22 janeiro 2015

(futebol) 1ª volta: um balanço...



Portugal 22 de Janeiro de 2015

Os acontecimentos no Benfica sucedem-se a velocidade estonteante e ora é o Bernardo Silva que foi vendido ao Mónaco, ora é o Jonatham que vai chegar por 6 milhões depois de ser anunciado por 3,3 milhões. A seu tempo falarei sobre isto.
A 1ª volta do campeonato nacional terminou com uma goleada de 4-0 em casa do renovado estádio do Marítimo, exibindo-se a nossa equipa a grande nível e na senda do que já fizeram em casa com o Guimarães.
Sobre a vitória sobre o Guimarães escrevi e mantenho: “finalmente vi a equipa jogar à bola e a dar indicações que as nossas principais expectativas, a conquista do campeonato, poderão não ser tão ilusórias como muitos pensam”. A exibição frente ao Marítimo confirmou esta certeza: as expectativas de sucesso no campeonato crescem de jornada em jornada.
Com 41 golos marcados e apenas 7 sofridos, o Benfica é a equipa com melhor goal-average do campeonato, apesar do jornal o JOGO, ter destacado nas 1ªs páginas o melhor ataque do FCP, que, pasme-se, até marca mais do que o FCP de Mourinho e de Villas-Boas! Bem, se descontarmos os vários golos em fora de jogo, se calhar não havia motivo para celebração na redacção desse jornal, mas esta é a outra realidade do futebol nacional: o branqueamento que a comunicação social faz dos erros de arbitragem direccionados a favor do FCP.
Curiosamente, a comunicação social lisboeta, em particular a BOLA e o RECORD, não conseguiram ver a relevância dos 7 golos sofridos, que é o segundo melhor registo defensivo na Europa do futebol, logo atrás do Bayern com 4 golos em 17 jogos. Também não viram que fomos campeões de Inverno, títulos e destaques que valem o que valem, mas quando é o FCP, todos ficamos a saber da importância desses números. Porque aí o critério redactorial é distinto...
Por qualquer tipo de obsessão que têm com Jorge Jesus, vá lá que se lembraram de sublinhar que esta é a melhor 1ª volta dos últimos 30 anos. Não é para desvalorizar: 30 anos são quase 30% de toda a existência do Benfica, o que quer dizer que JJ continua a fazer história e desta vez, com o plantel mais curto e mal estruturado no início do campeonato.
Como é que se chega a estes números fantásticos, de apenas perdermos 5 pontos em 51 possíveis? Dizer que o mérito é do treinador, é redundante. Passemos à “física” da táctica. Porque de facto parece-me que à actual equipa do Benfica se aplica o velho ditado “quem não tem cão, caça com gato” e por acaso, o gato tem sido mais eficaz do que o cão.
Passo a explicar: quando a equipa tinha os grandes jogadores que foram sendo contratados e outros que não sendo de nomeada foram aqui trabalhados para se transformarem nos grandes jogadores que daqui saíram, o esquema táctico do Benfica com 2 pontas de lança (Cardozo+Saviola ou depois Cardozo+Lima) e Aimar no meio campo (dois anos com Carlos Martins a apoiar), balançava a equipa para o ataque e a pressão à saída da defesa adversária. Era a tal pressão alta que resultava em muitos golos por cá e enormes “banhadas” nas competições europeias como a Champions (a 1ª Champions de JJ saldou-se em 6 pontos, 0-7 em golos marcados e sofridos fora de casa).
Os jogadores entravam e saíam, e o esquema táctico pouco mudava. Na 2ª Champions JJ descobriu que podia ser mais bem sucedido utilizando apenas um ponta de lança, Cardozo, descendo mais um homem para o meio campo. Ficamos em 1º lugar no grupo, alcançando depois os quartos de final. Mas JJ fez isso apenas nos jogos com o poderoso Manchester e foi feliz. Por cá continuou a apostar nos 2 pontas de lança, marcamos muitos golos, mas perdemos o título de campeão para o FCP e os erros de arbitragem.
Saindo Aimar por clara incapacidade, perdeu a referência criativa que erradamente privilegiou (como no fatídico jogo com o FCP perdido aos 92 mn, 8 mn depois da entrada em campo de Aimar) e foi obrigado a adaptar-se a Enzo. Depois desta troca ficamos a perceber que um jogador mais atlético e menos artístico conseguia ajudar a equipa a jogar de forma mais consistente e a ganhar mais.
E este ano, vendida a “carga preciosa” que este navio transportava, JJ teve de adaptar “gatos” ao lugar dos “cães”, encaixando a equipa mais atrás devido à movimentação oscilante de Lima entre o meio e a ala, o entrosamento de Jonas que se movimenta verticalmente e tem grande leitura de jogo, com Gaitan mais liberto e a poder pensar mais o jogo e a estar ais liberto de fazer pressão sobre o adversário, com o box-to-box do Samaris mais ligado à posição 6 sem deixar de apoiar na posição 8, etc, deixamos de privilegiar a pressão alta e a equipa tornou-se mais compacta fisicamente e por tabela, desportivamente. Com estes resultados que se conhecem.
E se há golo que ilustra bem isto, o 1º golo ao Marítimo é ilustrativo: o passe na diagonal para as costas da defesa do Marítimo só foi possível porque a sua defesa estava adiantada devido a termos o nosso bloco de meio campo mais recuado.
Sempre fui contra a pressão alta pelo que fico satisfeito por ver parte das minhas teses serem privilegiadas, por falta de outras opções é certo, e a darem bons resultados que irão conduzir-nos ao lugar que queremos.

17 janeiro 2015

(futebol) A Formação.....

Portugal 17 de Janeiro de 2015

«O Benfica tem hoje um projeto que é 3+1+50, nos próximos quatro anos. Tem de ganhar três campeonatos nacionais, ir a uma final da Liga dos Campeões ou de uma prova europeia e ganhar 50 campeonatos nas modalidades. E tem as linhas até onde pode chegar. No futebol estamos a fazer tudo para assegurar que os jovens não vão sair, para que exista uma identificação com a massa associativa», afirmou Vieira em entrevista a «A BOLA TV» - campanha eleitoral, 25/10/2012, BOLA online.
Muito se tem falado na Formação nos últimos anos, e muito se tem falado em particular no número de jogadores portugueses na equipa principal do Benfica. Os adeptos do Benfica são muito sensíveis ao tema, embora nem sempre pelas melhores razões. A discussão pública tem misturado uma enorme dose de demagogia, em particular quando toca a programas eleitorais ou criticas à gestão, com uma enorme dose de incompetência típica de quem parou no tempo.
Eu sou dos que reconhece que o actual Benfica não tem muito espaço para integrar jogadores da Formação, dado que é um Benfica de alta qualidade, de alto desempenho, uma das melhores equipas europeias logo abaixo ao patamar das equipas mais ricas da Europa (Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Bayern de Munique, Manchester United, Arsenal, Juventus. PSG e Manchester City, entre outras).
A Formação tem como um dos principais objectivos dotar a equipa principal de jogadores, mas sem ilusões, porque num Benfica competitivo a probabilidade de integrar jogadores é reduzida e não pode ser tomada como um objectivo estratégico.
Contudo tem sido uma fonte de troca de acusações, até por politiquice barata, como por exemplo, quando se aproveitou uma situação em que a Direcção de Vale e Azevedo emagreceu a despesa da Formação, eliminando as equipas C, D, F, etc. Isto é. Quis-se fazer diferente de Vale e Azevedo, continuou-se a prometer um Benfica com mais jogadores portugueses e mais jogadores da Formação, mas com o passar dos anos as palavras viraram-se contra quem as proferiu, e mostram que afinal não era assim tão errado emagrecer a despesa da Formação como havia sido feito na época 1998/1999, se não me falha a memória.
E a demagogia continua, ano após ano, como se depreende das palavras que o Sr.º Vieira proferiu na última campanha eleitoral, e que inseri no início deste texto. É que nos últimos dias temos sido confrontados com empréstimos que surpreendem todos, incluindo os próprios jogadores da Formação, concretamente da equipa B, concretamente Rúben Pinto e Fábio Cardozo, ambos deixando escapar um lamento que parece sair do coração, referindo que a saída é “um dos dias mais difíceis” das suas vidas.
De facto não se percebe. No inicio da temporada emprestou-se o Bernardo Silva ao Mónaco e o João Cancelo ao Valência, e apesar dos habituais cromos que criticam tudo, a mim o empréstimo pareceu-me uma boa opção pois iam conhecer realidades competitivas diferentes e de qualidade, nas quais poderiam jogar e aprender, tanto mais que os treinadores eram ambos portugueses.
Agora têm-se sucedido umas quantas opções que não seguem a mesma “bitola” estratégica, nem se percebe o qual o objectivo. Emprestar jovens jogadores em Janeiro é uma boa opção? Se as dificuldades de adaptação são grandes no início da época, será que em Janeiro não serão maiores? O Paços de Ferreira é o clube ideal para fazer crescer Ruben Pinto e Fábio Cardozo? Se sim, porque não lhes foi dada a oportunidade de começarem em Julho?
Também parece ser o caso de Hélder Costa, que será emprestado ao Gil Vicente, juntamente com o Lindelof, segundo alguns rumores dos jornais. Que é que o Gil Vicente ou o Paços de Ferreira têm a ver com o Mónaco ou o Valência?
Uma coisa é certa: há pouca coisa que se perceba nesta política de promoção e valorização da Formação. Não que a Formação aumente a competitividade da equipa como já referi, mas porque é o Sr.º Vieira que faz questão em apontar a Formação como vector estratégico do futebol, pelo menos quando anda em campanha eleitoral!

«Quer dizer que este senhor mentiu aos benfiquistas. Um senhor que é juiz, que tem de pautar a vida dele com rigor e verdade, continua a mentir, descaradamente, a todos os benfiquistas. Esse senhor envergonha a magistratura. Não sei como o Conselho Superior de Magistratura não se pronunciou, isto é vergonhoso», dispara – BOLA online 24-20-2012. Um juiz não deve mentir. Correcto. E o Presidente do Benfica, pode? Não é vergonhoso?

15 janeiro 2015

Liberdade

No voto de pesar pelo falecimento de José de Almeida percebeu-se claramente a distinção entre democracia e ditadura. Respeitando-se a diferença que merece essa distinção, cumprem-se os valores tradicionais da nossa civilização, algo que os tonitruantes relativos tendem a esquecer - quando não desconhecem - ou apenas lembram na conveniência.

13 janeiro 2015

(futebol) Fim de semana "à Benfica"



Portugal 13 de Janeiro de 2015

Foi um fim-de-semana à Benfica este que antecedeu a entrega do prémio de melhor jogador do Mundo, ao único jogador que para além dos golos que marca no seu clube, pagou uma estátua para se homenagear a si próprio o que deve ser inédito em todos os grandes jogadores que já receberam o prémio FIFA.
Tivemos uma vitória convincente (e sem casos de arbitragem) no Futebol, ganhamos em todos os escalões de formação excepto nos Juniores (mas compreende-se, uma vez que têm enorme vantagem sobre o 2º classificado), ganhamos o tricampeonato de estrada em Atletismo masculino, o bicampeonato de estrada em Atletismo feminino, goleamos o SCP no seu pavilhão por 7-0, demos uma “abada” à Oliveirense no Basquetebol e goleamos 6-1 fora de portas o Módicus, única equipa que havia retirado pontos ao Benfica em Futsal. Como se sabe não houve jornada de Vólei nem de Andebol por diferentes razões.
Começando pelo final, gostei do que vi no Futsal. Uma equipa coesa, evoluída tacticamente e com espírito de sacrifício. O treinador tem que merecer algum crédito, apesar de também termos bons jogadores, mas que não destaco nenhum pois parece-me que o “colectivo” é o ponto forte da equipa.
No Basquet estamos a colher os frutos de anos de investimento e temos uma boa equipa. Mas não podemos ignorar que existe um contexto nacional de algum desinvestimento na modalidade embora também isso nos faça diferentes, uma vez que se não apostássemos, o Basquetebol nacional viveria dias complicados.
No Hóquei, uma vitória por números que os adeptos do SCP gostam. Eles têm uma fixação tão grande pelo 7 que é sempre agradável quando somos nós a marcar-lhes 7 golos, mesmo que seja no Hóquei. Estou agradavelmente surpreendido com a nossa equipa e com o treinador, que nos jogos difíceis tem conseguido obter bons resultados. No ano passado, apesar de termos perdido o campeonato, tivemos goal-average directo superior aos outros dois rivais Valongo e FCP, sendo de destacar o “cabaz” que o FCP levou da Luz, 6-1. Este ano as vitórias em casa do FCP e do SCP indicam que podemos aspirar ao principal título, o campeonato.
Em futebol, na formação, os juvenis conseguiram o apuramento para a fase seguinte (fase onde não estará o SCP que foi ultrapassado pelo Real de Massamá), bem como nos iniciados. Nos juniores essa meta estava garantida. A parte difícil vem daqui para a frente...
Quanto aos seniores, como disse Jorge Jesus, possivelmente a melhor exibição do Benfica esta época em casa, 3 golos, 3 bolas nos ferros da baliza do Guimarães, e sim, finalmente vi a equipa jogar à bola e a dar indicações que as nossas principais expectativas, a conquista do campeonato, poderão não ser tão ilusórias como muitos pensam.
Jonas (30 anos) assume-se como artilheiro, joga misto como posicional e em velocidade, sentido de baliza apurado pela sua técnica e pela sua maturidade. A idade nem sempre é uma desvantagem, apesar de haver muito imbecil que aplaudiu a venda de Enzo Peres (29 anos) porque estava a caminhar para “velho”.
Lima teve um bom pormenor no 2º golo e mostrou que poderá ser útil noutra zona do campo que não a grande área, ou seja, parece poder fazer o lugar de ala direito, abrindo espaços no interior para os médios poderem progredir e rematar à baliza.
Samaris pareceu-me muito mais entrosado com a equipa na posição 6 e disso beneficiou Talisca.
No resto vi uma equipa tacticamente culta, aproveitando bem o adiantamento do adversário no terreno com passes de ruptura (como se diz) para as “costas” da defesa deles, dos quais resultaram os últimos 2 golos. Mérito para o treinador que continua a fazer pequenos “milagres” que nos colocam lá em cima.
Naturalmente não poderia deixar de sublinhar a opinião de Fernando Guerra, jornalista da BOLA e adepto do Benfica, no programa da noite. Para este suposto entendido, o FCP teve mais dificuldades do que as esperadas, muito por culpa do Belenenses, e “o Benfica teve mais facilidades do que o esperado, muito por culpa da má exibição do Guimarães”.
Para este “entendido” a opção, “o Benfica não deixou jogar o Guimarães”, não existiu. Isso é para clubes como FCP e SCP. Para o Benfica, copo meio vazio, para FCP e SCP, copo meio cheio. Fernando Guerra é apenas um dos muitos exemplos do crepúsculo benfiquista em matéria de análise jornalística.

08 janeiro 2015

Nous sommes Charlie Hebdo,

em nome dos valores tradicionais que são o cerne da civilização ocidental.

06 janeiro 2015

(futebol) Olhem para o que eu digo e não para o que eu faço.....



Portugal 6 de Janeiro de 2015

Retirado do CM online em 04.01.2015 11:15 “Casal de burlões engana idosos. Um homem e uma mulher, "bem vestidos e bem falantes", levaram as vítimas a entregar-lhes 50 euros a pretexto de que o próprio filho precisava do dinheiro
O ano mudou e o Presidente da nação benfiquista deu uma entrevista ao jornal que dizem ser o “Pravda” português, onde abordou diversos temas da actualidade desportiva do clube e da SAD. Confesso que tenho alguma dificuldade em avaliar o desempenho do Sr.º Vieira neste tipo de entrevistas, pois o que leio das suas palavras não condiz com o que vejo pelos meus olhos. Depois fico na dúvida. Serei eu que sou um burro mal intencionado, ou será que é ele que é mentiroso?
Comecemos com a frase “vou entregar o clube muito melhor do que recebi” que reporta directamente ou para a gestão de Manuel Vilarinho (2000-2003), ou para a gestão de João Vale e Azevedo (1997-2000). Não sendo claro a quem se refere, uma vez que se de facto recebeu o clube de Manuel Vilarinho, não me parece que o conteúdo assassino da mensagem tenha como destinatário o presidente mais alcoólico do Benfica.
Analisando as contas da época 2000/2001, as primeiras do consulado de Vilarinho e que se reportavam ao último ano de mandato de João Vale e Azevedo, diz o relatório, 7ª parte, por baixo do quadro do Passivo, escreveram: “fruto do conjunto de correcções efectuadas, e referentes a exercícios anteriores, os capitais próprios reflectem um substancial agravamento passando de - 392 814 cts para – 5 940 253 cts”.
Basicamente o que isto queria dizer é que o estado de falência técnica da situação do Clube se agravou com a gestão de Vale e Azevedo, após serem feitas correcções pela gestão de Manuel Vilarinho. E essa “medida” de falência técnica passou de, em euros, grosso modo, de 1,5 milhões de euros em 2000 para 29,5 milhões de euros em 2001, após correcções às contas anteriores.
Ora se consultarmos o relatório e contas do Clube referente à época 2013/2014 constatamos que os capitais próprios foram de – 96 milhões de euros! Mais de 3 vezes superior ao que deixou Vale e Azevedo, o tal que quase fechou o Clube (diziam os “notáveis”).
Se o Sr.º Vieira diz que deixará o clube em melhor situação do que aquela que recebeu, uauu, devem estar a aparecer umas surpresas na gestão do Clube, ou quem sabe, brevemente será anunciada a descoberta de uns poços de petróleo nas imediações do estádio ou do Centro de Estágios do Seixal.
Tenho de ironizar com isto, porque a farsa que vivemos no Clube/SAD é tão grande, que não dá para levar a sério. É que para o Clube poder ser entregue a quem vier a seguir em melhores condições económico-financeiras, seria necessário que o Estádio fosse do Clube e a SAD pagasse renda, como foi aprovado em Assembleia-geral. E já não é! Seria necessário que a BTV fosse do Clube, como quando foi criada, e já não é! Seria necessário que o Clube recebesse as receitas do Museu (como recebeu as despesas de construção), mas não recebe pois vão para a SAD! O Clube neste momento tem apenas “pele e ossos”, porque “a carne” foi transferida para a SAD através daquelas tão elogiadas operações financeiras em que o Sr.º Vieira e o Dr.º Soares Oliveira são especialistas. Com a anuência da tropa de “notáveis” que sempre estiveram na linha da frente contra Vale e Azevedo. Adiante.
Mas o Sr.º Vieira também referiu nessa entrevista que vamos apostar mais na Formação e até fixou um objectivo: ter 4/5 jogadores da Formação na equipa principal. Confesso que estive tentado a acreditar. E até pensei que ando a ser injusto com as apreciações que faço ao Sr.º Vieira. Contudo 2 depois da entrevista, as notícias davam conta do empréstimo de Hélder Costa e Lindlof ao Gil Vicente, e aí voltei a cair na realidade. A somar às dificuldades do Benfica em decidir pela renovação com o Gonçalo Guedes, decisão aparentemente tomada após o assédio de “colossos” europeus ao jovem jogador, e não porque tivessem percebido o potencial do jogador. E também, a somar à presença de um tal de Mukthar, da Formação do Hertha de Berlin que veio assinar contrato com o Benfica um dia após a referida entrevista.
Convenhamos que é dose. Primeiro, Vieira diz que vai apostar na Formação mas empresta ou cede os melhores jogadores da Formação, aqueles que naturalmente seriam candidatos a ser bem sucedidos na equipa principal. Segundo, Vieira diz que aposta na Formação mas contratou um jovem de 19 anos da Formação do Hertha de Berlin para vir concorrer com os jovens da Formação do Benfica. Terceiro, os próprios empréstimos dos jovens jogadores do Benfica evidencia um casuísmo incompatível com planeamento ou estratégia: quem tem em comum o Mónaco (Bernardo Silva), Valência (João Cancelo) ou Gil Vicente (Hélder Costa)?
Obviamente também não posso deixar de adicionar a esta “colecção”, a recente frase que “ser campeão europeu era a melhor homenagem (a Eusébio)”. No ano em que vendeu meia equipa que conseguiu alcançar a final da Liga Europa, em duas épocas sucessivas, esta referência de Vieira deixa-me sem palavras.
Quem acompanha a comunicação social, sabe que nas peças que falam das “façanhas” dos burlões, normalmente estes vestem bem e são de boas falas....

31 dezembro 2014

(futebol) Na órbitra dos milhões....



Portugal 31 de Dezembro de 2014

A saída de Enzo (anunciada desde o Verão passado) por valor abaixo da cláusula de rescisão, permite-nos brincar um pouco com tantos milhões que entram nas contas do clube/SAD, de acordo com a comunicação social, mas que não vemos a necessária correspondência nos balanços contabilísticos.
Antes de mais, não fui eu que disse na última campanha eleitoral que a partir do próximo mandato “nenhum jogador do Benfica sairá abaixo do valor da cláusula”. Contudo vemos sair todas as épocas, desde aí, jogadores abaixo do valor da cláusula.
Depois há quem, entre os benfiquistas, não perceba porque se rotula o Sr.º Vieira de Sr.º PresiMente...
De facto muito dinheiro tem entrado no Benfica de acordo com a comunicação social. A transferência de Enzo tem contudo um toque de estranheza, pois quando deveria ser o Valência a anunciar que a sua proposta de 25 milhões era irrevogável, foi o Benfica que comunicou à CMVM que aceitava a venda do jogador porque a proposta do Valência era irrevogável. É estranho parece-me... O Benfica poderia eventualmente referir que vendia porque a proposta era “irrecusável”. Agora assumir que vendemos porque o Valência não dá mais, parece-me estranho e até pindérico...
Aliás fala-se sempre nestas alturas, em particular os avençados da comunicação social, que “todos os clubes têm de vender para equilibrar as contas”, mas não creio que a SCP SAD, em falência técnica desde há pelo menos 5 anos, tenha de vender alguém este mês de Janeiro, enfraquecendo ainda mais a sua equipa.
Se recordarmos, em Janeiro do ano passado e após gloriosa vitória sobre o FCP que nos lançou para a conquista do campeonato, o Sr.º PresiMente aceitou vender o Matic também por 25 milhões. Se puxarmos a memória mais atrás constatamos que o Sr.º PresiMente vendeu o David Luiz em Janeiro de 2012 para o Chelsea, abaixo da cláusula de rescisão, David Luiz que na altura era visto como o esteio da defesa do Benfica e alvo de muitas demonstrações de carinho dos adeptos, para que não fosse vendido.
Cá está outra coisa estranha. Aquele que se supõe defender os interesses do clube/SAD, vende todos os jogadores que pode, nas alturas cruciais do campeonato, sempre com o beneplácito dos avençados da comunicação social (“todos os clubes têm de vender para equilibrar as contas”) mesmo que não vejamos FCP e SCP a fazer igual tipo de opção.
Com tanto dinheiro recebido, segundo a comunicação social, como estão as contas do Benfica? Vejamos as últimas que findaram em 30 de Junho de 2014. Retirei do RECORD online: “A SAD "encarnada" informa também que aumentou o passivo em perto de nove milhões de euros, em comparação com junho de 2013, passando de 440,4 para 449 milhões de euros. Em contrapartida, o ativo também cresce, de 416,6 milhões para 440 milhões, o que faz com que o capital próprio seja negativo em apenas 8,4 milhões (há um ano era também negativo, mas de 23,8 milhões).”
Ou seja, num ano em que se bateram recordes de vendas, com Matic, André Gomes e Rodrigo a renderem cerca de 70 milhões de euros, ainda segundo «os avençados da comunicação social, o Benfica da “gestão rigorosa” e do “sabemos para onde vamos” aumentou em cerca de 9 milhões de euros o valor do passivo, o valor das dividas exigíveis e não exigíveis. Também se aumentou o activo em cerca de 25 milhões de euros, mas como não se sabe a que se deveu esse aumento (valorização de passes de jogadores? reavaliação do património imobiliário?) devemos reter isto: as dívidas globais do grupo empresarial Benfica, subiram. Perdemos os melhores jogadores mas as dívidas aumentaram...
Claro que para o ramalhete ficar completo, só faltava virem dizer que estão a pagar uma factura elevada da gestão de Vale e Azevedo”! Estou certo, que haveria muito adepto e sócio que tomaria isso com uma credibilidade bíblica....
Com tanto milhão por aí espalhado, não me surpreende que o Sr.º Vieira tivesse um crédito no BES com um tecto de 600 milhões, ou que seja notícia que uma das empresas do Sr.º Vieira tenha lesado o BPN em cerca de 17 milhões.
É que há milhões e milhões. Os do Benfica são de uma cor. Os do Sr.º Vieira são de outra cor...

25 dezembro 2014

(futebol) A oportuna pausa natalícia...

Portugal 23 de Dezembro de 2014

Confirmando o que por aqui tenho escrito e tentado extrapolar, a nossa principal equipa de futebol teve uma fraca exibição contra o Gil Vicente, vencendo por 1-0 na sequência de uma irregularidade posicional no início da jogada. Pior que isso foi a sensação de impotência que me pareceu ver em alguns jogadores, incapazes de produzirem jogo suficiente para dobrar o último classificado, seja porque a habitual táctica dos dois avançados não funciona com as actuais opções (Lima em particular, foi quase inexistente em jogo), seja pela falta de qualidade no centro do terreno onde a “cooptação” de Talisca para numero 8 (posição habitual de Enzo Péres), não funcionou (como era expectável), seja porque a falta de Luisão ainda faz diferença na definição dos posicionamentos dos jogadores da defesa, seja porque o “limão está demasiado espremido” o que é certo é que foi uma vitória que ficou aquém do que os adeptos que se deslocaram ao estádio, queriam, em particular depois da vitória contra o FCP.
Antes de mais, não valorizo muito a falta de golos contra o último classificado. Até porque o Gil Vicente nem é a pior defesa do campeonato mas sim a 4ª pior. O maior problema do Gil Vicente é a falta de golos marcados (pior ataque da prova), e ainda bem, pois em algumas situações de jogo, com outros executantes teríamos sofrido um ou mais golos.
No fundo o que me parece, e espero estar redondamente enganado, é que esta equipa do Benfica é como um castelo de cartas à beira de se desmoronar. Fomos disfarçando as deficiências da reconstrução do plantel com esse verdadeiro “achado” que é o Talisca. Um “achado” porque ninguém no seu perfeito juízo iria palpitar que um jovem de 20 anos, que joga a médio de ataque, pudesse com os golos que marcou (e que nalguns casos valeram 3 pontos), contribuir para as vitórias que colocam o Benfica no 1º lugar do campeonato... Esperar-se-ia que fossem outros jogadores do plantel, pela sua qualidade, que assumissem o papel de marcadores de golos, de “abre latas”... mas não! Foi o novato Talisca a segurar o Benfica....
Nesta perspectiva é interessante colocar a questão: e se o Talisca não marcar? Que acontece à equipa do Benfica, se o Talisca não marca pelo menos um golo?
Para mim começa a ser angustiante ter de colocar esta hipótese, porque na maior parte dos jogos em que Talisca não marcou golo, o Benfica não ganhou. Desde a Champions ao campeonato ou Taça de Portugal, os exemplos estão aí para confirmar esta realidade.
Mas será que toda a época que falta, vai ser assim como até aqui? Não sei. Temos o Jonas que já mostrou poder inverter este estado de coisas, ou até Lima que poderá surpreender-nos (não sei como, mas admito que possa). Derley é que não deve ter hipótese pois joga pouco e um jogador que não jogue, é mais difícil ter a “forma” adequada a uma equipa como a nossa que joga sempre sob muita pressão.
Valha-nos pois esta pausa natalícia. Para recarregar baterias e repensar o futebol que praticamos. É uma pausa oportuna como nunca nos anos anteriores foi. A somar à falta global de qualidade do plantel, fruto da desgraçada gestão que Vieira continua a fazer, com o beneplácito do silêncio dos sócios e adeptos, ainda temos que somar algumas lesões e castigos completamente inoportunos. A equipa que já era pouco fiável, passou a ser ainda menos.
A seguir vai sair o Enzo, que só não saiu em Agosto porque parecia mal a venda por atacado de mais de 2/3 da equipa. Quando os principais apoiantes de Vieira começaram a questionar na comunicação social a catadupa de vendas, a venda de Enzo foi metida na “gaveta”. Aqui sim, Vieira é inteligente. Pena que só o seja para delinear estratégias para salvam a sua imagem, quando enfraquece o Benfica...
Os próximos jogos até à dobragem do campeonato, são fundamentais para avaliar até que ponto a nossa equipa se aguenta e quais são as reais probabilidades de ganhar o campeonato. Esperemos que a Quadra natalícia inspire os responsáveis e ilumine as suas ideias para o futebol do Benfica.

19 dezembro 2014

(futebol) A todos um Bom Natal (parte II)



Portugal 19 de Dezembro de 2014

A eliminação da Taça de Portugal pelo Braga é apenas mais um murro no nosso estômago, é apenas mais uma marca negativa do projecto Vilarinho/Vieira/BES/empresários/PT/outros, alicerçado no “círculo virtuoso” como foi amplamente difundido na altura das eleições de 2000. A ideia era ter uma boa equipa de futebol, com isso chamar mais sócios e adeptos ao estádio, ganhar mais, e ganhando mais poder contratar melhores jogadores, para jogarmos melhor e trazermos ainda mais adeptos ao estádio.
É um facto que nestes 14 anos tivemos muitos e bons momentos de glória, embora limitados, se não me falha a memória, a 3 campeonatos, 2 taças de Portugal, 4 taças da Liga e 2 supertaças. Muito pouco para os milhões investidos em contratações que dão milhões em comissões, e num estádio que pode ser bonito mas sorve os recursos financeiros que deveriam ser destinados aos reforços da equipa de futebol.
Mas o povo é quem mais ordena, e quis assim. Opções feitas democraticamente não se contestam embora não estejam acima da critica.
O projecto “círculo virtuoso” explica em grande parte porque razão, ao longo destes 14 anos, os treinadores do Benfica são estimulados a jogar em pressão alta, a jogar bem e ganhar bem. Os sócios e adeptos pagam bilhete e querem ver um bom espectáculo, dizem os mentores do projecto, ou mandam dizer pelos avençados jornalistas, seja da BTV seja de outros órgãos de comunicação social.
E assim, pelos tentáculos do “círculo virtuoso” na comunicação social, o Benfica é dos 3 grandes, o único que é avaliado pela qualidade do jogo, e não pelos resultados. Por exemplo, ao passo que FCP e SCP “sofrem mas ganham”, no Benfica “ganha-se sem brilho”. É um pouco diferente, e provoca emoções diferentes nos receptores adeptos.
Vem esta longa introdução a propósito de considerar que JJ é mais vitima do que réu, nestas más alturas de maus resultados alicerçados por más opções tácticas recorrentes com o 4-4-2 em losango. Porque sendo este modelo de jogo (também utilizado por Fernando Santos) um modelo que prevê a utilização de 2 avançados, mesmo considerando que é ligeiramente mais compacto no meio campo do que o 4-4-2 clássico (usado por quase todos os demais treinadores, com relevo para Koeman e Quique Flores), é ainda assim um modelo de propensão atacante e de reacção fraca ao contra ataque adversário.
Ora se as teorias reinantes sobre o “círculo virtuoso” é que mandam, JJ apenas cumpre com o que lhe pedem para fazer. O Benfica joga em pressão alta, cria situações de golo que falha e acaba por perder quando encontra equipas com bons jogadores ou equipas com culturas reactivas e habituadas a sofrer a pressão dos adversários mais fortes.
Não é muito difícil perceber porque razão falhamos tantas vezes na Champions (equipas com bons jogadores e bons treinadores), menos vezes na Liga Europa e raras vezes cá em Portugal. Mas acontece às vezes, e quando acontece é uma enorme dificuldade para aceitarmos que o modelo é que está errado.
Para além disto, devo referir que os dados pós jogo com o FCP indicavam que algo podia correr mal. Vejamos. O Sr.º Vieira, no seu habitual estilo populista e demagógico, voltou a aparecer em público para se colar a essa grande vitória. Disse ele que “esta equipa enche de orgulho os benfiquistas”. A seguir marcou o jantar de Natal entre estes dois jogos. Ou seja: deu valor extraordinário aquilo que deve ser considerado uma “obrigação” desportiva (ganhar ao FCP) e para piorar os níveis de concentração agendou o jantar de Natal para 2 dias antes do jogo com o Braga. Quem não se recorda da semana após Trappatoni ter ganho o campeonato, em 2005? Entre o domingo do título e o domingo da final da Taça com o Setúbal, também houve festa da entrega de prémios na Liga de Clubes, onde esteve toda a equipa e não apenas os premiados, também houve jantares, e a seguir perdemos a final da Taça por 2-1, onde também estivemos a ganhar. Não são meras coincidências, mas há alguém que se recusa a aprender, pois a demagogia e o folclore mediático são necessárias para este projecto do “círculo virtuoso”.
A JJ aponto uma crítica que podia ter evitado. Este é o plantel mais fraco de todos os anos que já leva no Benfica, e um dos mais fracos nestes 14 anos de “círculo virtuoso” (nos último 6 anos, nunca tínhamos estado fora das provas europeias e da Taça, em Dezembro). Apostar no 4-4-2 em losango sabendo que não tem as opções de jogadores que já teve, é um risco enorme contra equipas como o Braga (ou o Guimarães) que defendem bem e para quem qualquer resultado serve. Criamos situações de golo, mas o FCP também as criou quando jogou contra nós. O FCP não as concretizou pelas mesmas razões que nós não as concretizamos. Isto era expectável e nem preciso recorrer aos últimos jogos com o Braga para lembrar que na Luz temos ganho por 1 golo, com muitas dificuldades, mesmo quando tivemos grandes jogadores.
JJ devia saber isso. Querer fazer destes jogadores, o que foram os que já treinou, ou é um enorme frete que está a fazer aos teóricos da Direcção que defendem o futebol espectáculo, ou é de uma presunção gigantesca. Milagres só fez o Jesus que por cá andou há mais de 2 mil anos!

17 dezembro 2014

(futebol) A todos um Bom Natal, a todos um Bom Natal...



Portugal 17 de Dezembro de 2014

Terminei o texto anterior com o parágrafo: “E depois do adeus (à Champions)? Há um jogo para ganhar no estádio da Galinha. Não sei como, mas é para ganhar...”
Pois acabei(mos) de descobrir mais uma maneira para ser superiores aos que são apontados como sendo os “melhores”: com 1 ponta de lança móvel (Lima) e meio campo reforçado com mais 1 unidade (Talisca). Não jogamos no 4-2-3-1 que Jesus idealizou para a Champions na época 2011/2012 e para alguns jogos difíceis do campeonato (por exemplo, o fatídico jogo no FCP que perdemos no último minuto), mas sim numa espécie de 4-1-4-1 ou 4-5-1 quando não tínhamos a posse de bola, e num 4-4-1-1 a derivar para um 4-4-2 em losango, quando tínhamos a posse de bola.
No futebol como na vida, estamos sempre a aprender.
Para explicar a minha posição relativamente a Lima (que tenho apontado como não tendo qualidade para os objectivos porque luta o Benfica) vou colocar umas palavras que troquei com um amigo benfiquista, minutos antes do jogo. Ele ligou-me para me perguntar se eu já sabia qual era a equipa, disse-lhe que não, e ele lá foi dizendo qual era. Ao chegar ao avançado fez um pouco de “suspense” e perguntou se eu atirava um palpite. Respondi que não me atrevia, mas que entre Lima e Jonas, um deveria ser. Então ele disse que era o Lima e começou a “malhar” em Jorge Jesus, dizendo que não o percebia pois parecia-lhe que “não queria ganhar o jogo”. Respondi que não podia ver as coisas assim, e que se JJ o tinha colocado lá saberia as razões tácticas ou outras, para o fazer. E até lhe dei o exemplo que se Lima jogasse os primeiros 60 mn e não marcássemos, JJ ficava com um trunfo na mão, que era o Jonas, uma vez que sendo um jogador de grande qualidade e visão de jogo, iria aproveitar-se do desgaste dos adversários para tentar marcar no mínimo 1 golo.
Isto das “armas secretas” que entram em jogo e marcam golos tem uma explicação “científica”: aos 60 mn os adversários já correram cerca de 6 km, enquanto as “armas secretas” estão “frescas” e movimentam-se mais rapidamente podendo tirar partido da sua qualidade técnica. Comparemos a diferença de rendimento de Nuno Gomes quando jogava a titular ou entrava como suplente. Idem com Mantorras, o homem dos golos no último minuto. Entre muitos outros bons exemplos.
Bom, o meu amigo lá ficou mais calmo e no final lá teve de reconhecer o grande erro de avaliação que cometera.
Acerca da importância do Lima na equipa não vou alterar a minha opinião porque marcou estes dois golos, pelos quais lhe ficarei eternamente grato, uma vez que para mim ganhar em casa do FCP é quase como ganhar o campeonato. Se repararmos na forma como foram obtidos, se calhar não empolávamos tanto este assunto. O primeiro golo nasceu de um erro de marcação dos defesas centrais do FCP (uma dupla que não jogava junta há uns tempos) também provocado por outro jogador do Benfica que se faz à bola lançada por Maxi e os arrasta com ele. Sobrou assim espaço para Lima entrar no local onde a bola saltou no relvado. O segundo golo nasce de uma defesa incompleta de Fabiano a um remate de Talisca e Lima estava no sítio certo.
Também César Brito ou Nuno Gomes marcaram os dois golos das vitórias do Benfica em casa do FCP e nem por isso passaram a ser jogadores mais imporantes.
O que importa reter desta grande vitória que nos dá uma boa (mas não decisiva) “almofada” de 6 pontos para o que resta do campeonato, é que não precisamos da nota artística para ganhar jogos, e que uma mistura da táctica adequada, sempre em torno do 4-2-3-1 ou 4-1-4-1, que pressupõe uma atitude humilde perante o adversário, mais uma boa dose de concentração e alguma sorte à mistura, e temos os condimentos para uma grande vitória. Das difíceis.
Deveríamos aproveitar esta vitória para pensar melhor o que queremos para o futebol da nossa equipa pois é possível que as “teorias” reinantes no clube/SAD, nas últimas décadas, estejam erradas e desligadas da realidade do futebol actual.

12 dezembro 2014

(futebol) E depois do adeus...



Portugal 12 de Dezembro de 2014

Da eliminação do Benfica da Champions e da Liga Europa já disse o que tinha a dizer, salientando a maior responsabilidade da Direcção que empobreceu o plantel e programou pessimamente a pré temporada, com um conjunto de desafios que mais não foram que um engodo para obter “cachets”.
Este é o Benfica do “sabemos para onde vamos, é difícil mas vamos chegar lá com a ajuda de todos”.
Restam algumas curiosidades, sempre interessantes. O Benfica fez 4 pontos com a equipa que se classificou em 1º lugar do grupo, o que reforça a tese do mau planeamento, pois os jogos com o Mónaco foram os 3 e 4 ou seja, quando a equipa já tinha algumas rotinas de jogo e partia para esses dois jogos sem grandes responsabilidades devido às duas derrotas nas primeiras duas jornadas.
Para os que me podem apontar incoerência na argumentação, antecipo e explico: se tivéssemos o plantel da época passada, admitindo-se a venda de um ou dois jogadores fundamentais, a qualidade da pré-temporada já não era determinante porque as rotinas de jogo eram de todos conhecidas.
Outra conclusão que reforça a tese do mau planeamento é a constatação que o Zenit apenas ganhou 1 jogo fora de casa e foi na Luz, no primeiro jogo da fase de grupos. Enquanto o Zenit se apresentou com a equipa base da época passada reforçada com o Garay e o Javi Garcia, e com mais jogos oficiais realizados, o Benfica apresentou-se com uma equipa reconstruída e sem rotinas de jogo em alguns sectores, o que explica o erro do penalty e expulsão de Artur, erros que impediram a equipa de lutar pelo resultado.
Os 3 pontos perdidos frente ao Zenit na 1ª jornada foram determinantes para o desfecho que conhecemos: 5 pontos em 6 jogos que nas últimas épocas apenas é suplantado negativamente por Quique Flores com 1 ponto em 4 jogos, na fase de grupos da Liga Europa (modelo anterior). Ou seja, retrocedemos 6 anos com as últimas opções de gestão da equipa do Srº Vieira.
Mas há mais curiosidades. O Mónaco saindo do pote 4, ficou em 1º lugar. O Bayer saiu do pote 3 e ficou em 2º lugar. O Zenit saiu do pote 2 mas ficou em 3º lugar e o Benfica saindo do pote 1 ficou em 4º lugar. Classificação completamente invertida face à qualidade dos potes que não se confirmou, mas que confirma de certo modo, a lógica dos orçamentos.
Destas 4 equipas apenas o Benfica, clube/SAD com menor orçamento, se apresentou com uma profunda reestruturação na equipa. O Zenit apresentou-se reforçado, o Mónaco perdendo dois jogadores nucleares como Falcao e James, teve ainda assim Berbatov, e o Leverkusen apresentou grosso modo a equipa da época passada. Ter o menor orçamento e alterar meia equipa (incluindo as alternativas do banco), foi um suicídio futebolístico. “Sabemos para onde vamos...” diz o Sr.º Vieira...
Em 6 jogos marcamos 2 golos (!) e sofremos 6, sendo que 5 (!) dos golos sofridos foram-no nos primeiros dois jogos (falta de entrosamento mais alteração da equipa). Quem continua na BTV, rádios e jornais a defender as opções da Direcção, ou recebe dinheiro para estar nesses programas/colunas de opinião e defende quem lhe paga, ou sofre de autismo em grau acentuado...
No ataque ficou evidente que Lima não é avançado para as responsabilidades de uma Champions, e que Derley por ser o 2º melhor marcador do campeonato passado, não encaixa numa equipa que joga no máximo. São esforçados, dão (assim-assim) para as necessidades internas, mas estão longe do que precisamos para fazer provas na Champions ao nível dos nossos pergaminhos. Quem não percebeu o que quis dizer quando escrevi o texto “Fim de uma era”, dedicado a Cardozo, agora já percebe, pela crueza dos resultados.
Aliás Lima é o paradigma da cultura de 2ª divisão reinante no Benfica de opinadores e adeptos que sabem tudo, mas afinal não sabem nada! Cardozo pelo seu jogo posicional e alta eficácia era desconsiderado por ser lento e falhar muitos golos. Diziam esses entendidos! Lima pela sua velocidade era mais elogiado. E marcava mais golos, esquecendo como eram marcados: com auxílio dos posicionamentos de Cardozo que segurava um ou dois defesas e com isso abria linhas de passe para outros rematarem.
Lima tal como Nuno Gomes ou Mantorras, eram jogadores muito queridos dos adeptos. Porque também eram queridos da comunicação social (há sempre uma relação entre o que se escreve e diz, e o que os adeptos pensam e sentem). Jogadores que se caracterizam pela mobilidade. Não pelos golos! Cardozo nem tanto. Porque será que num clube que quer ser o “maior”, o jogo pensado é menos apreciado que o jogo corrido?
E depois do adeus? Há um jogo para ganhar no estádio da Galinha. Não sei como, mas é para ganhar...

28 novembro 2014

(futebol) Inevitável...



Portugal 28 de Novembro de 2014

A eliminação do Benfica da Champions e da Liga Europa provocou o habitual “frisson” jornalístico, o habitual campo para os treinadores falhados e uns quantos jornalistas aspirantes a treinadores de bancada dissertarem com intuito especulativo e como tal, não pedagógico, não formativo.
Antes de mais a eliminação era praticamente inevitável, a partir do momento que se conjugaram duas variáveis determinantes: empobrecimento qualitativo do plantel e sorteio de um grupo difícil em que o Benfica, apesar de sair do pote 1 em termos futebolísticos, era contudo a equipa com menor orçamento.
O texto Champions 1 – Benfica 0, que escrevi em 18 de Setembro após a derrota com o Zénit, tem lá este parágrafo: “E assim, com este amadorismo da Direcção, abordamos pela enésima vez a exigente Champions, com vários jogadores sem rotinas. Os erros pagam-se caro e pior, influenciam o jogo seguinte.”
A derrota caseira com o Zenit marcou e condicionou toda a prestação da equipa no resto da prova. Fomos ao jogo 2 com a necessidade imperiosa de pontuar, e se possível ganhar, mas encontramos mais um adversário forte que nos derrotou por 3-1, ajudado por duas decisões do árbitro. Como os erros de arbitragem são campo exclusivo do SCP, já quem nem o Sr.º Vieira nem mais ninguém da Direcção ou da SAD querem falar disso, partimos para o jogo 3 com a necessidade de pontuar ainda mais reforçada.
Numa prova de campeonato, os resultados de uma jornada reflectem-se na jornada seguinte. Pela positiva, ou pela negativa. Começando mal com uma derrota caseira, numa prova onde está o top da qualidade futebolística, é de muita ingenuidade pensar que o pior orçamento poderia solucionar com sucesso os problemas competitivos colocados pelas equipas com maior orçamento, com melhores jogadores, com melhores organizações de jogo resultantes do binómio modelo táctico/executantes. Há sempre uma probabilidade de isso ser conseguido, é um facto, mas é uma probabilidade muito reduzida.
Que a derrota inicial deve ser determinante, isso é reforçado com o facto de NENHUM jornal ter mencionado quantas equipas conseguiram apurar-se para a fase seguinte da Champions depois de terem perdido o 1º jogo e em casa! E quantas se apuraram para a Liga Europa nessas mesmas condições!
Mas em contrapartida publicaram – erradamente – que o Benfica foi o 1º cabeça de série a ser eliminado na fase de grupos. Esta época? Sim, mas tal como foi colocada a notícia, sugere outras interpretações. E assim tenho de lembrar o Manchester United, do pote 1, que ficou de fora de todas as provas europeias, quando calhou no nosso grupo, na época 2005/06! Esse Benfica saído do pote 4, ficou em 2º lugar, o Villareal que veio do pote 2 ficou em 1º lugar, e o Lille que vinha do pote 3 ficou em 3º lugar.
O Benfica saiu das provas europeias e estamos a sentir na pele o que o FCP já sentiu na época 2005/06 (num grupo acessível com Inter, Celtic e Artmedia). Julgo que o SCP já sentiu isso também na Champions (na Liga Europa, foi há dois anos), embora a memória não tenha guardado. O que guardei é que o SCP apenas por uma vez, na Champions, chegou aos oitavos de final, e foi pulverizado com 12-1 pelo Bayern!
A eliminação já é um facto e nada se pode fazer. Com esta Direcção de amadores e oportunistas, só podemos esperar que os jogadores multipliquem o seu talento por 5 e esperar que os outros façam pior. O que não foi o caso. Para o ano há mais do mesmo, mas há mais...
Contudo vejo nesta eliminação uma oportunidade para gerirmos melhor o esforço da equipa, pois caso seguíssemos para a Liga Europa, ir-nos-ia ser exigido que chegássemos novamente à Final, ou seja, que nos fosse exigido que fizéssemos mais 9 jogos. Mesmo que este plantel não desse para tanto (e daí, com a futura inscrição de Jonas e os regressos de Fejsa, ficaríamos mais fortes), iria ser desgastante cada eliminatória que fizéssemos. Assim vamos ver o que fazem FCP (não deve passar dos oitavos de final) e SCP (que ainda pode cair na Liga Europa) enquanto nós vamos preparar melhor o campeonato. Com menos desgaste físico e mental, porque o plantel é fraco e muito curto.
E em Janeiro perspectiva-se que ainda vai ficar mais curto com a venda de Enzo, que não saiu na época passada, porque Vieira percebeu que estava a perder o apoio dos apaniguados da Direcção e círculos mais próximos. E ele, e quem está por trás, sabe que precisa desses apaniguados para colocar na comunicação social, a tecer loas ao seu trabalho...

26 novembro 2014

(futebol) Segredos de Justiça e Mediatismos....



Portugal 26 de Novembro de 2014

Nos últimos dias o País foi sacudido com a notícia choque da detenção de um ex-primeiro ministro para interrogatório com aplicação posterior da medida de prisão preventiva.
Num país habituado a falar “entre dentes” da corrupção a nível político/partidário, num país onde as pessoas – regra geral - se acovardam ao situacionismo e ao politicamente correcto, este tipo de situações chocam e agitam. Como tal, já fomos confrontados com um conjunto de reacções que não deixam de ser interessantes.
Um ex-presidente da República utilizou o seu espaço de opinião num jornal lisboeta de grande tiragem, para criticar o “anormal aparato fortemente lesivo do segredo de justiça”. E após ter conseguido visitar o novo ilustre presidiário, em dia que não previa a realização de visitas (até na prisão os políticos são tratados de forma diferente dos outros), este ex-presidente da República não se coibiu de criticar a “infame” campanha contra o ex-primeiro ministro, apontando o dedo à comunicação social e a “quem está por trás dela”.
Também tivemos a reacção do chefe do governo da Cuba portuguesa que num jornal local que sobrevive em boa parte, dos subsídios do seu governo, censurou o “mediatismo” da detenção.
A esta “procissão” que defende a “moral e os bons costumes” mas só para uns quantos privilegiados, não faltou o próprio MP que decidiu instaurar um inquérito a fuga de informação. Não sabemos a qual, pois pelos vistos, para além do CM e outros órgãos de comunicação social, até o próprio detido pelos vistos sabia que ia ser detido, de acordo com notícia da TSF de hoje.
Poderia também dar como exemplo a falência do BES e a cuidada negociação do principal acusado e herdeiro do fundador do Banco, que trocou a sua colaboração no processo pela prisão domiciliária. Estamos a falar apenas e só de um homem a quem acusam de ter falido o maior banco privado português, que acusam de ter desviado biliões de euros para off-shores e empresas de pessoas amigas, pondo em causa os interesses dos coitados dos depositantes que acreditam no sistema e não conhecem ninguém ilustre da política.
Naturalmente que todo este aparato reactivo ilustre mexe com a minha consciência benfiquista uma vez que infelizmente passamos por algo de semelhante com o ex-presidente, Dr.º João Vale e Azevedo, detido durante um almoço (em hora “prime-time” dos noticiários, que coincidência), em local público e curiosamente, com a presença de várias televisões!
Ora, não me recordo que o tal ex-presidente da República, o tal líder do governo da Cuba portuguesa, e porque não o Bastonário da Ordem dos Advogados, o ex- ministro da Cultura que ninguém queria no circulo eleitoral do Porto, e teve de vir “roubar” um lugar a um transmontano, tivessem pedido contenção à comunicação social e “a quem está por trás dela”! Ou que tivessem insistido na existência de uma “campanha infame” contra o homem que teve o desplante de atacar o “polvo” dos direitos televisivos”! Ou que tivessem questionado a violação do Segredo de Justiça!
Nada disso. A ideia que passou na altura é que tudo isso estava muito bem e até se podia enquadrar na ideia de “serviço público”. Que o interesse da notícia justificava uns “pequenos” atropelos aos direitos e garantias que o cidadão João Vale e Azevedo tinha, como têm qualquer um, de acordo com a Constituição da República. Que o Benfica era uma instituição demasiado importante para que não se soubesse toda a verdade, etc, etc.
Nessa altura tivemos televisões que filmavam os agentes da GNR que montavam vigilância à casa de JVA, enquanto os jornais especulavam sobre os custos que isso implicava para o orçamento geral do Estado. Tivemos “criteriosas” fugas de informação sobre a forma como JVA teria gasto o dinheiro que tinha tirado ao Clube (roupas da esposa e negócios familiares, entre outros), outras sobre a forma como JVA utilizava empresas em off-shores para que ninguém seguisse o rasto do dinheiro, etc, etc.
A preocupação de julgar JVA antes do Tribunal o fazer, foi tanta, que tivemos a RTP a colaborar com um debate entre um ex apoiante de JVA (o “nabo” António Sala) e um conjunto de pessoas que já tinham litigado contra ele (Proença de Carvalho, hoje CEO da NOS) no dia anterior ao inicio do julgamento do caso Ovtchinikov!
Nessa altura não havia uma infame campanha contra JVA, nem um mediatismo exagerado do assunto...
A detenção do ex-primeiro ministro e a falência do BES, e os diferentes tipos de reacções públicas, apenas vieram comprovar que existiu uma campanha concertada entre quem está por de trás da comunicação social e os poderes judiciais (PJ, MP e alguns Juízes) para destruir não só o cidadão João Vale e Azevedo, mas com a sua destruição proporcionar as condições objectivas para entregar o Clube e seus negócios, a uma cambada com ligações aos que estão por trás da comunicação social!

21 novembro 2014

(futebol) Miopia intelectual

Portugal 21 de Novembro de 2014

A última jornada já ficou lá atrás, mas os ecos dos erros de arbitragem andaram vários dias por aí, estampados nas páginas dos jornais ou declamados nos programas de rádio e televisão. Nada que não estejamos habituados, em particular quando ganhamos avanço pontual à concorrência de FCP e SCP, mas a que não temos de nos resignar. Ser “grande” implica saber distinguir o descartável, do essencial, e saber como reagir quando alguém tenta alterar e inverter estes conceitos, tornando essencial o que é descartável, e descartável o que é essencial.
De acordo com as imagens mais vistas e os destaques mais assinalados, no jogo Nacional – Benfica, aos 70 mn, existiu um fora de jogo mal assinalado ao ataque do Nacional, que tinha grandes probabilidades de dar golo. E como o Benfica venceu 2-1, está bom de ver que a sugestão não inocente, aponta para um benefício pontual do Benfica.
No jogo SCP - Paços, pelos mesmos critérios mediáticos, aos 86 mn vimos um golo mal invalidado ao ataque do SCP que poderia dar o 2-1 e mais 3 pontos, em vez dos 2 pontos perdidos (que se somam aos 3 pontos ganhos pelo Benfica).
No jogo Estoril – FCP, não sei bem o que reclamaram os portistas e seus apaniguados da comunicação social, pois o que se soube foi que pressionaram o jogador que o FCP emprestou ao Estoril que converteu o penalty (bem assinalado), como se soube também que o seu treinador fez afirmações sobre os erros dos árbitros, supostas grandes penalidades, e supostos erros atrasados de arbitragem que beneficiaram os concorrentes.
O treinador do FCP não falou do lance em que Couceiro reclamou da grande penalidade não assinalada a favor do Estoril, como não reclamou de várias outras situações que têm beneficiado o FCP, seja no critério disciplinar, seja no critério técnico, como os foras de jogo e os vários lances de grande penalidade não assinaladas contra a sua equipa, em número razoavelmente superior, aos que terão ficado por assinalar a seu favor.
Miopia intelectual?
Quem também sofre deste tipo de miopia são os editores de programas desportivos das várias televisões, uma vez que fizeram “desaparecer” o lance em que Adrien Silva fez grande penalidade a favor do Paços, com 0-0, e centraram as atenções na repetição exaustiva do lance do golo mal invalidado ao SCP.
Idem, idem, os que privilegiaram a repetição do erro que beneficiou o Benfica no jogo com o Nacional, mas não destacaram um fora de jogo de quase 2 metros que passou “despercebido” na 1ª parte, a favor do Nacional, e que podia ter dado um golo “legal” como tantos outros que temos encaixado ao longo dos anos.
Passaram-se já alguns dias, a Selecção venceu a “poderosa” Arménia com um golo de CR7 e as primeiras páginas dos jornais transformaram este “feito” em mais uma das suas proezas. Dias depois vencemos a vice campeã mundial Argentina, com um golo de um rapaz que poucos tinham ouvido falar, e que tem o azar de não se chamar Cristiano Ronaldo. Como tal não houve “proeza” houve sim um “mágico” e um “miúdo”. Mesmo que o “mágico” tenha sido o mesmo que participou no golo contra a Arménia... Miopia de quem decide o que vai e não vai, para a primeira página do jornal....
Para terminar, tivemos uma querela com o Bayern de Munique a propósito do clube que tem maior número de sócios do mundo. A uma alfinetada dos alemães, respondemos de forma contundente, com múltiplas declarações (afinal a Direcção que não existiu após Braga, afinal existe) e um vídeo com várias alfinetadas, uma por cada jogador que foi obrigado a prestar-se ao “papel”. O Benfica tem o maior número de sócios fruto do amor e dedicação que os seus simpatizantes nutrem pelo clube, mas também de campanhas promocionais que praticamente oferecem a condição de associado. A diferença para o Bayern em número de sócios, ainda assim é de poucos milhares e em breve poderemos ser ultrapassados. No último ano, o Bayern vendeu 1 milhão de camisolas. E o Benfica? Não percebemos ou na Direcção do Benfica também há quem sofra de miopia intelectual?

07 novembro 2014

(futebol) Benfica 1 - Champions 2



Portugal 7 de Novembro de 2014

Finalmente ganhamos o primeiro jogo na Champions, e nem o facto de ter sido na jornada 4 impede de pensar que ainda é possível o apuramento para os oitavos de final.
A vitória sobre o Mónaco foi difícil, e mais uma vez se notou a grande diferença que é jogar contra equipas do nosso campeonato, ou jogar contra equipas de outros campeonatos, apetrechadas de unidades individuais de elevada qualidade e como tal, de grande procura, e como tal de maiores orçamentos!
Há gente que, com alguma indolência intelectual, costuma dizer que os “orçamentos não ganham jogos”, o que em parte é verdade. Mas os orçamentos permitem contratar os jogadores de qualidade que permitem ganhar os jogos. E vai dar ao mesmo: os orçamentos ajudam a ganhar jogos!
E neste aspecto não é demais lembrar, que o Benfica partiu para este grupo com o orçamento mais baixo das 4 equipas do grupo, apesar de sermos a equipa com melhor coeficiente desportivo.
Também não é demais lembrar que este Mónaco não tinha sofrido golos nos 3 jogos anteriores da Liga dos Campeões, que não perdia há 6 jogos consecutivos, e fora de casa há 3. Se somarmos a isto, o facto do empate ser muito importante para o Mónaco e praticamente afastava o Benfica (já sabia da derrota do Zénit) então temos de considerar que o Benfica fez algo de muito, mas mesmo muito importante nesta edição da Champions.
Claro que a comunicação social que colocou pressão em cima de Jesus (eram dele as fotos nas 1ªs páginas dos jornais) nos dias anteriores, quiçá porque fizeram o mesmo raciocínio que fiz em cima e porque apostavam num mau resultado, em particular porque no Mónaco jogam mais portugueses do que no Benfica, (e mais esse talento de nível estratosférico chamado Bernardo Silva), é a mesma comunicação social que no dia seguinte dá destaque ao Talisca, e nos dias seguintes ao SCP e ao seu fantástico 3º golo.
Sem dúvida que uma jogada que envolve 31 passes e termina em golo é uma boa jogada. Mas se o Benfica quisesse fazer isso em Braga, seguramente algum dos nossos jogadores ia levar uma paulada, e o árbitro ou não ia ver e a bola ficava na posse do Braga, ou marcava falta mas esquecia o cartão, ou havendo lugar a cartão mostraria o mais suave se fosse justificado o mais grave. Ou seja, contrariando um principio muito defendido por supostos entendidos em matéria de futebol, seja o Gaspar Ramos sejam alguns bloguistas, de que para marcar golos basta os jogadores jogarem bem, isto de marcar bons golos também ter a ver com boas arbitragens, coisa que por cá é o que sabemos com a complacência cúmplice da Direcção do Sr.º Vieira. E porque não dizê-lo, com a cumplicidade critica dos apoiantes notáveis do Benfica, os que têm direito de antena nos “media” com expressão nacional, que optam regra geral, por fazer o jogo do inimigo, criticando as opções do nosso treinador ou o desempenho de um ou outro jogador, e não a “marosca” das arbitragens indecentes, como a que se viu em Braga.
Esta vitória era um resultado que podendo acontecer (antes do jogo há sempre 3 resultados possíveis), não pode surpreender ninguém, e com estes 3 pontos continuamos na corrida. Se a corrida é mais fácil a partir daqui? Claro que não. Mas será uma corrida efectuada com níveis de confiança superiores. É preciso não esquecer que o Benfica fez a “pré temporada” em plena competição, já que no defeso, mais de metades dos jogadores da actual equipa, não alinharam em qualquer jogo, e outros como os que vieram do Mundial, apenas o fizeram na parte final da pré-temporada e numa ou duas ocasiões.

Mas isto remetia-me mais uma vez, para a crítica à gestão à moda de Alverca que se instalou no nosso clube. E se Jesus, com aquele misto de ingenuidade e espontaneidade dizia, quando instado a comentar a saída de mais um jogador da equipa, que “ não joga o Matic joga o Manuel”, o Sr.º Vieira é capaz de pensar o mesmo, se instado a comentar as criticas à sua gestão: “não ligo aos críticos porque tenho o Manuel”.
Voltando à Champions, convenhamos que o jogo na Rússia será muito difícil, contra uma equipa recheada de excelentes jogadores como Witsel, Javi Garcia e Garay. Uma derrota afasta-nos dos oitavos de final, pelo que o empate não será mau resultado, em particular se o Leverkusen vencer o Mónaco para selar o seu apuramento. Como estou convicto que irá acontecer. Na última jornada o Zenit não vencerá no Mónaco e nós teremos de ganhar ao Leverkusen para merecermos a passagem.

03 novembro 2014

Descubra as diferenças

Post de Carlos César de 28 de outubro.

 



Artigo de opinião de Berto Messias, publicado no AO a 3 de Novembro.