18 novembro 2008

A Super Igreja do Lajedo

Maria Cabral escreve um artigo de opinião no Açoriano Oriental sobre um assunto que há algum tempo também a mim faz alguma impressão: a enorme igreja que está a ser construída no Lajedo. A autora parece estar claramente à vontade sobre este assunto, pois sabe que o terreno onde está a sendo feita a igreja fazia parte de uma expropriação que o Governo regional fez para construção de um bairro social. Cresceu uma parcela que em vez de ter sido restituída aos antigos donos, foi doada à igreja.

Até não haveria motivo para grande alarido se a igreja a ser construída tivesse dimensões à medida das necessidades daquela paróquia. Segundo M. Cabral, normalmente assistem às missas no Lajedo, na actual capela, 50 a 60 pessoas, a nova igreja terá a capacidade de receber 400.

Num terreno daquelas dimensões, naquela zona da cidade de Ponta Delgada e com o investimento que está a ser ali realizado com a igreja, facilmente se conseguiria construir outra infra-estrutura como uma creche, um centro de actividades, um lar de idosos, etc. a par de uma igreja de dimensões normais.

9 comentários:

Anónimo disse...

O Projecto foi doado pelo Arq. Luis Francisco Gomes de Menezes e será de qualidade como todos os trabalhos que este jovem arquitecto tem discretamente edificado. Sem alaridos e parangonas de génios da arquitectura que ganham prémios internacionais para obras que nunca vão sair do papel pois não são exequiveis.
JNAS

CAVP disse...

A questão não é o trabalho ter qualidade ou não ter, o arquitecto ser bom ou querer mostrar que o é.

A questão, a existir, é a doação a uma igreja de um terreno adquirido com dinheiros públicos.

Também não concordo contigo Rui na questão da dimensão. Concordo sim quando referes as alternativas.

Se, como entendi, o terreno foi doado pelo governo a uma igreja (seja ela qual for), é deveras condenável. Poderia ser usado para as alternativas que referes.

Já separamos a Igreja do Estado, se bem que às vezes não parece...

Rui Gamboa disse...

JN, não sei, porque não conheço o projecto, se a igreja vai ser ou não agradável à vista, se vai ser ou não um projecto arquitectónico de qualidade, até porque não tenho conhecimento técnico para fazer um julgamento dessa natureza. O que posso dizer é 1) as dimensões são manifestamente exageradas e 2) com €1.5 milhões de dinheiro de contribuintes, mais um terreno doado, mais um projecto doado por um arquitecto com créditos firmados, estavam reunidas todas as condiçõe para criar algo muito mais útil à sociedade.

CAPV,

As dimensões parecem-me ser verdadeiramente exageradas por dois motivos. O primeiro porque neste momento, em que se está ainda na fase de construção, parece-me ser apenas um grande monte de cimento e betão, porém, admtio que quando estiver pronta possa até ficar bem enquadrada (ainda não sei o que aconteceu às palmeiras que ali existiam) Segundo, o numero de pessoas que se espera virem a usufruir daquela estrutura.

E eu sou católico praticante, imagine-se quem não é. Não vão ficar nda contentes por saberem que o seu dinheiro está ali.

Enfim, opções...

Francisco Costa disse...

Eu espero que aquela obra seja mais do que uma igreja. Espero que, para além do templo em si, tenha outras valências, nomeadamente salas de catequese, salão paroquial para encontros e até mesmo estrutura para suportar uma creche ou ATL (actividades de tempos livres).
Hoje em dia quando se constrói uma igreja penso que devem ser pensadas um série de estruturas que apoiem a igreja e aproximem as pessoas.
Se não for este o caso então estamos perante um desperdício de dinheiro.

pedro lopes disse...

Rui, tens a certeza que esta Igreja vai ser construída com dinheiros públicos? Não serão amtes, da Diocese dos Açores?

Eu, à tua semelhança, Rui, também não conheço o projecto desta nova Igreja, por isso desconheço que "valências" terá. Mas uma coisa parece-me evidente; é um cubo de betão, de grandes dimensões e (quase) sem aberturas (janelas).

Quanto às Palmeiras; ainda bem que houve bom senso, pois elas continuam no local.

Rui Gamboa disse...

Pedro, eu usei a informação do artigo de M. Cabral, tal como escrevi no post. E nesse artigo diz que o dinheiro é público.

De resto, não tenho mais nenhuma fonte de informação sobre o assunto.

Anónimo disse...

"O Projecto foi doado pelo Arq. Luis Francisco Gomes de Menezes e será de qualidade como todos os trabalhos que este jovem arquitecto tem discretamente edificado"

HAHAHAHHAHAHA... Ó Luis Francisco... só mesmo tu para escreveres um comentário destes sobre ti mesmo... sim... poruqe se não fores tu...ninguem o faz...

Anónimo disse...

Sim só pode ter sido o Luis Francisco a auto-elogiar-se, porque se a obra dele não é alguma coisa é precisamente discreta. Se alguem tem duvidas que repare no HOtel Casino, um monstro que enterrou a antiga Calheta!!!!!

Anónimo disse...

Parece que a nódoa do Hotel Casino vai ser demolido. ALELUIA. Quem desenhou, e autorizou aquele caixotão não devia jogar com os trunfos todos.