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15 fevereiro 2010

Boa notícia para Portugal

Falou sempre, quando devia estar calado.
Manteve-se inane, quando devia agir.
Demonstrou à saciedade que não tinha perfil para o exercício do cargo.
Mais, foi o protótipo de como não se deve exercer o cargo.
Finalmente, vai emigrar. Emigração dourada, é certo, com uma reforma dourada, porventura.
Agora, depois dos disparates, que seja nomeado alguém funcionalmente apolítico, mesmo que publicamente político. Como este, por exemplo (mesmo só, por exemplo).

29 setembro 2009

A mensagem do Presidente da República

Lido o comunicado do Presidente da República na íntegra aqui, ficam as seguintes perguntas:


- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão Sua Excelência não partilhou as suas preocupações com os Portugueses em devido tempo?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão Sua Excelência assistiu passivamente a tão graves manipulações?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão hão-de os Portugueses acreditar no primeiro-ministro que reelegeram?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, abrindo mesmo um clima de suspeição entre dois órgãos de soberania, porque razão hão-de os Portugueses acreditar na cooperação institucional?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, porque razão há-de o Presidente da República convidar o primeiro-ministro reeleito a formar governo?

- Se os factos são assim tão graves e mensuráveis, será que, com a sua divulgação prévia, o resultado das eleições teria sido o mesmo?


Afinal, quem venceu as eleições de domingo: a inacção do Presidente da República, a acção das altas personalidades do Governo ou o mérito do partido vencedor?