23 setembro 2013

Declaração de silêncio eleitoral

Contrariamente ao que tenho feito, desta vez não só não me pronunciarei sobre a campanha eleitoral em curso como também não farei qualquer declaração pública sobre as eleições e a habitual declaração de voto, ainda que este há muito decidido.

Ao arrepio do que se possa pensar, e afastando desde já qualquer especulação, não o faço por qualquer razão especial.

Simplesmente, e sem qualquer reserva mental, tenho vida privada, tenho responsabilidades nela e tenho responsabilidades em causas sociais que abracei. Para mim, são primordiais e muito mais importantes do que o resto, sobretudo se este for uma declaração sobre o fátuo ou uma afirmação de convicção pessoal, sem qualquer importância e, menos ainda, sem qualquer influência públicas.

Entendo que tudo isso compete aos homens e mulheres que em campo agitam vigorosamente, todos e cada um, a nobreza da causa que agora abraçaram ou àqueles que há muito exercem funções de responsabilidade política, mesmo os que, decerto porque sofregamente atarefados, ainda estão acoitados no silêncio e na penumbra.

Acredito que os candidatos terão ideias claras, concretas, praticáveis e adequadas aos tempos que vivemos e que tudo farão para que o nosso concelho seja um lugar cada vez mais aprazível para a comunidade, com as necessárias adaptações para o efeito. Tudo, naturalmente, na certeza de que, passada a vanity fair, todos estarão bem cientes do conteúdo das respectivas funções e das responsabilidades que elas acarretam.

A participação activa na campanha eleitoral, a declaração e o apoio público a um candidato, para mim é uma faculdade; para os políticos é uma obrigação.

Por isso e com esta última ressalva, expresso apenas o desejo de que todos se afastem do quimérico rol de inexequibilidades da época, coisa que o eleitor percebe e arlequina porque sabe que o tempo é de contraste.

Se os candidatos tiverem seriedade, fá-lo-ão.

Se os eleitos tiverem uma vida virtuosa, praticá-lo-ão.

E, se o fizerem e praticarem, não precisaremos de mais porque a tarefa já é de monta. 

3 comentários:

Anónimo disse...

porque será que acho que há por aqui uma ironia tipicamente gonçalvista? Será por causa dos acoitados? Mas nao posso deixar de notar que o Gonçalves mudou o discurso. dantes atirava-nos com uma frontalidade pouco usual agora tem publicado textos inigmaticos. Muuuiito interessante! vamos ver o futuro. desejo lhe boa sorte para as suas causas sociais que desconhecia.

leitor atento

Anónimo disse...

ironico é o Gonçalves referir os conhecimentos dos candidatos sobre as autarquias. O PSd andou por aí a dar formação aos futuros autarcas tipo pacote. Ontem vi o Gonçalves evitar a campanha do PS na Rua de Lisboa por onde ia a pé com um livro debaixo do braço. Pareceu-me abatido. Será sinal de que adivinhou a derrota?

Anónimo disse...

Gonçalves

este foi um post onde nao disse nada. Quer dizer dizer disse. De certeza que faz uma critica camuflada ás escolhas do PSD ao menos para alguns cargos pois acho que você confia e tem apreço pelo Bolieiro. Agora deve ter um dilema vota no PSD apenas por causa do Bolieiro e engole os sapos ou vai votar em branco? Do seu post é o que julgo que quiz dizer.

leitor atento