30 janeiro 2011
28 janeiro 2011
Para se saber de quem é tem de se saber a quem pertence
Não percebendo que não está em causa a sua inquestionável honestidade, nem sequer a eventual bondade desinteressada dos ofertantes, o camarada Sampaio, tal e qual como Mário Soares, já agora, que encheu a sua Fundação com ofertas destinadas ao Presidente da República, confunde a sua pessoa e o cargo que ocupou. Para ele, a distinção não releva. E a aceitação de presentes ao Presidente da República e posterior pública inversão da posse, para a sua esfera privada, enquanto cidadão, legitimam, sem qualquer rebuço ético-moral, a usucapião.
Se se considerar que as palavras do ex-presidente Sampaio foram proferidas num contexto judicial em que estão em causa, entre outras coisas, uns quantos alegados favores alegadamente pagos com uns quantos milhares de euros ou com umas alegadas cristaleiras da Vista Alegre, o que resulta inquietante para o cidadão comum é a ligeireza de costumes, ou respectiva análise, por quem, atenta a exposição pública e o facto de ter exercido o mais alto cargo político da Nação, deveria, pelo permanente escrutínio a que está sujeito, saber conjugar os pronomes possessivos e, sobretudo, compreender que as ofertas podem ser inofensivas mas têm destinatários concretos que não se encerram no próprio ego. Me, myself and I, não deveria ser o código de conduta de um político.
"Esta caneta que uso foi-me oferecida. Mas não sei dizer quem ma deu", legitima qualquer cidadão a dar boleto a uma qualquer liberalidade, por mais excêntrica que esta possa ser.
Mutatis mutandis, e passe o exagero, se alguém, que não conhecemos de lado algum, nos depositar uns milhões de euros na conta bancária e os começarmos a gastar, aceitando a benesse, também poderemos dizer que nos foram oferecidos, por desconhecermos o depositante? Segundo o precedente, sim e estaremos de consciência tranquila.
Perante exemplos destes, poder-se-à apontar o dedo e atirar a primeira pedra?
E, depois, queixam-se da abstenção...
27 janeiro 2011
César "Elvira"
"Sempre que César perde umas eleições, culpa a abstenção. Mas quem, mais que ninguém, tem responsabilidades directas da população se afastar da política? Que tal o Presidente do Governo Regional dos Açores nos últimos 15 anos? São intervenções pouco dignas, para o mais alto cargo político dos Açores, como as que proferiu ontem, que contribuem directamente para o abstencionismo..."
"César acusa tudo e todos, mas não olha para si. A única "dona elvira" nos Açores é o próprio, que está em funções políticas regionais desde o ano da graça de 1984. Vai fazer 27 anos, portanto! Sempre aqui nos Açores, sempre. Record completamente imbatível nas nossas paragens. Parabéns, então."
26 janeiro 2011
Os iluminados
A critica ao discurso do vencedor Cavaco Silva é verdadeiramente significativo dum grupinho de auto-intitulados “iluminados”, que lida mal, muito mal, com a Democracia.
Foram os primeiros a embarcar numa campanha de ataque pessoal contra Cavaco Silva, mas depois mostram-se muito chocados por aquele reagir às críticas que eles próprios lhe dirigiram.
É que é perfeitamente inacreditável que não se vá à origem do problema. Cavaco Silva reagiu no discurso de vitória porque estas mesmas pessoas que agora o criticam andaram duas semanas a lançar dúvidas sobre a sua pessoa. E ai de quem se atrevesse a falar em Argel. Não, os princípios de liberdade de expressão só têm um sentido para esta gente.
A esquerda curto-circuito, é a esquerda que defende os pobrezinhos, mas não se mistura com eles. É a esquerda da pseudo-elite. É a esquerda da solidariedade, mas ao longe. É a esquerda dos direitos, mas não dos deveres. É a esquerda anti-europa, mas que é a primeira a abusar dos apoios que de lá vêm. É a esquerda que condena o mercado aberto, mas que exige dinheiros para as exposições e para os museus. É a esquerda que em público acha ultrajante que a cultura seja só para uma minoria, mas que se sente incomodada quando a sua cultura é invadida. É a esquerda que não cria riqueza, mas que vive ricamente às custas do Estado.
É que esta esquerda lida mal com a realidade, que ela própria construiu. Esta esquerda quer um país iletrado, porque é mais fácil, porque só assim se tornam elite, mas esta esquerda não aceita o facto de quem decide são as maiorias. Esta esquerda quer, por isso, “educar” a populaça, mas depois como se mantêm como elite?
É a esquerda curto-circuito? Errado. É apenas um grupinho de pessoas que tomaram de assalto alguns dos valores da esquerda, mas que descartaram os que não lhes interessavam. A verdadeira esquerda não é isto.
Aleluia! Três penalties!
24 janeiro 2011
Da Vitória de Cavaco à Derrota de César

Desde logo, trata-se duma vitória que, por um lado, garante estabilidade e continuidade, uma vez que mantemos o mesmo Presidente da Republica e porque mantemos o nosso capital de credibilidade junto dos mercados externos. Este é um ponto que se reveste de alguma ironia, pois a necessidade de credibilidade para financiamento externo, só existe por causa dos governos socialistas. E os portugueses perceberam muito bem que, votando em Cavaco, davam um sinal de mudança, uma vez que todos sabíamos que o Partido Socialista nacional e dos Açores apoiou claramente o candidato derrotado, Manuel Alegre.
E aqui entra a questão açoriana, porque cá a campanha da difamação e do ataque pessoal atingiu níveis muito mais preocupantes, que se reflectiu, como é normal, na maior abstenção que se registou nos Açores, em contraste com o continente. Para mais, nos Açores, a candidatura de Manuel Alegre teve o apoio da máquina socialista açoriana em peso, ao contrário do que aconteceu no continente. Foi aqui, nos Açores, que Alegre arrancou com a sua candidatura, ao lado de Carlos César e de todo o aparelho socialista açoriano. César empenhou-se pessoalmente na campanha de Alegre, tendo participado activamente na tal estratégia de ataque a Cavaco Silva. O povo respondeu a César de forma clara. Ou seja, os resultados eleitorais, ao nível Açores, não podem ter outra leitura: tratou-se duma derrota pessoal de Carlos César!
Estranhou-se, por isso, a reacção pouco importada que o Presidente do Governo dos Açores teve aos resultados. No entanto, é uma reacção típica e sobejamente estudada ao nível dos comportamentos humanos: Carlos César está a tentar ignorar o elefante que lhe entrou na sala no Domingo. Está a tentar cuidar das aparências. No entanto, de pouco ou nada lhe valerá tal atitude. É que todos sabíamos que nesta eleição presidencial também se jogava muito do futuro de César. A recondução de Cavaco Silva na Presidência da Republica significa que vamos ter uma defesa intransigente do que está escrito na Constituição e no Estatuto Político Administrativo dos Açores. E sendo assim, não haverá lugar a leituras enviesadas da norma sobre a limitação dos mandatos do Presidente do Governo Regional dos Açores. Com Cavaco Silva, não haverá jeitos ou ajustes de contas. Com Cavaco teremos o que está escrito na Lei. Daí também se possa explicar todo o ardor que a família César colocou na candidatura de Alegre, como que se as suas vidas daquilo dependessem. Novamente com uma ponta de ironia do destino, Cavaco mais não vai fazer do que cumprir a vontade do legislador, que, no caso, foi o próprio César, que escreveu a dita norma da limitação de mandatos, dizendo, desde logo, que não se poderia recandidatar.
Os resultados de Domingo foram negros para o Cesarismo de convertidos, não o terão sido tanto assim para os socialistas dos Açores.
A Mente Livre tem razão
23 janeiro 2011
Efeito de boomerang
21 janeiro 2011
Uma vez que não há limites,
20 janeiro 2011
Porque vou votar
Primeiro, mesmo resultando a minha preferência pela Monarquia, em parte, da incapacidade de bom exercício do cargo que os sucessivos presidentes demonstraram, revelando-se inabilmente mais interessados em si próprios e na sua família política do que no bem-estar do País, não deixa de ser relevante e, porventura, essencial que eu, cidadão português, prefira, in casu, preocupar-me com o País em vez de fazer um auto de fé sobre o regime.
Em segundo lugar, olhando o actual estado global da Pátria, que é de cada um de nós, na qual nos inserimos e que nos afecta, mesmo quando passivos, não poderia ficar indiferente, atilhado pelo meu credo, vivendo, em plena crise política, social, económica e ético-moral, de uma forma amorfa e acéfala e deixar que a esperança na alteração deste estado de coisas a que o socialismo nos conduziu, e que já classifiquei de twilight zone, pudesse continuar ou ser agravado com a ascensão ao mais alto cargo da Nação de um qualquer dandy, por mais letrado e democrata que invoque ser. Por isso, irei votar no dia 23 de Janeiro.
Contrariamente a muito boa gente, não fiquei surpreendido com a campanha eleitoral, se é que se pode assim chamar ao tempo dedicado à iliteracia sobre a função presidencial continuamente demonstrada pela maioria dos candidatos. É esta falta de conhecimentos básicos sobre as regras constitucionais que regem a Presidência da República, aliada à incapacidade de perceber, face às mesmas, qual o papel reservado à função e consequente actuação no respectivo exercício que, rápida e certeiramente, nos fazem afastar de candidatos instrumentais, cuja única justificação para existirem nada tem a ver com o cargo a exercer.
José Coelho é um daqueles patuscos cidadãos que animam qualquer festa e que também tinham uma função na corte do rei Artur, mas que fica bem como exemplo de abertura democrática a todos os cidadãos. Nada mais.
Francisco Lopes aparece em nome do Partido, para pregar a crença proletária do Partido, marcar o ponto do Partido, para no fim o Partido merecer a subvenção pelo mérito da cassete já roufenha a tocar para a brigada do reumático estaliniano. Missão cumprida.
Defensor de Moura se alguma vez pensou, na sua extrema vaidade, que seria o outsider socialista, depressa demonstrou que apenas existia para fazer o trabalho sujo que outrem não poderia fazer. É o exemplo pérfido dos candidatos.
Fernando Nobre encarna a ingenuidade política. Embarcou, ou fizeram-no embarcar, nesta aventura como se fosse uma lufada de ar fresco, por não ter passado político e ter presidido à AMI, apresentando-se como um novo paradigma. Parecendo querer mudar o mundo, apenas revelou a inocente ignorância da função. Dizem-no instrumento do clã Soares na guerra inter frates o que, provavelmente, não mereceria.
Manuel Alegre é o expoente do radicalismo vindo da I República. Vive e respira aquele tempo ditatorial, encapotado de democracia, até à sofreguidão da permanente contradição. Candidato do Bloco de Esquerda, o que, por si só, diz tudo, foi aproveitado pelo Partido Socialista para ser definitivamente exorcizado das suas entranhas. Usou e abusou de leviandades sem nexo, mostrou ser factor de instabilidade, apropriou-se da Democracia, não se demarcou das torpes insinuações e acusações que os seus apoiantes ou Defensor de Moura permanentemente tentavam inculcar nos eleitores contra Cavaco Silva. Tristemente, dividindo os portugueses, apresentou-se como o presidente do povo de Esquerda. Guilhotinou-se. Sai pela porta dos fundos, directamente para as pantufas e lareira de sua casa.
Cavaco Silva é o único dos candidatos que sabe como funciona o planeta Terra e a União Europeia, em particular. Foi o único candidato que se apresentou ao eleitorado com a perfeita noção do que é ser Presidente da República. E não foi por exercer o cargo. De todos os presidentes da República, foi aquele que melhor o exerceu. Patriota, percebeu e conseguiu mostrar que, em Democracia, é possível o respeito e a colaboração institucional entre órgãos políticos, sem o escrutínio permanente da lança. Mesmo que não se concorde com todas as suas acções, e eu não concordei, é, no presente, o fiel da balança. Tem noção precisa do sentido de Estado. Traz a credibilidade e respeitabilidade de que o País precisa nos momentos atribulados. É confiável. Dele não se espera qualquer traição ao juramento que prestará na tomada de posse. Acima de tudo, é a pessoa mais lúcida do actual espectro político, sendo ele quem poderá transmitir a necessária calma, externa e internamente, quando as circunstâncias políticas, sociais e económicas se agravarem ainda mais.
Por tudo isto, vou votar e vou votar Cavaco Silva.
17 janeiro 2011
A função pública já sabe quanto vai perder
10 janeiro 2011
Já que o cheque não aparece,
09 janeiro 2011
O cheque já apareceu?
07 janeiro 2011
Alegres coerências
«Mais tarde mandaram-me um cheque e eu devolvi o cheque»
À TARDE
«Eles fizeram um depósito na minha conta e eu fiz um cheque meu, com o montante que tinha sido depositado, e esse cheque foi entregue pela minha secretária na sede da BBDO [agência publicitária que fez a campanha]»
BPP DIZ QUE ALEGRE CONHECIA CAMPANHA PUBLICITÁRIA
“Ele nunca devolveu o cheque. Que isto fique bem claro. Quem disser o contrário está a mentir. Foi-lhe enviada uma declaração de rendimentos e existe o recibo verde.”
É o que dá versejar à desgarrada quando a banda é dirigida pelo Pegrador Laico.
03 janeiro 2011
Perspectivando '11
Por outro lado, os rendimentos irão se manter e, nalguns casos, descer. Ou seja, e como já se antecipava, cada vez menos dinheiro ficará nos bolsos das pessoas e das empresas. No que diz respeito às pessoas, isto significa uma redução na qualidade de vida, com necessidade de se ter que apertar o cinto e cortar no mais que se puder. Como consequência teremos um ainda maior abrandamento da economia, afectando fatalmente muitas empresas. Aliás, e a este propósito, basta dizer que em 2010 no continente foram à falência 11 empresas por dia! Inacreditável! E tudo isto leva ao agravamento daquele que é sem qualquer dúvida o maior problema que se nos coloca actualmente: o desemprego.
Em 2005, José Sócrates prometia a criação de 150 mil empregos, caso se tornasse primeiro ministro. Porém, a verdade dos números diz-nos que o desemprego em Portugal aumentou em 15% desde que José Sócrates chegou ao poder. Por cá, a situação é em tudo semelhante, os números do desemprego nos Açores são sempre um mistério, pois são constantemente mascarados através dos programas, criados pelo governo, de qualificação profissional e afins. No entanto, a realidade é clara: o desemprego nos Açores começa a ser uma verdadeira tragédia, que afecta cada vez mais famílias e para a qual, o Governo regional não tem sabido dar respostas.
E isto traz-nos à conclusão que o socialismo falhou redondamente na governação de Portugal e dos Açores. Agarrados ao poder, os socialistas usam e abusam dos dinheiros públicos para manterem a hegemonia. A sua filosofia é simples e está há muito diagnosticada: por dinheiro em cima. Mas isso é feito com alguma subtileza. É o aparelho público para o clientelismo e é o RSI para os restantes. Basta ver que cerca de 50% do Orçamento da Região para 2011 é para despesas de funcionamento. E isso até nem seria fatal, não fosse o facto desse dinheiro ser emprestado. Porque, se esse dinheiro fosse apenas nosso, o dinheiro público dos Açorianos, era um problema nosso, que acabaria por ser resolvido cá, entre nós. Mas como se sabe, nós não produzimos para o nível de vida que este governo tem, pelo que andamos sempre à caça das transferências externas. Uma triste realidade, sem dúvida. Portanto, o mais que a governação socialista faz é adiar os problemas. Em Portugal, muito se fala da entrada do FMI. E porquê? Porque se praticou a mesma política do adiar. O FMI vem-nos dizer que acabaram-se os adiamentos. É uma questão de olhar seriamente para a História recente e ver que, inevitavelmente, o que se passa no continente, chegará aos Açores.
E agora, com o fututo político do país com muitas certezas, o que já se vê e que, concerteza, se irá ver ainda mais nos próximos tempos, é o aproveitar o que resta. Não haja dúvidas, os fins são sempre tristes e penosos, seja em que circunstância for.
Alegres coerências para 2011
02 janeiro 2011
30 dezembro 2010
A Doutrina Social da Igreja e a Esquerda
A solução socialista
3. Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.
O comunismo, princípio de empobrecimento
7. Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas consequências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta a todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como consequência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria. Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer por todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.
29 dezembro 2010
Alegres divagações
Si non è vero, è bene trovato.
28 dezembro 2010
2010
- Carlos César, no Congresso do PS, falou, por alto, nas tarifas abaixo dos 100 euros, para as ligações entre o continente e os Açores. Era o Congresso e não dava para entrar em grandes pormenores técnicos sobre como isso se iria proceder. Mas, passados uns dias, César foi entrevistado na Antena 1 Açores e disse, claramente, e por duas vezes, que “seria possível as empresas praticarem preços quer promocionais, quer regulares abaixo desse valor (120€). A entrevista de César aqui. Como já se sabe, e como se previa, não há tarifas regulares nenhumas abaixo de 120€. A montanha pariu uma mentira
Feliz 2011!
23 dezembro 2010
As crianças vão ter Natal!
O que dirá agora o jornalista CP 536?
Uma simples leitura do Diário da República desmistifica a frase. As leis estão lá à disposição de todos. Não há nada escondido nem há benesses escondidas ou para além da lei.
22 dezembro 2010
21 dezembro 2010
Eu, Açoriano, Estou Todo Endividado.
O caso mais gritante será o da Saúde, onde, segundo o parecer do tribunal, as contas dos Hospitais foram totalmente saneadas em 2007, mas que passados apenas dois anos encontram-se em falência técnica. Estamos a falar de resultados líquidos que rondam os 200 milhões de euros negativos e de empréstimos que aumentaram 8 vezes em apenas um ano.
Depois há o Sector Publico Empresarial dos Açores, que são as empresas de capitais públicos controladas total ou parcialmente pelo Governo regional. Essas empresas, no seu total, aumentaram a dívida num ano apenas em 20%, chegando no final de 2009 ao valor de 820 milhões de euros. Ou seja, é perfeitamente aceitável pensar que a dívida do sector público empresarial dos Açores tenha aumentando mais cerca de 20% neste ano de 2010, podendo ser cerca de mil milhões neste momento.
Além da dívida da Saúde e do Sector Público Empresarial dos Açores, há que aumentar ainda os valores da dívida directa, bem como as responsabilidades decorrentes das parcerias público-privadas estabelecidas pelo governo regional. Ou seja, é fazer as contas e ver o tamanho da dívida.
E o que tem o PS para mostrar que justifique esta enorme dívida? Tem muito trabalho feito ao longo dos anos, não haja dúvida, principalmente ao nível de infra-estruturas, estradas, imóveis públicos, etc. Mas a ideia que fica é que ao longo destes 14 anos de governação, o Governo de Carlos César não soube evoluir com o tempo. O desenvolvimento de uma sociedade faz-se harmonicamente e por passos. Os Açores estiveram abandonados à sua sorte até 1975, altura em que conquistamos a nossa Autonomia. Depois, os Governos do Dr. Mota Amaral sanearam os principais problemas que impediam o desenvolvimento da Região, dotando-nos do essencial para evoluirmos. Em 1996 entrou para o poder Carlos César que beneficiou dos enormes apoios concedidos pela União Europeia e pelos governos de Guterres e conseguiu dar seguimento ao apetrechamento das nossas ilhas. Agora, em 2010 era altura de estarmos já numa fase em que o poder devia apostar no desenvolvimento económico, apostando em novas áreas, como ensino de excelência, as novas tecnologias, etc., ao mesmo tempo que agora já deveríamos ter capacidade para dar um apoio mais condigno aos nossos idosos, que muitas vezes vivem na total pobreza e aos jovens que ou estão no desemprego ou estão empregados precariamente.
Ora, foi algures no passado recente que o governo de Carlos César não soube romper com o modelo de desenvolvimento que tinha e foi-se deixando afundar num sem-número de relações de dependência com o intuito de se eternizar no poder. E é exactamente por estas razões que o caminho para este modelo socialista não pode ser outro a não ser o do endividamento. Porque para se manter no poder, o Governo socialista precisa de manter e aumentar a máquina governativa, porque precisa de manter muitas famílias sob o jugo do Rendimento Social de Inserção, porque precisa de manter asfixiado o sector privado. Este Governo sente necessidade de ser omnipresente, sob pena de perder o poder. E essa omnipresença tem um preço muito alto, que se paga endividando, porque não temos nos Açores capacidade de criar riqueza, porque, novamente, o governo não permite e não dá condições. Acaba sempre por ser uma pescadinha de rabo na boca, um ciclo vicioso, que tem que ser, necessariamente, quebrado.
O PS argumenta que o valor da dívida não é tão alto como se diz, mas admite, porque as evidências são claras, que os Açores têm uma enorme dívida e que não conseguimos quebrar o ciclo de a aumentar cada vez mais.
Os Açores precisam urgentemente de novos protagonistas. Novas ideias e um novo conceito de desenvolvimento económico que nos tire definitivamente da cepa torta. Se analisarmos bem temos tudo, temos condições naturais, somos pessoas de garra e que nunca desistem, falta-nos uma governação que pense, acima de tudo, em todos os Açorianos e não apenas em 3700 funcionários públicos.
19 dezembro 2010
Bom Natal, senhor Laurentino!
17 dezembro 2010
€88,50 e o resto é conversa...fiada entre a SATA e o Governo
15 dezembro 2010
César e os seus 3700 funcionários contra todos Açorianos
Vejamos alguns pontos da declaração do Representante da Republica:
2. Antes de mais, quero fazer a precisão de que a minha discordância, expressa neste veto, não se dirige ao Orçamento, qua tale, que esse não discuto, mas apenas à norma do artigo 7º. do diploma que o aprovou e que cria uma … “remuneração compensatória
4. (...) Os órgãos de Governo Regional agiram aqui no desenvolvimento e na efectivação de um compreensível impulso de protecção dos seus funcionários mais carenciados e afectados pelo corte salarial decretado no Orçamento Nacional. Só que isso é uma parte da realidade, que sendo relevante, silencia ou despreza a outra parte da realidade nacional envolvente. Na verdade, afronta injustificadamente as situações paralelas e similares dos funcionários atingidos pelo rigor do orçamento nacional, alguns dos quais a prestar serviço na Região, e bem assim, muitos dos funcionários da Administração Local.
Enquanto a medida discriminatória e profundamente injusta, se não mesmo de incompreensível egoísmo.
5. E não vale argumentar com a penosidade do trabalho nos Açores, pelo isolamento, pela onerosidade que a distância agrava, enfim por aquilo a que vulgar e repetidamente se chamam os preços, os custos e os sacrifícios da insularidade. Tudo isso é exacto, mas aceitável e atendível noutros planos, onde, aliás há muito se vêm praticando efectivamente medidas de compensação, protecção, apoio e incentivo de efeitos mais generalizados e abrangentes.
6. Nem se diga que a remuneração compensatória não custa um cêntimo ao Orçamento Nacional ou ao contribuinte continental. É uma afirmação superficial e de validade apenas formal.
Mas também não pactuamos com a queixa e o lamento de séculos, que, por isso mesmo já entrou no imaginário político açoriano, de que tudo o que de nefasto acontece nos Açores é fruto de um centralismo cego e anacrónico. Não se nega a existência esporádica de motivações centralistas e preconceituosas. O centralismo existe, efectivamente. E curiosamente, e por ironia, alimenta-se de situações como esta.
7. (...) Não é uma mera situação de dificuldade conjuntural e transitória que podia consentir ou justificar tratamentos e soluções diferenciados que a própria dimensão da Autonomia legitimaria.
Não é disso que se trata. Trata-se antes de uma situação de catástrofe nacional, da responsabilidade de muitos – ou de todos – ao longo dos tempos que pode arrastar Portugal para o descrédito, a miséria, a bancarrota. (permita-me o Sr. Representante fazer uma correcção, é que esta situação de miséria está a acontencer devido mesmo só a alguns, aos que estão há 15 anos seguidos no poder, o PS. No continente desde 1995, com um intervalo de 2 anos e aqui nos Açores desde 1996).
Insistir nesta medida será uma irresponsabilidade, um absurdo. É mais que evidente, e temos dizer as coisas com as letras todas, esta medida era para proteger alguns boys que já ganham bem e que trabalham para o Governo. É para isto que queremos fazer uma guerra com o continente?!? Imagine-se cada vez que Bruxelas puxa as orelhas a Portugal sobre maus gastos, se se pensasse logo em centralismos e independências! Se se queria amenizar os efeitos da crise nos Açores, porque não aprovar a proposta do PSD de redução do IRS que abrangia todos por igual? Eu respondo. Porque não. Porque o PS faz política pequena. É do contra, porque sim. Pronto.
Para mais, este PS defensor da Autonomia não pega. Foi este mesmo PS que abandonou a sala da Assembleia na altura da votação dos símbolos heráldicos da Região! Porque na altura era o que mais lhes convinha. Agora convém fazer isto. É tudo conveniências. O objectivo é só ajudarem-se a si próprios. Porque o PS-Açores aprovou o Orçamento de Estado para 2011, mas é o primeiro a não cumprir.
Carlos César está cada vez mais sózinho. É um agonizante definhar, em que parece que já percebeu que vai cair, mas que vai levar consigo os Açorianos. Neste caso, claramente, tentou fazer o que sempre fez, dar um extra aos seus, mas a situação virou-se contra ele. Este tipo de problema já foi diagnosticado há muito tempo por Platão n'A Republica: "o tirano precisa de identificar - ou de fabricar - um inimigo comum ao seu povo, para se manter no poder, ou reforçá-lo."
Frase para o dia
13 dezembro 2010
Carlos César não é Pai Natal para estas crianças
11 dezembro 2010
Carlos César tem razão
10 dezembro 2010
Playlist 10122010
09 dezembro 2010
Opinião de um votante em Carlos César
Não posso deixar de achar fantástica a cruzada do senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, para proteger os seus conterrâneos Açorianos do flagelo das medidas de “saque” do Governo da República.
1- Criar uma Unidade Oncológica e outras em diferentes áreas de saúde; avençar médicos especialistas, para evitar o duplo sofrimento dos açorianos que têm que ser “repatriados” para o Continente, por falta de meios médicos nos Açores.
2- Comparticipar os produtos lácteos – de que afinal os Açores são produtores – de modo a que na Região, esses bens alimentares aí produzidos não sejam, pasme-se, mais caros do que no Continente. (Vivi 11 anos nos Açores e nunca comi queijo ou leite açoriano, tão baratos como no Continente.)
3- Subsidiar os transportes de mercadorias, para que o custo de vida nos Açores não seja tão elevado, e os açorianos usufruam do direito de pagar o mesmo preço, nas Ilhas, por um artigo semelhante adquirido no Continente.
4- Investir na área da educação em cursos profissionais, que sejam realmente uma resposta credível profissionalmente, e em cursos universitários que tenham “futuro”, para que os alunos não se vejam obrigados a pôr a casa às costas e a debandar para o Continente.
5- Contribuir para a liberalização das rotas aéreas, para que viajar de e para os Açores não esteja sujeito a um preço absurdo, que ultrapassa vertiginosamente muitos dos valores pagos nos diferentes percursos efectuados na Europa.
Estas são apenas algumas, de muitas outras pequenas medidas que deviam e pelos vistos, dado que há “fundos”, podiam ser implementadas.
Carlos Santos Oliveira
08 dezembro 2010
Ab alio spectes alteri quod feceris
«Carlos César usa um truque de que Alberto João Jardim costuma abusar: uma crítica, uma frase desfavorável ou, até, uma admoestação de uma autoridade da República - ou mesmo um reparo de qualquer outra entidade... -, dirigida ao presidente do Governo Regional ou à sua governação, transforma-se, num ápice, num ataque "ao povo da Região Autónoma". O líder confunde-se, assim, com o povo, que lhe serve de escudo humano contra as observações do "cubano" (nas palavras de Jardim), do poder central ou do cidadão continental. É uma mentalidade muito mais colonialista, no complexo de inferioridade que demonstra, do que aquela que esta atitude dos líderes regionais pretende denunciar. E é, sobretudo, a aplicação de um ensinamento de Platão na sua A República: o "tirano" (neste caso, o líder) precisa de identificar - ou de "fabricar" - um inimigo, comum ao seu povo, para se manter no poder, ou reforçá-lo.»
E o PS o que diz?
«Vital Moreira considera a decisão "politicamente inaceitável" e rotula-a de "infeliz episódio"; Renato Sampaio sustenta que "devia haver um pouco de pudor"; Vítor Ramalho diz que a posição "não tem justificação"; Ana Paula Vitorino classifica a excepção de "pouco razoável"; Vera Jardim admite que não "simpatiza nada" com estas medidas; Strech Ribeiro sente-se incomodado; e Miranda Calha acrescenta que "não [lhe] parece bem" a decisão do executivo regional socialista.»
Futebol à portuguesa
18:00, quarta-feira, 8 dezembro de 2010, Autor: JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA
" O jogo FC Porto-Vitória de Setúbal teve três grandes protagonistas: o treinador do Vitória, Manuel Fernandes, o treinador do Porto, André Villas-Boas, e o árbitro Elmano Santos.
Manuel Fernandes admitiu deixar o futebol e não é caso para menos: jogar no campo de um adversário muito mais poderoso e, depois de equilibrar o jogo, ser derrotado pelo árbitro, é muito triste.
Villas-Boas estava castigado e assistiu ao jogo na bancada. Mas passou todo o tempo a falar pelo walkie-talkie com o adjunto sentado no banco. Para que servem então os castigos aos treinadores? Para assistirmos a estas farsas?
Finalmente Elmano Santos. Com todo o respeito, creio que não estava na posse de todas as suas faculdades. Para lá de outros erros ridículos, marcou um penálti contra o Vitória por uma falta que ele próprio não viu e anulou um golo ao Vitória por razões que só ele conhece.
Se não tivesse marcado o penálti que deu a vitória ao FC Porto ninguém se queixava: nem a suposta “vítima” da falta. E se tivesse validado o golo que dava o empate ao Vitória também ninguém se queixava: todos os jogadores, guarda-redes incluído, se fizeram ao lance, ninguém dando por que ele não tinha apitado.
Aqui, julgo que se passou o seguinte: primeiro, ele precipitou-se e marcou o penálti; depois arrependeu-se de o ter feito; finalmente, quando viu a bola lá dentro, assustou-se e mandou-o repetir.
Pela sua cabeça passou um filme a 100 à hora. E respirou fundo quando, na repetição, viu a bola sair por cima.
Enfim, foi um jogo para esquecer. Mas por que razão, nestes jogos, o FC Porto será quase sempre o beneficiado? "
Nota: Bold meu
07 dezembro 2010
Custa tanto lidar com a Verdade

Não sei que contas se fazem no governo, mas o que se deve querer dizer com isso é que o complemento não é retirado das transferências do Estado, que representam 26% do Orçamento da Região. Como se fosse possível fazer uma abordagem tão redutora!
Mas então se não custa um cêntimo ao Estado português, nem aos cidadãos do continente, custa a quem? Aos açorianos, talvez? Então, significa que todos açorianos estão a contribuir para o complemento remuneratório regional. Mesmo aqueles que têm também um ordenado entre 1300 e 2000 euros e que trabalham em qualquer lugar, menos na administração regional.
Como o Marcelo disse, esta medida divide acima de tudo os próprios Açorianos.
06 dezembro 2010
O contribuinte tem o direito de saber
05 dezembro 2010
"Até tu, Brutus", a Ironia de César
Vincenzo Camuccini - Morte de Césare
