08 dezembro 2007

Isto já não é nada


Abri a página do jornal Record para saber como tinha ficado o FC Porto e vejo outra notícia que (também) me entristece bastante. É que o Rally de Monte Carlo vai deixar o Mundial no ano de 2009. Sou adepto confesso do desporto automóvel, concretamente dos ralis e da F1, mas aos pouco tenho vindo a perder o interesse nos ralis. O campeonato do mundo tem vindo a descaracterizar-se rapidamente ultimamente. Longe vão os lendários anos antes de 1986, quando muitas marcas investiam milhões na modalidade e os carros eram autênticos monstros. Passado esse fatídico ano de ’86, a FIA teve a capacidade de renovar o campeonato em poucos anos e a década de ’90 trouxe-nos grandes espectáculos.

É, curiosamente, com a entrada da Citroën que o campeonato tem vindo a perder aquilo que tinha de melhor, que era a competitividade entre grandes marcas e grandes pilotos. Não gosto do Loeb (tal e qual como não gosto do Alonzo), chateia-me a forma certinha como ele negoceia as curvas; o carro raramente derrapa.

Enfim, como se vê, sou muito emotivo e pouco racional, no que toca a estes assuntos. Não gosto de discorrer sobre as razões porque os ralis estão a perder a sua magia, mas quando vejo uma noticia como esta, tudo torna-se mais claro.

5 comentários:

H. Blayer disse...

Para quem seguiu a carreira dos Audi 4, dos Lancia 037 e Delta S4, dos Peugeot 205 T16, para quem ainda se lembra dos Ford RS 2000, dos Fiat 131 Abarth, ou assistiu com expectativa à chegada dos MGMetro 6R4 e dos Ford RS200, numa altura em que conduzir era uma arte do caraças, onde era preciso ter mão e pés "eléctricos" para controlar bestas com mais de 600 CV, a fazer troços de 40 ou 50 Kms, realmente, os rallyes hoje são fracos. Tal como a F1: demasiado dependente da electrónica e informática e pouco dependente dos pilotos. Há excelentes pilotos no WRC, excelentes carros, mas a emoção não é, de forma alguma, a mesma. Hoje fala-se de frieza ao volante. O espectáculo, esse, é muito mais pobre.

Rui Gamboa disse...

E mais, rallys com 4 dias de prova, sendo que um deles era pela noite dentro. Mesmo a nossa Volta à Ilha, tinha troços de noite, que se tranformavam em verdadeiras romarias.

Compreende-se as preocupações com a segurança, mas que o preço não seja o fim dos rallys, tal qual nós os conhecemos outrora. É que, com franqueza, todas as alterações que se fazem, são para pior, como a mudança do rally de Portugal, para o Algarve. Acabaram-se aqueles grandes troços de Fafe, de Arganil, para já não falar em Sintra, porque já não pode haver rallis de terra e asfalto, há muito tempo.

Esperam-se melhores dias. As direcções irão mudar e chegarão pessoas com dois dedos de testa, que consigam conciliar segurança e espectáculo.

Rui Gamboa disse...

O Ford rs200, segundo dizem as crónicas, tinha todas as condições para ser um carro ganhador em '87. Não digo em '86, porque foi o ano da estreia. Já o Metro, apesar de ter um grande som e um aspecto assustador, não parecia ter grandes condições. Penso que o melhor resultado do Metro foi um 6º lugar, pelo actual chefe da Ford, Malcolm Wilson.

Anónimo disse...

que saudades do quattro e do peugeot 205 wrc

Anónimo disse...

As quatros etapas no próximo Monte Carlo e a possibilidade já em 2008 de haver ralis mistos levam a crer que os senhores da FIA estão a começar a correr atrás do prejuizo...
Acabem de vez com a electrónica e com os ralis "enlatados" e o espectáculo puro e duro irá regressar em força!