Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Universidade. Mostrar todas as mensagens

25 janeiro 2009

Da Crise do Ensino Superior

Gilberta Rocha escreveu um artigo em três partes sobre a crise no sistema educativo no jornaldiário.com. O último dia de ’08 coincidiu com a última parte que versou sobre os alunos universitários. Dois excertos: “a grande maioria [dos alunos] entra nas universidades sem as condições mínimas para um aprofundamento dos conhecimentos que são necessários aos cursos por que optaram”, “Muito francamente, não se percebe o que leva um grande número de alunos à universidade. Não é o desejo de conhecimento nem de aquisição de competências para uma vida profissional”.

Não podia estar mais de acordo. No entanto, convém também falar do outro lado, dos professores. Pois se é certo que há qualidade nos docentes da UAç, como a própria Gilberta Rocha, ou os meus estimados professores e amigos Luís Andrade, Carlos Amaral, Carlos Cordeiro ou Susana Costa, só para mencionar alguns, também não deixa de ser verdade que os cursos que a academia açoriana propõe, aparentemente não surgem como respostas às necessidades da sociedade açoriana, mas sim gravitam em torno das competências dos docentes. E se a questão dos alunos que Gilberta Rocha levanta é grave, a questão dos cursos/professores é certamente pior, dados os efeitos e consequências que cada uma acarreta.

11 fevereiro 2008

Paradiplomacia na UAç


O debate que a UAç vai organizar de 20 a 26 de Junho próximo, sobre as "Relações Externas das autonomias regionais na Europa", será deveras interessante. O Professor Carlos Amaral, director do curso e do núcleo de Estudos Europeus e Política Internacional da nossa Universidade, há muito que compreendeu a importância da paradiplomacia para as regiões.

Paradiplomacia é um conceito relativamente recente nos estudo das Relações Internacionais. Regiões e municípios, devido à deficiência dos Estados centrais em corresponder às suas necessidades e expectativas no domínio das Relações Externas e também, no caso europeu, devido aos próprios princípios que norteiam a União Europeia, criam este novo canal de diálogo com o resto do mundo.

Já justifiquei aqui e aqui a necessidade que os Açores têm de abrir um gabinete fixo em Bruxelas. Na verdade, somos a única região da Europa que ainda não tem. É exactamente no contexto da paradiplomacia que esta opção é urgente para o futuro dos Açores.

Espera-se que este debate ajude a abrir os horizontes.

03 julho 2007

Reitor põe o dedo na ferida

Avelino Freitas Menezes, identificou na Cerinónia de Investidura do Reitor da UAC, as potenciais implicações que a proposta de lei sobre o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior trará. De entre as várias críticas que fez realce para a seguinte (que já tínhamos alertado aqui) : "a lei faculta a fragmentação do Ensino Superior ao permitir a autonomização e separação das melhores escolas (...) enquanto para a maioria dos departamentos e das escolas destina um papel de liceus superiores vocacionados para a melhoria das estatísticas e dos índices de Portugal na UE".