23 dezembro 2010

O que dirá agora o jornalista CP 536?


Escrevi no blogue do mesmo o seguinte:


Esclarecimento

Uma simples leitura do Diário da República desmistifica a frase. As leis estão lá à disposição de todos. Não há nada escondido nem há benesses escondidas ou para além da lei.

Em segundo lugar, sempre poderá dizer-se que a única maneira de ter funcionários especializados em determinadas áreas na Região, e que ela não tem nem poderá ter, face aos poderes em causa e à insuficiência de meios humanos especializados, será com alguma compensação e que, desde já lhe confirmo, é bastante insuficiente. Aliás, até parece que ficou "assanhado" por se tratar da administração central, face à omissão, por exemplo, das benesses dadas aos funcionários da SATA, autonomicamente esquecidos.

Em terceiro lugar, se há problemas com a Saúde na Região, sector na exclusiva dependência do governo regional, ou se quiser da Autonomia, devem-se apenas à inércia e incapacidade do governo regional, algo que tange também os transportes e a política que define a sua estruturação. Não é por acaso que o governo regional, mesmo oferecendo muitos subsídios e outras compensações, não consegue atrair médicos para a RAA. Nisso, sofrem os açorianos e os que se deslocaram de outras zonas do país para aqui trabalhar e viver com prazer, porque também eles são açorianos. Termino, dizendo-lhe que a autonomia também deve ser solidária para com o todo nacional. Impõe-no a Constituição mas, sobretudo e antes, impõe-no a ética e a moral, ambas muito arredadas da política actual, nacional, regional e local. E os fazedores de opinião regionais, sabem-no.

Pessoalmente, não sendo fazedor de opinião nem submisso a qualquer um, continuarei a pensar pela minha cabeça os Açores e o País e a fazer o melhor que puder por eles, mesmo quando discorde das acções dos decisores políticos, cá e lá, como agora, cá e lá.

Cordiais saudações


O jornalista CP 536 nada me retorquiu, nem tinha de fazê-lo, porque é livre.


Não vi, até ao momento em que escrevo, o jornalista CP 536 vir a público insurgir-se contra estes putativos subsídios dados aos funcionários regionais.

Não vi, até ao momento em que escrevo, o jornalista CP 536 vir a público perguntar "Por que se escondem essas regalias e os governantes que as autorizaram?"

Será que o jornalista CP 536, até por ter sido assessor de imprensa do presidente do governo regional, sabia da existência destes subsídios? Se sabia porque os omitiu na sua comunicação? Se não sabia, porque razão está agora calado quanto aos mesmos? Já não são discriminatórios? Ou, afinal, já não se enquadram no tal direito à diferença?

Finalmente, porque razão não interpela o jornalista CP 536 o governo regional quanto ao exercício das suas competências, relativamente à Saúde, e ao fiasco que tem sido a execução da política do sector? Não o incomodam os alegados contratos milionários com especialistas vindos do continente para fazer urgências, por exemplo? Ou a sua incapacidade para conseguir trazer médicos para a RAA?

Não fica incomodado com a incapacidade que o governo regional revela para conseguir cumprir a Autonomia nos sectores que são da sua exclusiva competência estatutária?

Citando Cristóvão de Aguiar: "É temerário reverter-se três ou quatro mil vozes, por mais berreiro que façam, na voz de um povo inteiro...".

O resto é água, muita água. E não é da chuva.

5 comentários:

Anónimo disse...

O jornalista CP 536 nunca foi assessor de imprensa do presidente do Governo Regional. Ficou-se pelo Largo do Colégio!

José Gonçalves disse...

Correcção feita. Assessorou na Secretaria Regional da Habitação.

Anónimo disse...

Num governo de Carlos Cesar!

Rui disse...

O Natal faz-te bem, José. Isto está excelente!

Anónimo disse...

Li o que o homem escreveu. repetiu o que Cesar disse na altura.