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máquina de lavar
sem objectivos higiénico-sociais
26 Fevereiro 2012
25 Fevereiro 2012
22 Fevereiro 2012
Mãos à Obra pelo Trabalho
A notícia veio apenas comprovar aquilo que todos já sabíamos. 15.1% de taxa de desemprego. Mais de 18 mil desempregados nos Açores no final de 2011. Hoje, no final do mês de Fevereiro, são mais, de certeza. Um número que encerra uma realidade dramática para muitos açorianos. Uma situação que urge alterar.
Este governo regional do PS é directamente responsável por esta trágica situação a que se chegou. Durante anos gabaram o facto que os Açores não tinham um problema de desemprego. Mas os mais atentos sempre disseram que a situação estava era encapotada e escondida, como agora se comprova. O governo açoriano não foi capaz de gerar as condições necessárias para o crescimento económico nos Açores. E teve todas as condições para isso. Senão vejamos, o PS chega ao poder em 1996, altura em que na União Europeia começa a vingar a política de coesão regional, que se traduziu em muitos milhões de euros transferidos para os Açores. Na mesma altura, o governo da república criou a Lei de Finanças Regionais, que assegurou também muito milhões, transferidos anualmente, para os cofres da região. Ao todo, os governos do Partido Socialista tiveram ao seu dispor 25 mil milhões de euros, que deveriam ter sido usados para dinamizar a nossa economia, de modo a que a nossa economia se tornasse autosuficiente e capaz de assegurar emprego e prosperidade para os açorianos quando chegasse um momento de crise. Ora, este momento de crise chegou agora e o que se comprova é que o governo açoriano falhou.
Penso que é, pois, uma evidência e uma certeza que os Açores precisam de novos actores políticos. Precisamos de mudança. E não é, de certeza, Vasco Cordeiro que representa essa mudança. Porque quando Vasco Cordeiro nos diz que vai inverter a actual situação de crise e desemprego se ganhar as eleições de Outubro, sinto que só pode estar a brincar connosco. É que Vasco Cordeiro está no governo! Se tem alguma capacidade de mudar alguma coisa, que o tivesse feito nos últimos 16 anos em que esteve no governo. Ou, pelo menos, que o faça já.
Tal e qual o que se passou no continente, como Sócrates deixou o país, os Açores precisam também de uma mudança de verdade. Uma mudança que deve ser feita em duas fases. Para já, precisamos de liquidez. De dinheiro. Novamente como Sócrates, a política socialista açoriana fez-nos totalmente dependentes de transferências de dinheiro externas. É uma dependência que importa terminar, mas para já, precisamos mesmo de ver liquidez injectada na nossa economia, de modo a podermos continuar a funcionar. Para tal, temos que reorientar os fundos comunitários para a ajuda as empresas e para a criação de emprego. O governo socialista prefere, como sabemos, ter os fundos para a construção de infra-estruturas, que lhes permite fazer grandes festas com inaugurações para inglês ver. Os Açorianos precisam, portanto, de renegociar com Bruxelas a finalidade dos fundos comunitários. Os trágicos números do desemprego são argumento suficiente para fazer essa reorientação de fundos.
E depois, a médio e longo prazo, temos que usar esses fundos, com responsabilidade. Não podemos seguir a lógica socialista de os usar para o imediato. Temos que os usar pensando no futuro, na certeza que quando acabarem as ajudas externas, seremos capazes de ser auto-suficientes. Só conseguiremos ser uma região economicamente sustentável, quando formos uma região económica. Para tal, há que baixar os preços dos transportes e dar espaço e condições ao sector privado para produzirem bens para o nosso consumo. Se uma empresa açoriana for capaz, por exemplo, de produzir os produtos hortícolas que os açorianos consomem, já não teremos que os importar de fora, como acontece actualmente. E assim, dinamiza-se a nossa economia, faz-se toda uma linha de criação riqueza interna, que cria postos de trabalho.
Temos que rejeitar o actual modelo económico que o partido socialista nos deixou. Temos que mitigar a nossa dependência do exterior, tanto ao nível de bens de consumo, como de fundos. Temos que incentivar uma cultura de valorização da açorianidade, dos bens e produtos açorianos. Estes 15.1% de taxa desemprego tem que nos servir como despertador, como uma toca a reunir. É a prova que o governo PS chegou ao fim. Temos que mudar. Temos que sair deste buraco em que nos meteram.
Este governo regional do PS é directamente responsável por esta trágica situação a que se chegou. Durante anos gabaram o facto que os Açores não tinham um problema de desemprego. Mas os mais atentos sempre disseram que a situação estava era encapotada e escondida, como agora se comprova. O governo açoriano não foi capaz de gerar as condições necessárias para o crescimento económico nos Açores. E teve todas as condições para isso. Senão vejamos, o PS chega ao poder em 1996, altura em que na União Europeia começa a vingar a política de coesão regional, que se traduziu em muitos milhões de euros transferidos para os Açores. Na mesma altura, o governo da república criou a Lei de Finanças Regionais, que assegurou também muito milhões, transferidos anualmente, para os cofres da região. Ao todo, os governos do Partido Socialista tiveram ao seu dispor 25 mil milhões de euros, que deveriam ter sido usados para dinamizar a nossa economia, de modo a que a nossa economia se tornasse autosuficiente e capaz de assegurar emprego e prosperidade para os açorianos quando chegasse um momento de crise. Ora, este momento de crise chegou agora e o que se comprova é que o governo açoriano falhou.
Penso que é, pois, uma evidência e uma certeza que os Açores precisam de novos actores políticos. Precisamos de mudança. E não é, de certeza, Vasco Cordeiro que representa essa mudança. Porque quando Vasco Cordeiro nos diz que vai inverter a actual situação de crise e desemprego se ganhar as eleições de Outubro, sinto que só pode estar a brincar connosco. É que Vasco Cordeiro está no governo! Se tem alguma capacidade de mudar alguma coisa, que o tivesse feito nos últimos 16 anos em que esteve no governo. Ou, pelo menos, que o faça já.
Tal e qual o que se passou no continente, como Sócrates deixou o país, os Açores precisam também de uma mudança de verdade. Uma mudança que deve ser feita em duas fases. Para já, precisamos de liquidez. De dinheiro. Novamente como Sócrates, a política socialista açoriana fez-nos totalmente dependentes de transferências de dinheiro externas. É uma dependência que importa terminar, mas para já, precisamos mesmo de ver liquidez injectada na nossa economia, de modo a podermos continuar a funcionar. Para tal, temos que reorientar os fundos comunitários para a ajuda as empresas e para a criação de emprego. O governo socialista prefere, como sabemos, ter os fundos para a construção de infra-estruturas, que lhes permite fazer grandes festas com inaugurações para inglês ver. Os Açorianos precisam, portanto, de renegociar com Bruxelas a finalidade dos fundos comunitários. Os trágicos números do desemprego são argumento suficiente para fazer essa reorientação de fundos.
E depois, a médio e longo prazo, temos que usar esses fundos, com responsabilidade. Não podemos seguir a lógica socialista de os usar para o imediato. Temos que os usar pensando no futuro, na certeza que quando acabarem as ajudas externas, seremos capazes de ser auto-suficientes. Só conseguiremos ser uma região economicamente sustentável, quando formos uma região económica. Para tal, há que baixar os preços dos transportes e dar espaço e condições ao sector privado para produzirem bens para o nosso consumo. Se uma empresa açoriana for capaz, por exemplo, de produzir os produtos hortícolas que os açorianos consomem, já não teremos que os importar de fora, como acontece actualmente. E assim, dinamiza-se a nossa economia, faz-se toda uma linha de criação riqueza interna, que cria postos de trabalho.
Temos que rejeitar o actual modelo económico que o partido socialista nos deixou. Temos que mitigar a nossa dependência do exterior, tanto ao nível de bens de consumo, como de fundos. Temos que incentivar uma cultura de valorização da açorianidade, dos bens e produtos açorianos. Estes 15.1% de taxa desemprego tem que nos servir como despertador, como uma toca a reunir. É a prova que o governo PS chegou ao fim. Temos que mudar. Temos que sair deste buraco em que nos meteram.
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Açores 2012
21 Fevereiro 2012
O homem e o elefante
Naquele tempo, algures na savana africana, CCC estava de férias sabáticas de um curso interminável, pensando no rumo que daria à vida.
Durante uma caminhada, ele cruzou-se com um jovem elefante que estava com uma pata levantada. O elefante parecia muito stressado. Devagar, CCC aproximou-se dele. Pôs-se de joelhos, examinou-lhe a pata e encontrou um grande pedaço de madeira espetado nela. Cuidadosa e gentilmente, CCC removeu com uma faca o pedaço de madeira e o elefante, cauteloso, colocou a pata no chão.
O elefante virou-se e encarou CCC com grande curiosidade, olhando para o seu rosto por tensos e longos momentos. CCC ficou petrificado, convencido que seria pisado pelo animal.
Após algum tempo, o elefante tocou com a tromba no ombro de CCC e bramiu bem alto. Após, virou-se e foi-se embora. CCC nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.
Uns anos depois, CCC passeava no jardim zoológico com o seu filho adolescente. Quando se aproximaram da jaula dos elefantes, uma das criaturas virou-se e caminhou para a zona mais próxima do local onde CCC e o seu filho CCC Junior estavam. O grande elefante encarou CCC e levantou a pata do chão e baixou-a, repetindo o gesto várias vezes, emitindo em simultâneo sonoros bramidos, enquanto encarava CCC.
Lembrando-se do acontecido nas sabáticas férias, CCC ficou a pensar se aquele era o mesmo elefante.
CCC, reunindo toda a sua coragem e querendo transmitir o bondoso legado ao filho adolescente, escalou a grade e entrou na jaula. Foi directo até ao elefante e encarou-o.
O elefante emitiu outro bramido e enrolou a tromba na perna de CCC. Este, embevecido, olhou para o filho. Foi a última imagem que teve. O elefante atirou-o contra a parede e esmagou-o sob o peso da sua enorme pata, matando-o.
CCC não chegou a descobrir que provavelmente não era o mesmo elefante.
Moral da história: para um elefante enjaulado todos são carcereiros.
Durante uma caminhada, ele cruzou-se com um jovem elefante que estava com uma pata levantada. O elefante parecia muito stressado. Devagar, CCC aproximou-se dele. Pôs-se de joelhos, examinou-lhe a pata e encontrou um grande pedaço de madeira espetado nela. Cuidadosa e gentilmente, CCC removeu com uma faca o pedaço de madeira e o elefante, cauteloso, colocou a pata no chão.
O elefante virou-se e encarou CCC com grande curiosidade, olhando para o seu rosto por tensos e longos momentos. CCC ficou petrificado, convencido que seria pisado pelo animal.
Após algum tempo, o elefante tocou com a tromba no ombro de CCC e bramiu bem alto. Após, virou-se e foi-se embora. CCC nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.
Uns anos depois, CCC passeava no jardim zoológico com o seu filho adolescente. Quando se aproximaram da jaula dos elefantes, uma das criaturas virou-se e caminhou para a zona mais próxima do local onde CCC e o seu filho CCC Junior estavam. O grande elefante encarou CCC e levantou a pata do chão e baixou-a, repetindo o gesto várias vezes, emitindo em simultâneo sonoros bramidos, enquanto encarava CCC.
Lembrando-se do acontecido nas sabáticas férias, CCC ficou a pensar se aquele era o mesmo elefante.
CCC, reunindo toda a sua coragem e querendo transmitir o bondoso legado ao filho adolescente, escalou a grade e entrou na jaula. Foi directo até ao elefante e encarou-o.
O elefante emitiu outro bramido e enrolou a tromba na perna de CCC. Este, embevecido, olhou para o filho. Foi a última imagem que teve. O elefante atirou-o contra a parede e esmagou-o sob o peso da sua enorme pata, matando-o.
CCC não chegou a descobrir que provavelmente não era o mesmo elefante.
Moral da história: para um elefante enjaulado todos são carcereiros.
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20 Fevereiro 2012
Pelé sabe do que fala
Segundo A Bola, Pelé compara Barcelona «ao grande Benfica»
Pelé, considerado por muitos o melhor futebolista de todos os tempos, diz que ver jogar o Barcelona lhe traz à memória «o grande Benfica».
Em entrevista ao site da FIFA, o antigo internacional brasileiro diz que não ficou surpreendido com a derrota (0-4) do seu Santos diante da equipa catalã, na final do Mundial de Clubes, e foi nesse contexto que falou sobre o Benfica.
«Tenho visto jogar este Barça, faz-me lembrar o Santos dos meus tempos, ou o grande Benfica, o Ajax, o Milan e o Real Madrid, equipas que foram uma referência na sua época», argumenta Pelé.
Na opinião do Rei, o sucesso fica a dever-se, essencialmente, «à manutenção dos plantéis durante muito tempo».
No caso concreto do Barcelona, acresce o facto de a equipa de Pep Guardiola ser «a base da seleção espanhola», tal como aconteceu no passado com o Ajax e a seleção holandesa e o Santos e o Brasil.
Pelé, considerado por muitos o melhor futebolista de todos os tempos, diz que ver jogar o Barcelona lhe traz à memória «o grande Benfica».
Em entrevista ao site da FIFA, o antigo internacional brasileiro diz que não ficou surpreendido com a derrota (0-4) do seu Santos diante da equipa catalã, na final do Mundial de Clubes, e foi nesse contexto que falou sobre o Benfica.
«Tenho visto jogar este Barça, faz-me lembrar o Santos dos meus tempos, ou o grande Benfica, o Ajax, o Milan e o Real Madrid, equipas que foram uma referência na sua época», argumenta Pelé.
Na opinião do Rei, o sucesso fica a dever-se, essencialmente, «à manutenção dos plantéis durante muito tempo».
No caso concreto do Barcelona, acresce o facto de a equipa de Pep Guardiola ser «a base da seleção espanhola», tal como aconteceu no passado com o Ajax e a seleção holandesa e o Santos e o Brasil.
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13 Fevereiro 2012
Grafites para um nome
Há domingos em que até um santo não tem paciência.
A paciência de Job não conhecia domingos.
Nero não tinha paciência para domingos.
Átila vivia os domingos sem paciência.
A paciência de Job não conhecia domingos.
Nero não tinha paciência para domingos.
Átila vivia os domingos sem paciência.
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07 Fevereiro 2012
Antecipar as Eleições de Outubro
É com extrema preocupação que constatamos que o PS está já em plena campanha eleitoral. Estamos ainda no começo do mês de Fevereiro, as eleições são apenas em Outubro e o que vemos diariamente nas notícias é o candidato socialista Vasco Cordeiro em jantares-comício a fazer promessas eleitorais. Assistimos incrédulos ao que se está a passar. A crise já nos entrou pela casa dentro e a situação é para piorar e muito. Basta ver as notícias, o desemprego continua a escalar com dimensões atómicas. E em vez nos concentrarmos no essencial, continuamos com a lógica das festanças.
Como se esperava, o erro histórico que foi concessionar a maior obra pública a uma empresa externa aos Açores, está a multiplicar vezes sem conta os efeitos da crise nos Açores. A consequência directa dessa adjudicação a uma empresa estrangeira foi, como se sabe, e numa primeira fase, o estrangulamento do sector da construção civil, que teve como resultado a duplicação da taxa de desemprego: que era de 6.6% no 3º trimestre de 2010, sendo de 11.6% no 3º trimestre de 2011.

Mas o efeitos indirectos prosseguem, como um efeito de dominó, com quebras em todas as restantes áreas da Economia, com a redução do consumo e a incapacidade das pessoas pagarem os seus encargos. Resultado, estamos agora numa fase em que outros sectores económicos começam a despedir em massa, como é o caso da Marques a retalho, que esta semana vai mandar 150 trabalhadores para a rua. Para além disso, diz-se à boca pequena, que não há uma empresa nos Açores com saúde financeira, que todas terão de recorrer aos despedimentos. A frase mais ouvida entre os empresários é que não sabem se chegam a Outubro. Outubro, o mês das eleições, é visto neste momento como o ponto de viragem nos destinos dos Açores. E com alguma razão, digo eu. Porque, na verdade, os Açores sem governo neste momento. Carlos César já está a pensar no seu futuro fora dos Açores, como se vê nas consecutivas entrevistas que dá aos canais nacionais, e o candidato barra secretário da Economia, limita-se a fazer promessas e dar jantaradas, demonstrando que é totalmente incapaz de mudar os destinos dos Açores.
É que, senhor Vasco Cordeiro, se você quisesse podia tomar medidas concretas para inverter este ciclo de crise económica, de aumento exponencial do desemprego, de problemas trágicos para a maioria das famílias açorianas. Porque está no governo neste momento. Tem uma pasta fundamental, como é da Economia e é o candidato do partido que tem a maioria na Assembleia Legislativa dos Açores. Mas se calhar não pode. E não pode porque, por um lado, não é o líder do seu partido e, por outro lado, porque não tem a capacidade de mudar o que quer que seja. Porque o senhor Vasco Cordeiro fez e faz parte do governo que nos trouxe a este momento de crise em que estamos. Aliás, a prova que Vasco Cordeiro não tem qualquer capacidade para mudar alguma coisa é os jantares-comício. Que se traduz numa espécie de tentativa de conquistar as pessoas pelo estômago, pagando-lhes um jantar.
Então o que fazer? Vamos todos esperar até ao milagroso mês de Outubro, a assobiarmos todos alegremente para o lado e a vermos os Açores a serem lentamente destruídos? Vamos passar 9 meses de gastos supérfluos em jantaradas e campanha eleitoral, com um governo de gestão, que neste momento já não tem qualquer capacidade de governar os Açores? Não podemos. Não nos podemos dar ao luxo de esperar 9 meses por uma mudança. Precisamos das soluções e das medidas concretas de combate à crise já. Para ontem! Se todos os candidatos às próximas eleições falam em mudança e em novas pessoas, novas ideias, novas gerações para conduzir os destinos dos Açores, então estão todos de acordo sobre a necessidade de mudar, Partido Socialista incluído. Então, a solução apresentada por Natalino Viveiros no editorial do CA faz todo sentido: vamos tratar de antecipar as eleições, em vez de termos de esperar até Outubro.
Para concluir, reforçar a ideia que estamos efectivamente num momento muito grave e que a tendência é para piorar, caso não se faça nada. Todos os candidatos a liderar o futuro projecto político dos Açores reconhecem-no e todos Açorianos sentem na pele diariamente que dificilmente conseguirão aguentar mais um mês. Portanto, e em nome duma forma pró-activa e responsável de estarmos na vida, temos que arregaçar as mangas e começar a fazer alguma coisa já. Antecipem-se as eleições!
Como se esperava, o erro histórico que foi concessionar a maior obra pública a uma empresa externa aos Açores, está a multiplicar vezes sem conta os efeitos da crise nos Açores. A consequência directa dessa adjudicação a uma empresa estrangeira foi, como se sabe, e numa primeira fase, o estrangulamento do sector da construção civil, que teve como resultado a duplicação da taxa de desemprego: que era de 6.6% no 3º trimestre de 2010, sendo de 11.6% no 3º trimestre de 2011.
Mas o efeitos indirectos prosseguem, como um efeito de dominó, com quebras em todas as restantes áreas da Economia, com a redução do consumo e a incapacidade das pessoas pagarem os seus encargos. Resultado, estamos agora numa fase em que outros sectores económicos começam a despedir em massa, como é o caso da Marques a retalho, que esta semana vai mandar 150 trabalhadores para a rua. Para além disso, diz-se à boca pequena, que não há uma empresa nos Açores com saúde financeira, que todas terão de recorrer aos despedimentos. A frase mais ouvida entre os empresários é que não sabem se chegam a Outubro. Outubro, o mês das eleições, é visto neste momento como o ponto de viragem nos destinos dos Açores. E com alguma razão, digo eu. Porque, na verdade, os Açores sem governo neste momento. Carlos César já está a pensar no seu futuro fora dos Açores, como se vê nas consecutivas entrevistas que dá aos canais nacionais, e o candidato barra secretário da Economia, limita-se a fazer promessas e dar jantaradas, demonstrando que é totalmente incapaz de mudar os destinos dos Açores.
É que, senhor Vasco Cordeiro, se você quisesse podia tomar medidas concretas para inverter este ciclo de crise económica, de aumento exponencial do desemprego, de problemas trágicos para a maioria das famílias açorianas. Porque está no governo neste momento. Tem uma pasta fundamental, como é da Economia e é o candidato do partido que tem a maioria na Assembleia Legislativa dos Açores. Mas se calhar não pode. E não pode porque, por um lado, não é o líder do seu partido e, por outro lado, porque não tem a capacidade de mudar o que quer que seja. Porque o senhor Vasco Cordeiro fez e faz parte do governo que nos trouxe a este momento de crise em que estamos. Aliás, a prova que Vasco Cordeiro não tem qualquer capacidade para mudar alguma coisa é os jantares-comício. Que se traduz numa espécie de tentativa de conquistar as pessoas pelo estômago, pagando-lhes um jantar.
Então o que fazer? Vamos todos esperar até ao milagroso mês de Outubro, a assobiarmos todos alegremente para o lado e a vermos os Açores a serem lentamente destruídos? Vamos passar 9 meses de gastos supérfluos em jantaradas e campanha eleitoral, com um governo de gestão, que neste momento já não tem qualquer capacidade de governar os Açores? Não podemos. Não nos podemos dar ao luxo de esperar 9 meses por uma mudança. Precisamos das soluções e das medidas concretas de combate à crise já. Para ontem! Se todos os candidatos às próximas eleições falam em mudança e em novas pessoas, novas ideias, novas gerações para conduzir os destinos dos Açores, então estão todos de acordo sobre a necessidade de mudar, Partido Socialista incluído. Então, a solução apresentada por Natalino Viveiros no editorial do CA faz todo sentido: vamos tratar de antecipar as eleições, em vez de termos de esperar até Outubro.
Para concluir, reforçar a ideia que estamos efectivamente num momento muito grave e que a tendência é para piorar, caso não se faça nada. Todos os candidatos a liderar o futuro projecto político dos Açores reconhecem-no e todos Açorianos sentem na pele diariamente que dificilmente conseguirão aguentar mais um mês. Portanto, e em nome duma forma pró-activa e responsável de estarmos na vida, temos que arregaçar as mangas e começar a fazer alguma coisa já. Antecipem-se as eleições!
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Açores 2012
03 Fevereiro 2012
Os "cristãos-molaflex" movimentam-se*
Esta semana tem sido uma graça.
Os "cristãos-novos" começaram a movimentar-se, iniciando uma caminhada na fé descoberta recentemente, num atalho de Santiago, por prognose póstuma.
Os "cristãos-velhos", aqueles que costumam aparecer com ar beato nas missas em que está presente o bispo ou nas procissões em que alguém lhes apõe uma opa de destaque, sem vergonha, começaram a pregar aos próprios fiéis a fé que, anteriormente, estava expectante na esquina da memória.
Até aqui, convenientemente, tinham-se esquecido de que a fé só será conhecida se apregoada e que a mesma só se dilatará com sacrifício, batendo humildemente porta a porta, escutando os argumentos contrários e apresentando os próprios.
A partir de agora, reclamarão e centrarão em si, ignobilmente, as conversões que outros, anónima e activamente, abençoaram, sem medo nem calculismo, assentes na convicção da verdade.
A partir de agora, pomposamente, frequentarão assiduamente a igreja e cantarão hinos de alegria, sentados nos bancos mais próximos do altar, quando deveriam recolher à cela do convento, fazendo votos de silêncio e de isolamento.
Quando acreditamos, o rosto, a mão ou a palavra oferecem-se sempre, sobretudo nos tempos incertos e árduos.
Está, pois, a decisão soberana na hierarquia que, como bem sabe, se ficar à espera destes "cristãos", não haverá fé, nem império, nem almas: só "molaflex" ao sabor da incerteza conjuntural.
Esta semana tem sido uma graça. A dignidade do resto será confirmada pelo tempo.
* Texto publicado após a vitória eleitoral do PSD em Junho de 2011
Os "cristãos-novos" começaram a movimentar-se, iniciando uma caminhada na fé descoberta recentemente, num atalho de Santiago, por prognose póstuma.
Os "cristãos-velhos", aqueles que costumam aparecer com ar beato nas missas em que está presente o bispo ou nas procissões em que alguém lhes apõe uma opa de destaque, sem vergonha, começaram a pregar aos próprios fiéis a fé que, anteriormente, estava expectante na esquina da memória.
Até aqui, convenientemente, tinham-se esquecido de que a fé só será conhecida se apregoada e que a mesma só se dilatará com sacrifício, batendo humildemente porta a porta, escutando os argumentos contrários e apresentando os próprios.
A partir de agora, reclamarão e centrarão em si, ignobilmente, as conversões que outros, anónima e activamente, abençoaram, sem medo nem calculismo, assentes na convicção da verdade.
A partir de agora, pomposamente, frequentarão assiduamente a igreja e cantarão hinos de alegria, sentados nos bancos mais próximos do altar, quando deveriam recolher à cela do convento, fazendo votos de silêncio e de isolamento.
Quando acreditamos, o rosto, a mão ou a palavra oferecem-se sempre, sobretudo nos tempos incertos e árduos.
Está, pois, a decisão soberana na hierarquia que, como bem sabe, se ficar à espera destes "cristãos", não haverá fé, nem império, nem almas: só "molaflex" ao sabor da incerteza conjuntural.
Esta semana tem sido uma graça. A dignidade do resto será confirmada pelo tempo.
* Texto publicado após a vitória eleitoral do PSD em Junho de 2011
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01 Fevereiro 2012
Dados sobre os gastos das famílias açorianas
Segundo dados do INE (inquérito às famílias de 2010/2011), as famílias açorianas gastam por agregado familiar (sendo a diferença de um agregado de 2 pessoas para outro com 4 mais pessoas, apenas de 1%), em média, com: a) Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas 19,42%; b) Vestuário e calçado 2,89%; c) Água, electricidade, gás e outros combustíveis 33,79%; d) Móveis, artigos de decoração, equipamentos domésticos e despesas de manutenção da habitação 4%; e) Saúde 6,61%; f) Transportes 11,98% g) Comunicações 3,90%; h) Lazer, distracção e cultura 3,42%; i) Ensino 1,49%; j) Hotéis, restaurantes, cafés e serviços similares 6,29%; l) Outros bens e serviços 4,11%.
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28 Janeiro 2012
Escutar os fidedignos meteorologistas
Algures sobre o Atlântico, estratiformes, por enquanto, as nuvens vão-se adensando, cada vez mais imprevisíveis na sua conglomeração. Um dia destes, sem que a torre de controle ou o piloto se apercebam, forma-se um cumulonimbus, todos esperando que o efeito "bigorna" não precipite o avião para o abismo. Escutar os fidedignos meteorologistas será sempre prudente atitude para prevenção do acidente.
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26 Janeiro 2012
José Agostinho de Macedo e os aventais
O padre José Agostinho de Macedo tinha língua vituperina, escrita de lei, capacidade intelectual e postura arrojada, em tempos de contra-ciclo.
" Creio que o Governo não consentirá conventículos sem estatuto e regras conhecidas e aprovadas, tomem eles o nome de Sociedades Patrióticas ou Sociedades de Loucos. Tais tentativas são prova de que temos em casa pretensões diversas e adversos sistemas, e quem deseje (e talvez forceje) sopear o Governo e o Congresso Nacional, e afirmar um «status in statu» tão apetecido pela Ordem Maçónica. "
" Essa vil e perverssíssima coorte de mações degenerados, causa e princípio de todas as nossas desgraças. "
" Essa vil e perverssíssima coorte de mações degenerados, causa e princípio de todas as nossas desgraças. "
padre José Agostinho de Macedo
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25 Janeiro 2012
Parabéns, Eusébio!
O melhor jogador português de todos os tempos festeja 70 anos de vida.
Viva o Rei! Longa vida para o Rei!
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24 Janeiro 2012
22 Janeiro 2012
Monarquia e República
"The King is dead. Long live the King!" traduz uma das vantagens da Monarquia sobre a República, já que, na vigência daquela, nunca se porá a questão do direito à reforma e respectivo montante a que o Rei terá direito.
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21 Janeiro 2012
19 Janeiro 2012
18 Janeiro 2012
15 Janeiro 2012
Nem António Cordeiro nem Bufo da Vila
Desde que escrevi estas palavras, passou parte de 2010, passou todo o ano de 2011, e, até agora, nem se conhece notícia de António Cordeiro ter processado o Bufo da Vila nem o extinto Bufo da Vila revelou a sua identidade, como prometeram.
Será tudo culpa das várias contingências que se passam na política de Vila Franca do Campo?
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13 Janeiro 2012
Pergunta desportiva da semana
Qual dos seguintes clubes o Sistema não quer que passe à final da Taça de Portugal ?
a) Académica
b) Oliveirense
c) Sporting
d) Nacional
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10 Janeiro 2012
Afinal há ricos em Portugal
Segundo o jornal AS, a selecção da Espanha será aquela que menos pagará por cada noite de estadia (€4700) nos vários hotéis que serão ocupados pelas selecções que participarão no Europeu de futebol de 2012. Segundo o mesmo jornal, o país mais gastador será Portugal (€33174).
Aguarda-se uma reacção veemente dos "patriotas" que criticaram a família Soares dos Santos, sugerindo-se desde já uma daquelas vigílias de "okupas" à porta da sede da Federação.
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09 Janeiro 2012
06 Janeiro 2012
Escolha racional
Para um emprego na loja dos 300, perante uma igualdade de competências, há alguém que não duvidará sobre quem ficará com o lugar.
Do mesmo modo, na presença de desigualdade de competências, também há alguém que não terá dúvidas sobre quem ficará com o lugar.
O lugar ficará para aquele que o dono da loja escolher, segundo critérios norteados pelos melhores benefícios que contribuam para a manutenção e expansão do negócio.
Escrevo isto e, não sei porquê, em vez da objectividade do comerciante chinês, só penso na carnificina da Revolução Francesa. Deve ser o cansaço da semana.
Do mesmo modo, na presença de desigualdade de competências, também há alguém que não terá dúvidas sobre quem ficará com o lugar.
O lugar ficará para aquele que o dono da loja escolher, segundo critérios norteados pelos melhores benefícios que contribuam para a manutenção e expansão do negócio.
Escrevo isto e, não sei porquê, em vez da objectividade do comerciante chinês, só penso na carnificina da Revolução Francesa. Deve ser o cansaço da semana.
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03 Janeiro 2012
Governar para as aparências
O ano que agora começa vai ficar marcado por grande agitação política nos Açores. Nas eleições regionais do próximo mês de Outubro vai estar muito em jogo, principalmente para o partido socialista. Vão ser 16 anos de poder, com tudo o que isso representa em termos de relações de dependência. Portanto, temos que estar preparados para todo o tipo de manobras de diversão, calúnias e mal dizeres a fim de se tentar retirar a atenção de cima dos assuntos que são efectivamente fundamentais para os Açorianos.
E não há área mais importante do que a Saúde. É o sector onde não podemos falhar, porque trata-se da vida das pessoas. Mas é precisamente a Saúde que está em risco de colapso nos Açores. O governo regional não conseguiu encontrar forma de gerir a Saúde de forma minimamente sustentável, acabando por nos trazer para a situação de ruptura em que nos encontramos.
Mas vamos aos factos. Segundo o Secretário Regional da tutela, Miguel Correia, a dívida da saúde em finais de 2010 era de cerca de 600 milhões de euros. No entanto, a dívida da Saudaçor, empresa pública que gere o sistema regional de Saúde era de 260 milhões. Estamos a falar de dívida que tem vindo a aumentar progressivamente ao longo dos últimos anos. Ou seja, analisando a tendência, a ideia que fica é que este governo socialista não tem qualquer forma de inverter esta situação. A situação é mesmo muito grave porque entre os credores do governo estão as empresas que fornecem material para os hospitais da região, desde medicamentos à comida, passando por todo o material necessário ao funcionamento das unidades de saúde. Chegou-se a um ponto de ruptura porque sem receberem, essas empresas não podem continuar a trabalhar e vão cortar o fornecimento de material, como aliás já anunciaram que iam fazer. Estamos perante uma situação em que um açoriano tenha de recorrer a um hospital e não seja tratado por falta de medicamentos. As nossas vidas podem estar em risco. E porquê?
O governo regional dos Açores não soube gerir as suas prioridades e deu preferência a áreas como a construção em cimento e betão. Basta ver o último Parecer do Tribunal de Contas para se comprovar isso mesmo. Os nossos grandes investimentos são as SCUT, que iam custar 300 milhões, mas vão custar 1.2 mil milhões e o Hospital de Angra, que ia custar 65 milhões, mas afinal vai custar 140 milhões. É preciso dizer desde já que não somos contra as SCUT nem muito menos contra um novo Hospital em Angra. O importante aqui são as prioridades. Tal e qual numa família. Claro que é importante para uma família, por exemplo, fazer obras na casa para dar um quarto para cada filho, mas nenhuma família usaria o dinheiro da comida ou da saúde dos filhos para fazer essas obras. De que vale ter um quarto para cada filho se não temos comida para lhes dar? Do mesmo modo, de que vale ter um hospital novo, se não temos material nem medicamentos para o equipar?
Perante esta situação catastrófica, é com enorme tristeza que ouvimos o Presidente do Governo regional a tentar nos ludibriar. Então se o Tribunal de Contas diz que todos os anos a dívida da Saúde aumenta cerca de 100 milhões de euros. E se para 2012 o Orçamento da Região prevê um aumento de 23 milhões de euros para a Saúde. Como é que César diz que a situação está controlada? São contas muito simples de se fazer: se gastamos mais 100 do que podemos, não é com 23 que vamos resolver a situação.
Os factos demonstram-o cabalmente. Este governo liderado por Carlos César falhou na área mais importante: a Saúde. E o pretendente à sua sucessão, Vasco Cordeiro, segue a mesma lógica de governação de betão dirigida ao corta-fitas, como se vê ao anunciar uma secundária para a ilha do Corvo. Novamente demonstram que têm as prioridades trocadas. É importante ter uma secundária no Corvo? Talvez. Mas é fundamental ter a Saúde a funcionar antes nas ilhas todas. Até Outubro vamos assistir a muitas mais obras de cimento e betão a serem inauguradas em todas as ilhas, mas não nos podemos afastar do que é essencial. Saúde em primeiro lugar e depois emprego e prosperidade para todos. A Saúde é o que se vê. O desemprego é o mais alto de sempre nos Açores. Este governo do PS é aquele pai família que obriga os filhos a jantarem todos dias pão e água, para poder andar com o desportivo para impressionar os amigos. Vive de e para as aparências.
E não há área mais importante do que a Saúde. É o sector onde não podemos falhar, porque trata-se da vida das pessoas. Mas é precisamente a Saúde que está em risco de colapso nos Açores. O governo regional não conseguiu encontrar forma de gerir a Saúde de forma minimamente sustentável, acabando por nos trazer para a situação de ruptura em que nos encontramos.
Mas vamos aos factos. Segundo o Secretário Regional da tutela, Miguel Correia, a dívida da saúde em finais de 2010 era de cerca de 600 milhões de euros. No entanto, a dívida da Saudaçor, empresa pública que gere o sistema regional de Saúde era de 260 milhões. Estamos a falar de dívida que tem vindo a aumentar progressivamente ao longo dos últimos anos. Ou seja, analisando a tendência, a ideia que fica é que este governo socialista não tem qualquer forma de inverter esta situação. A situação é mesmo muito grave porque entre os credores do governo estão as empresas que fornecem material para os hospitais da região, desde medicamentos à comida, passando por todo o material necessário ao funcionamento das unidades de saúde. Chegou-se a um ponto de ruptura porque sem receberem, essas empresas não podem continuar a trabalhar e vão cortar o fornecimento de material, como aliás já anunciaram que iam fazer. Estamos perante uma situação em que um açoriano tenha de recorrer a um hospital e não seja tratado por falta de medicamentos. As nossas vidas podem estar em risco. E porquê?
O governo regional dos Açores não soube gerir as suas prioridades e deu preferência a áreas como a construção em cimento e betão. Basta ver o último Parecer do Tribunal de Contas para se comprovar isso mesmo. Os nossos grandes investimentos são as SCUT, que iam custar 300 milhões, mas vão custar 1.2 mil milhões e o Hospital de Angra, que ia custar 65 milhões, mas afinal vai custar 140 milhões. É preciso dizer desde já que não somos contra as SCUT nem muito menos contra um novo Hospital em Angra. O importante aqui são as prioridades. Tal e qual numa família. Claro que é importante para uma família, por exemplo, fazer obras na casa para dar um quarto para cada filho, mas nenhuma família usaria o dinheiro da comida ou da saúde dos filhos para fazer essas obras. De que vale ter um quarto para cada filho se não temos comida para lhes dar? Do mesmo modo, de que vale ter um hospital novo, se não temos material nem medicamentos para o equipar?
Perante esta situação catastrófica, é com enorme tristeza que ouvimos o Presidente do Governo regional a tentar nos ludibriar. Então se o Tribunal de Contas diz que todos os anos a dívida da Saúde aumenta cerca de 100 milhões de euros. E se para 2012 o Orçamento da Região prevê um aumento de 23 milhões de euros para a Saúde. Como é que César diz que a situação está controlada? São contas muito simples de se fazer: se gastamos mais 100 do que podemos, não é com 23 que vamos resolver a situação.
Os factos demonstram-o cabalmente. Este governo liderado por Carlos César falhou na área mais importante: a Saúde. E o pretendente à sua sucessão, Vasco Cordeiro, segue a mesma lógica de governação de betão dirigida ao corta-fitas, como se vê ao anunciar uma secundária para a ilha do Corvo. Novamente demonstram que têm as prioridades trocadas. É importante ter uma secundária no Corvo? Talvez. Mas é fundamental ter a Saúde a funcionar antes nas ilhas todas. Até Outubro vamos assistir a muitas mais obras de cimento e betão a serem inauguradas em todas as ilhas, mas não nos podemos afastar do que é essencial. Saúde em primeiro lugar e depois emprego e prosperidade para todos. A Saúde é o que se vê. O desemprego é o mais alto de sempre nos Açores. Este governo do PS é aquele pai família que obriga os filhos a jantarem todos dias pão e água, para poder andar com o desportivo para impressionar os amigos. Vive de e para as aparências.
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Açores 2012
Prenúncio 2012
Se se caminhar erraticamente para o nada, nem o melhor tenor evitará um final apocalíptico.
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28 Dezembro 2011
A mentalidade portuguesa e o trabalho
O português pensa que nasceu no paraíso onde a árvore de todos os frutos está à disposição de todos, onde não é preciso colhê-los, mas esperar que caiam no prato, onde todos têm direitos mas nenhum dever, onde o consumo desregrado e irresponsável é a ordem do dia e onde o trabalho é para os outros.
Alguém conhecido, que tem um olival com tamanho e qualidade suficientes para uma boa colheita e produção mais que capaz para alimentar um número avantajado de concidadãos, não conseguiu pessoal, a quem pagaria a jorna, para apanhar a azeitona.
Então, fez notícia de que daria a azeitona a quem quisesse apanhá-la. Mesmo assim, ninguém a quis.
No entanto, são milhares os candidatos ao Banco Alimentar contra a Fome.
A comida no pacote é mais fácil de comer e não suja os sapatos.
Alguém conhecido, que tem um olival com tamanho e qualidade suficientes para uma boa colheita e produção mais que capaz para alimentar um número avantajado de concidadãos, não conseguiu pessoal, a quem pagaria a jorna, para apanhar a azeitona.
Então, fez notícia de que daria a azeitona a quem quisesse apanhá-la. Mesmo assim, ninguém a quis.
No entanto, são milhares os candidatos ao Banco Alimentar contra a Fome.
A comida no pacote é mais fácil de comer e não suja os sapatos.
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24 Dezembro 2011
22 Dezembro 2011
O Natal (não) é quando um Homem quiser
O Natal é uma época que de duas formas distintas do comportamento humano, tem repercussões muito positivas para o nosso funcionamento enquanto sociedade.
Desde logo, devido aos valores como a solidariedade, a generosidade, o altruísmo e a fraternidade, que assumem nesta altura do ano, uma forte presença dentro de cada ser humano. Infelizmente vivemos cada vez mais numa sociedade muito acelerada, sem tempo para os problemas dos outros, sem tempo sequer, às vezes, para os problemas dos nossos familiares. No Natal, pelo contrário, paramos e estamos muito mais alertas para esse tipo de questão. Evidentemente, este tipo de valores só podem contribuir positivamente para o nosso funcionamento enquanto sociedade. Por razões óbvias, claro, mas também porque muitos dos problemas por que estamos a passar actualmente têm origem em condições e sentimentos humanos opostos aos do Natal. No cerne da crise económica e financeira em que vivemos, para além de todas as explicações técnicas, existem razões de ordem moral e humana, como a inveja, a cobiça ou a avareza. O Natal é por excelência uma época em que regra geral esses males humanos da nossa sociedade são momentaneamente afastados, para bem do nosso todo comum.
Por outro lado, e numa perspectiva mais material e tangível, o Natal, e todo o consumismo que lhe está associado, contribui também para o melhoramento das condições da nossa vivência em comunidade. A nossa sociedade evoluiu para uma organização que assenta numa Economia em triângulo, com os vértices Estado, Empresas e Famílias. É nestas 3 entidades que cada indivíduo se insere de formas diversas. E é na dinâmica que se gera à volta desse triângulo que se cria riqueza para podermos viver e sobreviver no mundo actual. O consumo é um dos principais combustíveis para se gerar essa dinâmica. Ao consumirmos estamos, desde logo, a adquirir um bem ou serviço essencial para a nossa própria existência, mas simultaneamente estamos a contribuir para que a empresa que nos fornece esse bem ou serviço, sobreviva economicamente, criando, assim, emprego. O círculo passa obrigatoriamente pelo Estado, entidade aglutinadora e que regula as relações entre todas as pessoas individuais ou colectivas, de modo a garantir um distribuição o mais equitativa e justa possível da riqueza que se vai gerando dessas relações.
O Natal é, assim, uma época boa para a nossa sociedade. Esta tradição da nossa herança cristã, evoluiu de forma saudável e positiva através dos tempos, constituindo hoje um ponto fundamental no nosso calendário. Uma época de reflexão interior, de entreajuda, de solidariedade, de fraternidade, mas ao mesmo tempo, uma época em que se alimenta a Economia e que se gera riqueza.
Desejamos, pois, um feliz natal, com muitas prendas e muita felicidade!
Desde logo, devido aos valores como a solidariedade, a generosidade, o altruísmo e a fraternidade, que assumem nesta altura do ano, uma forte presença dentro de cada ser humano. Infelizmente vivemos cada vez mais numa sociedade muito acelerada, sem tempo para os problemas dos outros, sem tempo sequer, às vezes, para os problemas dos nossos familiares. No Natal, pelo contrário, paramos e estamos muito mais alertas para esse tipo de questão. Evidentemente, este tipo de valores só podem contribuir positivamente para o nosso funcionamento enquanto sociedade. Por razões óbvias, claro, mas também porque muitos dos problemas por que estamos a passar actualmente têm origem em condições e sentimentos humanos opostos aos do Natal. No cerne da crise económica e financeira em que vivemos, para além de todas as explicações técnicas, existem razões de ordem moral e humana, como a inveja, a cobiça ou a avareza. O Natal é por excelência uma época em que regra geral esses males humanos da nossa sociedade são momentaneamente afastados, para bem do nosso todo comum.
Por outro lado, e numa perspectiva mais material e tangível, o Natal, e todo o consumismo que lhe está associado, contribui também para o melhoramento das condições da nossa vivência em comunidade. A nossa sociedade evoluiu para uma organização que assenta numa Economia em triângulo, com os vértices Estado, Empresas e Famílias. É nestas 3 entidades que cada indivíduo se insere de formas diversas. E é na dinâmica que se gera à volta desse triângulo que se cria riqueza para podermos viver e sobreviver no mundo actual. O consumo é um dos principais combustíveis para se gerar essa dinâmica. Ao consumirmos estamos, desde logo, a adquirir um bem ou serviço essencial para a nossa própria existência, mas simultaneamente estamos a contribuir para que a empresa que nos fornece esse bem ou serviço, sobreviva economicamente, criando, assim, emprego. O círculo passa obrigatoriamente pelo Estado, entidade aglutinadora e que regula as relações entre todas as pessoas individuais ou colectivas, de modo a garantir um distribuição o mais equitativa e justa possível da riqueza que se vai gerando dessas relações.
O Natal é, assim, uma época boa para a nossa sociedade. Esta tradição da nossa herança cristã, evoluiu de forma saudável e positiva através dos tempos, constituindo hoje um ponto fundamental no nosso calendário. Uma época de reflexão interior, de entreajuda, de solidariedade, de fraternidade, mas ao mesmo tempo, uma época em que se alimenta a Economia e que se gera riqueza.
Desejamos, pois, um feliz natal, com muitas prendas e muita felicidade!
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20 Dezembro 2011
Expresso das Nove mata Máquina de Lavar!
Os escribas aqui do blogue andam semi-letárgicos e angustiados, ainda que solidários entre si e cada um consigo próprio.
Não é que a razão seja de monta o suficiente para nos impedir de dormir ou de, et pour cause, nos impelir ao consumo desmedido de ansiolíticos, mas, caramba!, também não era preciso sermos esbofeteados tão cruamente.
Vem tudo isto a propósito de o defunto Expresso das Nove fazer o favor de, segundo o seu livre critério editorial, por vezes, citar um ou outro artigo da Máquina de Lavar. Ora, finado o Expresso da Nove e criado o jornaldiario.com (não o sabendo se publicado em papel), desapareceram as citações. Opção editorial livre, pois claro, até porque mudou a direcção e novas ideias haverá, foitendo sido mesmo criado um espaço próprio para blogues, com a respectiva ligação. Desse, por opção editorial livre e respeitosa, não faz parte a Máquina de Lavar. Portanto, não é daí que vem este estado semi-letárgico.
O que, verdadeiramente, anestesiou os escribas da Máquina de Lavar foi o facto de esta ter sido trocada por blogues que já nem sequer existem. Estão findos, parados há anos! Mas ressuscitados assim, por opção editorial livre, são mais do que ela: mortos mas vivos.
Estão, pois, a ver os leitores a razão da angústia?! Não é por termos sido trocados. Não é por não sermos nada, por opção editorial livre, para o jornaldiario.com. Não! O que, moderadamente, nos angustia é o termos sido trocados por nada.
Fenomenologicamente, não existimos porque não somos exteriormente reconhecidos. Somos um Nada que existe somente para si e, nessa medida, somos o vazio pleno, o absoluto sem substância que apenas mantém uma relação consigo próprio. Foi preciso uma opção editorial livre e uma troca por nada, para nos incutir a cruel realidade.
Qualquer dia, passada a angústia do momento da opção editorial livre e da troca por nada, mudaremos de nome. Talvez, fenomenologicamente, ressuscitemos!
Não é que a razão seja de monta o suficiente para nos impedir de dormir ou de, et pour cause, nos impelir ao consumo desmedido de ansiolíticos, mas, caramba!, também não era preciso sermos esbofeteados tão cruamente.
Vem tudo isto a propósito de o defunto Expresso das Nove fazer o favor de, segundo o seu livre critério editorial, por vezes, citar um ou outro artigo da Máquina de Lavar. Ora, finado o Expresso da Nove e criado o jornaldiario.com (não o sabendo se publicado em papel), desapareceram as citações. Opção editorial livre, pois claro, até porque mudou a direcção e novas ideias haverá, foitendo sido mesmo criado um espaço próprio para blogues, com a respectiva ligação. Desse, por opção editorial livre e respeitosa, não faz parte a Máquina de Lavar. Portanto, não é daí que vem este estado semi-letárgico.
O que, verdadeiramente, anestesiou os escribas da Máquina de Lavar foi o facto de esta ter sido trocada por blogues que já nem sequer existem. Estão findos, parados há anos! Mas ressuscitados assim, por opção editorial livre, são mais do que ela: mortos mas vivos.
Estão, pois, a ver os leitores a razão da angústia?! Não é por termos sido trocados. Não é por não sermos nada, por opção editorial livre, para o jornaldiario.com. Não! O que, moderadamente, nos angustia é o termos sido trocados por nada.
Fenomenologicamente, não existimos porque não somos exteriormente reconhecidos. Somos um Nada que existe somente para si e, nessa medida, somos o vazio pleno, o absoluto sem substância que apenas mantém uma relação consigo próprio. Foi preciso uma opção editorial livre e uma troca por nada, para nos incutir a cruel realidade.
Qualquer dia, passada a angústia do momento da opção editorial livre e da troca por nada, mudaremos de nome. Talvez, fenomenologicamente, ressuscitemos!
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15 Dezembro 2011
O sem vergonha - parte II
O clima era de festa, daquelas cegas em que todos batem palmas porque os outros também as batem, e nas festas praticam-se sempre vários exageros. Concedida a evidência, não há dúvidas de que a escola do Nobel filósofo parisiense veio para ficar, sobretudo porque o sucessor, seguro da sua sapiência, também quer que aqueles que praticam as boas contas paguem os calotes da irresponsabilidade. Ah, bom Cícero, que falta fazes nos tempos actuais!
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13 Dezembro 2011
O Estado de Negação do Governo dos Açores
A semana que passou ficou marcada pela publicação do Parecer do Tribunal de Contas à gestão do dos dinheiros públicos regionais no ano de 2010. A notícia passou mais ou menos incógnita, no entanto, este Parecer encerra dados que vão muito para além de preocupantes, são mesmo aterradores para o nosso futuro.
Há muito que vimos alertando aqui para os diversos sinais que nos dizem que esta governação socialista está a empurrar os Açores para um abismo. Este Parecer do Tribunal de Contas, entidade reconhecida por todos como credível e equidistante, vem provar todos os nossos piores receios e aumentar, nalguns casos, a nossa preocupação.
Mas o que diz então o Parecer? Comecemos pelo aparelho administrativo. Praticamente todo o governo regional, quase todas as secretarias e direcções regionais, estão duplicadas em muitas empresas públicas. Assim, o que temos é uma série de directores, administradores, assessores e o mais que se possa pensar tudo ao quadrado. O Tribunal de Contas diz que no sector público empresarial trabalham mais de 6000 pessoas e que só no ano de 2010 entraram mais 244 pessoas para essas empresas. Quando se sabe que a grande fatia da nossa dívida é responsabilidade dessas empresas públicas, cerca de 1.2 mil milhões de euros, e vê-se que a maioria não tem utilidade aparente a não ser dar empregos a certas pessoas, não podemos deixar de mostrar grande indignação. 1ª conclusão: este governo endivida os açorianos para poder dar emprego a uma minoria.
Falemos das SCUT e do novo Hospital de Angra. O governo regional começou por dizer aos açorianos que as SCUT iriam custar cerca de 300 milhões de euros. Depois já iam custar cerca 500 milhões, no entanto a verdade está bem longe disso. Segundo o Tribunal de Contas, no total, as SCUT custarão nada mais nada menos que 1.2 mil milhões de euros, que seremos nós, os nossos filhos e os nossos netos a pagar. A onerar não só nós próprios, mas também as gerações futuras temos igualmente o novo Hospital de Angra. Primeiro ia custar apenas 65 milhões de euros, depois já era 140 milhões, mas na verdade vai nos custar 378 milhões. São diferenças e derrapagens muito grandes. A incompetência não pode explicar tudo. De 320 milhões para 1.2 mil milhões e de 65 para 378 milhões?? E um pormenor importante, são obras que têm que ficar prontas antes das eleições de 2012, custe o que custar. 2ª conclusão: este governo endivida os açorianos para manter o poder a todo o custo, vendendo ilusões na forma de cimento e betão.
Passemos ao sector da Saúde. Desde logo referir que a Secretaria regional da Saúde está também ela duplicada numa empresa pública, a Saudaçor. O sistema é o mesmo: o governo não tem dívidas na Saúde, quem as tem é a Saudaçor. E serve ao mesmo tempo para empregar mais alguns administradores a peso de ouro. Mas a Saúde é uma área duma importância tão grande, que não podemos, sequer, ficar pelas minudências dos jobs. Não existe margem para erros na Saúde. No entanto, os factos dizem-nos que estamos perante uma situação de ruptura e gravidade máxima. O Presidente do Tribunal de Contas disse, e o Parecer confirma-o, que os 3 hospitais da região estão em situação de falência técnica. Logo no dia a seguir, ficamos a saber que os fornecedores de medicamentos aos hospitais dos Açores cortaram o fornecimento, por falta de pagamento. Ou seja, a partir de agora deixa de haver medicamentos nos nossos hospitais. As nossas vidas estão, portanto, em risco. E porquê? Porque estamos perante uma gestão irresponsável e incompetente por parte do governo regional que não nos consegue oferecer um sistema de saúde. 3ª conclusão: entretido consigo próprio e em manter os tentáculos a tocar em tudo, o governo socialista esqueceu-se do principal: cuidar dos açorianos.
Perante esta realidade dantesca que o Tribunal de Contas pôs a nu, o governo regional assobia para o lado. Já veio Sérgio Ávila dizer que ficou muito agradado com as conclusões do Parecer do Tribunal de Contas, num claro insulto à inteligência dos Açorianos, na linha, aliás, do que já tinha feito quando disse que a região tinha um superávit. Então, temos os hospitais em falência técnica, temos os fornecedores a cortarem os medicamentos aos hospitais, mais, temos a Administradora do Hospital de Ponta Delgada a demitir-se do cargo no seguimento de todos este emaranhado de dívidas, temos valores de dívida monstruosos, temos a realidade nua e crua na nossa frente a dizer-nos que estamos perante uma situação de abismo, e o governo, como sempre, faz de conta que não se passa nada. É o que se chama, no mundo da psiquiatria, o estado de negação. Este governo está em negação, vive numa redoma, dentro dos gabinetes das secretarias, das direcções, dos institutos, dos observatórios, das empresas públicas, totalmente alheado da realidade.
Desejamos, pois, um 2012 com novas políticas. Porque não é quem nos trouxe a este buraco, que agora o Tribunal de Contas comprova existir, que nos vai tirar dele. Desejamos e queremos um forte corte em todas esses gastos supérfluos da máquina administrativa e usar esses meios para as pessoas. É para as pessoas que se governa. Os políticos têm que compreender duma vez por todas que devem servir as pessoas e não, como se vê no governo dos Açores, servirem-se do bem público.
Há muito que vimos alertando aqui para os diversos sinais que nos dizem que esta governação socialista está a empurrar os Açores para um abismo. Este Parecer do Tribunal de Contas, entidade reconhecida por todos como credível e equidistante, vem provar todos os nossos piores receios e aumentar, nalguns casos, a nossa preocupação.
Mas o que diz então o Parecer? Comecemos pelo aparelho administrativo. Praticamente todo o governo regional, quase todas as secretarias e direcções regionais, estão duplicadas em muitas empresas públicas. Assim, o que temos é uma série de directores, administradores, assessores e o mais que se possa pensar tudo ao quadrado. O Tribunal de Contas diz que no sector público empresarial trabalham mais de 6000 pessoas e que só no ano de 2010 entraram mais 244 pessoas para essas empresas. Quando se sabe que a grande fatia da nossa dívida é responsabilidade dessas empresas públicas, cerca de 1.2 mil milhões de euros, e vê-se que a maioria não tem utilidade aparente a não ser dar empregos a certas pessoas, não podemos deixar de mostrar grande indignação. 1ª conclusão: este governo endivida os açorianos para poder dar emprego a uma minoria.
Falemos das SCUT e do novo Hospital de Angra. O governo regional começou por dizer aos açorianos que as SCUT iriam custar cerca de 300 milhões de euros. Depois já iam custar cerca 500 milhões, no entanto a verdade está bem longe disso. Segundo o Tribunal de Contas, no total, as SCUT custarão nada mais nada menos que 1.2 mil milhões de euros, que seremos nós, os nossos filhos e os nossos netos a pagar. A onerar não só nós próprios, mas também as gerações futuras temos igualmente o novo Hospital de Angra. Primeiro ia custar apenas 65 milhões de euros, depois já era 140 milhões, mas na verdade vai nos custar 378 milhões. São diferenças e derrapagens muito grandes. A incompetência não pode explicar tudo. De 320 milhões para 1.2 mil milhões e de 65 para 378 milhões?? E um pormenor importante, são obras que têm que ficar prontas antes das eleições de 2012, custe o que custar. 2ª conclusão: este governo endivida os açorianos para manter o poder a todo o custo, vendendo ilusões na forma de cimento e betão.
Passemos ao sector da Saúde. Desde logo referir que a Secretaria regional da Saúde está também ela duplicada numa empresa pública, a Saudaçor. O sistema é o mesmo: o governo não tem dívidas na Saúde, quem as tem é a Saudaçor. E serve ao mesmo tempo para empregar mais alguns administradores a peso de ouro. Mas a Saúde é uma área duma importância tão grande, que não podemos, sequer, ficar pelas minudências dos jobs. Não existe margem para erros na Saúde. No entanto, os factos dizem-nos que estamos perante uma situação de ruptura e gravidade máxima. O Presidente do Tribunal de Contas disse, e o Parecer confirma-o, que os 3 hospitais da região estão em situação de falência técnica. Logo no dia a seguir, ficamos a saber que os fornecedores de medicamentos aos hospitais dos Açores cortaram o fornecimento, por falta de pagamento. Ou seja, a partir de agora deixa de haver medicamentos nos nossos hospitais. As nossas vidas estão, portanto, em risco. E porquê? Porque estamos perante uma gestão irresponsável e incompetente por parte do governo regional que não nos consegue oferecer um sistema de saúde. 3ª conclusão: entretido consigo próprio e em manter os tentáculos a tocar em tudo, o governo socialista esqueceu-se do principal: cuidar dos açorianos.
Perante esta realidade dantesca que o Tribunal de Contas pôs a nu, o governo regional assobia para o lado. Já veio Sérgio Ávila dizer que ficou muito agradado com as conclusões do Parecer do Tribunal de Contas, num claro insulto à inteligência dos Açorianos, na linha, aliás, do que já tinha feito quando disse que a região tinha um superávit. Então, temos os hospitais em falência técnica, temos os fornecedores a cortarem os medicamentos aos hospitais, mais, temos a Administradora do Hospital de Ponta Delgada a demitir-se do cargo no seguimento de todos este emaranhado de dívidas, temos valores de dívida monstruosos, temos a realidade nua e crua na nossa frente a dizer-nos que estamos perante uma situação de abismo, e o governo, como sempre, faz de conta que não se passa nada. É o que se chama, no mundo da psiquiatria, o estado de negação. Este governo está em negação, vive numa redoma, dentro dos gabinetes das secretarias, das direcções, dos institutos, dos observatórios, das empresas públicas, totalmente alheado da realidade.
Desejamos, pois, um 2012 com novas políticas. Porque não é quem nos trouxe a este buraco, que agora o Tribunal de Contas comprova existir, que nos vai tirar dele. Desejamos e queremos um forte corte em todas esses gastos supérfluos da máquina administrativa e usar esses meios para as pessoas. É para as pessoas que se governa. Os políticos têm que compreender duma vez por todas que devem servir as pessoas e não, como se vê no governo dos Açores, servirem-se do bem público.
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Açores 2012
Um rei é sempre livre
“Um rei é rei, não por ser rico e poderoso, não por ser um político bem sucedido, nem por pertencer a uma determinada ortodoxia ou grupo nacional. Ele é rei porque nasceu. E, ao deixar a selecção do seu Chefe de Estado a este denominador mais comum do mundo - o acidente do nascimento - [o povo], implicitamente, proclama a sua fé na igualdade da condição humana; a sua esperança pelo triunfo da natureza sobre a manobra política, sobre interesses financeiros e sociais; pela vitória da pessoa humana."
Jacques Monet
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07 Dezembro 2011
O sem-vergonha
É verdade que olho para o homem da mesma forma que faço com as personagens da Disney. Quando é preciso descomprimir, nada como ir para a twilight zone. Agora que a realidade nos fulminou, pensei que nunca mais iria escrever sobre a criatura. No entanto, face às execráveis declarações que prestou, estou indignado e apetece-me reproduzir uma quantidade imprópria de vernáculo popular, coisa que o bom senso, que ele não tem, impõe conter.
É absolutamente inqualificável o dito do personagem, ainda que na ignorância daquilo que afirma que estudou, mesmo não se sabendo muito bem onde ou como.
Este sujeito é o responsável político directo pela maioria dos males economico-financeiros que Portugal atravessa.
Este sujeito é o responsável político directo pelo empobrecimento geral que os cidadãos portugueses estão a sofrer.
Este sujeito é o responsável político directo pelo extermínio da classe média portuguesa.
Este sujeito é o responsável político directo pela duplicação da dívida pública.
Este sujeito não tem vergonha. E, porque foi primeiro-ministro, deveria tê-la.
Não a tendo ele, tenho-a eu, perante os nossos credores.
Por causa disso, estou (estamos) a pagar bem caro as tropelias cometidas.
Homem de bem que sou, honro os meus compromissos.
Ele, devendo fazê-lo igualmente, escolhe outro caminho.
Atendendo às suas palavras, decididamente, vivemos em mundos diferentes e regemo-nos segundo princípios opostos.
Ainda bem que neste caso é tudo preto e branco.
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06 Dezembro 2011
Assim, sim!
Isto sim, é uma jaula à maneira. De tão aconchegante, a malta do Belenenses portou-se dignamente. Devia ser a isto que Paulo Pereira Cristóvão se referia, quando disse que "Nós conseguimos fazer melhor!". Tem um cantinho na História, lá para trás, bem lá para trás!partilhar facebook
30 Novembro 2011
Plano e Orçamento 2012 - Das Apostas às Propostas

Está-se a debater esta semana na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, na generalidade, o Plano e Orçamento da região para 2012. Quer isto dizer que se estão a discutir e a traçar as linhas mestras de como vai ser gerido o nosso dinheiro para o próximo ano.
Segundo a proposta do governo e o seus dados oficiais, o Orçamento do próximo ano será de 1,079 milhões de euros, menos 270 milhões que o Orçamento deste ano. Ou seja, há uma redução de cerca de 17% no total. No entanto, e ainda segundo dados oficiais, os cortes nos gastos do aparelho governativo não acompanharão o corte do total. Porque se o corte no total é de 17%, os cortes nas aquisições de bens e serviços e nas despesas com pessoal será de apenas 5,7%. E o corte nas despesas correntes será de apenas 12%. Ou seja, no fundo, as despesas de funcionamento, da já enorme máquina governativa, vão é aumentar.
Mas isso é novidade. Aliás, se há algo que não pode ser apontado ao governo regional dos Açores nos últimos anos é de falta de coerência na forma como gere o nosso dinheiro. Tem sido sempre igual: no triângulo que sustenta qualquer economia: famílias, empresas e Estado, o governo regional socialista tem vindo sempre a fazer igual: tira das famílias e das empresas para aumentar no seu próprio peso. Assim, consegue criar mais organismos, observatórios, direcções regionais, assessorias, institutos públicos e mantém as empresas públicas. Tudo numa óptica de favores por empregos, com vista, claro, às eleições do próximo ano.
Trata-se, como é evidente, duma forma altamente irresponsável de governar os Açores. Porque, como facilmente se vê, o interesse e o objectivo deste governo e do partido que o sustenta não é o desenvolvimento económico do todo regional. O interesse e o objectivo deste governo e do partido que o sustenta não é evitar o aumento desenfreado do desemprego ou a morte lenta do tecido empresarial privado. Não, o interesse e o objectivo deste governo e do partido que o sustenta é manter-se no poder. Uma forma irresponsável de governar que já fez mal demais ao país e à região.
Perante a evidência que o governo regional está cada vez mais pesado e com cada vez maior tendência de criar jobs, o PSD-Açores apresentou propostas para inverter essa tendência e devolver a possibilidade de criação de riqueza ao sector privado, às pessoas, às famílias.
Para tal, antes demais, o PSD-Açores fez uma ronda pelos principais parceiros sociais e ouviu a sociedade civil. Assim, os sociais-democratas apresentaram propostas que têm exactamente como objectivo acabar com as gorduras do governo regional. O PSD-Açores propôs, por exemplo e em concreto, que o governo cortasse em 50% os seus gastos supérfluos em telemóveis, viagens dos seus membros, seminários, publicidades etc. e cortar também 50% nos administradores das empresas públicas regionais e usar essas verbas para reforçar o apoio às famílias mais carenciadas e às pequenas, médias e micro empresas, que estão a passar por enormes dificuldades. Além disso o PSD-Açores propôs também um aumento de 10 euros para o complemento dos pensionistas mais necessitados, ao contrário dos 4.5€ propostos pelo PS.
No entanto, certamente que a maioria parlamentar socialista não vai aprovar nenhuma destas valiosas propostas. Desde logo, por uma incompreensível questão de princípio de autismo político-partidário, e depois porque aprovar estas medidas seria o admitir do falhanço da governação socialista.
Espera-se, porém, que este seja o último Orçamento proposto pelo governo socialista. Espera-se que no próximo ano os açorianos já possam usufruir dum Orçamento feito e pensado para os próprios Açorianos, para o todo regional e não para a minoria que governa e ocupa os cargos públicos dirigentes.
Segundo a proposta do governo e o seus dados oficiais, o Orçamento do próximo ano será de 1,079 milhões de euros, menos 270 milhões que o Orçamento deste ano. Ou seja, há uma redução de cerca de 17% no total. No entanto, e ainda segundo dados oficiais, os cortes nos gastos do aparelho governativo não acompanharão o corte do total. Porque se o corte no total é de 17%, os cortes nas aquisições de bens e serviços e nas despesas com pessoal será de apenas 5,7%. E o corte nas despesas correntes será de apenas 12%. Ou seja, no fundo, as despesas de funcionamento, da já enorme máquina governativa, vão é aumentar.
Mas isso é novidade. Aliás, se há algo que não pode ser apontado ao governo regional dos Açores nos últimos anos é de falta de coerência na forma como gere o nosso dinheiro. Tem sido sempre igual: no triângulo que sustenta qualquer economia: famílias, empresas e Estado, o governo regional socialista tem vindo sempre a fazer igual: tira das famílias e das empresas para aumentar no seu próprio peso. Assim, consegue criar mais organismos, observatórios, direcções regionais, assessorias, institutos públicos e mantém as empresas públicas. Tudo numa óptica de favores por empregos, com vista, claro, às eleições do próximo ano.
Trata-se, como é evidente, duma forma altamente irresponsável de governar os Açores. Porque, como facilmente se vê, o interesse e o objectivo deste governo e do partido que o sustenta não é o desenvolvimento económico do todo regional. O interesse e o objectivo deste governo e do partido que o sustenta não é evitar o aumento desenfreado do desemprego ou a morte lenta do tecido empresarial privado. Não, o interesse e o objectivo deste governo e do partido que o sustenta é manter-se no poder. Uma forma irresponsável de governar que já fez mal demais ao país e à região.
Perante a evidência que o governo regional está cada vez mais pesado e com cada vez maior tendência de criar jobs, o PSD-Açores apresentou propostas para inverter essa tendência e devolver a possibilidade de criação de riqueza ao sector privado, às pessoas, às famílias.
Para tal, antes demais, o PSD-Açores fez uma ronda pelos principais parceiros sociais e ouviu a sociedade civil. Assim, os sociais-democratas apresentaram propostas que têm exactamente como objectivo acabar com as gorduras do governo regional. O PSD-Açores propôs, por exemplo e em concreto, que o governo cortasse em 50% os seus gastos supérfluos em telemóveis, viagens dos seus membros, seminários, publicidades etc. e cortar também 50% nos administradores das empresas públicas regionais e usar essas verbas para reforçar o apoio às famílias mais carenciadas e às pequenas, médias e micro empresas, que estão a passar por enormes dificuldades. Além disso o PSD-Açores propôs também um aumento de 10 euros para o complemento dos pensionistas mais necessitados, ao contrário dos 4.5€ propostos pelo PS.
No entanto, certamente que a maioria parlamentar socialista não vai aprovar nenhuma destas valiosas propostas. Desde logo, por uma incompreensível questão de princípio de autismo político-partidário, e depois porque aprovar estas medidas seria o admitir do falhanço da governação socialista.
Espera-se, porém, que este seja o último Orçamento proposto pelo governo socialista. Espera-se que no próximo ano os açorianos já possam usufruir dum Orçamento feito e pensado para os próprios Açorianos, para o todo regional e não para a minoria que governa e ocupa os cargos públicos dirigentes.
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Açores 2012
29 Novembro 2011
27 Novembro 2011
O lado certo do Homem
Há locais onde a humildade, rectidão e honestidade das suas gentes ainda são lemas de união e diferença. É bom sentarmo-nos ao lado delas.
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22 Novembro 2011
Trabalho, precisa-se.
A semana que passou ficou marcada pelo novo aumento do desemprego nos Açores. Segundo os dados oficiais, os desempregados já são mais de 14.000. E claro, sabemos que estes números não revelam toda a realidade do desemprego nos Açores, que está escondida atrás de medidas de cosmética.
O Presidente do Governo regional diz que os responsáveis pelo desemprego nos Açores são entidades externas. A culpa nunca é dele, apesar de ele ser o Presidente do governo regional, entidade responsável pelas políticas de emprego na região. É claro que César já não engana ninguém com esse discurso, nem sequer os próprios militantes socialistas. A culpa é essencialmente do governo regional.
O aumento do desemprego nos Açores é também, é certo, resultado da crise internacional que vivemos, mas é essencialmente resultado de políticas erradas e avulsas do governo regional liderado por Carlos César e Vasco Cordeiro. Destes quase 16 anos de poder, os governos socialistas só conseguiram fazer obra de betão e cimento. Nunca souberam dar respostas em áreas estruturantes, mas com pouca visibilidade a curto prazo, como a Educação ou a competitividade empresarial do sector privado. Preocuparam-se, essencialmente, com políticas viradas para o eleitoralismo.
Mas há soluções. Desde logo, mudar o governo socialista de César e Vasco Cordeiro. É que este governo tem medo da própria sombra. Tem medo de tudo que não possa controlar, por isso prefere ter uma sociedade privada fraquinha e de mão estendida e dependente de apoios públicos. Por isso, as primeiras medidas de um novo governo dos Açores deverão ser para fortalecer o sector privado, para que fique pujante e forte, capaz de gerar riqueza e emprego. Sem receios de nenhuma espécie. Temos que tirar do sector público para devolver ao sector privado. É que, segundo o Orçamento da região para 2011, 45% destina-se a cobrir as despesas de funcionamento e 22% destina-se a garantir as despesas com pessoal. Ou seja, a máquina governativa nos Açores é grande, grande demais, e não cria riqueza, só consome.
Há também que repensar a educação nos Açores. Nós não queremos formação profissional para encher ou ocupar as pessoas, nós queremos formação profissional direccionada às necessidades que a nossa região tem. No mesmo sentido o papel da nossa Universidade. Não queremos cursos e mais cursos apenas para termos altos números de licenciados, que depois acabam no desemprego. Queremos sim cursos e licenciados em áreas que importem e direccionadas à criação de riqueza. E antes de tudo isso, fazer um verdadeiro levantamento, uma verdadeira auditoria da real situação dos Açores. Porque, receamos que este governo não nos diz tudo. Não queremos saber apenas as coisas básicas, como o real tamanho da nossa dívida. Queremos saber o quê importamos. Queremos saber se importamos, por exemplo, produtos hortícolas que podíamos ser nós próprios açorianos a produzir. Se me disserem que há 20 anos os Açores eram auto-suficientes em diversos produtos, como a batata ou a fava e hoje somos dependentes de importações, então há aí espaço para se criar emprego e riqueza a favor dos Açores.
Os Açores têm uma história que mostra sermos pessoas capazes de suster adversidades, somos resistentes, somos inventivos, somos, enfim, pessoas aptas. Além disso, temos recursos naturais únicos que devemos aproveitar em nosso favor e não, como faz o governo de César, os destruir. No mundo globalizado em que vivemos estas são mais-valias fundamentais que temos que aproveitar. O governo de César e Vasco Cordeiro fez, de facto, obras importantes para o desenvolvimento da região. Mas chegou ao fim da linha! Está a cair de podre de estar muitos anos seguidos no poder. Só pensam em si e em serem reeleitos. Não têm visão de futuro. Por isso, precisamos de pessoas novas, com abordagens diferentes e soluções políticas novas que nos tirem desta espiral de pobreza em que estamos cada vez mais metidos.
O Presidente do Governo regional diz que os responsáveis pelo desemprego nos Açores são entidades externas. A culpa nunca é dele, apesar de ele ser o Presidente do governo regional, entidade responsável pelas políticas de emprego na região. É claro que César já não engana ninguém com esse discurso, nem sequer os próprios militantes socialistas. A culpa é essencialmente do governo regional.
O aumento do desemprego nos Açores é também, é certo, resultado da crise internacional que vivemos, mas é essencialmente resultado de políticas erradas e avulsas do governo regional liderado por Carlos César e Vasco Cordeiro. Destes quase 16 anos de poder, os governos socialistas só conseguiram fazer obra de betão e cimento. Nunca souberam dar respostas em áreas estruturantes, mas com pouca visibilidade a curto prazo, como a Educação ou a competitividade empresarial do sector privado. Preocuparam-se, essencialmente, com políticas viradas para o eleitoralismo.
Mas há soluções. Desde logo, mudar o governo socialista de César e Vasco Cordeiro. É que este governo tem medo da própria sombra. Tem medo de tudo que não possa controlar, por isso prefere ter uma sociedade privada fraquinha e de mão estendida e dependente de apoios públicos. Por isso, as primeiras medidas de um novo governo dos Açores deverão ser para fortalecer o sector privado, para que fique pujante e forte, capaz de gerar riqueza e emprego. Sem receios de nenhuma espécie. Temos que tirar do sector público para devolver ao sector privado. É que, segundo o Orçamento da região para 2011, 45% destina-se a cobrir as despesas de funcionamento e 22% destina-se a garantir as despesas com pessoal. Ou seja, a máquina governativa nos Açores é grande, grande demais, e não cria riqueza, só consome.
Há também que repensar a educação nos Açores. Nós não queremos formação profissional para encher ou ocupar as pessoas, nós queremos formação profissional direccionada às necessidades que a nossa região tem. No mesmo sentido o papel da nossa Universidade. Não queremos cursos e mais cursos apenas para termos altos números de licenciados, que depois acabam no desemprego. Queremos sim cursos e licenciados em áreas que importem e direccionadas à criação de riqueza. E antes de tudo isso, fazer um verdadeiro levantamento, uma verdadeira auditoria da real situação dos Açores. Porque, receamos que este governo não nos diz tudo. Não queremos saber apenas as coisas básicas, como o real tamanho da nossa dívida. Queremos saber o quê importamos. Queremos saber se importamos, por exemplo, produtos hortícolas que podíamos ser nós próprios açorianos a produzir. Se me disserem que há 20 anos os Açores eram auto-suficientes em diversos produtos, como a batata ou a fava e hoje somos dependentes de importações, então há aí espaço para se criar emprego e riqueza a favor dos Açores.
Os Açores têm uma história que mostra sermos pessoas capazes de suster adversidades, somos resistentes, somos inventivos, somos, enfim, pessoas aptas. Além disso, temos recursos naturais únicos que devemos aproveitar em nosso favor e não, como faz o governo de César, os destruir. No mundo globalizado em que vivemos estas são mais-valias fundamentais que temos que aproveitar. O governo de César e Vasco Cordeiro fez, de facto, obras importantes para o desenvolvimento da região. Mas chegou ao fim da linha! Está a cair de podre de estar muitos anos seguidos no poder. Só pensam em si e em serem reeleitos. Não têm visão de futuro. Por isso, precisamos de pessoas novas, com abordagens diferentes e soluções políticas novas que nos tirem desta espiral de pobreza em que estamos cada vez mais metidos.
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Açores 2012
21 Novembro 2011
Sobre o exercício do poder
Em tempo de vacas gordas, súcios no poder; aquando das magras, gente de bem, de boas contas e de vergonha na cara.
Para os primeiros, quem vem atrás que arrume a casa e feche a porta, se casa ainda houver, que depois lá estarão eles novamente prontos para as quimeras.
Para os primeiros, quem vem atrás que arrume a casa e feche a porta, se casa ainda houver, que depois lá estarão eles novamente prontos para as quimeras.
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20 Novembro 2011
17 Novembro 2011
Que feriados eliminar?
A votação está aberta:
a) 25 de Abril e 05 de Outubro 1910
b) 25 de Abril, 01 de Maio e 05 Outubro 1910
c) 25 de Abril, criando-se 25 de Novembro
d) 05 de Outubro 1910, criando-se 05 de Outubro de 1143
e) 25 de Abril e 05 Outubro 1910, criando-se 25 Novembro e 05 Outubro 1143
f) Todos
g) Todos os civis
h) Todos os religiosos
i) Nenhuns
j) Nenhuns, criando-se 25 de Novembro
k) Outros
l) É pá, o Otelo decide pois a batalha da produção e o Campo Pequeno são já ali
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a) 25 de Abril e 05 de Outubro 1910
b) 25 de Abril, 01 de Maio e 05 Outubro 1910
c) 25 de Abril, criando-se 25 de Novembro
d) 05 de Outubro 1910, criando-se 05 de Outubro de 1143
e) 25 de Abril e 05 Outubro 1910, criando-se 25 Novembro e 05 Outubro 1143
f) Todos
g) Todos os civis
h) Todos os religiosos
i) Nenhuns
j) Nenhuns, criando-se 25 de Novembro
k) Outros
l) É pá, o Otelo decide pois a batalha da produção e o Campo Pequeno são já ali
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16 Novembro 2011
Da Autonomia da RTP-Açores
Lei n.º 32/2003
de 22 de Agosto
Lei da Televisão
"(...) Artigo 50.º
...
3 - O capital da sociedade referida no n.º 1 será maioritariamente detido pela respectiva Região
autónoma e pela Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, S. A., podendo nela participar outras
entidades públicas ou privadas.(...)"
de 22 de Agosto
Lei da Televisão
"(...) Artigo 50.º
...
3 - O capital da sociedade referida no n.º 1 será maioritariamente detido pela respectiva Região
autónoma e pela Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, S. A., podendo nela participar outras
entidades públicas ou privadas.(...)"
Foram divulgadas as conclusões do grupo de trabalho liderado por João Duque, relativamente ao futuro do serviço público de televisão e rádio em Portugal. Das várias recomendações, interessa-nos as que se referem aos Açores, que vêm emparelhadas com a Madeira, já num claro sinal de centralismo, naquela já conhecida mania de meter tudo no mesmo saco. Diz então o relatório que os dois centros já cumpriram a sua missão histórica de afirmação das autonomias e de ligação entre si e ao Continente. Afirma, no entanto, que essa missão está acabada, uma vez que existe a tendência para os poderes políticos das regiões tornarem cativos os canais.
Em português corrente, o grupo de trabalho, entre uma condescendente palmadinha nas costas, diz que a RTP-Açores é para fechar, porque já não faz sentido a sua existência e porque é alvo de instrumentalização por parte do governo regional.
Só quem não conhece a nossa realidade arquipelágica é que pode afirmar que o papel da RTP-Açores está acabado. Obviamente que não está. O serviço público de televisão nos Açores tem ainda um papel fundamental a desempenhar no nosso desenvolvimento. Aliás, tal como a nossa Autonomia, a RTP-Açores está agora no começo. Durante anos Lisboa impediu-nos de construir e de cimentar a nossa unidade açoriana, sempre numa lógica de dividir para reinar e assente numa política de aperto económico. Com o advento da Autonomia os Açorianos finalmente uniram-se em redor dum projecto comum. Neste contexto, e porque a Autonomia jamais estará acabada, a RTP-Açores continua a ser essencial.
No entanto, apesar da RTP-Açores ter ajudado a construir a Autonomia, não é, ela própria, autónoma, nem, tão pouco, faz parte do pacote que constitui a Autonomia. Porque ser-se autónomo é ter-se a capacidade de decidir e gerir sobre aquilo que nos diz respeito, como melhor entendermos. E como agora se vê, os açorianos estão arredados do processo de decisão sobre o futuro da sua televisão. E isso acontece por uma simples razão: não somos nós, Açorianos, através do nosso governo próprio, que financiamos a RTP-Açores. Se queremos decidir como será o serviço público regional de televisão, temos que assegurar, também, o seu financiamento. E neste contexto não podemos deixar de apontar alguma incoerências graves ao governo regional que, aliás, contribuíram e muito para que se tivesse chegado a esta situação.
O governo regional socialista, talvez numa lógica de luta partidária, recusa-se a entrar no financiamento da RTP-Açores, permitindo este triste processo de empobrecimento a que aquela instituição tem sido votada. No entanto, o governo regional já deu um financiamento de 450 mil euros à RTP-Açores para fazer face aos cortes de Lisboa. Mas é preciso mais. Ora, para um governo que gasta milhões diariamente, em coisas que não têm nenhum retorno para os Açores, como um site na internet que custou já mais de um milhão de euros, seria aceitável investir mais na nossa televisão regional, que nos presta um serviço essencial. Além disso, o próprio César já disse que é favor que o governo regional intervenha em empresas privadas para salvaguardar os respectivos postos de trabalho. Se o governo interveio, por exemplo na conserveira Santa Catarina com mais de 30 milhões de euros, porque não fazer o mesmo na RTP-Açores, garantindo, por um lado, os postos de trabalho que são fundamentais ao seu funcionamento e, por outro, a manutenção dum serviço que é indispensável para os Açorianos?
O serviço de televisão nos Açores é capital para a nossa região. O seu futuro deve passar, porém, por uma grande reestruturação a todos os níveis. Desde o espaço físico, que já deveria estar todo centralizado no actual edifício da rádio em Ponta Delgada, até aos equipamentos que são obsoletos e desactualizados pesando na factura final do serviço, passando, evidentemente, por uma redefinição dos recursos humanos, numa lógica de se assegurar uma correcta relação vencimento/produtividade, tudo isto com o objectivo final de termos um serviço público de televisão e rádio eficaz e ajustado à nossa realidade. Em relação ao financiamento, a nova RTP-Açores deverá ser detida maioritariamente pelo governo regional, mas com possibilidade de participação de outras entidades publicas ou privadas regionais. Deve ser financeiramente autónoma e independente para não estar à mercê das tendências controleiras de quem estiver no poder.
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Autonomia,
Açores 2012,
RTP-Açores
15 Novembro 2011
Declaração de não voto
Eu, abaixo assinado, estando na posse de todas as minhas faculdades mentais, e para conhecimento público, declaro de livre vontade que não votarei no partido político dirigido pelo senhor Carlos César, e do qual será cabeça-de-lista Vasco Cordeiro, nas eleições regionais a realizar em Outubro de 2012.
Assim sendo, solicito aos meus "amigos" socialistas no Facebook e aos meus amigos socialistas que também são meus "amigos" no Facebook que se abstenham de associar o meu nome a uma qualquer lista de apoio ao indigitado supra identificado.
Saudações democráticas
Assim sendo, solicito aos meus "amigos" socialistas no Facebook e aos meus amigos socialistas que também são meus "amigos" no Facebook que se abstenham de associar o meu nome a uma qualquer lista de apoio ao indigitado supra identificado.
Saudações democráticas
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14 Novembro 2011
13 Novembro 2011
08 Novembro 2011
Para onde vão os subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos açorianos»
A ruinosa governação de Sócrates, levou o novo governo de Pedro Passos Coelho a tomar medidas extremas para salvar o país da bancarrota. Entre muitas medidas, destacam-se o generalizado aumento de impostos e a retenção do 13º e 14º mês dos funcionários públicos. Como já se sabe, esta é uma medida muito dura que vai ter efeitos altamente recessivos na economia do país, pois o consumo vai inevitavelmente baixar consideravelmente, com as empresas a sofrerem baixas graves nas suas contas. O efeito em cascata continua, acabando num aumento do desemprego e todos os problemas sociais que daí advêm. É este o preço que Portugal continental terá que pagar por anos de governação irresponsável. Temos que o aceitar como um mal necessário.
Mas nos Açores a situação não tem que ser necessariamente a mesma. É que os ordenados da função pública açoriana são pagos pelo Orçamento da região. Assim, se o governo regional entender cortar os subsídios de férias e Natal aos funcionários públicos açorianos, esse dinheiro não irá para o tal esforço nacional, razão única pela qual se vão retirar os subsídios. Não, no caso dos açorianos, os seus subsídios irão direitinhos para os cofres do governo de Carlos César. É verdade que para 2012, Lisboa vai cortar cerca de 15 milhões de euros nas transferências para os Açores, no âmbito da Lei de Finanças Regionais. Mas, segundo os valores oficiais, a retenção de dois subsídios de todos os funcionários públicos açorianos representa qualquer coisa como 42 milhões de euros. Ou seja, o governo de César perde 15 para o esforço nacional mas ganha 42 milhões saídos directamente dos bolsos dos funcionários públicos açorianos.
Além disso, o governo regional dos Açores vai também ver os seus cofres engordar e muito com os aumentos de impostos. Como sabemos todos os impostos colectados aqui nos Açores ficam aqui, no âmbito da nossa Autonomia. Serão vários milhões a saírem dos bolsos dos açorianos para o governo regional.
Carlos César e o Secretário da Economia Vasco Cordeiro devem estar a esfregar as mãos de contentes com entrada de todo esse dinheiro, ainda por cima nem tiveram que tomar as medidas duras. É só lucro. Claro que vão utilizar essas verbas extraordinárias em eleitoralismo com vista às regionais de 2012. Aliás, o próprio César já disse que governo vai usar esse dinheiro extra “para consolidar as contas da região, ajudar empresas e as famílias mais carenciadas”. Mas se traduzirmos isso para a realidade temos que:
• consolidar as contas da região significa permitir que as mega endividadas empresas públicas sobrevivam pelo menos até depois de 2012
• ajudar as empresas significa fazer mais obra de cimento e betão de utilidade duvidosa, para aparecer na tv a cortar a fitinha, utilizando para o efeito as empresas do costume que ganham sempre misteriosamente todos os ajustes directos e concursos públicos
• e ajudar as famílias mais carenciadas significa que se vai conseguir manter as prestações sociais, como o RSI e subsídio de desemprego também até 2012.
Ou seja, como sempre, o importante é manter as aparências até às eleições e depois, há-de se ver. É a escola de Sócrates, no seu pior, sem tirar nem pôr.
Ora, não seria muito mais produtivo e positivo para a sociedade se o governo regional deixasse algum desse dinheiro com as pessoas, com as famílias? Em vez de encaixar os 42 milhões dos dois subsídios, não poderia, talvez, reter apenas um dos subsídios e deixar o outro para as pessoas? É que retendo um, o governo regional já encaixaria 21 milhões de euros, que chegaria e sobrava para cobrir o corte de 15 milhões que Lisboa impôs. Assim, sempre se minimizariam os tais efeitos recessivos em cascata que já sabemos irão acontecer no continente. Mas obviamente não se espera que um governo como o de Carlos César e de Vasco Cordeiro faça uma coisa dessas. Para esses políticos do passado, que têm a escola de quererem o poder todo para si e que gostam é de terem as populações a andarem atrás deles a mendigar, sejam as empresas a pedirem trabalho, sejam as pessoas a pedirem apoios, para esses políticos a tentação de ficar com esse encaixe extra é demasiada para ser ignorada.
Se os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos açorianos não vão entrar no esforço nacional de salvação do país, então que se chegue aqui a uma solução de compromisso. Que não seja o governo regional a ser sempre o elemento central de toda a economia. Esta sovietização da sociedade açoriana já basta. Temos um governo omnipresente e omnipotente que castra qualquer possibilidade de empreendedorismo privado. Que haja coragem política e se deixe serem as pessoas e as empresas privadas a gerarem riqueza e a dinamizarem a economia e a sociedade.
Mas nos Açores a situação não tem que ser necessariamente a mesma. É que os ordenados da função pública açoriana são pagos pelo Orçamento da região. Assim, se o governo regional entender cortar os subsídios de férias e Natal aos funcionários públicos açorianos, esse dinheiro não irá para o tal esforço nacional, razão única pela qual se vão retirar os subsídios. Não, no caso dos açorianos, os seus subsídios irão direitinhos para os cofres do governo de Carlos César. É verdade que para 2012, Lisboa vai cortar cerca de 15 milhões de euros nas transferências para os Açores, no âmbito da Lei de Finanças Regionais. Mas, segundo os valores oficiais, a retenção de dois subsídios de todos os funcionários públicos açorianos representa qualquer coisa como 42 milhões de euros. Ou seja, o governo de César perde 15 para o esforço nacional mas ganha 42 milhões saídos directamente dos bolsos dos funcionários públicos açorianos.
Além disso, o governo regional dos Açores vai também ver os seus cofres engordar e muito com os aumentos de impostos. Como sabemos todos os impostos colectados aqui nos Açores ficam aqui, no âmbito da nossa Autonomia. Serão vários milhões a saírem dos bolsos dos açorianos para o governo regional.
Carlos César e o Secretário da Economia Vasco Cordeiro devem estar a esfregar as mãos de contentes com entrada de todo esse dinheiro, ainda por cima nem tiveram que tomar as medidas duras. É só lucro. Claro que vão utilizar essas verbas extraordinárias em eleitoralismo com vista às regionais de 2012. Aliás, o próprio César já disse que governo vai usar esse dinheiro extra “para consolidar as contas da região, ajudar empresas e as famílias mais carenciadas”. Mas se traduzirmos isso para a realidade temos que:
• consolidar as contas da região significa permitir que as mega endividadas empresas públicas sobrevivam pelo menos até depois de 2012
• ajudar as empresas significa fazer mais obra de cimento e betão de utilidade duvidosa, para aparecer na tv a cortar a fitinha, utilizando para o efeito as empresas do costume que ganham sempre misteriosamente todos os ajustes directos e concursos públicos
• e ajudar as famílias mais carenciadas significa que se vai conseguir manter as prestações sociais, como o RSI e subsídio de desemprego também até 2012.
Ou seja, como sempre, o importante é manter as aparências até às eleições e depois, há-de se ver. É a escola de Sócrates, no seu pior, sem tirar nem pôr.
Ora, não seria muito mais produtivo e positivo para a sociedade se o governo regional deixasse algum desse dinheiro com as pessoas, com as famílias? Em vez de encaixar os 42 milhões dos dois subsídios, não poderia, talvez, reter apenas um dos subsídios e deixar o outro para as pessoas? É que retendo um, o governo regional já encaixaria 21 milhões de euros, que chegaria e sobrava para cobrir o corte de 15 milhões que Lisboa impôs. Assim, sempre se minimizariam os tais efeitos recessivos em cascata que já sabemos irão acontecer no continente. Mas obviamente não se espera que um governo como o de Carlos César e de Vasco Cordeiro faça uma coisa dessas. Para esses políticos do passado, que têm a escola de quererem o poder todo para si e que gostam é de terem as populações a andarem atrás deles a mendigar, sejam as empresas a pedirem trabalho, sejam as pessoas a pedirem apoios, para esses políticos a tentação de ficar com esse encaixe extra é demasiada para ser ignorada.
Se os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos açorianos não vão entrar no esforço nacional de salvação do país, então que se chegue aqui a uma solução de compromisso. Que não seja o governo regional a ser sempre o elemento central de toda a economia. Esta sovietização da sociedade açoriana já basta. Temos um governo omnipresente e omnipotente que castra qualquer possibilidade de empreendedorismo privado. Que haja coragem política e se deixe serem as pessoas e as empresas privadas a gerarem riqueza e a dinamizarem a economia e a sociedade.
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Açores 2012
07 Novembro 2011
06 Novembro 2011
02 Novembro 2011
Será a SATA o lobo mau?
Estes são os preços praticados pela SATA quando há concorrência (a preto, comparada com outra companhia aérea, a vermelho) ou quando se trata de pôr os açorianos no "ar" (a verde), abstendo-me, neste particular, de qualificar o tipo de mercado. Sintomático, não é?P.S. - Imagem "roubada" ao Jorge Almada Macedo
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30 Outubro 2011
Era uma vez...
as mil e uma visões da história do Capuchinho Vermelho:
TELEJORNAL - RTP1
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a actuação de um caçador evitou a tragédia"
JORNAL DA NOITE - SIC
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz! O Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"
JORNAL NACIONAL - TVI
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma verdadeira lambada na cara da actual governação portuguesa."
Entretanto manifeste a sua opinião e ligue para:707696901 se acha que a culpa é do lobo (0.60€+Iva)707696902 se acha que a culpa é do capuchinho (0.60€+IVA)707696903 se acha que a culpa é do governo (0.60€+IVA)
CORREIO DA MANHÃ
"Governo envolvido no escândalo do Lobo"
JORNAL DE NOTICIAS
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"
MARIA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"
A BOLA
"Lobo será reforço de inverno na Luz"
O JOGO
"Pinto da Costa desmente contactos prévios com o Lobo"
RECORD
"Nem o Lobo assusta os leões !"
LUX
"Na cama com o lobo e a avó"
EXPRESSO
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador".Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentaresdos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foidevorada e depois salva pelo lenhador.
PÚBLICO
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"
O CRIME
"Sangue e tragédia na casa da avozinha"
CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte:Na banheira de hidromassagem,
Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa."
MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte:"Veja o que só o lobo viu"
SOL
"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência no governo Sócrates"
AVANTE
"Capuchinhos vermelhos de todos os países UNI-VOS!"
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a actuação de um caçador evitou a tragédia"
JORNAL DA NOITE - SIC
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz! O Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"
JORNAL NACIONAL - TVI
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma verdadeira lambada na cara da actual governação portuguesa."
Entretanto manifeste a sua opinião e ligue para:707696901 se acha que a culpa é do lobo (0.60€+Iva)707696902 se acha que a culpa é do capuchinho (0.60€+IVA)707696903 se acha que a culpa é do governo (0.60€+IVA)
CORREIO DA MANHÃ
"Governo envolvido no escândalo do Lobo"
JORNAL DE NOTICIAS
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"
MARIA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"
A BOLA
"Lobo será reforço de inverno na Luz"
O JOGO
"Pinto da Costa desmente contactos prévios com o Lobo"
RECORD
"Nem o Lobo assusta os leões !"
LUX
"Na cama com o lobo e a avó"
EXPRESSO
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador".Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentaresdos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foidevorada e depois salva pelo lenhador.
PÚBLICO
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"
O CRIME
"Sangue e tragédia na casa da avozinha"
CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte:Na banheira de hidromassagem,
Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa."
MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte:"Veja o que só o lobo viu"
SOL
"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência no governo Sócrates"
AVANTE
"Capuchinhos vermelhos de todos os países UNI-VOS!"
BOM DIA AÇORES
"Numa altura em que estava sossegado na sua toca, um lobo foi provocado por uma menina, o que o levou a reagir, com alguma violência, em legítima defesa. Já ninguém pode estar sossegado em sua casa porque até aí os os arruaceiros aparecem e ninguém faz nada. Segundo os vizinhos, a polícia só apareceu ao fim de duas horas e não quis tomar conta da ocorrência. Depois, admiram-se que se faça justiça pelas próprias mãos."
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