14 junho 2007

Mário Lino tem que sair II


Se esse recuo é de verdade, então Mário Lino tem mesmo que sair.

5 comentários:

jacobino disse...

eu acho que mais grave mesmo era não admitir uma segunda hipótese. mas isto não implica que o ministro não tenha já a decisão tomada; é só para insinuar uma maior abertura

Rui Rebelo Gamboa disse...

Pois, se ele não sai é porque isso tudo não passa de areia para os nossos olhos. Parece que o Governo estuda outras hipoteses e não é teimoso. Porque é como digo, se esse recuo fosse de verdade ele tinha mesmo que sair. Se não sai, é porque o recuo não é de verdade.

Pedro Lopes disse...

Pois, meus caros,

se este "recuo" fosse efectivo, seria uma derrota pessoal e política de Mário Lino.

E a ser assim, a demissão do próprio, apresenta-se como a saída mais digna, para um homem que nunca vislumbrou outra localização para o novo aeroporto de Lisboa, que não a OTA.

Para se manter de cabeça erguida, devia pedir a demissão, e assumir o erro.

Bom, e não esqueçer que Sócrates deve andar mortinho por vê-lo pelas costas.......a piadinha do engº. inscrito na Ordem, deixou moça.

Mas, ao que parece é só um interregno para manter "a boa relação institucional" com o PR...e ganhar Lisboa

Rui Rebelo Gamboa disse...

Pois é Lopes, eu não queria ser tão frontal, mas quer dizer, as coisas estão a acontecer de tal forma, na altura da campanha que não se pode deixar de pensar isso. Mas, a ser assim, mostra que este PS não brinca em serviço. Porque se é verdade que os mais atentos percebem esse processo de intenções, a verdade é que a maioria das pessoas, mergulhadas nos seus atarefados dia-a-dia, só verão um governo cheio de bom-senso que soube recuar e tentar analisar todas as opções. Daqui a 6 meses, Alcochete estará posto de parte, devido a um qualquer "estudo" e a Ota voltará a ser a melhor opção e Sócrates ainda virá dizer "eu não vos disse", só perdemos tempo e dinheiro com isso tudo, mas como viram, nós mesmo sabendo que temos razão, queremos sempre ver todas as opções".

A oposição é que não pode permitir que tal aconteça. E a verdade é que estou a fazer leituras de algo que pode não ser assim. Mas ainda há o factor ANA...

Pedro Lopes disse...

Sim, o "factor" ANA, que ao que parece dá poder de "veto" ao PR em relação á construção do novo aeroporto da OTA.

Se Cavaco não viabilizar a privatização da ANA, o projecto OTA, tal como está delineado, não tem pernas para andar, ou melhor, asas para voar.

Mas, por ora, estão as atenções viradas para a CM Lisboa....