
01 julho 2009
A Crise!? Qual crise?...

30 junho 2009
Tropa de Elite

Tropa de Elite, filme brasileiro que nos mostra a dura realidade da vida no Rio de Janeiro e a contínua guerra civil entre Polícia e criminosos. As quase duas horas mostram-nos o funcionamento interno da Polícia brasileira, por um lado, as dificuldades e a corrupção, por outro lado, a entrega e esforço com que um implacável e restrito ramo da Polícia combate o crime nas favelas, o BOPE.
Um filme violento, tal como é a vida dos polícias e criminosos no Rio. A não perder.
Estado de Alerta
Segundo notícia o matutino DN, esta avaliação foi levada a cabo a pedido da Fundação para a Ciência e Tecnologia e por peritos internacionais, maioritariamente de universidades inglesas, que se deslocaram por várias vezes aos Açores entre os anos de 2007 e 2009.
O relatório desta avaliação, refere-se ao CVARG como «uma unidade de classe mundial, com objectivos bem focados, tornando-se num excelente exemplo organizacional que muitos outros centros de investigação deveriam adoptar», estendendo o elogio ao seu corpo de investigadores.
Mas não posso deixar de ficar mais apreensivo com a noticia que destaco no primeiro parágrafo, pois este «excelente» faz com que eu fique em Estado de Alerta nos próximos 20 anos.
27 junho 2009
Um absurdo do sistema educativo
Mulatu Astatké
26 junho 2009
Que mais pode querer uma mulher?
Meyer, Stephenie... 35 anos... Norte-americana... Casada... Mãe de 3 filhos... Bonita... Inteligente... Autora de uma das mais prolíficas tetralogias da literatura mundial, a saga Luz e Escuridão, que gira em torno da relação entre a jovem Bella Swan e um vampiro, Edward Cullen. Os 4 livros da saga - por ordem: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer - estão a dar que falar sobretudo entre os jovens adolescentes que aderiram massivamente à escrita de Meyer, o que contraria a velha escola gaiteira que dizia que os jovens de hoje não lêem, ou que lêem muito pouco. Pois o segredo está à vista. Junte-se-lhe uma boa estória, personagens bem desenhadas, enredo empolgante, uma mensagem que apela à inteligência e a emoções intensas, porque acessíveis, e a estatística de leitura entre os jovens vai subir. Querem lá os adolescentes saber se é light ou de cordel. A intenção é pô-los a ler. E através da leitura adquirirem novas vivências que por sua vez lhes trasmitam novas atitudes perante os outros e perante o mundo. 25 junho 2009
O Segredo está no Açúcar
Com o título “Insecticida de Açúcar”, o texto alertava: “É uma Boa notícia para os agricultores mas também para o planeta. O açúcar, numa versão modificada, consegue anular a barreira do sistema imunitário das térmitas e torná-las vulneráveis a um ataque de fungos, por exemplo. As térmitas, que são responsáveis por grandes estragos nas colheitas e também no interior das casas, protegem-se produzindo proteínas que destroem qualquer molécula invasora. O açúcar modificado engana esta «barreira invisível» e deixa as térmitas desprotegidas. Falta agora transformar este efeito num produto utilizável.”
Afinal, o segredo para acabar com as térmitas que se alimentam do nosso património arquitectónico, está no açúcar.
23 junho 2009
Obrigação de Esclarecimento
O Balão Furado de Mariana Matos
Antes de mais, uma frase que vai ficar nos anais das tontices: “voto obrigatório, nos Açores, como forma de proteger a nossa democracia”. Esta enormidade só pode ser explicada porque certas pessoas entendem a democracia mesmo como sendo deles.
Depois, é muito engraçado o facto de estarem a fazer o papel do defensores do debate. Ora, pergunto eu, que contributo foi dado, até ao momento, por estes cronistas de trazer por casa, para o debate sobre a abstenção? Diz Matos que outros “não estão disponíveis para discutir ou debater nada que não esteja relacionado com as suas intenções”. Bom, resta saber quem são “eles”, porque exactamente acima do conjunto de palavras reunidos por Matos no Açoriano Oriental, há um artigo, bem fundamentado, defendendo o voto facultativo, em oposição ao obrigatório. Portanto, além da ausência de argumentos apresentados por Matos, o timing não podia ter sido pior.
De resto, não vale a pena sequer escrever muito mais sobre aquele conjunto de palavras de Matos, mas só para que fique bem claro o que está a passar, cá vai: 1) César disse, na noite da derrota nas Europeias, que Manuela Ferreira Leite ia ser o alvo dos socialistas, numa espécie de paga pelo que foi dito sobre Vital Moreira (bem dentro do estilo e linha revanchista deste PS) e 2) esta súbita e mal disfarçada preocupação com a abstenção, não passa de um mal-estar do PS com a própria população, como ficou provado com a afirmação da “estupidez dos que não votam”, porque enquanto a abstenção serviu os seus interesses, nunca se falou no assunto. E que melhor maneira que tratar dos “estúpidos” que não votaram, do que os obrigar a votar?
O debate sobre o desinteresse da população nos assuntos políticos, que se reflecte depois na abstenção, é que deve ser feito e sobre esse assunto convém aos responsáveis governativos olharem para dentro, antes de lançaram ideias típicas de regimes totalitários, como é o caso do “voto obrigatório”. A população está arredada da política, em muito, devido a este tipo de conjunto de palavras que Matos publicou.
Ver Baleias, ou Caçá-las?
Foi em 1987 que foi arpoada, nos mares dos Açores, a última baleia. Esta excepção foi concedida - pois já vigorava a proibição -, para que um Britânico pudesse registar em documentário o modo tradicional e rudimentar com que os bravos baleeiros se lançavam ao mar, para defrontar e matar o maior mamífero do Planeta. Outros tempos, em que a parca economia das ilhas, também subsistia à custa do que se extraía desses cetáceos.
Deixo aqui um texto do Blogue “Notas do meu retiro”, do conhecido escritor, investigador e jornalista picoense, Ermelindo Ávila, e que considero uma boa síntese para aqueles que queiram conhecer alguns episódios, relatos e memórias desta pesca, com ares de caçada, bem como da arte da construção naval a ela associada. Também nele constam as sucessivas Leis que regeram esta actividade.
Pensei que esta, era uma prática já extinta nos nossos mares, mas este Mundo não é feito de certezas.
Orgulho-me dos bravos que escreveram este capítulo na nossa História - o da caça à Baleia. Mas nos dias que correm, são os museus e as recordações desse tempo que nos podem valer, e não um regresso à matança. Até porque se fosse retomada esta prática, os meios nela empregue seriam, como se sabe, bem mais dizimadores, e não artesanais como o eram.
Ainda convivemos com estes belos mamíferos, que há séculos cruzam os nossos mares, mas agora, em vez de os perseguirmos para manchar de sangue as nossas águas e dai retirar o ganha-pão de muitas famílias, procuramo-los para os apreciarmos, e para gáudio de quem nos visita. É este o futuro, e é dai que podem advir os dividendos para a nossa economia. Não anseio por um regresso ao passado, por mais orgulho que nele tenha.
Por isso, foi com tristeza e receio que ouvi o Ministro do Ambiente (!), Nunes Correia, admitir que a morte em águas nacionais destes grandes cetáceos não está posta de parte. (Conferir Aqui)
22 junho 2009
Girl Power

- Rub it ‘till it bleeds
- Yuri G
- Oh my lover
- Dry
- Down by the water
Voto obrigatório? O Bloco resolve!
O BE era visto, inicialmente, como aquele grupinho de malta porreira que nos fazia rir por mandar umas bocas giras, que emprenhavam os ouvidos e até davam para contar umas anedotas, e pela solidariedade com a malta das "brocas", em plena violação legal, no Chiado, perante o ar complacente da Lei e da Ordem. Uns patuscos, portanto!
Pelo meio, dois ou três dirigentes intelectuais, de falinhas mansas e conivências jornalísticas, foram aparecendo aqui e ali, principalmente na televisão, em programas onde os deixam expor a doutrina, sem qualquer interrupção ou pergunta mais incómoda que evidencie as contradições.
Sem nada a perder, e sem perspectivas de algum dia terem responsabilidades maiores do que a de nos fazerem sorrir, a rapaziada acha agora que deve ser levada a sério, não percebendo que a sua essência e a sua razão de êxito assentam no simples facto de ninguém os levar a sério.
Talvez seja esse o nosso erro, pensarmos que eles só existem para se queixar e não para governar.
Olhando para aqueles patuscos com olhinhos de carneiro mal morto, até parece que estamos perante aqueles cachorrinhos recém-nascidos, tão fofinhos que não se pode deixar de gostar deles!
Vai sendo tempo de começarmos a esgazear o jocoso sorriso, até porque o Pregador Laico, com um despautério directamente proporcional à respectiva convicção, o disse:
LC - Gostava de ser primeiro-ministro um dia?
- Eu disputo a eleição para a formação do Governo.
ARF - Para ser primeiro-ministro?
- Com certeza.
Perante a possibilidade de a memorável Albânia do camarada Enver Hoxha ficar à distância de uma cruzinha, resolve-se, desde logo, a questão do voto obrigatório, por legitimação popular ad aeternum.
Pessoalmente, por razões óbvias, começo a considerar, seriamente, a possibilidade de emigrar. Quase, por enquanto...
20 junho 2009
Que liberdade, André Bradford?
Da Tolerância, 1994-2009
19 junho 2009
Lobbying
Há uma contínua incompreensão das autoridades governativas regionais relativamente à relação com a União Europeia. Os exemplos surgem recorrentemente e hoje tivemos mais um.
Disse Vasco Cordeiro que a UE não está a dar a devida atenção aos Açores (estou a citar de memória), a propósito do regime de excepção - justamente - desejado pela nossa região na aplicação das taxas de CO2. Evidentemente, os Açores, pela sua natureza geográfica e subsequente dependência dos transportes aéreos, não devem estar afectados pelo sistema de taxas de CO2, uma vez que se vai reflectir, necessariamente, nos (já de si altos) preços das passagens aéreas e restantes serviços.
A acção dos Açores relativamente à UE deve ser a montante das tomadas de decisão. É necessário compreender a mecânica de funcionamento das instituições europeias, para chegar à conclusão que o lobby é essencial.
Há quase um ano, o governo dos Açores anunciou a contratação de uma empresa especializada em lobbying. Apesar de ser um passo na direcção certa, não parece ser a melhor opção, pois se poderia ser útil em momentos técnicos específicos, dificilmente teria o sucesso que só o sentimento de pertença pode conferir.
Velhos Temas, na Ordem do Dia
Já o projecto do TGV, também ele uma das bandeiras do Governo de José Sócrates, tem sofrido sucessivos adiamentos, e uma multiplicidade de estudos que, segundo noticia a mesma TV nacional, já rondam os 93 milhões de euros.
Felizmente que tais promessas eleitorais não foram ainda concretizadas, pese embora seja escandaloso o montante já dispendido com tantos e tão variados estudos, que, fazendo as contas, roçam os 200 milhões de euros.
No que toca ao TGV, e depois da derrota eleitoral nas Europeias, o PM e o seu Ministro das Obras Públicas, já amansaram o discurso e fizeram saber que tal decisão caberá, unicamente, ao próximo executivo. Ou seja, por ora, fica a aguardar pelos resultados das Legislativas. Oxalá fique pelo caminho, e não chegue a Madrid.
Segundo notícia o semanário Económico, parece também ser esta a opinião de, pelo menos, 30 reputados economistas, que se reuniram para assinar um manifesto contra este tipo de investimentos públicos.
Já o novo aeroporto, que, até ver, será em Alcochete, nada se sabe…..pelo menos eu!!
18 junho 2009
Problema, ou Lógica?
As primeiras são marcadas pelo Governo, enquanto a definição da data das segundas cabe ao Presidente da República. No entanto, o calendário para a realização de ambos os sufrágios é, este ano, muito coincidente. A lei determina que as eleições Autárquicas se realizem entre os dias 22 de Setembro e 14 de Outubro, sendo que a sua data tem de ser definida (pelo Governo) com 80 dias de antecedência em relação ao dia limite para a sua realização. Já as eleições Legislativas devem realizar-se entre os dias 14 de Setembro e 14 de Outubro, podendo, no entanto, o PR, marcá-las com uma antecedência menor, ou seja, até 60 dias antes de 14 de Outubro.
Este ano é particularmente frutifico em actos eleitorais, o que pode, por si só, contribuir também para elevadas taxas de abstenção.
Em suma, atendendo à proximidade das datas possíveis, ao custo de cada acto eleitoral, ao desgaste que pode provocar nos eleitores, e ao facto de o país abrandar de cada vez que se verifica um acto eleitoral, eu sou apologista de que ambas as eleições tenham lugar no mesmo dia.
Eu não vejo que este facto seja um problema, mas antes uma solução lógica. A crise está instalada, por isso, mãos à obra.
N.B.- esta posição nada tem de partidária. Não é por essa bitola que me rejo.
Barroso x2

Bem coadjuvado pela restante Comissão e pelos seus assessores (com açorianos em lugar de destaque, em ambos os casos), José Manuel Durão Barroso vai ser agora reconduzido na Presidência do mais importante órgão da União Europeia, com o apoio massivo dos 27 Estados-membros.
17 junho 2009
Paulo Mendes e a (não) Defesa do Voto Obrigatório
Um cronista que assina como Paulo Mendes defende o voto obrigatório no AO. Parece-me muito bem que o faça e parece-me muito bem que não ache “lunática” a ideia levantada pela “ave rara” César. *
No entanto, a forma como Mendes argumenta em favor da sua causa é que me parece pouco consistente. Cá estão, então, os seus argumentos:
- “outros países têm voto obrigatório”. Ora, se nalguns funciona, noutros nem por isso e todos (principalmente aqueles onde não é um desastre) têm realidades sociais muito diferentes da nossa.
- “Pervenche Bérez, Presidente da Comissão Económica e Monetária defendeu a necessidade de se abrir a discussão sobre o voto obrigatório”. Muito bem, eu também quero debater o assunto. E?
- No fim, Mendes afirma que é “ilusão pensar que o voto obrigatório pode tornar o indivíduo politicamente activo e participativo (…) mas pode contrariar os actuais níveis de abstenção”.
Ou seja, seguindo este argumento de Mendes, o importante seria mascarar os números da abstenção. No fundo, fazer de conta que está tudo bem, pois segundo esta tese, teríamos elevados níveis de participação, mas que, de todo, corresponderiam à realidade. Onde é que já vimos isso?
No entanto, verdade seja dita, o grosso do artigo baseia-se exactamente no reconhecimento que o voto obrigatório não serve de nada, apresentando o autor outras vias para melhorar os níveis de participação. Por isso, à primeira vista, não se compreende a clara e – aparentemente – propositada contradição. Deveremos ler a explicação nas entrelinhas? Talvez. Não sei.
*Entre aspas termos usados pelo próprio Mendes.
16 junho 2009
15 junho 2009
Sacudir a Água do Capote
Os cegos, surdos e mudos - quais estatuetas de macacos -, embora pagos a peso de ouro, não tiveram qualquer culpa, pois as suas funções parecem estar espartilhadas por uma qualquer força sobrenatural.
Victor Constâncio, preferiu hoje apontar outros culpados, e afirmou, na referida comissão de inquérito, que “existe cerca de uma dúzia de responsáveis e cúmplices no que aconteceu no Banco Português de Negócios. E espero que todos sejam exemplarmente punidos.” E acrescenta, "O prejuízo no BPN não chega aos mil milhões de euros." Se calhar nós, os contribuintes, ainda devemos estar gratos!!?!
A vara de César
14 junho 2009
Turisticamente falando...
A tradição e a experiência acumulada ao longo de centenas de anos fazem toda a diferença eu sei, afinal Winston Churchill passou lá férias, assim como muitos outros nomes sonantes, mas a diferença que separa o arquipélago dos Açores do arquipélago da Madeira, turisticamente falando, é abismal! Começa no profissionalismo dos recursos humanos, pessoas que dependem e fazem do Turismo uma carreira como outra qualquer, e acaba nas políticas orientadas e concertadas entre entidades públicas e privadas. Se queremos qualidade, os Açores têm um longo caminho a percorrer a partir daqui, e os desafios são mais que muitos. Exemplos: formação profissional, ao nível técnico e humano, investimento privado, inovação empresarial e empresários empreendedores, infra-estruturas adequadas à nossa dimensão e realidade, preservação da nossa identidade, entre tantas outras coisas.O futuro começa já!
13 junho 2009
Sei Que Não Vou Por Aí
A minha glória é esta:
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
12 junho 2009
Speedy Gonzalez
Ah, mas descanse porque parece que no domingo temos José Malhoa em S. Vicente.
11 junho 2009
Fora de Horas
Durante o princípio da semana, já surgiram novas reflexões - fruto das declarações dos mais diversos quadrantes -, que não poderam ser tratadas, analisadas ou comentadas neste programa, pois este foi gravado no dia seguinte ao das eleições.
10 junho 2009
Reflectir sobre a Abstenção
Devemos ter como ponto de comparação a Madeira. Porque razão a abstenção na Madeira é recorrentemente mais baixa que nos Açores? Somos socialmente semelhantes e politicamente os madeirenses até teriam mais razões para não votar nestas eleições do que nós, desde logo devido à longa governação Jardim, mas também porque já sabiam que dificilmente iriam eleger mais do que um eurodeputado. Haverá um envolvimento excessivo do sector público na sociedade açoriana? Por exemplo, dos eixos de desenvolvimento da Comunicação da Comissão Europeia de 2004 para as RUP, os que dependem directamente do Governo regional estão a ser desenvolvidos, bem ou mal: o das acessibilidades, o da inserção regional e do da defesa ambiental, no entanto o do desenvolvimento económico, para o qual depende definitivamente o sector privado, continua por desenvolver, como bem se vê. Apesar de tudo, na Madeira há espaço para o desenvolvimento privado, há espaço para o exercer de uma cidadania activa. Porém, as razões para as disparidades entre as taxas de abstenção dos Açores e Madeira não podem ficar por aqui, deve haver mais.
É certo que o recenseamento automático deu outra dimensão aos números da abstenção. No entanto, e se descontarmos a questão da actualização dos eleitores que vão falecendo, os números da abstenção destas Europeias é que são os reais, pois até aqui, sem o recenseamento automático, estávamos perante uma realidade camuflada (ao estilo dos números do desemprego).
Dois outros actos eleitorais estão para acontecer ainda este ano, deste modo e apesar de tudo, este será o momento para reunir, debater, reflectir e, quem sabe, encontrar soluções.
09 junho 2009
Do Mau Perder
08 junho 2009
Perda de Identidade, ou Inevitabilidade Evolutiva?
Vou centrar-me nas questões dos valores, das crenças, das normas (não Leis) e dos padrões de comportamento socialmente aceites, pois estas são, grosso modo, as formas informais de controlo social, ou seja, da manutenção de uma ordem social. Quando estes itens sofrem um modificação, estamos perante uma Mudança Social.
Quando uma Mudança Social ocorre de maneira muito rápida, dela advêm factores negativos. Uma mudança repentina, provoca insegurança e confusão nos indivíduos. Se a esta celeridade na alteração dos valores, crenças e normas vigentes, somarmos um desfasamento entre vários grupos dessa sociedade, então está aberto caminho para uma desorganização social, que pode conduzir a problemas sociais.
Estamos num ponto de viragem, ou talvez, até de saturação. O Planeta terra, outrora revestido por uma paleta de cores, fruto do relativo isolamento e manutenção dos modos de vida de cada país, e pela preservação das suas culturas e costumes, caminha agora para uma certa uniformização. Os meios de comunicação social, bem como as facilidades de mobilidade, contribuem, em larga medida para este cenário actual.
Quando me refiro a “saturação”, digo-o pois as gerações que nasceram e cresceram na era da Internet e das TV´s por cabo, são cada vez mais monótomas, interiorizando e, por consequência, exteriorizando, as novas culturas de massa, relegando para segundo plano, e até desvalorizando ou ridicularizando, as suas culturas de origem.
Estaremos perante uma crise de valores?
A tecnologia - também ela um factor de mudança social -, tem levado a melhor sobre as novas gerações, quase me arrisco a dizer que é, nos dias de hoje, o cerne da mudança social que se vivência, pois o seu ritmo de actualização e inovação, tem desviado os jovens das suas culturas e costumes locais. A padronização de comportamentos, a imitação do que está na moda, e a reprodução dos estilos a ela inerente, destroem a paleta de cores que revestia o nosso Planeta, tornando-o cinzento e enfadonho. Acabar com a diversidade, é, a meu ver, regredir na evolução social.
Como mudar esta tendência actual? Será possível e/ou desejável combater este “cinzentismo”?
Eleições no Benfica

07 junho 2009
Um fim-de-semana à Benfica
Da Liberdade de Expressão e do Mau Gosto
Um blog consegue multiplicar a sua importância que a massa crítica cresce proporcionalmente. O blog cresce e multiplica as ideias, gerando novas ideias e conexões sociais, que se traduzem em novas adesões que são, ou não, estimadas/respeitadas por quem comenta. Ora, se o problema dessas mesmas pessoas ultrapassa aquilo que escrevo (ideias, opiniões, links, ou seja, escolhas subjectivas e pessoais), então tenham paciência, vão ter de se “desenrascar” de outra forma.
Bloggar é também um acto de coragem. Neste blog, como em quase todos que conheço, os posts são assinados objectivamente pelos seus autores, pessoas de carne e osso que fazem escolhas pessoais e subjectivas. Mas e quem são os comentadores? Qualquer um. Afinal Josefina Bonaparte ainda anda no reino dos vivos, e pipocas falantes tropeçamos nelas todos os dias.
Por último, peço desculpa aos meus colegas e aos frequentadores do blog, mas já era altura de assinar estas palavras. Não foi intenção impedir a boa campanha anti-abstenção que se fez aqui.
Bem haja a todos. E votem pois claro!
Movimento de Cidadania Pró Voto
Dois grandes factores contribuirão para a abstenção: o desinteresse e o desconhecimento. Por um lado, há um desinteresse generalizado pela política, em geral, e pela EU, em particular. Por outro lado, parece impossível, à primeira vista, que se não se saiba que teremos hoje um acto eleitoral. [a reportagem da rtp-a foi incrível, de facto]
Vai daí, alguns estóicos jovens decidiram criar um projecto para levar as pessoas a votar. Utilizando os canais possíveis: fliers (pagos dos seus próprios bolsos), rádio, Internet, esta rapaziada criou, com entusiasmo próprio da juventude, um movimento com uma agradável imagem adjacente e com ideias fortes a completarem pacote.
Sem qualquer apoio, que não seja a vontade dos próprios, e sem qualquer objectivo que não o de informar/levar ao voto, este movimento já ganhou a sua causa, seja como for: exercer cidadania activa, sem esperar nada em troca.
Nem que seja pelo esforço destes jovens, votem!
06 junho 2009
06061975

"1. DEMONSTRATION BY AZOREAN SEPARATISTS HAS FORCED RESIGNATION OF CIVIL GOVERNOR, SEPARTISTS TOOK OVER LOCAL RADIO STATION.
2. PONTA DELGADA AIRPORT NOW CLOSED, TRUKS ARE BLOCKING RUNWAY. AT REQUEST OF ARMY TROOPS, TRUCK DRIVERS HAVE LEFT THEIR VEHICLES. WE HAVE NO IDEA HOW LONG AIRPORT WILL BE CLOSED.
3. DETAILS FOLLOW.
PFEIFLE"*
05 junho 2009
Bob's Your Uncle
Dia Mundial do Ambiente em Ponta Delgada
O dia ficou marcado por muita cor, juventude, animação, entretenimento, música, jogos, etc. Ao todo foram cerca de 500 crianças que encheram o Campo de vida.
De resto, será importante registar a sã e profícua parceria entre as entidades que organizaram este evento, nomeadamente a Câmara Municipal de Ponta Delgada e a Ecoteca de Ponta Delgada.
A Contagem Final para Bruxelas
04 junho 2009
Movimento Pró-Voto
Começaram as eleições europeias ´09

As eleições para a escolha dos novos deputados para o Parlamento Europeu, começam hoje em dois dos 27 Estados-membros da União Europeia: Reino Unido e Holanda
Depois dos britânicos e dos holandeses, será a vez da Irlanda e da República Checa votarem amanhã, seguindo-se, no sábado, a Eslováquia, Letónia, Malta e Chipre.Os restantes 19 Estados-membros, entre os quais Portugal, realizam as eleições no domingo.
03 junho 2009
The Man from Figueira da Foz
Alguns não se recordarão, mas foi este mesmo homem, actual Presidente da República, que em 1985 retirou o país do pântano económico da responsabilidade dos sucessivos governos do Bloco Central e colocou o país no mapa das economias modernas de mercado ocidentais. Hoje o seu nome é cobardemente referido como tendo escondido as acções da Sociedade Lusa de Negócios e de ter beneficiado os amigos que administravam o BPP. Mas alguém com dois palmos de testa acredita que ele teria necessidade disso? Honestamente, não se tratará este de um dos mais vis ataques a pessoas de bem dos últimos anos da compungida democracia nacional? 02 junho 2009
Trauliteiro ao contrário
Miguel Portas habituou os portugueses a uma qualidade que existe cada vez menos nos políticos: a simpatia sincera e rasgada. Reparem que quando ele deambula pelo meio das populações reage sempre de uma forma desafectada e sem cinzentismos às interpelações por vezes incómodas das pessoas, ao contrário de outros colegas de labuta, e nomeadamente de outros bloquistas. Da necessidade de demonstrarem seriedade e preocupação pelos problemas que as pessoas estão a passar, obrigação em Portugal para que se chegue ao poder, fazia bem uma nova atitude: mais leve e desinstitucionalizada.Passa Fora!
Além de ser um golpe baixo - típico, no entanto, da esquerda trauliteira de onde vem Vital -, é acima de tudo uma facada na jugular da credibilidade política, para a qual todos os políticos deveriam contribuir. Mais, é um exemplo acabado dos fins justificarem os meios e de total ausência de argumentos para a corrida eleitoral em questão.
Este cabeça-de-lista do PS às Europeias estaria bem melhor sentadinho em casa (na Marinha Grande, de preferência) com uma mantinha em cima das perninhas, batendo com a bengala no chão e berrando impropérios para a tv.
Admiremo-nos depois se a abstenção atingir níveis estratosféricos!
Zé das Medalhas
01 junho 2009
Vermelho Benfica
- Rodriguez - Heikkis Suburbia Bus Tour
- Passion Pit - Moth's Wings
- Jarvis Cocker - Angela
- Black Moth Super Rainbow - Twin of Myslelf
- Black Lips - I Hold (feat. GZA)









