Lido o comunicado do Presidente da República na íntegra
aqui, ficam as seguintes perguntas:- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão Sua Excelência não partilhou as suas preocupações com os Portugueses em devido tempo?
- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão Sua Excelência assistiu passivamente a tão graves manipulações?
- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão hão-de os Portugueses acreditar no primeiro-ministro que reelegeram?
- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, abrindo mesmo um clima de suspeição entre dois órgãos de soberania, porque razão hão-de os Portugueses acreditar na cooperação institucional?
- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão há-de o Presidente da República convidar o primeiro-ministro reeleito a formar governo?
- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, será que, com a sua divulgação prévia, o resultado das eleições teria sido o mesmo?
Afinal, quem venceu as eleições de domingo: a inacção do Presidente da República, a acção das altas personalidades do Governo ou o mérito do partido vencedor?