07 dezembro 2007

Control


Acabei de ver “Control”, filme de Anton Corbijn, sobre a vida do vocalista dos Joy Division, Ian Curtis.

De um modo geral, gostei. Desde logo porque cada fotograma é uma fotografia excepcional. Anton Corbijn utiliza o preto e branco de forma sublime. Ouvi, algures, Corbijn dizer que a escolha no preto e branco deveu-se ao facto da maioria das fotografias e filmes dos Joy Division que existem serem nesse formato. Mas, a verdade é que Corbijn é um ás nesta matéria e sabe-o bem. Fez aquilo que sabe melhor e fez muito bem.

A acção centra-se mais em Ian Curtis do que nos Joy Division. Era expectável que assim fosse, pois o filme baseia-se num livro escrito pela mulher de Curtis, Deborah. Mas estava com esperança que fosse ao contrário. Queria mais ver o lado musical do homem e não tanto a tragédia que foi a sua vida privada. Aquilo que nos é dado a conhecer é um homem perfeitamente normal, que casou novo, que tem um trabalho comum e que nos tempos livres canta numa banda. No entanto, tem uma doença incurável, que lhe afecta o dia-a-dia e não tem a capacidade de resolver os problemas, quando estes surgem, fruto dos seus próprios actos. São essas experiências que escreve, na forma de músicas e que fazem dele um ser de excepção. O actor que representa Curtis, Sam Riley, merece nota positiva, principalmente nas actuações ao vivo da banda.

É um filme obrigatório para qualquer fã dos Joy Division, por todas as razões. Mas, acima de tudo, porque muitas das letras das músicas passam a fazer outro sentido, o verdadeiro.

5 comentários:

Anónimo disse...

Caro Rui,
Se viste em DVD és capaz de o emprestar ?
JNAS

Rui Gamboa disse...

Eu vi-o em formato divx, ou seja no media player do windows, mas posso o converter para dvd. E claro que sim que posso emprestar. Quando o tiver pronto digo-te, para combinarmos.

Rui Gamboa disse...

Caro JNAS,

O DVD irá ser entregue no teu local de trabalho. Espero que gostes.

Anónimo disse...

Não quero dar trabalho mas agradeço a disponibilidade !
JNAS

SB disse...

vou esta semana a lisboa e conto ver o filme no cinema. com pipocas, claro.