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10 dezembro 2009

*Sabe Bem Ter Vizinhos Destes - Candilhes

O Jordão é assim, tem momentos que roçam a genialidade. Este é capaz de ser um dos melhores posts que já li em toda a blogosfera. Está bem construído, tem humor e, acima de tudo, acerta em cheio.

Grande Jordão, Parabéns!

*O título é do Candilhes.

07 fevereiro 2009

Pequenas Contradições

Numa conferência pública (mas pouco) sobre terrorismo internacional, organizada pelo MP Paulo Casaca e com a presença de uma representante da Embaixadora da União Indiana em Portugal e do meu estimadíssimo Professor Luís Andrade, discutia-se as origens daquele problema, as suas implicações, formas de combate, etc.

Entre traduções próprias da Conferência de Berlim, sai uma questão/afirmação de uma deputada à ALRA que, por estar à minha frente, não pude identificar, uma vez que só lhe via a nuca. Dentro do espírito humanista que certa esquerda gosta tanto de apregoar, a questão/afirmação explicava que as origens do terrorismo no sub-continente indiano poderiam estar directamente ligadas ao modelo ocidental democrático que foi para aquela zona importado. Ora, analisando a questão num âmbito geográfico mais largo do que a União Indiana, poder-se-á discutir se o modelo anterior daria ou não azo a actos terroristas, mas certo é que era um modelo onde, por definição, os cidadãos (se é que se pode chamar isso) não eram todos iguais perante a Lei e onde o conceito de Liberdade era necessariamente diferente do actual.

18 dezembro 2008

Falta de influência - Falta de segurança

Num cantinho do Açoriano Oriental de hoje, sob o tema "breves", vem uma notícia deveras preocupante, assustadora e reveladora do sentimento de impunidade que se vai apoderando das crescentes hordas de criminosos que vão fazendo dos Açores, mais particularmente, de São Miguel o seu território: "Dois agentes da PSP agredidos no Nordeste". A estória em si não é relevante, o importante é que, por um lado, não se trata de um caso isolado e, por outro lado, coloca a nú o problema da escassez de meios com que as polícias em São Miguel têm que viver.

Tanto jeito daria ter influência real junto do partido que está no Governo nacional para tratar de assuntos que tocam verdadeiramente as vidas dos açorianos.

16 dezembro 2008

Portas do Mar. Que Turismo para os Açores?

Foto "roubada" ao Fiat Lux.

O prémio que a obra das Portas do Mar recebeu serve de motivo para fazer uma pequena reflexão sobre o estado do turismo em São Miguel e nos Açores.

Como já foi amplamente dito, as Portas do Mar foi uma obra avultada. Decidiu-se investir muitos milhões no turismo de cruzeiros, o que, à primeira vista, é uma boa opção, pois os Açores estão no meio do Atlântico e podem ser facilmente incluídos em várias linhas existentes.

Há alguns pontos porém que queria explorar. É sabido que os pacotes de cruzeiros trazem tudo incluído, sendo por isso compreensível que os turistas de cruzeiros prefiram comer a bordo, saindo apenas para comprar alguma lembrança ou alguma compra de supermercado. Por outro lado, regra geral, o turista de cruzeiro é abastado, sendo também expectável que gaste algum dinheiro quando visita Ponta Delgada. Com isto quero dizer que a aposta no turismo de cruzeiro acarreta algum risco, mas tem condições para gerar alguma riqueza.

Parece-me, no entanto, que não se está a aproveitar os nossos recursos. A pergunta que deve ser colocada é: que temos nós que nos difere dos outros destinos turísticos? Quais são as nossas principais atracções turísticas? A resposta é evidente: a Natureza. Cada uma das nossas ilhas é diferente, cada uma tem pontos de beleza natural únicos no mundo e portanto é aí que se deve investir. Ora, um turista de cruzeiros não tem, de forma alguma, tempo para visitar e apreciar essa beleza natural. Pela simples razão que um cruzeiro fica apenas umas horas em cada destino. E a verdade é que a nossa beleza natural exige tempo, exige calma, exige paz de espírito. E por esse mundo fora são locais como estes que são cada vez mais procurados, por serem cada vez menos, porque se distinguem dos outros, porque são locais onde se pode verdadeiramente retemperar forças.

Desta forma e ressalvando que esta é apenas a opinião de um observador, que não tem qualquer formação na área de turismo, parece-me que o investimento deve ser feito principalmente em três vertentes. Desde logo, preços de passagens aéreas competitivos, que permitam aos Açores colocarem-se definitivamente como uma opção para muitos e preços de passagens inter-ilhas, seja de barco, seja de avião. Muitas vezes ouvi europeus de diversas origens dizerem que sim, que os Açores parecem ser fantásticos, mas por aquele preço visitam três ou quatro países. Neste ponto, que acaba por tocar também directamente aos açorianos, torna-se necessário investir na tal relação com a EU, mas isso é outra conversa. Depois, promoção como sendo esse destino de local de paz, onde há tempo, onde se pode até meditar, fazer passar essa mensagem de forma convidativa é essencial. E finalmente as condições, onde os grandes hotéis não parecem ser a melhor opção, mas sim com locais característicos com contacto humano, conjugado com serviço de excelência e apoiado por várias opções de actividades (trilhos, passeios de barco, etc.)

Dito isto, convém esclarecer que me parece que as Portas do Mar são uma obra bonita que embelezou Ponta Delgada e que o investimento estando feito é essencial agora rentabiliza-lo.

18 novembro 2008

A Super Igreja do Lajedo

Maria Cabral escreve um artigo de opinião no Açoriano Oriental sobre um assunto que há algum tempo também a mim faz alguma impressão: a enorme igreja que está a ser construída no Lajedo. A autora parece estar claramente à vontade sobre este assunto, pois sabe que o terreno onde está a sendo feita a igreja fazia parte de uma expropriação que o Governo regional fez para construção de um bairro social. Cresceu uma parcela que em vez de ter sido restituída aos antigos donos, foi doada à igreja.

Até não haveria motivo para grande alarido se a igreja a ser construída tivesse dimensões à medida das necessidades daquela paróquia. Segundo M. Cabral, normalmente assistem às missas no Lajedo, na actual capela, 50 a 60 pessoas, a nova igreja terá a capacidade de receber 400.

Num terreno daquelas dimensões, naquela zona da cidade de Ponta Delgada e com o investimento que está a ser ali realizado com a igreja, facilmente se conseguiria construir outra infra-estrutura como uma creche, um centro de actividades, um lar de idosos, etc. a par de uma igreja de dimensões normais.

30 julho 2008

Letargia


Quando estamos longe da nossa terra, da nossa casa, há que encontrar formas de nos aproximarmos quando aquele sentimento de saudade aperta. Uma das melhores maneiras (além, evidentemente, de falar com a família e amigos via o fantástico Skype) é através da blogosfera açoreana.

O que é certo é que há uma certa diminuição da intensidade das discussões, relativamente ao que se fazia, por exemplo, há uns dois, três, quatro anos atrás, onde se discutiam assuntos de actualidade regional, nacional e internacional, com frontalidade e sem o peso dos partidos políticos em cima de cada frase (havia e há uma excepção), hoje o que se nota é que as discussões já nem ocorrem.

Parece, em muitos casos, que há um elefante na sala que nós não queremos ver. Isto acontece, a meu ver, porque estamos perto das eleições regionais, por um lado, mas por outro, porque há uma clara letargia no povo açoreano, como disse o Nuno Barata no Agente Provocador. Ele próprio, no seu Foguetabraze, revela casos que em condições normais teriam que acarretar demissões, mas o que se nota é que as pessoas, os eleitores, não se interessam, pois parece que já se conformaram com o facto que esta história vai acabar com a vitória do PS e por isso não merece a pena lutar, mostar desagrado e até indignação.

Mas terá de ser assim mesmo? Sinceramente, acho que não, acho que há ainda espaço para discutirmos os assuntos que quisermos sem estarmos presos a esse futuro que se diz certo, até porque este não tem, obrigatoriamente, de acontecer. Já passamos os 30 anos de Democracia e já era altura de demonstrarmos alguma maturidade e este espaço virtual que são os blogues deu grandes passos nessa direcção, pena é que a letargia esteja a alastrar também aqui. O facto de no começo este ter sido um espaço de poucos, elitista até, poderá ter ajudado para o ambiente de boas discussões. Porém, nem tudo é mau, a blogosfera açoreana está a crescer, surgindo uma nova vaga de blogues com ideias e com trabalho.

10 fevereiro 2008

Assim não

Num artigo de opinião no Expresso das Nove, Armando Medeiros explica como foi afastado da Escola Profissional onde leccionava.

Eu fui aluno de Armando Medeiros. É daqueles professores de que não se gosta na altura, mas que mais tarde se aprende a dar o devido valor. Aprendi muito com ele e ficar-me-á na memória para sempre, coisa que não posso dizer da grande maioria dos professores que tive.

Mas este artigo demonstra o caminho que a Educação está a tomar. O facilitismo que impera não se coaduna com pessoas como Armando Medeiros, que é um professor à moda antiga que espera que se lhe reconheça autoridade dentro da sala de aula. Fica também a ideia que as Escolas Profissionais não estão a funcionar da forma que se espera.

O prof. Armando Medeiros não precisa, mas estou solidário com ele.

09 fevereiro 2008

Voos CIA



É incompreensivel o alarido em torno desta questão. A base das Lajes está cedida aos americanos e os açorianos não têm como investigar todos os aviões que por lá passam. Talvez Carlos César pudesse ter "fugido" à questão, mas uma vez que decidiu responder, não há outra forma de encarar o problema; não há provas concretas que o transporte tenha acontecido, mas perante todas as interrogações que se têm levantado sobre o assunto, se de facto há prisioneiros em Guantanamo provenientes de Leste, há uma grande probabilidade de terem parado nos Açores.

A prisão de Guantanamo é um mal necessário, na luta global contra o terrorismo. A forma com tem sido gerida, é que deve ser alvo de reestruturação. A tortura leva a desinformação e atrasa as investigações na guerra que está a ser travada. Se há provas que um individuo está envolvido numa organização que tem como objectivo realizar ataques terroristas contra civis, então deve ser encaminhado para uma prisão com condições especiais. Se isso implica ter que passar nos Açores para abastecer, que seja.

11 janeiro 2008

Bicudo em Directo

O jornal Terra Nostra publica hoje uma entrevista longuíssima com o Director da RTP-Açores, Pedro Bicudo. Penso que vale a pena deixar algumas passagens, até porque o Terra Nostra ainda não chega (infelizmente) a muitos leitores.
- "havia uma gestão pouco rigorosa (...) uma gestão de mãos largas"
- "eu cortei muita cabeça (...) ficámos com sangue espalhado"
- "houve uma fase delicada, em que as pessoas entraram em choque"
- "havia excessivas benesses públicas a quem era gestor (...) havia gastos excessivos ao nível de combustíveis e utilização de eletricidade"
- "acredito (no sucesso do jornalismo de investigação nos Açores) e estamos a apostar nele, asm é difícil porque a proximidade é demasiada. E as instituições são preponderantes em relação aos cidadãos (...) é muito difícil um jornalista enfrentar no dia seguinte as pessoas tocadas nos seus interesses primordiais"
- "o grande objectivo (da RTP e RDP Açores) é dar poder aos cidadãos, é ser 'fermento' de democracia nos Açores. A democracia funciona alimentada também pelos jornalistas"
- "eu ficaria muito contente se todos os partidos estivessem contra o que estamos a fazer, teria sérias hesitações se tivermos alguns partidos contra e outros a favor. Isto significaria que não estamos a ser independentes"
- "antes, Horta e Angra faziam a informação para Ponta Delgada, que era o centro decisor de tudo o que se fazia na Região. Neste novo projecto, Ponta Delgada, Horta e Angra ficam em igualdade de circunstâncias, porque a partir de agora passamos a ter meios técnicos para fazer um jornal de manhã na Horta, (...) a mesma coisa em relação a Angra (...) e Ponta Delgada é apenas um contributo para um desses jornais"
Enfim, uma entrevista muito longa, com muito para ler e algumas partes para reflectir.

25 novembro 2007

Modelo Económico para os Açores

Há pouco tempo escrevi sobre os benefícios que os Açores poderiam ter, se tivessem uma representação fixa em Bruxelas. Um desses benefícios seria, por um lado, a captação de investimento para os Açores - uma vez que a maioria das grandes empresas europeias, também está representada em Bruxelas - e por outro lado serviria como um auxílio para a internacionalização das empresas açorianas.

Também há pouco tempo discutia-se, na blogosfera regional, o actual modelo económico dos Açores e as alternativas possíveis. Ora, parece evidente que esse modelo, baseado na agropecuária, é extremamente dependente, não só em termos de transferências do exterior, mas também é dependente da legislação comunitária na área em questão. Isso reflecte-se no sistema de quotas, que impõe limites aos produtores açorianos.

Seria, assim, importante que os Açores iniciassem um processo de renovação desse modelo económico, baseando-o mais na exportação. O turismo tem sido disso um bom exemplo, mas começa a preocupar a direção tomada, mais virada para o turismo de massas e não para um turismo selectivo, tendo como alvo turistas endinheirados.

O tempo para eliminar assimetrias internas está a acabar (no entanto, esse objectivo não tem sido totalmente conseguido, apesar dos esforços realizados) e começa o tempo de os Açores se virarem para o mundo globalizado. Neste contexto, é essencial investir na melhoria da competitividade. Para não estarmos no futuro totalmente dependentes das transferências do Estado português e da UE, tal como estamos hoje.

15 novembro 2007

Ecografias na Horta. Só para quem pode.

O Telejornal de ontem, quarta-feira, da RTP-A trouxe uma notícia deveras preocupante. A história conta-se em breves palavras: a jornalista Teresa Nóbrega telefonou para o Hospital da Horta para marcar uma ecografia. Responderam-lhe que só havia vaga daqui a três meses, mas apresentaram-lhe, em alternativa, recorrer ao serviço privado, pagando a quantia de €55. O problema é que esse serviço privado utiliza o equipamento de obstetrícia do próprio Hospital da Horta. Aparentemente, às terças e quintas à tarde o dito equipamento está reservado para quem paga os tais €55.

Ora, estamos perante uma clara e gritante violação do serviço público de saúde e alguém anda a lucrar à conta de equipamentos que foram adquiridos com dinheiros públicos. Para já, as duas partes envolvidas neste caso, os médicos e o Hospital, têm contas a apresentar aos açorianos.

Salva-se, no meio disto tudo, o serviço público prestado pela RTP-A, na pessoa de Teresa Nóbrega.

Estranho, ou talvez nem por isso, é o facto do Hospital da Horta ser o único nos Açores que realiza a IVG.

09 outubro 2007

Chá Verde

Apesar de ter dúvidas relativamente a um ou outro ponto, este é definitivamente um contributo construtivo para um debate da maior importância para o futuro dos Açores.

Dou especial destaque ao ponto l) deste documento, que realça a necessidade dos Açores assegurarem a representatividade para o Parlamento Europeu. É que um dos principais centros de poder, que diz respeito directamente respeito aos Açores, é exactamente a UE. E com o recente alargamento o espaço começa a ficar exíguo. É, pois, um aspecto determinante.

02 outubro 2007

Onde Para a Polícia? II

A manifestação de polícias em Lisboa explica muito deste caso.

17 junho 2007

"Alta Pressão", feito com Alma

Foi mais uma vez com interesse e agrado, que assisti a mais um “Alta Pressão”, programa de produção regional e transmitido pela RTP – Açores, que percorre as nossas 9 Ilhas, mostrando o que de melhor tem a sua natureza e mar, através de uma visita onde vão praticando várias modalidades desportivas, que vulgarmente se denominam de “radicais”.

Este programa é apresentado por Luís Melo, Ricardo Moura e por um terceiro jovem (que me perdoem mas não me recordo do seu nome), e tem por base uma ronda pelas nossa nove Ilhas, mostrando que práticas desportivas de ar livre e sem motor, podem nelas ser praticadas.
Posso dar como exemplo o programa que passou hoje na RTP-A, que foi filmado na Ilha de São Jorge, em que, num périplo pela Ilha, praticaram actividades tais como, passeios de bicicleta, surf e body-board, além de para-pente (que proporcionou imagens únicas das Fajãs da costa norte desta ilha), e da descida de uma cascata em rappel, bem como uma visita ás profundezas desta ilha de lava.

O bom tempo não acompanhou esta visita a São Jorge, mas mesmo assim ficou uma bonita imagem da ilha, e demonstrou algumas potencialidades a nível de desporto e lazer a explorar pelos locais e/ou turistas.

O “Alta Pressão” é um programa simples (na acepção positiva da palavra) e feito com alma, que procura mostrar, sem filtros, a natureza no seu estado puro, e a alegria e prazer com que os seus protagonistas o fazem. E isso sente-se, pelo menos eu sinto.

Não tenho dúvidas que os meios técnicos, humanos e materiais, são escassos, fruto da falta de recursos financeiros, para levar a cabo este projecto em melhores condições. Mas também não tenho dúvidas que o “Alta Pressão”, é um excelente postal das nossas Ilhas, na medida em que explora e demonstra, que actividades de desporto/lazer podem aqui ser praticadas, e fá-lo mostrando locais de rara beleza, e alguns pouco conhecidos.

Por isso, e mesmo antes de acabar esta série de programas, digo que merece uma segunda série, para voltar ás mesmas 9 Ilhas, e mostrá-las, novamente, sobre um diferente prisma, e com uma aproximação á natureza mais real e verdadeira. (estou, por exemplo, a lembrar-me da subida á montanha da Ilha do Pico).
Força “Alta Pressão”, continuem em alta, e que o Anti Ciclone dos Açores esteja convosco
.

18 abril 2007

Enxurradas

Outra vez choveu muito, em São Miguel, e outra vez as ribeiras encheram, porque estão entupidas com troncos de madeira. Desta vez foi (outra vez) na Ribeira Grande. Quantas desgraças serão necessárias, para se tomar medidas eficazes? O melhor, talvez, será limpar tudo “para debaixo do tapete”, para que as estrelas da telenovela, não fiquem mal impressionadas. De resto, é assobiar para o lado, como o costume.

02 abril 2007

A SATA e a Diáspora


A companhia Aérea da Região Autónoma dos Açores, SATA, neste caso Internacional, parece querer fazer com os nossos emigrantes, o mesmo que a TAP fazia quando tinha o monopólio (sozinha, pois agora é um monopólio partilhado ou em parceria) das rotas aéreas com os Açores. Refiro-me a compensar os baixos lucros de outras rotas, com preços altíssimos praticados nas viagens para os Açores que originava que quem para lá viajasse, não tendo alternativa, se via obrigado a abrir os cordões à bolsa, e pagar o que a TAP queria.

Nós, Açoreanos, comparticipamos duas companhias de Aviação. É obra……de gente rica.

Pois a memória é curta, e nos negócios, não há dessas “coisas do coração”, da saudade, das injustiças dos altos preços, ou da diáspora. Isso são mariquices. Negócios são negócios.

E a SATA aprendeu bem a lição, com o seu actual parceiro (TAP). Então não é, que agora, os emigrantes dos EUA que queiram viajar para os Açores, em alguma festividade ou de visita à terra natal e aos seus familiares, têm de pagar (sim dinheiro à frente) a passagem com 6 meses de antecedência. E é para quem quiser!. Até porque a SATA é a única companhia que faz voos directos para as Ilhas Açoreanas, por isso, é pegar ou largar!.
(não estou seguro, mas o preço anda à volta dos 700 euros)

Isto sim, são negócios. E quando se pensa que aqui não entra a saudade vivida na diáspora, eu respondo; entra sim, pois só com tamanha saudade se compreende que alguém se sujeite a pagar uma viagem que vai efectuar dentro de seis meses. E quem gere a SATA, sabe-o.

Para quem administra a nossa (sem aspas, obviamente) companhia de aviação regional, eu digo: Não façam aos outros, aquilo que esteve na origem da criação da nossa SATA.

22 março 2007

Reestruturação da TV e Rádio

A recém anunciada reestruturação na RTP-Açores e na RDP-Açores, deve ser objecto de uma análise mais cuidada. Se é verdade que uma acção desta natureza era obrigatória, é também verdade que há questões que se levantam. Desde logo, Pedro Bicudo. Ninguém pode por em causa a qualidade do jornalista, mas está há muito tempo longe dos Açores e, por isso, não conhece os meandros destas duas instituições. Esta, porém, é uma questão que, com tempo, poderá ser normalizada.

Em relação à RTP-Açores, esta reestruturação só poderá trazer benefícios. Nós já manifestamos aqui e por diversas vezes, a nossa opinião: a ‘nossa’ televisão é medíocre. À excepção de alguns honrosos programas – que também necessitam de melhoramentos – a programação da RTP-A não é interessante, não cativa o público, raramente faz serviço público. Esperemos, portanto, que o novo director traga, acima de tudo, qualidade.

No que diz respeito à RDP-Açores, esta reestruturação, poderá trazer algo de novo, porque há sempre melhoramentos a fazer, no entanto a RDP já desenvolve um trabalho muito bom. Os seus profissionais fazem bom serviço público, que é necessário que se reconheça.

Será que Pedro Bicudo vai conseguir estar presente na RTP e na RDP ao mesmo tempo, ou irá focar o seu interesse na televisão?