16 janeiro 2007

Europa-América

Actualidade internacional, para reflectir:
G.W. Bush reforça o contigente de soldados americanos no Iraque, em 20.000 homens. Ignorando o relatório Baker, o Presidente norte-americano, prefere uma táctica de reforço da ofensiva para acabar com a violência sectária. Apesar de 90% dos americanos estar contra a permanencia de forças no Iraque, Bush e os neocons não recuam na sua estratégia. Veremos se alguma vez tiveram razão. Por seu lado o recém empossado Congresso, de maioria Democrata, pouco pode fazer, uma vez que os seus poderes estão reduzidos ao controlo de fundos. Se o Congresso se recusasse a conceder fundos para este reforço de tropas, ficaria numa posição delicada, se a estratégia de Bush, por ventura, vier a falhar. Os democratas só podem mesmo é falar, até porque não têm uma alternativa credível.
Um grupo de 20 eurodeputados, entregou no Parlamento Europeu, uma carta para a constituição de um novo grupo, o I.T.S. (Identidade, Tradição e Soberania). Este novo grupo iá situar-se na extrema-direita do espectro político, esperando-se uma luta activa contra a integração europeia. Na vanguarda está, como não poderia deixar de ser, Jean Marie Le Pen, agora acompanhado da sua filha, Marine Le Pen e Alessandra Mussolini, neta do Il Duce.

1 comentário:

PP disse...

Caro Rui, Bush não tem outra saída senão defender a posição assumida aquando da ofensiva bélica para derrubar Saddam. Tem de levá-la até ao fim, mesmo contra a maioria no Congresso.
Por outro lado, se continuarem a morrer tropas Americanas ao ritmo actual, se os 20.000 homens que vão reforçar o contingente, não conseguirem controlar as rebeliões e travar os ataques terroristas, aí, Bush saí de cena e ficará para a história como o Presidente do "2º Vietname".
E o apressado enforcamento de Saddam, só veio dar força a uma certa resistência terrorista.
Isso, para não falar da guerra civil entre xiitas e sunitas que há-de perdurar e estender-se aos vizinhos Irão e Síria.
Enfim, este conflito e aquela região, ainda vão alimentar muitas noticias.