31 maio 2009
Uma Sociedade de "Casos"
Se por um lado a Comunicação Social nos deve despertar para algumas realidades esquizofrénicas e escondidas, por outro, não deve – em minha opinião – explorá-los durante dias a fio, como se fossem elas as únicas e as mais dantescas. Estes “casos” acabam por ter todo o enfoque mediático e o privilégio da denúncia pública. São acompanhados pelos mais diversos especialistas na matéria, que os dissecam ao mais ínfimo pormenor por detrás do grande ecrã, aos microfones das rádios ou nas páginas dos jornais, relegando para segundo plano outras realidades e angústias que mereceriam igual preocupação e indignação, mas que sem tamanha exploração e publicidade, são esquecidas e permanecem escondidas.
É certo e sabido, que tais “casos” – pela dimensão mediática que atingem -, acabam por ser alvo de um tratamento especial, puxando para si todos os recursos e atenção que o “caso” requer. Passam por cima daqueles que, sendo igualmente gravosos ou chocantes, não têm a duvidosa regalia de serem os eleitos dos OCS.
E nós, cidadãos desta Sociedade de “casos”, também nos deixamos, por vezes, alimentar por este sensacionalismo frenético, pois assim que conhecemos os primeiros contornos destes “casos” ficamos como que dependentes e desejosos dos relatos e pormenores que a imprensa vai desfiando, alheando-nos das adversidades com que nos deparamos no nosso quotidiano, ou que se encontram na nossa cidade, freguesia ou rua.
Uma sociedade é constituída por vários micro cosmos, por outras pequenas teias de relações e realidades. O meu ideal é o de uma sociedade constituída por várias comunidades, que olham mais para o seu interior do que para o seu todo, e que, dessa forma, conseguem descobrir os seus males (ou “casos”) antes de se depararem com o infortúnio colectivo.
Se cada um de nós olhar à sua volta, em vez de se centrar naquilo que o 4º Poder nos emana, em lugar de chorar colectivamente, poderemos indignar-mo-nos com as infelicidades que nos estão mais próximas e, ai sim, poder ser parte activa na resolução do problema, ou, no mínimo, da sua denúncia a quem de direito.
Mas o sofá das nossas casas continua a ser, além de mais cómodo, menos exposto às consequências que da denúncia ou participação activa nos possam advir. Por isso, alguns de nós continuam a sentir que o Dever é dos outros, mas que o Direito é nosso.
Zissou em Estreia
30 maio 2009
A Viagem Faraónica
- a comitiva é composta por 200 pessoas;
- normalmente, cada viagem PDL-TOR custa 600€. Neste caso, porém, a SATA fez um desconto de 50%. Das duas uma; ou a SATA tem uma margem de lucro absurda em cada viagem, da ordem dos 50%, ou vai perder dinheiro nesta operação. 200x300= €60.000;
- a viagem arrasta-se durante uma semana e meia e tem, pelo menos, uma ligação de Rhode Island para o Canadá. Multiplique-se os transportes terrestres, a alimentação e a estadia por 200;
- No Canadá, a comitiva divide-se entre o Four Seasons e o Toronto Yorkville. No primeiro uma noite custa, pelo menos, 300 USD. Mas certamente houve desconto.
O que diria Vital Moreira das celebrações do Dia da Autonomia na América do Norte e de todos os gastos que lhe estão associados. Quem olha para as regiões autónomas como autênticos sorvedouros dos dinheiros públicos, como é o caso do cabeça-de-lista socialista às Europeias, certamente que condena prontamente este tipo de despesismo. É raro, mas aqui estaria ao lado de Vital Moreira.
Nice Price
29 maio 2009
28 maio 2009
Será democracia, senhor César?
27 maio 2009
Bater no Ceguinho
26 maio 2009
Bastonadas
Não sendo um duelo de titãs, porque o argumento e os actores eram de série B, restou-nos apenas aguardar o momento em que um deles (qual, era a única imprevisibilidade) conseguiria dar uma estocada letal no outro.
Saiu a fava ao Octávio Machado da Justiça, o qual, habituado à concessão de infindáveis tempos de antena, e certamente confiante e inebriado pela sua própria capacidade oratória, desdenhou a fisga da traquejada justicialista, acabando por infligir em si próprio um K.O técnico, perante o olhar embevecido e complacente da sua homónima. Um frete, um simples frete, ditou o resultado. Será o final?
25 maio 2009
Silêncio... que se vai cantar o fado

24 maio 2009
Europeias 09 - programas/propostas eleitorais
Note-se o frenesim em torno da distribuição de beijinhos, canetas, bonés, entre outras traquitanas. Entre estas e os insultos de parte a parte, fica sempre a faltar o essencial, isto é, o que interessa realmente ao cidadão: saber no que vai votar.
Aqui vos deixo os links para os programas/propostas eleitorais dos partidos e das coligações que nos pedem o nosso voto. Certamente menos úteis do que um bom Zippo ou uma BIC, mas mais importantes na ponderação do nosso precioso voto.
Partido Socialista
Partido Social Democrata
Coligação Democrática Unitária (PCP/Verdes)
Bloco de Esquerda
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses
Movimento Esperança Portugal
Movimento Mérito e Sociedade
Partido Popular Monárquico
Movimento Partido da Terra
Partido Humanista
Partido Operário de Unidade Socialista
CDS-PP
Partido Nacional Renovador (+ perto que encontrei do programa)
Contra a Autonomia, Concretamente
Mas já que o Tibério quer falar de outros exemplos de inimigos da Autonomia, para quê ir tão longe? É que aqui mesmo, nos Açores, há exemplos bem piores. Que me diz o Tibério do facto do PS-Açores ter sido contra a aprovação dos símbolos heráldicos dos Açores, abandonando a sala no momento da votação, deixando o PSD-Açores votar sózinho a sua proposta? Ou, que me diz o Tibério do facto do actual Presidente do Governo Regional dos Açores ter sido claramente contra o 6 de Junho, ao ponto de ter organizado uma contra-manifestação no dia 17 de Junho de 1975 (foto)?
23 maio 2009
Os equívocos de Cláudia Cardoso
Só volto à estória porque a senhora professora-deputada Cláudia Cardoso assinou um artigo no Açoriano Oriental, no qual pregou sobre os malefícios tecnológicos, hoje ao dispor das nossas criancinhas, certamente porque permitiram desmascarar a tal situação abjecta, ao que parece conhecida de todos na Escola, mas, pelos vistos, olimpicamente ignorada, durante 3 anos, por aqueles que devem zelar pelo normal funcionamento da mesma, Conselho Directivo e Direcção Regional de Educação.
A senhora professora-deputada Cláudia Cardoso foi incapaz de compreender o cerne da questão. Na realidade, seguindo uma linha de pensamento logicamente redutora, remeteu, convenientemente, os acontecimentos para uma mera aula de sexologia (como se tal fosse normal na disciplina de História). Se era para isso, ter-lhe-ia bastado aconselhar o visionamento do programa daquela velhinha que passa na SIC Mulher ou de um outro da TVI 24 para explorar, por um lado, o Kamasutra tecnológico e, por outro, o da asneira. Certamente tiraria ilações sobre como não falar de sexo aos jovens.
O artigo publicado, nos termos em que o foi, seria absurdamente certeiro, se o caso não fosse de uma seriedade de contornos bem diferentes do que aqueles que, naturalmente, a senhora deputada-professora lhe quis atribuir.
Seguindo a linha de raciocínio articulado por Cláudia Cardoso, esta, por certo involuntariamente, acabou, no seu escrito, por legitimar todo e qualquer acto cometido contra as pessoas, por uma qualquer ditadura. Por exemplo, qualquer actuação em desconformidade com as leis legitimamente emanadas pelo órgão legislativo de um regime ditatorial, é ilegal e, por isso mesmo, quem agir contra a lei, mesmo pelos motivos mais nobres – a luta pela liberdade, por exemplo -, deverá ser exemplarmente punido.
Estes alunos são uns fora-da-lei e filhos de fora-da-lei, segundo o raciocínio implícito no escrito da senhora deputada-professora, por terem gravado, sem autorização, uma aula, a fim de poderem denunciar uma actuação, digamo-lo suavemente, deslocada da professora, forma única de credibilizarem as suas queixas nas quais apenas os respectivos pais acreditavam.
Incompreensivelmente, Cláudia Cardoso insurge-se contra a única forma possível para miúdos de 12-13 anos tornarem público e denunciarem práticas que, pelo seu terrorismo verbal, constituem um gravíssimo atentado contra crianças (crianças, senhora professora-deputada, crianças, percebeu?!), desta forma desvalorizando e omitindo qualquer referência ao facto indelével de a senhora professora espinhense usar coacção psicológica sobre as mesmas, valendo-se do seu duplo estatuto de adulta e de professora.
Para Cláudia Cardoso, é irrelevante a ameaça expressa por quem dá as notas ou sobre o que poderão fazer às alunas os "amiguíssimos" do filho da professora espinhense.
Tudo isso é irrelevante, por estarmos perante seres descendentes de "praticantes de bufaria e promotores da desconfiança". Logo, criminosos em potência.
Estaline, na sua tumba, rejubilará, com certeza. Mugabe, no seu púlpito, dançará. Mahamoud Ahmadinejad sentir-se-à legitimado para continuar a mandar lapidar mulheres ou homossexuais.
Naturalmente, quando escreveu isto, a senhora professora-deputada Cláudia Cardoso estaria a pensar, entre outros, no caso do professor Charrua, com o qual, presumo, se terá, certamente, mostrado publica e inequivocamente solidária, por ter sido alvo dos tais praticantes de bufaria, a não ser que essa bufaria tenha sido praticada por quem agiu nobremente, em nome da estabilidade e da defesa dos representantes das instituições democráticas e, portanto e por isso, devidamente justificada, como parece querer concluir quando se interroga sobre as razões da revolução.
Além do mais, a senhora professora-deputada Cláudia Cardoso não tem uma única palavra de condenação sobre as atitudes da professora de Espinho, as quais omite, refugiando-se numa indecifrável frase: “ Bem sei que há professores impróprios para consumo.” Solidariedade para com os indefesos?
Finalmente, porque estamos perante um caso em que um adulto atinge, coage e achincalha crianças e parece que se quer escamotear esse facto, lembra-se à senhora professora-deputada Cláudia Cardoso que a Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia Geral nas Nações Unidas, em 20 de Novembro de 1989, e ratificada por Portugal, em 21 de Setembro de 1990, diz, entre outras coisas, no seu Preâmbulo que:
[…] Tendo presente que, como indicado na Declaração dos Direitos da Criança, adoptada em 20 de Novembro de 1959 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, «a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma protecção e cuidados especiais, nomeadamente de protecção jurídica adequada, tanto antes como depois do nascimento» […]
e que:
[…] Artigo 16
1. Nenhuma criança pode ser sujeita a intromissões arbitrárias ou ilegais na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou correspondência, nem a ofensas ilegais à sua honra e reputação. 2. A criança tem direito à protecção da lei contra tais intromissões ou ofensas. […]
pelo que, se aceitar isto, certamente entenderá que, neste caso concreto, os fins justificaram os meios e que a Revolução se fez exactamente para isto. Plenamente!
O Regresso de Sancho
Poucos ou nenhuns dos jovens de hoje se lembrarão ou sequer um dia conheceram ou ouviram falar dos ténis Sanjo, mas no meu tempo - há mais ou menos 20 anos -, quando estava por volta dos 16, esses ténis eram muito comuns entre uma certa classe média urbana de Ponta Delgada. Custavam na altura 1500 escudos (uma fortuna), hoje 7,5 € (uma pechincha). Ténis brancos In. Ténis pretos com sola branca Out. Completamente Out, eram até considerados "raflex". Como tínhamos de ser poupadinhos, fazíamos os possíveis para que eles durassem 2 anos. Alguém hoje sabe lá que isso é. Sanjo.
PS - Quando descobri as Tiger, nunca mais quis saber de outra coisa.
22 maio 2009
É d' Homem
Às Voltas

Eu acrescentaria mais qualquer coisa, em que adultos se transformarão os meninos a quem é dado um cartão sob o slogan “TU PODES TUDO”?
20 maio 2009
Olhando Para Trás

Ambiente - Contradições
Por outro lado e apesar disso, o Ambiente nos Açores é muito maltratado. Por exemplo, temos legislação do mais avançado no que toca a inspecções de aparelhos de ar condicionado, mas não temos legislação que se oponha a ataques devastadores à Natureza, como foi/é a Fajã do Calhau.
Vamos acertar no Totobola
1 - Benfica-Belenenses, Cosme Machado (Braga)
2 - P. Ferreira-Trofense, Olegário Benquerença (Leiria)
3 - Naval-V. Setúbal, Carlos Xistra (Castelo Branco)
4 - Rio Ave-E. Amadora, João Ferreira (Setúbal)
5 - FC Porto-Sp. Braga, Pedro Proença (Lisboa)
6 - Sporting-Nacional, Paulo Baptista (Portalegre)
7 - Feirense-Santa Clara, Paulo Costa (Porto)
8 - Beira-Mar-U. Leiria, Jorge Sousa (Porto)
19 maio 2009
Tolerância Máxima
18 maio 2009
FLA: 35 Anos Depois - Debate
Com o titulo “FLA: 35 anos depois”, o debate será presidido pelo Professor Doutor Luís Andrade e moderado pelo Dr. Paulo Simões, director do Açoriano Oriental da TSF-Açores, e contará com a presença do Sr. José Almeida, Dr. Carlos Melo Bento, Professor Doutor Carlos Amaral, Jornalista Jorge Nascimento Cabral e o ex-Comandante da Policia Militar, Sr. Furtado Dias que discutirão os principais momentos da época. Após a sessão de debate, os convidados disponibilizar-se-ão para responder às questões interpostas pelo público.
Dia- Terça-feira, dia 19 de Maio, às 10h00
Local - Anfiteatro C da Universidade dos Açores
Momentos Confrangedores de um Fim de Semana Longo
- Globos d’Ouro.
- Filmagens das celebrações das equipes de futebol dentro dos respectivos balneários. Haverá necessidade?
- José Eduardo Bettencourt, candidato à presidência do Sporting: “Paulo Bento forever”?!?
17 maio 2009
Abstenção militante ou cobardia política?
Nessa medida, são os políticos, por razões óbvias, que estão mais sujeitos a este olhar e ao escrutínio público, facto que, por si só, os deveria imediatamente auto-responsabilizar não só no sentido de bem exercerem os cargos para que foram eleitos, mas, sobretudo, e previamente, se serão capazes de exercer dignamente os mesmos. Entre outros aspectos, esta dignidade no exercício de um cargo político implica sempre a capacidade de ter uma opinião, ser capaz de a defender e, não menos importante, ter capacidade de decidir e de assumir a decisão, qualquer que ela seja. Se um eleito não possuir estas características mínimas, sou incapaz de perceber, sem especular, qual a razão que o levou a aceitar o exercício de um cargo que implica sempre a tomada de uma decisão.
Por outro lado, revela-se igualmente engraçada a forma como os partidos escolhem aqueles que pretendem mostrar aos eleitores como sendo os portadores daquelas qualidades supremas que sejam distintivas o suficiente para conseguir captar o voto fundamental. Por norma, escolhem, para cabeça de lista, um nome suficientemente conhecido junto dos potenciais votantes, cujo prestígio pessoal se sobreponha ou possa ser sobreposto ao do próprio programa eleitoral e, além disso, possa dar alguma credibilidade política à maioria dos restantes elementos candidatos, virtualmente ilustres anónimos, e cuja escolha se revela sempre um mistério mais insondável que os desígnios do Senhor.
Eleitos todos e ultrapassado o deslumbramento, depressa, os mais ingénuos, descobrem a democrática disciplina partidária que os obriga a votar, não segundo a sua vontade, mas, sob apertada vigilância, segundo os cânones pré-estabelecidos pela direcção do respectivo partido.
Se, de uma maneira geral, tal não faz grande mossa, até porque se supõe que todos estarão basicamente de acordo nas matérias em discussão (obviamente por serem do mesmo partido), já o mesmo não se passa aquando das chamadas matérias de consciência. Aí, espera-se que todos e cada um, perante a eventual liberdade de voto, assumam a sua individualidade, antes diluída, e cumpram o que se lhes exigiu quando foram eleitos: decidir exclusivamente com fundamento nas suas próprias convicções.
É nestes momentos que os ilustres anónimos poderão libertar-se de tal espartilho, ao assumirem clara e frontalmente uma opinião que pode ser diferente ou igual à dos restantes mas que tem, agora, o cunho da pessoalidade. Rarissimamente, mas, nestas alturas, há ilustres anónimos que se distinguem pela certeza e pela clarividência na expressão do seu voto, tornando-se, por isso mesmo, politicamente credíveis. Depois, há os restantes anónimos, que anónimos continuarão, felizes com o lugar que lhes coube em sorte na elaboração da lista de candidatos.
Pelo meio, os eleitores, habitualmente divorciados daquilo que se passa nestes centros de decisão, mostram-se mais atentos, até porque, nestes casos de liberdade de voto em matéria de consciência, sempre poderão tentar perceber e conhecer aqueles que presumiram perceber e conhecer nos discursos que encheram as ruas de promessas.
Por isso, certamente sentir-se-ão traídos e frustrados, quando algum dos seus eleitos, ilustre ou anónimo, se revela incapaz de demonstrar que pensa e é capaz de tomar uma decisão por muito impopular que ela seja, sobretudo se a respectiva opinião e consequente voto sejam decisivos para a eventual aprovação da tal matéria de consciência, ainda por cima com o agravante recurso a expedientes de desresponsabilização pessoal que roçam o patético.
Dá-lhes Santa Clara

Festas do Senhor
16 maio 2009
Angola; clã Dos Santos
A protecção também absorve os amigos que forneciam as armas ao regime que toma conta dos destinos de Angola. Quem não se recorda do amparo ao comerciante de armas francês Pierre Falcone, com mandado de captura internacional, e que o Governo Angolano teve o desplante de o colocar como representante do país nas UNESCO, concedendo-lhe, deste modo, imunidade diplomática. Para família e amigos há sempre lugar....
Os proventos dos que gerem e detêm o lucro dos vastos recursos naturais desta grande potência Africana, continuam nas mãos de um restrito número de privilegiados, curiosamente – ou talvez não -, todos familiares ou pessoas muito próximas do presidente de Angola. (Já aqui aflorados num post em 2007).
Chegou a falar-se da possibilidade (ou convite?) de uma das filhas de José Eduardo dos Santos, adquirir o Hotel Casino que se encontra em fase de conclusão na cidade de Ponta Delgada. Obra que, em minha opinião, representa um verdadeiro atentado arquitectónico e paisagístico na cidade de Ponta Delgada.
Mas o clã Dos Santos, para além da participação em várias grandes empresas e bancos em Portugal, também continua a fazer crescer o seu poderio em território Angolano, conforme atesta esta notícia no Semanário Económica de hoje. Ou seja, Isabel dos Santos, primogénita do presidente Angolano, e abastada empresária, continua a ser uma parceira apetecível para empresas portuguesas, pois prepara-se, agora, para ser a cabecilha do Grupo ZON em território Angolano.
Mais um dúbio negócio, com sabor a proteccionismo, e com a bênção dos interesses económicos – desta feita, portugueses -, em território Angolano, onde os apelidos parecem ter mais força do que o mercado livre. As portas abrem-se ou fecham-se ao sabor das conveniências de quem é Rei e senhor de uma das maiores nações Africanas.
A Ética parece já não interessar no mundo dos negócios dos tempos modernos, pois o lucro é quem mais ordena. Onde há petróleo e diamantes, tudo se resolve sem levantar ondas, pois com mar manso os cidadãos ficam serenos, logo cegos, e os pervertidos têm a margem de manobra desejada.
Quem perde com esta falta de Ética?
15 maio 2009
Os Blogues e a Intervenção Política
Sinceramente e por aquilo que sei, a blogosfera made in Açores é vista por um bom número de deputados e políticos em geral. Aliás, muitos têm o seu próprio blogue, twitter, facebook, etc., nem que seja para seguir a moda. Portanto, será legítimo pensar que sim, que o Movimento Contra a Sorte de Varas e toda argumentação que lhe foi associada, tanto ao nível de posts, como ao nível de comentários, teve influência entre os indecisos e até, quem sabe, entre alguns dos que começaram por ser a favor. Porque, verdade seja dita, alguns dos argumentos a favor da introdução daquela abjecta actividade foram simplesmente patéticos.
Não se tenha dúvida: a internet está a ocupar um espaço cada vez maior na actividade de opinião política, às custas, evidentemente, dos jornais. Nos Açores, esse movimento será ainda mais evidente, dada a letargia a que a comunicação social tradicional está entregue. Além do imediatismo e da rapidez com que a informação/opinião circulam, a internet e os blogues, em particular, têm outras vantagens decisivas, como o debate e troca de ideias e, em muitos casos, a abordagem que os autores têm relativamente à sua intervenção.
14 maio 2009
Promoção
Ao que parece, já conseguiu atrair a atenção um pouco por essa Europa fora.
Reuters - Lisbon on Tuesday launched a disciplinary process against the Portuguese chief of EU anti-crime coordination agency Eurojust, over allegations he pressured investigators to shelve a corruption case.
EUOBSERVER/BRUSSELS – The EU’s judicial co-operation body, Eurojust, on Wednesday tried to distance itself from a scandal involving its head, Jose da Mota, who allegedly put pressure on prosecutors in order to stop a corruption probe involving Portuguese Prime Minister Jose Socrates.
Resultado da Votação
13 maio 2009
Post Aberto Dedicado à Menina da Rádio
Caríssima Menina da Rádio,
Ele é...

… facebook…
… internet…
… sms…
… e-mail…
… electrónico…
… digital…
… tecnológico…
… Sejam benvindos ao Admirável Mundo da Política Digital. Hoje, o dia em que foi noticiado aqui que José Sócrates contratou equipa de Obama para tentar vencer com maioria absoluta as eleições legislativas nacionais.
Igreja de Nossa Senhora de Fátima
Foi inaugurada ontem a igreja de Nossa Senhora de Fátima no Lagedo. Marcada claramente pelo impacto que tem na paisagem local, esta obra deve ser vista como um marco arquitectónico do nosso tempo para as gerações futuras. Por outro lado, espera-se que este novo santuário tenha uma função de cariz social, abrindo e arejando, na medida do possível, aquele bairro a novas pessoas e a novas vivências e quebrando parte do estigma que lhe está associado.
12 maio 2009
Está na Hora de Mudar

- Sonic Youth - Sacred Trickster (do album The Eternal, lançado a 8 de Junho pela Matador)
- Yeah, Yeah, Yeahs - Little Shadow (do album It's Blitz)
- Deleted Scenes - Fake Id's (do album Birdseed Shirt)
- Pinstripe 45s - Times Like These (do myspace)
- Micachu & The Shapes - Lips (do album Jewellery)
Além disso, temos Mónica Belucci, cortesia de Miguel Marujo.
Não à Sorte de Varas

P.S.: Se alguém desejar falar de outro assunto que não a sorte de varas, tipo matadouros, então crie um fórum para esse efeito. Doutra forma, não contem comigo para esse tipo de debate.
11 maio 2009
A Bela Vista, tem sido Mal Vista
Estes números davam já indicações para - num cenário de crise mundial e nacional -, a tendência ser a de continuar a aumentar, em lugar de sofrerem um decréscimo. Aliás, tal decréscimo, só poderá acontecer com medidas de fundo, que não foram, pelo menos ainda, tomadas por quem de direito, o Ministério da Administração Interna.
O mundo criminal continua a atrair muitos jovens, que vêem nele uma forma rápida e sem grande esforça e sacrifício diários, para conseguirem dinheiro ou bens alheios. A toxicodependência é, seguramente, uma das razões para que, jovens e menos jovens, desesperados, optem por uma vida de crime. Mas a sociedade de consumo, que valoriza mais o ter do que o ser, também é fortemente responsável por esta escalada de violência.
Todos sabemos que os trabalhos exigem responsabilidade, são duros, quotidianos e mal remunerados, e que o desemprego está em alta. Mas as soluções de realojamento que têm sido adoptadas por sucessivos Governos e Autarquias, em nada ajudam a disseminar os grupos de jovens (na sua maioria) que se agrupam com o objectivo de, pela força das armas, violência e coacção sobre terceiros, conseguirem o dinheiro e os bens que pretendem. Colocar grupos vulneráveis e socialmente excluídos, com baixa escolaridade e parcas expectativas de vida futura, todos num mesmo espaço, contribui, em larga medida, para a facilitação da formação de grupos criminais. Há que associar estas faixas da população, a outras menos susceptíveis a enveredarem por caminhos de delinquência.
O bairro da Bela Vista, que tem conhecido dias de enorme tensão, é só mais um desses bairros que, de quando em vez, explodem. Desta vez o pretexto foi a morte de um jovem do bairro, baleado pela polícia, enquanto esta perseguia a viatura em que a vítima seguia, e que, alegadamente, terá sido responsável por um assalto no Algarve. Terá lá ido passar férias…..?
Alguns moradores deste bairro – na sua maioria na casa dos 20 anos -, logo se apresentaram perante as câmaras das várias televisões que para ali se deslocaram, assegurando que o jovem baleado pela polícia “era bom rapaz”, e que, por isso, “exigiam justiça”. Mas a forma que esses pretensos amigos da vítima encontraram para “exigir justiça”, foi tudo menos Justa e aceitável.
Aquilo a que temos assistido nos últimos dias, é um ataque à autoridade, aos policias em geral, e à esquadra da PSP de Setúbal em particular. Desde disparos contra a referida esquadra, até ao lançamento de Cocktail Molotov e pedras contra os agentes da PSP, passando pela queima de viaturas e outros bens alheios, tudo serviu para “apelar à justiça”. Mas não à ordem pública e ao respeito por essa mesma justiça que se apregoa.
A revolta social está instalada, mas estou seguro que tais atentados à segurança policial e pública, pouco têm a ver com o jovem que morreu. Este foi só um pretexto, e se a repressão policial não for forte e eficaz, corremos o risco da sociedade ficar vulnerável perante os criminosos, pois os agentes da autoridade ficam reféns destes bandidos e espartilhados na sua acção em defesa do cidadão cumpridor da Lei.
Claro que não basta a repressão policial perante casos destes. Uma também forte e eficaz intervenção social, junto destas pessoas, no interior destes bairros, é a forma mais eficiente e duradoura para promover uma mudança social, desejável e que favorece a sociedade onde, afinal, estes criminosos estão inseridos.
Cada vez acredito menos na reabilitação em meio prisional – salvo raras excepções, por empenhamento dos técnicos de reinserção social e a indispensável vontade de alguns reclusos -, pois as cárceres têm péssimas condições (por exemplo o Estabelecimento Prisional de PDL chega a ter 16 reclusos por cela), não sendo capazes de efectuar uma separação dos diferentes presos (por delito praticado, ou entre os já condenados e aqueles que se encontram a aguardar sentença) nem tão-pouco têm técnicos de reabilitação em número suficiente para que se possa fazer um eficaz acompanhamento dos que se encontram enclausurados, e uma desejável e fundamental vigilância e apoio aos que são restituídos à liberdade, porque o regresso ao meio de origem é, só por si, um convite às recaídas. Por isso, em vez de regeneradores e potenciadoras de uma mudança de atitude perante a vida pós cumprimento da pena, são antes escolas superiores de crime. É sabido – e assumido pelos próprios responsáveis da Direcção Geral dos Serviços Prisionais -, que a entrada de droga nas cadeias é algo difícil (impossível, digo eu) de resolver e evitar. Tudo isto contribui para um mau ambiente prisional e a proliferação de diversas doenças infecto contagiosas.
Urge dar esperança às crianças e jovens mais desfavorecidos, por isso a solução está na Prevenção. As crianças que crescem nestes meios pejados de violência e crime, tendem a idolatrar aqueles que são respeitados, ou antes, temidos, lá no bairro. Esta atitude é meio caminho para enveredarem por trilhos de delinquência e desvio à norma. Não sou defensor da descida da idade penal – actualmente situada nos 16 anos -, mas sim numa intervenção cada vez mais precoce, quer a nível da capacitação e orientação parental, quer na intervenção ocupacional das crianças, por serem recursos facilitadores da abertura de novas perspectivas de vida e de uma capacidade relacional mais assertiva e, por conseguinte, mais duradoura e consequente com os padrões morais e culturais da sociedade onde estão inseridas.
SATA Rally Açores
09 maio 2009
Dia da Europa
Hoje comemora-se o Dia da Europa e um pouco por todo o lado, assistimos a celebrações das mais variadas formas.
Muito há para dizer sobre o momento que a Europa vive. No entanto, esta data, parece-me uma boa oportunidade para reler a declaração de Robert Schuman a 9 de Maio de 1950.
É incrível a actualidade destas palavras.
Isto ainda vai acabar mal
Rua dos Mercadores. Não se trata de estar a favor desta ou daquela opinião. Mas o que lá se está a passar é a pura anarquia: peões sem passeios, automóveis sem faixa de rodagem, carrinhas e outros estacionados por tempo indeterminado (não há parquímetros, nem sinais de estacionamento proibido).08 maio 2009
A RTP-A e a meteorologia
07 maio 2009
O Poder do 4º Poder
06 maio 2009
"O lado oculto do país" by VB
Os sucessivos governos são peritos em lançar medidas atrás de medidas, abrangendo todas as áreas sociais, ás quais nunca chegamos a saber os seus resultados práticos.
Ora vejamos,
O Ministério da Segurança Social e do Trabalho, lançou o Rendimento Social de Inserção (RSI), mais conhecido por rendimento mínimo, com o objectivo de diminuir as desigualdades sociais e permitir a todos os cidadãos uma vida digna.. Os resultados concretos nunca foram divulgados, a não ser o número de beneficiários que aumenta de ano para ano. Na prática o que esta medida proporcionou - em grande parte dos casos - foi o aumento das vendas de plasmas, LCD, antenas parabólicas, automóveis, motos, computadores e outros bens de primeira necessidade, continuando a aumentar as desigualdades entre ricos e pobres (alguns de espírito).
O mesmo Ministério lançou os Programas de Estágio na Administração Pública e Autarquias locais (PEPAP e PEPAL) de forma a auxiliar os jovens licenciados e não licenciados a entrar no mercado de trabalho. Os resultados desta medida nunca foram publicados, pois quase a totalidade desses estagiários ao final do ano de estágio voltou para o desemprego, já que nenhum ou quase nenhum organismo os pode integrar por falta de verbas, resultado da reforma da administração pública em curso. Na prática o que esta medida proporcionou foi diminuir por algum tempo as listas de inscritos nos Centros de Emprego e assim poder divulgar números “forjados” do desemprego.
O Ministério da Educação lançou os programas PER, PROFIJ e outros, todos com o objectivo de combater o abandono escolar e o insucesso escolar. Mais uma vez os resultados divulgados são apenas a dar conta da diminuição do número de alunos a abandonar o sistema de ensino. Na prática o que se constata é a quantidade absurda de jovens que não sabem ler, escrever e fazer contas óbvias, sendo que alguns deles acabam com um “canudo” debaixo do braço.
O Governo prometeu a cobertura a 100% do país das redes de banda larga, o facto é que pelos vistos alcançou mesmo os objectivos. Mas na prática chega-se ao cúmulo de algumas aldeias deste país terem acesso à Internet em banda larga mas não disporem de saneamento básico, isso sim, um equipamento que se traduz na melhoria da qualidade de vida de um país.
O Governo “adoptou” o Magalhães, esse belíssimo computador portátil, prometendo-o a todos os alunos do ensino básico por quantias irrisórias. Ainda não se conhecem os resultados práticos, mas já se sabe que está cheio de “bugs” e “erros de ortografia”. Nesta matéria o governo já está a perder, mas o jogo ainda não acabou.
Estes são alguns dos exemplos do lado oculto do país em que vivemos, trabalhamos e pagamos impostos!"
Rally Açores - Começo Tremido

Será, portanto, de esperar que tudo esteja preparado ao milímetro para que o rally corra ... sobre rodas. O primeiro contacto que a maioria dos aficionados terá com o rally será através do "Guia Oficial". No entanto, pelo menos comigo, esse primeiro contacto não foi o melhor. Muito mais do que crítica fácil, estas palavras devem ser levadas em conta de forma séria, para que, pelo menos, não se repita no futuro. Desde erros de português, até à falta de acentuação (muito frequente), passando por construções frásicas no mínimo estranhas e repetitivas até à exaustão, os textos deste Guia são de uma qualidade deveras preocupante, que indicia falta de atenção.
De resto, esperam-se três dias de emoções fortes onde natureza e tecnologia unem-se num espectáculo fascinante.
05 maio 2009
Os Cinco na "Máquina de Lavar"
Esta máquina foi posta a funcionar pelas mãos do meu amigo de longa data Rui Gamboa, que, alguns meses depois, e após alguma insistência (a qual agradeço), me colocou como segundo escriba deste espaço. Assim permanecemos postando por aqui, os dois, durante quase três anos.
O seu nome - já aqui explicado -, não tem por base lavar roupa suja, mas antes agitar algumas águas, e apresentar opiniões e olhares, sobre várias temáticas e devaneios, consoante a sensibilidade e interesses dos seus autores. Aquilo que não é, de todo, é uma feira de vaidades, nem pretende ser propriedade de um ou dois autores. Por este facto, e porque a diversidade é uma qualidade apreciada por nós dois, decidimos, em conjunto, convidar mais dois amigos para fazerem parte da nossa equipa. Refiro-me ao José Gonçalves e ao Sérgio Santos. Por razões que só ao último dizem respeito, só agora este pôde aceder ao nosso convite. Pelo caminho surgiu o Luís Almeida – o único “maquinista” que eu não conhecia -, que tendo em conta a sua actividade profissional, nos pareceu uma boa forma de abrir caminho a novas ideias e abordagens.
Em suma, serve este post para dar as boas vindas ao nosso amigo Sérgio, o último maquinista a assumir os comandos desta “Máquina de Lavar”. Caríssimo, congratulamo-nos com a tua chegada, por múltiplas e válidas razões.
N.B.- Nos meus tempos de criança, havia as aventuras de “Os Cinco”, mas nestes cinco que aqui escrevem, não há nenhum cão. :)
04 maio 2009
Panis et Circenses
03 maio 2009
Juego del Viento, Sombra del Angel
02 maio 2009
A Inquisição e a Justiça
As penas eram variáveis, mas a mais dantesca era sentença que condenava o suposto herege, a ser queimado vivo numa fogueira, e em praça pública.
Nos dias que correm, felizmente que tais actos estão a séculos de distância, e que práticas tão medonhas, são somente parte da História da Igreja Católica e dos reinos que a ela se subordinavam.
Mas se os Estados modernos são laicos, já no que toca à administração da Justiça - e aos seus actores e executores -, esta parece continuar a ser alvo de um controlo apetecível por parte da “coroa” dos tempos modernos. Subsistem verdadeiros atentados ao princípio da separação entre poder político e judiciário. Só para citar alguns exemplos mais recentes e mediáticos; temos o responsável pelo sindicato dos magistrados do MP a revelar haver pressões para um arquivamento do “caso Freeport”; a colocação no conselho superior do MP do irmão do, então, Deputado e Arguido, Paulo Pedroso; a tentativa de equiparação dos magistrados a “simples” funcionários públicos; o próprio “caso Maddy”, etc. Dos que mais me escandalizou nos últimos tempos, encontra-se a alteração do artigo 30, na sua alínea 3, do Código Penal - aquando da recente revisão do mesmo -, e que foi efectuada enquanto durava (dura) o processo “Casa Pia”. Esta alteração vai contra as vítimas, beneficiando largamente, digo, escandalosamente, os agressores sexuais, que, assim, vêem as suas penas substancialmente reduzidas no caso de crime continuado contra a mesma vítima.
A Justiça é um bem, um Direito inamovível, e indispensável numa sociedade. A sua autonomia é um dos maiores ganhos das democracias modernas e um garante da sua continuidade. Quem atenta contra a Justiça, atenta contra os cidadãos, a sociedade e a própria Democracia.
Os Tribunais, e quem lá trabalha, não têm merecido a atenção e cuidado que lhes é devido. Os relatos de agressões e desrespeito para com os magistrados são cada vez mais recorrentes. Não são raros os roubos de caixas multibanco que se encontram dentro das instalações dessas sedes da justiça. E hoje, mais um episódio que demonstra a incúria e desleixo com que as instalações onde se administra a justiça são tratadas. Conferir Aqui.
A justiça já está informatizada, tem o Habilus e as suas habilidades e imperfeições. Mas a protecção dos cidadãos não passa por meros avanços tecnológicos nessa fulcral área, passa, sobretudo, pela dignificação e manutenção de um estatuto diferenciado e autónomo para os magistrados, e por uma protecção conveniente e eficaz dos que lá trabalham e dos processos que estão a seu cargo.
Já não se queimam pessoas em praça pública – graças a Deus -, mas o Legislador tem queimado em praça pública (e não só) a Justiça e os seus agentes, em sucessivos “autos-de-fé”. Hoje foram só processos queimados, originando a perda de muito trabalho (logo documentos e dinheiro) e, quiçá, comprometendo, uma vez mais, que a justiça se cumpra com Rigor e Verdade.
Quem será o padre António Vieira, da contemporaneidade?
Carvalho da Silva VS. Vital Moreira
Quando o Wrestling sobe à rua, desce à praça a humana incongruência de ataques e contra-ataques pessoais, políticos, partidários, eleitorais, e as cínicas desculpas e suas sentidas intenções, cada um lavando mais branco que o outro.




