01 outubro 2006

Quem ganha com os cortes?

No "Açoreano Oriental", de ontem, li uma pequena noticia que dava conta das dificuldades financeiras sentidas na Policia Judiciária que, tendo como fonte o jornal "Público", parece ter já esgotado o seu orçamento anual, no passado mês de Julho.
Na noticia ficamos a saber que o corte de verbas para despesas correntes, que eu entendo como despesas inerentes ao bom funcionamento e eficaz investigação dessa policia, é de 50%.
Também se lê que foi prometido um reforço financeiro pelo Ministro da Justiça, que tarda em chegar.
Sem meios e tempo, por falta de verbas, os inspectores da PJ não podem cumprir com eficiência e rapidez as actividades inerentes aos processos investigativos. A segurança e a justiça, ficam enfraquecidas, e quem ganha são os criminosos que se sentem menos vigiados e com caminho aberto às prescrições dos seus crimes. Começará o crime a compensar?

Não será a Policia Judiciária, como uma policia de investigação de reconhecida competência, merecedora de ser uma prioridade na atribuição de verbas extraordinárias?

3 comentários:

Rui Gamboa disse...

A PJ está dividida. Soube que um dos lados está a aproveitar-se do apito dourado e do envelepoe 9 para por info confidencial cá para fora pondo em risco essas investigações que estão em curso. Por exemplo há poucos dias soube-se que um arbitro teria ido jantar a caso do Pinto da Costa antes de um jogo e que essa info tinha vindo da PJ.

É claro que o teu título chega, por si só, à conclusão, ou pelo menos dá-nos uma indicação clara. O mundo do crime ganha com isso. Há falta de autoridade, (diz isso ao eixo do mal que vais ouvir o que não queres) que não se pode confundir com autoritarismo (clichê, mas é assim mesmo).

Aqui no Livramento há uma sensação de isegurança que eu nunca vivi, os ladrões sentem-se impunes, assaltam, assaltam e assaltam e às vezes até são apanhados, mas para quê? Saem e vêm outra vez e isto é de verdade, é assim que se está a passar aqui.

Eu acredito no Socrates, em muito do que ele tá a fazer. Os cortes orcamentais são um mal necessário, mas onde cortar, não é? Nas forças de segurança publica? Achor que não. Devemos abordar o tema do Rendimento Min Garantido, poruque tem muito a ver com tudo isso, por várias razões...

PP disse...

POis o ambiente na PJ, desde a saída do seu anterior director, está tenso.
Dizes que uma "facção" disse que um árbitro tinha ido jantar a casa de Pinto da costa. Pois a outra facção deve ter sido a que avisou PC de que iria ser dedito par interrogatório, no âmbito do processo apito "nortenho". :)

SEm dúvida, autoridade é necessária, é o garante de uma sociedade pacifica, onde quem não respeita as regras, aceites por "todos" e definidas nos códigos, deve ser posto na ordem. Não podemos cair no radicalismo, que roça a anarquia, defendida pelo BE. Não temos civismo para isso, e haverá sempre quem pise o risco.

O Eixo do Mal. Pois é, os dois que referes no comentário ao post dos "esqueletos" (Clara e fininho de óculos), são a caricatura do pseudo intelectual de esquerda. Estão numa posição muito confortável para dizerem as barbaridades que quiserem, sem que ninguém os contraponha e os chame, muitas vezes, ao (país) real.

O Livramento viveu (digo no passado porque o principal malfeitor já está preso) semanas ou meses de grande ansiedade, pois o autor dos assaltos era cada vez mais afoito e não parava, como que viciado no seu "trabalho". Sabemos bem o que os torna tão afoitos, o que os move. Por isso sabemos que não param, e que não olharão a meios para atingir os seus objectivos.

Eu também penso que não se deve cortar em áreas tão sensíveis ou necessárias como a segurança pública e a saúde. Não podemos esquecer as funções essenciais do estado.

Até já, quando voltar falamos do RMG.

PP disse...

Já agora, Cavaco Silva, o nosso PR, diz que Portugal, é como dizer o EStado ou os nossos governates, não têm dado a devida atenção ao combate e perseguição à corrupção.

Não será, certamente, com cortes ás instituições do estado que se dedicam a essa perseguição e combate (á corrupção, entre outras), digo PJ, que se conseguirá punir os prevaricadores, digo os corruptos.