02 maio 2010

A falta de vergonha continua, senhor Laurentino!

Acreditem ou não, o texto que se segue foi escrito durante o intervalo do jogo em que o Benfica joga só futebol. Eis:

Se fosse pedido, não sairia melhor ao pormenor. Num prenuncio do que será a próxima época, e fazendo lembrar as mentiras dos últimos 25 anos, o apitador de serviço, com a falta de coragem que julgava já, nele, afastada, estabeleceu um critério de interpretação das leis do jogo, chamemos-lhe assim, uniforme: cartão para todos os jogadores do Benfica que fossem nucleares e, se possível, que pudessem ser afastados do próximo jogo, mesmo que, como provam as imagens televisivas, nada tenham feito (Di Maria) ou cometessem faltas normais (Coentrão ou Javi Garcia); perdão para todos os caceteiros da outra equipa (um tal Fucile, aos 17 m., já deveria ter sido expulso) ou distribuidores de insultos (como é possível Meireles chamar FDP ao fiscal de linha e safar-se com um amarelo?!); dois penalties claros por marcar contra a equipa do conselheiro matrimonial mais famoso do país; o treinador e jogadores do Benfica serem agredidos com bolas de golfe (obviamente por aquelas bandas, cumprindo acórdão do CJ, os stewards são mesmo espectadores. Polícias? Nem vê-los!). O Benfica jogou o futebol, a outra equipa marcou.

O condicionamento psicológico causado pelo apitador, fazia com que os jogadores de encarnado se encolhessem e os de azul fingissem morte eminente. Percebo melhor as queixas do Barcelona!

Antes do jogo, mesmo entrando em nossas casas a violência das imagens (até duas mulheres indefesas aqueles energúmenos agrediram), o porta voz da PSP afiançava convicto à SIC que tudo estava tranquilo, que o autocarro do Benfica não tinha sido apedrejado, reafirmando-o quando, coisa inédita (não sei se fará mais reportagens), o jornalista o desmentiu e milhões de portugueses também porque as televisões mostraram uma realidade bem diferente.

Palavras para quê? O autor moral desta guerra entre clubes e adeptos que gera uma violência inusitada é sobejamente conhecido e pavoneia-se impune por esse país fora. Num país sério, sabemos o que já teria sucedido. Nesta república...

Perante tudo o que se passou, o secretário de Estado do Desporto, certamente a preparar já a muito importante visita à África do Sul, virá dizer, na comunicação social, que não se passou nada, que o jogo foi emotivo, viril e bem disputado e que é bom para o futebol português, porque prova a sua competitividade, o campeão ser incerto e ser conhecido na última jornada.

Afinal, tudo está bem quando acaba bem.


Post-scriptum: O que festejavam, com uma alegria bordejante, os adeptos do clube que ficou em 3º lugar no campeonato? Já sei, a vitória, no estádio municipal de Oeiras, contra o poderosíssimo Chaves, apitado por um prémio-carreira, não vá o Diabo tecê-las...
Post-Scriptum 2: Interessante, interessante, depois da arbitragem no jogo com o Guimarães, foi o outro candidato ao título ganhar, mantendo-se ainda com esperança, com um golo irregular. Uma vez mais!

3 comentários:

Anónimo disse...

os adeptos do benfica nunca fariam tal coisa, são tudo gente séria, ora essa!

Anónimo disse...

Domingo até o Sto. Cristo é do Rio Ave!
Este ano é do Braga!

Anónimo disse...

Sr Zé, domingo vai piar baixinho ... ai ai ai. isso não ´assim à toa. vão acabar por ganhar, mas vã gemer até ao fim. Ui. se o Rio Ave ganha... sempre fui do Braga desde pequenino... savrega