27 julho 2006

Ao que parece, apenas, os EUA estão determinados a encontrar uma solução para o crescente conflito Israel – Hezbollah. O facto de Condolezza Rice ter ido primeiro a Beirute, encontrar-se com o 1º Ministro libanês, dá clara impressão que os EUA estão à procura de uma solução de facto, noutras alturas a primeira viagem do representante americano seria a Israel, passando imediatamente a mensagem de apoio incondicional, ao estado judaico.

Portanto os EUA estão no terreno a trabalhar para encontrar uma solução. A Europa não está. Na Europa fala-se muito, de mais até, na Europa critica-se tudo e não se dão mostras reais de querer participar duma solução. Neste sentido, uma palavra de aprovação às palavras do novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, que disse que se fosse necessário, Portugal mandaria soldados – algo que o anterior MNE nunca faria. É preciso entender que, neste momento, uma solução passa, obrigatoriamente, por uma força que mantenha a paz na zona Sul do Líbano e que faça aquilo que Israel está a fazer à sua maneira, ou seja libertar o Norte do seu país da ameaça das armas dos iranianos e sírios.

O tempo do appesement em relação aos movimentos extremistas e terroristas islâmicos tem que acabar. Permitiu-se tudo, até que esses movimentos se transformassem em Partidos políticos e tomassem o poder, como o Hamas e o Hezbollah. Permitiu-se, ou melhor, fez-se com que Israel retirasse do Sul do Líbano e de Gaza, em favor desses movimentos. E, sempre que surgiram notícias de conflitos de menor escala naquela zona, criticou-se Israel, em favor dos extremistas.

Continua-se a falar que os ataques de Israel são desproporcionais. É da maior irresponsabilidade dize-lo, porque compara-se sempre o rapto dos 2 ou 3 soldados com a resposta que Israel tem dado. É uma comparação redutora para a verdadeira dimensão daquele conflito. Todos os países à volta do estado judaico querem a sua aniquilação e nem sequer fazem disso segredo. Israel está travar uma guerra diferente; esses estados não estão a lutar directamente, mas sim através dos grupos extremistas e terroristas. Os, tão falados, ataques a civis, são na realidade ataques a locais reconhecidos como locais onde esses grupos extremistas e terroristas têm as suas bases, e de onde lançam os mísseis contra as cidades do Norte de Israel. Portanto a culpa, vistas bem as coisas, é desses grupos, que, à margem de todas as leis internacionais, usam escudos humanos e escondem-se em zonas residenciais. A pergunta que se impõe é: se Israel não tivesse tido esta resposta onde estaríamos agora? Porque se o Hezbollah tem como principal objectivo destruir Israel, se tem as armas e se tem a possibilidade, porque razão não haveriam de atacar, como de resto atacaram a cidade de Haifa?

É inacreditável, hipócrita e irresponsável que se continue a ver este conflito como resultado do rapto dos soldados israelitas. O anti-americanismo que pulula pela Europa fora, deveria que mais contido.

3 comentários:

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