27 agosto 2011
26 agosto 2011
A equipa do Vitor Pereira não ganhou porque..
b) O árbitro cumpriu as leis do futebol
c) O árbitro cumpriu as leis do futebol
d) O árbitro cumpriu as leis do futebol
e) O árbitro cumpriu as leis do futebol
f) Não joga peva, quando o árbitro cumpre as leis do futebol
g) Outra razão, tipo não joga peva, quando o árbitro cumpre as leis do futebol
h) Os Blur publicaram o primeiro álbum há 20 anos
23 agosto 2011
Futebol, à míngua de assunto
Disseram-me que um tal Idalécio Martins, árbitro dos regionais, apitou um jogo da I Liga com competência e sem medo, ou seja, sem ciscos nos olhos ou na mente que lhe perturbassem a visão ou o discernimento.
Disseram-me que, eventualmente, o tal árbitro foi bafejado pela sorte, por aquele jogo ter sido morno, a dar para o fraco, mas tendo, por outro lado, o ambiente rodeante a escaldar até ao tutano, na marcação cerrada que se faz à sucessão do cargo de nomeador.
Disseram-me também que o teste não foi de fogo real, pois, para tal, exigia-se que, ao menos, um dos intervenientes fosse um outro clube..., mas que tinha sido melhor que nada.
Disseram-me que este súbito e anónimo Idalécio só tem importância por ter posto sob suspeição os critérios que sustentam a misteriosa ascensão de alguns apitadores até ao topo da carreira.
Disseram-me que ser familiar ou protegido de A ou B, ser adepto de C, ser adepto de D mas prejudicá-lo sempre em favor de C, ser visita assídua de E ou F, agradar a E, F ou G, ser sensível às "ofertas irrecusáveis" de A, B, C, E, F ou G, ter capacidade adrede para contradizer as suas próprias interpretações das regras do jogo, são qualidades muito apreciadas para uma rápida subida até ao topo.
Disseram-me que, em simultâneo, se pede alguma inteligência, sobretudo para agir agradavelmente, parecendo não o fazer.
Disseram-me que, pelo meio, face à evidência da real qualidade, e em nome da transparência, se promovem uns quantos competentes, para não parecer aquilo que parece que é.
Disseram-me que, mesmo assim, a arbitragem portuguesa é a melhor do mundo, excepto quando o acaso lhes engrena um qualquer Idalécio sem ambição e sem futuro. Como eles.
Ofereci os cafés, despedi-me e corri para o computador. E escrevi, antes que esquecesse.
16 agosto 2011
O futuro da RTP-Açores - Uma contribuição para o debate que se exige
Os Açorianos sentem e reconhecem a RTP-Açores como parte da sua própria identidade. Reconhecemo-la como símbolo da Autonomia, mas, verdade seja dita, são cada vez menos os açorianos que vêem realmente a RTP-Açores. O José afirmou, no post imediatamente antes, que é o 3º canal mais visto nos Açores. Permite-me, José, mas desconfio muito dessa classificação. O senso comum diz-me que é uma escassa minoria que vê RTP-Açores actualmente. E esses vêem as notícias. Na verdade, faz todo o sentido que assim seja, porque, efectivamente, toda a programação da RTP-Açores, à parte da informação, é amplamente ultrapassada em termos de qualidade pelo resto da oferta televisiva proposta aos Açorianos, no tal contexto de concorrência de que o José falou. É na informação que reside actualmente a grande mais-valia da RTP-Açores, porque é um serviço único e essencial para os Açorianos. Para os que cá vivem e para os que estão emigrados.
Temos, então, que fazer alterações na RTP-Açores. Quem paga assim o exige, no contexto do que os próprios estão a fazer. Que tipo de alterações, ao nível de gestão financeira? É praticamente impossível opinar sobre o assunto, pois a informação relativa aos exercícios financeiros da centro regional, está reduzida a umas breves referências no Relatório e Contas da casa-mãe.
Colocam-se-nos, pois, duas hipóteses para lidar com o Estado: ou seguimos o modelo do cruzar os braços, bater com o pé e dizer “não queremos, não queremos e não queremos, aliás, queremos mais meios e melhores condições”, ou podemos admitir que é preciso mudar e participar construtiva e activamente no respectivo processo.
O Estado central, o tal que paga a RTP-Açores, certamente descartará qualquer diálogo com a primeira atitude. Nesse caso, e porque as mudanças e os cortes vão mesmo avançar, o Estado analisará números e friamente chegará à solução da janela, com todos os problemas que isso representará para todos, à cabeça os trabalhadores.
Portanto, temos que ter aqui uma atitude sensata e fazer uma auto-avaliação sincera para podermos defender os princípios da nossa televisão e rádio dos quais não vamos abdicar. Para isso, há que saber reconhecer e separar o que é bom daquilo que não é bom e identificar os vícios instalados e corrigi-los a tempo, sob pena de "pagarem os justos pelos pecadores."Temos que saber nos concentrar no essencial da televisão e rádio dos Açores e saber abrir mão do acessório. E não podemos descartar custos para o Orçamento da região. É que não deixa de ser irónico estarmos a defender a RTP-Açores como símbolo da Autonomia, ao mesmo tempo que exigimos que seja o Estado central a pagar.
Enfim, parece-me claro que as actuais longas horas de emissão da RTP-Açores, com séries e documentários repetidos dos outros canais, vão ter que acabar, para darem lugar a uma concentração de esforços na informação, tanto ao nível dos serviços noticiosos diários, (Telejornal) como ao nível de grandes reportagens (inexistente actualmente), programas de debate de interesse regional (Estado da Região, ou Estação de Serviço, por ex.) Não significa isto, no entanto, que deixe de existir espaço para outros programas de cariz mais lúdico (ou não). Também me parece que a tripolaridade que se tentou implementar é insustentável; não fazia sentido querer-se ter meios técnicos iguais na Horta, Angra e Ponta Delgada para se produzir um serviço noticioso diário em cada uma dessas cidades. Mas a questão da tripolaridade, na generalidade, é algo que, mais tarde ou mais cedo, os Açorianos vão ter que enfrentar e compreender que, nalguns casos, como este da RTP-Açores o comprovou, apenas atrasa o nosso desenvolvimento sustentado enquanto arquipélago com nove ilhas.
Por todas as razões que conhecemos, o país, a região e todas as entidades que vivem com apoios estatais, terão que cortar na despesa. Existem muitas inequidades que devem ser corrigidas. A RTP-Açores é apenas mais um caso. O próprio actual Director da RTP-Açores assumiu, em 2008, que "havia uma gestão pouco rigorosa (...) uma gestão de mãos largas" antes de si. Nós já sabíamos que ia ser assim: os que virão depois é que vão pagar a factura. Já está a começar.
10 agosto 2011
RTP/Açores: o futuro 36 anos depois
Características idiossincráticas humanas aparte, a RTP/A e a SATA, ou, noutro aspecto, a Universidade, são símbolos da autonomia açoriana, porque, duma forma ou doutra, personificam o elo de ligação mais imediato entre as ilhas e as suas gentes. No mínimo por isto, tudo o que envolva cada uma delas tem de ser gerido com parcimónia, de preferência, com o cuidado da univocidade. Sobretudo, política.
A RTP/A que conheci há 20 anos, nada tem a ver com a realidade actual. É normal que assim seja. O País mudou e com ele a televisão. Há 20 anos, apenas existia a RTP; hoje, além da SIC e TVI, temos igualmente os canais que nos chegam via satélite ou por cabo. Temos aquilo que é desejável para o consumidor: concorrência. Esqueçamos, pois, quaisquer laivos de verossimilhança com o passado.
Tal facto, em circunstâncias normais, deveria ser motivo de incentivo para que os agentes políticos pugnassem por um entendimento sobre o que é essencial para que a RTP/A não desapareça. E é de sobrevivência que se trata, por muito que alguns deles, na ligeireza de pensamento de quem pensa apenas a curto prazo, tentem contornar a questão ou nem sequer consigam percebê-la.
Incontornável é que, no tempo do monopólio, a RTP/A pouco necessitava de mostrar. Sem concorrência, nem sequer a do grupo a que pertence, existia sem o cuidado de ter (precisar de) profissionais qualificados em qualquer posição da pirâmide. Quem cá vivia não conhecia outros e, consequentemente, o grau de exigência não existia ou, a existir, era-o para uma minoria tão ínfima que pouco incomodava o statu quo.
Por tal, é óbvio que nunca houve necessidade objectiva de ser apresentado um qualquer projecto estruturante que contribuísse para a definição do que deveria ser uma televisão de cariz regional. Por desnecessidade, políticos, trabalhadores e população conviviam bem com o amadorismo de alguns, a subserviência de outros, a inocuidade da maioria e a benfazeja qualidade de uma minoria. A ingenuidade apenas desejava que o pequeno ecrã funcionasse, enquanto que os outros queriam que funcionasse como eles queriam.
Hoje, a RTP/A apresenta-se-nos de forma diferente. Inserida num contexto de apertada concorrência, não se basta com a mera declaração de existência. Assim ninguém a quererá. Assim não terá razão de existência.
A Lei 27/2007, de forma genérica, trouxe um estrangulamento ao exercício do serviço público de televisão e contrangimentos de ordem organizacional e financeiros, que só prejudicaram a estrutura regional de televisão, minando qualquer intenção de modernização e autonomização da RTP/A.
Não fosse somente tal, também a inacção, inabilidade, incongruência ou assentimento (mesmo que tácito) políticos, Governo Regional à cabeça, permitiram que o processo de desenvolvimento de um canal de cariz regional, com um quadro de pessoal capaz e profissional, com equipamentos técnicos modernos e adequados, com instalações dignas e, sobretudo, com autonomia administrativa e financeira, fosse quase estrangulado pelos poderes centrais e boicotado por “interesses internos” comodamente instalados.
Apesar de tudo, louve-se a tenacidade quase inglória da actual equipa directiva, coadjuvada por alguns bons profissionais, que conseguiu arrancar com o portal Multimédia Açores, trazer novos equipamentos técnicos, como modernas câmaras para a informação, um novo estúdio ou começar com a Antena 3, em simultâneo com acções de formação para o pessoal. Para além disso, a RTP/A ascendeu ao 3º lugar como canal mais visto nos Açores, atrás da SIC e TVI, sendo que, por exemplo, em 2006, ocupava o 5º lugar. São dados para reflectir; são dados para nos incutir esperança quanto à viabilidade do canal regional.
Está, pois, na altura de abandonar quaisquer interesses particulares ou de mera táctica política, convergindo opiniões e acções que protejam o interesse regional. Expoente máximo da comunicação social regional, a RTP/Açores é de todos nós.
Consequentemente, parece congruente que se pugne por uma reformulação do conceito de serviço público, que se proceda a uma reorganização orgânica, afirmando-se o mérito como condição primordial do exercício da função laboral, que se criem condições para o aumento progressivo dos conteúdos, que se criem condições para que o Serviço Público Regional (rádio e televisão), além de se cimentar na Região, seja um meio de promoção dos Açores no exterior e um meio de aproximação às comunidades emigrantes.
Para tudo isto, é fundamental que à direcção regional sejam conferidos meios funcionais e financeiros e que aos profissionais sejam conferidas condições de trabalho dignas, afastando-se o opróbrio politico que lhes tolda as capacidades.
Tal desiderato só se alcançará com a criação do Serviço Público Regional de Multimédia, fundamental para o exercício da Autonomia. Palavra e acção aos políticos.
07 agosto 2011
ouvido num transporte público lisboeta
05 agosto 2011
03 agosto 2011
Sons do Verão '11
É estranho, mas esta banda já anda aí há vários anos e mesmo com este apelativo nome, para nós portugueses, nunca me chegou aos ouvidos. Auto-rotulados como de rock psicadélico, parecem-me, no entanto, mais elaborados e complexos que isso.
Interessante como a língua portuguesa influencia os nomes de algumas bandas. Assim de repente, recordo-me dos Rosa Mota e dos Tristeza.
29 julho 2011
Também são férias
27 julho 2011
A nomeação
21 julho 2011
18 julho 2011
Rally, turismo e cidadania
Significa isto que qualquer cidadão, para o bom exercício daquela, pode e deve questionar a administração da coisa publica, sempre que o entender e no livre exercício dos seus direitos, nas suas variadas acepções, sob pena de inocuidade, quanto aos ditos, e de vacuidade, quanto ao titular.
Ainda que as perguntas sejam eventualmente consideradas um disparate, qualquer cidadão tem o direito de saber como é gerido o erário público, sem que lhe seja apontado o estigma da idiotia.
Sendo certo que o País e a Região atravessam uma crise económica gravíssima, seria desleixo meu não pedir esclarecimento sobre a aplicação dos dinheiros públicos. Essa atitude mais não seria do que a demissão do direito de participação cívica activa. E, por muito incómodo que seja, todos temos o direito de pedir esclarecimentos e, acima de tudo, de ser devidamente esclarecidos.
O SATA Rally Açores não me incomoda. Pelo contrário, sou adepto. No entanto, não posso ser obtuso e omisso. Daí que, no mínimo, e enquanto contribuinte, tenha o direito de perguntar aos patrocinadores públicos quais os montantes totais financiados, qual o retorno esperado para a Região e para a SATA, face ao dispêndio, qual a política de financiamento preconizada para o futuro, atentos os resultados anteriores, assim como, porque recebe dinheiros públicos, tenha o direito de pedir ao clube organizador que preste contas. A isto, chama-se exercício activo da cidadania.
Numa altura em que a Região continua à procura da bússola do Turismo, afinal o fundamento último do elevado financiamento do rally, tenho o direito de perguntar sobre o que nos resta depois da injecção de capital e da (curta) exposição mediática. O turismo estruturado nos Açores não existe. O turismo açoriano vive de medidas avulsas, aleatórias e desfasadas no tempo (como esta última da captação tardia do turista nacional), procurando remediar problemas conjunturais, sem mostrar uma lógica sequencial. Para um leigo, como eu, e fazendo fé no que profissionais do sector disseram publicamente, mais parece que estes actos avulsos apenas contribuem para desbaratar, onerando os cofres regionais, sem qualquer retorno, por indefinição política.
Apesar de andarmos sem rei nem roque, alguns entusiastas ficaram abespinhados por terem sido levantadas estas questões. Preferirão o silêncio, eventualmente com receio de perder o rally. Eu também não o quero perder. Não obstante, quero, também, rigor nas contas públicas e quero, igualmente, clarificação das políticas de turismo e desportivas.
É assim tão incómodo? É assim tão difícil? Para mim, não, e, a julgar pelas palavras do presidente do Governo Regional, para ele também não. Por isso, porque esperamos?
Sinais dos Tempos
César vai reclamar a Passos Coelho que a receita da sobretaxa paga pelos Açorianos reverta para a "emergência social na Região".
1. Para se pedir mais, é necessário abandonar o discurso que tudo está bem nos Açores e reconhecer que há um problema grave nas contas públicas, logo, há o reconhecimento da situação de emergência social na Região.
2. Aos poucos vai-se sabendo o verdadeiro buraco em que o PS meteu os Açores.
16 julho 2011
Alguém viu o rally?
13 julho 2011
SATA Rally Açores. Que Futuro?
Esta semana corre-se na ilha de São Miguel mais uma edição do SATA Rally Açores, trazendo novamente até nós muitos dos melhores pilotos e máquinas da actualidade.
Como adepto incondicional desta modalidade, mas também como cidadão contribuinte, é com um misto de emoções que olho para o SATA. A minha veia de adepto dos rallys, constata que temos uma boa lista de inscritos, com muitos S2000 que garantem espectacularidade e, espero, portanto, competitividade e luta pelos primeiros lugares. No entanto, também do ponto de vista do adepto que há em mim, é com preocupação que vejo o constante decair da modalidade entre nós. Já lá vão os tempos em que tínhamos 60 ou mais concorrentes à partida da maior prova automobilística dos Açores. Sem dúvida que é um desporto extremamente dispendioso, pelo que não deve ser nada fácil montar toda a equipa necessária para se fazer o SATA. Acredito, aliás, que a larguíssima maioria das equipas açorianas perde muito dinheiro só para estar à partida.
Por outro lado, é também com muita preocupação que constato a total ausência de competitividade na modalidade nos Açores. Com efeito, e sem querer retirar qualquer mérito a ninguém, a verdade é que temos neste momento, nos Açores, o primeiro e os restantes. Eu, por exemplo, já raramente vou ver rallyes do regional, porque têm sempre um vencedor antecipado. Penso que era altura de se tomar alguma atitude para remediar esta situação, senão corre-se o real risco da modalidade simplesmente desaparecer entre nós. Como contribuinte, posso dizer que discordo do apoio de 85 mil euros que é concedido ao campeão regional de rallyes, com o intuito deste representar a região no nacional. Seria talvez mais justo repartir esse valor por mais equipas. Porque, o fundamental mesmo , neste momento, é reduzir o cada vez maior fosso entre o primeiro e os outros.
Sem qualquer tipo de saudosismo bacoco, diria que aqui há dez ou vinte anos atrás os rallys nos Açores eram verdadeiramente espectaculares. Além do facto que havia sempre, pelo menos, uma mão cheia de candidatos à vitória final, tínhamos também troços que se tornaram míticos. Todos nos lembramos da adrenalina ao ouvir os motores a descerem as Sete Cidades até chegarem até nós. Ou do fantástico troço do Faial da Terra. E mesmo o troço de Remédios, que apesar de ainda fazer parte do itinerário, já não é o que era. E, de facto, esta questão do desaparecimento dos nossos famosos troços de terra é algo que se deve pensar muito seriamente. Queremos, ou não, ter um bom e único rally em terra? Se sim, temos que proteger os nossos troços. Se não queremos, alcatroamos as estradas. Neste momento temos um “nim”. Ou seja, sim queremos um rally, mas não, não queremos manter os troços. É uma incoerência que não durará muito mais tempo. Mais tarde ou mais cedo, ou ficamos sem rally, ou passamos a proteger os troços.
Agora entra o lado frio de contribuinte. Coloco-me na pele dum cidadão açoriano que não tem qualquer interesse nesta modalidade. Será viável, neste momento de enorme crise em que vivemos, manter uma estrutura desta natureza? Sabemos que nós, contribuintes, através do governo regional, vamos entrar com um milhão de euros. Além disso há que contabilizar todo o apoio logístico que é dado pelo governo. E acima de tudo, o principal patrocinador da prova é a empresa de serviço público: SATA. Actualmente, a SATA está a praticar os preços mais caros que tenho memória para fora dos Açores. Regra geral, paga-se cerca de 320 euros para ir de Ponta Delgada a Lisboa e voltar. E vamos financiar uma corrida de carros durante 3 dias? Que retorno tem o SATA rally para a economia dos Açores? É esta a questão que queremos ver respondida.
O SATA rally é sintomático do problema estrutural que se vive nos Açores e em Portugal. Fomos habituados a ter um nível de vida que não corresponde à riqueza que produzimos. Daí que tenhamos que recorrer sempre ao empréstimo externo. Se demonstrarem cabalmente que, feitas as contas, o SATA dá lucro à região, sou o primeiro a apostar na sua manutenção. Mas, infelizmente, parece que neste momento o SATA é apenas mais uma megalomania de quem nos governa. E o buraco vai ficando cada vez mais fundo.
11 julho 2011
Dividocracia
O documentário "Dividocracia", transmitido ontem na SIC Notícias, sugere que os países sobre-endividados, como é o caso de Portugal ou da Grécia devem simplesmente não pagar. A tese é sustentada pelo conceito de "dívida odiosa", que data de 1927 e é da autoria do russo Alexander Nahum Sack e que se baseia no seguinte: "Quando um regime déspota contrai uma dívida, não para as necessidades ou interesses dum estado, mas em vez disso para reforço pessoal, para suprimir a inssureição popular, etc, esta dívida é odiosa para o povo e todo o estado. Esta dívida não obriga a nação... Os emprestadores cometeram um acto hostil contra o povo, e não podem esperar que a nação que se libertou de um regime déspota assuma tais dívidas odiosas, que são dívidas pessoais do antigo governante."
O documentário refere casos de outros países que usaram esse conceito e não pagaram a sua dívida externa: o Iraque, após a ditadura de Saddam Hussein e após sugestão e respectivo trabalho diplomático dos EUA e o Equador, que, como se sabe, tem reservas de petróleo.
Ora, na remota hipótese de nós conseguirmos "limpar" a dívida, não conseguimos, mesmo assim, resolver o problema estrutural do nosso país. O modelo que está implementado em Portugal, de saúde, de educação, etc., custa mais do que a riqueza que se produz. Um déficit constante. Logo, teríamos que recorrer novamente aos "mercados", mas desta vez certamente não nos emprestariam nada.
Fomos "convidados" a deixar de produzir bens de consumo. Caímos no engodo de receber fundos para não produzir. E remetemos a nossa economia para o sector terciário. Os nossos políticos têm que ser responsabilizados por isso.
10 julho 2011
A certeza da incerteza
05 julho 2011
Sinais de Medo
Estranhamente, ou talvez não, logo no dia seguinte o líder do PS-Açores surge na comunicação social, e em particular com especialíssimo relevo na RTP-Açores, a criticar gratuitamente a líder do PSD-Açores. Se há conclusão que se devia ter retirado das últimas eleições nacionais em que Passos Coelho ganhou e Sócrates perdeu, é que as pessoas estão fartas dos ataques pequeninos e gratuitos entre políticos. Já não fazem qualquer sentido, se é que alguma vez fizeram. Mais, acabam por denegrir, não só, a própria actividade política, que deveria ser nobre, mas também eles próprios, nomeadamente aquele que faz o ataque. Aparentemente César não aprendeu a lição com o seu camarada Sócrates e persiste nos mesmos erros. Os mesmos erros tanto a nível de governação, como ao nível do estilo de estar na política: o ataque pessoal ao adversário e o controle da comunicação social. Talvez porque não conhece outra forma de estar na política.
No Conselho Regional do PSD-Açores, Berta Cabral fez um diagnóstico sobre a situação actual nos Açores. Evidentemente criticou o estado de coisas. Mas com base em factos. Na verdade, o desemprego hoje nos Açores é o mais alto de sempre. As passagens aéreas para o continente são as mais caras de sempre. Temos uma dívida pública mais alta de sempre. São críticas válidas e com base em números reais. Para mais, Berta Cabral está a criticar a governação de César porque, de uma forma aberta e clara, é candidata à posição de Presidente do Governo Regional dos Açores. Não são, portanto, criticas gratuitas. São críticas de quem se apresenta como uma alternativa. É assim que funciona a Democracia.
Pelo contrário, César, no meio da indefinição sobre o seu futuro e sobre quem será o candidato do PS à Presidência do Governo em 2012, acaba por ficar sem argumentos. E é assim que recorre ao ataque pessoal, através de considerações que têm pouco de verdadeiras. Afirma o líder do PS Açores que quando Berta Cabral deixou o cargo de Secretária Regional das Finanças em 1996, os Açores estavam sem dinheiro. Em primeiro lugar é preciso dizer que a actual líder do PSD ocupou esse cargo durante um ano apenas. Mas ainda assim, e ao contrário do actual modelo socialista de esconder a verdade das contas públicas, a primeira medida que Berta Cabral tomou enquanto Secretária das Finanças foi a de clarificar e divulgar todas as contas da nossa Autonomia. É típico da actual Presidente da Câmara de Ponta Delgada. Transparência acima de tudo. Ficou-se, assim, a saber que em 1996 os Açores tinham uma dívida que rondava os 500 milhões de euros. Depois, como se sabe, César entrou para o governo em 1996 e num golpe eleitoralista, Guterres, então primeiro ministro, limpou a dívida pública dos Açores. Assim, a governação de César começou com zero de dívida pública. Hoje, estima-se (e estima-se porque o governo insiste em não ser transparente quanto às contras públicas) que a dívida pública dos Açores ascende aos 2 mil milhões de euros. Ou seja, de 1975 a 1996, acumulou-se 500 milhões de euros de dívida. De 1996 até hoje acumulou-se 2 mil milhões. E isto já para não falar do facto de todas as obras estruturais que foram feitas até 1996 e para não falar dos milhares de milhões de euros vindos da União Europeia a partir de meados dos anos 90. Para onde foi todo esse dinheiro nos últimos 16 anos? Será que tem alguma coisa que ver com o facto de se ter passado de 4 para mais de 50 empresas públicas e todos gestores e administradores que acarretam?
Estamos a um ano de termos eleições regionais. Em vez destes ataques gratuitos, devíamos era estar já a debater o preocupante futuro que nos espera. Mas para isso, era preciso o Partido Socialista definir-se e dizer como e com quem vai a jogo. Era essa a atitude digna e de respeito para com os Açorianos. Mas como se vê, o importante para César é denegrir a imagem dos seus adversários e manter o tabu de modo a manter o poder sobre as demasiadas clientelas que vivem do erário público. Longe das suas prioridades está o desenvolvimento dos Açores. As semelhanças com Sócrates são tantas e demais evidentes. De facto, César e Sócrates juntos conseguiram destruir um país e uma região.
30 junho 2011
Linda Martini
27 junho 2011
O Expresso continua Expresso
Não divagando, havia outro semanário, dito de referência (e assim se auto intitula ainda hoje), que qualificávamos como "cata-vento", por se resguardar numa alegada seriedade equidistante que apenas sublinhava a sua função regimental, quase renegando as causas da sua fundação.
Epítetos como "espesso" e "saco de plástico" tornaram-se na sua griffe.
No meu grupo de amigos, era também conhecido como o "haltere", por causa dos intelectuais e respectivos imitadores que carregavam aqueles quilos de papel, até à esplanada. Era peso que ficava bem a quem buscava a bica e status.
Era e representava aquilo que nós não éramos nem queríamos: um no pasa nada.
Parece que agora tem um novo estatuto editorial que, escudado numa qualquer subjectiva excepcionalidade, quer transformar as notícias em não-notícias.
Parece, portanto, que continua a ser um longo bocejo social.
Fiel à não compra, parece que não tenho perdido nada ao longo destes anos.
Longa vida ao Expresso!
24 junho 2011
Viajar em Económica
O problema é que esse processo de gestão de conflito interno por que a esquerda socialista passou, afectou directamente a vida de todos os portugueses. Porque, por um lado os governos do PS tiveram que cumprir os objectivos impostos pela União Europeia e competir no mundo globalizado, mas por outro mantiveram-se fieis aos seus princípios de um Estado controleiro e omnipresente. Esta dualidade contraditória afectou fatalmente a gestão das contas públicas do país, porque o Estadão sem o qual a Esquerda socialista não sabe viver, não é compatível com o modelo de desenvolvimento que se exige na actualidade.
A tomada de posse do governo liderado por Pedro Passos Coelho é pois um primeiro sinal duma mudança necessária. Um governo desde logo emagrecido, com menos ministérios do que antes. Os exemplos têm que vir de cima, e o plano de emagrecimento do Estado tinha que começar mesmo pelo próprio governo. Depois, trata-se dum governo que integra personalidades com provas dadas em organismos como a Comissão Europeia, ou o Banco Central Europeu. Um trunfo importante neste momento em que temos que lidar com a troyka. E há ainda um dado, que apesar de parecer de somenos, poderá vir a revelar-se muito importante: trata-se dum governo jovem, com pessoas novas, despojadas já dos velhinhos complexos do pós 25 de Abril.
Existem actualmente em Portugal 3 formas de olhar a governação: por um lado temos a velhinha esquerda, do PC e do Bloco, que está em total estado de negação com o que se passa no resto do mundo, como se viu, aliás, ao absterem-se em negociar com a troyka. Depois há o modelo do PSD e do CDS que entende e aceita o mundo globalizado em que vivemos. Um modelo que protege os menos afortunados, ao mesmo tempo que beneficia o mérito. E depois há o não modelo do Partido Socialista que tem como objectivo apenas e só o poder. Para tal, cria um governo pesado que se inclui em todas as áreas da sociedade de modo a criar uma falsa e ameaçadora presença. Este não modelo socialista levou Portugal à beira do colapso financeiro e este não modelo socialista está a levar os Açores pelo mesmo caminho.
21 junho 2011
Quando outros valores se alevantam
Para os acocorados, o facto de ser o amantíssimo adepto a dar um czariano chuto nas nádegas do clubismo, ao contrário do mouro, e não adepto, Mourinho, que ficou mais um ano, é irrelevante. Dirão que será um bom negócio e, mais, é previsível que a seguir venham dizer que até já estava previsto, dada a acutilância e perspicácia da parda eminência.
Lembrando José Régio, bastamente declamado quando é preciso entreter a malta, Villas-Boas depositou-lhe um “só sei que não vou por aí”, com a mesma frieza com que serviram a Álvaro de Campos tripas à moda do Porto frias e, como todos sabem, estas não se servem frias, mas foram servidas frias. Siberianamente frias.
20 junho 2011
15 junho 2011
O Benfica ainda é Benfica?
Apesar das dificuldades atrás apontadas, todas elas bastas e racionais, mas que um bom benfiquista tenta sempre superar, a dúvida persiste mais por razões vieiristas. A descendência, que desde pequenina frequenta a Catedral e se habituou a respeitar o Manto Sagrado e que na próxima época irá usufruir do dito lugar, está renitente, por causa do despedimento sumário e anti-benfiquista (sic) do capitão Nuno Gomes, do qual era incondicional fã e que considerava o último esteio de ligação à mística benfiquista.
Alega ela, em resumo, que atitudes como esta são a primeira motivação para os adversários do Benfica e que a mística se transmite pela paixão, pela vivência e pela convivência entre jogadores e adeptos, dos mais velhos para os mais novos, numa corrente infindável, coisas que o senhor Vieira ainda não terá percebido.
Perante a argumentação, quem sou eu para objectar? Mal por mal, ainda haverá mais uns dias para reflectir.
11 junho 2011
Os "cristãos-Molaflex" movimentam-se
Os "cristãos-novos" começaram a movimentar-se, iniciando uma caminhada na fé descoberta recentemente, num atalho de Santiago, por prognose póstuma.
Os "cristãos-velhos", aqueles que costumam aparecer com ar beato nas missas em que está presente o bispo ou nas procissões em que alguém lhes apõe uma opa de destaque, sem vergonha, começaram a pregar aos próprios fiéis a fé que, anteriormente, estava expectante na esquina da memória.
Até aqui, convenientemente, tinham-se esquecido de que a fé só será conhecida se apregoada e que a mesma só se dilatará com sacrifício, batendo humildemente porta a porta, escutando os argumentos contrários e apresentando os próprios.
A partir de agora, reclamarão e centrarão em si, ignobilmente, as conversões que outros, anónima e activamente, abençoaram, sem medo nem calculismo, assentes na convicção da verdade.
A partir de agora, pomposamente, frequentarão assiduamente a igreja e cantarão hinos de alegria, sentados nos bancos mais próximos do altar, quando deveriam recolher à cela do convento, fazendo votos de silêncio e de isolamento.
Quando acreditamos, o rosto, a mão ou a palavra oferecem-se sempre, sobretudo nos tempos incertos e árduos.
Está, pois, a decisão soberana na hierarquia que, como bem sabe, se ficar à espera destes "cristãos", não haverá fé, nem império, nem almas: só "molaflex" ao sabor da incerteza conjuntural.
Esta semana tem sido uma graça. A dignidade do resto será confirmado pelo tempo.
08 junho 2011
Milagre do Messias
Nas reacções aos resultados das eleições de domingo, destaco Berto Messias. Diz que o “PSD ganhou e o PS perdeu” (La Palisse dê licença, porque chegou alguém para lhe tirar o lugar). Mas adiante. Para o líder parlamentar do PS, o “PSD beneficiou claramente do voto punitivo no governo da República, obrigado a tomar medidas necessárias, mas de grande contestação social” Agora, Berto elogia Sócrates: foi “um aliado da Autonomia e dos Açores” e é “inquestionável o seu empenho e determinação em questões centrais para a Região”. E remata Messias dizendo que “fazer extrapolações é passar um atestado de incapacidade aos eleitores”.
Ok, tem direito à sua opinião. Mas vejamos, então se Sócrates foi esse grande amigo da Autonomia e dos Açores, porque razão a diferença entre PS e PSD foi de 10% a nível nacional e de 22% nos Açores? Se o Berto nos dissesse que a governação de Sócrates foi má para os Açores, ficava justificada diferença de resultados. Mas se ele acha que foi boa para os Açores?!? Como justifica essa enorme diferença? Afinal quem está a passar “atestados de incapacidade aos eleitores” açorianos?
07 junho 2011
Legislativas 2011 - Da Derrota de Sócrates à Derrota de César.
Os portugueses foram chamados a escolher o seu novo primeiro ministro e não tiveram dúvidas: deram o cartão vermelho a José Sócrates e ao PS e confiaram o seu futuro a Pedro Passos Coelho e ao PSD. Nos Açores o resultado foi ainda mais expressivo, o que nos leva a acreditar que para os açorianos, há mais razões para não votar no PS e mais razões para votar no PSD. A nível nacional o PSD obteve 38% dos votos, nos Açores obteve 47%. Por outro lado, o PS conseguiu 28% dos votos a nível nacional, mas nos Açores conseguiu apenas 25%.Além do mais, assistiu-se, novamente, a um fortíssimo envolvimento de Carlos César na campanha eleitoral, tal como tinha acontecido nas Presidenciais, quando era o principal apoio de Manuel Alegre. Ou seja, nem mesmo César e toda a sua máquina governativa e as respectivas visitas estatutárias a várias ilhas nos dias que antecederam às eleições, com inaugurações para todos os gostos, serviram para convencer os eleitores. Os Açorianos não têm mais razões de queixa de Sócrates que os continentais, aliás, segundo os próprios socialistas, pelo contrário até. A primeira e mais clara conclusão a retirar dos resultados de domingo é, portanto, que os Açorianos votaram, também, contra César e a favor do PSD-Açores.
A nível nacional estamos a assistir a uma mudança de paradigma. O PSD de Pedro Passos Coelho compreendeu que os portugueses estão fartos da política gastadora, de engano e amiguismo que tem vindo a ser implementada pelo PS nos últimos anos. Deste modo, Passos Coelho decidiu, e bem, avançar para uma campanha de verdade. Partiu do princípio que a democracia portuguesa já está madura o suficiente para se poderem explicar os problemas estruturais do país sem receios de nenhuma espécie e avançar com as soluções, por muito duras que possam parecer. Pelo contrário, o PS de José Sócrates fez exactamente o oposto: pintou sempre um cenário cor-de-rosa do país, nunca reconheceu que tinha errado e que Portugal estava num caminho de crescimento. Só perante as evidências da eminente bancarrota em que o país se encontrava, com a entrada do FMI, é que Sócrates admitiu, relutantemente porém, que existiam problemas graves. Mas já foi tarde. E foi exactamente essa cultura de mentira e de engano que os portugueses souberam reconhecer e penalizar nas eleições do passado dia 5 de Junho.
Nos Açores, o PS de Carlos César seguem na linha que levou Sócrates ao seu fim. Continuamente ouvimos o Presidente e todos membros governo nos dizerem que está tudo bem, que não temos problemas de desemprego, de pobreza, nem de crescimento económico. Mas não é isso que as pessoas sentem nas suas vidas diárias. Pelo contrário, sentimos e sabemos que existem problemas graves na sociedade açoriana. Principalmente ao nível das políticas de trabalho. E receamos que com o aumento do desemprego, aumente a criminalidade. Cabe à oposição, nomeadamente ao PSD demonstrar, sem receios, que a situação nos Açores não é boa, que temos um problema grave de criação de riqueza e cabe ao PSD apresentar uma alternativa credível de governação. E desde logo na certeza que o caminho não será fácil: o tempo do governo regional ser a entidade empregadora da maioria dos Açorianos terá de acabar.
O PS e César, pelo contrário, insistem na sua velha táctica: a única que conhecem e que nos trouxe a esta situação de desgraça financeira: é o governo que dá emprego e que é o centro da economia açoriana. Conseguem, assim, calar algumas vozes incómodas. Deixar a população à fome deve ser uma grande tentação, porque depois fica-se com um enorme ascendente, bastando para tal dar emprego. De resto, o PS de César prefere fazer de conta que não se passa nada. Na verdade, até temos que lhes dar um desconto, porque para eles, efectivamente, esses problemas passam-lhes ao lado. Vivem bem e com remunerações compensatórias. Mas os resultados de domingo passado confirmam a velha expressão: pode-se enganar todas as pessoas durante algum tempo, pode-se enganar algumas pessoas sempre, mas não se pode enganar todas as pessoas sempre.
03 junho 2011
Delenda Socrates!
Este espectro tem um rosto: José Sócrates, o líder do mais incompetente governo de que há memória, filho da decrépita, calamitosa e ditatorial I República.
A 5 de Junho, compete-nos acabar com isto!
A 5 de Junho, compete-nos restaurar o respeito mútuo, enquanto cidadãos.
A 5 de Junho, compete-nos restaurar a credibilidade nacional.
A 5 de Junho, compete-nos restaurar a verdade e as boas práticas ético-sociais e morais.
A 5 de Junho, compete-nos restaurar a confiança externa.
A 5 de Junho, compete-nos mudar a História do País, jamais olvidando o passado.
A 5 de Junho, compete-nos expulsar os vendilhões do templo.
A 5 de Junho, votando, seremos milhões para afastar a senectude governativa.
Se assim for, a 6 de Junho acordaremos com a certeza de termos eleito um novo governo ao qual poderemos pedir contas, no Bem e no Mal, nos próximos 4 anos, sem noite do segredo.
Por um governo forte, por um governo credível, por um governo capaz, pela sobrevivência nacional, se orgulho ainda temos, delenda Sócrates!
02 junho 2011
Um bom número
31 maio 2011
29 maio 2011
28 maio 2011
26 maio 2011
Cortinas de fumo
Hoje, com a mesma desfaçatez, insinuam que, se eles não ganharem, o País desaparece, por via do papão (abrileiro) das privatizações. Todo o País, se eles não ganharem, deixará de viver no Estado Social(ista), como se este existisse tal e qual como eles apregoam que existe. Só se for na twilight zone.
Com o medo da derrota, vale tudo, até o terrorismo verbal, única forma de exploração sentimental de um povo iludido e afastado do Conhecimento da causa das coisas, facto a que não são alheios os proponentes do dogma.
Fazer crer que privatizar significa destruir o Estado Social e, por consequência, o País, é uma ideia simplista, boçal e pacóvia, mas vendável, se a turba a engolir, anilhando-se ao chavão, mas, ainda que mil vezes repetida, uma mentira não deixa de continuar a ser mentira.
Se não fosse a sério, o sofisma, vindo de quem vem, até nos faria sorrir indulgentemente. Mas eles, obreiros da bancarrota, crêem na falácia!
Olhando melhor a falácia, por acaso, destruir este Estado Social(ista) até nem é uma má ideia. Se tudo é privatizável, e lembrando as apropriações que as línguas mais ímpias não esconderam, então, o País terá de volta aquilo que é seu, só que agora esbofeteado pela cruel mão da realidade: já não há anéis; foram empenhados.
Por isso, a 5 de Junho, compete-nos acabar com isto!
Delenda Sócrates!
25 maio 2011
Facilitando são todos "bons"
"O sistema solar é constituído pelo Sol e pelos corpos celestes que orbitam à sua volta. Actualmente, considera-se que os planetas que fazem parte do sistema solar são Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Em 2006, Plutão deixou de ser classificado como um planeta, embora continue a fazer parte do sistema solar.
1. Actualmente, considera-se que o sistema solar é constituído por quantos planetas?"
23 maio 2011
Estado Ocial
Em todo o mundo?! Não! Em Portugal, foi criada uma nova casta de emigrantes que não veio por causa do trabalho. Esta nova espécie migrante não veio trabalhar e ganhar dinheiro. Pelo contrário, são uma evolução das ONGs, dedicando-se ao voluntariado, sem quaisquer subvenções, procurando somente ajudar os mais necessitados do que eles. Altruísmo puro e duro, bondosamente primitivo, diria mesmo.
E a que se dedicam eles, de forma espontânea e sem auferirem quaisquer proventos monetários, aceitando em troca, apenas, umas frugais sandes de couratos e um refrigerante?
Nada menos, nada mais do que, desinteressadamente e apesar dos custos dos transportes e estadia, a apoiar Sócrates porque " é muito boa pessoa, tratou de dar a nacionalidade, tratou de tudo". Exactamente "tratou de tudo". Tudo o quê?
Repete-se, tudo o quê? O que faz mover esta mole humana que, ao contrário do que é normal, não trabalha? O rendimento mínimo?! Hum!...
Mas, acima de tudo, a culpa disto é de quem? Deles? Duvido. Têm fome e acreditam na ilusão da promessa, esquecendo-se ou, mais provavelmente, ignorando quem é o promitente-vendedor.
Com a exploração da miséria, a falta de vergonha resvalou para a inumanidade.
Se tal ainda for possível, descerá até onde?
Compete-nos acabar com isto!
A 5 de Junho, sejamos responsáveis, todos, em conjunto, e cada um, em particular, exercendo o direito de voto, redenção única da hecatombe.
Delenda Sócrates!
21 maio 2011
Em 5 de Junho, sejamos responsáveis!
Emaranhado na sua própria teia, a sua facies fala por si, cada palavra que profere é cicuta que engole espontaneamente. Mas não se apercebe. Por isso, é perigoso.
A racionalidade já não é mote que lhe ocorra no debate ou na explanação dos projectos em que ainda “vai pensar” (extraordinária esta!). Mas não se apercebe. Por isso, é perigoso.
José Sócrates não tem credibilidade para conduzir os destinos do País, sobretudo quando é o responsável directo pela calamitosa situação sócio-económica do mesmo. Mas não se apercebe. Por isso, é perigoso.
José Sócrates é o rosto que nos envergonha perante o resto do planeta. Mas não se apercebe. Por isso, é perigoso.
Compete aos portugueses, a cada um de nós, através da livre e democrática expressão eleitoral, afastá-lo da condução da coisa pública. Para nossa sanidade. Para nossa sobrevivência.
Depois do debate com Passos Coelho, só mesmo por fanatismo de seita, ou por interesses particulares, alguém poderá entender que Sócrates merece continuar a massacrar o País.
Depois do debate com Passos Coelho, qualquer cidadão com memória e consciência, se alguma dúvida tinha, ficou esclarecido de que não é Sócrates que o irá ibertar das grilhetas que o mesmo Sócrates lhe colocou.
Depois do debate com Passos Coelho, e apesar da subserviência branqueadora de uma boa parte do “quarto poder”, todos os cidadãos perceberam que o ciclo político de Sócrates acabou.
É tempo de mudança. É tempo de verdade. É tempo de realidade. É tempo de tudo aquilo que Sócrates não nos pode dar.
Delenda Sócrates!
O ensino regular do governo Sócrates
1. Péricles, autor do discurso apresentado no documento 1, nasceu por volta de 495 A.C. e morreu em 429 a.C., datas que correspondem ao século
(A) IV a.C.
(B) V a.C.
(C) VI a.C.
(D) L a.C.
2. O regime político ateniense é elogiado por Péricles porque representava os interesses de
(A) toda a população.
(B) todos os cidadãos.
(C) todos os homens livres.
(D) todos os estrangeiros.
"Exame" de Geografia:
Portugal, Espanha, Itália e Grécia, tal como se pode observar na Figura 1, localizam-se no
(A) sul do continente europeu.
(B) norte do continente europeu.
(C) leste do continente europeu.
(D) oeste do continente europeu.
Com tanta dificuldade, as criancinhas vão ter um esgotamento!
Imagine-se se houvesse "exames" nas Novas Oportunidades!
20 maio 2011
17 maio 2011
Desemprego nos Açores - A bandeira do PS
Nós já sabíamos. Já andávamos a alertar há muito tempo para o erro sem precedentes que é o Governo regional não querer encarar de frente que temos um problema grave de desenvolvimento na região, que se traduz, principalmente, ao nível do desemprego. Através de variados esquemas e truques, o governo sempre conseguiu nos dar a ideia que a taxa de desemprego nos Açores não era tão alta como no resto do país. Que era uma questão perfeitamente controlada. Na verdade, nós, as pessoas, os cidadãos que andam na rua, suspeitávamos que não era bem assim, pois todos nós vemos que quase todas as famílias nos Açores têm pelo menos um caso de desemprego.
O governo regional preferiu usar a técnica da avestruz: enviou a cabeça na areia e ignorou o problema, na esperança, talvez, que o desemprego se fosse embora. É claro que não vai. Pelo contrário, uma atitude destas de quem tem a responsabilidade, só podia piorar tudo.
Precisamente, esta semana somos confrontados com duas notícias que devem nos merecer uma enorme preocupação e que confirmam todos os nossos piores receios. Desde logo, ontem mesmo foram divulgados dados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional que nos dizem que o desemprego aumentou nos Açores no último ano em 25%. E é necessário, desde já, registar que este número não revela, de modo algum, o verdadeiro problema do desemprego. E estes números não estão os muitos que se encontram em programas de formação profissional, que, para todos efeitos, também não têm emprego. Nem estão os que não estão inscritos. E como sabemos, há muita gente que simplesmente não está inscrita, ou porque estão longe, ou porque a muita burocracia necessária, os faz desistir.
Mas adiante. A situação vai mesmo piorar e muito. No telejornal da passada segunda-feira, um empresário ligado à construção civil garantiu que 900 trabalhadores, ligados à construção das SCUT em São Miguel, irão para o desemprego a partir do próximo mês de Junho (ver vídeo). Ou seja, se o último ano já foi catastrófico, com o tal aumento de 25%, espera-se que este ano seja muito pior, pois só num mês teremos um aumento de cerca de 10% na taxa de desemprego, com estes 900 trabalhadores ligados à obra das SCUT.
É importante, fundamental mesmo, voltarmos atrás no tempo, para Fevereiro passado, para sermos mais precisos. A líder do PSD-Açores dizia na altura “que entregar a obra mais cara do regime autonómico a um consórcio externo à região, quando muitas pequenas e médias empresas açorianas poderiam estar a fazer esta obra, é um erro político que a História encarregar-se-á de penalizar”. Ora, não foi preciso esperar muito tempo para começarmos a ver que Berta Cabral tinha efectivamente razão. Estamos a falar duma obra que ascende os 300 milhões de euros. O maior investimento jamais feito pela região autónoma. Seria do mais elementar bom -senso ter-se trabalhado no sentido que esse dinheiro tivesse ficado cá nos Açores, em empresas açorianas, que por sua vez, iriam ter que recorrer a outras empresas para todo o tipo de serviços necessários e que iriam reinvestir cá e dinamizariam assim a nossa economia local, criando, deste modo, emprego. Pelo contrário, o que foi feito foi adjudicar a obra a uma empresa estrangeira que levará o lucro para investir no seu país de origem. Se à primeira vista, recorrer-se à empresa espanhola poderá ter parecido mais barato, a verdade é que a longo prazo, vai sair muito mais caro.
Duas conclusões: por um lado a certeza da inabilidade do governo regional de Carlos César em gerir os dinheiros públicos. Por outro lado o redondo falhanço do mesmo governo regional no que toca a políticas de emprego. Não é com enormes obras pontuais que se disfarça o desemprego. Isso só funciona durante algum tempo. É um tipo de política condenada ao fracasso. O governo socialista de Carlos César, tal e qual como o de Sócrates, já agora, falhou. E já não há mais maneira de mascarar os números do desastre.
14 maio 2011
Poltriqueiro
Paulo Portas: "O sr. disse que nunca seria primeiro-ministro com o FMI."
José Sócrates: "Não foi isso que eu disse. O que eu disse é que não estava disponível para ser primeiro-ministro com o FMI."
Judite de Sousa: "Não é a mesma coisa?"
José Sócrates: "Não. É diferente."
Só não disse qual era a diferença.
13 maio 2011
Amanhã turistiquem!

12 maio 2011
Ida às Urgências: 6 euros.
Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, 8 de Outubro de 2008, alguns dias antes das eleições regionais. Carlos César faz a promessa: “não implementar taxas moderadoras na Saúde, caso ganhe as eleições regionais”. Mas deixa a ressalva que isso só acontecerá se as contas públicas se mantiverem equilibradas.
Ponta Delgada, São Miguel, 12 de Maio de 2010, o jornal Açoriano Oriental noticia, no seguimento do anúncio feito pelo Secretário da Saúde que vão ser introduzidas taxas moderadoras, que cada ida às urgências custará 6 euros.
Portanto, das duas, uma: ou Carlos César quebrou deliberadamente uma promessa. Ou as contas públicas não estão assim tão equilibradas, como nos quer fazer crer o sr. Ávila.
O discurso que vivemos num oásis cor-de-rosa, só podia vir a dar resultados destes. Ando a desenvolver a tese que Sócrates não passa dum simples aprendiz de Carlos César. Governação irresponsável é aqui nos Açores.
11 maio 2011
O Programa Eleitoral do PSD vai para além da troyka...
O Programa Eleitoral do PSD vai além daquilo que a troyka nos pediu. Esta é uma ideia que está a circular com alguma frequência. E bem, digo eu. O Programa prevê, efectivamente, algumas medidas mais profundas.
As medidas da troyka têm como objectivo tirar Portugal desta crise em que Sócrates nos enfiou. Têm como objectivo o crescimento económico do país. Libertar-nos das amarras do estado obeso e sobrecarregado que nos obriga a impostos altíssimos.
O Programa do PSD pretende também garantir o tal Estado Social, de que o PS tanto fala. É que, o Estado Social não se paga sozinho. Tem que ser sustentável. Ou isso, ou desaparece mesmo. Aliás, o próprio governo dos Açores já reconheceu isso mesmo ao introduzir as taxas moderadoras no serviço regional de saúde. A diferença é que o PS, de cá e de lá, diz uma coisa e faz outra. O PSD diz ao que vai.
Agora, há uma diferença fundamental, no que toca a nós, regiões autónomas. É que a troyka exigiu que se diminuísse a grande conquista autonómica que são os benefícios fiscais que temos, por via da nossa insularidade. Só se compreende essa medida da troyka porque o governo dos Açores “vende” lá fora a ideia do oásis. É porque temos superavits. É porque mal temos desemprego. É porque temos dinheiro de sobra para compensar quem já ganha bem e trabalha para o governo. Etc. Perante isso, é evidente que a troyka disse: “corte-se nos Açores”. Só que quem vive aqui nestas ilhas sabe bem que tudo isso não passa dum embuste. Que o desemprego é desesperante. Que somos pobres. Que vivemos com enormes dificuldades (a larguíssima maioria dos Açorianos, quero dizer). E não são só os Açorianos que sabem disso. O PSD de Passos Coelho também o sabe. Por isso o Programa Eleitoral do PSD vai além da troyka, mas não no que diz respeito às regiões autónomas. Porque o Programa Eleitoral do PSD, ao contrário daquele do PS, é um documento responsável e com olhos num futuro sustentado. O do PS tem uma capa bonitinha, de resto é um deserto de ideias e um regurgitar de lugares-comuns.
Portanto, sim, o Programa Eleitoral do PSD vai além da troyka e sim é uma coisa boa. Mas não, o programa da troyka não foi bom para os Açores. Porque quem deveria ter defendido os nossos interesses, ficou e mantém-se calado. Se fosse para defender uma remuneração compensatória que toca apenas alguns açorianos que já ganham bem, havia todo o barulho que se sabe. Se é para defender todos os Açorianos e nossa Autonomia, não contem com eles.


