10 novembro 2012

Sobre o (mau) jornalismo

A propósito de uma insignificante notícia on-line de o Público sobre Breivik foi enviado o seguinte texto ao provedor dos leitores desse jornal:

Está na altura de os jornalistas perceberem que o assassino não é de estrema direita ou de qualquer outra extremidade (aliás, se fosse da outra extrema, como há por aí muitos, existem sérias dúvidas sobre se quem assina a notícia o escrevesse, por irrelevância). É puramente um assassino. Conotá-lo politicamente não é notícia. Conotá-lo politicamente desta forma revela falta de investigação histórica, o que é sinónimo de ignorância. Mas ignorância é o que mais grassa no jornalismo e sobre isso nada podemos fazer senão lamentar. Deverá, pois, o senhor provedor aconselhar lições de história das ideias políticas e de história geral e, já agora, aconselhar a correcção da notícia no sentido de a centrar sobre os aspectos objectivos, que é aquilo que uma notícia deveria ser (apenas).

Vai uma petição?!...
 
 

6 comentários:

Anónimo disse...

Caro José Gonçalves
O texto não é seu, mas não compreendo a razão de o publicar...
Mesmo não conhecendo a noticia do Jornal(como muitos), considero que um assassinato(neste caso é múltiplo e horrível)tem uma dimensão típico jurídica, mas também tem outra dimensão, uma dimensão de enquadramento múltiplo, sociológico, psicológico, politico e social entre outros...
No caso vertente há de facto uma razão politica na génese do facto, como haveria se tratasse-mos de outros assassinatos em massa.
Um jornalista não deve se limitar a dar a noticia no âmbito exclusivamente jurídico, ele tem a obrigação jornalística de informar, e ai deve ser analisado o enquadramento social do facto típico criminal.
Pode haver outras razões para este texto, mas julgo que não existem(salvo melhor explicação)razões de critica pelo jornalista ter enquadrado o facto nas motivações politicas do seu autor, como outro tanto é valido para o 11 de Setembro ou acções do Ira ou da ETA, sempre foi assim, não compreendo as dúvidas...
Mas gostava de ser esclarecido...
Saudações
Açor

Anónimo disse...

Açor
O texto é meu. E a notícia sobre o mesmo tem lá o link. Fica à consideração. não embarco em relativismos. Ou é ignorância, como a da famosa saudação nazi em pleno julgamento (lembra-se?), ou é uma outra coisa sobre a qual voltarei ao tema um destes dias.

JG

Anónimo disse...

Caro José Gonçalves
Não tinha lido de facto o artigo, mas agora, (agradecido,pela ligação ao texto) depois de o ler, não encontro nenhum motivo de critica do dito artigo.
O artigo identifica o criminoso como extremista de direita, mas não é o próprio condenado que se identifica com a dita terminologia idiológica?
O artigo é irónico(ou talvez não) sobre as condições(que em Portugal seriam de luxo) da cadeia onde está a dita personagem, mas existe algum problema sobre isto? Ou pelo contrário o dito cujo, devia era ser internado por loucura por reclamar das condições do cárcere?
É irónico(e ainda não entendi se é esta a sua posição) aqueles que ao mesmo tempo acham que os presos Portugueses são insanos quando reclamam das condições(estas verdadeiramente más)das cadeias Portuguesas e consideram razoável, toda a reclamação dum verdadeiro louco(que deviam era ter sido internado como louco)...
Digo mais uma vez, que existe uma diferença entre as considerações jurídicas que classificam tipicamente os crimes(e mesmo aqui existem os crimes contra a humanidade ) e as considerações jornalísticas, que aqui até são muito suaves face à realidade abordada.
Retomando as suas considerações, pergunto se o dito cujo, fosse de extrema esquerda, o que seria o tratamento jornalístico do mesmo?
Para situar e não considerando os presos de Guantanamo de esquerda ou de direita, observemos a diferença radical de condições de cárcere.
Se quiser coloquemos em alternativa as condições dos presos antifascistas do fascismo Português, e as condições de hotel que este louco tem...
Não acredito que seja este o seu ponto de vista, pois não o considero de estrema direita, estou certo ou errado?
Mas seja como for continuo sem entender o seu ponto de vista?
saudações
Açor

Anónimo disse...

Que grande confusão, Açor! Vai uma petição?! Eis aquilo que me faz sorrir, depois da idiotia contra Isabel Jonet. E já agora, dentro do âmbito, vai uma entrevistinha bicéfala?

JG

Anónimo disse...

Caro JG
Você até pode ter razão no que quer disser,pois das suas palavras(e as minhas dificuldades interpretativas, à parte)não consigo entender à sua lógica, está contra o quê?
Em relação à pseudo idiotia da reacção a Isabel Jonet, tenho a dizer que pretenso(como sabe)aqueles que não encontro grandes méritos na "caridadezinha" mas reconheço que em alturas como a que vivemos ela pode desempenhar quando honesta, um papel social relevante.
Agora, deixa que lhe diga que a dita pessoa, não destilou toda a sua prosa contra os pobres na dita entrevista, ela não só fez considerações contra o Socrates e a favor do PSD/CDS, no anterior Governo(que me merece também toda a critica)como disse coisas contra os pobres, se calhar ainda mais ofensivas do que estes agora criticados.
qualquer pessoa tem direito às suas opiniões, mas pelo mesmo motivo não pode desconsiderar a opinião dos outros, sobretudo se se opõem a opiniões que são contra o papel que ela desempenha no banco alimentar contra a fome, como pode ser responsável por uma organização que é contra a fome que ela diz não existir?
Você tem tanta coisa por onde se debruçar em favor da sua ideologia e dos seus pontos de vista, porque é que tem necessidade de se envolver em todos os combates sobretudo aqueles que são ridículos e uma perda de tempo serem escolhidos em prejuízo de outros, estes sim importantes.
Não sou do bloco de esquerda, mas não entendo esta histeria contra a organização, neste caso a direcção bicefala, até parece que gostava de ser do Bloco de Esquerda?
Saudações
Açor

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.