19 agosto 2007

Um Exemplo a Seguir.

A Administração do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, presidida pelo médico Nuno Morujão, decidiu por unanimidade prescindiu de um direito que tinha, enquanto Entidade Pública Empresarial, que conferia a possibilidade aos Administradores dessa Entidades, de adquirirem uma viatura de serviço de valor até 35. 000 euros.

Pois bem, os cinco Administradores dessa Unidade Hospitalar, deliberaram que os 175 mil euros que podiam ser gastos em 5 automóveis, seriam mais bem empregues se gastos em material Hospitalar, no caso, em aparelhos médicos destinados a melhorar as salas de neurocirurgia, dotando-as de melhores condições para profissionais e, consequentemente, para os pacientes.
Esta verba cobriu 25 % do total do custo deste material de cirurgia Hospitalar, orçado em cerca de 700 mil euros, sendo os restantes 75% cobertos ao abrigo do Programa Saúde XXI, financiado no âmbito do III Quadro Comunitário da Apoio.

Este tipo de gestão, a que posso chamar, no mínimo, inteligente e coerente, deve servir de exemplo, pois demonstra bem que as pessoas em questão, mais do que procurar privilégios num cargo de Administração, procuraram solucionar um problema técnico e financeiro, prescindindo da utilização de uma verba para uma rubrica (compra de viatura de serviço), em beneficio de outra que tem claramente mais importância e necessidade para o bom desempenho das funções médicas, afinal o principal objectivo de uma Unidade Hospitalar.

5 comentários:

Rui Gamboa disse...

Uma autêntica raridade.

Pedro Lopes disse...

Ficou em falta um adjectivo, que considero bastante indicado para definir este acto de gestão: "Responsável".

E de facto é, infelizmente, uma raridade. (daí o destaque)

hapc disse...

Pedro Hispano???Matosinhos???isso é neste país??!!

pedro lopes disse...

Caro "hapc",

embora possa não parecer, é de facto um Hospital Público, com estatuto de Entidade Pública Empresarial, e Português.

Anónimo disse...

Oh migo, estes administradores s�o uma incongru�ncia cultural, v� ver bem que devem ser espanh�is, perdoando-me o for�ado trocadilho, ou ser�o eles um artefacto, um trapo, plantado na paisagem, que n�o serve sen�o para distrair do h�bito. E depois, pense bem o mal que uma conduta correcta de algu�m num cargo p�blico, um administrador, pode fazer aos restantes cidad�os, t�o certinhos do que esperar. O espanto, a admira�o, a falta de circula�o sangu�nea que a raiva promove e por fim a apoplexia fatal. N�o, o povo ainda n�o emagreceu o suficiente para ser bem tratado.