27 maio 2015

(futebol) Um dia especial



Portugal 27 de Maio de 2015

Lá estive com mais 60 mil, a comemorar o primeiro bicampeonato nos últimos 31 anos de Benfica. Festa bonita, merecida para os jogadores, para toda a nação benfiquista e em particular para o adepto barbaramente agredido por um agente tipo “rotweiller”.
Por ter comprado bilhete algo tarde, fui parar à porta 10/11 o que deixem-me dizer, não se recomenda: é o sector onde ficam os No Name Boys, Em particular as bancadas que se acedem pela porta 10. Se alguém quiser ver futebol, não aceite bilhetes deste sector do estádio. Se é para pular e cantar o tempo todo, então força. Ah, e se quiserem ficar um pouco “afectados” com o cheiro daquela coisa que se escreve com dois “xis” e vem dos lados de Marrocos, força, que a inalação é de graça.
É uma constatação: os No Name Boys não existem para ver futebol, existem para pular e saltar, apoiando à sua maneira o Benfica, mas há coisas que não se compreendem. Os petardos rebentam com uma frequência incrível, sem que se façam detenções, e não me venham dizer que as câmaras de TV do estádio não apanham os prevaricadores. Duas menininhas que tinham ido com os avós, fugiram dali aos primeiros petardos. Falta de respeito que poderia ser evitada se a Direcção do Benfica quisesse. Logo para começar, não acredito que os NN estejam sempre no mesmo lugar, jogo após jogo, em grupo, porque têm a “sorte” de lhes calharem lugares juntos ou porque alguém compra mais de 400 bilhetes ao mesmo tempo.
Apesar de não ser uma claque licenciada, parece-me óbvio que existe um qualquer acordo de “cavalheiros” entre a Direcção do Clube/SAD e a Direcção dos NN, que lhes permite estarem sempre no mesmo local do estádio, jogo após jogo. Esse acordo também lhes permite passar ao lado da revista que qualquer adepto é sujeito, perdendo cornetas e outros adereços considerados “perigosos”, enquanto eles entram com petardos, fumos, charros, etc. Não me parece bem, nem compreendo o ar angelical do Presidente da Direcção quando diz, dando uma de “lavar as mãos”, que o Benfica não tem claques legalizadas.
Esta lassidão da Direcção para com os NN, resulta em prejuízos de milhares todos os jogos, em multas aplicadas pela Liga de Clubes, por causa dos petardos essencialmente. E uma dispensável má imagem para o clube que o Sr.º Vieira diz defender.
Voltando ao jogo da consagração, com a história das bandeiras dos NN sempre ao alto, não vi o golo do Marítimo, o que me aconteceu pela primeira vez que vou a estádio: não ver um golo e saber que entrou pelo placar electrónico! Quanto ao Marítimo mostrou que não venceu em Braga há 15 dias por mero acaso, e que será uma equipa muito difícil na final da Taça da Liga, onde como se sabe, as condicionantes do jogo são diferentes. Não serão os pontos, que criam patamares psicológicos entre jogadores e equipas, mas sim, um jogo de tudo ou nada, um jogo que ale uma Taça. E aí vão ser 11 contra 11, sem mais valias psicológicas a nosso favor, e com Xistra a cair para o lado do adversário do Benfica, como faz sempre.
Uma vantagem que teve este jogo, é que ficamos a conhecer a qualidade do rival e apesar da lesão inesperada de Sálvio, continuamos a ter equipa e treinador para ganhar.
Foi um bom sábado, regressei a casa com a sensação de ter passado um dia muito especial e muito bom, que não será fácil de repetir tão cedo.

18 maio 2015

(futebol) O poema do Campeão

Tive até alguns anos atrás, um site com endereço www.basta2002.com. Quando da conquista do campeonato da época 2004/2005, uma visitante que não conheço, deixou lá este belo poema. Hoje, passados 10 anos, e perante a conquista de mais um campeonato, achei que era boa altura para recuperar o poema e partilha-lo convosco. A autora assinou como Maria Emília.

Então é assim:

O céu à terra desceu,
No canto de bela musa,
Contando à gente lusa
Nosso Benfica venceu.

E as vozes a vibrar
Do Benfica toda a glória
Não param mais de gritar
Do Benfica a vitória.

Benfica, Benfica,
Tu és campeão;
Toda a terra grita
Por ti, de emoção

Vencidos os seus rivais
Este Benfica merece
O título que nos oferece
De campeões nacionais.

Vem pois festejar comigo
A vitória bem merecida;
Lado a lado meu amigo,
Nesta ventura merecida.

Benfica, Benfica,
Tu és campeão;
Toda a terra grita
Por ti, de emoção.


(lindo, digo eu...)

15 maio 2015

(futebol) Manto protector...



Portugal 15 de Maio de 2015

Interrogava-me eu há tempos atrás num dos últimos textos, sobre se era normal um treinador de um clube elogiar um treinador de um clube adversário que cresceu para ele após um jogo entre as duas equipas, e conclui que isso no Benfica é possível. Com “funestas” consequências, acrescento.
Para existir comunicação tem de existir 3 coisas: um emissor, um receptor e uma plataforma de comunicação entre ambos. Tem de existir os protagonistas, têm de existir órgãos de comunicação social, e têm de existir adeptos ou pessoas que se interessem.
Só por ingenuidade ou má fé se pode defender que a mensagem que sai do emissor, chega ao receptor com a pureza da ideia que o emissor lhe quis dar. Nada disso. Tentem imaginar um zigue-zague entre dois pontos A, o emissor e B, o receptor, e percebam que o zigue-zague é a forma como a mensagem percorre a distância que separa os dois. Agora imaginem dezenas de zigue-zages diferentes, e concluam que no final, a mensagem chegou sempre ao B. Com mais ou menos voltas, mas chegou. Como é que o B captou? Obviamente em função do tipo de zigue-zague que lhe foi dado. Se fosse outro zigue-zague, ele captaria da forma desse outro zigue-zague.
Agora pensem que, em vez de zigue-zague vocês têm o facto da notícia ser escrita e lida pelo receptor (jornal), ou ser escrita e lida pelo emissor (rádio ou televisão) e escutada ou visionada pelo receptor, pensem que a notícias pode sair na 1ª página do jornal, na abertura do rádio jornal ou na abertura do telejornal, ou em vez disso pode sair na última página do jornal, no fecho do rádio jornal ou do telejornal, pensem que pode sair a cores ou a preto e branco, pensem que pode ter uma página ou duas, pensem que pode ter comentários/opinião associado ou não, etc., e concluem que a forma como as coisas nos chegam não dependem do emissor, mas sim do que a plataforma de comunicação quer que nos cheguem.
As notícias chegam-nos pois formatadas em importância, qualidade da mensagem, esclarecimento, por critérios jornalísticos que são critérios subjectivos porque são decididos por seres humanos com todas as suas limitações sentimentais, emocionais, etc. Apesar deles dizerem que não, que são imparciais, que se limitam a relatar factos, etc., na realidade há muitas maneiras de o fazer, como já exemplifiquei.
Como já se percebeu, eu sou dos que acham que o Benfica é desrespeitado pelos critérios jornalísticos, porquanto é óbvia a tendência desviante do rigor e esclarecimento, quando se trata de noticiar o que nos diz respeito.
Utilizo o RECORD online e o caso Lopetegui e a Newsletter do FCP como exemplo. Sempre que as mensagens foram agressivas e provocatórias do FCP contra o SLB, o RECORD destinou-lhe a parte mais visível do online, com a particularidade de, para a Newslettrer que criticou o critério da nomeação dos árbitros, permitiram o destaque durante quase 1 dia. Curiosamente a resposta a Lopetegui por parte do nosso “imbecil de serviço” João Gabriel, com a evocação do manto sagrado, esteve escassos minutos em destaque, passando de imediato para segundo plano, para dar lugar a mais outra provocação do FCP.
Mas não se ficaram pela óbvia manipulação dos destaques dados a uns e a outros. Também apimentaram, acrescentando textos, uns a lembrar que JJ teve problemas com todos os treinadores do FCP excepto Paulo Fonseca e Luís Castro “se safaram” (termos do RECORD). Mas quantos treinadores o FCP teve mais? 3! E desses quantos tiveram um comportamento irrepreensível depois de o serem? Nenhum: Vitor Pereira anda a fugir à frente dos adeptos que foi provocar, Villas-Boas discute com os jornalistas russos, e Jesualdo está desempregado.
Ou seja, num conflito iniciado pela ordinarice do treinador do FCP, o mesmo que antes tinha rebaixado JJ ao dizer que “só falava latim”, e seguida pela Newsletter do FCP, um online lisboeta manipulou e “fabricou” ideias que nos penalizam bem como à verdade e rigor da situação criada pelo treinador basco* e não exercemos o direito ao contraditório perante o jornal online e perante o emissor adversário?
Ah, sim, a nossa estratégia foi anunciar mais um jovem da formação venezuelana, um tal de Murillo, que vem de um tal de Zaragoza, para desta forma desviante, deixar “acamar” a ideia dos emissores portistas e da plataforma que os serviu, RECORD online, de que estão correctos naquilo que dizem.
Os interesses do FCP tem um enormíssimo manto protector dado pela comunicação social lisboeta, e por omissão, pela nossa Direcção que exemplo atrás de exemplo, mostra que não tem manta para se proteger. O rei vai mesmo nu para as nossas bandas.
*então podem referir-se ao Pizzi como transmontano e não podemos referir-nos a Lopetegui como basco? O RECORD deixou a Newsletter do FCP atacar essa situação, esquecendo-se de lembrar o tratamento dado ao Pizzi (e a tantos outros)? Mas para enterrar JJ aí sim, já optaram e não foi a nosso favor, mas sim contra.

12 maio 2015

(futebol) "Capelada" mediática...



Portugal 12 de Maio de 2015

Tornou-se fácil uma jornada que se previa difícil, contra um moralizado Gil Vicente, após vitória em Coimbra, a que se somava a pressão moralmente escandalosa da comunicação social em conluio com responsáveis de FCP e SCP, contra a nomeação de Capela para esse importante jogo do Benfica. Sei que já ganhamos entretanto ao Penafiel, mas importa reter algumas conclusões do que se passou na semana anterior ao jogo.
Jogou bem o Benfica, possivelmente pela introdução de Sulejmani numa das alas, ele que no ano passado fez uma grande época como principal suplente utilizado e também como titular em alguns jogos, mas infeliz no jogo contra o Sevilha onde tolheu o braço e a presente época. É um jogador dedicado e tecnicamente evoluído, sendo-me difícil de compreender os motivos que levaram à sua exclusão das opções, a partir do momento em que foi considerado apto pelo departamento médico.
Esta foi a grande alteração, bem como a substituição de Gaitan por Fejsa quando o marcador já registava 2-0. Fejsa permite que Samaris se liberte de tarefas defensivas e coloque o seu potencial de médio ofensivo em campo, ajudando a equipa a ser mais forte na parte do terreno onde o adversário inicia os seus processos de jogo.
Se a grande preocupação dos nossos rivais era o desempenho de Capela, o que se observou foi que esse árbitro que expulsou Aimar (em casa do Olhanense) e o Cardozo (em casa do SCP), desta vez não expulsou ninguém do Benfica, o que se saúda. Mas os nossos rivais esperavam que o Benfica tivesse um empurrão dele, que só por distracção ou má fé, poderia ter acontecido. Capela tem sido um bom árbitro... para o FCP e não é por acaso que quando surgem estatísticas nunca aparecem o número de penaltys que ele já assinalou a favor do FCP, assim como nunca aparece o número de expulsões que ele assinalou contra o FCP (nenhuma).
Era disto que eu esperava que o “imbecil de serviço”, como lhe chamei no último texto, João Gabriel, tivesse mencionado na resposta, em vez de recuperar pela enésima vez a cassete do Apito Dourado. Ou, se pensarmos que antes do nosso jogo não ficaria bem entrar nessas comparações, ao menos respondíamos na mesma moeda com o árbitro dos jogo do FCP, Marco Ferreira, um árbitro que esteve (literalmente) na derrota em Braga e Vila do Conde, sempre com decisões erradas contra o Benfica, em particular nas grandes penalidades que se “esqueceu” de assinalar. Um árbitro que esteve na derrota com o FCP na 1ª mão da Taça de Portugal da época passada, e talvez por ter dado “sorte” ao FCP, repetiu a nomeação para a meia final da Taça da Liga onde expulsou Steven Vitória aos 17 mn. Nos jogos do FCP não lhe é conhecida qualquer expulsão contra, por natureza disciplinar, assim como não são conhecidos penaltys assinalados contra, excepto quando o FCP ganha no mínimo por 3 golos de diferença.
João Gabriel, assim como a generalidade dos painelistas afectos ao Benfica (que não ouço, mas que me contam), limitou-se a responder com aquilo que chamo respostas ingénuas que ninguém leva a sério. Respostas de “cá-ca-rá-cá” para quem ganha largos milhares de euros para fazer a “comunicação” do Benfica. Do Sport Lisboa e não do Futebol Benfica...
E porque não fizemos uma defesa assertiva nesse episódio, deixamos que a comunicação social fizesse a habitual “capelada” mediática, encobrindo o importante e valorizando o supérfluo. Permitindo que a história continue! Agora é Lopetegui e o “manto protector”. E para variar o “imbecil de serviço” respondeu de forma que apenas prolonga a polémica, ao evocar a grandeza dos adeptos do Benfica, o verdadeiro manto protector da equipa.
O FCP jogou no domingo à tarde, hoje já é terça-feira e ainda vemos e lemos nos jornais online em particular, todo o tipo de opiniões orquestradas pelos critérios redactoriais, todo o tipo de manipulação de factos passados com criação intencional de um ónus sobre Jorge Jesus (que poderá ser tricampeão há 6 épocas)), todo o tipo de inquéritos acerca do assunto, pondo pessoas e adeptos a falar do que não tem interesse, e que se tinha resolvido, de forma profissional, sem ruído desnecessário, da seguinte forma: coligir o número de faltas assinaladas contra o FCP e contra o Benfica neste campeonato, coligir o número de cartões amarelos e duplos amarelos contra o FCP e contra o Benfica, coligir o número de penaltys a favor do FCP e a favor do Benfica, coligir o número de penaltys assinalados contra o FCP e contra o Benfica, e mais algum indicador do género que e está a falhar, e pronto. Estava respondido quem tem o “manto protector”.
Do Benfica e de quem o representa, temos de esperar grandeza e inteligência a condizer com o tamanho do clube e do seu passado glorioso. E se não temos, devemos exigir.

02 maio 2015

(futebol) Cantar de galo?

Portugal 2 de Maio de 2015

O empate com o FCP pode ter sido estatisticamente um bom resultado mas tem de ser devidamente enquadrado com a realidade competitiva: faltam 4 jogos e temos de conquistar 9 pontos. Um objectivo que pode não ser fácil de alcançar, pelas mais variadas razões.
É legítima a comparação de alguns com o contexto de há 2 épocas atrás, quando após a vitória em casa do Marítimo ficamos com 4 pontos de avanço sobre o FCP a 3 jornadas do final do campeonato. Para ser campeões “apenas” tínhamos de ganhar os dois jogos em nossa casa, caso perdêssemos contra o FCP (o único jogo fora de casa que faltava).
Ora hoje temos 3 pontos de avanço sobre o FCP mas em contrapartida faltam 4 jogos. Estamos pior! O único aspecto em que estamos melhor é que não temos competições europeias, e no outro caso tivemos um desgastante jogo na 5ª feira europeia contra o Fenerbahce, um jogo que nos desgastou física e mentalmente. Depois Jesus cometeu o erro de colocar contra o Estoril, essa equipa que brilhantemente nos tinha colocado na 2ª final consecutiva da Liga Europa, opção que qualquer um faria, mas que se revelou desastrosa pois os jogadores estavam cansados e nem pareceram os mesmos. O árbitro (Paulo Baptista) também ajudou ao validar um golo onde houve um fora de jogo de posição com intervenção na jogada, perdemos 2 pontos e reduzimos a vantagem para 2 pontos antes da deslocação ao Porto.
O que poderá suceder nos últimos 4 jogos, começa já hoje em Barcelos. Iremos cantar de galo? Nos últimos 3 anos apenas vencemos lá apenas uma vez. Não é um bom indicador.
Também não é bom indicador a polémica que a comunicação social em articulação com os responsáveis do FCP, contando com a habitual omissão ou participação incompetente da nossa parte, fizeram com a nomeação do árbitro Capela para este importante jogo. O mediatismo, positivou ou negativo, das arbitragens é um campo onde continuamos a recusar jogar, demonstrando um autismo incompreensível, uma vez que sabemos qual a intenção com que se criam estes casos e se põe toda a gente a comentar.
Depois da nomeação já ouvimos Fiúza, presidente do Gil Vicente, que lançou o mote ao dizer que “o Gil Vicente não tem sido muito feliz com Capela”, já ouvimos o que pensa Proença, depois o que pensa Jorge Jesus e a seguir (porque falou depois) Lopetegui que em tom ordinário sublinhou que JJ só se engana com o seu nome, mas não com o nome de quem nomeou Capela. Claro que neste bate-boca ninguém se lembrou de perguntar a Lopetegui se sabe quem é que nomeia os árbitros para vermos se sabe do que fala ou se ataca de forma gratuita....
Pelo meio tivemos o idiota de serviço, João Gabriel, a defender-nos de um ataque actual do FCP com a antiga “cassete” do Apito Dourado. Se é para passar “cassetes”, ofereço-me para fazer esse papel e de borla. O que esperava de quem ganha milhares de euros por mês, é que falasse da nomeação de Marco Ferreira para o jogo do FCP e sobre a estranha decisão da FPF em não colocar o Benfica e FCP a jogarem à mesma hora, como há duas jornadas atrás.
E como a incompetência da tal máquina, estrutura do Benfica, tão mencionada por uns quantos ingénuos quando têm de devolver elogios a quem lhes oferece borlas para ver jogos do Benfica, ainda tivemos (mais) um desempenho infeliz de JJ que elogiou o carácter humano de Lopetegui (após o desaguisado do jogo da Luz), antes deste responder da forma ordinária que já mencionei. Ora passa pela cabeça de alguém dar uma entrevista na semana anterior a um dos últimos 4 jogos que precisamos de ganhar para sermos bicampeões? Passa, e é no Benfica. Passa pela cabeça de alguém elogiar alguém que cresceu para nós e nos abordou de forma agressiva? Passa, e é no Benfica. Mas que podemos esperar de um (bom) treinador e de uma máquina que o deixa dizer (sem correcções posteriores) que “comigo na 2ª volta fazemos mais pontos” quando tal afirmação era errada na altura e confirmou-se em mais uma época, a 4ª em que JJ faz menos pontos na 2ª volta do que na 1ª?
Resultado desta incompetência: a resposta de Lopetegui, insultuosa e ordinária é o troco que JJ e a tal máquina do Benfica estavam a pedir... E o FCP safou-se desta polémica (mais uma) sem ninguém ter lembrado os maus desempenhos de Marco Ferreira nos jogos do Benfica, prejudicando-nos (derrotas em Braga e Vila do Conde), e nos jogos do FCP, beneficiando-os (vitória sobre o Paços de Ferreira com o 2º golo a nascer de um penalty fora da área).

É isto o Benfica. Entretanto a única vez que vimos uma foto de Vieira nos jornais durante esta polémica, foi a propósito da possível recompra de dois jogadores formados nas escolas do Benfica e depois cedidos ao Rio Ave. Será para manter a “aposta na formação” como traçou como meta ou será para financiar o Rio Ave como já fez antes com o Leiria, Paços de Ferreira, Vilafranquense, etc?

22 abril 2015

(futebol) Excitações...



Portugal 22 de Abril de 2015

Para escrever é preciso alguma “pica”, alguma excitação mental, mas confesso que a minha tem sido pouca ou nenhuma. Tenho feito outras coisas que me dão mais prazer. No plano sentimental, o Benfica continua a ser o Benfica, mas o Benfica é dos sócios e adeptos, não é meu. Logo não vale a pena tentar mudar o que a maioria não quer mudar, preferindo a actual atrofia económico-financeira e os zigue-zagues da gestão directiva, a um debate sério sobre o caminho a que fomos conduzidos nos últimos 15 anos e o que perspectivamos ser nas próximas décadas.
Siga para bingo.
Mas nem tudo se resume às minhas angústias clubísticas. Tem havido algumas coisas que deram ou têm dado “pica” e alguma excitação desportiva.
1.                  No Hóquei feminino fomos campeões europeus logo na primeira participação. Fantástico e fantásticas exibições que destroçaram adversárias mais cotadas. Parabéns às senhoras e meninas, bem como ao Paulo Almeida e demais equipa técnica, que com saber e dedicação conseguiram construir uma equipa ganhadora. À Benfica.
2.                  No Vólei chegamos à final europeia da Taça Challenge, feito inédito que poucos acreditavam. Perdemos não só porque o adversário foi mais equipa e falhou menos, mas porque na inversa fomos menos equipa e falhamos mais. Falta de experiência? Talvez. Mas o folclore com que abordamos estas fases finais não ajuda os jogadores a concentrarem-se no objectivo principal que é o jogo em si mesmo. E com a mediatização da BTV a coisa fica pior. Terá sido por falta de concentração que Hugo Gaspar discutiu um ponto atribuído ao adversário no 4º set do 1º jogo, ponto que poderia dar o 20-20 e que acabou por ditar a expulsão dele e 19-21? Logo após o adversário fez 2 pontos e passou para 23-19, à beira da vitória no set e no encontro, com se veio a verificar por 25-22. No jogo cá, não se compreende que tenhamos desperdiçado 2 bolas de set, no primeiro set, e com isso dado moral ao adversário que sabia precisar de 2 sets para ser campeão. Oferecemos o primeiro de bandeja. Falta de concentração, na minha opinião, não por falta de qualidade mas pelos antecedentes ao jogo. O nosso clube deve repensar a forma como trabalha os dias anteriores aos grandes jogos, envolvendo menos os jogadores e equipa técnica, proporcionando-lhe mais condições de estabilidade mental e de concentração.
3.                  Pode ser uma coincidência, mas a última grande vitória a nível internacional, campeões europeus em Hóquei em Patins em casa do FCP, talvez tenha sido ajudada pelo facto das probabilidades estarem contra nós e assim tenha havido menor mediatização. Pode ter sido coincidência, mas o que é certo é que poucos davam alguma coisa por essa vitória. A secção já tinha decidido “arrumar” com mais de meia equipa, por causa do falhanço a nível interno, e depois tiveram de andar atrás de jogadores que já eram dados como certos noutros clubes, para renovarem com eles. A excepção foi o Luís Viana que segundo as fontes benfiquistas, queria “mundos e fundos” para renovar. Foi jogar para a Juventude de Viana e para o ano vai para o SCP, e não acredito que seja por receber “mundos e fundos”.
4.                  E por falar em Hóquei, sagramo-nos campeões a duas jornadas do final, com brilhantismo, com duas vitórias sobre a equipa do FCP, os nossos principais rivais, e com um pavilhão bem composto de adeptos que celebraram duas vezes: primeiro a vitória do futebol em casa do Belenenses, depois a vitória no Hóquei. Seria o bicampeonato se não tivéssemos sido gamados em Valongo na época anterior, mas ninguém da Direcção protestou, só os adeptos do Benfica nas redes sociais.
5.                 Não podia deixar de reparar que o presidente do Benfica tenha falhado mais uma vez um jogo importante de Hóquei, por estar gripado segundo disseram no dia seguinte, quando foi dar prémios relativos à Corrida António Leitão. A quantidade de vezes que o Sr.º Vieira está gripado quando as modalidades ganham títulos é impressionante, como impressionantes são as suas recuperações.
6.                  O jornal A BOLA também teve os seus “espamos” de “pica” quando a meio da semana anterior, com algum alarmismo colocou na 1ª página o título “Alarme por Jonas e Gaitán”. Depois, em Belém, os dois fabricaram alguns grandes lances do Benfica e o 2º golo em particular. Mas como a Direcção do Benfica cedeu os direitos televisivos do jogo de Hóquei contra o FCP à BOLA TV é porque devem achar bem, e eu é que estarei a ver mal o “filme”.
7.                  O FCP levou uma abada das antigas do Bayern. Antes do 1º jogo em casa do FCP, Madjer, antiga glória do FCP e autor de um golo na final de 1987, também teve o seu espasmo ao reconhecer que “no futebol tudo pode acontecer”. E de facto aconteceu, e logo duas vezes. Por isso é que o futebol é apaixonante...

02 abril 2015

(Transporte aéreo) Confusões interpretativas

Um cidadão faz uma simples pergunta às agências de viagem, às companhias aéreas e à entidade que processará o reembolso do “subsídio social de mobilidade” e nenhuma das interpeladas consegue responder. Não que tenham culpa, diga-se desde já, mas porque o legislador consegue confundir(-se) o que deve ser inequivocamente claro. Não bastam já algumas reservas quanto ao novo modelo de transporte aéreo, que não reputo de liberalizado (e, por enquanto, neste particular fico por aqui), ainda tenho de condescender com a incapacidade política no que à sua implementação e explicação respeita, não olvidando a escolha da entrada em vigor. Aqueles que deveriam responder às questões concretas que os cidadãos colocam sobre os diplomas legais, preferiram arregimentar umas quantas generalidades, de conteúdo cerebralmente solúvel, arremessá-las para os órgãos de comunicação social e partir a banhos que eles são filhos do Senhor, mesmo que este pouco ou nada lhes diga. Num país ou numa região que quisessem ser levados a sério, haveria um rosto e uma voz ao serviço dos cidadãos, jamais deixando que “o gabinete jurídico” de uma qualquer entidade externa (não) fizesse a interpretação de normas jurídicas que reflectem negociação e entendimento entre governos, com ou sem as reivindicadas boas influências de terceiros. Porém, manda o bom estilo caseiro que se aguarde pelo dia 13 e, com um jeitinho, logo se verá se a culpa é da Merkel ou do Alberto João pois o Tsipras é bom rapaz e o César tem de ser presidente.

01 abril 2015

(SATA) A 1 de Abril de 2015,

face à nova regulamentação do transporte aéreo açoriano e quando se tem como destino Lisboa, podemos afirmar que a SATA tem uma verdadeira preocupação de serviço público para com a ilha onde reside mais de metade da população, vertida em preços concorrenciais, horários racionais e itinerários criteriosamente determinados segundo as regras do bom senso, tal e qual como aqueles que têm como padroeiro São Bento gostariam que fosse.


19 março 2015

(futebol) Folclore...



Portugal 19 de Março de 2015

O futebol português, passa a maior parte do tempo em autênticas cenas de folclore mais vocacionado para o entretenimento cómico do que propriamente para o enriquecimento cultural e desportivo.
Esteve bem o gabinete de comunicação do Benfica quando após o empate no SCP - Benfica, lembrou que “acabou o black-out e começou o folclore”. De facto não se percebe esse clube que se apelida abusivamente de “Portugal”, sem ninguém lhe ter dado procuração para representar o país, e que sistematicamente dá exemplos de tacanhez e atrofia mental, que não dignificam “Portugal”. Vieram acusar o Benfica do mau gosto das tarjas que os NN colocaram no Benfica – SCP em Futsal, mas nada referiram, sobre uma t-shirt que circulou antes desse mesmo jogo de Futsal e que era ofensiva para a memória de 3 membros dos NN que faleceram em 1995 quando regressavam de Split na Croácia, após jogo da Champions. Também nada referiram sobre a vandalização de um mural que glorifica craques do Benfica já falecidos. Podiam ter dito que lamentavam embora nada tivessem que ver com os seus autores, mas nada disseram, limitando-se a atacar o Benfica. Como aliás fazem sempre.
Pois se o SCP esteve mal ao aproveitar-se de uma minudência para cortar relações desportivas com o Benfica, também o Benfica esteve mal ao não ter potenciado o conhecimento público desses dois argumentativamente poderosos, que eram a tal t-shirt ofensiva para os NN e a vandalização de um mural de benfiquistas. Ao optar pelo estilo folclórico, o Benfica perdeu uma oportunidade de se defender pela via do contra ataque. E é importante demonstrar força, para impor respeito, coisa que não costumamos fazer.
Desde esse longínquo empate com o SCP até hoje, o folclore tem-se sucedido ao ritmo dos episódios das novelas: nas noticias, nas entrevistas, nas declarações públicas de altos dirigentes do nosso futebol, etc.
Assim para responder ao folclórico comunicado do Benfica que glosou com o fim do black-out do SCP, reagiram estes contra atacando o Sr.º Vieira, não se inibindo de utilizar um tom de alguma baixeza ao tornarem públicos supostos episódios que aconteceram entre Vieira e o motorista do Sr.º Bruno de Carvalho, ou numa suposta reunião solicitada para dominar o futebol português. Ao baixo nível das acusações leoninas, respondeu o Benfica de forma efeminada, terminando a discussão com um “não alimentamos mitómanos”, ou coisa parecida.
Que o Sr.º Vieira no seu “modus operandi” de “comprar” tudo (Pragal Colaço, Eduardo Moniz e Varandas Fernandes entre outros que no passado o contestaram) tenha agendado uma reunião com Bruno de Carvalho para limar as habituais “arestas” que o incomodam (a ele, não ao clube), não me surpreenderia. Mas que o tivesse feito através do motorista de BdC, isso não acredito e reputo de agressão gratuita, mais um mau exemplo do tal clube de “Portugal”.
Também o Sr.º Pinto da Costa, presidente do FCP, o tal que acha que “só os estúpidos falam de arbitragens” veio a terreiro defender a teoria que o Benfica está a ser levado ao colo pelos erros dos árbitros. Não sabendo explicar porque razão o Benfica mais fraco dos últimos 6 anos ganhou de forma convincente em casa do FCP mais caro dos últimos 6 anos, partiu para o contra ataque utilizando a sua habitual táctica de fazer dos outros estúpidos. Atenção contudo, que este folclore não é gratuito e tem uma estratégia associada. Ele apenas está a preparar o terreno para que, quando os seus amigos da arbitragem fizerem o “servicinho” (como aliás têm tentado nos últimos jogos), ninguém se admirar porque se percebe existir uma espécie de “compensação”. Não sei se repararam mas desde que PdC falou no assunto, vieram logo os habituais jornalistas sportinguistas e portistas criar os mais díspares cenários de “favorecimento”. Desde o número de jogos que o Benfica joga em superioridade numérica, e quantos desses jogos ganhou nessa situação, aos bloqueios que os árbitros não vêem, tudo serve para atirar “pedras”. Até leio um que descobriu que o Benfica é líder a provocar expulsões.. mas não somos a equipa que tem mais expulsões a favor? Ou há necessidade de requentar o tema para tentar criar outro que é igual ao anterior, e assim continuar o falatório?
Pois neste folclore dos dirigentes, onde se incluem os nossos especialmente por não saberem dançar o fandango, mais o folclore dos jornalistas do costume, os tais que já crucificaram o Paulo Almeida, o Robocop, o Cristiano, o Roberto, o Emerson, etc, e agora cozinham o cardápio adequado aos interesses que o FCP têm na arbitragem, que lhe permite sonhar com o título. Se foram beneficiados, como têm sido nas grandes penalidades com o Braga e tantas outras situações análogas, técnicas ou disciplinares, ninguém irá reparar se o Benfica for prejudicado nos jogos que faltam.
Isto é mesmo muito folclore...

10 fevereiro 2015

(futebol) Olé!



Portugal 10 de Fevereiro de 2015

Conseguimos um bom empate em casa do SCP, com essa saborosa perversidade de marcarmos na última jogada do desafio, mostrando que as derrotas com Chelsea e FCP no último minuto, não são questão de maldição ou incompetência, mas sim fruto das “leis” próprias do futebol.
Foi um jogo de padrão diferente de tantos que temos feito, mas convenhamos que não foi muito diferente do que fizemos em casa do FCP. Na altura fomos mais felizes e marcamos dois golos, desta vez não conseguimos. Por mérito do adversário, ou por demérito nosso, o que é um facto é que não conseguimos chegar à baliza deles, como chegamos à baliza do FCP. E na única vez que o fizemos, marcamos um golo, o que foi algo de justiceiro para a campanha que a comunicação social sportinguista fez durante a semana contra o Artur Moraes.
O empate e o padrão de jogo apresentado por Jesus fizeram palrar os habituais “filósofos futebolísticos” benfiquistas. Uns, porque Jesus teve “medo” do SCP, outros porque tivemos “sorte”. São os mesmos que quando perdemos com o Chelsea e com o FCP terão dito que o Benfica arriscou de mais. De facto não lembra a ninguém jogar contra o Chelsea com 2 avançados, Lima e Cardozo, contra um do adversário, Torres. E jogamos. Ou no caso do FCP, não lembra a ninguém substituir Ola Jonh por Aimar a 8 mn dos 90, obrigando Enzo Peres a desviar para a ala direita (onde estava Ola Jonh) saindo do miolo onde, com Matic fazia uma muralha intransponível, provocando o desequilíbrio organizacional de onde surgiu o tal golo que veio branquear uma data de erros de arbitragem contra o Benfica.
Os "filósofos" benfiquistas são o pior que pode existir neste clube.
À critica do “medo”, respondo que o plantel milionário do Chelsea jogando no seu estádio, se apresentou com um modelo táctico e funcional para não sofrer golos, quando há 1 semana atrás jogou contra o Man City, num jogo que empatou 0-0. E nessa altura, Mourinho foi elogiado pelo pragmatismo e capacidade de adequar a exibição à necessidade de um resultado específico. Qual a diferença entre O Chelsea e o Benfica, que jogando no estádio de um adversário moralizado, privilegiou um modelo de jogo reactivo que impedisse o adversário de marcar golos? Fomos bem sucedidos, com sorte e competência. Porque razão Jesus tem de ser acusado de algo que Mourinho não foi? Porque treina o Benfica? Porque doeu ao SCP? Porque não andou a estudar com Mourinho?
À crítica “sorte” e em particular ao jornal A BOLA que chamou para título principal “sorte grande”, apenas recordo o título quando o Benfica perdeu com o Chelsea: “maldição”, que não deve ter sido muito diferente do que quando perdemos com o FCP um jogo e um campeonato. Porque razão o Chelsea não teve sorte, o FCP não teve sorte, e o Benfica teve?
Já agora: qual foi o título de A BOLA quando o SCP venceu o Braga com 1 golo de livre directo no último minuto?
Quem não percebe porque existe uma certa cultura anti-Benfica a partir da comunicação social, estes exemplos fundamentam essa tese...
Quanto ao jogo em si, jogando numa táctica de 4-4-2 com 2 avançados mais ou menos móveis, mas essencialmente com apetência pela baliza adversária, entende-se porque existiu espaço entre o meio campo e o ataque, situação de jogo por mim diversas vezes criticada ao longo deste e anteriores campeonatos. Talvez resida nesta opção a nossa menor competência neste jogo com o SCP, relativamente ao jogo com o FCP onde apenas fizemos alinhar 1 avançado, Lima e mais um médio, Talisca.
Há anos que critico esta forma de jogar, tão tradicional no Benfica, porque se comprova que não funciona com adversários de melhor nível. E quer se queira, quer não, o SCP era um adversário moralizado, com não sei quantas vitórias consecutivas, com um treinador que quebrou não sei quantos mitos vencidos, etc, etc. Como na final com o Chelsea (Lima e Cardozo) onde a dificuldade do modelo foi o poderio adversário.
Por último, acho que agora já poderiam colocar um dos muitos jornalistas avençados a perguntar a Jesus: “com este empate o Benfica já perdeu tantos pontos na 2ª volta, como em toda a 1ª volta. Ainda acha que consigo o Benfica é mais forte na 2ª volta como disse há tempos?”. Penso que era importante que alguém confrontasse Jesus com as suas afirmações, pois não tenho dúvidas que levaria a equipa a ser mais humilde, mais focada nas dificuldades dos adversários, mais conscientes que não se podem perder mais pontos se quisermos ser campeões. E ajudava um pouco Jesus a pensar melhor antes de falar.
Uma coisa é perceber muito de futebol. Outra bem distinta é saber gerir as múltiplas implicações das mensagens que se mandam cá para fora.

03 fevereiro 2015

(futebol) MAXImizar o efeito...



Portugal 3 de Fevereiro de 2015

O nosso desporto é pior que as novelas que todos os dias nos trazem episódios diferentes, para entreter. A diferença é que no desporto os novos episódios nos devem suscitar alguma reflexão.
Começando pelas partes boas, vencemos a Taça Hugo dos Santos dando continuidade ao domínio hegemónico que vimos exercendo no Basquetebol, no Futsal vencemos o Braga pela segunda vez consecutiva em sua casa, no Hóquei tivemos uma vitória mais difícil do que o esperado contra o Hóquei de Barcelos, apuramo-nos para a fase seguinte da Taça de Portugal em Vólei e só destoou o Andebol onde voltamos a perder com o ABC (2 jogos, 2 derrotas) e já estamos a 7 pontos do 1º lugar, o invariável FCP, havendo poucas mas algumas possibilidades de encurtarmos distâncias para entrarmos na 2ª fase com o mínimo de distância pontual possível.
No futebol tivemos uma exibição de boa qualidade, que a comunicação social lisboeta confundiu com facilidades concedidas pelo Boavista. Ainda bem que pensam assim, pois contra o SCP esperamos que esta qualidade exibicional se mantenha, para eles voltarem a dizer o mesmo. No Benfica, como não me canso de repetir, o copo está sempre meio cheio, excepto quando ganhamos ao SCP.
Destaco na vitória sobre o Boavista, Maxi Pereira, um exemplo de profissional que se confunde com o que consideramos ser um jogador “à Benfica”: não dá uma bola por perdida, remata com o pé que tem mais “à mão” e está sempre em jogo. Foi ele quem fez a assistência para o 1º de Lima e foi ele a marcar o 2º golo com o pé esquerdo, teoricamente o seu pior pé.
No geral penso que o Boavista quis perder por poucos, pois só talvez a meio da 2ª parte se abriu um pouco mais, e também penso que o árbitro estava bem colocado para marcar os dois penaltys que existiram, e para não marcar o que marcou, e que não existiu pois ainda não há lei que transforme livres fora da área em penaltys dentro da área. Mas este é o Hugo Miguel que há 3 épocas em Coimbra viu Aimar ser ceifado dentro da área e ainda conseguiu marcar falta contra o Benfica, perante o silêncio da nossa Direcção.
Nestes dias tivemos também dois acontecimentos “sociais”, a despedida da arbitragem do “heterossexual e benfiquista”, Sr.º Proença e a apresentação da biografia do dito super empresário Jorge Mendes. Em ambas as ocasiões, lá esteve o Sr.º Vieira, sorridente, ao pé dos seus amigos do futebol, de tanta e tanta gente que lhe abriu as portas para ser o que hoje é. à custa do Benfica.
Não me incomodou ver Vieira dar um abraço efusivo e até algo comovido, ao Proença que tantas e tantas vezes nos “roubou” em campo, e que alguns campeonatos nos tirou. Vieira consegue dizer hoje uma coisa e amanhã o seu oposto com a mesma naturalidade de quem acordou de um sono letárgico entre um dia e o outro. Assim como consegue aparecer no local onde sabe que as televisões estavam, para zurzir – faz - de conta no Proença, após o jogo perdido para o FCP com um golo em fora de jogo de 2 metros, mas na hora da verdade, nunca patrocinou uma queixa do Benfica contra Proença ao contrário do que fez o SCP contra Bruno Paixão e Duarte Gomes, entre outros, e o FCP contra Bruno Paixão entre outros.
Há que fazer de conta, pois os sócios do Benfica isso esperam do Presidente do Benfica. Mas na hora da verdade, lá esteve na homenagem e lá estará a apoiar uma promoção de Proença a um qualquer lugar internacional de relevo, pois a vida de Vieira no Benfica não se faz a pensar no clube, sócios e seus interesses, mas sim na forma que ele tem de tirar o maior partido de cada situação. Nem que seja na vertente social.
Podia também falar de Vieira e da sua “aposta na Formação”, título de um chavão que a comunicação social avençada “vende” bem aos adeptos do Benfica (pois há muitos que acreditam e elogiam os progressos na Formação), mas vou terminar com a evocação dos dois derbys com o SCP, um para o campeonato e que é mais importante do que o outro para o Futsal também para o campeonato.
Uma vitória no Futebol “arruma” o SCP e dá-nos confiança. Nos últimos tempos contudo temos vindo a assistir a uma alteração de discurso de Jorge Jesus, mais arrogante e menos humilde como era a sua imagem de marca. A afirmação “os adversários é que têm de olhar para cima” não se encaixa no padrão da sua filosofia de “pastilha elástica”, como lhe costumo chamar.
O SCP vem de uma longa de série de jogos a ganhar, pelo que matematicamente está mais perto do jogo que não vai ganhar. Nós iniciamos com o Boavista uma nova série de jogos a marcar golos, que a manter-se 80 e tal como de costume, nos garante um golito no mínimo em Alvalade. Vamos ver para que lado cai a matemática. Que não tem a ver com quem joga, se é o Artur se o Júlio César. Nos 3 últimas deslocações a Alvalade para o campeonato, com Artur apenas perdemos 1 vez, com um golo de penalty, e “roubados” de princípio a fim de jogo pelo Soares Dias, para dar o título ao FCP. Também ganhamos 1 e empatamos 1.
No Futsal, o jogo não é tão decisivo, mas joga-se para ganhar. O Benfica dificilmente sairá do 1º lugar da fase regular e irá começar o play-off com o factor casa a favor, em caso de necessidade de desempate.
Esperamos que se consiga Maximizar o efeito da última jornada, vencendo novamente....

27 janeiro 2015

(futebol) Banhada



Portugal 27 de Janeiro de 2015

Estávamos tão contentes com a derrota do FCP no Funchal, onde havíamos goleado há apenas 1 semana por 4-0, estávamos tão embevecidos com a propaganda do “Benfica pode ganhar vantagem histórica sobre o FCP” e eis que uma derrota madrasta nos trouxe de volta à dura realidade.
Tal como quando derrotamos o FCP no seu estádio por 2-0, também de seguida perdemos em casa com o Braga 2-1 e fomos eliminados da Taça de Portugal, troféu de que éramos detentores. Tal como no intervalo entre esses dois jogos, não soubemos ser humildes e como tal perdemos outra vez. Num caso Jesus ficou a dizer que a exibição frente ao Braga foi a melhor em casa esta época. Agora ficou a dizer que podíamos ter resolvido o jogo na 1ª parte. Sim e não...
Jogar bem, resolver, é marcar golos e não coleccionar oportunidades. Se criamos oportunidades e não marcamos, sendo o nosso ataque, o melhor da prova, se descontarmos os golos de penalty ou em fora de jogo, então algo vai mal. Mas já sabemos como para Jorge Jesus é importante jogar “bem”, fazer “pressão alta”, esmagar o adversário em posse de bola, etc., mesmo que após 5 épocas completas se constate que há outros parâmetros que nos ajudam a ganhar mais, a ser mais bem sucedidos. Que é o que importa...
Um dos parâmetros é a concentração no trabalho que tem de se fazer. Antes da eliminação frente ao Braga na Taça, tivemos o jantar de Natal, que prejudicou de sobremaneira esse objectivo. Agora tivemos um conjunto de pequenas coisas que transmitindo-se de fora errada aos jogadores, leva ao relaxamento e quebra de concentração, potenciando situações de falta de eficácia como as que ocorreram ontem, e na eliminação frente ao Braga.
Como alguns que me lêem ao longo dos anos saberão, sou um fã racional de Jorge Jesus e por defendê-lo de forma entusiasta, fui “corrido” (não me choca ver isso assim) do blogue NovaGeraçãoBenfica. As “anedotas” que gerem o blogue não toleravam as críticas que lhes devolvia quando criticavam Jorge Jesus.
O que não quer dizer que concorde com tudo que JJ faz, nem como a centralização do futebol na sua pessoa por razões estratégicas de comunicação e mediatismo. JJ é uma pessoa limitada na formação mas que aproveita a experiência da vida que já teve para superar os teóricos que o contestam. A sua filosofia da “pastilha elástica” é frequentemente mais poderosa do que muitos ensinamentos das teorias da pedagogia e da comunicação. É uma pessoa com valor e muita competência.
Mas quando abre a boca esquece frequentemente que as suas palavras podem ter um efeito estimulador ou dissuasor da ambição do jogador. Podem ter um efeito de aumentar a concentração ou diminuí-la. Ora na antecâmara do jogo com o Paços acho que JJ cometeu dois erros. Um foi quando afirmou que as suas equipas jogam mais na 2ª volta e outra foi quando afirmou que gosta mais de jogar depois dos adversários directos, o que também é criticável. Duas mensagens com o mesmo efeito: amolecer o jogador. É que este acaba por ser levado a pensar que afinal está tudo controlado porque jogamos mais na 2ª volta, mesmo não jogando, e que basta jogar depois dos adversários para o jogo está ganho.
Em vez de apelar ao trabalho, em vez de apelar aos perigos da desconcentração, em vez de alertar para o que ainda não está ganho, não, fez um discurso de facilidades completamente o oposto do que faz falta nesta fase do campeonato. Nem parece dele.
Até porque ambos os argumentos são incorrectos. Primeiro, nas 5 épocas que fez no Benfica, JJ teve 3 anos em que na 2ª volta piorou os resultados da 1ª volta, e apenas 2 anos em que melhorou esses resultados. Portanto estatisticamente JJ faz piores resultados na 2ª volta. Segundo, dizer que gosta de jogar depois dos adversários sabendo que perdeu 2 pontos com o Estoril numa 2ª feira, acabando por perder a vantagem de 4 pontos sobre o FCP para apenas 2 com deslocação ao estádio deles, enfim, ou é de quem anda distraído ou não sabe o que anda a dizer.
Jesus desta vez falhou no discurso. Veremos se perdemos um simples jogo ou se perdemos o campeonato, com todas as mensagens “positivas” (para eles) que passamos para os rivais com esta derrota.

26 janeiro 2015

José San-Bento, SATA e Carlos César

José San-Bento é o antónimo caligráfico da ideia que grassa popularmente sobre a esquivança da deputação regional ou nacional. É fluído na exposição e directo na opinião. Merece, sem reserva, o respeito e os encómios.

Fazendo jus a tal, em artigo de opinião publicado no Açoriano Oriental, no pretérito dia 23, José San-Bento ofereceu-nos, com a frontalidade esperada, uma perspectiva sobre a SATA, e nele assumiu, sem qualquer resquício de calculismo político (muito típico dos seus pares, como “syriza” o povo), uma crítica à governação de Carlos César, quando apôs várias perguntas que, não sendo originais, vindas de alguém com a sua posição têm impacto e deverão merecer melhor meditação e ampla discussão – já agora, algo que até ao momento não aconteceu -. Transcrevo, porque mais fiel:

Pode uma pequena empresa pública regional de transporte aéreo prosperar com o atual modelo de negócios que a indústria da aviação instituiu e com a regulação comunitária em vigor? Pode ao menos resistir e manter a sua atividade? Em que termos? Com que frota, modelo logístico, meios técnicos e quadro de pessoal? Com que estrutura, suporte financeiro e modelo de gestão? Com que parcerias e alianças? E com que posicionamento comercial face à concorrência?

Com estas interrogações, José San-Bento lembra-nos cristalinamente (a nós, simples mortais, ignaros nestas coisas mais complexas e demasiado mediáticos para termos memória perene) a inércia e a incapacidade manifestas do accionista único da companhia aérea regional em dar-lhes resposta adequada.

Mas se, por si só, as interrogações e a falta de resposta às mesmas demonstravam já a falência do modelo escolhido e da política gizada pelo accionista único, o Governo Regional dos Açores, José San-Bento vai mais longe e aprofunda a inoperância governativa ao transportar-nos para 2008, ano em que, pelo menos e segundo ele, já se saberia da gravidade da situação e era possível apontar um diagnóstico. Cito:

A situação difícil que a SATA atravessa só surpreende os distraídos. A indústria da aviação vive um processo permanente de consolidação global que gerou mega alianças planetárias como a Star Alliance e a Oneworld. O cenário pós 2008 precipitou um modelo de negócios do transporte aéreo em que coexistem grandes companhias consagradas, dedicadas sobretudo à alimentação dos grandes aeroportos internacionais e ao longo curso, com as transportadoras low-cost, focadas nas ligações ponto a ponto de médio curso.

Distraídos! Os governantes em 2008 andavam distraídos! O governo de Carlos César, pelo que nos é dado a entender, estava alheado daquilo que se passava no mundo real. Aplaudo! Não o alheamento, mas a coragem de escrever com todas as letras e sem rebuço em nome e defesa dos Açores, seja contra quem for. Não é para todos, muito menos para um socialista.

É que, recuando no tempo, para os mais distraídos, ou dando a conhecer, para os que não o sabem, José San-Bento é socialista e, mais do que isso, deputado socialista. Além de que o seu partido ainda governa e, sob a presidência de Carlos César, governou a Região Autónoma dos Açores desde 1996 até 2012, bem como, nesse período, Portugal teve 13 anos de governos socialistas. Portanto, tudo factores básicos, segundo os teoremas politicológicos, para que a comunhão ideológica conjugasse esforços para não prejudicar os Açores e os açorianos.

Mas não! Atentando ao artigo de opinião, porque o socialismo sofre muito de défice de atenção, olhou para o que se passava no planeta Terra e deve ter entendido que aquilo estava a acontecer em Marte. Se os governos de Carlos César e de José Sócrates tivessem, ao menos, ouvido os seus atómos, hoje, teríamos uma SATA moderna, pujante, dominadora de rotas lucrativas e, no decurso, melhores Açores e açorianos orgulhosos da sua companhia aérea!
               
Daí que compreenda o que José San-Bento nos ofereceu:

Confrontados com o desafio de ajudar uma empresa estratégica a vencer no futuro, toda a oposição optou por proclamar banalidades - e tontices - e propor uma comissão de inquérito para apurar o que consta nos relatórios anuais de atividade do grupo SATA. A proposta é uma confissão pública da desatenção e da incapacidade política da oposição.

Para quê a oposição perder tempo com aquilo que todos já sabiam há muito tempo e que, tão bem e em curto espaço, José San-Bento retratou?! Se lerem o artigo de opinião, o axioma está lá:

Neste mundo selvagem, dominado pelos grandes e fortes, uma pequena companhia regional só tem uma opção: consolidar a sua vocação de génese e explorar nichos de mercado. É este o futuro que a SATA tentará perseguir.

Assim sendo, bastando aplicar tal, não será melhor os partidos, os cidadãos e o parlamento regional dedicarem-se a coisas mais prementes?

Termino como comecei: ao não ter qualquer pejo em apontar os erros dos governos de Carlos César, José San-Bento é um exemplo raro que faz o mais céptico e renitente dos cidadãos ter esperança na política e nos políticos. É probo. E esta qualidade insofismável fá-lo presidenciável.

22 janeiro 2015

(futebol) 1ª volta: um balanço...



Portugal 22 de Janeiro de 2015

Os acontecimentos no Benfica sucedem-se a velocidade estonteante e ora é o Bernardo Silva que foi vendido ao Mónaco, ora é o Jonatham que vai chegar por 6 milhões depois de ser anunciado por 3,3 milhões. A seu tempo falarei sobre isto.
A 1ª volta do campeonato nacional terminou com uma goleada de 4-0 em casa do renovado estádio do Marítimo, exibindo-se a nossa equipa a grande nível e na senda do que já fizeram em casa com o Guimarães.
Sobre a vitória sobre o Guimarães escrevi e mantenho: “finalmente vi a equipa jogar à bola e a dar indicações que as nossas principais expectativas, a conquista do campeonato, poderão não ser tão ilusórias como muitos pensam”. A exibição frente ao Marítimo confirmou esta certeza: as expectativas de sucesso no campeonato crescem de jornada em jornada.
Com 41 golos marcados e apenas 7 sofridos, o Benfica é a equipa com melhor goal-average do campeonato, apesar do jornal o JOGO, ter destacado nas 1ªs páginas o melhor ataque do FCP, que, pasme-se, até marca mais do que o FCP de Mourinho e de Villas-Boas! Bem, se descontarmos os vários golos em fora de jogo, se calhar não havia motivo para celebração na redacção desse jornal, mas esta é a outra realidade do futebol nacional: o branqueamento que a comunicação social faz dos erros de arbitragem direccionados a favor do FCP.
Curiosamente, a comunicação social lisboeta, em particular a BOLA e o RECORD, não conseguiram ver a relevância dos 7 golos sofridos, que é o segundo melhor registo defensivo na Europa do futebol, logo atrás do Bayern com 4 golos em 17 jogos. Também não viram que fomos campeões de Inverno, títulos e destaques que valem o que valem, mas quando é o FCP, todos ficamos a saber da importância desses números. Porque aí o critério redactorial é distinto...
Por qualquer tipo de obsessão que têm com Jorge Jesus, vá lá que se lembraram de sublinhar que esta é a melhor 1ª volta dos últimos 30 anos. Não é para desvalorizar: 30 anos são quase 30% de toda a existência do Benfica, o que quer dizer que JJ continua a fazer história e desta vez, com o plantel mais curto e mal estruturado no início do campeonato.
Como é que se chega a estes números fantásticos, de apenas perdermos 5 pontos em 51 possíveis? Dizer que o mérito é do treinador, é redundante. Passemos à “física” da táctica. Porque de facto parece-me que à actual equipa do Benfica se aplica o velho ditado “quem não tem cão, caça com gato” e por acaso, o gato tem sido mais eficaz do que o cão.
Passo a explicar: quando a equipa tinha os grandes jogadores que foram sendo contratados e outros que não sendo de nomeada foram aqui trabalhados para se transformarem nos grandes jogadores que daqui saíram, o esquema táctico do Benfica com 2 pontas de lança (Cardozo+Saviola ou depois Cardozo+Lima) e Aimar no meio campo (dois anos com Carlos Martins a apoiar), balançava a equipa para o ataque e a pressão à saída da defesa adversária. Era a tal pressão alta que resultava em muitos golos por cá e enormes “banhadas” nas competições europeias como a Champions (a 1ª Champions de JJ saldou-se em 6 pontos, 0-7 em golos marcados e sofridos fora de casa).
Os jogadores entravam e saíam, e o esquema táctico pouco mudava. Na 2ª Champions JJ descobriu que podia ser mais bem sucedido utilizando apenas um ponta de lança, Cardozo, descendo mais um homem para o meio campo. Ficamos em 1º lugar no grupo, alcançando depois os quartos de final. Mas JJ fez isso apenas nos jogos com o poderoso Manchester e foi feliz. Por cá continuou a apostar nos 2 pontas de lança, marcamos muitos golos, mas perdemos o título de campeão para o FCP e os erros de arbitragem.
Saindo Aimar por clara incapacidade, perdeu a referência criativa que erradamente privilegiou (como no fatídico jogo com o FCP perdido aos 92 mn, 8 mn depois da entrada em campo de Aimar) e foi obrigado a adaptar-se a Enzo. Depois desta troca ficamos a perceber que um jogador mais atlético e menos artístico conseguia ajudar a equipa a jogar de forma mais consistente e a ganhar mais.
E este ano, vendida a “carga preciosa” que este navio transportava, JJ teve de adaptar “gatos” ao lugar dos “cães”, encaixando a equipa mais atrás devido à movimentação oscilante de Lima entre o meio e a ala, o entrosamento de Jonas que se movimenta verticalmente e tem grande leitura de jogo, com Gaitan mais liberto e a poder pensar mais o jogo e a estar ais liberto de fazer pressão sobre o adversário, com o box-to-box do Samaris mais ligado à posição 6 sem deixar de apoiar na posição 8, etc, deixamos de privilegiar a pressão alta e a equipa tornou-se mais compacta fisicamente e por tabela, desportivamente. Com estes resultados que se conhecem.
E se há golo que ilustra bem isto, o 1º golo ao Marítimo é ilustrativo: o passe na diagonal para as costas da defesa do Marítimo só foi possível porque a sua defesa estava adiantada devido a termos o nosso bloco de meio campo mais recuado.
Sempre fui contra a pressão alta pelo que fico satisfeito por ver parte das minhas teses serem privilegiadas, por falta de outras opções é certo, e a darem bons resultados que irão conduzir-nos ao lugar que queremos.

17 janeiro 2015

(futebol) A Formação.....

Portugal 17 de Janeiro de 2015

«O Benfica tem hoje um projeto que é 3+1+50, nos próximos quatro anos. Tem de ganhar três campeonatos nacionais, ir a uma final da Liga dos Campeões ou de uma prova europeia e ganhar 50 campeonatos nas modalidades. E tem as linhas até onde pode chegar. No futebol estamos a fazer tudo para assegurar que os jovens não vão sair, para que exista uma identificação com a massa associativa», afirmou Vieira em entrevista a «A BOLA TV» - campanha eleitoral, 25/10/2012, BOLA online.
Muito se tem falado na Formação nos últimos anos, e muito se tem falado em particular no número de jogadores portugueses na equipa principal do Benfica. Os adeptos do Benfica são muito sensíveis ao tema, embora nem sempre pelas melhores razões. A discussão pública tem misturado uma enorme dose de demagogia, em particular quando toca a programas eleitorais ou criticas à gestão, com uma enorme dose de incompetência típica de quem parou no tempo.
Eu sou dos que reconhece que o actual Benfica não tem muito espaço para integrar jogadores da Formação, dado que é um Benfica de alta qualidade, de alto desempenho, uma das melhores equipas europeias logo abaixo ao patamar das equipas mais ricas da Europa (Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Bayern de Munique, Manchester United, Arsenal, Juventus. PSG e Manchester City, entre outras).
A Formação tem como um dos principais objectivos dotar a equipa principal de jogadores, mas sem ilusões, porque num Benfica competitivo a probabilidade de integrar jogadores é reduzida e não pode ser tomada como um objectivo estratégico.
Contudo tem sido uma fonte de troca de acusações, até por politiquice barata, como por exemplo, quando se aproveitou uma situação em que a Direcção de Vale e Azevedo emagreceu a despesa da Formação, eliminando as equipas C, D, F, etc. Isto é. Quis-se fazer diferente de Vale e Azevedo, continuou-se a prometer um Benfica com mais jogadores portugueses e mais jogadores da Formação, mas com o passar dos anos as palavras viraram-se contra quem as proferiu, e mostram que afinal não era assim tão errado emagrecer a despesa da Formação como havia sido feito na época 1998/1999, se não me falha a memória.
E a demagogia continua, ano após ano, como se depreende das palavras que o Sr.º Vieira proferiu na última campanha eleitoral, e que inseri no início deste texto. É que nos últimos dias temos sido confrontados com empréstimos que surpreendem todos, incluindo os próprios jogadores da Formação, concretamente da equipa B, concretamente Rúben Pinto e Fábio Cardozo, ambos deixando escapar um lamento que parece sair do coração, referindo que a saída é “um dos dias mais difíceis” das suas vidas.
De facto não se percebe. No inicio da temporada emprestou-se o Bernardo Silva ao Mónaco e o João Cancelo ao Valência, e apesar dos habituais cromos que criticam tudo, a mim o empréstimo pareceu-me uma boa opção pois iam conhecer realidades competitivas diferentes e de qualidade, nas quais poderiam jogar e aprender, tanto mais que os treinadores eram ambos portugueses.
Agora têm-se sucedido umas quantas opções que não seguem a mesma “bitola” estratégica, nem se percebe o qual o objectivo. Emprestar jovens jogadores em Janeiro é uma boa opção? Se as dificuldades de adaptação são grandes no início da época, será que em Janeiro não serão maiores? O Paços de Ferreira é o clube ideal para fazer crescer Ruben Pinto e Fábio Cardozo? Se sim, porque não lhes foi dada a oportunidade de começarem em Julho?
Também parece ser o caso de Hélder Costa, que será emprestado ao Gil Vicente, juntamente com o Lindelof, segundo alguns rumores dos jornais. Que é que o Gil Vicente ou o Paços de Ferreira têm a ver com o Mónaco ou o Valência?
Uma coisa é certa: há pouca coisa que se perceba nesta política de promoção e valorização da Formação. Não que a Formação aumente a competitividade da equipa como já referi, mas porque é o Sr.º Vieira que faz questão em apontar a Formação como vector estratégico do futebol, pelo menos quando anda em campanha eleitoral!

«Quer dizer que este senhor mentiu aos benfiquistas. Um senhor que é juiz, que tem de pautar a vida dele com rigor e verdade, continua a mentir, descaradamente, a todos os benfiquistas. Esse senhor envergonha a magistratura. Não sei como o Conselho Superior de Magistratura não se pronunciou, isto é vergonhoso», dispara – BOLA online 24-20-2012. Um juiz não deve mentir. Correcto. E o Presidente do Benfica, pode? Não é vergonhoso?