16 abril 2009

Queremos autóctones medíocres, ou forasteiros capacitados?

Vem este post a propósito de uma conversa com uma amigo que, por razões profissionais da sua mulher, veio parar aos Açores. Tanto um como o outro desconheciam, quase em absoluto, a realidade, cultura e modos de vida das nossas gentes insulares. De inicio estranharam, mas por vontade e tenacidade, foram entranhando a nossa realidade, ao ponto de hoje estarem completamente integrados na nossa sociedade. Por via do trabalho de ambos, estabeleceram-se por cá, e o cartão de contribuinte fiscal, bem como o de saúde, entre outras obrigações e direitos, levam já o selo de made in Açores. Só mesmo os próprios é que não foram cá fabricados ou nados, mas já amam estas ilhas de bruma.

Eu como amigo posso ser suspeito, mas como amigo que sou, também os conheço bem, por isso afirmo sem pudor que são, para além de excelentes pessoas - o que a mim, enquanto amigo me diz respeito -, são também óptimos e briosos profissionais.

Mas, ao fim de alguns contratos, um deles viu-se no desemprego. Mas, como pessoa tenaz e persistente, logo (re)ingressou na Universidade dos Açores, procurando valorizar-se e buscar mais ferramentas para enfrentar o, cada vez mais, beluíno mercado de trabalho.

São ambos continentais, portugueses, portanto, mas asseguram-me que, de quando em vez, sentem algum desconforto perante pessoas de cá, que olha para a sua opção - reafirmo a opção -, com alguma desconfiança, quase que pensando que a vinda para os Açores foi uma fuga à falta de empregabilidade no continente, e, como tal, só procuram uns anitos de trabalho para fazer currículo, para depois abalarem em direcção á “metrópole”. O que é certo é que já lá vão uns anitos, e eles por cá permanecem. Só continuam a “estranhar” a falta e distância da família…..bem, também se queixam do preço das passagens aéreas, mas este é um queixume geral, também manifestado por autóctones.

Tudo isto para dizer que, somente os "velhos do Restelo" acomodados e agoirentos, podem preferir um medíocre Açoriano, a um brioso e aplicado profissional, somente por este último não ter aqui nascido.

Somos tão Portugueses como Europeus, e as fronteiras e liberdade de circulação de pessoas dentro do espaço europeu, há muito que deixou de ser um entrave nesta nova Europa. Agora é chamado de espaço Schengen, o que fez com que fossem abolidas as escrupulosas e apuradas revistas e controlos fronteiriços.

Para mim, as pessoas valem o que valem, por si, por aquilo que são. Mas é inquestionável que umas são mais capazes do que outras - pelo menos em determinadas áreas.

Por isso, se queremos elevar esta Região a patamares mais altos, aumentando o seu PIB per capita (gerar riqueza), não devemos olhar ao local de nascimento, mas antes aos factores pessoais e capacidades laborais de cada pessoa.

N.B.- recordo-me de um diferendo entre o GR Madeira e os professores, porquanto aquela Região criou, em tempos (não sei se se mantém) um mecanismo que favorecia os professores Madeirenses aos professores portugueses de outras regiões do país. Não creio que seja esta a fórmula para criar um melhor ensino e, consequentemente, alunos mais bem preparados e habilitados.

15 comentários:

Toupeira disse...

Muito bem, senhor Pedro Lopes, assume-se como um açoriano livre de preconceitos e moderno no pensamento, que pensa e quer o bem da sua terra sejam quais forem os recursos humanos que para isso contribuam. Apostar nos bons sé pode contribuir para que os restantes subam a respectiva bitola. Talvez aqueles que apontou como velhos do Restelo não queiram isso porque trazer bons profissionais de fora ou formar bons profissionais cá dentro é meio caminho andada para afastar a mediocridade e o compadrio. Logo, lá se vão os tachinhos... apesar de, como todos bem sabemos, se continuar a arranjar critérios de favorecimento "açoriano". É o que eu costumo chamar "velhos de Santana" que ainda pensam em termos de aero-vacas. Agora espero que o jornalista que apresenta aquele programa da manhã na RTP-A não leia o seu post porque está sempre a reclamar e a exigir que se favoreçam as empresas regionais e, por consequência lógica, os açorianos. Claro que a criatura não sabe ou não consegue perceber que a promoção da mediocridade só pode prejudicar os açorianos mas quando se caça com gato...

Voto Branco disse...

Caro Pedro,
É com grande satisfação que vejo um açoriano ter os horizontes vastos.
Já o disse noutras oportunidades mas volto a repetir: os açorianos não se podem fechar numa concha!
Por isso eu me considero nortenho, portuense sub-urbano, lisboeta, algarvio, açoriano, carioca...porque, em todos estes lugares faço questão de sentir o pulsar dos seus habitantes, respeitar os seus hábitos e costumes e por fim sentir-me um deles!
Saudações

Rui Rebelo Gamboa disse...

Pelo que vou vendo destes 30 e alguns anos de vivência nestas ilhas, é que muitas vezes verifica-se o contrário, ou seja "o que vem de fora é que é bom".

Qualquer dos casos, porém, está totalmente errado. A abordagem que as pessoas valem por aquilo que sao é que deve pervalecer.

E isto serve neste contexto, como servirá para a questão do número de mulheres nas listas partidárias, como falar-se no Obama só devido à sua côr, etc. Discriminação é discriminação.

Ó Toupeira, por exemplo, quando foi da inauguração das portas do mar, aquele evento "majestoso", que felizmente não vi, foram contratadas empresas e artistas do continente [pelo que sei, pelo menos] e eu defendo que deveriam ser dos Açores, tal como o jornalista da RTP-A. E porquê? Não por qualquer bairrismo bacoco, mas sim porque, como sabe, é dinheiro que vai embora. Ou seja, se fossem contratadas empresas e artistas de cá, eles acabariam por re-investir o que ganharam recorrendo as outros serviços de cá, mexendo a Economia, criando emprego, etc, etc.

A consequência lógica que o meu amigo tira, não é assim tão lógica, porque empresas regionais não quer dizer, obrigatoriamente, açorianos. É como quando eu digo "empresas de cá" não quero dizer que são compostas apenas por açorianos. Há um ligeiro desvio entre a sua abordagem e a do Pedro que faz toda a diferença.

Ti Mané da Várzea disse...

O autor do post ao insistir em ligar o lugar de nascimento do individuo à qualidade como pessoa, como está no título, cai no erro que aponta no texto. Pois parece um pouco redutor e até um pouco de complexo de inferioridade dizer que, em regra, os dos Açores são mediocres e os que vêm de fora são capacitados.

Pedro Lopes disse...

Caro Ti Mané da Várzea,

não me parece que a minha abordagem vá nesse sentido. Irá (ou quer ir) de encontro exactamente ao contrário, ou seja, não rotular nem descartar uma pessoa somente pelo seu local de nascimento.

Eu não "insisto em ligar o lugar de nascimento do individuo à qualidade como pessoa", como você diz!!

O título do post é uma pergunta, e se ler o texto, em especial os últimos dois parágrafos (antes do N.B.), poderá constatar que essa sua leitura é injustificada.

Quanto a mim, que sou nado e criado cá nos Açores, não sofro de nenhum "complexo de inferioridade" por ser Açoriano.
Vivi 9 anos em Lisboa, e não me sentia diminuido nas minhas capacidades, mas também não gostava que me rotulassem de Açoriano, pois eu tenho nome.
Talvez por ter tido esta experiência, perceba os argumentos dos meus amigos que refiro no post, pois é muito desagradável e intelectualmente desonesto olhar-se, somente e justamente, para o local de nascimento de uma pessoa. Esta atitude pode, por vezes, turvar a visão real do individuo.

Por isso, caro Ti Mané, leia o post todo e veja se eu, em algum momento, diminuo um Açoriano em relação a outro qualquer cidadão "forasteiro".

Para finalizar, devo dizer que temos felizmente muitos e bons profissionais Açorianos. Apenas não gostaria que, num qualquer concurso ou candidatura a um emprego, se opte por um "autóctone medíocre" em lugar de uma outra pessoa, mais capaz, SOMENTE por esta não ser de cá.

Cumprs.

Pedro Lopes disse...

E, como o Rui tocou na questão dos artistas que veem de fora - normalmente do continente - para as festas e arraiais que por estas 9 ilhas se promovem, devo fazer aqui a minha declaração de interesses;

neste ponto, e como se trata de animar a malta e dar colorido às festas, a minha opinião já é contrária à dos post. Em suma, deve-se dar prevalência aos artistas locais, pois de outro modo não têm oportunidade de se mostrar, evoluir e ganhar uns trocos.
E como por cá há bons artistas nas mais variadas àreas, devem ser eles a maioria, podendo vir um ou outro "forasteiro" para satisfazer as massas.

Sim, porque a fazer fé naquilo que li num outro Blog, a ilha das Flores vai receber nas festas de S. João os "Xutos e Pontapés", tendo para tal de dispender, só no cachet da Banda, 80 mil euros.!!! (depois temos de somar as passagens aèreas, estadias, transporte de equipamento, entre outros)

Voto Branco disse...

ACONSELHO TODA A GENTE A CONFERIR ESTA FORASTEIRA... NÃO SE VÃO ARREPENDER!!! VEJAM...

http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

Desculpem, mas não posso deixar de partilhar com todos os bloggers...
De matar... lindo...
Saudações

Voto Branco disse...

No meio é que está a virtude e, portanto, das opiniões aqui exprimidas julgo que estamos todos de acordo quanto a saber valorizar o que é regional mas ao mesmo tempo olhar de igual modo para os "forasteiros".
A Toupeira ataca a tendência de alguns açorianos em querer favorecer as empresas regionais e eu estou plenamente de acordo ela. Não faz sentido favorecer uma empresa só porque tem sede na região, e isso realmente é de uma tacanhez absurda. Como também não faz sentido valorizar demasiado o que é de fora, pois infelizmente também importamos muita mediocridade, mas esse é um problema que afecta todo Portugal, e poderia aqui me extender no assunto e com certeza não seria muito simpático, quiçá, poderiam me entender como xénofobo e como tal, fico-me por aqui!
Com as auto-estradas da informação, a globalização e a melhoria da qualidade vida, os açorianos por si saberão distinguir o trigo do joio!
Agora a Toupeira levanta um pouco o véu sobre os "tachos" e isso realmente é preocupante, pois não se pode permitir que se crie uma barreira aos capacitados, sejam eles autóctones ou forasteiros.
Saudações

Pedro Lopes disse...

Caro Voto Branco,

não peça desculpa. Eu, pelo menos quero agradecer-lhe a oportunidade de constatar, uma vez mais, que vivemos numa sociedade (Mundo) de aparências, onde conta mais o aspecto ou a "capa" do que a pessoa em si.
A tal sociedade que valoriza mais o Ter, do que o Ser.

Esta senhora, simples e despretensiosa, deu uma grande "chapada de luva branca" a muitos dos presentes naquele auditório. (e ao "menino" do júri)

Só vem provar que, antes de pré-juizos valorativos, devemos escutar (no caso concreto), conhecer e dar espaço a todos, independentemente da idade, aspecto físico, ou outros factores individuais.

Uma lição de vida e coragem.

Voto Branco disse...

Caro Pedro,
Nem imagina como foi relaxante escutar aquela senhora... e, como você disse: uma lição de vida e coragem... uma verdadeira "Gata Borralheira".
Fico feliz que tenha dado um "pulinho" até lá... são já 21 milhões de visitas em apenas 6 dias.
Saudações

Toupeira disse...

Meus caros
Talvez não me tenha explicado bem, atendendo ao reparo que o Rui me fez supra. Na realidade o que eu quis dizer e julgo que, pelo que vem sendo dito, o Pedro quis slientar é que todos devemos dar primazia à meritocracia porque sé desta forma um país ou uma região terão mais hipóteses de se desenvolver e afirmar. Tão só. Lembro a tão badalada evolução da Irlanda, cujos frutos começaram a ser colhidos desde finais da década de 80 mas cuja génese se deu num pacto sobre a educação celebrado entre os partidos em 1966
É nisto que Portugal e, em particular os Açores, são incapazes de fazer. Nos Açores basta ver o que se passou com a escolha de candidatos a deputados e aqueles que foram eleitos, principalmente no Partido Socialista. Isso foi fazer dos açorianos pacóvios, mas isto são outros contos... Voltando ao tema em questão, é para mim óbvio, que quero ver fomentadas na Região actividades diversas, sobretudo na área económica, que não fiquem ao sabor da subsidio-dependência governativa, do amiguismo de qualquer espécie, que só trazem fortuna e privilégios a uns quantos bem relacionados mas que são prejudiciais para os açorianos em geral. Exemplo caricato disso mesmo, pode-se ver logo na simples escolha posta à disposição dos consumidores açorianos, ficamo-nos por 2 grupos económicos de capitais regionais que praticamente cartelizaram o mercado. Algum governante se preocupa com esta situação? Alguém procura captar investimentos doutros grupos económicos, a fim de fomentar concorrência? Que se veja nada. O que se vê é uma taxa de inflação sempre superior à do Continente porque "se devem previligiar as empresas regionais", agarrando-se toda a gente ao pretexto (obviamente idiota, para os mais atentos, mas aceitável para quem percebe menos destas coisas, a maioria)do custo dos transportes. O povo açoriano que se lixe! É este o sentido que muitas vezes o dito jornalista (e não só) dá ao previlégio das empresas da região. E já nem falo da patetice da SATA porque aí é que o açoriano é tratado como português de 4ª categoria. E lanço já a confusão: a SATA não tem razão de existência. Somos um país de 10 mlhões de habitantes, não temos de sustentar companhias aéreas em barda. São necessários transportes aéreos inter-ilhas? Muito bem: a companhia de bandeira nacional, que deve ter a obrigação de servir todos os portugueses, existe para isso mesmo. Não temos todos nós de estar a sustentar TAP e SATA, para estas irem praticar preços concorrenciais noutros países (onde a concorrência efectiva existe), obrigando-nos a nós que as sustentamos e mantemos a pagar preços exorbitantes para nos deslocarmos inter-ilhas u a Lisboa. Sabem, por exemplo, que a SATA lava €64 do Funchal às Canárias (alguém me explica qual razão para a SATA voar entre o Funchal e as Canárias) ou que para irmos a Lisboa nos cobra quase 300 euros (além do subsídio que o Governo atribui pelo serviço público)e que se comprarmos um bilhete de PDL para Paris o mesmo custa mais 20 ou 30 euros? Afinal a SATA existe para quê? Para servir os açorianos ou para se servir dos açorianos? O comentário já vai longo, mas são coisas destas que levam os açorianos a dispender forças nquilo que não deviam (hostilizar os de fora)dando como bom tudo o que seja Made in Azores (oque não é necessariamente assim). E, Rui, nem falo do desperdicio de dinheiro que foi a nauguração das Portas do Mar, para alem da absoluta pobreza e idiotice que foi o respectivo espectaculo, fosse le protagonizado por continentais, açorianos ou estrangeiros. Foi uma patetice, apenas apreciada pelos cegos que não podem sair destas ilhas de bruma, quiçá devido aos altos preços das viagens de avião. Em suma, honra lhe seja feita, Pedro, viva a meritocracia, qualquer que seja a naturalidade do respectivo portador.

Luís Almeida disse...

Muito lúcido, perspicaz e oportuno o teu post, caro Pedro Lopes. Eu não escreveria melhor.

Legoman disse...

Muitos parabéns pelo post!
A minha resposta, por conta da extensão deixei para leres no 999Milhas.

Cumps

Rui Rebelo Gamboa disse...

Caro Toupeira,

Aquilo que mais me preocupa (e que, mais ainda, deveria preocupar quem ocupa o poder) é o fim para que existe o Estado, garantir o desenvolvimento sustentado [evidentemente, é redutor fazer a definição nestes termos, mas para o caso em apreço, é esta parte que interessa]. Deste modo, aquilo que cabe ao Governo regional é criar condições para que a economia esteja de boa saúde, de forma a garantir emprego. No triângulo Estado-Empresas-Famílias, cabe ao Estado regulamentar e colher o dízimo estritamente necessário para garantir os serviços essencias, que o sector privado não pode dar resposta.

Assim, a SATA regional existe porque é necessário garantir o transporte inter-ilhas todo o ano, sob todo o tipo de condições. Não quero crer que a existência da SATA se deva a um capricho autonómico. No entanto, e dada a condição marítima da nossa natureza [que foi bem explicada pelo Voto Branco mais abaixo e pelo Toupeira aqui], penso que o transporte marítimo inter-ilhas deveria e poderia ter outro papel. Poderia, muito bem, complementar o aéreo. Por exemplo, com recurso aos privados que operam já na região. O fim, lá está, será garantir um serviço essencial ao mais baixo custo possível para o contribuinte.

Não conheço as condições em que a SATA opera fora de Portugal. No entanto, se houver algum tipo de prejuízo, deve ser imediatamente parada essa operação. Mas se houver lucro que minimize a contribuição do açoriano, então faça-se. O problema é que, tal como se constata dos exemplo que foram dados, os custos para os açorianos não baixam e até há regalias que não deveriam existir dentro da SATA. Se outras companhias dão passagens grátis aos seus funcionários e respectivas famílias para toda a vida, é lá com eles, aqui, pelo menos, deveria haver a solidariedade de olhar para o lado e ver que o comum cidadão açoriano tem que desembolsar uma brutalidade para sair da região.

Quanto à preferência a empresas que operam na região. Eu aceito perfeitamente o argumento de que o dinheiro deve cá ficar, mas também aceito o argumento de que a concorrência trás benefícios. Novamente, o fim deve ser o desenvolvimento da população. São questões complexas e que tocam muitas outras áreas, por isso estou em crer que em cada caso, deve haver uma análise única e uma resposta única.

No fundo, acredito no proteccionismo até certo ponto, até ao ponto em que não é positivo para a região.

Pedro disse...

Em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns aos criadores deste distinto blogue...
Em relação a este post tenho algumas considerações a fazer e começo a afirmar que de facto os continentais, na sua maioria, se deslocam para as ilhas à procura de emprego e ganhar experiência, para depois voltar às suas raízes. E assim damos resposta às necessidades...os continentais precisam das ilhas e vice-versa. Mas o que leva um continental a querer voltar para as suas raízes? A esta questão posso dar uma resposta, dado que sou continental. Eu tenho esse desejo de voltar para a minha "casa", porque apesar de tudo de bom que ela me dá, não considero a ilha onde estou como a minha "casa"...
Sempre fui bem recebido, tenho bons colegas de trabalho, um trabalho que, se esquecer o que ganho, é do meu agrado. Mas falta o que para mim é muito importante...a Família.
Neste momento tenho a minha mobilidade comprometida e tenho de fazer tudo o que fazia quando tinha as minhas capacidades motoras na sua totalidade. Para além do trabalho, tenho a lida da casa, como limpar, fazer as refeições, lavar e passar a ferro... Bem e olho a minha volta e não vejo ninguém e sinto um vazio...falta a Família e o seu apoio.
Isto é um exemplo das pequenas grandes coisas que leva o continental a desejar voltar para as suas origens.