28 abril 2007

O Amor à Pátria Continua a Matar

O título faz alusão às mais recentes manifestações e desordem pública na Estónia, que tem provocado confrontos com as autoridades e cargas policiais sobre os manifestantes.

A polémica resume-se assim: erigiu-se uma estátua em memória do “Soldado Russo”. As autoridades de Tallim, capital daquele país, que foi em tempos ocupado pela URSS, mandaram retirar a dita estátua e, os cerca de 30% da população Estónia, de origem Russa, logo se sentiram ultrajados, e saíram à rua recordando o heroísmo dos soldados Russo, que defenderam aquela região das invasões Nazis.

Com os confrontos instalados, do lado Russo já há ameaças a sanções económicas e outras, pois consideram esta atitude como uma afronta à memória e bravura do soldado Soviético.

A sombra do domínio Soviético ainda paira sobre os Estónios, e esta tomada de posição por parte de Tallim, pode ser uma bola de neve. Este “definir posições”, pode ser um episódio promovido a conflito diplomático. Aliás, já o é.

Este fervor patriótico já causou, até agora, um morto e vários feridos.

Será justo dizer que o amor à pátria é responsável por esta morte? Acaso seja um Estónio de origem Russa, que se manifestava contra a retirada da estátua e se exprimia pró Russo, a vítima mortal destes confrontos, será correcto recordá-lo como patriota?

2 comentários:

Pedro Lopes disse...

Ligeira correcção ao post:

Afinal a estátua já existia há alguns anos, mas agora as autoridades da Estónia querem mudá-la de local (já a tendo retirado do local onde estava), pois consideram que a referida estátua é um simbolo da ocupação Soviética e, por isso, não merece um lugar de tanto destaque como o que tinha.

Do outro lado estão os cidadãos daquele país de ascendência Russa, e que consideram que a dita estátua representa antes a resistência e barvura ante as investidas do exército Nazi. Daí pensarem que é um desrespeito e uma afronta aos que morreram em combate contra o 3º reich, retirarem o monumento em honra destes, alegando que é simbolo da Ocupação.

É duro quando se vive 50 anos sob o dominio da URSS, e agora, com legitimidade, se quer tomar uma decisão tão simples como esta, mas que, atendendo hà muito recente libertação desse domínio e ocupação, se vê a braços com revoluções internas, com repercursões na vizinha Rússia.

Eu digo; força Estónia, não te deixes abater.

Rui Gamboa disse...

Deve ser algo aterrador, para os estónios e não só, para todos os países que viveram sob o comunismo da URSS, ver estes acontecimentos. Há um grande receio que volte a acontecer, por isso há da parte desses países, um grande interesse em entrar na NATO, que lhes garante, desde logo, a defesa do seu território.