que, para "dar continuidade e incrementar, de forma sustentável, as nossas políticas de apoio às famílias e às empresas" (a casa da mordomia autonomia e a obesidade rentabilidade da companhia aérea), o litro do gasóleo - que ontem se situava em 1,13€ no território continental - continuará por cá em 1,12€, independentemente do que qualquer norma legal em vigor nos Açores contenha quanto ao imperativo diferencial que deve ser mantido nos preços dos combustíveis entre as duas regiões nacionais e que há muito é compromisso para manter sempre, palavra de vice-presidente.
23 setembro 2015
04 setembro 2015
Obrigado, governo da Região,
por, na próxima, terça-feira, baixar o preço do gasóleo para 1,12€, quando o justo para os açorianos seria 1,04€.
A bondade é irrepetível quando a misericódia é infinita!
A bondade é irrepetível quando a misericódia é infinita!
11 agosto 2015
(futebol) Super...
Portugal 11 de
Agosto de 2015
Ainda não recuperei
a serenidade intelectual após a derrota na Supertaça, em particular da forma
que aconteceu, para poder fazer uma análise à mesma. Pelo que para já limito-me
a fazer umas colagens de coisas que escrevi nos últimos dias. E anos, embora
nessa altura, não neste blogue.
“Os resultados (da pré temporada) não são os que os fervorosos adeptos da teoria, “o sucesso
pertence à estrutura”, estariam à espera. Mas a mim não me surpreendem de
todo. Não defendi Jesus por acaso, não sou idiota para guerrear com muita gente
da blogoesfera por questões irrelevantes. Jesus foi um “achado” que conseguiu
ter sucesso por um vasto conjunto de razões, das quais mais de 90% residiam no
seu conhecimento do futebol português e no seu carácter”. Texto: “Medíocre”
publicado em 29 de Julho
“Comparar os 60 anos de Jesus com os 45 de Vitória é um indicador de que as coisas não vão
correr bem. A liderança não será como já foi. E os teóricos dos lugares
comuns, os que criticavam Jesus pelos seus erros e raríssimas vezes lhe
reconheciam méritos pelos sucessos da equipa, irão “sofrer” muito este ano”. Idem
“Gostaria de estar
errado, mas antevejo uma época igual a qualquer uma das anteriores à chegada de
Jesus. A “estrutura” do
Benfica valia nessa altura, 1 Campeonato, 1 Taça de Portugal e 1 Taça da Liga
em 8 épocas consecutivas. Nos próximos 8 anos é uma questão de cada um
extrapolar como entender, mas não vai
fugir muito destes resultados”. Idem
“...o espaço da
liderança do treinador vai-se esvaindo rapidamente. De grande promessa, por
ter feito um “bom” trabalho no Guimarães e ser benfiquista, Rui Vitória já
começou a ser olhado de lado. E ele sabe
disso. E os jogadores também. Todos lêem jornais e vêm televisão”. Texto: Reflexões
da pré-temporada em 5 de Agosto
“... (o Presidente) fez circular que não podia ir ver a Eusébio Cup por razões
“profissionais e também físicas” (Record online sábado, 1 agosto de
2015 | 04:20). Mas no dia 2 de
Agosto esteve no casamento do Jorge
Mendes. Quando a mentira assenta arraiais e tenta
travestir-se de verdade, chega uma altura que já não engana ninguém. E quem
“paga” é o futebol. O “core business” do Benfica”. Idem
“(na derrota com Guimarães, final da Taça de
Portugal) Não perceber como o árbitro pode arruinar ou condicionar a nossa
equipa, é continuar a não perceber a estatística e porque os resultados se
repetem. Assim, repetindo o critério que já tinha tido contra o Koeman, permitiu um critério disciplinar largo aos
jogadores do Guimarães, e curto aos jogadores do Benfica. Ao intervalo o
miolo do nosso meio campo estava condicionado, enquanto os jogadores do
Guimarães, jogavam à vontade, sem medos”. Texto “Anormalidades da Taça”, publicado em 28 de Maio de 2013
“O condicionamento dos nossos jogadores e a
mensagem de “podem dar pancada à vontade” para os jogadores do Vitória, levou a
que o nosso jogo perdesse alguma qualidade e o do Guimarães aguentasse os
nossos argumentos”. Idem
“Não pelo seu eventual erro (substituiu
Cardozo, e na minha opinião devia ter saído Lima), mas porque levou com um golo em fora de jogo. Fora de jogo bem superior
ao de Cardozo frente ao Chelsea. Fora de
jogo que o FCP nunca leva e não é por acaso”. Idem.
Para terminar. O
árbitro da final da Taça de Portugal em questão foi o mesmo da final da Taça da
Liga, e os erros andaram pelo mesmo critério, com nítido prejuízo para o lado
do Benfica em relação ao SCP. Que no critério técnico, quer no disciplinar. Na
altura Rui Vitória foi o maior porque ganhou ao grande Benfica do teimoso Jesus.
Agora foi o SCP de Jesus que ganhou ao Benfica de Rui Vitória.. com o mesmo
árbitro... O futebol é fantástico de facto...
No global o acerto
das minhas ideias está a ser “super”...
05 agosto 2015
(futebol) Reflexões de pre-temporada
Portugal 5 de Agosto
de 2015
A pré-temporada
terminou com uma derrota volumosa por 3-0, onde pasme-se, o Funes Mori foi
considerado o melhor jogador em campo. Aquilo
que já andava mal, nas “bocas” dos benfiquistas (ou dos rivais) afinal
conseguiu terminar pior do que se pensava.
Vamos por partes. Se
é verdade que critiquei anteriormente a mentalidade frágil de Rui Vitória,
também é verdade que todos os anos critico o
protagonismo pela negativa, dos adeptos, críticos e ex-dirigentes.
Os resultados desta
viagem começaram com uma derrota tangencial frente ao PSG, por 3-2, com os
golos a serem marcados por Talisca e Jonas. O Benfica alinhou de inicio com a
sua melhor equipa, enquanto o PSG fez o contrário. Na 2ª parte o Benfica rodou
alguns jogadores, o PSG idem, mas ficaram eles mais fortes e acabaram por dar a
volta ao marcador com mais um penalty feito por Samaris (o último sofrido no
campeonato em Vila do Conde, também foi cometido por ele).
A derrota não
escandalizaria os adeptos mais “adeptos”, aqueles que só se preocupam com a
equipa. Mas fez soar algumas criticas à entrega dos jogadores, naqueles adeptos
que mandam “bitaites” cá para fora, por tudo e por nada.
Seguiu-se o empate
a zero com a Fiorentina, perdido no desempate por marcação de grandes
penalidades, e o tom do alarme aumentou
de intensidade. Agora era porque não marcamos golos. Podíamos humildemente
reconhecer que jogamos quase 30 mn com menos um jogador, mas em vez disso imperou a habitual arrogância da crítica e
dos adeptos mais dados aos “bitaites”.
A derrota com o Red Bull por 2-1, uma
equipa já em competição há 19 jogos, e que havia ganho 4-2 ao Chelsea ligou as buzinas. Já não era só o
alarme, mas sim as buzinas da crítica e dos mesmos adeptos. Ou pelo modelo de
jogo, com um avançado, ou porque os jogadores não deram tudo que podiam, as criticas
continuaram.
Já deu para
perceber que tudo isto me incomoda
porque as criticas influenciam negativamente o lado mental dos jogadores.
Ao contrário da teoria reinante no Benfica, de que uns valentes apupos servem
para o chamar a atenção dos jogadores para se esforçarem mais, etc. Errado,
como vários jogadores de outros clubes (Real Madrid por exemplo) referem. E todos os anos cometem o mesmo erro.
Veio o América, uma
espécie de Benfica lá do sítio, e nem a
vitória no desempate por grandes penalidades serviu para arrefecer a crítica. Por causa do 0-0 e por causa da
qualidade da exibição. Pelos vistos, a bola não chegava ao Jonas que estava
muito sozinho lá à frente (ouvi esta tese no programa Lanças Apontadas da BTV),
e como tal devia ter companhia ao seu lado.
Como a “estrutura”
do Benfica é uma treta bem propagandeada na comunicação social avençada, o
treinador fica sempre isolado no dilema de optar por um modelo de jogo mais
compacto e menos ofensivo, como o que resulta de jogar com 1 ponta de lança, e
o outro modelo mais ofensivo e frágil defensivamente como o que resulta de
jogar com 2 pontas de lança. E regra geral, acaba por ir atrás da pressão
mediática feita por adeptos e por supostos entendidos. Rui Vitória não é
excepção e acabou por fazer a vontade aos
grandes “entendidos” adeptos do 4-4-2. Assim contra o Monterrey jogaram Jonas e
Jonhatan. Resultado: goleada!
Isto é o Benfica medíocre, dos que puxam os galões
de maior clube português para fazer disfarçar as nossas lacunas enquanto massa
crítica. E assim, ano após ano, a mistura de arrogância com ignorância origina
estes cocktails explosivos de opiniões destrutivas, que empurram a equipa para baixo a cada jogo que passa. E com este
tipo de intromissão, patrocinada pela omissão da “estrutura” que nunca aparece
a defender as opções do treinador (deixam isso para uns quantos que parecem
avençados, como Paulo Madeira, João Alves, Álvaro Magalhães, etc.), o espaço da liderança do treinador vai-se
esvaindo rapidamente. De grande promessa, por ter feito um “bom” trabalho
no Guimarães e ser benfiquista, Rui Vitória já começou a ser olhado de lado. E ele sabe disso. E os jogadores também. Todos
lêem jornais e vêm televisão.
Entretanto o PSG
ganhou o troféu, a Fiorentina ganhou ao Barcelona 2-1 e nós no Benfica estamos em pré-depressão. Um estado
muito igual ao que vivemos após as pré-temporadas de outros treinadores portugueses, sem liderança ou com fraca imagem,
como Toni, Jesualdo ou Fernando Santos. Rui
Vitória é apenas mais um igual aos outros, e não foi por acaso que sempre elegi
Jesus com alguém excepcional que jamais podia ser convidado a ir treinar para o
Qatar. Porque de facto esse homem foi um “achado”.
Entretanto o presidente do Benfica, para variar anda
desaparecido. Não sem antes ter dado mais um exemplo da pessoa que é e que
os adeptos não querem “ver”. Fez circular que não podia ir ver a Eusébio Cup por razões “profissionais e também
físicas” (Record online sábado, 1 agosto de 2015 | 04:20). Mas no dia 2 de Agosto esteve no casamento do Jorge Mendes.
Uma pessoa que tem
este conceito do que é “verdade” e do que é “mentira”, é capaz de dizer qualquer coisa para se manter no poder. Até falar
da “pesada herança” 7/8 anos depois de ser eleito. E como tem a cobertura de
Joaquim Oliveira e de toda a comunicação social que rotulou de “casamento do
ano”, o casamento de alguém que não paga
impostos em Portugal (nem em Espanha), sabe que pode dizer o que quiser que
ninguém o questiona. É lamentável ver a
que estado chegou o Benfica, com gente desta estirpe na liderança e perante a cumplicidade
de tanto e tanto benfiquista. Uma cumplicidade possivelmente compensada, a
uns mais do que a outros, mas compensada.
Quando a mentira assenta arraiais e tenta
travestir-se de verdade, chega a uma altura que já não engana ninguém. E quem “paga”
é o futebol. O “core business” do Benfica.
03 agosto 2015
(futebol) A máquina de propaganda....
Portugal 3 de Agosto
de 2015
Nenhum poder, democrático ou não democrático, se mantém
muito tempo no poder, se não tiver “boa” comunicação. Desde líderes
democraticamente eleitos, como Hitler, a outros que conquistaram o poder
político por via da força, nenhum foi indiferente ao controlo da opinião e à
propaganda, como forma de manipular as vontades e comportamentos de quem vota,
de quem os elege, ou, nos países onde não há eleições, para sossegar e
tranquilizar o povo de que o caminho daquela liderança é o que mais interessa a
todos.
Tanto nuns casos
como nos outros, este controlo da comunicação social impede que as pessoas
conheçam as atrocidades que esses poderes, democráticos ou não, praticam sobre
os cidadãos que deveriam proteger.
No Benfica, descontando
o efeito de escala da comparação, vive-se algo de semelhante. A propaganda substituiu o debate isento, o
noticiário “controlado” enviesou as conclusões acerca dos problemas com que nos
debatemos, e tudo, tendo sempre como referência, a boa imagem do líder do
clube/SAD e da própria SAD (mais do que o Clube).
Para percebermos
como tudo isto acontece de forma “ordeira” há 14 anos, teremos de perceber que Joaquim
Oliveira, dono de um império na comunicação social, e Jorge Mendes, dono de outro
império na intermediação de jogadores, são duas
figuras que controlam o Clube/SAD, de fora para dentro, tendo como “marioneta”
o presidente Luís Filipe Ferreira Vieira, hoje eleito, mas que entrou pela
porta dos fundos, como “gestor” do futebol, em Março de 2001.
Estas duas figuras,
actuando primeiro em grupo com o BES e a PT, empresas com projectos económicos
na área do futebol e direitos televisivos, e depois da sua falência ou venda, continuam
a actuar individualmente, aumentando o poder na Benfica SAD e são quem controla a máquina da propaganda
visando a centralização de Vieira como referência única no universo
benfiquista.
Seja porque há
muito desemprego na classe jornalística e ninguém quer perder o precioso
emprego, seja porque os largos anos de domínio deste mercado levam por exemplo,
Joaquim Oliveira a desviar publicidade do título A para o B conforme o título A
é um título “domesticado” aos seus interesses, ou não, publicidade que é vital
ara assegurar a viabilidade económica dos títulos da comunicação social, seja
por exemplo, Jorge Mendes, e a sua legião de jornalistas que recebem avenças ou
pequenos/grandes favores para publicar aquelas noticias bombásticas tipo “Bruno
Alves interessa ao Barcelona”, noticias falsas que só servem para constituir portfolios
de comunicação social, dos jogadores em causa, para depois andarem a ser
mostrados por essa Europa fora.
Esta gente que
promove Vieira como grande referência do Benfica, não o faz de graça. Há interesses económicos que os leva estar
mais próximos uns dos outros, apesar de por vezes passarem cá para fora,
que as relações entre eles já foram melhores do que o que são. É falso, pois
nada deste Benfica teria acontecido sem o apoio de Oliveira (em particular este,
por causa da comunicação social) e aquilo que pode parece uma afronta do
Benfica, como por exemplo o lançamento dos jogos de futebol no canal premium da
BTV, não são mais do que pausas estratégicas
para reformular as próximas acções. E o próximo passo como se sabe, é a
centralização dos direitos televisivos, com o óbvio apoio de Vieira.
Portanto com esta
máquina da propaganda, nunca veremos ou leremos, que Vieira fez mal aqui ou ali, que Vieira tem um passado cheio de
sombras, ou simplesmente lembrar que Vieira desceu o Alverca de divisão, e como
tal não é pessoa que perceba assim tanto de futebol, ou que faliu o Alverca SAD
e como tal, também não é pessoa que possa gabar-se de ter projectos de
prosperidade para a Benfica SAD. Se fosse com Vale e Azevedo, obviamente teríamos
isso bem “escarrapachado” nas capas de jornal, nos artigos de opinião, ou
naqueles pseudodebates onde os participantes normalmente têm ódios de estimação
pela pessoa central do debate. Com um telefonema do Sr.º Joaquim, sempre se
abre uma porta aqui e outra ali, lá dizia o Expresso em 2005.
Para além desta propaganda
exterior, temos também a propaganda feita pelos próprios intervenientes que, defendendo
o soldo, dizem hoje uma coisa e amanhã dizem outra completamente distinta.
Domingos Soares de Oliveira é um desses. Recuando no tempo, vejamos alguns exemplos:
RECORD online, 24/09/2014: respondendo a uma observação segundo a qual o
financiamento aumenta o endividamento. “Sim,
mas os proveitos crescem mais depressa. Entende-se que o modelo de
desenvolvimento do Benfica necessita de investimento constante na compra de jogadores,
isto é, deixámos o cimento (estádio, academia e Benfica TV) e passámos para as
pernas, algo que tem de ser renovado.” (espantosa afirmação, escassos 2
meses após terem sido vendidas as “pernas” de meia equipa campeã nacional. A
renovação foi feita com Victor Andrade, Luís Felipe, Benito, César, Djavan,
Derlei e Talisca, muitos milhões gastos mas só um conseguiu singrar no lugar
das “pernas” que se venderam!).
RECORD online,
06/12/2014: sobre a venda das principais
figuras do Benfica no verão Domingos Soares Oliveira, resignou-se perante a
necessidade do clube em vender, face à incapacidade em concorrer a nível
salarial com outros clubes europeus: "O
mercado português é demasiado pequeno para que tenhamos capacidade para pagar
os vencimentos mais elevados. Temos de aumentar as nossas receitas e isso apenas
será possível se na equação estiverem as vendas de jogadores." (não
percebo. Mas não íamos investir nas “pernas”? Em que “pernas” estava a pensar?
Murillo? Ruben Paz? Diego Lopez? Hassan? Mais de 10 milhões investidos e quantos
se aproveitam para a equipa principal? São estas as pernas que vamos revender
para aumentar as receitas?)
DSO recebe 250 mil euros por ano. Só comecei a receber a
razão deste salário estratosférico depois de somar “dois e dois”: ele não recebe
para gerir a SAD, mas sim para sugerir cenários aos benfiquistas, mesmo que
hoje sugira um cor-de-rosa, e amanhã outro cinzento. E sendo adepto de coração,
do SCP, não é tão difícil fazer esse papel. Até nisso a máquina do Benfica de
Vieira+Oliveira+Mendes está bem “pensada”: os
não benfiquistas, bem pagos (este e outros) fazem melhor o papel da propaganda,
que é iludir sócios e adeptos.
29 julho 2015
(futebol) Medíocre...
Portugal 29 de Julho
de 2015
A pré-temporada da
equipa principal vai-se desenrolando, com a participação no prestigiado torneio
de Campeões, onde era muita a curiosidade de ver a equipa evoluir sobre as
ordens de um treinador “dos nossos” (Vieira na sua apresentação).
Os resultados não
são os que os fervorosos adeptos da
teoria, “o sucesso pertence à estrutura”, estariam à espera. Mas a mim não
me surpreendem de todo. Não defendi Jesus por acaso, não sou idiota para
guerrear com muita gente da blogoesfera por questões irrelevantes. Jesus foi um
“achado” que conseguiu ter sucesso por um vasto conjunto de razões, das quais
mais de 90% residiam no seu conhecimento do futebol português e no seu
carácter.
E quando se muda,
por questões surrealistas (como foi o convite de ir treinar para o Qatar depois
de ter conquistado o bicampeonato), pode-se encontrar um treinador com boa
imagem, sócio do clube, mas que não tem esses conhecimentos de futebol ou esse
carácter sólido, resistente e corajoso. E os resultados desportivos só por um
acaso serão os mesmos.
Por outro lado, há
muita gente que não percebendo de futebol, apenas
debitando lugares comuns em catadupa, pensam que uma equipa é formada
apenas por um conjunto de jogadores. E quando esse conjunto de jogadores tem
resultados desportivos, a mudança para outro treinador que possa corrigir os
erros do anterior, resultará numa equipa melhor e mais forte.
Um erro de avaliação tremendo, próprio de quem não “estuda”
e como tal, não sabe, e pior que isso, não é grato. Porque o que vem
a seguir pode de facto corrigir os erros anteriores. O que não se garante é que
consiga fazer o que o anterior fez. E porquê? Porque uma equipa não é apenas um conjunto de jogadores. A
liderança que o treinador exerce, os conhecimentos que o treinador tem e passa
aos jogadores, a experiência que os jogadores lhe reconhecem torna mais fácil a
moldagem ao que o treinador quer.
Comparar os 60 anos
de Jesus com os 45 de Vitória é um
indicador de que as coisas não vão correr bem. A liderança não será como já
foi. E os teóricos dos lugares comuns, os que criticavam Jesus pelos seus
erros e raríssimas vezes lhe reconheciam méritos pelos sucessos da equipa, irão
“sofrer” muito este ano. Eles e nós, que humildemente aceitávamos os
resultados, dávamos mérito a quem o tinha, e não cuspíamos no prato desse sucesso.
O carácter psicologicamente frágil do treinador Rui
Vitória,
pressionado pela dimensão do clube e nível de exigência, foi posto a nu após a
2ª derrota (tangencial) frente aos Red Bull. Não precisava de o fazer, mas a firmeza rompeu-se e teve de
justificar um conjunto de 3 maus resultados com uma comparação ilegítima com o que se passou na época passada. Ilegítima
porque nesse ano a equipa foi “esfrangalhada” pelas opções de venda de Vieira,
enquanto este ano a estrutura base manteve-se. Não se podem comparar os resultados
de uma equipa onde jogavam César, Benito, Bernardo Silva, João Teixeira, Luís
Felipe ou Victor Andrade, quase sempre como titulares, com a actual equipa onde
jogam a titulares os que de facto foram campeões no ano anterior!
Mas Vitória,
acossado pelas responsabilidades tremendas que significa treinar o Benfica, já
se “descaiu”. Ao 3º jogo? Mau sinal.
Outro sinal de
fragilidade é quando altera o sentido das conclusões sem razão aparente,
excepto a sua incapacidade de liderar. Como por exemplo quando disse que não
ficou triste pela derrota com o Red Bull mas sim pelos falhanços das várias situações
de golo criadas. Enquanto contra o América já disse que desta vez a sorte
sorriu-nos. Se quiser ser um líder, teria dito qualquer coisa como “as grandes
penalidades fizeram justiça à nossa superioridade durante os 90 mn”. O “sinal”
que se passava cá para fora, era completamente diferente. Assim temos de nos
preparar para ouvir a habitual e estafada “ladainha” do “falhamos muitos golos”,
quando as coisas correrem mal, e “tivemos alguma sorte” quando as coisas
correrem bem.
O que é que o discurso
tem que ver com o sucesso d eum treinador? Bem, bastava dar o exemplo de Mourinho
para explicar, mas posso acrescentar que é através do discurso que as mensagens
se passam, e é importante que tenham conteúdo, dentro de uma certa estratégia
de valorizar os nossos jogadores/equipa, e contestar ou levantar a dúvida sobre
as equipas rivais. Gente com muitos “floreados”
verbais não enganam ninguém. Gente com “punhos de renda” idem.
Gostaria de estar errado, mas antevejo uma época igual
a qualquer uma das anteriores à chegada de Jesus. A “estrutura” do Benfica
valia nessa altura, 1 Campeonato, 1 Taça de Portugal e 1 Taça da Liga em 8
épocas consecutivas. Nos próximos 8 anos é uma questão de cada um extrapolar
como entender, mas não vai fugir muito
destes resultados. Porque já aponto aos próximos 8 anos? Porque Vieira não
vai sair, coberto pelo sucesso de algumas modalidades, pela BTV e Fundação
Benfica, e porque não vai aparecer nenhum candidato à “Benfica”. Apenas uns “totós”
cheios de ilusões e apego ao passado, sem conhecerem a realidade do futebol e
da teia que Vieira montou neste Benfica, com
ajuda e especial colaboração de Joaquim Oliveira e Jorge Mendes (com BES e
PT na equipa “inicial”, mas que já saíram).
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