07 maio 2007

Açores, Turismo e Golfe

Li no "Expresso" deste fim de semana, uma noticia que dava conta da compra de mais uns campos de golf em Portugal, por uma empresa denominada "Oceânico", propriedade de dois empresários, o irlandês Gerry Fagan e o inglês Simon Burgess.
Estes dois milionários, amantes de Portugal, e em especial do Algarve, decidiram, durante uma longa conversa no aeroporto de Faro - enquanto (des)esperavam pelo vôo de regresso a casa, que entretanto se atrasára -, mudar o rumo das suas vidas, e investir em Portugal em negócios ligados ao golf e hotelaria, uma paixão partilhada por ambos, e possibilitando que ficassem aqui a residir
Já detêm cerca de 10 campos da golf, e outras tantas unidades hoteleiras, maioritariamente no Algarve, mas também em Silves, Óbidos, Porto de Mós, Funchal e AÇORES, neste último caso o "Azores Golf Island", com os campos da Batalha e das Furnas, que implica um investimento turistico-imobiliário orçado em 700 milhões de euros, em parceria com a Siram.
Pelo que li na notícia do suplemento de Economia, do jornal "Expresso", não duvido que esta compra, e o consequente investimento que vai ser levado a cabo, seja um projecto que vai de encontro ao turismo/turista que ambicionamos, e será um negócio condenado ao sucesso, pois parecem ser pessoas sérias, com experiência no ramo, e empenhadas (investimento global é da ordem dos 2.000 mil milhões de euros), com uma visão empreendedora e com espirito ganhador, e que apreciam muito os Açores.
Na conversa mantida pelo jornalista com os empresários, duas citações dos entrevistados me mereceram destaque; a primeira foi relativa ás qualidades dos nossos produtos, e diziam, "apreciamos muito o bom peixe e carne dos Açores"; outra fazia referência aos potências alvos dos seus pacotes de férias com golf, e mencionavam os mercados Americano e Canadiano, dando como exemplo que "um turista/jogador, pode passar uns dias a jogar golf nos Açores, e depois seguir para mais uns dias no Algarve, tudo dentro do mesmo pacote".
Também se referiam aos muitos emigrantes Açoreanos nesses dois países, e acrescentavam que para outros mercados os Açores têm bom potencial pois "podem oferecer um ambiente muito familiar aos Irlandeses. Também têm queijo, chá e cigarros. E fica muito barato para investidores ingleses ou americanos." E finalizam afirmando que "A Oceânica, também agradece os novos voos entre PDL, Londres e Dublin", e mostram-se dispostos a levar uma nova vaga de residentes para o nosso arquipélago, pois "nas nove Ilhas só residem dois ingleses e nenhum irlandês".
Por isso, parece-me que este projecto vai sair vencedor, e com ele os Açores também ganharão, na medida em que subirão no patamar da qualidade dos serviços prestados e das infraestruturas ligadas ao golf, que, como se sabe, contuma ser praticado por pessoas com uma situação financeira desafogada.

4 comentários:

Rodrigo disse...

Olhó lago!!! A culpa é do swing! Vídeo fixe aqui:
http://video.google.com/videoplay?docid=3667161516038058819&hl=en

Rodas

Rui Gamboa disse...

É muito dinheiro... 700 milhões de euros.

Não se tenha dúvidas, esta é uma boa aposta, mas tem que ser acompanhada com outras coisas... já falei aqui de um aspecto a melhorar (como as pessoas que recebem os turistas), mas há outros

Pedro Lopes disse...

Pois é, caro Rui, estes senhores não brincam em serviço.

Recordo-me que em tempos, creio que na altura da venda pelo governo regional dos campos de golf, escreves-te, aqui, um post sobre o tema.

Este serve para dar a conhecer os homens por detrás da "Oceânica", e os seus vários projectos nesta área por todo o país. Apostam forte, como se pode constatar.

Quanto ao nivel de atendimento e dos serviços prestatdos aos qiue nos visitam , também estou de acordo quanto à necessidade de um maior e mais sério investimento nesta vertente.

Não podemos "pedir" turistas com alto poder de compra, e depois oferecer serviços e atendimento mediocres. Temos de receber com simpatia e com profissionalismo.

A paisagem, por si só, não basta.
Podem visitar-nos uma vez, mas não repetem se não se sentirem plenamente satisfeitos com todas as vertentes da viagem. Desde o avião, ao tempo de espera da bagagem , ao táxista, à comida, ao atendimento, à facilidade de comunicação, à orientação e explicações, aos passeios a cavalo, de barco ou de jipe, aos cuidados com os peões, ao respeito pelo meio ambinete, aos espaços de lazer e de banhos, aos produtos locais, ao respeito pelos animais, e muitas outras granbdes de pequenas coisas que marcam quem nos visita.

Por isso, ainda temos de trilhar um longo caminho para que este nosso arquipélago se imponha como um destino de eleição para pessoas com alto poder económico, e que aprecia a comunhão com a natureza, longe das multidões dos destinos massificados.

Rui Gamboa disse...

Deixa-me acrescentar a essa lista, algum serviço de ajuda para quem faz caminhadas. Falo disto, como será evidente, devido ao caso da mulher que foi (ao que parece)violada. Como alguém escreveu, e se há um problema qualquer, como de saúde, ou de outra natureza, aquelas pessoas estão ali completamente sózinhas...