19 março 2015

(futebol) Folclore...



Portugal 19 de Março de 2015

O futebol português, passa a maior parte do tempo em autênticas cenas de folclore mais vocacionado para o entretenimento cómico do que propriamente para o enriquecimento cultural e desportivo.
Esteve bem o gabinete de comunicação do Benfica quando após o empate no SCP - Benfica, lembrou que “acabou o black-out e começou o folclore”. De facto não se percebe esse clube que se apelida abusivamente de “Portugal”, sem ninguém lhe ter dado procuração para representar o país, e que sistematicamente dá exemplos de tacanhez e atrofia mental, que não dignificam “Portugal”. Vieram acusar o Benfica do mau gosto das tarjas que os NN colocaram no Benfica – SCP em Futsal, mas nada referiram, sobre uma t-shirt que circulou antes desse mesmo jogo de Futsal e que era ofensiva para a memória de 3 membros dos NN que faleceram em 1995 quando regressavam de Split na Croácia, após jogo da Champions. Também nada referiram sobre a vandalização de um mural que glorifica craques do Benfica já falecidos. Podiam ter dito que lamentavam embora nada tivessem que ver com os seus autores, mas nada disseram, limitando-se a atacar o Benfica. Como aliás fazem sempre.
Pois se o SCP esteve mal ao aproveitar-se de uma minudência para cortar relações desportivas com o Benfica, também o Benfica esteve mal ao não ter potenciado o conhecimento público desses dois argumentativamente poderosos, que eram a tal t-shirt ofensiva para os NN e a vandalização de um mural de benfiquistas. Ao optar pelo estilo folclórico, o Benfica perdeu uma oportunidade de se defender pela via do contra ataque. E é importante demonstrar força, para impor respeito, coisa que não costumamos fazer.
Desde esse longínquo empate com o SCP até hoje, o folclore tem-se sucedido ao ritmo dos episódios das novelas: nas noticias, nas entrevistas, nas declarações públicas de altos dirigentes do nosso futebol, etc.
Assim para responder ao folclórico comunicado do Benfica que glosou com o fim do black-out do SCP, reagiram estes contra atacando o Sr.º Vieira, não se inibindo de utilizar um tom de alguma baixeza ao tornarem públicos supostos episódios que aconteceram entre Vieira e o motorista do Sr.º Bruno de Carvalho, ou numa suposta reunião solicitada para dominar o futebol português. Ao baixo nível das acusações leoninas, respondeu o Benfica de forma efeminada, terminando a discussão com um “não alimentamos mitómanos”, ou coisa parecida.
Que o Sr.º Vieira no seu “modus operandi” de “comprar” tudo (Pragal Colaço, Eduardo Moniz e Varandas Fernandes entre outros que no passado o contestaram) tenha agendado uma reunião com Bruno de Carvalho para limar as habituais “arestas” que o incomodam (a ele, não ao clube), não me surpreenderia. Mas que o tivesse feito através do motorista de BdC, isso não acredito e reputo de agressão gratuita, mais um mau exemplo do tal clube de “Portugal”.
Também o Sr.º Pinto da Costa, presidente do FCP, o tal que acha que “só os estúpidos falam de arbitragens” veio a terreiro defender a teoria que o Benfica está a ser levado ao colo pelos erros dos árbitros. Não sabendo explicar porque razão o Benfica mais fraco dos últimos 6 anos ganhou de forma convincente em casa do FCP mais caro dos últimos 6 anos, partiu para o contra ataque utilizando a sua habitual táctica de fazer dos outros estúpidos. Atenção contudo, que este folclore não é gratuito e tem uma estratégia associada. Ele apenas está a preparar o terreno para que, quando os seus amigos da arbitragem fizerem o “servicinho” (como aliás têm tentado nos últimos jogos), ninguém se admirar porque se percebe existir uma espécie de “compensação”. Não sei se repararam mas desde que PdC falou no assunto, vieram logo os habituais jornalistas sportinguistas e portistas criar os mais díspares cenários de “favorecimento”. Desde o número de jogos que o Benfica joga em superioridade numérica, e quantos desses jogos ganhou nessa situação, aos bloqueios que os árbitros não vêem, tudo serve para atirar “pedras”. Até leio um que descobriu que o Benfica é líder a provocar expulsões.. mas não somos a equipa que tem mais expulsões a favor? Ou há necessidade de requentar o tema para tentar criar outro que é igual ao anterior, e assim continuar o falatório?
Pois neste folclore dos dirigentes, onde se incluem os nossos especialmente por não saberem dançar o fandango, mais o folclore dos jornalistas do costume, os tais que já crucificaram o Paulo Almeida, o Robocop, o Cristiano, o Roberto, o Emerson, etc, e agora cozinham o cardápio adequado aos interesses que o FCP têm na arbitragem, que lhe permite sonhar com o título. Se foram beneficiados, como têm sido nas grandes penalidades com o Braga e tantas outras situações análogas, técnicas ou disciplinares, ninguém irá reparar se o Benfica for prejudicado nos jogos que faltam.
Isto é mesmo muito folclore...

10 fevereiro 2015

(futebol) Olé!



Portugal 10 de Fevereiro de 2015

Conseguimos um bom empate em casa do SCP, com essa saborosa perversidade de marcarmos na última jogada do desafio, mostrando que as derrotas com Chelsea e FCP no último minuto, não são questão de maldição ou incompetência, mas sim fruto das “leis” próprias do futebol.
Foi um jogo de padrão diferente de tantos que temos feito, mas convenhamos que não foi muito diferente do que fizemos em casa do FCP. Na altura fomos mais felizes e marcamos dois golos, desta vez não conseguimos. Por mérito do adversário, ou por demérito nosso, o que é um facto é que não conseguimos chegar à baliza deles, como chegamos à baliza do FCP. E na única vez que o fizemos, marcamos um golo, o que foi algo de justiceiro para a campanha que a comunicação social sportinguista fez durante a semana contra o Artur Moraes.
O empate e o padrão de jogo apresentado por Jesus fizeram palrar os habituais “filósofos futebolísticos” benfiquistas. Uns, porque Jesus teve “medo” do SCP, outros porque tivemos “sorte”. São os mesmos que quando perdemos com o Chelsea e com o FCP terão dito que o Benfica arriscou de mais. De facto não lembra a ninguém jogar contra o Chelsea com 2 avançados, Lima e Cardozo, contra um do adversário, Torres. E jogamos. Ou no caso do FCP, não lembra a ninguém substituir Ola Jonh por Aimar a 8 mn dos 90, obrigando Enzo Peres a desviar para a ala direita (onde estava Ola Jonh) saindo do miolo onde, com Matic fazia uma muralha intransponível, provocando o desequilíbrio organizacional de onde surgiu o tal golo que veio branquear uma data de erros de arbitragem contra o Benfica.
Os "filósofos" benfiquistas são o pior que pode existir neste clube.
À critica do “medo”, respondo que o plantel milionário do Chelsea jogando no seu estádio, se apresentou com um modelo táctico e funcional para não sofrer golos, quando há 1 semana atrás jogou contra o Man City, num jogo que empatou 0-0. E nessa altura, Mourinho foi elogiado pelo pragmatismo e capacidade de adequar a exibição à necessidade de um resultado específico. Qual a diferença entre O Chelsea e o Benfica, que jogando no estádio de um adversário moralizado, privilegiou um modelo de jogo reactivo que impedisse o adversário de marcar golos? Fomos bem sucedidos, com sorte e competência. Porque razão Jesus tem de ser acusado de algo que Mourinho não foi? Porque treina o Benfica? Porque doeu ao SCP? Porque não andou a estudar com Mourinho?
À crítica “sorte” e em particular ao jornal A BOLA que chamou para título principal “sorte grande”, apenas recordo o título quando o Benfica perdeu com o Chelsea: “maldição”, que não deve ter sido muito diferente do que quando perdemos com o FCP um jogo e um campeonato. Porque razão o Chelsea não teve sorte, o FCP não teve sorte, e o Benfica teve?
Já agora: qual foi o título de A BOLA quando o SCP venceu o Braga com 1 golo de livre directo no último minuto?
Quem não percebe porque existe uma certa cultura anti-Benfica a partir da comunicação social, estes exemplos fundamentam essa tese...
Quanto ao jogo em si, jogando numa táctica de 4-4-2 com 2 avançados mais ou menos móveis, mas essencialmente com apetência pela baliza adversária, entende-se porque existiu espaço entre o meio campo e o ataque, situação de jogo por mim diversas vezes criticada ao longo deste e anteriores campeonatos. Talvez resida nesta opção a nossa menor competência neste jogo com o SCP, relativamente ao jogo com o FCP onde apenas fizemos alinhar 1 avançado, Lima e mais um médio, Talisca.
Há anos que critico esta forma de jogar, tão tradicional no Benfica, porque se comprova que não funciona com adversários de melhor nível. E quer se queira, quer não, o SCP era um adversário moralizado, com não sei quantas vitórias consecutivas, com um treinador que quebrou não sei quantos mitos vencidos, etc, etc. Como na final com o Chelsea (Lima e Cardozo) onde a dificuldade do modelo foi o poderio adversário.
Por último, acho que agora já poderiam colocar um dos muitos jornalistas avençados a perguntar a Jesus: “com este empate o Benfica já perdeu tantos pontos na 2ª volta, como em toda a 1ª volta. Ainda acha que consigo o Benfica é mais forte na 2ª volta como disse há tempos?”. Penso que era importante que alguém confrontasse Jesus com as suas afirmações, pois não tenho dúvidas que levaria a equipa a ser mais humilde, mais focada nas dificuldades dos adversários, mais conscientes que não se podem perder mais pontos se quisermos ser campeões. E ajudava um pouco Jesus a pensar melhor antes de falar.
Uma coisa é perceber muito de futebol. Outra bem distinta é saber gerir as múltiplas implicações das mensagens que se mandam cá para fora.

03 fevereiro 2015

(futebol) MAXImizar o efeito...



Portugal 3 de Fevereiro de 2015

O nosso desporto é pior que as novelas que todos os dias nos trazem episódios diferentes, para entreter. A diferença é que no desporto os novos episódios nos devem suscitar alguma reflexão.
Começando pelas partes boas, vencemos a Taça Hugo dos Santos dando continuidade ao domínio hegemónico que vimos exercendo no Basquetebol, no Futsal vencemos o Braga pela segunda vez consecutiva em sua casa, no Hóquei tivemos uma vitória mais difícil do que o esperado contra o Hóquei de Barcelos, apuramo-nos para a fase seguinte da Taça de Portugal em Vólei e só destoou o Andebol onde voltamos a perder com o ABC (2 jogos, 2 derrotas) e já estamos a 7 pontos do 1º lugar, o invariável FCP, havendo poucas mas algumas possibilidades de encurtarmos distâncias para entrarmos na 2ª fase com o mínimo de distância pontual possível.
No futebol tivemos uma exibição de boa qualidade, que a comunicação social lisboeta confundiu com facilidades concedidas pelo Boavista. Ainda bem que pensam assim, pois contra o SCP esperamos que esta qualidade exibicional se mantenha, para eles voltarem a dizer o mesmo. No Benfica, como não me canso de repetir, o copo está sempre meio cheio, excepto quando ganhamos ao SCP.
Destaco na vitória sobre o Boavista, Maxi Pereira, um exemplo de profissional que se confunde com o que consideramos ser um jogador “à Benfica”: não dá uma bola por perdida, remata com o pé que tem mais “à mão” e está sempre em jogo. Foi ele quem fez a assistência para o 1º de Lima e foi ele a marcar o 2º golo com o pé esquerdo, teoricamente o seu pior pé.
No geral penso que o Boavista quis perder por poucos, pois só talvez a meio da 2ª parte se abriu um pouco mais, e também penso que o árbitro estava bem colocado para marcar os dois penaltys que existiram, e para não marcar o que marcou, e que não existiu pois ainda não há lei que transforme livres fora da área em penaltys dentro da área. Mas este é o Hugo Miguel que há 3 épocas em Coimbra viu Aimar ser ceifado dentro da área e ainda conseguiu marcar falta contra o Benfica, perante o silêncio da nossa Direcção.
Nestes dias tivemos também dois acontecimentos “sociais”, a despedida da arbitragem do “heterossexual e benfiquista”, Sr.º Proença e a apresentação da biografia do dito super empresário Jorge Mendes. Em ambas as ocasiões, lá esteve o Sr.º Vieira, sorridente, ao pé dos seus amigos do futebol, de tanta e tanta gente que lhe abriu as portas para ser o que hoje é. à custa do Benfica.
Não me incomodou ver Vieira dar um abraço efusivo e até algo comovido, ao Proença que tantas e tantas vezes nos “roubou” em campo, e que alguns campeonatos nos tirou. Vieira consegue dizer hoje uma coisa e amanhã o seu oposto com a mesma naturalidade de quem acordou de um sono letárgico entre um dia e o outro. Assim como consegue aparecer no local onde sabe que as televisões estavam, para zurzir – faz - de conta no Proença, após o jogo perdido para o FCP com um golo em fora de jogo de 2 metros, mas na hora da verdade, nunca patrocinou uma queixa do Benfica contra Proença ao contrário do que fez o SCP contra Bruno Paixão e Duarte Gomes, entre outros, e o FCP contra Bruno Paixão entre outros.
Há que fazer de conta, pois os sócios do Benfica isso esperam do Presidente do Benfica. Mas na hora da verdade, lá esteve na homenagem e lá estará a apoiar uma promoção de Proença a um qualquer lugar internacional de relevo, pois a vida de Vieira no Benfica não se faz a pensar no clube, sócios e seus interesses, mas sim na forma que ele tem de tirar o maior partido de cada situação. Nem que seja na vertente social.
Podia também falar de Vieira e da sua “aposta na Formação”, título de um chavão que a comunicação social avençada “vende” bem aos adeptos do Benfica (pois há muitos que acreditam e elogiam os progressos na Formação), mas vou terminar com a evocação dos dois derbys com o SCP, um para o campeonato e que é mais importante do que o outro para o Futsal também para o campeonato.
Uma vitória no Futebol “arruma” o SCP e dá-nos confiança. Nos últimos tempos contudo temos vindo a assistir a uma alteração de discurso de Jorge Jesus, mais arrogante e menos humilde como era a sua imagem de marca. A afirmação “os adversários é que têm de olhar para cima” não se encaixa no padrão da sua filosofia de “pastilha elástica”, como lhe costumo chamar.
O SCP vem de uma longa de série de jogos a ganhar, pelo que matematicamente está mais perto do jogo que não vai ganhar. Nós iniciamos com o Boavista uma nova série de jogos a marcar golos, que a manter-se 80 e tal como de costume, nos garante um golito no mínimo em Alvalade. Vamos ver para que lado cai a matemática. Que não tem a ver com quem joga, se é o Artur se o Júlio César. Nos 3 últimas deslocações a Alvalade para o campeonato, com Artur apenas perdemos 1 vez, com um golo de penalty, e “roubados” de princípio a fim de jogo pelo Soares Dias, para dar o título ao FCP. Também ganhamos 1 e empatamos 1.
No Futsal, o jogo não é tão decisivo, mas joga-se para ganhar. O Benfica dificilmente sairá do 1º lugar da fase regular e irá começar o play-off com o factor casa a favor, em caso de necessidade de desempate.
Esperamos que se consiga Maximizar o efeito da última jornada, vencendo novamente....

27 janeiro 2015

(futebol) Banhada



Portugal 27 de Janeiro de 2015

Estávamos tão contentes com a derrota do FCP no Funchal, onde havíamos goleado há apenas 1 semana por 4-0, estávamos tão embevecidos com a propaganda do “Benfica pode ganhar vantagem histórica sobre o FCP” e eis que uma derrota madrasta nos trouxe de volta à dura realidade.
Tal como quando derrotamos o FCP no seu estádio por 2-0, também de seguida perdemos em casa com o Braga 2-1 e fomos eliminados da Taça de Portugal, troféu de que éramos detentores. Tal como no intervalo entre esses dois jogos, não soubemos ser humildes e como tal perdemos outra vez. Num caso Jesus ficou a dizer que a exibição frente ao Braga foi a melhor em casa esta época. Agora ficou a dizer que podíamos ter resolvido o jogo na 1ª parte. Sim e não...
Jogar bem, resolver, é marcar golos e não coleccionar oportunidades. Se criamos oportunidades e não marcamos, sendo o nosso ataque, o melhor da prova, se descontarmos os golos de penalty ou em fora de jogo, então algo vai mal. Mas já sabemos como para Jorge Jesus é importante jogar “bem”, fazer “pressão alta”, esmagar o adversário em posse de bola, etc., mesmo que após 5 épocas completas se constate que há outros parâmetros que nos ajudam a ganhar mais, a ser mais bem sucedidos. Que é o que importa...
Um dos parâmetros é a concentração no trabalho que tem de se fazer. Antes da eliminação frente ao Braga na Taça, tivemos o jantar de Natal, que prejudicou de sobremaneira esse objectivo. Agora tivemos um conjunto de pequenas coisas que transmitindo-se de fora errada aos jogadores, leva ao relaxamento e quebra de concentração, potenciando situações de falta de eficácia como as que ocorreram ontem, e na eliminação frente ao Braga.
Como alguns que me lêem ao longo dos anos saberão, sou um fã racional de Jorge Jesus e por defendê-lo de forma entusiasta, fui “corrido” (não me choca ver isso assim) do blogue NovaGeraçãoBenfica. As “anedotas” que gerem o blogue não toleravam as críticas que lhes devolvia quando criticavam Jorge Jesus.
O que não quer dizer que concorde com tudo que JJ faz, nem como a centralização do futebol na sua pessoa por razões estratégicas de comunicação e mediatismo. JJ é uma pessoa limitada na formação mas que aproveita a experiência da vida que já teve para superar os teóricos que o contestam. A sua filosofia da “pastilha elástica” é frequentemente mais poderosa do que muitos ensinamentos das teorias da pedagogia e da comunicação. É uma pessoa com valor e muita competência.
Mas quando abre a boca esquece frequentemente que as suas palavras podem ter um efeito estimulador ou dissuasor da ambição do jogador. Podem ter um efeito de aumentar a concentração ou diminuí-la. Ora na antecâmara do jogo com o Paços acho que JJ cometeu dois erros. Um foi quando afirmou que as suas equipas jogam mais na 2ª volta e outra foi quando afirmou que gosta mais de jogar depois dos adversários directos, o que também é criticável. Duas mensagens com o mesmo efeito: amolecer o jogador. É que este acaba por ser levado a pensar que afinal está tudo controlado porque jogamos mais na 2ª volta, mesmo não jogando, e que basta jogar depois dos adversários para o jogo está ganho.
Em vez de apelar ao trabalho, em vez de apelar aos perigos da desconcentração, em vez de alertar para o que ainda não está ganho, não, fez um discurso de facilidades completamente o oposto do que faz falta nesta fase do campeonato. Nem parece dele.
Até porque ambos os argumentos são incorrectos. Primeiro, nas 5 épocas que fez no Benfica, JJ teve 3 anos em que na 2ª volta piorou os resultados da 1ª volta, e apenas 2 anos em que melhorou esses resultados. Portanto estatisticamente JJ faz piores resultados na 2ª volta. Segundo, dizer que gosta de jogar depois dos adversários sabendo que perdeu 2 pontos com o Estoril numa 2ª feira, acabando por perder a vantagem de 4 pontos sobre o FCP para apenas 2 com deslocação ao estádio deles, enfim, ou é de quem anda distraído ou não sabe o que anda a dizer.
Jesus desta vez falhou no discurso. Veremos se perdemos um simples jogo ou se perdemos o campeonato, com todas as mensagens “positivas” (para eles) que passamos para os rivais com esta derrota.

26 janeiro 2015

José San-Bento, SATA e Carlos César

José San-Bento é o antónimo caligráfico da ideia que grassa popularmente sobre a esquivança da deputação regional ou nacional. É fluído na exposição e directo na opinião. Merece, sem reserva, o respeito e os encómios.

Fazendo jus a tal, em artigo de opinião publicado no Açoriano Oriental, no pretérito dia 23, José San-Bento ofereceu-nos, com a frontalidade esperada, uma perspectiva sobre a SATA, e nele assumiu, sem qualquer resquício de calculismo político (muito típico dos seus pares, como “syriza” o povo), uma crítica à governação de Carlos César, quando apôs várias perguntas que, não sendo originais, vindas de alguém com a sua posição têm impacto e deverão merecer melhor meditação e ampla discussão – já agora, algo que até ao momento não aconteceu -. Transcrevo, porque mais fiel:

Pode uma pequena empresa pública regional de transporte aéreo prosperar com o atual modelo de negócios que a indústria da aviação instituiu e com a regulação comunitária em vigor? Pode ao menos resistir e manter a sua atividade? Em que termos? Com que frota, modelo logístico, meios técnicos e quadro de pessoal? Com que estrutura, suporte financeiro e modelo de gestão? Com que parcerias e alianças? E com que posicionamento comercial face à concorrência?

Com estas interrogações, José San-Bento lembra-nos cristalinamente (a nós, simples mortais, ignaros nestas coisas mais complexas e demasiado mediáticos para termos memória perene) a inércia e a incapacidade manifestas do accionista único da companhia aérea regional em dar-lhes resposta adequada.

Mas se, por si só, as interrogações e a falta de resposta às mesmas demonstravam já a falência do modelo escolhido e da política gizada pelo accionista único, o Governo Regional dos Açores, José San-Bento vai mais longe e aprofunda a inoperância governativa ao transportar-nos para 2008, ano em que, pelo menos e segundo ele, já se saberia da gravidade da situação e era possível apontar um diagnóstico. Cito:

A situação difícil que a SATA atravessa só surpreende os distraídos. A indústria da aviação vive um processo permanente de consolidação global que gerou mega alianças planetárias como a Star Alliance e a Oneworld. O cenário pós 2008 precipitou um modelo de negócios do transporte aéreo em que coexistem grandes companhias consagradas, dedicadas sobretudo à alimentação dos grandes aeroportos internacionais e ao longo curso, com as transportadoras low-cost, focadas nas ligações ponto a ponto de médio curso.

Distraídos! Os governantes em 2008 andavam distraídos! O governo de Carlos César, pelo que nos é dado a entender, estava alheado daquilo que se passava no mundo real. Aplaudo! Não o alheamento, mas a coragem de escrever com todas as letras e sem rebuço em nome e defesa dos Açores, seja contra quem for. Não é para todos, muito menos para um socialista.

É que, recuando no tempo, para os mais distraídos, ou dando a conhecer, para os que não o sabem, José San-Bento é socialista e, mais do que isso, deputado socialista. Além de que o seu partido ainda governa e, sob a presidência de Carlos César, governou a Região Autónoma dos Açores desde 1996 até 2012, bem como, nesse período, Portugal teve 13 anos de governos socialistas. Portanto, tudo factores básicos, segundo os teoremas politicológicos, para que a comunhão ideológica conjugasse esforços para não prejudicar os Açores e os açorianos.

Mas não! Atentando ao artigo de opinião, porque o socialismo sofre muito de défice de atenção, olhou para o que se passava no planeta Terra e deve ter entendido que aquilo estava a acontecer em Marte. Se os governos de Carlos César e de José Sócrates tivessem, ao menos, ouvido os seus atómos, hoje, teríamos uma SATA moderna, pujante, dominadora de rotas lucrativas e, no decurso, melhores Açores e açorianos orgulhosos da sua companhia aérea!
               
Daí que compreenda o que José San-Bento nos ofereceu:

Confrontados com o desafio de ajudar uma empresa estratégica a vencer no futuro, toda a oposição optou por proclamar banalidades - e tontices - e propor uma comissão de inquérito para apurar o que consta nos relatórios anuais de atividade do grupo SATA. A proposta é uma confissão pública da desatenção e da incapacidade política da oposição.

Para quê a oposição perder tempo com aquilo que todos já sabiam há muito tempo e que, tão bem e em curto espaço, José San-Bento retratou?! Se lerem o artigo de opinião, o axioma está lá:

Neste mundo selvagem, dominado pelos grandes e fortes, uma pequena companhia regional só tem uma opção: consolidar a sua vocação de génese e explorar nichos de mercado. É este o futuro que a SATA tentará perseguir.

Assim sendo, bastando aplicar tal, não será melhor os partidos, os cidadãos e o parlamento regional dedicarem-se a coisas mais prementes?

Termino como comecei: ao não ter qualquer pejo em apontar os erros dos governos de Carlos César, José San-Bento é um exemplo raro que faz o mais céptico e renitente dos cidadãos ter esperança na política e nos políticos. É probo. E esta qualidade insofismável fá-lo presidenciável.

22 janeiro 2015

(futebol) 1ª volta: um balanço...



Portugal 22 de Janeiro de 2015

Os acontecimentos no Benfica sucedem-se a velocidade estonteante e ora é o Bernardo Silva que foi vendido ao Mónaco, ora é o Jonatham que vai chegar por 6 milhões depois de ser anunciado por 3,3 milhões. A seu tempo falarei sobre isto.
A 1ª volta do campeonato nacional terminou com uma goleada de 4-0 em casa do renovado estádio do Marítimo, exibindo-se a nossa equipa a grande nível e na senda do que já fizeram em casa com o Guimarães.
Sobre a vitória sobre o Guimarães escrevi e mantenho: “finalmente vi a equipa jogar à bola e a dar indicações que as nossas principais expectativas, a conquista do campeonato, poderão não ser tão ilusórias como muitos pensam”. A exibição frente ao Marítimo confirmou esta certeza: as expectativas de sucesso no campeonato crescem de jornada em jornada.
Com 41 golos marcados e apenas 7 sofridos, o Benfica é a equipa com melhor goal-average do campeonato, apesar do jornal o JOGO, ter destacado nas 1ªs páginas o melhor ataque do FCP, que, pasme-se, até marca mais do que o FCP de Mourinho e de Villas-Boas! Bem, se descontarmos os vários golos em fora de jogo, se calhar não havia motivo para celebração na redacção desse jornal, mas esta é a outra realidade do futebol nacional: o branqueamento que a comunicação social faz dos erros de arbitragem direccionados a favor do FCP.
Curiosamente, a comunicação social lisboeta, em particular a BOLA e o RECORD, não conseguiram ver a relevância dos 7 golos sofridos, que é o segundo melhor registo defensivo na Europa do futebol, logo atrás do Bayern com 4 golos em 17 jogos. Também não viram que fomos campeões de Inverno, títulos e destaques que valem o que valem, mas quando é o FCP, todos ficamos a saber da importância desses números. Porque aí o critério redactorial é distinto...
Por qualquer tipo de obsessão que têm com Jorge Jesus, vá lá que se lembraram de sublinhar que esta é a melhor 1ª volta dos últimos 30 anos. Não é para desvalorizar: 30 anos são quase 30% de toda a existência do Benfica, o que quer dizer que JJ continua a fazer história e desta vez, com o plantel mais curto e mal estruturado no início do campeonato.
Como é que se chega a estes números fantásticos, de apenas perdermos 5 pontos em 51 possíveis? Dizer que o mérito é do treinador, é redundante. Passemos à “física” da táctica. Porque de facto parece-me que à actual equipa do Benfica se aplica o velho ditado “quem não tem cão, caça com gato” e por acaso, o gato tem sido mais eficaz do que o cão.
Passo a explicar: quando a equipa tinha os grandes jogadores que foram sendo contratados e outros que não sendo de nomeada foram aqui trabalhados para se transformarem nos grandes jogadores que daqui saíram, o esquema táctico do Benfica com 2 pontas de lança (Cardozo+Saviola ou depois Cardozo+Lima) e Aimar no meio campo (dois anos com Carlos Martins a apoiar), balançava a equipa para o ataque e a pressão à saída da defesa adversária. Era a tal pressão alta que resultava em muitos golos por cá e enormes “banhadas” nas competições europeias como a Champions (a 1ª Champions de JJ saldou-se em 6 pontos, 0-7 em golos marcados e sofridos fora de casa).
Os jogadores entravam e saíam, e o esquema táctico pouco mudava. Na 2ª Champions JJ descobriu que podia ser mais bem sucedido utilizando apenas um ponta de lança, Cardozo, descendo mais um homem para o meio campo. Ficamos em 1º lugar no grupo, alcançando depois os quartos de final. Mas JJ fez isso apenas nos jogos com o poderoso Manchester e foi feliz. Por cá continuou a apostar nos 2 pontas de lança, marcamos muitos golos, mas perdemos o título de campeão para o FCP e os erros de arbitragem.
Saindo Aimar por clara incapacidade, perdeu a referência criativa que erradamente privilegiou (como no fatídico jogo com o FCP perdido aos 92 mn, 8 mn depois da entrada em campo de Aimar) e foi obrigado a adaptar-se a Enzo. Depois desta troca ficamos a perceber que um jogador mais atlético e menos artístico conseguia ajudar a equipa a jogar de forma mais consistente e a ganhar mais.
E este ano, vendida a “carga preciosa” que este navio transportava, JJ teve de adaptar “gatos” ao lugar dos “cães”, encaixando a equipa mais atrás devido à movimentação oscilante de Lima entre o meio e a ala, o entrosamento de Jonas que se movimenta verticalmente e tem grande leitura de jogo, com Gaitan mais liberto e a poder pensar mais o jogo e a estar ais liberto de fazer pressão sobre o adversário, com o box-to-box do Samaris mais ligado à posição 6 sem deixar de apoiar na posição 8, etc, deixamos de privilegiar a pressão alta e a equipa tornou-se mais compacta fisicamente e por tabela, desportivamente. Com estes resultados que se conhecem.
E se há golo que ilustra bem isto, o 1º golo ao Marítimo é ilustrativo: o passe na diagonal para as costas da defesa do Marítimo só foi possível porque a sua defesa estava adiantada devido a termos o nosso bloco de meio campo mais recuado.
Sempre fui contra a pressão alta pelo que fico satisfeito por ver parte das minhas teses serem privilegiadas, por falta de outras opções é certo, e a darem bons resultados que irão conduzir-nos ao lugar que queremos.

17 janeiro 2015

(futebol) A Formação.....

Portugal 17 de Janeiro de 2015

«O Benfica tem hoje um projeto que é 3+1+50, nos próximos quatro anos. Tem de ganhar três campeonatos nacionais, ir a uma final da Liga dos Campeões ou de uma prova europeia e ganhar 50 campeonatos nas modalidades. E tem as linhas até onde pode chegar. No futebol estamos a fazer tudo para assegurar que os jovens não vão sair, para que exista uma identificação com a massa associativa», afirmou Vieira em entrevista a «A BOLA TV» - campanha eleitoral, 25/10/2012, BOLA online.
Muito se tem falado na Formação nos últimos anos, e muito se tem falado em particular no número de jogadores portugueses na equipa principal do Benfica. Os adeptos do Benfica são muito sensíveis ao tema, embora nem sempre pelas melhores razões. A discussão pública tem misturado uma enorme dose de demagogia, em particular quando toca a programas eleitorais ou criticas à gestão, com uma enorme dose de incompetência típica de quem parou no tempo.
Eu sou dos que reconhece que o actual Benfica não tem muito espaço para integrar jogadores da Formação, dado que é um Benfica de alta qualidade, de alto desempenho, uma das melhores equipas europeias logo abaixo ao patamar das equipas mais ricas da Europa (Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Bayern de Munique, Manchester United, Arsenal, Juventus. PSG e Manchester City, entre outras).
A Formação tem como um dos principais objectivos dotar a equipa principal de jogadores, mas sem ilusões, porque num Benfica competitivo a probabilidade de integrar jogadores é reduzida e não pode ser tomada como um objectivo estratégico.
Contudo tem sido uma fonte de troca de acusações, até por politiquice barata, como por exemplo, quando se aproveitou uma situação em que a Direcção de Vale e Azevedo emagreceu a despesa da Formação, eliminando as equipas C, D, F, etc. Isto é. Quis-se fazer diferente de Vale e Azevedo, continuou-se a prometer um Benfica com mais jogadores portugueses e mais jogadores da Formação, mas com o passar dos anos as palavras viraram-se contra quem as proferiu, e mostram que afinal não era assim tão errado emagrecer a despesa da Formação como havia sido feito na época 1998/1999, se não me falha a memória.
E a demagogia continua, ano após ano, como se depreende das palavras que o Sr.º Vieira proferiu na última campanha eleitoral, e que inseri no início deste texto. É que nos últimos dias temos sido confrontados com empréstimos que surpreendem todos, incluindo os próprios jogadores da Formação, concretamente da equipa B, concretamente Rúben Pinto e Fábio Cardozo, ambos deixando escapar um lamento que parece sair do coração, referindo que a saída é “um dos dias mais difíceis” das suas vidas.
De facto não se percebe. No inicio da temporada emprestou-se o Bernardo Silva ao Mónaco e o João Cancelo ao Valência, e apesar dos habituais cromos que criticam tudo, a mim o empréstimo pareceu-me uma boa opção pois iam conhecer realidades competitivas diferentes e de qualidade, nas quais poderiam jogar e aprender, tanto mais que os treinadores eram ambos portugueses.
Agora têm-se sucedido umas quantas opções que não seguem a mesma “bitola” estratégica, nem se percebe o qual o objectivo. Emprestar jovens jogadores em Janeiro é uma boa opção? Se as dificuldades de adaptação são grandes no início da época, será que em Janeiro não serão maiores? O Paços de Ferreira é o clube ideal para fazer crescer Ruben Pinto e Fábio Cardozo? Se sim, porque não lhes foi dada a oportunidade de começarem em Julho?
Também parece ser o caso de Hélder Costa, que será emprestado ao Gil Vicente, juntamente com o Lindelof, segundo alguns rumores dos jornais. Que é que o Gil Vicente ou o Paços de Ferreira têm a ver com o Mónaco ou o Valência?
Uma coisa é certa: há pouca coisa que se perceba nesta política de promoção e valorização da Formação. Não que a Formação aumente a competitividade da equipa como já referi, mas porque é o Sr.º Vieira que faz questão em apontar a Formação como vector estratégico do futebol, pelo menos quando anda em campanha eleitoral!

«Quer dizer que este senhor mentiu aos benfiquistas. Um senhor que é juiz, que tem de pautar a vida dele com rigor e verdade, continua a mentir, descaradamente, a todos os benfiquistas. Esse senhor envergonha a magistratura. Não sei como o Conselho Superior de Magistratura não se pronunciou, isto é vergonhoso», dispara – BOLA online 24-20-2012. Um juiz não deve mentir. Correcto. E o Presidente do Benfica, pode? Não é vergonhoso?

15 janeiro 2015

Liberdade

No voto de pesar pelo falecimento de José de Almeida percebeu-se claramente a distinção entre democracia e ditadura. Respeitando-se a diferença que merece essa distinção, cumprem-se os valores tradicionais da nossa civilização, algo que os tonitruantes relativos tendem a esquecer - quando não desconhecem - ou apenas lembram na conveniência.

13 janeiro 2015

(futebol) Fim de semana "à Benfica"



Portugal 13 de Janeiro de 2015

Foi um fim-de-semana à Benfica este que antecedeu a entrega do prémio de melhor jogador do Mundo, ao único jogador que para além dos golos que marca no seu clube, pagou uma estátua para se homenagear a si próprio o que deve ser inédito em todos os grandes jogadores que já receberam o prémio FIFA.
Tivemos uma vitória convincente (e sem casos de arbitragem) no Futebol, ganhamos em todos os escalões de formação excepto nos Juniores (mas compreende-se, uma vez que têm enorme vantagem sobre o 2º classificado), ganhamos o tricampeonato de estrada em Atletismo masculino, o bicampeonato de estrada em Atletismo feminino, goleamos o SCP no seu pavilhão por 7-0, demos uma “abada” à Oliveirense no Basquetebol e goleamos 6-1 fora de portas o Módicus, única equipa que havia retirado pontos ao Benfica em Futsal. Como se sabe não houve jornada de Vólei nem de Andebol por diferentes razões.
Começando pelo final, gostei do que vi no Futsal. Uma equipa coesa, evoluída tacticamente e com espírito de sacrifício. O treinador tem que merecer algum crédito, apesar de também termos bons jogadores, mas que não destaco nenhum pois parece-me que o “colectivo” é o ponto forte da equipa.
No Basquet estamos a colher os frutos de anos de investimento e temos uma boa equipa. Mas não podemos ignorar que existe um contexto nacional de algum desinvestimento na modalidade embora também isso nos faça diferentes, uma vez que se não apostássemos, o Basquetebol nacional viveria dias complicados.
No Hóquei, uma vitória por números que os adeptos do SCP gostam. Eles têm uma fixação tão grande pelo 7 que é sempre agradável quando somos nós a marcar-lhes 7 golos, mesmo que seja no Hóquei. Estou agradavelmente surpreendido com a nossa equipa e com o treinador, que nos jogos difíceis tem conseguido obter bons resultados. No ano passado, apesar de termos perdido o campeonato, tivemos goal-average directo superior aos outros dois rivais Valongo e FCP, sendo de destacar o “cabaz” que o FCP levou da Luz, 6-1. Este ano as vitórias em casa do FCP e do SCP indicam que podemos aspirar ao principal título, o campeonato.
Em futebol, na formação, os juvenis conseguiram o apuramento para a fase seguinte (fase onde não estará o SCP que foi ultrapassado pelo Real de Massamá), bem como nos iniciados. Nos juniores essa meta estava garantida. A parte difícil vem daqui para a frente...
Quanto aos seniores, como disse Jorge Jesus, possivelmente a melhor exibição do Benfica esta época em casa, 3 golos, 3 bolas nos ferros da baliza do Guimarães, e sim, finalmente vi a equipa jogar à bola e a dar indicações que as nossas principais expectativas, a conquista do campeonato, poderão não ser tão ilusórias como muitos pensam.
Jonas (30 anos) assume-se como artilheiro, joga misto como posicional e em velocidade, sentido de baliza apurado pela sua técnica e pela sua maturidade. A idade nem sempre é uma desvantagem, apesar de haver muito imbecil que aplaudiu a venda de Enzo Peres (29 anos) porque estava a caminhar para “velho”.
Lima teve um bom pormenor no 2º golo e mostrou que poderá ser útil noutra zona do campo que não a grande área, ou seja, parece poder fazer o lugar de ala direito, abrindo espaços no interior para os médios poderem progredir e rematar à baliza.
Samaris pareceu-me muito mais entrosado com a equipa na posição 6 e disso beneficiou Talisca.
No resto vi uma equipa tacticamente culta, aproveitando bem o adiantamento do adversário no terreno com passes de ruptura (como se diz) para as “costas” da defesa deles, dos quais resultaram os últimos 2 golos. Mérito para o treinador que continua a fazer pequenos “milagres” que nos colocam lá em cima.
Naturalmente não poderia deixar de sublinhar a opinião de Fernando Guerra, jornalista da BOLA e adepto do Benfica, no programa da noite. Para este suposto entendido, o FCP teve mais dificuldades do que as esperadas, muito por culpa do Belenenses, e “o Benfica teve mais facilidades do que o esperado, muito por culpa da má exibição do Guimarães”.
Para este “entendido” a opção, “o Benfica não deixou jogar o Guimarães”, não existiu. Isso é para clubes como FCP e SCP. Para o Benfica, copo meio vazio, para FCP e SCP, copo meio cheio. Fernando Guerra é apenas um dos muitos exemplos do crepúsculo benfiquista em matéria de análise jornalística.

08 janeiro 2015

Nous sommes Charlie Hebdo,

em nome dos valores tradicionais que são o cerne da civilização ocidental.

06 janeiro 2015

(futebol) Olhem para o que eu digo e não para o que eu faço.....



Portugal 6 de Janeiro de 2015

Retirado do CM online em 04.01.2015 11:15 “Casal de burlões engana idosos. Um homem e uma mulher, "bem vestidos e bem falantes", levaram as vítimas a entregar-lhes 50 euros a pretexto de que o próprio filho precisava do dinheiro
O ano mudou e o Presidente da nação benfiquista deu uma entrevista ao jornal que dizem ser o “Pravda” português, onde abordou diversos temas da actualidade desportiva do clube e da SAD. Confesso que tenho alguma dificuldade em avaliar o desempenho do Sr.º Vieira neste tipo de entrevistas, pois o que leio das suas palavras não condiz com o que vejo pelos meus olhos. Depois fico na dúvida. Serei eu que sou um burro mal intencionado, ou será que é ele que é mentiroso?
Comecemos com a frase “vou entregar o clube muito melhor do que recebi” que reporta directamente ou para a gestão de Manuel Vilarinho (2000-2003), ou para a gestão de João Vale e Azevedo (1997-2000). Não sendo claro a quem se refere, uma vez que se de facto recebeu o clube de Manuel Vilarinho, não me parece que o conteúdo assassino da mensagem tenha como destinatário o presidente mais alcoólico do Benfica.
Analisando as contas da época 2000/2001, as primeiras do consulado de Vilarinho e que se reportavam ao último ano de mandato de João Vale e Azevedo, diz o relatório, 7ª parte, por baixo do quadro do Passivo, escreveram: “fruto do conjunto de correcções efectuadas, e referentes a exercícios anteriores, os capitais próprios reflectem um substancial agravamento passando de - 392 814 cts para – 5 940 253 cts”.
Basicamente o que isto queria dizer é que o estado de falência técnica da situação do Clube se agravou com a gestão de Vale e Azevedo, após serem feitas correcções pela gestão de Manuel Vilarinho. E essa “medida” de falência técnica passou de, em euros, grosso modo, de 1,5 milhões de euros em 2000 para 29,5 milhões de euros em 2001, após correcções às contas anteriores.
Ora se consultarmos o relatório e contas do Clube referente à época 2013/2014 constatamos que os capitais próprios foram de – 96 milhões de euros! Mais de 3 vezes superior ao que deixou Vale e Azevedo, o tal que quase fechou o Clube (diziam os “notáveis”).
Se o Sr.º Vieira diz que deixará o clube em melhor situação do que aquela que recebeu, uauu, devem estar a aparecer umas surpresas na gestão do Clube, ou quem sabe, brevemente será anunciada a descoberta de uns poços de petróleo nas imediações do estádio ou do Centro de Estágios do Seixal.
Tenho de ironizar com isto, porque a farsa que vivemos no Clube/SAD é tão grande, que não dá para levar a sério. É que para o Clube poder ser entregue a quem vier a seguir em melhores condições económico-financeiras, seria necessário que o Estádio fosse do Clube e a SAD pagasse renda, como foi aprovado em Assembleia-geral. E já não é! Seria necessário que a BTV fosse do Clube, como quando foi criada, e já não é! Seria necessário que o Clube recebesse as receitas do Museu (como recebeu as despesas de construção), mas não recebe pois vão para a SAD! O Clube neste momento tem apenas “pele e ossos”, porque “a carne” foi transferida para a SAD através daquelas tão elogiadas operações financeiras em que o Sr.º Vieira e o Dr.º Soares Oliveira são especialistas. Com a anuência da tropa de “notáveis” que sempre estiveram na linha da frente contra Vale e Azevedo. Adiante.
Mas o Sr.º Vieira também referiu nessa entrevista que vamos apostar mais na Formação e até fixou um objectivo: ter 4/5 jogadores da Formação na equipa principal. Confesso que estive tentado a acreditar. E até pensei que ando a ser injusto com as apreciações que faço ao Sr.º Vieira. Contudo 2 depois da entrevista, as notícias davam conta do empréstimo de Hélder Costa e Lindlof ao Gil Vicente, e aí voltei a cair na realidade. A somar às dificuldades do Benfica em decidir pela renovação com o Gonçalo Guedes, decisão aparentemente tomada após o assédio de “colossos” europeus ao jovem jogador, e não porque tivessem percebido o potencial do jogador. E também, a somar à presença de um tal de Mukthar, da Formação do Hertha de Berlin que veio assinar contrato com o Benfica um dia após a referida entrevista.
Convenhamos que é dose. Primeiro, Vieira diz que vai apostar na Formação mas empresta ou cede os melhores jogadores da Formação, aqueles que naturalmente seriam candidatos a ser bem sucedidos na equipa principal. Segundo, Vieira diz que aposta na Formação mas contratou um jovem de 19 anos da Formação do Hertha de Berlin para vir concorrer com os jovens da Formação do Benfica. Terceiro, os próprios empréstimos dos jovens jogadores do Benfica evidencia um casuísmo incompatível com planeamento ou estratégia: quem tem em comum o Mónaco (Bernardo Silva), Valência (João Cancelo) ou Gil Vicente (Hélder Costa)?
Obviamente também não posso deixar de adicionar a esta “colecção”, a recente frase que “ser campeão europeu era a melhor homenagem (a Eusébio)”. No ano em que vendeu meia equipa que conseguiu alcançar a final da Liga Europa, em duas épocas sucessivas, esta referência de Vieira deixa-me sem palavras.
Quem acompanha a comunicação social, sabe que nas peças que falam das “façanhas” dos burlões, normalmente estes vestem bem e são de boas falas....

31 dezembro 2014

(futebol) Na órbitra dos milhões....



Portugal 31 de Dezembro de 2014

A saída de Enzo (anunciada desde o Verão passado) por valor abaixo da cláusula de rescisão, permite-nos brincar um pouco com tantos milhões que entram nas contas do clube/SAD, de acordo com a comunicação social, mas que não vemos a necessária correspondência nos balanços contabilísticos.
Antes de mais, não fui eu que disse na última campanha eleitoral que a partir do próximo mandato “nenhum jogador do Benfica sairá abaixo do valor da cláusula”. Contudo vemos sair todas as épocas, desde aí, jogadores abaixo do valor da cláusula.
Depois há quem, entre os benfiquistas, não perceba porque se rotula o Sr.º Vieira de Sr.º PresiMente...
De facto muito dinheiro tem entrado no Benfica de acordo com a comunicação social. A transferência de Enzo tem contudo um toque de estranheza, pois quando deveria ser o Valência a anunciar que a sua proposta de 25 milhões era irrevogável, foi o Benfica que comunicou à CMVM que aceitava a venda do jogador porque a proposta do Valência era irrevogável. É estranho parece-me... O Benfica poderia eventualmente referir que vendia porque a proposta era “irrecusável”. Agora assumir que vendemos porque o Valência não dá mais, parece-me estranho e até pindérico...
Aliás fala-se sempre nestas alturas, em particular os avençados da comunicação social, que “todos os clubes têm de vender para equilibrar as contas”, mas não creio que a SCP SAD, em falência técnica desde há pelo menos 5 anos, tenha de vender alguém este mês de Janeiro, enfraquecendo ainda mais a sua equipa.
Se recordarmos, em Janeiro do ano passado e após gloriosa vitória sobre o FCP que nos lançou para a conquista do campeonato, o Sr.º PresiMente aceitou vender o Matic também por 25 milhões. Se puxarmos a memória mais atrás constatamos que o Sr.º PresiMente vendeu o David Luiz em Janeiro de 2012 para o Chelsea, abaixo da cláusula de rescisão, David Luiz que na altura era visto como o esteio da defesa do Benfica e alvo de muitas demonstrações de carinho dos adeptos, para que não fosse vendido.
Cá está outra coisa estranha. Aquele que se supõe defender os interesses do clube/SAD, vende todos os jogadores que pode, nas alturas cruciais do campeonato, sempre com o beneplácito dos avençados da comunicação social (“todos os clubes têm de vender para equilibrar as contas”) mesmo que não vejamos FCP e SCP a fazer igual tipo de opção.
Com tanto dinheiro recebido, segundo a comunicação social, como estão as contas do Benfica? Vejamos as últimas que findaram em 30 de Junho de 2014. Retirei do RECORD online: “A SAD "encarnada" informa também que aumentou o passivo em perto de nove milhões de euros, em comparação com junho de 2013, passando de 440,4 para 449 milhões de euros. Em contrapartida, o ativo também cresce, de 416,6 milhões para 440 milhões, o que faz com que o capital próprio seja negativo em apenas 8,4 milhões (há um ano era também negativo, mas de 23,8 milhões).”
Ou seja, num ano em que se bateram recordes de vendas, com Matic, André Gomes e Rodrigo a renderem cerca de 70 milhões de euros, ainda segundo «os avençados da comunicação social, o Benfica da “gestão rigorosa” e do “sabemos para onde vamos” aumentou em cerca de 9 milhões de euros o valor do passivo, o valor das dividas exigíveis e não exigíveis. Também se aumentou o activo em cerca de 25 milhões de euros, mas como não se sabe a que se deveu esse aumento (valorização de passes de jogadores? reavaliação do património imobiliário?) devemos reter isto: as dívidas globais do grupo empresarial Benfica, subiram. Perdemos os melhores jogadores mas as dívidas aumentaram...
Claro que para o ramalhete ficar completo, só faltava virem dizer que estão a pagar uma factura elevada da gestão de Vale e Azevedo”! Estou certo, que haveria muito adepto e sócio que tomaria isso com uma credibilidade bíblica....
Com tanto milhão por aí espalhado, não me surpreende que o Sr.º Vieira tivesse um crédito no BES com um tecto de 600 milhões, ou que seja notícia que uma das empresas do Sr.º Vieira tenha lesado o BPN em cerca de 17 milhões.
É que há milhões e milhões. Os do Benfica são de uma cor. Os do Sr.º Vieira são de outra cor...

25 dezembro 2014

(futebol) A oportuna pausa natalícia...

Portugal 23 de Dezembro de 2014

Confirmando o que por aqui tenho escrito e tentado extrapolar, a nossa principal equipa de futebol teve uma fraca exibição contra o Gil Vicente, vencendo por 1-0 na sequência de uma irregularidade posicional no início da jogada. Pior que isso foi a sensação de impotência que me pareceu ver em alguns jogadores, incapazes de produzirem jogo suficiente para dobrar o último classificado, seja porque a habitual táctica dos dois avançados não funciona com as actuais opções (Lima em particular, foi quase inexistente em jogo), seja pela falta de qualidade no centro do terreno onde a “cooptação” de Talisca para numero 8 (posição habitual de Enzo Péres), não funcionou (como era expectável), seja porque a falta de Luisão ainda faz diferença na definição dos posicionamentos dos jogadores da defesa, seja porque o “limão está demasiado espremido” o que é certo é que foi uma vitória que ficou aquém do que os adeptos que se deslocaram ao estádio, queriam, em particular depois da vitória contra o FCP.
Antes de mais, não valorizo muito a falta de golos contra o último classificado. Até porque o Gil Vicente nem é a pior defesa do campeonato mas sim a 4ª pior. O maior problema do Gil Vicente é a falta de golos marcados (pior ataque da prova), e ainda bem, pois em algumas situações de jogo, com outros executantes teríamos sofrido um ou mais golos.
No fundo o que me parece, e espero estar redondamente enganado, é que esta equipa do Benfica é como um castelo de cartas à beira de se desmoronar. Fomos disfarçando as deficiências da reconstrução do plantel com esse verdadeiro “achado” que é o Talisca. Um “achado” porque ninguém no seu perfeito juízo iria palpitar que um jovem de 20 anos, que joga a médio de ataque, pudesse com os golos que marcou (e que nalguns casos valeram 3 pontos), contribuir para as vitórias que colocam o Benfica no 1º lugar do campeonato... Esperar-se-ia que fossem outros jogadores do plantel, pela sua qualidade, que assumissem o papel de marcadores de golos, de “abre latas”... mas não! Foi o novato Talisca a segurar o Benfica....
Nesta perspectiva é interessante colocar a questão: e se o Talisca não marcar? Que acontece à equipa do Benfica, se o Talisca não marca pelo menos um golo?
Para mim começa a ser angustiante ter de colocar esta hipótese, porque na maior parte dos jogos em que Talisca não marcou golo, o Benfica não ganhou. Desde a Champions ao campeonato ou Taça de Portugal, os exemplos estão aí para confirmar esta realidade.
Mas será que toda a época que falta, vai ser assim como até aqui? Não sei. Temos o Jonas que já mostrou poder inverter este estado de coisas, ou até Lima que poderá surpreender-nos (não sei como, mas admito que possa). Derley é que não deve ter hipótese pois joga pouco e um jogador que não jogue, é mais difícil ter a “forma” adequada a uma equipa como a nossa que joga sempre sob muita pressão.
Valha-nos pois esta pausa natalícia. Para recarregar baterias e repensar o futebol que praticamos. É uma pausa oportuna como nunca nos anos anteriores foi. A somar à falta global de qualidade do plantel, fruto da desgraçada gestão que Vieira continua a fazer, com o beneplácito do silêncio dos sócios e adeptos, ainda temos que somar algumas lesões e castigos completamente inoportunos. A equipa que já era pouco fiável, passou a ser ainda menos.
A seguir vai sair o Enzo, que só não saiu em Agosto porque parecia mal a venda por atacado de mais de 2/3 da equipa. Quando os principais apoiantes de Vieira começaram a questionar na comunicação social a catadupa de vendas, a venda de Enzo foi metida na “gaveta”. Aqui sim, Vieira é inteligente. Pena que só o seja para delinear estratégias para salvam a sua imagem, quando enfraquece o Benfica...
Os próximos jogos até à dobragem do campeonato, são fundamentais para avaliar até que ponto a nossa equipa se aguenta e quais são as reais probabilidades de ganhar o campeonato. Esperemos que a Quadra natalícia inspire os responsáveis e ilumine as suas ideias para o futebol do Benfica.

19 dezembro 2014

(futebol) A todos um Bom Natal (parte II)



Portugal 19 de Dezembro de 2014

A eliminação da Taça de Portugal pelo Braga é apenas mais um murro no nosso estômago, é apenas mais uma marca negativa do projecto Vilarinho/Vieira/BES/empresários/PT/outros, alicerçado no “círculo virtuoso” como foi amplamente difundido na altura das eleições de 2000. A ideia era ter uma boa equipa de futebol, com isso chamar mais sócios e adeptos ao estádio, ganhar mais, e ganhando mais poder contratar melhores jogadores, para jogarmos melhor e trazermos ainda mais adeptos ao estádio.
É um facto que nestes 14 anos tivemos muitos e bons momentos de glória, embora limitados, se não me falha a memória, a 3 campeonatos, 2 taças de Portugal, 4 taças da Liga e 2 supertaças. Muito pouco para os milhões investidos em contratações que dão milhões em comissões, e num estádio que pode ser bonito mas sorve os recursos financeiros que deveriam ser destinados aos reforços da equipa de futebol.
Mas o povo é quem mais ordena, e quis assim. Opções feitas democraticamente não se contestam embora não estejam acima da critica.
O projecto “círculo virtuoso” explica em grande parte porque razão, ao longo destes 14 anos, os treinadores do Benfica são estimulados a jogar em pressão alta, a jogar bem e ganhar bem. Os sócios e adeptos pagam bilhete e querem ver um bom espectáculo, dizem os mentores do projecto, ou mandam dizer pelos avençados jornalistas, seja da BTV seja de outros órgãos de comunicação social.
E assim, pelos tentáculos do “círculo virtuoso” na comunicação social, o Benfica é dos 3 grandes, o único que é avaliado pela qualidade do jogo, e não pelos resultados. Por exemplo, ao passo que FCP e SCP “sofrem mas ganham”, no Benfica “ganha-se sem brilho”. É um pouco diferente, e provoca emoções diferentes nos receptores adeptos.
Vem esta longa introdução a propósito de considerar que JJ é mais vitima do que réu, nestas más alturas de maus resultados alicerçados por más opções tácticas recorrentes com o 4-4-2 em losango. Porque sendo este modelo de jogo (também utilizado por Fernando Santos) um modelo que prevê a utilização de 2 avançados, mesmo considerando que é ligeiramente mais compacto no meio campo do que o 4-4-2 clássico (usado por quase todos os demais treinadores, com relevo para Koeman e Quique Flores), é ainda assim um modelo de propensão atacante e de reacção fraca ao contra ataque adversário.
Ora se as teorias reinantes sobre o “círculo virtuoso” é que mandam, JJ apenas cumpre com o que lhe pedem para fazer. O Benfica joga em pressão alta, cria situações de golo que falha e acaba por perder quando encontra equipas com bons jogadores ou equipas com culturas reactivas e habituadas a sofrer a pressão dos adversários mais fortes.
Não é muito difícil perceber porque razão falhamos tantas vezes na Champions (equipas com bons jogadores e bons treinadores), menos vezes na Liga Europa e raras vezes cá em Portugal. Mas acontece às vezes, e quando acontece é uma enorme dificuldade para aceitarmos que o modelo é que está errado.
Para além disto, devo referir que os dados pós jogo com o FCP indicavam que algo podia correr mal. Vejamos. O Sr.º Vieira, no seu habitual estilo populista e demagógico, voltou a aparecer em público para se colar a essa grande vitória. Disse ele que “esta equipa enche de orgulho os benfiquistas”. A seguir marcou o jantar de Natal entre estes dois jogos. Ou seja: deu valor extraordinário aquilo que deve ser considerado uma “obrigação” desportiva (ganhar ao FCP) e para piorar os níveis de concentração agendou o jantar de Natal para 2 dias antes do jogo com o Braga. Quem não se recorda da semana após Trappatoni ter ganho o campeonato, em 2005? Entre o domingo do título e o domingo da final da Taça com o Setúbal, também houve festa da entrega de prémios na Liga de Clubes, onde esteve toda a equipa e não apenas os premiados, também houve jantares, e a seguir perdemos a final da Taça por 2-1, onde também estivemos a ganhar. Não são meras coincidências, mas há alguém que se recusa a aprender, pois a demagogia e o folclore mediático são necessárias para este projecto do “círculo virtuoso”.
A JJ aponto uma crítica que podia ter evitado. Este é o plantel mais fraco de todos os anos que já leva no Benfica, e um dos mais fracos nestes 14 anos de “círculo virtuoso” (nos último 6 anos, nunca tínhamos estado fora das provas europeias e da Taça, em Dezembro). Apostar no 4-4-2 em losango sabendo que não tem as opções de jogadores que já teve, é um risco enorme contra equipas como o Braga (ou o Guimarães) que defendem bem e para quem qualquer resultado serve. Criamos situações de golo, mas o FCP também as criou quando jogou contra nós. O FCP não as concretizou pelas mesmas razões que nós não as concretizamos. Isto era expectável e nem preciso recorrer aos últimos jogos com o Braga para lembrar que na Luz temos ganho por 1 golo, com muitas dificuldades, mesmo quando tivemos grandes jogadores.
JJ devia saber isso. Querer fazer destes jogadores, o que foram os que já treinou, ou é um enorme frete que está a fazer aos teóricos da Direcção que defendem o futebol espectáculo, ou é de uma presunção gigantesca. Milagres só fez o Jesus que por cá andou há mais de 2 mil anos!