Depois de ouvir as fanfarronices dos iluminados irresponsáveis responsáveis pela bancarrota que o país vive, aumentou a minha convicção de que, para fazer compreender aos mansos-tansos aquilo por que irão passar, o OE deveria ter sido chumbado. Mesmo com as consequências que daí adviriam, seria sempre uma libertação das grilhetas da incompetência, do relativismo, da ausência de quaisquer referências que garroteiam mesmo a mais tímida ideia de inovação ou a assumpção da perenidade de valores éticos e morais que sempre nortearam a nossa sociedade e dos quais querem que nos envergonhemos.
Até nisso, estes indivíduos, por acções e omissões, não são confiáveis. O descrédito total que o país vive, nas mais variadas vertentes, das quais a financeira é a que menos me preocupa, aliado ao relativismo que tudo (do lado deles) monstruosamente qualifica como bon chic bon genre, era motivo mais do que suficiente para alguém gritar BASTA!
Foi assim, em tempos idos, com políticos que não temiam dar a cara pelas suas convicções e assumirem as consequências dos seus actos. Hoje dialoga-se, contextualiza-se, consensualiza-se, como se, sem isso, ninguém sobrevivesse. Se há alturas em que a coisa já lá não vai com paliativos ou com a máquina de notas de Alves dos Reis, esta era uma delas!
Hoje, ouvindo-os, ululantes, invectivar quem lhes estendeu, caridosamente, a tábua de salvação, comecei a duvidar se, em certos casos, a eutanásia não será o mal menor.
Por enquanto, vão sobreviver até à putrefacção, mas a que preço para todos nós?