26 abril 2006

GITMO

A prisão de Guantanamo Bay tem com principal fim a obtenção de informações que possam prevenir futuros ataques terroristas. Aqueles que lá estão presos foram apanhados, de uma forma ou de outra, com ligações a redes terroristas. A questão que se põe é a seguinte: será que as informações recolhidas em GITMO podem ser consideradas fidedignas? Uma vez que, como se sabe, são utilizadas várias técnicas de tortura, será que os presos não irão dar informações falsas para saírem?
Ex-reclusos de GITMO afirmam que lá se praticam torturas como isolamento ao frio e com sons altíssimos, durante dias a fio. Todo o tipo de humilhação: sexual, religiosa, etc, sendo que todas estas técnicas foram aprovadas pelo próprio Rumsfeld e muitas estão em falta com as regras internacionais. Muitos ex-reclusos afirmam também que prestaram falsos testemunhos para saírem. Será que, ainda assim, Guantanamo, é viável, se se conseguir prevenir (nem que seja) um ataque terrorista?

1 comentário:

ezequiel disse...

A meu ver, tocas na questão essencial, que é a seguinte: “Aqueles que lá estão presos foram apanhados, de uma forma ou de outra, com ligações a redes terroristas”. Nenhum deles, tanto quanto sei, foi apanhado a fazer croché! O dilema pode ser entendido assim: muitos deles não cometeram qualquer crime, a não ser associação a redes terroristas. Ou seja, (ainda) não agiram. Não podemos, por isso, afirmar que dispomos de provas concretas de um ACTO criminoso. No entanto, sabemos, infelizmente, que muitas vezes as provas chegam tarde de mais (quando um qualquer hediondo acto de terrorismo já foi praticado). Será que podemos correr o risco de libertar suspeitos “inocentes”? Ou será que devemos presumir que a associação a redes terroristas constitui, per si, uma ofensa que deve ser punida com prisão preventiva? Será que a associação a redes terroristas pode ser considerada algo que indicie “suspeita” ou, mais objectivamente, “prova.” São estas complexidades que fazem do terrorismo um fenómeno difícil de combater com a jurisprudência liberal-democrata (humanista).

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