30 março 2009

Igualdade, sempre #2

Está outra vez na ordem do dia a discriminação positiva relativamente ao número de mulheres nas listas dos Partidos às eleições.

E, novamente, afirmo ser totalmente contra.

O único critério formal que deve nortear a escolha dos candidatos é a sua competência para o cargo a que concorrem.

A discriminação positiva encerra em si um desrespeito pelas reais capacidades das mulheres, pelo que deveriam ser as próprias as primeiras a exigirem a total igualdade.

Parece que todos concordamos num aspecto: queremos caminhar para uma sociedade onde cada indivíduo vale pelas suas acções e não pelas partes que fazem dele um todo, seja o género, a cor da pele, a idade, a religião, a naturalidade, etc. Discriminar, seja de que forma for, com base em alguma das anteriores, significa um passo atrás na direcção daquele cenário.

29 março 2009

Obrigado, Queirós!



Ontem, o Benfica não esteve representado nas Antas, nem institucionalmente, certamente por excomunhão papal, nem no campo. Deu no que deu!

26 março 2009

Finalmente está nas "Bancas"

Tardou, mas chegou. Refiro-me ao Relatório Anual de Segurança Interna, que finalmente nos foi dado a conhecer. Nada de novo.! A simples constatação daquilo que se tornou uma evidência para todos; Portugal está mais inseguro, pois os crimes, em especial os de cariz mais violento, aumentaram uma vez mais.

Mas o aumento não é pequeno, segundo notícia o jornal Público, a criminalidade violenta aumentou 10,7% em relação a 2007.

Mas o Ministro Rui Pereira, na sessão de apresentação do referido Relatório, prefere deixar uma palavra de tranquilidade aos portugueses, uma mensagem de optimismo face a estes preocupantes - no mínimo -, números. No semanário Sol pode ler-se Rui Pereira afirmar, "Portugal continua a ser um dos países da União Europeia com um dos mais baixos índices de criminalidade, muito abaixo da média europeia: 37% contra 70%. Por isso, o nosso país continua a ser relativamente seguro".

Segundo parece, Rui Pereira só despertará para o grave problema de Segurança Pública e Interna que o país atravessa, quando os nossos índices de criminalidade estiverem lado a lado com os “países da União Europeia”.

É caso para dizer; Acorde senhor Ministro da Administração Interna, pois pelo andar da carruagem, um destes dias, nem dos índices de criminalidade Portugal se poderá gabar de ser melhor do que os restantes parceiros Europeus. É que neste campo, não queremos estar lado a lado com eles, mas antes na cauda da Europa!

24 março 2009

Pequenas Contradições #2

No passado dia 7 de Fevereiro, fiz aqui, publicamente, algumas considerações sobre uma conferência que teve lugar na Universidade dos Açores. Porque foi um texto curto, passo a transcrever na íntegra:

“Numa conferência pública (mas pouco) sobre terrorismo internacional, organizada pelo MP Paulo Casaca e com a presença de uma representante da Embaixadora da União Indiana em Portugal e do meu estimadíssimo Professor Luís Andrade, discutia-se as origens daquele problema, as suas implicações, formas de combate, etc.Entre traduções próprias da Conferência de Berlim, sai uma questão/afirmação de uma deputada à ALRA que, por estar à minha frente, não pude identificar, uma vez que só lhe via a nuca. Dentro do espírito humanista que certa esquerda gosta tanto de apregoar, a questão/afirmação explicava que as origens do terrorismo no sub-continente indiano poderiam estar directamente ligadas ao modelo ocidental democrático que foi para aquela zona importado. Ora, analisando a questão num âmbito geográfico mais largo do que a União Indiana, poder-se-á discutir se o modelo anterior daria ou não azo a actos terroristas, mas certo é que era um modelo onde, por definição, os cidadãos (se é que se pode chamar isso) não eram todos iguais perante a Lei e onde o conceito de Liberdade era necessariamente diferente do actual.”

No dia seguinte, na caixa de correio deste blogue entrou uma mensagem de Piedade Lalanda, identificando-se como a pessoa que tinha feito a pergunta. Nesta mensagem, a srª. acusa-me de falta de frontalidade, porque não fiz o contraditório “olhos nos olhos” e explica que o terrorismo actual poderá ser o resultado das intervenções dos povos ocidentais na era dos descobrimentos.

Ora, porque raramente consultamos aquela caixa de correio e porque a minha frontalidade não se fica por emails privados, passo a explicar agora e publicamente, como sempre faço, as minhas posições:

1) Não faria qualquer sentido nem intervir na dita conferência sobre este assunto, nem interpelar a srª depois, como é sugerido no mail privado. Por um lado, porque as traduções estavam a ser ridiculamente lentas, uma intervenção da minha parte para contrapor o argumento da srª., iria demorar uma eternidade. Depois, o centro das atenções era a representante da Embaixada da União Indiana, não me parece correcto que dois membros do público entrassem num diálogo. Finalmente, como disse no post público original, não conheço a srª., nem, muito menos, a identifiquei na altura, apenas soube que era membro da ALRA porque Paulo Casaca assim o disse quando deu a palavra.

2) Em relação ao conteúdo da questão, que como se vê, foi o que abordei, exclusivamente, no post público original, aceitar aquele argumento é desculpabilizar o terrorismo e colocar a culpa apenas no Ocidente. Não posso aceitar isso. Todas as sociedades, em todos os tempos, cometeram atrocidades, a diferença é que os povos ditos colonizadores exportaram os valores por que hoje nos regemos, de liberdade, de democracia, de igualdade. E desta parte do nosso passado devemo-nos orgulhar. Erros e crimes foram cometidos, certamente que sim, mas imaginemos que todos os povos do mundo lembram-se cobrar, através de actos cobardes terroristas, o que, em dada altura da História, outro povo lhes fez? Tantas razões existem para explicar o terrorismo actual, umas mais simplistas, outras mais elaboradas, porquê colocar o acento tónico sempre nesta?

3) A minha frontalidade está aqui, neste espaço público, aberto a quem o quiser ler. Não envio mails privados, quando há caixas de comentários para esse fim. Como diz a srª. na sua mensagem, “há muito contraditório na blogosfera” e que “são os efeitos da modernidade”. Utilize-se, então, esta nova ferramenta de discussão e troca de argumentos, mas que seja de forma aberta e frontal.

Prémio Madre Teresa de Calcutá

Como, premonitoriamente, referi num comentário abaixo, o Sistema conseguiu que o Sporting e os jornaleiros, paineleiros e comentadeiros discutam há três dias uma decisão isolada num jogo em que disputava um troféu sem qualquer importância, do tipo solteiros e casados. Pelo meio, até o inefável Laurentino veio botar a sua sentença: "houve um erro de arbitragem". Assim, corajoso como sempre, os poderes do Estado foram imediatamente reassumidos. Quanto ao vendaval que percorreu o futebol português nos últimos 25 anos e que culmiram na condenação de um clube e do seu presidente por tentativa de corrupção, assobia-se para o lado, "porque o Estado não se deve meter no futebol, que se deve regular a si próprio". por isso, estou expectante sobre o que o inefável cavalheiro irá dizer, se é que dirá, sobre o que a seguir publico, sem se referir ao problema principal. Presumo que voltará a delegar competências.
Eis a notícia (publicada no Record, porque o Jogo, até às 18:30 do Continente, ainda não descobriu):

A salvo de qualquer sanção da UEFA
REFORMULADOS CRITÉRIOS DE ADMISSÃO ÀS PROVAS EUROPEIAS
O FC Porto ficará a salvo de qualquer sanção por parte da UEFA depois de terem sido reformulados esta terça-feira os critérios de admissão às competições europeias pelo Comité Executivo, reunido em Copenhaga.
Fonte da UEFA confirmou à Lusa que os novos critérios de admissão definem que um clube será suspenso por um ano das provas caso tenha estado envolvido, directa ou indirectamente, na manipulação ou viciação de um jogo, desde que os factos tenham ocorrido após 27 de abril de 2007, altura da reformulação dos estatutos do organismo.
Como os dois casos de tentativa de corrupção - pelos quais o FC Porto foi condenado pela justiça desportiva portuguesa - ocorreram em 2004*, os tetracampeões nacionais* ficarão a salvo de qualquer castigo da UEFA no que respeita às condenações no âmbito do "Apito Final".
Data: Terça-Feira, 24 Março de 2009 - 14:14
Repare-se que o jornalito (sabemos quem é o dono) já fala, a oito jornadas do fim do campeonato, em tetracampeões.
Repare-se que o inefável Laurentino, sobre a condenação, nicles, bitaites.
Aguardo tranquilamente as oito restantes jornadas do campeonato. Está bem, SISTEMA?
*Bold meu

23 março 2009

Coisas que aborrecem

Já há muito tempo que estou para escrever sobre este assunto: passadeiras rolantes no Parque Atlântico.

Não tanto como os chicos-espertos que estacionam indevidamente nos lugares destinados a pessoas com deficiência, o uso das passadeiras rolantes no centro comercial é sintomático da forma de estar na vida do nosso povo. Desde logo, o facto de se chegar à passadeira e parar é o cúmulo do comodismo. No entanto, admito que assim se faça, aliás pouco me diz, pessoalmente. Agora, é inadmíssivel quando as pessoas colocam-se lado a lado, ocupando o espaço de passagem para aqueles que têm mais que fazer. É um exemplo acabado do "quero lá saber dos outros". Noutros países, não diria mais evoluídos, mas diferentes, há o hábito das pessoas encostarem-se a um dos lados. Será necessário o João Catatau escrever um Código para o uso de passadeiras/escadas rolantes?

Noutra ocasião veremos o sundaydriverismo...

22 março 2009

LOBOTOMIA FUTEBOLÍSTICA

Não gosto de Lucílio Baptista. Sempre o achei um árbitro medíocre, com tendência para jogar para o empate. A táctica foi sempre simples: apitar muito, apitar faltas atacantes, apitar faltas a meio do campo, conduzindo o o jogo até ao fim sem mais sobressaltos. Eis Lucílio Baptista na sua essência. Faz parte de uma escola de arbitragem que chegou longe em Portugal, pois quase todos os árbitros em Portugal fazem parte da mesma. Por isso, entre outras razões, defendi e, por maioria de razão, reforço agora essa ideia, que os jogos do Benfica deviam ser apitados por árbitros estrangeiros. A tendência para serem condicionados é bem menor e consequentemente diminui a possibilidade para o erro. Se eu quisesse justificar o que se passou na final da Taça da Liga, bastava-me relatar aqui os erros cometidos ao longo da sua carreira pelo dito árbitro contra (sempre contra) o Benfica.
No entanto, hoje, falo apenas do Sporting e da Comunicação Social. Comecemos pelo primeiro. Depois de terem chegado à final ganhando ao Rio Ave com um golo em fora-de-jogo (4 ou 5 metros), que o fiscal-de-linha não poderia deixar de ter visto, e de terem eliminado o patrão com dois penalties inexistentes, vem agora o Presidente da agremiação, antes de jantar, dizer que o Sporting ganhou o jogo (naturalmente estaria a querer imitar o declamador de poesia com a sua habitual e fina ironia) e que o resultado era uma mentira, um roubo, blá, blá..., devidamente secundado por treinador e jogadores, que chamaram tudo o que lhes aprouve ao árbitro, sendo o epíteto mais suave "ladrão". Obviamente, espero que a Comissão disciplinar da Liga tenha a mesma atitude que teve quando decidiu castigar o grego Katsouranis com dois jogos de suspensão, depois deste, em mau português, ter qualificado a arbitragem de um major da GNR de forma mais suave. É que aqueles sabem muito bem (ou deveriam saber) o que disseram, pois só falam a língua de Camões (mesmo que só leiam revistas sociais) enquanto que o desgraçado do Katso... Mas tal verborreia não passa de uma atitude de pura HIPOCRISIA. Com efeito, dizem-se prejudicados, mas nada fazem para ajudar o Benfica na sua luta pela limpeza do futebol português, acabando com aquilo que Dias da Cunha classificou como SISTEMA. Contra este, nada fazem. Pelo contrário, não perdem uma única oportunidade para prestar vassalagem a quem foi castigado desportivamente por corromper árbitros em Portugal, eventualmente na mira de ficarem com as migalhas que lhes deixarem. É, pois, uma espécie de neutralidade colaborante, cujo objectivo é apenas derrubar e exterminar (de preferência) o Benfica. Aliás, o seu objectivo em cada campeonato é apenas vencer o Benfica, mesmo que desçam de divisão. Para eles, tudo o mais é secundário. Talvez tenha chegado a hora de pararem para pensar, em vez de entrarem em histeria colectiva. Relativamente a ontem, nada que um duche de água fria não ajude a passar.

A Comunicação Social, ou melhor, porque há ali excelentes profissionais, os jornaleiros, paineleiros e comentadeiros apresentaram-se hoje como sanguessugas a vilipendiar o Benfica e Lucílio Baptista, acusado do crime de lesa-pátria. Claro que são os mesmos que nos últimos 25 anos têm permanecido cobardemente caladinhos, ao ponto de serem os jornais generalistas a denunciarem e noticiarem tudo o que se passa à volta do Sistema. Alguém viu os jornais ditos desportivos importarem-se com a corrupção no futebol português? Algum dia, alguém os viu investigar e denunciar aquilo todos sabem que ocorre nos campos de futebol ou em Canal Caveira ou nalgum café duma certa cidade deste país? Alguém os viu afoitos a pronunciarem-se tão ferozmente sobre a arbitragem do major Pedro Henriques e, sobretudo, sobre a hilariante explicação que este deu sobre a decisão que teve no jogo Benfica-Nacional, quando estava numa posição em que não podia deixar de ver o que todos nós vimos e apenas ele não viu (ou viu)? Alguém os viu preocupados em denunciar o que esta época se tem passado com os consecutivos prejuízos que o SISTEMA tem causado ao Benfica, ao ponto deste clube ser impedido de ganhar o campeonato, por causa de, entre outros factores, arbitragens escandalosamente anti-Benfica? Claro que não! Isso não importa! O que importa é o Lucílio, que é de Setúbal, e o Benfica, que é de Lisboa, e nessas terras, ao contrário doutras, ninguém lhes faz qualquer "espera" para lhes lembrar "a esquina da memória". Eles sabem bem que, como cantavam os Trabalhadores do Comércio, "Ou tás quetinho ou lebas no focinho". A culpa, naturalmente, é do Egas Moniz e do seu prémio Nobel!

Aguardo tranquilamente as restantes oito jornadas do campeonato. Está bem SISTEMA?


P.S: Tal como com os sumaríssimos, os actos de contricção dos árbitros só acontecem quando beneficiam o Benfica. Felizmente! Caso contrário imaginam os noticiários depois de jogos (do Benfica) como em Vila do Conde, em Guimarães, no Porto, em Belém, na Catedral, contra Setúbal e Nacional ou em Matosinhos (duas vezes)?! Seria enfadonho, não?*

*(Obrigado, Tiago Pinto)

21 março 2009

A Taça é Verde

É fácil repelir uma lança que se pode ver, difícil é defender-se de uma flecha que parte do oculto.


N.B.- O Benfica vai ter - se tiver coragem - de expor uma Taça Verde na sua Sala de Troféus.

19 março 2009

Futebolando

Para aqueles que falam mal de Carlos Queirós, devo confessar que me surpreendeu com a excelente convocatória, certamente do agrado dos adeptos da sua equipa. Assim, por muito surpresas que algumas pessoas fiquem, dou-lhe os parabéns por ter convocado o excelente ....... e o grande ........ e, principalmente, o........ e o......, mais o ........, não esquecendo o........, ah, e igualmente o......., e aquele o......... e aquele que o ........ diz que é muito, muiito bom o........ e, finalmente, como poderia esquecer-me, o ........, também amigo do......


Post-scriptum - Peço desculpa mas já me esquecia de......., do ........ e ........ que não mereciam tamanha injustiça.



Ufa, já chega! Acho que amanhã conseguirei. Ainda bem que sou adepto do Benfica.

Quero Acreditar que Somos Governados por Gente Competente...

Confesso que desconheço as razões por que se recorreu a um gabinete russo para projectar o ferry Atlântida, mas quero acreditar que houve estudos e que certos critérios nortearam esse processo de escolha. Quero acreditar que se tentou ouvir a opinião daqueles [privados] que andam nesta coisa do transporte marítimo nos Açores há muito tempo. Quero acreditar que se seguiu à risca um plano de acção [que deverá existir], de forma a dar o melhor uso aos dinheiros públicos. Quero acreditar que os fiascos passados nesta matéria tenham servido para por de sobreaviso as autoridades açorianas, de forma a reconfirmarem, duas ou três vezes, cada decisão que tomaram neste processo.

Deste modo, quero acreditar que a escolha do gabinete russo para projectar o navio, foi o resultado de uma pesquisa intensiva e de um processo de selecção criterioso. Quero acreditar que não havia mais nenhum gabinete melhor habilitado para fazer o projecto. Quero acreditar que o gabinete russo criou o projecto tendo por base estudos profundos sobre as condições dos mares e portos açorianos. Quero acreditar que foram feitos estudos económicos sobre os números de passageiros e de carga que se esperava carregar, de forma a não projectar um barco sobre-dimensionado ou sub-dimensionado. Quero acreditar, enfim, que o projecto criado pelo gabinete russo era perfeito para aquilo que os Açores necessitam.

Por outro lado, acredito que os Estaleiros de Viana do Castelo são reconhecidos como terem competência na área de construção de navios. Acredito que, se o Instituto Portuário de Transportes Marítimos aponta mais de 100 reservas e observações ao Atlântida, é porque elas existem, de facto.

Então porque razão o Atlântida é adjectivado como uma sucata sem valor trasaccionável? Porque razão há já uma derrapagem de €10 milhões? Porque razão tantas alterações já foram feitas ao projecto inicial? Se o projecto inicial seguiu o processo que queremos acreditar que seguiu, então o GRA tem todas as condições para por os Estaleiros em tribunal. Porque não o faz?

18 março 2009

Vilas ou cidades? - parte II

Chegou-me às mãos um texto, escrito há poucos dias num jornal diário açoriano, assinado por um EDUCADOR, cujo nome olvidei, talvez por ter ficado extasiado pela extraordinária qualificação que o senhor dá de si próprio ou que o Estado lhe confere, tanto faz, mas que fazem lembrar os tempos gloriosos do PREC, nos quais havia "em cada esquina um amigo" destes, sempre pronto para nos conduzir à verdade da História. Mas isso, são outras estórias e não me quero afastar do assunto. Portanto, voltando ao extraordinário texto do dito EDUCADOR (cada vez gosto mais da palavra!), proclamou o mesmo, num tom torquemadamente inflamado, "Lagoa - um dia, será cidade!". Curioso, talvez tocado por tão premonitiva exclamação, pus-me a ler o dito, julgando, finalmente, encontrar razões credíveis e objectivas para a política pretensão. Ao fim de dois parágrafos já estava elucidado. Além do próprio ali habitar (enfim, bairrismo, razão plausível), duas ou três banalidades sobre infra-estruturas básicas, sem qualquer caracterização ou diferenciação e, repentinamente, quando o meu estoicismo se estava a esgotar e me preparava para desistir, eis que - helás!- esbarrei no argumento definitivo, absolutamente distintivo e irrefutável, um argumento que até eu, simples mortal, era capaz de entender. Transcrevo: " É bonito de ver: a qualidade dos inúmeros grupos musicais e etnográficos da Lagoa; sabe bem escutar a harmonia dos acordes das três filarmónicas; ". Derrotado, inclino-me perante tão sublime argumento!

16 março 2009

De Chuva

Gustave Caillebotte - Rue de Paris, temps de pluie (1877)

Okkervill River; Lost Coastlines
Peter, Björn and John; Inland Empire
Christmas Island; Morning Sunshine
Duchess Says; Ccut Up
Frauke; Parasite Fungus

Estranho

De alguma forma, as primeiras palavras de Paulo Casaca, enquanto candidato à CMPD, deram para estranhar. Falou da Educação, área na qual os socialistas [de cá e de lá] não têm sido felizes. E foram palavras que comprovaram, de forma algo excessiva, o desconhecimento que Casaca tem da realidade dos Açores e de Ponta Delgada.

O ensino de outras línguas, como árabe, chinês e russo, piscinas em todas as Escolas, etc, são medidas muito boas, sem dúvida. No entanto, qualquer pessoa que viva por cá sabe que antes disso há um longo caminho que deve ser percorrido. Num quadro onde cada professor tem um máximo de 25 alunos, onde há falta de auxiliares, onde muitas escolas nem têm as mais básicas condições de trabalho, onde a segurança nas imediações das escolas é mentira, falar do ensino de árabe na primeira aparição não é normal.

E estas afirmações são ainda mais contraproducentes politicamente se tivermos em linha de conta que foi exactamente devido a questões derivadas do árabe que Paulo Casaca foi afastado do seu cargo no PE. Dá que pensar, porque todos sabemos que o ainda eurodeputado não é nenhum anjinho político. Se fosse adepto de teorias da conspiração, diria que haverá aí um qualquer prato que se serve frio. Mas como não sou, digo apenas que, desta forma, a luta pela CMPD está cada vez mais desnivelada.

15 março 2009

And the winner (loser) is...

Não tenho o hábito de falar dos problemas do Benfica em público. E quando digo falar, significa que não quero revelar a não-benfiquistas os eventuais problemas ou fraquezas que uma instituição desta grandeza possa ter porque, sendo o clube uma paixão, não devemos descurar a ideia de que estamos em relação de força com os nossos adversários, os quais tentam sempre explorar as fraquezas do seu inimigo.

Porque nós, benfiquistas, somos adeptos do único clube verdadeiramente democrático em Portugal, onde todos os associados e adeptos podem opinar, sem o receio de sofrerem retaliações físicas numa qualquer esquina mais recôndita, compreendo perfeitamente a vontade de alguns expressarem publicamente o que lhes vai na alma, como fez muito acertivamente o meu amigo Rui Gamboa.


Por isso, sem falar de apitos dourados, frutas diversas, quinhentinhos, viagens ao Brasil, conselhos familiares ou matrimoniais nos últimos 25 anos... esta época o fracasso desportivo do SLB, em termos futebolísticos, tem causas internas e externas. As internas ficam para mim e para os demais benfiquistas discutirmos, em privado. Das externas (publico apenas as relacionadas com as arbitragens, por serem as mais mediaticas), exemplifico algumas, com recomendação especial para o jogo Benfica-Nacional:


Rio Ave- Benfica http://www.youtube.com/watch?v=BndylvxrvYE


Benfica-Porto http://www.youtube.com/watch?v=e2UybXHt7kw


Benfica-Sporting http://www.youtube.com/watch?v=q74V9kos7b0


Leixões-Benfica http://www.youtube.com/watch?v=U4oz-Gx7cZc


Benfica-Naval http://www.youtube.com/watch?v=9QL49pA_PvI


Guimarães-Benfica http://www.youtube.com/watch?v=mCAw6l0DlrU


Benfica-Setúbal http://www.youtube.com/watch?=85Ea6fwLd54&feature=related


Benfica-Nacional (na sequência do qual se produziu a mais hilariante explicação que já ouvi sobre a anulação de um golo)
http://www.youtube.com/watch?v=CgK81duwhFw


Belenenses-Benfica (sem link) – nota do árbitro 2,1 (foram vários os erros: todos contra o SLB). Foi a nota mais baixa dada a um árbitro.


Porto-Benfica http://www.youtube.com/watch?v=NKlOubCeXLo&feature=related


Benfica-Guimarães (sem link) mas com a apreciação do insuspeito O Jogo:
Arbitragem
Erro com influência
O assistente [...] permitiu que Roberto marcasse em fora-de-jogo, erro com influência directa no resultado que afecta a nota [...].


Isto é tudo, ou seja, as causas são apenas algumas arbitragens infelizes? Claro que não, mas que é significativo lá isso é! São muitos pontos, é um primeiro lugar que, hoje, é uma miragem, são os muitos milhões da Liga dos Campeões que se foram e... agora é que chegamos às causas internas, só discutíveis entre benfiquistas. Concedo apenas uma: o simpático senhor Enrique Flores não pode publicamente (pelo menos neste país futebolístico) criticar os jogadores do SLB e esquecer-se dos seus próprios erros.


Soluções externas imediatas:


1 - A meio da semana finda, um amigo perguntou-me se já sabia quais eram os árbitros que iriam apitar os jogos dos 3 grandes no fim-de-semana. Respondi-lhe que não, mas que isso não importava pois iria dizer-lhos imediatamente. E não é que acertei nos três exactamente para os jogos que cada um deles iria apitar! Se suspeito deles? Claro que não. Mas verifico que os critérios de nomeação são previsivelmente monolíticos. Por isso, para defesa do SLB e dos próprios árbitros portugueses (alguns dos quais são mesmo bons, incluindo os que cometeram erros grosseiros, como demonstram lá fora), sou de opinião que todos os jogos do SLB deveriam ser apitados por árbitros estrangeiros, preferencialmente ingleses porque são mais imunes a pressões externas.


2 - A demissão do inefável senhor Laurentino por inoperância total nas funções em que está investido (obviamente nada tem a ver com o facto de o SLB não ganhar campeonatos, mas antes com o não exercício das competências do Estado delegadas na FPF e por inerência na Liga). Assobia para o lado, relativamente a algumas situações em tinha a obrigação de intervir, e intervém onde deveria abster-se de o fazer, como no caso de alegado doping do jogador Nuno Assis, onde secundou aquele funcionário de testes chamado "António", lembram-se?!



Nota: caso não consigam visualizar algumas das imagens é porque uma tal Sportinveste anda legitimamente a solicitar a respectiva remoção da blogosfera. Se o faz só em relação ao SLB não sei, mas que algumas imagens já não estão disponíveis lá isso é verdade.


Os Açores como Paraíso da Máfia. O que poderia ter acontecido.

Segundo Saes Furtado, em Caminhos Cruzados, O Processo Democrático e a Deriva Independentista dos Açores, separata da revista Atlântida, a partir de Março de 1975, José de Almeida está nos EUA a reunir apoios para a causa que defendia. A agitação nos EUA era feita pelo Comité Açoriano de 75, organização que integrava membros da FLA vindos dos Açores e emigrantes há muito naquele país. Para dar “perícia para outros voos”, passaram a confiar em estrangeiros como Jean Bletiére, Jean-Denis Raingeard e Rainer Daenhardt para “contactos internacionais para apoios à luta armada”. Bletiére era “miltante do OAS, organização de extrema-direita francesa nascida para combater a independência na Argélia, implicada em tentativas de assassinato do General DeGaulle e habituada a recrutar mercenários e a fornecer armamento a grupos da direita radical”.

“Recusado o apoio oficial dos EUA […] a FLA e os companheiros terroristas do OAS tentaram outras vias de apoio. […] Estabeleceram-se contactos com fornecedores de armas na Nicarágua e com a comunidade cubana em Miami. Mais tarde até com a Líbia e a Argélia. Eventualmente, alguns destes esforços deram frutos. Luís Franco […] garante que várias toneladas de armamento estiveram prontas para embarcar para o arquipélago. Mas como para comprar armas era preciso dinheiro, havia que obtê-lo primeiro. O custo de um campanha da FLA contra Lisboa, levada até às últimas consequências, poderia atingir os três milhões de dólares […] Foi para obter esse dinheiro que foi marcada uma reunião no Hotel Raphael em Paris, em Setembro de 1975. Jean Bletiére […] José de Almeida […] Carlos Peixoto, o principal dinamizador dos independentistas na ilha Terceira. Do lado dos potenciais financiadores estavam presentes Edwars Meadows e Victor Fediay, ambos com ligações a figuras da Máfia de Nova Iorque. Presentes estavam ainda sheiks árabes. O emigrante António Matos […] assegura «com certeza absoluta» que o negócio era mesmo para obter armas, mas acrescenta que «eles estavam a pedir muitos dos Açores». […] As condições apresentadas pelos potenciais financiadores, quase todas relacionadas com facilidades para investimentos em casinos, jogos e lavagem de dinheiro no arquipélago, acabaram por se tornar insuportáveis para os açorianos envolidos. José de Almeida rasgou o acordo. […] Para José de Almeida tratava-se de um acordo que previa a «prostituição dos Açores»”

Quique, porque és tão burro?


Lá que o Sporting leve 12 do Bayern, pouco me diz, é normal. Agora, o Benfica perder em casa com o Guimarães é que não. É-me impossível deixar de opinar, modestamente, o comportamento do Quique Flores.

O filho da cantora repetiu o mesmo ‘onze’ da semana passada. Pouco mais poderia fazer, perante os indisponíveis. Durante a pimeira meia-hora de jogo o Benfica até jogou bem, ou menos mal, com velocidade e boa circulação da bola. Mas, depois o Guimarães, tipo, acertou nas marcações, ou assim, e aí finito. É que, o Quique só tem capacidade intelectual para uma solução táctica, por isso quando o adversário topa o seu esquema de jogo, mais nada há fazer. Assim, compreende-se e não surpreende a substituição do Cardozo pelo Nuno Gomes aos 60 minutos. É trocar por trocar, nas esperança que aconteça aquilo que tem vindo a ser o normal no Benfica nos últimos tempos, vitória sofridas perante equipes menores, fruto de golos fortuitos.

O Cardozo necessita de um jogador mais móvel ao seu lado e o Nuno Gomes de um mais fixo. 2+2=? O Quique responde: 5. Outra: está mais que visto que o Aimar não rende a jogar tão perto dos defesas adversários, tem que jogar mais atrás para ter espaço para criar jogo. Naquela posição de apoio directo ao avançado tem que ser ocupada por um jogador que não dê mais que dois toques na bola, tipo Nuno Gomes.

Ou seja, compreendo que, quando o Benfica joga nas Antas [soa-me melhor que Dragão] ou no San Paolo [Nápoles], necessite de dois médios de força, mas no resto da época basta um. No dia em que o Benfica jogar com quatro defesas, um trinco o Dimaria, o Reyes e o Aimar no meio-campo e o Cardozo e Nuno Gomes [ou o Suazo] na frente, tudo será diferente. Mas isso jamais será realidade, enquanto o Flores for treinador.

Depois de ver o Braga em Paris num modelo semelhante ao descrito atrás e com bom resultado, fico com a certeza que a solução reside mesmo em Jesus. Mas, infelizmente, parece que quem manda no Benfica é ateu e só acredita na velha máxima “vem de fora, é melhor”. E as eleições para a Direcção que não chegam.

13 março 2009

Vilas ou cidades?

Previamente faço uma declaração de interesses: 1- sou um continental apaixonadamente açoriano por amor de uma açoriana. 2- sou livre. Nada mais.

Posto isto, perguntaram-me, num comentário a um "post", se Cascais ou Sintra eram vilas ou cidades e, sobretudo, por que eram corajosas e diferentes.

Sendo um tema que queria abordar mais tarde, não posso ignorá-lo agora, ainda que o faça em traços mais gerais. Fá-lo-ei, apenas, como resposta directa às perguntas efectuadas, deixando para momento mais oportuno, caso se revele necessário, quaisquer outras considerações de carácter político, jurídico ou sociológico.

Assim sendo, percebe-se que estou a falar das duas vilas mais conhecidas de Portugal, vilas essas que, por serem o que são, uma com um peso de cariz mais económico, a outra com uma larga tradição histórico-política, não querem ser ou aparentar ser outra coisa que não aquilo que são. E são, sobretudo, aquilo que os respectivos habitantes transmitem aos estranhos. E o que transmitem eles? A forma natural de pertencerem a cada uma daquelas vilas, tal e qual como elas são, sem qualquer complexo ou sem o desejo bacoco de pretenderem ser aquilo que não são nem deveriam ser. Cascais e Sintra afirmam-se vilas e os seus anónimos habitantes ou os seus governantes não querem ser outra coisa que não vilas. Esta é a diferença. A coragem advém-lhes precisamente do facto de quererem permanecer como vilas, contra qualquer corrente carneirista, vinda da década de 80 do século XX, que grasse onde quer que seja, no sentido exacto de garantirem o seu padrão identitário. E a lógica de tudo isto é simples: o que é que Cascais e Sintra ganham com o facto de passarem a cidades? Tornam-se melhores aglomerados populacionais? Tornam-se melhores e maiores pólos de atracção turistica, comercial ou industrial? Há alguma vantagem concreta para cada uma delas pelo simples facto de deixarem de ser vilas? Não me parece.

Com tudo isto, comparo tal realidade com os Açores e; mais concretamente, com Vila Franca do Campo e Lagoa. Fará algum sentido que a histórica Vila, primeira capital dos Açores, passe a ser cidade? Mais, mutatis mutandis, o que é que Vila Franca do Campo tem a menos do que Sintra ou Cascais ou, já agora, a mais, para querer ser mais do que elas, eclipsando-se no meio de muitas anónimas e anacrónicas cidades? Quererá a Vila seguir o exemplo da Porcalhota (actual Amadora), exactamente naquilo que ela tem de pior? O desenvolvimento económico, social e político de Vila Franca do Campo dependem exclusiva ou principalmente do facto de passar a ser cidade em vez de vila? Vila Franca deveria ter orgulho na sua diferença: é uma vila com um peso histórico indelével que ninguém, nem nenhuma rivalidade, por muito que queira, jamais lhe poderá tirar e que é conhecido de todos. Por isso, qual a razão para ser cidade?

Quanto à Lagoa (que me perdoem os lagoenses), a ideia é ainda mais ridicula. Não existem absolutamente razões nenhumas para ser cidade e a única explicação para tal pretensão radica na mera retaliação política, o que, por ser uma ideia tão inqualificável, me leva a abster de tecer quaisquer outros comentários.

No meio de tudo isto, não se sabe, nem se quer saber e muito menos esclarecer, o que querem as populações, ficando tudo no âmbito do paroquialismo politico, naquilo que etiquetei como "o meu umbigo é maior do que o teu" e "não, eu como mais bifes".

Estarei a dizer alguma coisa inovadora ou intelectualmente profunda? Claro que não.

Expresso simplesmente aquilo que muitos pensam ou dizem muito baixinho e poucos se atrevem a questionar. Porque não o fazem? Não sei nem quero saber. Da minha parte, fiz a minha declaração de interesses.

Obviamente que a minha opinião nada tem de animosidade pessoal contra qualquer político das vilas em causa, concordando ou não com as respectivas opções de governação. Eles exercem os cargos por escolha popular e têm o dever de tomar decisões e efectuar escolhas, com as consequências naturais que as mesmas acarretam. Valerá a pena dizer mais?

Vamos Dar Uma Folga ao Planeta

A WWF - World Wildlife Fund, é uma Organização independente de conservação da natureza.

Em 2007, a WWF lançou a “Hora do Planeta”, uma iniciativa com base na cidade de Sidney, na Austrália, mas que no ano seguinte se estendeu a 371 cidades, que promoveram um “apagão” pelo Planeta.

Esta “Hora”, pretende sensibilizar todos os humanos, para os efeitos nefastos das alterações climáticas, alertando para a necessidade de dar uma folga à atmosfera Terrestre…..nem que seja uma singular hora, num único dia do ano.

Este ano, no dia 28 de Março, pelas 20h30 m, esta iniciativa já tem garantidas 900 cidades em cerca de 80 países, entre os quais Portugal. ( Conferir aqui. )

Espero que nós por cá, nos Açores, também tenhamos cidades a aderir a esta “Hora do Planeta”, pois é inegável o valor que a nossa natureza representa para nós. Tal só é possível de manter, se tivermos um Planeta que “respire” bem, e que conheça as quatro estações do ano.

Eu vou estar às escuras, pelo menos durante uma hora, na noite de Sábado, 28 Março de 2009, por um planeta mais limpo.......para os meus filhos.

12 março 2009

Aginter Press


A ler o livro de Daniele Ganser, via net, NATO's Secret Armies; Operation Gladio and Terrorism in Western Europe.

SINTRA





A CORAGEM DE PERMANECER DIFERENTE.








O Fim ou o Começo?

As afirmações de Paulo Casaca sobre a perda de confiança do PS em si devido ao artigo do Expresso, levam às seguintes conclusões:

1) Em termos pessoais, a prioridade de agenda política de Casaca é, claramente, o Médio Oriente. Mas, porque é deputado eleito pelo PS, no círculo dos Açores, teve de passar a defesa dos interesses das nossas ilhas para primeiro lugar. Isto pode-se comprovar quando o próprio afirma certeza sobre ter "mais questões parlamentares que tenham a ver com os Açores, do que o Médio Oriente". Não fossem as questões do Oriente tão importantes para a sua pessoa e não teria a necessidade de tal justificação.

2) A questão mostra também debilidades importantes dentro do PS, que até há pouco tempo eram impensáveis. Só num clima de manifesta intranquilidade é que se aceita esta posição por parte das cúpulas, porque de outra forma, teria dado para aguentar o pseudo-choque. A fazer fé nas palavras de Casaca, há dedo de Lisboa na decisão, sendo que a nomeação para a Câmara de Ponta Delgada tem que ser analisada a outra luz.

3) À primeira vista, surpreendente, a nomeação de Casaca para concorrer à CMPD poderá ser, afinal, o resultado de um conjunto de males menores.
Quanto ao PS: nenhuma das figuras com aspirações pós-César está para sofrer uma pesada e marcante derrota, assim Casaca surge como alguém, que sendo certo que não vence, ao menos é a garantia de ter um nome conhecido na linha de partida.
Quanto a Casaca: perdido o lugar no PE, terá que regressar aos Açores. Assim, a corrida à CMPD pode-lhe dar a oportunidade de, por um lado e depois da normal derrota, trabalhar tranquilamente e conhecer melhor tudo o que foi feito na maior cidade açoriana nos últimos dez anos. Por outro lado, para as bases socialistas, ficará com uma imagem de mártir que até lhe pode vir a dar muito jeito no futuro, caso tenha aspirações a outros vôos....pois poderá vir a ser uma espécie de Mad Max, surgindo no cenário do pós-guerra apocalíptica que se prevê para o PS nos próximos anos.

A nossa "máquina" e o Vaticano


Até corei e esbocei um leve e tímido sorriso, ao pensar que o Vaticano tinha descoberto a nossa “Máquina de Lavar”, e lhe atribuía tamanha importância na defesa e emancipação do mais belo Ser que o Criador colocou no nosso Planeta.

Mas a ilusão foi breve, e logo me dei conta que o nosso Blog tem o nome da "libertadora” da mulher…..segundo o Vaticano. (o que só por si, é já uma honra...digo eu)

Nota: a inspiração para este post, fui buscá-la a 999 milhas daqui.

11 março 2009

Chloroform

Nikolai Yaroshenko - O Estudante

> Electrelane; Two For Joy

> Yo La Tengo; Autumn Sweater

> Chapterhouse; Breather

> The Amps; Bragging Party

> Cocteau Twins; Lorelei

Serviço Público




PORTO SANTO à descoberta do tesouro... *

Após longos dias no mar, os navegadores portugueses chegaram ao Porto Santo e atribuíram-lhe o nome que nos faz adivinhar a tranquilidade, a beleza e a serenidade que encontraram. Nos dias de hoje, o Grupo SATA oferece-lhe uma forma mais cómoda de descobrir a ilha dourada onde viveu Cristóvão Colombo.Aproveite os voos directos da SATA Internacional ao Sábado entre Lisboa e o Porto Santo ou os voos diários da SATA Air Açores entre o Funchal e o Porto Santo e desfrute dos nove quilómetros de paisagem quase primitiva que oferecem umas férias relaxantes em tons quentes de amarelo e castanho. Mas a tranquilidade constitui apenas uma escolha por entre a panóplia de actividades que o Porto Santo proporciona. Revigorantes passeios a pé, desafiantes tacadas no novo campo de golfe, partidas de ténis, emocionantes desportos náuticos e uma animada vida nocturna constituem apenas algumas opções deste destino inesquecível.Não se esqueça de reservar algumas horas para descobrir a casa onde Cristóvão Colombo preparou a sua viagem à América, hoje transformada, entre retratos, mapas e escritos, num memorável museu. Na viagem de regresso a Lisboa, uma ilha cálida e paradisíaca não lhe sairá da mente.

DoFUNCHAL - tarifa de ida e volta desde112.14€ 4000 milhas

DeLISBOA - tarifa só de ida desde51.09€ 5600 milhas


* Publicidade enviada para o meu e-mail

10 março 2009

Igualdade, sempre

Zuraida Soares convocou uma trupe de jornalistas para uma viagem a....Rabo de Peixe, claro. Sob a [sempre bem recebida pelas populações mais desfavorecidas] bandeira da igualdade, a líder parlamentar bloquista invadiu a Escola Básica e Integrada daquela vila, para explicar ao Presidente do Conselho Executivo [de há vários anos e mais que habituado a tratar, no terreno, com os problemas da população] que gera "desigualdade de oportunidades" o facto dos alunos não poderem escrever nos livros que a Escola empresta - leia-se a notícia. Assim, uma medida que é boa, porque faz com que os pais poupem dinheiro na compra de livros e que ensina a tratar com respeito e disciplina o livro, pode ter os dias contados. Tudo em nome da igualdade de oportunidades.

Debatam-se as Pessoas e não as Ideias

A campanha eleitoral para as Europeias já começou. A douta jornalista Fernanda Câncio encarrega-se de escrever um artigo de opinião sobre o bravo "velho cavalo" Vital Moreira, repleto de aventuras e desventuras, de elogios de amigos e "inimigos" e de trabalhos herculeanos em defesa dos seus nobilíssimos e puros princípios. Vital Moreira é o altruísmo personificado, pois é "evidente que o ordenado de um mês como eurodeputado ele ganha num só parecer".

CASCAIS



O ORGULHO DE PERMANECER DIFERENTE



Carreira de tiro

3 momentos da entrevista de Medina Carreira a Mário Crespo, na SIC-Notícias.

1) O quadro que apresentou com os dados de crescimento económico no último século. Dividido por décadas, esse quadro demonstrava que desde o fim da Monarquia que Portugal não tinha um crescimento tão baixo. Só mesmo na segunda década do século XX, quando Portugal entrou numa guerra mundial, é que os valores foram piores.

2) Prometer 150 mil postos de trabalho. Um Governo não pode prometer postos de trabalho, ponto. Um Governo pode, apenas, prometer que criará condições para a criação de postos de trabalho.

3) Escolaridade obrigatória até ao 12º ano. A oficialização da ignorância até ao fim do ensino secundário.

09 março 2009

Depois de Casa Arrombada...

...trancas na porta. Pois parece ter sido esta a receita adoptada pelo Banco de Portugal.

Senão vejamos; depois dos casos BPN e BPP, e da Comissão de Inquérito Parlamentar, parece que o BP começa agora a despertar para as suas reais funções/ obrigações; fiscalizar e regular a actividade bancária em Portugal.

N.B.- seria bom que o Ministro das Finanças concedesse, rapidamente, deferimento a este pedido do Governador do BP.

08 março 2009

Escrever português (II)

Parece que fazer propaganda a um computador político, utilizar as criancinhas (ao que parece, era um casting para uma qualquer telenovela) para vender uma ideia politica, manipular a opinião pública com a última maravilha que irá resolver a iliteracia em Portugal, pressionar as escolas para pressionarem os professores a exercerem funções de vendedores de electrodomésticos, os professores pressionarem os alunos para pressionarem os pais a comprarem a última maravilha tecnológica que irá guindar os filhos para a liderança mundial de qualquer coisa, e esta última maravilha além de cópia ser um flop, é culpa da Microsoft, porque também tem bugs, e, claro, de uns paranóicos que só existem para denegrir.

Magaiães

Fácilmente, se percebe que esta notícia sobre os erros de português no Magalhães é uma campanha com origem á direita. É verdade que os computadores contéem alguns problemas, mas não há necessidade de contar-los nem gravar-los, porque este é um projecto que temos de continuar-lo. Quem dirije o país, sabe que o futuro constrói-se um passo de cada vês e no fim são as más-línguas que caem.

07 março 2009

A Junta vista pelos Americanos

A propósito do lançamento do livro Carlucci vs. Kissinger e porque é um tema do nosso interesse, apresentamos um relato da autoria do Cônsul em Ponta Delgada para o Secretário de Estado norte-americano, datado de 25 de Novembro de 1975 sobre a Junta Regional dos Açores [que se perdoe a tradução feita em cima do joelho]. O documento original pode ser visto aqui.

“1. Sumário. A Junta Regional dos Açores foi criada em Agosto sem poderes definidos, desde essa altura desenvolveu-se num Governo Autónomo Popular. Fim de sumário.

2. A Junta foi criada após decreto em 21 Agosto com o fim de ser um governo de transição, encarregue ao mesmo tempo de escrever um Estatuto de Autonomia para os Açores, uma espécie de Constituição para um Governo Autonómico. O Decreto era vago, não concedia à Junta muitos poderes, ficando directamente dependente do Primeiro-Ministro. A Junta é composta por 7 pessoas, um Presidente, o Governador Militar dos Açores e seis membros, dois de cada um dos três distritos dos Açores. O General Magalhães, Governador Militar dos Açores, com base em recomendações feitas pelos Partidos políticos e outros, escolheu os seis membros, dando ao PPD quatro lugares e ao PS dois lugares, basicamente segundo os resultados das eleições. Há indicações que nem todas as primeiras escolhas aceitaram servir a Junta. Cada um dos seis membros está responsável por vários sectores de governo, de acordo com os seus interesses e experiência.

3. Membros
A. Presidente: Gen Altino Pinto de Magalhães é natural de Trás-os-Montes e chegou aos Açores ainda como um jovem oficial. Tornou-se Governador Militar em Janeiro de 75 e tem tido um papel político importante desde as manifestações de 6 de Junho. É fortemente anti-comunista e um moderado que simpatiza com as aspirações açorianas pela Autonomia, mas é contra a independência. O General orgulha-se das suas capacidades negociais e encanta [palavra é charms] a maioria das pessoas com quem fala, com a sua simplicidade e cordialidade. Embora nem todos concordem com as suas opiniões, é respeitado por todos pela sua integridade e capacidade de trabalho.
B. Dr. António de Albuquerque Jácome Correira, nomeado pelo PPD do distrito de Ponta Delgada, responsável pela Agricultura, Pescas e Indústria. Dr, Jácome Correia, que foi recentemente eleito vice-presidente da Junta, é Veterinário, com ligações à sociedade de São Miguel. É independente politicamente, com posições entre o CDS e o PPD. Nas outras ilhas criticam-no por pensar só em São Miguel.
C. Dr. Henrique de Aguiar Oliveira Rodrigues, membro do PPD, de Ponta Delgada, responsável pelos Assuntos Sociais, Saúde, Trabalho e Emprego e Emigração. O Dr. Aguiar é cardiologista nos seus trinta e muitos anos, que está a sacrificar a sua vida profissional para servir na Junta. Em contraste com o Dr. Jácome Correia, tem uma perspectiva geral dos problemas dos Açores.
D. Dr. José Adriano Borges de Carvalho, membro do PPD do distrito de Angra, responsável pelas Finanças e Coordenação Económica. José Adriano anunciou a sua retirada da Junta, um facto que a maioria atribui à sua imaturidade [tem 24 anos] e personalidade problemática. O PPD de Angra nomeará um substituto para o seu lugar.
E. Eng. Leonildo Garcia Vargas, membro do PS do distrito de Angra, responsável pela Administração Local, Pessoal e Ambiente. Vargas é Engenheiro Eléctrico e é considerado capaz e recatado que não impõe a posição socialista.
F. José Pacheco de Almeida, membro do PPD, do distrito da Horta, responsável pelo Turismo, Comércio, Transportes e Comunicações. Almeida, em muito um “selfmade”, tem a reputação na sua ilha de ser um lutador. Trabalhou no passado nas primeiras tentativas para criar um plano geral económico para o arquipélago.
G. José Martins Goulart, membro do PS, da Horta, responsável pela Educação, Investigação Científica, Cultura e Comunicação Social. Goulart tem 27 anos e passou sete anos em Universidades a estudar Engenharia Eléctrica. È o porta-voz dos socialistas na Junta. É controverso e admite ferver em pouca água [a palavra é “excitable”] e ser um mau político.

4. Como funciona?: O Decreto que estabeleceu a Junta diz que tem os poderes que o Governo da Republica delegar nela. Mas na verdade a Junta, desde o começo, assumiu cada vez mais responsabilidades para o governo dos Açores. Como disse um membro, a Junta consulta com o Governo quando este mostra-se cooperante, de outra forma a Junta decide e depois informa Lisboa. Os membros da Junta tomaram gradualmente a gerência de cada uma das áreas por que cada um é responsável, das Juntas Gerais de cada distrito que, antes, decidia directamente com Lisboa. A Junta tem várias reuniões por semana para discutir as políticas e os problemas que precisam da atenção geral. Porque a Junta tornou-se num Governo Regional, um problema sério surgiu: a Junta não tem nem pessoal, nem condições para operar convenientemente. Cada membro da Junta tem um assistente com quem partilha um escritório. Para além disso, há alguma assistência secretarial. Todos os membros afirmam não ter o tempo necessário para estudar os problemas que lhes são levantados, pelo que têm que tomar decisões rápidas. Estão tentando encontrar gente qualificada para servir como “secretários de Estado” para cada um dos sectores de Governo, de forma a permitir aos membros concentrarem-se nas políticas.

4. Recursos. O Governo Central deu à Junta quatro milhões de dólares, além do dinheiro já colocado à disposição dos Açores, que a Junta está a usar para uma série de projectos, sendo o mais espectacular a criação de uma Universidade dos Açores.

5. Autonomia: Está claro que a Junta acha-se um Governo Autónomo. Talvez a melhor forma de ilustração desse facto, será a forma como Goulart nos disse que quanto a Junta preparou a sua declaração de 15 de Novembro, rejeitou cuidadosamente qualquer linguagem que indicasse que a Junta estivesse sujeita ao Governo de Lisboa. Espera-se, nos próximos dias, que a Junta evolua para um Governo Autónomo, após deliberação ministerial.

6. Comentários: A Junta Regional dos Açores é o primeiro Governo Regional nos Açores. Está tentando traçar novas direcções para os Açores, enquanto está a tentar tratar dos problemas diários da governação. Após algum cepticismo inicial público, tem ganho apoio, particularmente depois devido à forte posição que tomou no 15 de Novembro.

PFEIFLE
CONFIDENCIAL”

Castigo Divino?

Não há muito a dizer sobre este triste caso.

Primeiro, o bárbaro crime a que foi sujeita uma menina de 9 anos. Depois, a excessiva exposição pública em torno das consequências do referido crime. Mas o surpreendente protagonista do terceiro acto, é um teólogo - sim recuso-me a chamá-lo Padre, quanto mais Arcebispo -, que, tomado por ares medievais, vem agora ameaçar com excomunhão quem, de facto, salvou (pelo menos) uma Vida; a da vítima do crime.

Será que eu - por ser solidário com a decisão dos médicos em realizar o aborto àquela menina -, também sou abrangido por esta excomunhão?

Fica a revoltante dúvida: terá, o padrasto pedófilo, recebido também, O castigo do tal teólogo?

Com semelhantes criaturas no seio da Igreja, esta tenderá cada vez mais a afastar-se dos valores por que se regem, nos dias de hoje, aqueles que acreditam em Deus.

Escrever português

Ex.mo(a) Senhor(a)
Director(a) / Presidente do Conselho Executivo
Como é do conhecimento de todos, têm vindo a ser entregues nas escolas do Norte, cerca de 4 000 Magalhães/dia por parte de empresas distribuidoras e da própria Direcção Regional de Educação do Norte.
A distribuição continua ao mesmo ritmo e por isso gostaria de recordar as indicações que anteriormente já enunciei:
1. Embora os computadores entregues não correspondam à totalidade da encomenda, tal só significa que haverá novas distribuições;
2. Os computadores recebidos devem ser enviados pela escola para casa, no próprio dia de entrega, sem mais qualquer delonga;
3. Em Janeiro, deverá ser marcado um dia em que as crianças devem trazer os Magalhães, para iniciar o trabalho casa-escola.
4. O pagamento dos Magalhães, nos casos em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informação por sms devendo, em todas, constar a entidade 11023;
5. Caso o número de computadores de entrega, não corresponda com o número presente na guia de remessa, deve o facto ser mencionado directamente nesta, referindo o número total recebido.Tal facto não impede que, de imediato, se recebam os computadores apresentados;
6. O Ministério da Educação tem perfeita consciência das dificuldades que este tipo de acção de massas acarreta às escolas e, embora esta situação lhe escape entende que o mais importante é a recepção dos Magalhães, como mais valia almejada pelos nossos alunos, e por isso agradece toda a colaboração e compreensão dos orgãos de gestão, dos professores e dos serviços administrativos e auxiliares.
7. Quando um encarregado de educação recebe sms e é do escalão A, deve ser reportado e naturalmente o computador entregue ao aluno;
8. Outras situações anómalas devem ser sempre imediatamente reportadas para o nosso mail dsgm@dren.min-edu.pt;
8. Recorda-se ainda que as escolas que ainda não procederam à encomenda do Magalhães o devem fazer com celeridade.
Com os melhores cumprimentos,
A Directora Regional de Educação do Norte
Margarida Moreira



Com a devida vénia e agradecimento ao A Educação do meu Umbigo

06 março 2009

A sério ?! - parte II

Afinal, isto é grave! Segundo outro matutino açoriano, o problema é que, assim, os professores não poderão estudar e, presumo, aprender a "natureza reprodutiva ou sexual", coisa para a qual só os computadores da escola estão preparados (os lá de casa não!), ficando por isso limitados à dissecação das rãs, como no antigamente.
O BE, esse paladino das doutrinas liberais, indignou-se com a atitude "centralista" de um gorveno regional. Deve ser o tal centralismo regional, por oposição ao regionalismo central lá do continente. Claro que ficaram preocupados porque assim já não poderão divulgar às massas de jovens curiosos a teoria da reprodução dos coelhos (de sexo diferente!), uma vez que, como dogmaticamente demonstrou o professor de Economia que o dirige, o capital não se reproduz: alguém já viu duas notas de 100 euros (notas grandes) fazerem notas de 20 (notas pequenas)? Disparate, claro que não! A não ser que os coelhos lhes expliquem.
Pela minha parte, só me preocupa uma coisa nesta história: o Governo da Região conseguiu produzir duas decisões, uau! duas! uau!. Pena é que uma delas anule a utilidade do uso do Magalhães que, obviamente, serviria para explicar a multiplicação dos coelhos e das vacas açorianas e isso não se faz às criancinhas. Devia levar tau-tau, senhor César!

A sério?! - parte I

Um matutino açoriano noticiou que o Governo da Região foi corajoso ao decidir restringir o acesso a sites pornográficos nas escolas. Sempre julguei que quem exerce o poder executivo fosse eleito para fazer escolhas e tomar decisões. Parece que a coisa não é assim tão linear. Com efeito, para o tal jornal isso é um acto de bravura digno de uma comenda no 10 de Junho. Seja!
Por isso, como o Carnaval já passou e, pelos vistos, tenho de levar o facto a sério, desde já congratulo o Governo da Região por ter tomado uma decisão!

05 março 2009

Também Estamos de Luto


Este Blog também se associa ao Dia “F”, promovido pelo nosso estimado colega de Blogosfera Fiat Lux.

Também estamos de luto pela profunda e irreparável ferida que a encosta da Fajã do Calhau sofreu .

N.B.- afazeres profissionais e alguma indefinição quanto ao autor deste post, foram a única razão para só agora manifestarmos o nosso pesar perante o atentado ambiental promovido na Fajã do Calhau.

Esclarecimento

Face a alguns mal-entendidos relativamente ao meu nome, esclareço publicamente que não sou, nem conheço, o José Gonçalves, observador de árbitros, 23º classificado em 29 observadores na época passada, e célebre pelos relatórios do Boavista- Benfica e do recente Porto-Benfica. O BENFICA merece mais e é um assunto demasiado sério para ser englobado em quaisquer confusões.

Fala quem sabe



Agora, retire-se a parte das "duas ou três legislaturas" e acrescente-se à "anemia", extrema divisão interna e temos o diagnóstico do PS Açores.

04 março 2009

99 Red Balloons

"Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras."

1 - Na quinta, ninguém pode divulgar factos, interrogar-se sobre eles e apresentar a sua interpretação sobre os mesmos, sem autorização do ministro da Propanganda, sobretudo se o mesmo já tiver determinado que é proibido pensar.

2 - Se um caniche ladrar em vez de grunhir, desobedecendo ao ministro da Propaganda, não tem pedigree, é um rafeiro sabujo.

3 - Se é um rafeiro sabujo, é um sabotador.

4 - Se é um sabotador, tem de ser reeducado.

Que chatice o Presidente Geral da Junta ter boicotado uma lei que permitiria que todos pensassem da mesma maneira!

Dial 'M' For...


- Electrelane, Birds

- Blonde Redhead, Elephant Woman

- Stereolab, Jenny Ondioline

- Breeders, Glorious

- Scout Niblett, Do you wanna be buried with my people?

03 março 2009

Apresentação

Uma sociedade pode tender para a igualdade mas, em biologia, a igualdade é o mesmo que um cemitério.

À atenção dos eleitores açorianos nas próximas Europeias.

O cabeça de lista pelo PS às próximas Europeias, Vital Moreira, tem um entendimento das Autonomias que convém, neste momento, recordar com alguns excertos retirados do seu blogue A Aba da Causa.

"Tudo indica que o "braço-de-ferro" com Cavaco Silva tem a ver simplesmente com um mal-avisado compromisso de solidariedade política com o PS regional em relação ao estatuto, cujo cumprimento o líder regional dos Açores fez questão de cobrar"

"o novo estatuto político-administrativo dos Açores […] contém manifestos excessos políticos, que não deveriam prevalecer."

"um conceito de "açorianidade" […] (uma "nação açoriana"), que não é compatível com a noção de autonomia regional."

"não pode merecer aprovação a possibilidade de delegação de atribuições do Estado e de serviços públicos nacionais no Governo regional."

"as extraordinárias regalias financeiras das regiões [autónomas]."

"Continua a prevalecer nas regiões autónomas, sem grandes diferenças entre elas e entre as diversas forças políticas regionais, o entendimento de que elas só têm direitos e nenhumas obrigações, de que a "solidariedade nacional" é de sentido único e de que, visto das ilhas, o país não custa dinheiro e que o continente terá de continuar a ser sempre uma cornucópia para as regiões autónomas, por mais ricas que elas se tornem. […] Antes que um número crescente de portugueses se comece a interrogar sobre se o elevado preço se justifica (olha o tom de ameaça), é caso para lembrar que não há países grátis e que os seus custos comuns devem ser suportados por todos, a começar pelos que gozam, ou estão em vias de gozar, de riqueza acima da média nacional."

01 março 2009

E você?

Há duas formas de encarar este post do Daniel Oliveira: ou se fica agradavelmente surpreendido com a modéstia e coerência de um homem que tem a noção que é parte importante na criação do partido político que mais agitou o cenário político português na última década, o BE. Ou então consegue-se ver para além dessa aparente modéstia, um homem em urgente necessidade de reconhecimento. O Bruno Vieira Amaral, no Cachimbo de Magritte, colocou eloquente e ironicamente a segunda em post e eu tenho tendência em concordar com ele.

27 fevereiro 2009

Nixon - Frost


A propósito do filme Frost/Nixon [ainda não vi], que esteve há poucos dias em competição nos Óscares, a SIC-Notícias apresenta a entrevista original que David Frost fez ao presidente Nixon três anos após este ter resignado ao cargo.

É surpreendente, por vezes, a forma como Nixon reage às perguntas que Frost apresenta, não fugindo às questões e sempre coerente com a sua linha ideológica política, apesar de em muitos casos admitir algum arrependimento em relação a decisões. É também surpreendente a forma como fala dos serviços de informação norte-americanos, nomeadamente a CIA, que, nas suas palavras, não teve a capacidade de antever a guerra do Yom Kippur, ou o golpe de Estado no Cambodja pelos Khmer Vermelhos. Falhas realmente graves, se levarmos em linha de conta o facto de ambos os casos estarem no centro da política externa norte-americana.

Em relação a Watergate, Nixon revelou-se evasivo, socorrendo-se invariavelmente da pouca memória que tinha dos acontecimentos que permitiram a criação dos Canalizadores e tudo o resto. Neste contexto, foi curiosa a sua afirmação que quando um acto ilícito é realizado por um Presidente, em defesa da segurança da nação, é legal. O caso em apreço era o assalto de instituições/organizações que, hipocritamente, eram contra a guerra do Vietname, usando meios violentos. Aliás, a tese de Nixon que a guerra do Vietname poderia ter acabado uns anos antes, não fossem os movimentos “pró-paz” poderá ter algum fundamento. Com efeito, o Vietname do Norte via na divisão interna dos EUA um trunfo a seu favor na mesa das negociações, deste modo deverá ser vista a outra luz todas as acções que a administração Nixon tomou contra aquelas instituições/organizações.

Aquilo que se vê é claramente um homem já sem a máscara que a vida pública o obrigou a usar toda a sua vida adulta. Assim, é indisfarçável o complexo anti Kennedys, complexo anti classe intelectual e outros complexos, mas comprova-se também que Nixon é coerente e, acima de tudo, patriota. No fim, Nixon é, nesta entrevista, um homem à procura de salvar o que for possível do que vier a ser escrito sobre a sua pessoa nos livros de História.

Altamente recomendado!

25 fevereiro 2009

Manuel Fino; fina flor

Todos os que se têm pronunciado sobre este caso, são unânimes em afirmar que Manuel Fino foi beneficiado no negócio da venda de acções da Cimpor à CGD. Parece, à partida, uma evidência para todos, pois a CGD comprou-lhe as referidas acções, por um valor 25% superior ao de mercado. E - talvez pior -, a Caixa não pode vender estas acções durante 3 anos, podendo Manuel Fino readquiri-las em qualquer altura desse período. Se valorizarem entretanto, o lucro vai para Fino, se descerem, a CGD assume essa perda. Não se percebe!!?!? Hã, pois, integra a lista da fina flor da Alta Finança portuguesa. E esses não perdem, só ganham.

O líder do PC, Jerónimo de Sousa, na sessão plenária de hoje na AR, até ironizou, coitadinho do Manuel Fino (…) mandaram-lhe uma tábua de salvação”. E, acrescentou, “se fosse um cidadão ´comum` que, por ficar desempregado, não pudesse pagar as prestações do seu crédito habitação, não levaria 4 ou 5 meses para que fosse executada a hipoteca da casa”.

Será o PC a exagerar, ou são também evidências? Será que a Banca e a Alta Finança têm primazia sobre tudo e todos.?

23 fevereiro 2009

A Justiça é Cega.....Demais!

Soubemos hoje que Domingos Névoa, sócio-gerente da empresa “Bragaparques“, foi considerado culpado de corrupção activa para acto lícito, crime praticado contra José Sá Fernandes, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Com base em notícia do Público, “ O vereador, assistente no processo, foi o alvo da tentativa de corrupção, ocorrida em 2006. Domingos Névoa pretendia que José Sá Fernandes desistisse da acção popular que tinha interposto contra o negócio da permuta dos terrenos do Parque Mayer, propriedade da Bragaparques, pelos da Feira Popular, propriedade da autarquia lisboeta.”

Provado o crime, havia que decidir a Sentença. O MP pedia pena de prisão inferior a 30 meses, com suspensão da sua execução. O colectivo de Juízes foi ainda mais benevolente, e condenou o réu ao pagamento de uma multa no valor de 5 mil euros.

As sentenças devem ter uma dupla finalidade: punir quem cometeu um crime, e servir como efeito dissuasor à sociedade. Este efeito é medido em função da gravidade da pena aplicada a cada crime.

Ora, neste caso, esta sentença envia um sinal muito ténue à sociedade, dando a entender que a corrupção não é um acto que mereça cadeia. Em suma, esta decisão parece “legalizar” a corrupção por uns míseros 5 mil euros.

E João Cravinho, para onde o enviaram?

8 (enta)

- The Smiths, Barbarism Begins at Home
- The Cure, Piggy in the Mirror
- The House of Love, Hope
- Fine Young Cannibals, I'm Not The Man I Used to Be
- Prefab Sprout, Cars and Girls
- Young Marble Giants, Searching for Mr. Right
- David Bowie, Blue Jean
- Joe Jackson, One More Time