25 janeiro 2009

Da Crise do Ensino Superior

Gilberta Rocha escreveu um artigo em três partes sobre a crise no sistema educativo no jornaldiário.com. O último dia de ’08 coincidiu com a última parte que versou sobre os alunos universitários. Dois excertos: “a grande maioria [dos alunos] entra nas universidades sem as condições mínimas para um aprofundamento dos conhecimentos que são necessários aos cursos por que optaram”, “Muito francamente, não se percebe o que leva um grande número de alunos à universidade. Não é o desejo de conhecimento nem de aquisição de competências para uma vida profissional”.

Não podia estar mais de acordo. No entanto, convém também falar do outro lado, dos professores. Pois se é certo que há qualidade nos docentes da UAç, como a própria Gilberta Rocha, ou os meus estimados professores e amigos Luís Andrade, Carlos Amaral, Carlos Cordeiro ou Susana Costa, só para mencionar alguns, também não deixa de ser verdade que os cursos que a academia açoriana propõe, aparentemente não surgem como respostas às necessidades da sociedade açoriana, mas sim gravitam em torno das competências dos docentes. E se a questão dos alunos que Gilberta Rocha levanta é grave, a questão dos cursos/professores é certamente pior, dados os efeitos e consequências que cada uma acarreta.

17 comentários:

Maninha disse...

Buscam o ilusório status de ter um dr. antes do nome, esquecendo-se de que tal não é suficiente para encobrir a falta de educação e de princípios...

Tibério Dinis disse...

Devolvo a frase, estarão as universidades capazes de fornecer o conhecimento e as competências para uma vida profissional aos alunos?

Sinceramente, acho que não. Falhando o sistema de ensino, atirar a culpa para os alunos é demasiado fácil.

Haja Saúde

Anónimo disse...

sabem a origem da palavra universidade?...

Rui Rebelo Gamboa disse...

Tibério,

Terás que concordar com as frases que eu realcei no texto, porque, de facto, há muita falta de interesse em grande parte dos alunos. Agora, eu também concordo contigo, as responsabilidades sobre o estado do ensino superior em Portugal não estão nos alunos, aliás a situação que G. Rocha levanta acontece exactamente porque quem tem reponsabilidade permitiu que fosse esse o caminho a seguir. E esse caminho é o que a Maninha fala, em que o importante é ter o dr. Os indíviduos gostam de o ter e a colectividade (leia-se o país em geral) fica feliz pela galopante subida do número de licenciados. Mas será que esse número depois corresponde à realidade em termos de conhecimentos? Eu acho que não.

Diogo Duarte disse...

Caro Rui,

Regresso aqui ao teu blog logo para comentar este mesmo artigo, que também me levou a enviar um email à Prof. Doutora Gilberta Rocha, expondo a minha opinião, que por sinal vai de encontro à tua.
São de salientar também os problemas de gestão, por parte dos nossos Serviços Académicos. Má gestão que é reconhecida por todos, mas que nunca mudou.

Colocar os alunos como bode expiatórios dos problemas do ensino superior é que "nem pensar".

O papel da Universidade como instituição de ensino tem vindo a desvanecer-se. A Universidade como instituição empregadora é cada vez mais o sinónimo daquilo que é a realidade.

TOUPEIRA disse...

Pois é, pois é, questões fundamentais: 1ª- qual o papel da Universidade? Centro de ensino, transmissão e partilha de conhecimentos ou aquele sítio onde se vai de vez em quando e mais cedo ou mais tarde será dado um canudo para chamarem "Sr. Dr.(ª)", ao menino ou menina e pelo meio se obtem financiamento via propinas e número de alunos?
2ª - Qual a razão da existência de tantas e tão diversas licenciaturas? Permitir a possibilidade de todos poderem aceder à instrução superior "vocacionalmente" específica ou diversidade para que alguns dos senhores professores doutores engenheiros continuem a perorar banalidades, a troco do respectivo ao fim do mês e, já agora, que critérios são usados para que nalgumas universidades apareçam por lá alguns "professores convidados" imberbemente acabados de se licenciar numa qualquer outra.
3ª E o governo, senhores estatisticamente bruxeliano, com a nova descoberta dos "maiores de 23 anos" impedidos de estudar por causa do Salazar, morto e enterrado há quase 40 anos (Sócrates dixit)?! Será isto a prova de que o sistema de ensino anda à deriva depois do 25/04?

CAVP disse...

Tive oportunidade de ir ler o texto em causa da Prof. Doutora Gilberta Rocha, bem como os outros que fazem parte dessa colectânea. E isto porque acho imperativo reflectir sobre o conjunto e não sobre uma parte isolada, sob pena de não compreendermos a mensagem que é transmitida.

Assim sendo, não vejo que ela tente colocar a culpa nos alunos ao contrário do que o Diogo afirma a certa altura, se bem que de forma indirecta. Aliás, e ao contrário do Diogo (desculpa pelas palavras; não te quero de forma alguma atacar) ela demonstra uma grande maturidade na análise da situação, tentando discriminar os aspectos negativos dos vários intervenientes na situação.

Isto não quer dizer de forma alguma que não puxe a brasa à sua sardinha, o que é normal no ser humano e que aliás se nota muito claramente no post do Diogo, quando veementemente defende os alunos.

O 1º comentário, da "Maninha", apesar de curto revela o essencial desta questão. Pais e miudos querem "Dr." e esquecem-se que isso não é nada, se não acompanhado por valores e conhecimentos. Quantos de nós não tem problemas para evitar esse tratamento que cansa e causa separação dos restantes. É nos cartões dos bancos, é o tratamento diferenciado nos diversos lugares...Esta cultura do "Dr." é deprimente e é sempre estranho aos outros quando revelamos que não queremos o "Dr." nos cartões, ou pedimos para nos tratarem pelo nome e não pelo titulo.

Quanto aos comentários do Tibério e do Diogo, embora parcialmente correctos, pecam pela falta de imparcialidade, quer-me parecer. O Diogo conheço, o Tibério não, mas quer-me parecer pelo discurso que se trata de um estudante. No geral, ela tem razão, eu não percebo que leva muitos miudos para a Universidade!! Não tem lá lugar e não aprendem lá nada pois não querem aprender. Querem o canudo!

Revejo-me nos comentários do meu bom amigo Rui, o que aliás é normal face à partilha de ideias que sempre temos na generalidade e face ao facto de estarmos em periodos identicos de vida.

Ambos acabamos o curso, trabalhamos e estamos em mestrado. Para ti Diogo, e prova real do que a Prof. Gilberta escreveu, tenta saber a diferença do nivel dos alunos do curso que cursas, de hoje em dia, para os primeiros anos que abriu.

Digo-te isto, e é uma conversa que já tive com o Rui, pois ainda me lembro do tempo em que sempre que tinhamos aulas com outros cursos, primávamos por ter das notas mais altas, de sermos extremamente interventivos e por gerarmos sempre inúmera discussão, por vezes até demais se bem te lembras Rui. Bons tempos. Hoje, sou sincero, aflige-me saber algumas coisas que se passam no (e na generalidade)curso e que envolvem actos indignos para quem quer aprender e crescer.

Não estivessem os professores e as Universidades presos pelas propinas e acho que muitos alunos eram expulsos das Universidades.

Resumindo, todo o sistema é claramente culpado da situação. Aliás, não o sistema, mas a nossa sociedade que o construiu, mas é assustador o nivel dos alunos que actualmente entram nas universidades.

Estamos a pagar o preço do facilitismo!!!!!!!!!!!!!!!

Rui Rebelo Gamboa disse...

Caro C.,

Lúcido e esclarecido, aliás sempre.

Como disse, no post original e aqui nos comentários, acho que a G. Rocha tem razão. Acho não, tenho a certeza, pois tal como dizes, C., nós próprios pudemos constatar em primeira mão a total falta de bases com que muitos alunos chegam ao ensino superior. Mais, o facto de não terem bases até pode ser resolvido através de trabalho, no entanto nem isso, chegam sem bases e saem sem apreender praticamente nada.

No entanto, uma vez que G. Rocha coloca a questão de forma tão esclarecedora, preocupei-me em falar de outros aspectos que considero também serem importantes para reflexão, como os cursos que são leccionados e, já agora acrescento, os seus conteúdos. Parece-me que há um claro desfasamento das necessidades da sociedade.

Relativamente a outras questões aqui levantadas, quero sublinhar que concordo com a Maninha, como já disse. Como dizes, C., a sociedade sobrevalorizao título 'dr' e não o seu significado e enquanto assim for, seguiremos tendo gente que procura exactamente o título e não o conteúdo. Assim, respondendo à questão que G. Rocha levanta, o que "leva um grande número de alunos à universidade", é o título ou o status. Princípio totalmente errado, que acaba por desvirtuar o próprio conceito de ensino superior. Caberia à própria tutela do ensino superior criar mecanismos que não permitissem essa situação, através, desde logo, de olhar mais para o processo de aprendizagem e não tanto para os números/estatísticas e elevando a fasquia de acesso e não baixando-a.

Por fim quero falar do modelo de gestão da UAç, deixando uma questão para a necessária reflexão: faria sentido passar o financiamento da UAç para o Orçamento da Região Autónoma dos Açores?

CAVP disse...

Nem contesto o afastamento da oferta das academias às necessidades da sociedade. Aliás, nem comentei por causa disso mesmo, porque é algo que dispensa qualquer comentário de tão óbvio.

Não obstante, e na linha de raciocionio que defendo, independente do que escolheres, se fores para lá com vontade de aprender e crescer, sem duvida serás uma pessoa melhor e mais apta.

Como sabes não trabalho na nossa área, nem sequer na que invisto no mestrado, mas sem dúvida que ambos me dotaram de instrumentos para enfrentar a sociedade e o mercado de trabalho, daí o sucesso que vou tendo na prossecução do que faço.

Não obstante, claro que seria óptimo podermos trabalhar na nossa área.

Mas esta julgo ser a diferença: universidade para crescimento pessoal e intelectual ou universidade como centro de emprego...uma dicotomia perigosa...a junção destes dois aspectos seria óptima.

Rui Rebelo Gamboa disse...

Caro Toupeira, leio os teus comentários a uma luz completamente diferente agora ;)

Caro CAPV, de facto, a junção dos 2 seria o ideal.

pedro lopes disse...

Caro toupeira,

leio no comentário, todas as questões fundamentais (_para não dizer fungos) em torno da nossa - e seguramente das outras -, Universidade.

Ainda bem que veio à superficie. A problemática está identificada.

Diogo Duarte disse...

Caro CAVP,

O artigo em questão começa com as seguintes palavras:

"A crise do sistema educativo, que temos vindo a falar, designadamente a nível universitário, não se consubstancia unicamente nos constrangimentos a que estão sujeitas as instituições universitárias, nem os respectivos docentes."

Automaticamente foram colocadas de parte da análise duas questões fundamentais, principalmente na Universidade onde a Doutora Gilberta Rocha lecciona e onde eu me esforço para poder aprender.
Optou claramente pela análise facilitista.
É fácil falar do desinteresse dos alunos, do diploma como única finalidade. Difícil será comentar o que leva os alunos que chegaram à Universidade com vontade de aprender e que por múltiplas razões, caíram no desinteresse daquilo a que se propuseram.

Passo a enunciar:
- Cadeiras obrigatórias sobrepostas, onde os alunos são obrigados a faltar a uma das duas(pelo menos).
- Salas lotadas onde há alunos que para assistirem têm de se sentar no chão.
- Aulas leccionadas por pessoas que vêm de fora da Universidade, não são professores, e nos avaliam como tal.
- Horários feitos à medida dos docentes. Os alunos chegam a ter que estar na universidade das 8:30 às 22:00 e no outro dia de manhã lá estão às 8:30 novamente.
- A falta de apoio que é dada por parte da Universidade aos alunos para a realização de actividades.
- O facto dos alunos terem de procurar opções fora da sua área de estudos, porque na sua área as cadeiras não abrem.

Enfim! Isto foi só o que me lembrei agora. Com tudo isto esperam o quê? Que face a tanto entrave a motivação se venha a acentuar?
Como se vê o artigo escolheu o lado mais fácil para falar da crise do sistema educativo, mas não escolheu os verdadeiros problemas, o que afecta na realidade os alunos universitários.
Este é o tipo de artigo que vemos aos pontapés por aí.
E atrevo-me a ir mais longe! Dizer que os alunos estão lá pelo diploma, é o mesmo que dizer que os professores estão lá pelo dinheiro, pelos títulos, pela glória. Os que ensinam já são poucos!


E voltando a tocar no teu comentário caro CAVP, achei um pouco má a tua comparação, até porque fica longe da verdade. Se quiseres, num próximo comentário, posso fazer-te uma lista que negue os comentários que diriges ao curso e aos seus alunos.

Cumprimentos

CAVP disse...

Caro Diogo,

"Tive oportunidade de ir ler o texto em causa da Prof. Doutora Gilberta Rocha, bem como os outros que fazem parte dessa colectânea. E isto porque acho imperativo reflectir sobre o conjunto e não sobre uma parte isolada, sob pena de não compreendermos a mensagem que é transmitida."

Isto foi a primeira passagem do meu post, e acho que só por aqui já nem precisava de te responder mais!!!!

O artigo da mulher divide-se em vários textos, cada qual sobre cada um dos "intervenientes", coloquemos assim.

Logo, quando ela começa por escrever "A crise do sistema educativo, que temos vindo a falar, designadamente a nível universitário, não se consubstancia unicamente nos constrangimentos a que estão sujeitas as instituições universitárias, nem os respectivos docentes." não vejo como poderá estar a fazer o que afirmas, pois os alunos são o alvo do ultimo excerto publicado desse artigo, e os outros dois "intervenientes" são focados nos dois primeiros.

Daí não perceber o que queres dizer com isso que escreves, nem em relação a mim, nem mesmo à sra em causa. Desculpa, mas discordo completamente.

Quanto ao que tu enumeras, tens toda a razão e eu passei por tudo isso, não em uma, mas em duas universidades. Não foi por aí que aprendi menos, que deixei de ter menos média, que deixei de ir para mestrado preparado, que não tive boa média no mestrado, que não aprendi, que não participei em congressos internacionais com reconhecimento, etc, etc...

Por isso te digo que isso não é de todo impeditivo para quem quer aprender verdadeiramente.

Também nunca disse que não estava mal e era condenável. Lê bem os posts que escrevi.

Quanto ao curso, antes que faças algo publico, falas com os teus próprios colegas e pergunta que acham. Ouvi deles próprios, e nem só, isso que te digo. O que me faz pena, confesso, pois algo que o nosso curso, mais que não seja, nos faz abrir horizontes e ver o mundo de outra forma.

Quanto à comparação, não tenhas grandes dúvidas...

Abraço

Diogo Duarte disse...

Caro CAVP,

Continuo a considerar que os aspectos essenciais não foram sequer tocados vá lá saber-se porquê. No artigo anterior a Prof. Doutora Gilberta Rocha encontra “culpados”, razões para a situação em que se encontram os professores do ensino universitário.
Ao contrário, no último artigo referente aos alunos, não aponta qualquer razão, qualquer “culpa” à situação dos alunos. A ideia é de que os alunos são os culpados da situação em que se encontram. Ora veja-se:

“Muito francamente, não se percebe o que leva um grande número de alunos à universidade. Não é o desejo de conhecimento nem de aquisição de competências para uma vida profissional. Porventura o convívio e a obtenção de um diploma.”

Não se percebe? O artigo deixa-nos sem explicação.


Quanto ao post que me escreves, começo por te dizer que se achas que não me precisavas de responder não o deverias ter feito.
Referes também que não percebes o que escrevo em relação a ti. Em relação a ti escrevi o último parágrafo. Tudo o resto não é em relação a ti, mas em relação à opinião que tenho sobre o artigo.
Em nenhum lado dei a entender que tivesses dito que não era condenável ou que não estava mal.
Portanto, quando me convidas a ler bem os teus posts, eu convido-te também à leitura e interpretação dos meus.

Depois vejo que insistes em comparações infelizes e até acrescentas novos dados. Dados esses que aconselharia que os colocasses, não aqui, mas num currículo. Com certeza que com tão bons resultados, e com tal elevado destaque, não terás dificuldade em arranjar emprego na tua área.

Quanto aos meus colegas, tenho um bom grupo interessado em provar-te o contrário. Se estiveres interessado teremos todo o gosto em discutir isso contigo, sem textos, sem anonimatos, pessoalmente.

Cumprimentos

Rui Rebelo Gamboa disse...

Rapazes, permitam-me.

Antes de mais, devo dizer-vos que este tipo de 'diálogo' por escrito trás frequentente mal-entendidos, não temos o mais que necessário contacto visual para bem interpretar aquilo que o nosso interlocutor nos diz.

Quanto aos conteúdos propriamente ditos, parece-me que ambos têm razão e, aliás, sabem-o. A questão tem origem no artigo, ou conjunto de artigos, de G. Rocha. É evidente que ela tem razão no que diz, de forma geral, em relação aos alunos. De facto, uma grande maioria não está interessada em apreender conhecimentos, preferindo apenas fazer atalhos e o caminho mais rápido para o título de dr. Há, felizmente, excepções, que no futuro serão devidamente recompensados pelo seu esforço (pessoalmente, assim espero). Por outro lado, o sistema está longe de perfeição e é o próprio sistéma que contribui para o facilismo. Como já disse atrás, todos ficam contentes, a Universidade porque tem uma alta taxa de sucesso, o Estado porque tem excelentes números para apresentar e os próprios alunos porque saem doutores. Mas é tudo uma mentira. Porque o essencial, que é o conhecimento fica de fora dessa equação.

Portanto, é verdade que G. Rocha poderia ter dado destaque a outros aspectos no âmbito da "crise do sistema educativo", por exemplo a sua própria classe, os docentes, como eu tentei mostrar no post, poderia também ter falado no excesso de burocracia, etc. Escolheu os alunos. Para mim, ninguém está totalmente ausente de resposabilidades neste processo e os alunos também certamente que não estão, mas têm menos, eles são os que menos poder têm para mudar. Têm, isso sim, a sua juventude, a sua irreverência e podem fazer disso algo positivo. Ou seja, a responsabilidade dos alunos reside em serem eles próprios capazes de entrarem num sistem que está em crise e fazerem uso dele em proveito próprio, em verdadeiro proveito próprio, na sua valorização.

Eu, cá para mim, resolvia a questão com um jantar ;)

CAVP disse...

Diogo,

O Rui tem toda a razão naquilo que diz.

Interpretaste-me mal, mas acima de tudo não consegues distanciar-te desta questão o suficiente para a analisares com a imparcialidade que seria desejavel. E isso é aliás muito compreensivel pois ainda sentes aquilo de que falas.

Por exemplo a certa altura tenho a ideia de ter referido por exemplo que ela não deixava de puxar a brasa à sua sardinha, embora achasse que ela tinha razão na maior parte do que dizia em relação aos alunos.

Por isso não vou continuar numa argumentação estéril, ainda para mais quando se nota forma apaixonada como lidas com esta questão.

Quanto aos novos dados, etc, mais uma vez interpretaste mal, ou de forma maldosa, face o termo, para que pudesses distorcer na tua contra-argumentação. Não escrevi nada que revestisse uma demosntração de ostentação, somente referi que apesar dos factos que referiste, podemos ter sucesso. Dei o meu caso como exemplo porque não tenho por hábito referir os outros. Mas se queres posso dar-te mais exemplos de colegas que o conseguiram. O Rui é outro bom caso.

Quanto ao meu curriculo, descansa que até é engraçado, mas não é para aqui chamado de forma alguma.

Quanto minha área, é a mesma que a tua, visto que fiz o curso que estás a fazer.

Vejo que ainda estás na fase do idealismo, o que aliás é muito bom. Convém é que te prepares para a dura realidade do mercado de trabalho e que se consubstancia no facto de que imensas pessoas não trabalham na sua área de formação. O nosso curso é um bom caso.

Anonimato, de forma alguma, o CAVP representa as iniciais do meu nome completo, somente.

Quanto ao grupo, não tenho mesmo tempo para isso, mas seria algo certamente engraçado.

Ainda me lembro que do pessoal mais novo havia pessoal engraçado e que não representam aquilo que eu e o Rui referimos que era lamentavel.

Não deves tomar a parte pelo todo.

Acima de tudo, a ironia e a distorção são armas engraçadas para se usar numa discussão/ argumentação, mas sempre tendo em atenção o opositor. Este não é o caso pois não tenho tal intenção mas deves sempre saber quem está do outro lado e as suas capacidades caso contrário podes ver essas armas serem usadas contra ti por alguém de capacidades já mais desenvolvidas.

Fica bem,

Vejo que realmente a ideia que tenho de ti se confirma, és um miudo bastante aguerrido e idealista

Abraço,

Ps: eu acho que tens razão no que referes em relação à "culpa" dos alunos, atenção. Aliás, como referi, são os menos culpados se olharmos para o facto de serem produtos de uma sociedade.

O que te quis fazer ver é que temos de olhar isso com distanciamento para conseguir ser justos na opinião e não cair numa defesa errónea e obcecada de um só lado.

Diogo Duarte disse...

Caro CAVP,

Depois de ler aqui um texto tão longo e tão alfito, vou tentar ser breve.

Em relação a entendimentos / desentendimentos volto a repetir:

"Referes também que não percebes o que escrevo em relação a ti. Em relação a ti escrevi o último parágrafo. Tudo o resto não é em relação a ti, mas em relação à opinião que tenho sobre o artigo.
Em nenhum lado dei a entender que tivesses dito que não era condenável ou que não estava mal.
Portanto, quando me convidas a ler bem os teus posts, eu convido-te também à leitura e interpretação dos meus."

Em relação às tuas afirmações:

"Vejo que ainda estás na fase do idealismo" - Vês? Não creio.

"Convém é que te prepares para a dura realidade do mercado de trabalho e que se consubstancia no facto de que imensas pessoas não trabalham na sua área de formação." - Quem disse que não estou preparado? Inventaste?

"Quanto ao grupo, não tenho mesmo tempo para isso, mas seria algo certamente engraçado." - Previsivel. Quando lancei o convite já sabia a resposta. Interessante.

"deves sempre saber quem está do outro lado e as suas capacidades caso contrário podes ver essas armas serem usadas contra ti por alguém de capacidades já mais desenvolvidas." - Ao dizeres isto lembrei-me logo do que escreveste acima "Não escrevi nada que revestisse uma demosntração de ostentação", portanto, esta coisa de "capacidades já mais desenvolvidas" acredito que seja uma coisa com graça e não uma coisa séria.

"miudo bastante aguerrido" sou-o com muito orgulho. Isso faz-me ter a humildade de não me pavonear.
Idealista? Sim somos. Indica-me alguém que não seja.


Cumprimentos