03 julho 2015

Há panteão e há O Panteão

O panteão é num qualquer lugar, podendo nem ter existência física, porque o ilustre imortal a tal se sobrepõe, arreigado que está na memória de um povo.

O Panteão é atávico local de regime político, datado no critério, obscuro na pretensão, incongruente na escolha, pertinente na incoerência.

O Panteão é escolho da perenidade.

Não sou incondicional de panteões e, muito menos, do Panteão. Prefiro o recato da memória e o respeito singular por aqueles que por obras valerosas se vão da lei da Morte libertando, sobretudo quando um qualquer Panteão alberga alguma gente pouco recomendável nas acções da vida.

Hoje, trasladado para lúgubre sítio, mataram Eusébio, o nosso Eusébio.

O Eusébio que desbaratou o Real Madrid em 62, o Eusébio do Mundial de 66, o Eusébio de qualquer tarde de domingo ou das quartas-feiras europeias, o Eusébio de puras Bola de Ouro e Botas de Ouro, o Eusébio que arrastava multidões quando o marketing não era milagreiro, o Eusébio que não necessitava de mostrar passaporte no tempo das fronteiras, o Eusébio-povo e do povo, o Eusébio de Portugal, esse Eusébio estará sempre noutro lugar, em qualquer lugar, menos naquele.


Se físico panteão lhe quiserem fazer, reze-se pela alma, recordem-se os feitos, eternize-se-lhe a memória junto da estátua, no Estádio da Luz, o verdadeiro cenotáfio da sua arte, em paz, entre os seus.   

26 junho 2015

(futebol) Surrealista...



Portugal 26 de Junho de 2015

A inacreditável saída de Jorge Jesus do Benfica, é o facto mais marcante dos últimos tempos ou anos da gestão Vieira, e apesar de não ter podido reflectir sobre este assunto, não podia deixar de registar a minha opinião, para memória futura.
Quem me costuma ler, sabe que por diversas vezes me tenho referido a Vieira como uma espécie de “rei nu” ou alguém que “faz de conta que é presidente” do Benfica. Palavras e comparações duras, mas que não surgem do nada, não surgem de uma qualquer embirração pessoal, não surgem em qualquer contexto de politica interna, mas tão-somente da necessidade de provocar o debate em torno do caminho que o Benfica tem seguido desde 2000 para cá. Um caminho sinuoso, sem estratégia que promova os interesses económicos e desportivos do Benfica, sem resultados desportivos que justifiquem os avultados investimentos económico-financeiros que têm sido feitos, sem vermos a luz ao fim do túnel, como repetidamente temos ouvido dizer a Vieira que entrou no Benfica através do Dr.º Vilarinho, que funcionou na plenitude como um cavalo de Tróia.
A dimensão da hipocrisia demonstrada por Vieira neste processo, até a mim me surpreendeu, eu que tantas vezes o tenho acusado de ser farsante, de ser uma pessoa que representa o papel, faz de conta que faz, mas não faz. O convite para ir treinar uma grande equipa francesa, via Qatar onde estaria um ano, com o avião a sair no dia seguinte, é de um calculismo tão cínico, tão hipócrita, que rebenta com tudo que pensava que era negativo no Benfica.
Vamos a factos. O Correio da Manhã noticiou em Janeiro (!) o interesse do Benfica em Rui Vitória. Vieira nunca reuniu com Jesus para discutir a renovação, com o argumento rotineiro, “depois de terminar o campeonato falamos”. A partir de 1 de Janeiro, Jesus era livre de se comprometer com quem quisesse, mas a aparente relação de amizade entre ele e Vieira, dava garantias que o Benfica seria sempre a sua 1ª opção. Em 21 de Maio, a BOLA online anunciava “embora o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, ainda tenha uma reunião agendada com o treinador Jorge Jesus acerca da renovação do seu contrato, o máximo dirigente benfiquista já tem alternativas preparadas e uma delas é o técnico Rui Vitória do Vitória de Guimarães”. A 28 de Maio, no lançamento do jogo da Taça da Liga, Jesus disse que estava “apenas e só concentrado na final da Taça da Liga. O treinador do Benfica evitou falar do seu futuro e apontou baterias para a conquista de mais um troféu”. Em 3 de Junho o sitio Relvado transmitia a notícia “de acordo com a RTP, o clube da Luz só admite a saída do técnico de 60 anos para o estrangeiro, admitindo até facilitar a mudança, caso seja essa a vontade de Jesus, estando esse processo nas mãos do empresário Jorge Mendes. Porém o mesmo não se aplica ao território nacional, uma vez que o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, não o quer ver em Alvalade ou no Dragão. O líder encarnado tem consciência que não faz sentido deixar sair o treinador bicampeão para qualquer um dos rivais e o salário de quatro milhões não será impedimento para a renovação de contrato”.
Conjugando tudo isto resulta claro que a renovação com Jesus não era prioridade e que o salário de 4 milhões não era problema para a renovação, se as outras ofertas fossem nacionais. Qual era então a estratégia da SAD e do Sr.º Vieira, para o treinador que nos dois últimos anos, ganhou 6 títulos nacionais, incluindo um bicampeonato, e levou o Benfica a mais uma final europeia? Simples: NENHUMA! Ele devia sair, ir treinar para França via Qatar, o assunto estava nas mãos de Jorge Mendes (sempre este) e a questão da manutenção do salário só se aplicava caso ele quisesse treinar em Portugal.
A opção de Vieira traduziu-se numa enormíssima falta de respeito pelo treinador e pelo homem, e numa enormíssima falta de respeito por todos aqueles que acreditam que Vieira está a gerir o futebol a pensar no sucesso desportivo.
Quanto ao treinador teve azar e pela primeira vez teve alguém que lhe fez frente. Doravante, qualquer resultado desportivo de Jesus será sempre comparado com o Benfica de Vieira e Rui Vitória. Quanto aos adeptos, esses são mais fáceis de “enrolar”, já que a máquina de propaganda, não deixa nada ao acaso tendo conseguido transformar a vítima em ré! Ou seja, quem traiu as expectativas de Jesus e dos benfiquistas, Vieira, passou por traído, quem foi traído porque contava com um reconhecimento pelas últimas vitórias, passou por traidor (Judas).
Como isto se faz? Simples. Nos primeiros 4/5 dias após a consumação da passagem de Jesus para o SCP, só ouvimos e lemos gente a falar do ponto de vista de Vieira. Ao fim de 4/5 dias, é quando lemos e ouvimos a versão das gentes ligadas a Jesus. Mas já vão tarde porque a opinião dos adeptos já estava formada a favor de Vieira. A comunicação social é o 4º poder e não é por acaso. Porque razão Vieira tem tratamento VIP para os “mídia” e os outros não? Também é simples de responder: Vieira é o rosto de uma estratégia alheia ao Benfica, com muita gente que está a parasitar os nossos interesses e que tem muita influência nos mídia: Jorge Mendes e Joaquim Oliveira!
Posto isto, e quando ouço que Vieira recebeu os deputados e no seu discurso, escrito por alguém que ainda não tivemos o prazer de conhecer, disse que “é preciso ser grato”, concluo que a sua hipocrisia rebentou com a escala.
14 épocas, 4 campeonatos, 3 deles com o treinador a quem se abre a porta para sair do clube, 200 milhões de divida bancária, 200 milhões de juros pagos, são estes os “títulos” de Vieira e quem o acompanha. O objectivo não é, nunca foi, ganhar no futebol. São outros interesses que estão a enriquecer muita gente, dentro e fora do Benfica.

11 junho 2015

(futebol) A "estrutura"...



Portugal 11 de Junho de 2015

Após a conquista do bicampeonato, que vendo bem, parece que surpreendeu muita gente responsável do Benfica, apareceram uns quantos “lambe-botas” na comunicação social, onlines, intervenções públicas, etc, a falar da importância da “estrutura” do Benfica ou da mudança de “paradigma” desportivo, sugerindo que o Benfica estava a terminar o reinado do FCP no domínio pelo futebol português.
À data que escreveram isto, estamos a falar de um “paradigma” constituído por 1 penta, 1 tetra, 1 tri e vários bicampeonatos do FCP, nestes últimos 31 anos. É fantástico como um simples bicampeonato do Benfica pode por essa gente muito inteligente, ou muito lambe-botas, a falar de mudança de paradigma.
Se razões havia para pensar que não há qualquer mudança de paradigma, pelo estilo, estratégia e resultados conhecidos da gestão Vieira, os primeiros sinais de que não haverá qualquer mudança foram dados com a sugestão dada a Jesus que deveria ir treinar para o Qatar e aproveitar o contrato da vida dele. Efectivamente um gestor, alguém que toma decisões de forma racional mas com um objectivo ganhador, não pode mandar embora quem conhece e tem resultados, para apostar num treinador que por melhor curriculum desportivo que tenha, chega e arrisca-se a perder, porque como sabemos, a nossa competição não é limpa, não e justa, obriga o Benfica a jogar muito mais do que os outros para ultrapassar todo o tipo de armadilhas que nos são colocados. Portanto não basta ser um “bom “treinador lá fora, porque no Benfica é tudo diferente.
Mas também nunca haveria mudança de paradigma desportivo por influência positiva da “estrutura” do Benfica, uma vez que a estatística é como o algodão e não engana! Nestes últimos 6 anos de Benfica, com uma aposta no futebol espectáculo e com um treinador que devido a N factores conseguiu recolocar o Benfica na senda do sucesso, o FCP ganhou 3 campeonatos onde ultrapassou sempre a fasquia dos 80% de pontos conquistados, chegando aos 90% num deles. Mesmo na derrota de “Lolpetegui” conseguiram 80% de pontos justos!
Se recuarmos ao tetra do FCP, Co Adrianse mais Jesualdo Ferreira (2005/06 a 2008/09), constatamos que todos esses títulos foram ganhos abaixo dos 80% de pontos!
A marca dos 80% é um valor de referência porque foi com 80% que Mourinho ganhou o 2º título de campeão no FCP, com uma equipa que, com ajudas de arbitragem ou não, com sorte no sorteio ou não, ganhou a Champions League ao Mónaco. Ora se Mourinho com uma boa equipa fez “apenas” 80% fácil é concluir que, se actuais equipas do FCP não são treinadas por treinadores acima da média, nem por jogadores que deixam marca, então a subida de pontuação das equipas do FCP deve-se apenas a um factor: maior domínio da arbitragem.
Então como é que o Benfica ganhou 3 campeonatos em 6 possíveis, se o FCP aumentou o domínio da arbitragem por ineficácia, incompetência ou desleixo da nossa “estrutura”? Exactamente porque o treinador era muito bom. Não porque a “estrutura” do Benfica justificasse essa melhoria de perfomances no futebol, mas sim porque o treinador, um “achado” nos dias que correm, era bom. Talvez bom demais para a estratégia dos poderes do futebol, que Vieira representa de forma exemplar. A extraordinária capacidade para dizer hoje uma coisa, e amanhã justificar o seu oposto, não está ao alcance de qualquer um. Só pessoas com elevado potencial e/ou máquina de propaganda mediática (paga, obviamente), podem alcançar o nível que o Sr.º Vieira já alcançou em 14 épocas em que prometeu muito e alcançou pouco.
A “estrutura” é pois uma figura de estilo sustentada não em factos mas em opiniões, vindas quase sempre de gente beneficiária do actual modelo de gestão “empresarial” do Benfica, seja o administrador da SAD (onde é que ganhava 250 mil por ano?), sejam os opinadores de serviço (milhares de euros mensais), sejam outros avençados espalhado em blogues e outros espaços online. A “estrutura” pretendeu reter os méritos de Jesus, ou partilhá-los, para suavizar a sua saída e não porque os mereça de facto.
Daqui a um ano, a “estrutura” irá ser julgada pelas opções que fez, comparadas com as da época que agora termina. Se tudo isto contribuir para esvaziar o estado de graça de Vieira, valeu a pena. Pelo Benfica!

04 junho 2015

(futebol) Os meus destaques do 34...



Portugal 4 de Junho de 2015

Parece que já foi há 1 mês que nos sagramos campeões, bicampeões, e foi apenas há dias. Mas tantas notícias contraditórias têm sido publicadas, com concordância ou não dos nossos “altos” responsáveis, que diria que hoje em dia interessa mais é saber se JJ fica com o mesmo salário, se vai para o SCP ou se aceita uma das propostas tentadoras que lhe têm sido colocadas pelo seu empresário, ficando nós sem saber porque razão o Benfica ainda não fez qualquer proposta “tentadora” (mantenho este parágrafo, porque quero exprimir – com toda a pureza - o que pensei ontem sobre isto. A seu tempo escreverei sobre a saída de JJ).
O 34º campeonato foi uma prova difícil, ganha com mérito, raça, querer e ambição de muita gente. Quero aqui deixar os meus sublinhados, não esquecendo nunca, e em primeiro lugar, o apoio dos adeptos espalhados pelo país fora, que nos momentos menos bons conseguiram ser o 12º jogador, empurrando para cima o que os adversários e árbitros tentavam empurrar para baixo. Para além dos adeptos, queria registar mais o seguinte:
Artur Moraes - apesar de ter vindo a perder importância na equipa, em particular depois da lesão em Olhão na época passada, quando surgiu um super Oblak que veio mostrar ser um dos melhores guarda-redes da Europa, dizia eu que Artur Moraes foi determinante na conquista da Supertaça, defendendo duas grandes penalidades, num jogo em que não conseguimos marcar um golo ao Rio Ave, mas também, e em particular, defendendo o penalty contra o Paços de Ferreira, aos 15 mn da 1ª jornada. Dado o fraco nível técnico que a equipa apresentava, depois de uma péssima pré temporada, se o Paços tem feito golo não sei se teríamos ganho o jogo, e com isso marcado 3 pontos que também nos permitiram ganhar o campeonato! Uma derrota ou um empate nesse jogo teria sido terrível para os nossos principais objectivos. Artur Moraes não deixou.
Eliseu – Na fase inicial da época, foi com dois grandes golos de Eliseu que nos mantivemos nos lugares de cima da classificação. Ao Boavista, onde vencemos com o seu golo, e depois frente ao Moreirense, onde com o seu golo empatamos um jogo que estávamos a perder. E que depois ganhamos marcando mais 3 pontos.
Luisão e Jardel – desfeita a dupla Luisão + Garay por critérios que poucos entenderam, Jardel foi o escolhido para jogar ao lado do “professor” Luisão. E os resultados não deixam margem para dúvidas: 16 golos sofridos, 2 de grande penalidade. Luisão primou pela sobriedade defensiva, Jardel marcou 1 golo determinante, já na 2ª volta, aos 94 mn em Alvalade, ajudando assim a tirar o SCP das contas do título, e ajudando a cimentar a entrada directa na Liga dos Campeões.
Talisca – ainda na fase inicial da prova, digamos, o primeiro terço (11 jogos), o jovem de 20 anos Talisca acabou por ser uma grande alavanca no lançar de bases para a conquista do título. Com um Lima em crise (sem Cardozo ao lado, isso não me surpreendeu), foram também os golos de Talisca que nos ajudaram a facturar muitos 3 pontos. Setúbal (hat-trick), Estoril e Rio Ave (ganhamos 1-0) são 3 jogos que até à jornada 9 evidenciam a importância de Talisca. Sem o seu contributo tenho dúvidas que existisse este 34.
Júlio César – contratado com o “comboio” em movimento, foi com algum sentimento de injustiça que o vi ocupar o lugar de Artur Moraes, em particular porque este tinha começado bem a época, dando-nos a Supertaça e ajudando a ganhar ao Paços na 1ª jornada. Ironia das ironias, Artur esteve mais de 200 mn sem sofrer golos, e Júlio César apenas 17 mn! Contudo com o passar dos jogos, Júlio César foi ganhando confiança e ajudou, de que maneira, a manter a baliza inviolada nos dois jogos com o FCP. E isso também foi determinante para a conquista do título.
Lima – jogador muito adorado pelos adeptos, ou não fosse um jogador também bem visto pela comunicação social, Lima foi na fase inicial da época um autêntico flop. Se a “estrutura” do Benfica apostava nele para segurar as pontas da equipa, os poucos golos e assistências, confirmaram o que era previsível da leitura das suas estatísticas: marcou 20 golos quando jogou ao lado de Cardozo, e apenas 14 ao lado de Rodrigo. Não foi por acaso. Contudo tem de ser feita justiça, pois foi determinante num único jogo: no Porto com os dois golos que marcou, que nos deram a vitória e nos permitiram acreditar que afinal, contra tudo e todos, era possível ficar à frente do FCP.
Jonas – Veio à 7ª jornada, mais uma prova da má gestão que a “estrutura” do Benfica fez e faz. Podia ter sido trucidado caso a situação na tabela classificativa fosse má. Não foi assim, a equipa estava bem, e Jonas teve condições mentais, psicológicas e técnicas para mostrar o que é: o melhor jogador da Liga Portuguesa para a UEFA. Os seus golos estão associados à conquista do campeonato. Sem Jonas o título teria sido impossível!
Jorge Jesus – A inveja é tramada e ainda se vê e escuta muita gente a criticar o seu ordenado, ou a desvalorizar o seu mérito no futebol actual do Benfica, com alegadas condições que outros não tiveram. Uma falácia completa de gente mesquinha que não vale os “tomates de um gato”. Ao longo de 6 anos, e comparando apenas as épocas 2009/10 a 12/13 (os únicos dados que recolhi de um artigo qualquer), o FCP investiu 29,7+43+41,6+10 = 124,3 milhões. O Benfica investiu 34,3+36,1+29,7+22 = 122,1 milhões. Em ambas as situações não estão incluídas as vendas de jogadores do plantel principal, o que poderia dar uma medida do empobrecimento ou não, do valor desportivo de cada equipa. Mas com algum bom senso, também concluímos que não ganhamos os campeonatos de 11/12 e 12/13 por razões extra desportivas, e não por erros de Jesus ou porque o FCP investiu ligeiramente mais do que nós.
Jesus foi o “cimento” aglutinador da equipa. Aquele que com a sua sabedoria de anos de bola, impôs a sua liderança com naturalidade. Aquele que veio de baixo e teve de lutar para ser melhor, que teve a capacidade para coleccionar conhecimentos e competências, aquele que utilizou bem toda essa experiência adquirida em prol das equipas que treinou e treina, e que no Benfica resultou em 3 campeonatos limpinhos, em 6 possíveis. Só quem não sabe como a arbitragem é e continuará a ser responsável pela atribuição dos títulos, e que para o Benfica reduz a pontuação, só quem não conhece a importância da pressão mediática e a sua influência nos adeptos do Benfica e por consequência nos jogadores e treinadores da equipa, é que poderá desvalorizar os feitos de Jesus. Ou, também pode ser isso, por má fé e tacanhez de vistas, algo que me custa a aceitar num clube que se diz grande. Mas de grandeza, e isso é uma constatação, apenas tem os seus sócios e adeptos, e o seu passado glorioso. No presente somos um clube de gente muito pequena e perigosa.
Uma palavra naturalmente para todos os outros jogadores, cuja entrega, raça e ambição ajudaram a ser bem sucedidos. E também para o Lopetegui que errou o suficiente em dois ou três jogos, como o FCP - Benfica e com isso, ajudou-nos a chegar aos 83% de pontos e à vitória no campeonato.

Portugal 5 de Junho de 2015

27 maio 2015

(futebol) Um dia especial



Portugal 27 de Maio de 2015

Lá estive com mais 60 mil, a comemorar o primeiro bicampeonato nos últimos 31 anos de Benfica. Festa bonita, merecida para os jogadores, para toda a nação benfiquista e em particular para o adepto barbaramente agredido por um agente tipo “rotweiller”.
Por ter comprado bilhete algo tarde, fui parar à porta 10/11 o que deixem-me dizer, não se recomenda: é o sector onde ficam os No Name Boys, Em particular as bancadas que se acedem pela porta 10. Se alguém quiser ver futebol, não aceite bilhetes deste sector do estádio. Se é para pular e cantar o tempo todo, então força. Ah, e se quiserem ficar um pouco “afectados” com o cheiro daquela coisa que se escreve com dois “xis” e vem dos lados de Marrocos, força, que a inalação é de graça.
É uma constatação: os No Name Boys não existem para ver futebol, existem para pular e saltar, apoiando à sua maneira o Benfica, mas há coisas que não se compreendem. Os petardos rebentam com uma frequência incrível, sem que se façam detenções, e não me venham dizer que as câmaras de TV do estádio não apanham os prevaricadores. Duas menininhas que tinham ido com os avós, fugiram dali aos primeiros petardos. Falta de respeito que poderia ser evitada se a Direcção do Benfica quisesse. Logo para começar, não acredito que os NN estejam sempre no mesmo lugar, jogo após jogo, em grupo, porque têm a “sorte” de lhes calharem lugares juntos ou porque alguém compra mais de 400 bilhetes ao mesmo tempo.
Apesar de não ser uma claque licenciada, parece-me óbvio que existe um qualquer acordo de “cavalheiros” entre a Direcção do Clube/SAD e a Direcção dos NN, que lhes permite estarem sempre no mesmo local do estádio, jogo após jogo. Esse acordo também lhes permite passar ao lado da revista que qualquer adepto é sujeito, perdendo cornetas e outros adereços considerados “perigosos”, enquanto eles entram com petardos, fumos, charros, etc. Não me parece bem, nem compreendo o ar angelical do Presidente da Direcção quando diz, dando uma de “lavar as mãos”, que o Benfica não tem claques legalizadas.
Esta lassidão da Direcção para com os NN, resulta em prejuízos de milhares todos os jogos, em multas aplicadas pela Liga de Clubes, por causa dos petardos essencialmente. E uma dispensável má imagem para o clube que o Sr.º Vieira diz defender.
Voltando ao jogo da consagração, com a história das bandeiras dos NN sempre ao alto, não vi o golo do Marítimo, o que me aconteceu pela primeira vez que vou a estádio: não ver um golo e saber que entrou pelo placar electrónico! Quanto ao Marítimo mostrou que não venceu em Braga há 15 dias por mero acaso, e que será uma equipa muito difícil na final da Taça da Liga, onde como se sabe, as condicionantes do jogo são diferentes. Não serão os pontos, que criam patamares psicológicos entre jogadores e equipas, mas sim, um jogo de tudo ou nada, um jogo que ale uma Taça. E aí vão ser 11 contra 11, sem mais valias psicológicas a nosso favor, e com Xistra a cair para o lado do adversário do Benfica, como faz sempre.
Uma vantagem que teve este jogo, é que ficamos a conhecer a qualidade do rival e apesar da lesão inesperada de Sálvio, continuamos a ter equipa e treinador para ganhar.
Foi um bom sábado, regressei a casa com a sensação de ter passado um dia muito especial e muito bom, que não será fácil de repetir tão cedo.

18 maio 2015

(futebol) O poema do Campeão

Tive até alguns anos atrás, um site com endereço www.basta2002.com. Quando da conquista do campeonato da época 2004/2005, uma visitante que não conheço, deixou lá este belo poema. Hoje, passados 10 anos, e perante a conquista de mais um campeonato, achei que era boa altura para recuperar o poema e partilha-lo convosco. A autora assinou como Maria Emília.

Então é assim:

O céu à terra desceu,
No canto de bela musa,
Contando à gente lusa
Nosso Benfica venceu.

E as vozes a vibrar
Do Benfica toda a glória
Não param mais de gritar
Do Benfica a vitória.

Benfica, Benfica,
Tu és campeão;
Toda a terra grita
Por ti, de emoção

Vencidos os seus rivais
Este Benfica merece
O título que nos oferece
De campeões nacionais.

Vem pois festejar comigo
A vitória bem merecida;
Lado a lado meu amigo,
Nesta ventura merecida.

Benfica, Benfica,
Tu és campeão;
Toda a terra grita
Por ti, de emoção.


(lindo, digo eu...)

15 maio 2015

(futebol) Manto protector...



Portugal 15 de Maio de 2015

Interrogava-me eu há tempos atrás num dos últimos textos, sobre se era normal um treinador de um clube elogiar um treinador de um clube adversário que cresceu para ele após um jogo entre as duas equipas, e conclui que isso no Benfica é possível. Com “funestas” consequências, acrescento.
Para existir comunicação tem de existir 3 coisas: um emissor, um receptor e uma plataforma de comunicação entre ambos. Tem de existir os protagonistas, têm de existir órgãos de comunicação social, e têm de existir adeptos ou pessoas que se interessem.
Só por ingenuidade ou má fé se pode defender que a mensagem que sai do emissor, chega ao receptor com a pureza da ideia que o emissor lhe quis dar. Nada disso. Tentem imaginar um zigue-zague entre dois pontos A, o emissor e B, o receptor, e percebam que o zigue-zague é a forma como a mensagem percorre a distância que separa os dois. Agora imaginem dezenas de zigue-zages diferentes, e concluam que no final, a mensagem chegou sempre ao B. Com mais ou menos voltas, mas chegou. Como é que o B captou? Obviamente em função do tipo de zigue-zague que lhe foi dado. Se fosse outro zigue-zague, ele captaria da forma desse outro zigue-zague.
Agora pensem que, em vez de zigue-zague vocês têm o facto da notícia ser escrita e lida pelo receptor (jornal), ou ser escrita e lida pelo emissor (rádio ou televisão) e escutada ou visionada pelo receptor, pensem que a notícias pode sair na 1ª página do jornal, na abertura do rádio jornal ou na abertura do telejornal, ou em vez disso pode sair na última página do jornal, no fecho do rádio jornal ou do telejornal, pensem que pode sair a cores ou a preto e branco, pensem que pode ter uma página ou duas, pensem que pode ter comentários/opinião associado ou não, etc., e concluem que a forma como as coisas nos chegam não dependem do emissor, mas sim do que a plataforma de comunicação quer que nos cheguem.
As notícias chegam-nos pois formatadas em importância, qualidade da mensagem, esclarecimento, por critérios jornalísticos que são critérios subjectivos porque são decididos por seres humanos com todas as suas limitações sentimentais, emocionais, etc. Apesar deles dizerem que não, que são imparciais, que se limitam a relatar factos, etc., na realidade há muitas maneiras de o fazer, como já exemplifiquei.
Como já se percebeu, eu sou dos que acham que o Benfica é desrespeitado pelos critérios jornalísticos, porquanto é óbvia a tendência desviante do rigor e esclarecimento, quando se trata de noticiar o que nos diz respeito.
Utilizo o RECORD online e o caso Lopetegui e a Newsletter do FCP como exemplo. Sempre que as mensagens foram agressivas e provocatórias do FCP contra o SLB, o RECORD destinou-lhe a parte mais visível do online, com a particularidade de, para a Newslettrer que criticou o critério da nomeação dos árbitros, permitiram o destaque durante quase 1 dia. Curiosamente a resposta a Lopetegui por parte do nosso “imbecil de serviço” João Gabriel, com a evocação do manto sagrado, esteve escassos minutos em destaque, passando de imediato para segundo plano, para dar lugar a mais outra provocação do FCP.
Mas não se ficaram pela óbvia manipulação dos destaques dados a uns e a outros. Também apimentaram, acrescentando textos, uns a lembrar que JJ teve problemas com todos os treinadores do FCP excepto Paulo Fonseca e Luís Castro “se safaram” (termos do RECORD). Mas quantos treinadores o FCP teve mais? 3! E desses quantos tiveram um comportamento irrepreensível depois de o serem? Nenhum: Vitor Pereira anda a fugir à frente dos adeptos que foi provocar, Villas-Boas discute com os jornalistas russos, e Jesualdo está desempregado.
Ou seja, num conflito iniciado pela ordinarice do treinador do FCP, o mesmo que antes tinha rebaixado JJ ao dizer que “só falava latim”, e seguida pela Newsletter do FCP, um online lisboeta manipulou e “fabricou” ideias que nos penalizam bem como à verdade e rigor da situação criada pelo treinador basco* e não exercemos o direito ao contraditório perante o jornal online e perante o emissor adversário?
Ah, sim, a nossa estratégia foi anunciar mais um jovem da formação venezuelana, um tal de Murillo, que vem de um tal de Zaragoza, para desta forma desviante, deixar “acamar” a ideia dos emissores portistas e da plataforma que os serviu, RECORD online, de que estão correctos naquilo que dizem.
Os interesses do FCP tem um enormíssimo manto protector dado pela comunicação social lisboeta, e por omissão, pela nossa Direcção que exemplo atrás de exemplo, mostra que não tem manta para se proteger. O rei vai mesmo nu para as nossas bandas.
*então podem referir-se ao Pizzi como transmontano e não podemos referir-nos a Lopetegui como basco? O RECORD deixou a Newsletter do FCP atacar essa situação, esquecendo-se de lembrar o tratamento dado ao Pizzi (e a tantos outros)? Mas para enterrar JJ aí sim, já optaram e não foi a nosso favor, mas sim contra.

12 maio 2015

(futebol) "Capelada" mediática...



Portugal 12 de Maio de 2015

Tornou-se fácil uma jornada que se previa difícil, contra um moralizado Gil Vicente, após vitória em Coimbra, a que se somava a pressão moralmente escandalosa da comunicação social em conluio com responsáveis de FCP e SCP, contra a nomeação de Capela para esse importante jogo do Benfica. Sei que já ganhamos entretanto ao Penafiel, mas importa reter algumas conclusões do que se passou na semana anterior ao jogo.
Jogou bem o Benfica, possivelmente pela introdução de Sulejmani numa das alas, ele que no ano passado fez uma grande época como principal suplente utilizado e também como titular em alguns jogos, mas infeliz no jogo contra o Sevilha onde tolheu o braço e a presente época. É um jogador dedicado e tecnicamente evoluído, sendo-me difícil de compreender os motivos que levaram à sua exclusão das opções, a partir do momento em que foi considerado apto pelo departamento médico.
Esta foi a grande alteração, bem como a substituição de Gaitan por Fejsa quando o marcador já registava 2-0. Fejsa permite que Samaris se liberte de tarefas defensivas e coloque o seu potencial de médio ofensivo em campo, ajudando a equipa a ser mais forte na parte do terreno onde o adversário inicia os seus processos de jogo.
Se a grande preocupação dos nossos rivais era o desempenho de Capela, o que se observou foi que esse árbitro que expulsou Aimar (em casa do Olhanense) e o Cardozo (em casa do SCP), desta vez não expulsou ninguém do Benfica, o que se saúda. Mas os nossos rivais esperavam que o Benfica tivesse um empurrão dele, que só por distracção ou má fé, poderia ter acontecido. Capela tem sido um bom árbitro... para o FCP e não é por acaso que quando surgem estatísticas nunca aparecem o número de penaltys que ele já assinalou a favor do FCP, assim como nunca aparece o número de expulsões que ele assinalou contra o FCP (nenhuma).
Era disto que eu esperava que o “imbecil de serviço”, como lhe chamei no último texto, João Gabriel, tivesse mencionado na resposta, em vez de recuperar pela enésima vez a cassete do Apito Dourado. Ou, se pensarmos que antes do nosso jogo não ficaria bem entrar nessas comparações, ao menos respondíamos na mesma moeda com o árbitro dos jogo do FCP, Marco Ferreira, um árbitro que esteve (literalmente) na derrota em Braga e Vila do Conde, sempre com decisões erradas contra o Benfica, em particular nas grandes penalidades que se “esqueceu” de assinalar. Um árbitro que esteve na derrota com o FCP na 1ª mão da Taça de Portugal da época passada, e talvez por ter dado “sorte” ao FCP, repetiu a nomeação para a meia final da Taça da Liga onde expulsou Steven Vitória aos 17 mn. Nos jogos do FCP não lhe é conhecida qualquer expulsão contra, por natureza disciplinar, assim como não são conhecidos penaltys assinalados contra, excepto quando o FCP ganha no mínimo por 3 golos de diferença.
João Gabriel, assim como a generalidade dos painelistas afectos ao Benfica (que não ouço, mas que me contam), limitou-se a responder com aquilo que chamo respostas ingénuas que ninguém leva a sério. Respostas de “cá-ca-rá-cá” para quem ganha largos milhares de euros para fazer a “comunicação” do Benfica. Do Sport Lisboa e não do Futebol Benfica...
E porque não fizemos uma defesa assertiva nesse episódio, deixamos que a comunicação social fizesse a habitual “capelada” mediática, encobrindo o importante e valorizando o supérfluo. Permitindo que a história continue! Agora é Lopetegui e o “manto protector”. E para variar o “imbecil de serviço” respondeu de forma que apenas prolonga a polémica, ao evocar a grandeza dos adeptos do Benfica, o verdadeiro manto protector da equipa.
O FCP jogou no domingo à tarde, hoje já é terça-feira e ainda vemos e lemos nos jornais online em particular, todo o tipo de opiniões orquestradas pelos critérios redactoriais, todo o tipo de manipulação de factos passados com criação intencional de um ónus sobre Jorge Jesus (que poderá ser tricampeão há 6 épocas)), todo o tipo de inquéritos acerca do assunto, pondo pessoas e adeptos a falar do que não tem interesse, e que se tinha resolvido, de forma profissional, sem ruído desnecessário, da seguinte forma: coligir o número de faltas assinaladas contra o FCP e contra o Benfica neste campeonato, coligir o número de cartões amarelos e duplos amarelos contra o FCP e contra o Benfica, coligir o número de penaltys a favor do FCP e a favor do Benfica, coligir o número de penaltys assinalados contra o FCP e contra o Benfica, e mais algum indicador do género que e está a falhar, e pronto. Estava respondido quem tem o “manto protector”.
Do Benfica e de quem o representa, temos de esperar grandeza e inteligência a condizer com o tamanho do clube e do seu passado glorioso. E se não temos, devemos exigir.

02 maio 2015

(futebol) Cantar de galo?

Portugal 2 de Maio de 2015

O empate com o FCP pode ter sido estatisticamente um bom resultado mas tem de ser devidamente enquadrado com a realidade competitiva: faltam 4 jogos e temos de conquistar 9 pontos. Um objectivo que pode não ser fácil de alcançar, pelas mais variadas razões.
É legítima a comparação de alguns com o contexto de há 2 épocas atrás, quando após a vitória em casa do Marítimo ficamos com 4 pontos de avanço sobre o FCP a 3 jornadas do final do campeonato. Para ser campeões “apenas” tínhamos de ganhar os dois jogos em nossa casa, caso perdêssemos contra o FCP (o único jogo fora de casa que faltava).
Ora hoje temos 3 pontos de avanço sobre o FCP mas em contrapartida faltam 4 jogos. Estamos pior! O único aspecto em que estamos melhor é que não temos competições europeias, e no outro caso tivemos um desgastante jogo na 5ª feira europeia contra o Fenerbahce, um jogo que nos desgastou física e mentalmente. Depois Jesus cometeu o erro de colocar contra o Estoril, essa equipa que brilhantemente nos tinha colocado na 2ª final consecutiva da Liga Europa, opção que qualquer um faria, mas que se revelou desastrosa pois os jogadores estavam cansados e nem pareceram os mesmos. O árbitro (Paulo Baptista) também ajudou ao validar um golo onde houve um fora de jogo de posição com intervenção na jogada, perdemos 2 pontos e reduzimos a vantagem para 2 pontos antes da deslocação ao Porto.
O que poderá suceder nos últimos 4 jogos, começa já hoje em Barcelos. Iremos cantar de galo? Nos últimos 3 anos apenas vencemos lá apenas uma vez. Não é um bom indicador.
Também não é bom indicador a polémica que a comunicação social em articulação com os responsáveis do FCP, contando com a habitual omissão ou participação incompetente da nossa parte, fizeram com a nomeação do árbitro Capela para este importante jogo. O mediatismo, positivou ou negativo, das arbitragens é um campo onde continuamos a recusar jogar, demonstrando um autismo incompreensível, uma vez que sabemos qual a intenção com que se criam estes casos e se põe toda a gente a comentar.
Depois da nomeação já ouvimos Fiúza, presidente do Gil Vicente, que lançou o mote ao dizer que “o Gil Vicente não tem sido muito feliz com Capela”, já ouvimos o que pensa Proença, depois o que pensa Jorge Jesus e a seguir (porque falou depois) Lopetegui que em tom ordinário sublinhou que JJ só se engana com o seu nome, mas não com o nome de quem nomeou Capela. Claro que neste bate-boca ninguém se lembrou de perguntar a Lopetegui se sabe quem é que nomeia os árbitros para vermos se sabe do que fala ou se ataca de forma gratuita....
Pelo meio tivemos o idiota de serviço, João Gabriel, a defender-nos de um ataque actual do FCP com a antiga “cassete” do Apito Dourado. Se é para passar “cassetes”, ofereço-me para fazer esse papel e de borla. O que esperava de quem ganha milhares de euros por mês, é que falasse da nomeação de Marco Ferreira para o jogo do FCP e sobre a estranha decisão da FPF em não colocar o Benfica e FCP a jogarem à mesma hora, como há duas jornadas atrás.
E como a incompetência da tal máquina, estrutura do Benfica, tão mencionada por uns quantos ingénuos quando têm de devolver elogios a quem lhes oferece borlas para ver jogos do Benfica, ainda tivemos (mais) um desempenho infeliz de JJ que elogiou o carácter humano de Lopetegui (após o desaguisado do jogo da Luz), antes deste responder da forma ordinária que já mencionei. Ora passa pela cabeça de alguém dar uma entrevista na semana anterior a um dos últimos 4 jogos que precisamos de ganhar para sermos bicampeões? Passa, e é no Benfica. Passa pela cabeça de alguém elogiar alguém que cresceu para nós e nos abordou de forma agressiva? Passa, e é no Benfica. Mas que podemos esperar de um (bom) treinador e de uma máquina que o deixa dizer (sem correcções posteriores) que “comigo na 2ª volta fazemos mais pontos” quando tal afirmação era errada na altura e confirmou-se em mais uma época, a 4ª em que JJ faz menos pontos na 2ª volta do que na 1ª?
Resultado desta incompetência: a resposta de Lopetegui, insultuosa e ordinária é o troco que JJ e a tal máquina do Benfica estavam a pedir... E o FCP safou-se desta polémica (mais uma) sem ninguém ter lembrado os maus desempenhos de Marco Ferreira nos jogos do Benfica, prejudicando-nos (derrotas em Braga e Vila do Conde), e nos jogos do FCP, beneficiando-os (vitória sobre o Paços de Ferreira com o 2º golo a nascer de um penalty fora da área).

É isto o Benfica. Entretanto a única vez que vimos uma foto de Vieira nos jornais durante esta polémica, foi a propósito da possível recompra de dois jogadores formados nas escolas do Benfica e depois cedidos ao Rio Ave. Será para manter a “aposta na formação” como traçou como meta ou será para financiar o Rio Ave como já fez antes com o Leiria, Paços de Ferreira, Vilafranquense, etc?

22 abril 2015

(futebol) Excitações...



Portugal 22 de Abril de 2015

Para escrever é preciso alguma “pica”, alguma excitação mental, mas confesso que a minha tem sido pouca ou nenhuma. Tenho feito outras coisas que me dão mais prazer. No plano sentimental, o Benfica continua a ser o Benfica, mas o Benfica é dos sócios e adeptos, não é meu. Logo não vale a pena tentar mudar o que a maioria não quer mudar, preferindo a actual atrofia económico-financeira e os zigue-zagues da gestão directiva, a um debate sério sobre o caminho a que fomos conduzidos nos últimos 15 anos e o que perspectivamos ser nas próximas décadas.
Siga para bingo.
Mas nem tudo se resume às minhas angústias clubísticas. Tem havido algumas coisas que deram ou têm dado “pica” e alguma excitação desportiva.
1.                  No Hóquei feminino fomos campeões europeus logo na primeira participação. Fantástico e fantásticas exibições que destroçaram adversárias mais cotadas. Parabéns às senhoras e meninas, bem como ao Paulo Almeida e demais equipa técnica, que com saber e dedicação conseguiram construir uma equipa ganhadora. À Benfica.
2.                  No Vólei chegamos à final europeia da Taça Challenge, feito inédito que poucos acreditavam. Perdemos não só porque o adversário foi mais equipa e falhou menos, mas porque na inversa fomos menos equipa e falhamos mais. Falta de experiência? Talvez. Mas o folclore com que abordamos estas fases finais não ajuda os jogadores a concentrarem-se no objectivo principal que é o jogo em si mesmo. E com a mediatização da BTV a coisa fica pior. Terá sido por falta de concentração que Hugo Gaspar discutiu um ponto atribuído ao adversário no 4º set do 1º jogo, ponto que poderia dar o 20-20 e que acabou por ditar a expulsão dele e 19-21? Logo após o adversário fez 2 pontos e passou para 23-19, à beira da vitória no set e no encontro, com se veio a verificar por 25-22. No jogo cá, não se compreende que tenhamos desperdiçado 2 bolas de set, no primeiro set, e com isso dado moral ao adversário que sabia precisar de 2 sets para ser campeão. Oferecemos o primeiro de bandeja. Falta de concentração, na minha opinião, não por falta de qualidade mas pelos antecedentes ao jogo. O nosso clube deve repensar a forma como trabalha os dias anteriores aos grandes jogos, envolvendo menos os jogadores e equipa técnica, proporcionando-lhe mais condições de estabilidade mental e de concentração.
3.                  Pode ser uma coincidência, mas a última grande vitória a nível internacional, campeões europeus em Hóquei em Patins em casa do FCP, talvez tenha sido ajudada pelo facto das probabilidades estarem contra nós e assim tenha havido menor mediatização. Pode ter sido coincidência, mas o que é certo é que poucos davam alguma coisa por essa vitória. A secção já tinha decidido “arrumar” com mais de meia equipa, por causa do falhanço a nível interno, e depois tiveram de andar atrás de jogadores que já eram dados como certos noutros clubes, para renovarem com eles. A excepção foi o Luís Viana que segundo as fontes benfiquistas, queria “mundos e fundos” para renovar. Foi jogar para a Juventude de Viana e para o ano vai para o SCP, e não acredito que seja por receber “mundos e fundos”.
4.                  E por falar em Hóquei, sagramo-nos campeões a duas jornadas do final, com brilhantismo, com duas vitórias sobre a equipa do FCP, os nossos principais rivais, e com um pavilhão bem composto de adeptos que celebraram duas vezes: primeiro a vitória do futebol em casa do Belenenses, depois a vitória no Hóquei. Seria o bicampeonato se não tivéssemos sido gamados em Valongo na época anterior, mas ninguém da Direcção protestou, só os adeptos do Benfica nas redes sociais.
5.                 Não podia deixar de reparar que o presidente do Benfica tenha falhado mais uma vez um jogo importante de Hóquei, por estar gripado segundo disseram no dia seguinte, quando foi dar prémios relativos à Corrida António Leitão. A quantidade de vezes que o Sr.º Vieira está gripado quando as modalidades ganham títulos é impressionante, como impressionantes são as suas recuperações.
6.                  O jornal A BOLA também teve os seus “espamos” de “pica” quando a meio da semana anterior, com algum alarmismo colocou na 1ª página o título “Alarme por Jonas e Gaitán”. Depois, em Belém, os dois fabricaram alguns grandes lances do Benfica e o 2º golo em particular. Mas como a Direcção do Benfica cedeu os direitos televisivos do jogo de Hóquei contra o FCP à BOLA TV é porque devem achar bem, e eu é que estarei a ver mal o “filme”.
7.                  O FCP levou uma abada das antigas do Bayern. Antes do 1º jogo em casa do FCP, Madjer, antiga glória do FCP e autor de um golo na final de 1987, também teve o seu espasmo ao reconhecer que “no futebol tudo pode acontecer”. E de facto aconteceu, e logo duas vezes. Por isso é que o futebol é apaixonante...

02 abril 2015

(Transporte aéreo) Confusões interpretativas

Um cidadão faz uma simples pergunta às agências de viagem, às companhias aéreas e à entidade que processará o reembolso do “subsídio social de mobilidade” e nenhuma das interpeladas consegue responder. Não que tenham culpa, diga-se desde já, mas porque o legislador consegue confundir(-se) o que deve ser inequivocamente claro. Não bastam já algumas reservas quanto ao novo modelo de transporte aéreo, que não reputo de liberalizado (e, por enquanto, neste particular fico por aqui), ainda tenho de condescender com a incapacidade política no que à sua implementação e explicação respeita, não olvidando a escolha da entrada em vigor. Aqueles que deveriam responder às questões concretas que os cidadãos colocam sobre os diplomas legais, preferiram arregimentar umas quantas generalidades, de conteúdo cerebralmente solúvel, arremessá-las para os órgãos de comunicação social e partir a banhos que eles são filhos do Senhor, mesmo que este pouco ou nada lhes diga. Num país ou numa região que quisessem ser levados a sério, haveria um rosto e uma voz ao serviço dos cidadãos, jamais deixando que “o gabinete jurídico” de uma qualquer entidade externa (não) fizesse a interpretação de normas jurídicas que reflectem negociação e entendimento entre governos, com ou sem as reivindicadas boas influências de terceiros. Porém, manda o bom estilo caseiro que se aguarde pelo dia 13 e, com um jeitinho, logo se verá se a culpa é da Merkel ou do Alberto João pois o Tsipras é bom rapaz e o César tem de ser presidente.

01 abril 2015

(SATA) A 1 de Abril de 2015,

face à nova regulamentação do transporte aéreo açoriano e quando se tem como destino Lisboa, podemos afirmar que a SATA tem uma verdadeira preocupação de serviço público para com a ilha onde reside mais de metade da população, vertida em preços concorrenciais, horários racionais e itinerários criteriosamente determinados segundo as regras do bom senso, tal e qual como aqueles que têm como padroeiro São Bento gostariam que fosse.


19 março 2015

(futebol) Folclore...



Portugal 19 de Março de 2015

O futebol português, passa a maior parte do tempo em autênticas cenas de folclore mais vocacionado para o entretenimento cómico do que propriamente para o enriquecimento cultural e desportivo.
Esteve bem o gabinete de comunicação do Benfica quando após o empate no SCP - Benfica, lembrou que “acabou o black-out e começou o folclore”. De facto não se percebe esse clube que se apelida abusivamente de “Portugal”, sem ninguém lhe ter dado procuração para representar o país, e que sistematicamente dá exemplos de tacanhez e atrofia mental, que não dignificam “Portugal”. Vieram acusar o Benfica do mau gosto das tarjas que os NN colocaram no Benfica – SCP em Futsal, mas nada referiram, sobre uma t-shirt que circulou antes desse mesmo jogo de Futsal e que era ofensiva para a memória de 3 membros dos NN que faleceram em 1995 quando regressavam de Split na Croácia, após jogo da Champions. Também nada referiram sobre a vandalização de um mural que glorifica craques do Benfica já falecidos. Podiam ter dito que lamentavam embora nada tivessem que ver com os seus autores, mas nada disseram, limitando-se a atacar o Benfica. Como aliás fazem sempre.
Pois se o SCP esteve mal ao aproveitar-se de uma minudência para cortar relações desportivas com o Benfica, também o Benfica esteve mal ao não ter potenciado o conhecimento público desses dois argumentativamente poderosos, que eram a tal t-shirt ofensiva para os NN e a vandalização de um mural de benfiquistas. Ao optar pelo estilo folclórico, o Benfica perdeu uma oportunidade de se defender pela via do contra ataque. E é importante demonstrar força, para impor respeito, coisa que não costumamos fazer.
Desde esse longínquo empate com o SCP até hoje, o folclore tem-se sucedido ao ritmo dos episódios das novelas: nas noticias, nas entrevistas, nas declarações públicas de altos dirigentes do nosso futebol, etc.
Assim para responder ao folclórico comunicado do Benfica que glosou com o fim do black-out do SCP, reagiram estes contra atacando o Sr.º Vieira, não se inibindo de utilizar um tom de alguma baixeza ao tornarem públicos supostos episódios que aconteceram entre Vieira e o motorista do Sr.º Bruno de Carvalho, ou numa suposta reunião solicitada para dominar o futebol português. Ao baixo nível das acusações leoninas, respondeu o Benfica de forma efeminada, terminando a discussão com um “não alimentamos mitómanos”, ou coisa parecida.
Que o Sr.º Vieira no seu “modus operandi” de “comprar” tudo (Pragal Colaço, Eduardo Moniz e Varandas Fernandes entre outros que no passado o contestaram) tenha agendado uma reunião com Bruno de Carvalho para limar as habituais “arestas” que o incomodam (a ele, não ao clube), não me surpreenderia. Mas que o tivesse feito através do motorista de BdC, isso não acredito e reputo de agressão gratuita, mais um mau exemplo do tal clube de “Portugal”.
Também o Sr.º Pinto da Costa, presidente do FCP, o tal que acha que “só os estúpidos falam de arbitragens” veio a terreiro defender a teoria que o Benfica está a ser levado ao colo pelos erros dos árbitros. Não sabendo explicar porque razão o Benfica mais fraco dos últimos 6 anos ganhou de forma convincente em casa do FCP mais caro dos últimos 6 anos, partiu para o contra ataque utilizando a sua habitual táctica de fazer dos outros estúpidos. Atenção contudo, que este folclore não é gratuito e tem uma estratégia associada. Ele apenas está a preparar o terreno para que, quando os seus amigos da arbitragem fizerem o “servicinho” (como aliás têm tentado nos últimos jogos), ninguém se admirar porque se percebe existir uma espécie de “compensação”. Não sei se repararam mas desde que PdC falou no assunto, vieram logo os habituais jornalistas sportinguistas e portistas criar os mais díspares cenários de “favorecimento”. Desde o número de jogos que o Benfica joga em superioridade numérica, e quantos desses jogos ganhou nessa situação, aos bloqueios que os árbitros não vêem, tudo serve para atirar “pedras”. Até leio um que descobriu que o Benfica é líder a provocar expulsões.. mas não somos a equipa que tem mais expulsões a favor? Ou há necessidade de requentar o tema para tentar criar outro que é igual ao anterior, e assim continuar o falatório?
Pois neste folclore dos dirigentes, onde se incluem os nossos especialmente por não saberem dançar o fandango, mais o folclore dos jornalistas do costume, os tais que já crucificaram o Paulo Almeida, o Robocop, o Cristiano, o Roberto, o Emerson, etc, e agora cozinham o cardápio adequado aos interesses que o FCP têm na arbitragem, que lhe permite sonhar com o título. Se foram beneficiados, como têm sido nas grandes penalidades com o Braga e tantas outras situações análogas, técnicas ou disciplinares, ninguém irá reparar se o Benfica for prejudicado nos jogos que faltam.
Isto é mesmo muito folclore...