EU ATÉ VOTEI NO HOMEM
Não posso deixar de achar fantástica a cruzada do senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, para proteger os seus conterrâneos Açorianos do flagelo das medidas de “saque” do Governo da República.
Não posso deixar de achar fantástica a cruzada do senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, para proteger os seus conterrâneos Açorianos do flagelo das medidas de “saque” do Governo da República.
Fico até perplexo com tanto empenho e conduta imperial do César.
É que desconhecia completamente esta sua faceta altruísta e este seu poder manifestamente económico. Aliás, fico até duvidoso se se tratará do mesmo Presidente ou do seu clone. Clonagem que até nem seria nada surpreendente tendo em vista a moda implantada pelos “Líderes” por esse Mundo fora.
Supondo que este seja o verdadeiro Carlos César e que afinal, no segredo mais extraordinariamente preservado, tenha sido descoberto petróleo nas margens dos Açores, não posso deixar de ficar indignado pelo que nunca fez e que afinal podia perfeitamente ter feito, para permitir uma melhor qualidade de vida aos Açorianos.
Desde logo poderia e deveria tomar as seguintes medidas:
1- Criar uma Unidade Oncológica e outras em diferentes áreas de saúde; avençar médicos especialistas, para evitar o duplo sofrimento dos açorianos que têm que ser “repatriados” para o Continente, por falta de meios médicos nos Açores.
2- Comparticipar os produtos lácteos – de que afinal os Açores são produtores – de modo a que na Região, esses bens alimentares aí produzidos não sejam, pasme-se, mais caros do que no Continente. (Vivi 11 anos nos Açores e nunca comi queijo ou leite açoriano, tão baratos como no Continente.)
3- Subsidiar os transportes de mercadorias, para que o custo de vida nos Açores não seja tão elevado, e os açorianos usufruam do direito de pagar o mesmo preço, nas Ilhas, por um artigo semelhante adquirido no Continente.
4- Investir na área da educação em cursos profissionais, que sejam realmente uma resposta credível profissionalmente, e em cursos universitários que tenham “futuro”, para que os alunos não se vejam obrigados a pôr a casa às costas e a debandar para o Continente.
5- Contribuir para a liberalização das rotas aéreas, para que viajar de e para os Açores não esteja sujeito a um preço absurdo, que ultrapassa vertiginosamente muitos dos valores pagos nos diferentes percursos efectuados na Europa.
1- Criar uma Unidade Oncológica e outras em diferentes áreas de saúde; avençar médicos especialistas, para evitar o duplo sofrimento dos açorianos que têm que ser “repatriados” para o Continente, por falta de meios médicos nos Açores.
2- Comparticipar os produtos lácteos – de que afinal os Açores são produtores – de modo a que na Região, esses bens alimentares aí produzidos não sejam, pasme-se, mais caros do que no Continente. (Vivi 11 anos nos Açores e nunca comi queijo ou leite açoriano, tão baratos como no Continente.)
3- Subsidiar os transportes de mercadorias, para que o custo de vida nos Açores não seja tão elevado, e os açorianos usufruam do direito de pagar o mesmo preço, nas Ilhas, por um artigo semelhante adquirido no Continente.
4- Investir na área da educação em cursos profissionais, que sejam realmente uma resposta credível profissionalmente, e em cursos universitários que tenham “futuro”, para que os alunos não se vejam obrigados a pôr a casa às costas e a debandar para o Continente.
5- Contribuir para a liberalização das rotas aéreas, para que viajar de e para os Açores não esteja sujeito a um preço absurdo, que ultrapassa vertiginosamente muitos dos valores pagos nos diferentes percursos efectuados na Europa.
É que desta forma, grande parte dos açorianos está impedida de usufruir da sua vontade genuína de viajar, de conhecer as outras Ilhas do seu Arquipélago e o seu País. (Não nos podemos esquecer de que durante anos houve um Programa Governamental dirigido aos povos escandinavos e que os transportava para os Açores ao preço da chuva.)
Estas são apenas algumas, de muitas outras pequenas medidas que deviam e pelos vistos, dado que há “fundos”, podiam ser implementadas.
Estas são apenas algumas, de muitas outras pequenas medidas que deviam e pelos vistos, dado que há “fundos”, podiam ser implementadas.
Surpreende-me, portanto, tanta polémica a nível institucional e na comunicação social por tão pouco, quando há tanto por fazer pelos Açores.
Por mim, que votei no homem, e por duas vezes, o que verdadeiramente me deixa furibundo é que ele me tenha feito acreditar que os Açores eram um Região periférica e pobre, quando afinal são um Império rico.
Carlos Santos Oliveira
Carlos Santos Oliveira