao imaginário de cada um….
Já na comparação que fez (relativa à escolha do médico), esqueceu-se do proletariado. Sim, porque só quem se pode dar ao luxo de escolher o seu médico assistente, são aqueles que podem pagar uma consulta no privado, ou recorrer a uma clínica, também ela privada. Os outros, limitam-se a ser atendidos pelo médico de família do Centro de Saúde da sua àrea de residência e, caso este veja necessidade, encaminha o paciente para uma consulta de uma qualquer especialidade clínica, no hospital mais próximo. Bem, para isso é preciso que tenha a sorte que eu, e milhares de portugueses, não têm, que é a de terem um médico de família, o tal do Centro de Saúde.
Outra questão a ter em conta, é a sobrelotação de uns em relação a outros. Por exemplo, não são raros os casos de médicos mais reputados terem as agendas dos seus consultórios preenchidas por dois meses, obrigando, quem tem mais pressa em conseguir uma consulta, a recorrer a um outro clínico. Mesmo quem paga consulta está sujeito a limitações ou impossibilidades de agenda. Estou seguro que, com os advogados mais requisitados ,se passará o mesmo. Por vezes, terão de recusar algum patrocínio por impossibilidade de agenda. Ou não?
E as agendas dos magistrados, como se resolverá essa questão?
O senhor Bastonário sabe seguramente que o cidadão que não tem rendimentos para pagar um advogado, recorre ao Apoio Judiciário (processo avaliado pela segurança Social). Se lhe for concedido este apoio Estatal (pagamento dos honorários do representante legal), o dito cidadão é encaminhado para a Ordem dos Advogados, que depois lhe atribui um advogado. Pois, mas os serviços da Ordem não concedem a liberdade a esse cidadão de escolher qual o seu representante legal, pois limitam-se a nomear um qualquer, sem atender à vontade desse mesmo cidadão. E se começasse por aqui, senhor Bastonário? Quais os constrangimentos?
Obviamente que esta minha (micro) análise é feita a cru, claramente sem a profundidade que merece o assunto. Mas foi assim, a cru, que Marinho Pinto apresentou esta proposta à opinião pública, pelo que eu, não sendo jurista nem dispondo de mais dados, acolho-a como qualquer cidadão nas mesmas condições. E, perante esta proposta, é esta a minha perplexidade.
São muitas as qualidades de Marinho Pinto, tais como o mérito de ser um defensor de causas justas, com elevado espírito cívico e humanista. Diz-se também "frontal" e sem "medo das “classes”.........será por isso que, mesmo dentro da Ordem que tutela, já foi alvo de processo disciplinar?... É certo que o homem abala consciências e mexe com interesses instalados. Mas também diz umas baboseiras, sendo por vezes despropositado, talvez por se deixar levar por uma impetuosidade exacerbada, que faz com que ultrapasse limites que não deviam ser beliscados, em especial desde que ocupa o cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados.
16 dezembro 2008
Portas do Mar. Que Turismo para os Açores?
Foto "roubada" ao Fiat Lux.Como já foi amplamente dito, as Portas do Mar foi uma obra avultada. Decidiu-se investir muitos milhões no turismo de cruzeiros, o que, à primeira vista, é uma boa opção, pois os Açores estão no meio do Atlântico e podem ser facilmente incluídos em várias linhas existentes.
Há alguns pontos porém que queria explorar. É sabido que os pacotes de cruzeiros trazem tudo incluído, sendo por isso compreensível que os turistas de cruzeiros prefiram comer a bordo, saindo apenas para comprar alguma lembrança ou alguma compra de supermercado. Por outro lado, regra geral, o turista de cruzeiro é abastado, sendo também expectável que gaste algum dinheiro quando visita Ponta Delgada. Com isto quero dizer que a aposta no turismo de cruzeiro acarreta algum risco, mas tem condições para gerar alguma riqueza.
Parece-me, no entanto, que não se está a aproveitar os nossos recursos. A pergunta que deve ser colocada é: que temos nós que nos difere dos outros destinos turísticos? Quais são as nossas principais atracções turísticas? A resposta é evidente: a Natureza. Cada uma das nossas ilhas é diferente, cada uma tem pontos de beleza natural únicos no mundo e portanto é aí que se deve investir. Ora, um turista de cruzeiros não tem, de forma alguma, tempo para visitar e apreciar essa beleza natural. Pela simples razão que um cruzeiro fica apenas umas horas em cada destino. E a verdade é que a nossa beleza natural exige tempo, exige calma, exige paz de espírito. E por esse mundo fora são locais como estes que são cada vez mais procurados, por serem cada vez menos, porque se distinguem dos outros, porque são locais onde se pode verdadeiramente retemperar forças.
Desta forma e ressalvando que esta é apenas a opinião de um observador, que não tem qualquer formação na área de turismo, parece-me que o investimento deve ser feito principalmente em três vertentes. Desde logo, preços de passagens aéreas competitivos, que permitam aos Açores colocarem-se definitivamente como uma opção para muitos e preços de passagens inter-ilhas, seja de barco, seja de avião. Muitas vezes ouvi europeus de diversas origens dizerem que sim, que os Açores parecem ser fantásticos, mas por aquele preço visitam três ou quatro países. Neste ponto, que acaba por tocar também directamente aos açorianos, torna-se necessário investir na tal relação com a EU, mas isso é outra conversa. Depois, promoção como sendo esse destino de local de paz, onde há tempo, onde se pode até meditar, fazer passar essa mensagem de forma convidativa é essencial. E finalmente as condições, onde os grandes hotéis não parecem ser a melhor opção, mas sim com locais característicos com contacto humano, conjugado com serviço de excelência e apoiado por várias opções de actividades (trilhos, passeios de barco, etc.)
Dito isto, convém esclarecer que me parece que as Portas do Mar são uma obra bonita que embelezou Ponta Delgada e que o investimento estando feito é essencial agora rentabiliza-lo.
15 dezembro 2008
14 dezembro 2008
Emmanuel Todd. Mais um anti-americano ou não?

No entanto, quero abordar um outro ensaio de Todd que data de 2001, este sim traduzido para inglês com o título After the Empire, onde Todd prevê o colapso do Império norte-americano. Antes de mais, Todd indica que os EUA chegaram ao ponto de hyperpuissance por acidente e não resultado de qualquer estratégia. É, desde logo, uma afirmação audaz, que parece, porém, algo exagerada, porque se é verdade que a própria URSS poderá ser responsável por muitos do seu colapsos, com alguns erros, o certo é que os EUA, pelo menos, não caíram nalguns desses mesmos erros.
Todd defende que os verdadeiros EUA são demasiadamente fracos para enfrentar outros países que não “anões militares”, como Cuba, Coreia do Norte ou Iraque, sendo que as guerras que os EUA travam, não trazem riscos quase nenhuns, mas permitem que estejam presentes pelo mundo fora. Todd adianta também que o resto do mundo está a produzir para a América consumir e que a qualquer momento poderemos chegar à saturação onde a Europa, a Rússia, o Japão e partes do mundo islâmico decidirão unir esforços para acabar com esta situação. Nessa altura, segundo Todd, os EUA serão vítima dos seus próprios erros. Todd tenta cimentar ainda a sua tese fazendo uso da tendência para o abrandamento na natalidade e aumento da iliteracia nos EUA.
No fundo, Todd recorre a uma tese com mais de cem anos e que terá origem no geógrafo inglês Mackinder, tendo sido depois adoptada por Hausoffer e os Nazis. Esta tese tem por base o poder que uma Eurásia unida poderá deter no mundo. Uma tese geopolítica antiga, mas que terá ainda algum fundamento, apesar dos avanços tecnológicos. Por outro lado, Todd entra na velha questão das relações transatlânticas, uma vez que, mesmo perante os comportamentos unilaterais da administração Bush, a Europa nunca colocou em opção uma aliança com a Rússia, muito menos com países islâmicos.
As opiniões de Emmanuel Todd terão de ser sempre tidas em conta muito seriamente. Mesmo este ensaio poderá ainda vir a ser realidade, apesar de não parecer muito viável, ainda mais porque a eleição de Obama quererá dizer, ao que tudo indica, uma viragem na política externa norte-americana, mais baseada no poder do soft-power, em vez do militarismo exacerbado de Bush. No fundo, se não conhecêssemos a obra de Todd diríamos que é apenas mais um francês anti-americano, ainda mais enraivecido com a política Bush.
13 dezembro 2008
Música do Ano

Como eu não sou nada daquelas pessoas que diz que ouve de tudo um pouco, vou já avisando que este conjunto de músicas é todo dentro do mesmo género, acho. Diz que é música alternativa ou independente. Eu digo que é música que gosto.
Não esperem, porém, o obrigatório best of do ano. Não. Eu não trabalho em nenhuma revista de música, por isso não tenho nenhuma obrigação de fazer esse tipo de listas (que enervam-me um bocado, aliás). Músicas de várias décadas, mas intemporais.
Wolfgang Press – Raintime (1988)
Adorable – Homeboy (1994)
Blonde Redhead – Falling Man (2004)
Breeders – Saints (1993)
Cranes – Jewel (1993)
Electrelane – Love Builds Up (2004)
Gui Boratto – Beautiful Life (2007)
Fugiya & Miyagi – Ankle Injuries (2006)
Modern English – Gathering Dust (1980)
Pavement – Rattled by the Rush (1995)
Bon Iver – For Emma (2008)
Yo La Tengo – Today is the Day (2003)
The Cure – Piggy in the Mirror (1984)
Joy Division – Decades (1980)
Cat Power – Cross Bones Style (1998)
11 dezembro 2008
Frases Dignas de Registo
09 dezembro 2008
A Poluição dos Sacos de Plástico

Com efeito, parece que os caixas dos hiper são incentivados a não olhar a gastos no que se refere ao uso de sacos de plástico. Parece evidente que os funcionários recebem algum tipo de formação que os leva a dividir os produtos pelos sacos, consoante a sua natureza: congelados, frutas, produtos de higiene, carnes, peixes, etc. À primeira vista faz todo o sentido que se faça tal divisão, ninguém quer chegar a casa e notar que as maçãs têm um estranho odor a peixe.
No entanto, é necessário realçar o efeito que os sacos de plástico têm no Ambiente. Segundo parece, são produzidos cerca de 150 sacos de plástico por pessoa por ano (o número por si só tem muitos zeros). É evidente que desses, apenas uma minoria chega à reciclagem, a maioria acaba em lixeiras e dada a natureza do saco de plástico, muitos acabam por voar para os rios e mares. Como em quase tudo relacionado com Ambiente, este problema é deveras mais preocupante na China, onde até surgiu um nome para a poluição dos sacos de plástico: a poluição branca. Depois, temos que ter em conta a poluição que a produção dos sacos de plástico acarreta, pois utilizam combustíveis fósseis. Além de tudo isto há que registar que em média cada saco de plástico é utilizado durante cerca de 12 minutos, mas precisa de 300 anos para se decompor. Assustador.
O ideal seria não utilizar sacos de plástico quando vamos às compras. No entanto, uma solução intermédia é a reutilização. Para isso, existem sacos mais fortes capazes de aguentar várias idas às compras. E como em quase tudo, este tipo de mensagem só passa quando toca na algibeira, por isso é que o uso de sacos de plástico nas superfícies comerciais deveria ser pago.
07 dezembro 2008
Geração "Morangos com Açúcar"?
Depois, enviaram uma mensagem de telemóvel para uma prima de uma delas da mesma idade, dizendo que tinham sido sequestradas por dois homens e uma mulher, que se faziam transportar numa carrinha preta e que se encontravam presas num barracão devoluto com mais 6 meninas, sensivelmente da mesma idade.
Quem não papou esta estória foi a PJ, que estranhou o facto das sms serem enviadas para terceiros e não para os pais das mesmas. Logo tratou de pressionar os amiguinhos das meninas, tendo estes últimos acabado por confessar que se tratava de uma brincadeira baseada na série juvenil “Morangos com Açúcar”. Ainda assim, muitos meios foram mobilizados e muita gente se apoquentou enquanto durou a aventura das meninas. Faço ideia os amargos de boca que causaram aos pais…..
Há 10 ou 12 anos, falava-se da geração rasca, pela ausência de valores, ideologias e causas que - diziam alguns -, reinava entre os jovens de então. Estes defendiam-se, afirmando que eram uma geração à rasca, e não rasca.
Não quero cometer a injustiça de tomar o todo, pela parte. Mas não consigo deixar de ficar algo perturbado com o que estas cabecinhas pensadoras decidiram tramar, para conseguir……..sabe-se lá o quê!?!?
* Será que foi uma “chamada de atenção” perante pais ausentes??
* Ou são os valores e as ideologias que começam, agora sim, a faltar?? Ou será que estes estão, antes, a ser substituídos por outros? Haverá justificação plausível?
A Liberdade parece ser encarada , por alguns, como Libertinagem…
06 dezembro 2008
Peru de Natal
Há um ditado que diz: cada peru tem o seu Natal.
Pois é, parece que o Natal deste peru será, finalmente, este ano.
Claro que esta sentença me fez recordar outro ditado que afirma: a Justiça tarda mas não falha.
Será que do processo “Casa Pia” sairão alguns capões ainda a tempo desta Seia de Natal?
Fica a esperança.............e a receita.
05 dezembro 2008
Gazeta no Parlamento
04 dezembro 2008
02 dezembro 2008
Amor Moderno
01 dezembro 2008
A Influência da Geopolítica na 'Operação Barbarossa'
Com efeito, podemos questionar a opção de Hitler em abrir uma frente a Leste, que seria necessariamente difícil - como a História aliás o demonstrara. Duas opções colocavam-se aos alemães: por um lado a URSS, de onde, em principio, não viriam grandes ameaças, uma vez que estava em vigor o pacto Molotov-Ribbentropp; por outro lado fechar o Mediterrâneo. E é relativamente fácil concluirmos que Hitler cometeu um erro, seja estratégico, seja de percepção, mas cometeu um erro ao optar pela URSS.
Numa fase da guerra em que os Aliados ainda estavam enfraquecidos e em que os alemães se encontravam nos Pirinéus, seria de esperar que Hitler optasse por realizar uma caminhada – que seria muito facilitada – pela Espanha fora até atingir o norte de África, fechando o Mediterrâneo. Esta opção teria tido um efeito devastador nas aspirações dos Aliados, que sendo potências marítimas, ver-se-iam impedidos utilizar aquele importante Mar, como aconteceu por exemplo para entrar na Itália pelo sul. Convém acrescentar que se tal tivesse acontecido, Portugal seria arrastado para a guerra.
No entanto, Hitler optou por tentar invadir a URSS. De facto, à partida parece ser incompreensível. Mas se tivermos em atenção alguns pormenores podemos, pelo menos, tentar explicar essa opção. Em primeiro lugar havia o elemento psicológico de conseguir fazer algo que nem Napoleão tinha conseguido; este factor é tanto mais relevante se levarmos em linha de conta a facilidade com que os alemães tinham levado a cabo as suas invasões até esse momento. O ego militar de Hitler estaria certamente muito elevado e isso terá influenciado a sua decisão. Mas há outro factor que deve ser aqui mencionado: toda a estratégia de Hitler tinha-se baseado no pensamento dos geoestrategas da escola de Munique, particularmente Karl Hausoffer, que por sua vez tinha grande admiração pela obra do inglês Halford Mackinder e a sua tese do Heartland sintetizada na célebre premissa: “quem controla a Europa controla o Heartland, quem controla o Heartland controla a ilha-mundo, quem controla a ilha-mundo domina o Mundo”. Para Mackinder uma aliança entre Alemanha e Rússia seria devastadora para a sua Inglaterra.
Hitler terá pensado que facilmente tomaria Moscovo e controlaria o Heartland, dominado o Mundo. Errou certamente, mas o seu erro foi de percepção, pois não anteviu que não seria tão fácil invadir a Rússia. Porque em termos geoestratégicos a sua opção é totalmente compreensível.
30 novembro 2008
Para (quem quiser) Reflectir......ou Meditar
O texto intitula-se “Precisa-se de matéria prima para construir um país”, e convida a uma reflexão individual. Desmascara o cidadão português que fala mal de tudo e de todos, que valoriza o seu desenrascando quotidiano, criticando, no entanto, o burlão ou o corrupto do politico. Recusa-se a votar, e até se gaba de “não ter ajudado a pôr lá essa gente”, lavando as mãos pelos disparates “dos outros“, mas lambuzando-se com os proventos dos seus biscates e trafulhices. Qual a sua moral? Qual o seu contributo?
Transcrevo abaixo o referido texto, e presto a minha humilde homenagem a este brilhante intelectual português.
Precisa-se de matéria prima para construir um País
29 novembro 2008
28 novembro 2008
Autorádio
Sinaga, um problema com solução
O eurodeputado Paulo Casaca disse que o Ministro da Agricultura defendeu muito bem a questão na reunião do Conselho, como se poderá comprovar na acta da reunião, mas que esbarrou na teimosia da Comissária. No entanto, a experiência diz-me que as reuniões do Conselho, em muitas situações, acabam por ser apenas o culminar de todo um processo que é feito nos bastidores e corredores da Rue de la Loi. Os Açores, não sendo uma região com grande influência ou poder junto da EU, devem maximizar todos os meios à sua disposição através duma abordagem concertada.
Para o Povo Açoriano
Emanuel Carreiro foi o responsável por um programa que irá para o ar na RTP-A brevemente. Nas suas palavras, trata-se de uma trilogia sobre o descobrimento, povoamento e actividade económica dos primórdios dos Açores. Adiantou também que é uma forma pedagógica de fazer passar a História dos Açores.
Tive a sorte de conhecer o Emanuel Carreiro há bem pouco tempo e fiquei desde logo com a impressão que se trata de uma pessoa de grande sentido cultural, com uma bagagem intelectual impressionante e com um trato que (infelizmente) vai rareando.
Daqui parte então uma humilde homenagem de reconhecimento a Emanuel Carreiro. O programa que agora nos oferece será mais um contributo para a tão desejada afirmação do povo açoriano, que só se conquista quando esse mesmo povo conhecer e se revir na sua própria História, na sua própria origem. Bem haja!
27 novembro 2008
26 novembro 2008
...a caminho da Decepção...
24 novembro 2008
Já tenho saudades de Bush
“Marte está essencialmente na mesma órbita… Marte está mais ou menos à mesma distância do Sol, o que é muito importante. Nós temos fotos onde há canais, acreditamos que existe água. Se há água, significa que há oxigênio. Se há oxigênio, significa que podemos respirar.” (11/08/1994)
“É hora da raça humana entrar no sistema solar.”
22 novembro 2008
Autoritarismos, Totalitarismos...
21 novembro 2008
Seis Meses sem Democracia ou a Realidade
Uma invasão virtual dos Açores
19 novembro 2008
De Ditaduras

É uma situação tão disparatada que chega a roçar o ridículo. Estamos a falar de um email que não tem qualquer intenção racista, é apenas uma piada. Pode-se achar que é uma piada de mau gosto, mas não deixa de ser uma piada. Alguém dizia-me há dias que estamos entrando numa ditadura, na ditadura do politicamente correcto. E cada vez mais acho que ele tem razão.
Açores nas Memórias de George Kennan
18 novembro 2008
A Super Igreja do Lajedo
Até não haveria motivo para grande alarido se a igreja a ser construída tivesse dimensões à medida das necessidades daquela paróquia. Segundo M. Cabral, normalmente assistem às missas no Lajedo, na actual capela, 50 a 60 pessoas, a nova igreja terá a capacidade de receber 400.
Num terreno daquelas dimensões, naquela zona da cidade de Ponta Delgada e com o investimento que está a ser ali realizado com a igreja, facilmente se conseguiria construir outra infra-estrutura como uma creche, um centro de actividades, um lar de idosos, etc. a par de uma igreja de dimensões normais.
15 novembro 2008
Momentos da História da Aviação nos Açores
- Passagem do Graf Zeppelin sobre a Horta (1930)
- Recepção a Charles Lindbergh (1933)

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